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História No Baú de Davy Jones - Capítulo 1


Escrita por: e sparrowjack


Notas do Autor


vim honrar meu user com o capitão chanyeol!

Capítulo 1 - Capítulo Único - Tortuga!


O navio estava um completo caos. Gritos de pavor e desespero preenchiam a embarcação, enquanto os tentáculos impiedosos do Kraken tratavam o Pérola Negra para as águas profundas do mar. Contudo, seu capitão permanecia ali, imóvel, esperando que um final trágico acabasse com sua vida. Mas houve apenas silêncio e, quando abriu os olhos, Chanyeol estava sozinho em seu navio, vagava por águas escuras e havia neblina por toda a parte. Podia ouvir uma melodia suave que parecia ser de uma caixinha de música, mas não podia vê-la.

 

Ao longe, pôde ver uma espécie de praia desértica. Não havia nada além de uma areia branca e a água onde estava. Foi quando sua ficha caiu: estava no Baú de Davy Jones. Precisava pagar seu débito com o pirata. Entretanto, nunca pensou que teria o desprazer de acabar naquele lugar. Havia perdido sua tripulação, seu rum e a qualquer momento poderia receber a visita do lendário cara de polvo, como o chamava. 

Subitamente, o Pérola parou. Então Chanyeol desceu as cordas, ficando surpreso ao ver que o navio estava sobre a areia branca. E se estivesse morto e aquela era uma das consequências de estar no fim do mundo? Queria pensar que tinha uma forma de sair daquele lugar. Mesmo que não tivesse mais o mar como rota de fuga, pensava em dar um jeito. Aliás, era o que o famoso pirata saqueador Chanyeol das ilhas do Caribe fazia. Quando foi que não se livrou de uma situação? Eram tantas as vezes que teve de se salvar que não se desesperava mais. 

Caiu sentado no chão. Então deu uma olhada no local, vendo que, além do que tinha antes, algumas pedras perfeitamente ovais e da mesma cor da areia estavam lá, jogadas no chão sem mais nem menos. Sequer eram legais, só eram pedras. Em outra ocasião, Chanyeol já teria as comido, mas a fome não era tanta como a vontade de tirar o cheiro do Kraken que estava impregnado em suas vestes. Poderia dizer também que o pirata já passara por situação parecida, mas teria de contar a história e é longa, então deixarei para outra hora.

 

— Idiota pegajoso! — gritou para o nada. Talvez, de alguma forma, aquilo o aliviasse momentaneamente. — Maldita besta. 

 

Sentou, ou melhor, jogou-se no chão de maneira abrupta, mas, como sua hiperatividade não dava descanso, o latino levantou-se novamente. Andou até a orla do mar e não viu nada além da imensidão azul e a neblina densa. Chanyeol sentiu algo encostar em seu tornozelo e deu um pulo com o susto; era uma daquelas pedras. Por que diabos elas estavam rolando para o mar? Desviando desajeitadamente, o pirata viu que as pedras eram na verdade caranguejos brancos. Aquilo o lembrava de Calypso. Ela estava perto? 

Ainda de costas, o capitão não notou o horizonte, onde surgia um navio de velas sujas. Ele aproximava-se da costa e, assim que Chanyeol o viu, quase pulou de emoção por não ver as velas negras de Davy Jones. Podia enxergar figuras familiares, eram amigos piratas de longa data e, no convés, Calypso, a deusa dos mares em forma humana. Mas qual não foi seu desgosto quando o maldito papagaio de Kai sobrevoou entre as velas. Como o odiava. Maldita ave! 

Assim que chegaram em terra todos foram para perto de Chanyeol.

 

— Chen, sua tartaruga bêbada de dois cascos! — Deu dois tapinhas no ombro do pirata, que cambaleou. — Kai e sua… coisa! Suho, você ainda usa essa mão de gancho?! — Riu alto e cumprimentou toda a tripulação, até ver Calypso, quem sorriu para si.

— Chanyeol — sussurrou. — Você achou mesmo que podia enfrentar o Kraken?

— Queria dizer que sim, mas você saberia que estou mentindo. Infelizmente admitir que foram mais espertos que eu me faz… sentir coisas.

— Do tipo ruim? — Xiumin, o pirata com a bandana preta e a camisa branca aberta perguntou.

— Provavelmente! — Kai respondeu de maneira óbvia. 

— Agora nós precisamos sair daqui. — Sehun se pronunciou, esquivando-se do papagaio, que tentou o bicar. 

— Há muito, quando Davy Jones ainda era um pirata, ele se apaixonou. — A única mulher entre eles disse. — Muitas versões dizem que fora pelo mar, outras por uma mulher. Histórias diferentes, mas todas verdadeiras. Contudo, qual era o propósito de ter um órgão que o fizesse sentir um sentimento momentâneo e cruel? Exato, nenhum. Por isso, Davy Jones arrancou seu coração e o colocou em um baú. Muitos dizem que ele está guardado nos confins da terra, outros dizem que ele está no próprio Holandês voador. Entretanto, o coração do pirata não pertence a ele mesmo, mas sim a uma mulher. Sim, uma mulher, a mesma que ele prendeu na forma humana cruelmente. 

— Com isso você quer dizer que essa mulher é você? Você é o mar? — Chen perguntou. 

— Talvez sim. Mas quero dizer que eu sou a única forma de fazer com que todos nós possamos sair daqui. — A deusa olhou em volta com certo desgosto. — Porém, existe apenas uma forma. A minha libertação.

— Trivial. — Chanyeol sorriu ladino. — Nós precisaremos de coisas que provavelmente tenham no navio. — Todos se entreolharam.

 

[...]

 

Era quase impossível ver por entre a neblina, mas todos os piratas tinham noção do que estavam fazendo. A deusa estava amarrada no mastro e uma essência estranha, feita de coisas esquisitas fazia a embarcação cheirar a plantas molhadas. 

 

— Agora alguém precisa dizer as palavras no ouvido dela. 

— Que palavras? 

— As palavras em espanhol.

— Por que em espanhol? 

— Porque não é em francês. 

 

Após a pequena discussão, todos decidiram que era melhor Chanyeol dizê-las, já que sabia como as pronunciar corretamente e no tom correto. Sendo assim, o capitão pirata se aproximou lentamente do ouvido da mulher.

 

— Libérate, como las olas del mar, como una tormenta, como el Calypso — sussurrou, vendo-a fechar os olhos.

 

Todos se afastaram após o sorriso diabólico dela. Seu tamanho foi mudando. Ela ficou maior, o que arrebentou as cordas e logo ela explodiu em uma grande onda, fazendo todos os tripulantes caírem e alguns engolirem a água salgada. E, como o esperado, a paisagem se tornou familiar ao que saíram do Baú. Estavam em Tortuga. 

 

— O que pensa em fazer, capitão? — Kai perguntou, ainda tossindo um pouco.

— Primeiro matar esse papagaio. — Apontou para a ave, o que fez o pirata escondê-la. — Depois, saquear. 

 

O grito eufórico dos piratas ecoou. Chanyeol era conhecido por ser um saqueador de primeira, por isso era procurado pela guarda britânica, espanhola e francesa por todos os seus crimes nessas regiões. Sua tripulação não era diferente, todos ali honravam o título de piratas do Caribe, sem exceções.

 

— Limpem o convés, baratas cascudas! — O capitão gritou, fazendo-os rir. 

— Chanyeol, achamos isso jogado. — Xiumin entregou um chapéu para o pirata, que pegou de bom grado, colocando-o na cabeça, amassando o cabelo que chegava à altura dos ombros. 

 

Agora poderia chamar-se de capitão Chanyeol com convicção. Seus cabelos longos com alguns penduricalhos, a bandana que ficava por baixo do chapéu preto, a cicatriz em forma de tridente no peito, da vez em que fora vítima de vodu; tudo era o que o formava, principalmente a falta de moralidade e senso, é claro. 

Depois de muito tempo no mar, finalmente a tripulação atracou em Tortuga, logo se separando, exceto por Chanyeol, que encontrou algumas pessoas indesejadas. Entre tapas na cara e algumas lutas de espada, o capitão se escondeu em uma ferraria que estava vazia, por sorte. Ou nem tanto assim, já que encontrou alguém que preferia esquecer, Baekhyun. A única pessoa que fez com que o capitão do Pérola Negra sentisse algo parecido com amor, ou talvez fosse, mas nunca admitiria. 

 

— Quanto tempo, Yeol. — Baekhyun sorriu ladino, arrumando a bandana nos cabelos pretos. 

— Preferia que continuasse assim, amor — declarou em tom sarcástico.

— Você não muda, não é mesmo?

— O que faz aqui?

— Mudando de assunto? Eu deveria te ignorar para meu próprio bem, mas vou te matar. — Apontou a espada, logo começando outra batalha, dentro da ferraria dessa vez.

— Você esquece que eu lhe ensinei tudo o que sabe. — Chanyeol disse, desviando de um golpe e pulando para o alto de uma madeira no teto.

— Você quer dizer que acabou com a minha vida. Eu estava muito bem naquele convento.

— Você achou que virar padre seria melhor que essa vida? 

 

Baekhyun não disse mais nada, então em um golpe rápido jogou Chanyeol no chão, prendendo seus braços.

 

— Seria bem melhor do que ter te conhecido, amor​ — sussurrou, passando os lábios pelo pescoço do capitão, que fechou os olhos. — Mas agora adeus.

 

O outro pirata levantou-se, caminhando para fora, mas algo o fez voltar para trás rapidamente. 

 

— Resolveu voltar atrás? 

— Absolutamente não! Os soldados britânicos estão aqui. Venha! — Baekhyun segurou a mão de Chanyeol, puxando-o para os fundos.

 

Logo eles saíram em uma parte da ferraria que levava para o mar. Eles caíram na água, sem ver que o pequeno cais improvisado acabara. Com a água até o pescoço, começaram a nadar, não demorando muito a sair em um bar. O local estava lotado, havia piratas bêbados, gritaria, bebida e música alta; tudo o que um capitão como Chanyeol queria. 

 

— Nem pense em beber. Nós temos que sair daqui rápido. — O pirata mais alto fez uma cara irritada, mas obedeceu. — Aliás, tenho um navio.

 

Os olhos do capitão brilharam de animação. Um sorriso ansioso brotou nos lábios de Chanyeol e eles correram para fora do bar pelos fundos, vendo que chegaram a um porto, onde havia um navio que, provavelmente, era o de Baekhyun. Contudo, antes de chegarem à embarcação, foram barrados por homens que também deviam ser piratas.

 

— A recompensa por você é alta, capitão Chanyeol. — Um deles sorriu, revelando seus dentes amarelados e tortos. — E por você também, Baekhyun. Não sabem o quanto nos agrada vê-los aqui.

— Nos agrada mais ainda saber que teremos a chance de jogá-los para os peixes. — Chanyeol rebateu, arqueando uma sobrancelha. 

— Veremos! 

 

Mais homens surgiram atrás deles, mas, não sendo fáceis de derrotar, eles enfrentam-no. Com um chute, Baekhyun derrubou um deles na água, logo acertando mais um com a espada. Chanyeol, por sua vez, caiu no chão com uma rasteira, mas levou o pirata junto, cortando-o. Era difícil de derrotar mais de dez homens sendo apenas uma dupla, mas se tratando deles, nada era impossível. Quando menos esperavam, todos eles estavam jogados no chão ou amarrados nos barris que foram largados de modo preguiçoso pelo porto. 

 

Chegando ao navio eles traçaram o curso para uma ilha do Caribe que, de acordo com o mais baixo, era o único jeito de resgatar o Pérola Negra do baú. Nenhum queria estar perto do outro, mas para o Capitão, isso não era tão ruim. 

 

— Você tem certeza de que isso vai tirar o Pérola de lá?

— Tenho, tenho sim. — Baekhyun sorriu perversamente, mas Chanyeol não viu, já que o outro estava de costas para si. 

— Aliás, o que te trouxe de volta à Espanha? 

— Precisava de uma tripulação. Desde que você me deixou em Londres eu saí em busca de um navio e marujos para capturá-lo — disse, segurando a espada discretamente.

 

— Por que eu deveria acreditar em você?

— Porque como você mesmo disse, eu sou uma besta feroz e faminta.

— Não me lembro disso. — No fundo ele se lembrava sim, mas queria saber onde essa conversa daria.

— Pois eu sim. Aliás, aproveitando que estamos sozinhos neste navio, é uma boa hora para colocar meu plano em ação.

— Mas que plano? — Antes que pudesse dizer mais algo, Chanyeol fora surpreendido novamente pela espada de Baekhyun. De volta aos antigos tempos, eles travaram outra luta no navio. 

 

Rapidamente o capitão jogou o chapéu no rosto do outro pirata, que se distraiu e deu tempo para que Chanyeol corresse para o porão do navio. Logo atrás do mais alto, Baekhyun segurou um dos barris de rum que estavam ali e quebrou a torneira, fazendo com que toda a bebida inundasse a área.

 

— Imprudente como sempre. Não acha melhor taças? — O moreno riu. 

— Não acha melhor pegar a espada? — Outra vez o mais baixo foi para cima de Chanyeol, que cambaleou para trás. — Você acha mesmo que eu vou te deixar vivo, capitão?

— Não use esse tom comigo, amor. — Riu, tentando ficar em pé graças ao rum enchendo o porão. — Você deveria me perdoar. 

— Nunca! 

 

Eles começaram a orbitar em volta um do outro, tentando desviar dos golpes, até Baekhyun cair em meio à bebida e o navio dar um solavanco, fazendo Chanyeol juntar-se ele.

 

— Acho que nós chegamos. — O acastanhado saiu correndo, fazendo o outro segui-lo. 

 

Quando chegaram ao convés, se depararam com uma ilha cheia de árvores e o sol escaldante caribenho. Sorriram, não esquecendo de terminar o que começaram. Assim, caindo dentro da água rasa, mas continuando os golpes.

 

— Eu até mataria você se não precisasse do meu Pérola. — O moreno levantou-se, limpando o rosto.

— Eu até te deixaria vivo se não quisesse tanto te matar. 

 

Pararam ao ouvir um barulho de tambor. Entreolharam-se e logo perceberam que se tratava de uma ilha escondida porque era onde canibais viviam. Os famosos Huesos Rotos. 

 

— Você tem certeza de que é aqui?

— Obviamente. Está enterrado em algum lugar. 

 

Eles correram para dentro da mata. Algumas caveiras eram vistas, elas continuavam com as roupas de piratas, até baús e cálices de prata. Tudo aquilo estava jogado no chão, como se tivesse havido uma enorme luta, injusta talvez. Chanyeol suspirou, amedrontado, e ajustou o chapéu. Os dois homens continuaram andando na ilha, passaram por ruínas e por uma ponte quase caindo aos pedaços. Olharam no despenhadeiro e viram um tipo de gaiola gigante feita com cipós, fizeram o sinal da cruz só por precaução.

 

— Está com medo? 

— Claro que não.

— Me parece o contrário, Chanyeol. 

 

O capitão sequer teve tempo de responder. Um, dos índios, Huesos Rotos, apareceu com uma lança na mão. Os três entreolharam-se apavorados, mas o nativo gritou algo em seu dialeto e correu, os dois piratas fizeram o mesmo, mas foram impedidos quando vários deles apareceram. Olhando-se novamente, saíram correndo e puderam ouvir os gritos atrás de si. Já perdendo o fôlego, Chanyeol escondeu-se atrás de uma rocha gigante e puxou Baekhyun. 

 

— Nós vamos virar comida deles por sua causa. — Colocou as mãos no joelho para recuperar o fôlego.

— Você quis vir por conta própria. E eu também não me importo se você vai morrer ou não. — Sorriu, ainda ofegante. 

 

Eles calaram-se abruptamente, ouvindo os Huesos se aproximarem. Baekhyun fechou os olhos, esperando pelo pior, mas, felizmente, eles passaram reto. Ambos se encararam e sorriram, aliviados. Então se levantaram e saíram na ponta dos pés para não chamar a atenção dos nativos. Os piratas seguiram pelo caminho oposto, passando pela aldeia deles. Qual não foi o susto ao se depararem com duas mulheres? Eles abaixaram-se e passaram por trás das casas feitas de materiais da ilha. Contudo, o capitão não podia deixar de matar sua fome, então pegou algumas frutas e saiu comendo-as.

 

— Você não cansa de ser inconveniente? — Baekhyun perguntou, revirando os olhos ao ver o mais alto comendo uma manga. Chanyeol por sua vez não conseguiu dizer nada audível graças às frutas. 

 

Logo estavam na praia novamente, mas era o outro lado. Tinham conseguido atravessar a ilha com êxito. O mais baixo saiu correndo e Chanyeol seguiu-o.

 

— O que você está procurando?

— Onde o baú está enterrado.

— Qual baú?

— Sua tartaruga bêbada, é claro que o baú de Davy Jones. Eu o roubei para resgatar o Pérola. Contudo, não pense que foi por você, mas sim para depois que eu matá-lo poder comandar o navio.

— Eu deveria acreditar nisso? Eu sei que no fundo você ainda me ama. 

— Se eu estivesse em uma sala com você, um cachorro e seu pai, ficava com o cachorro.

 

O capitão abriu a boca, chocado, mas riu. Baekhyun era adorável, no fundo, mas ainda era adorável.

 

— Sinto que eu tenho uma necessidade de navegar para longe daqui.

— Uma necessidade rápida e momentânea?

— Não, uma necessidade fugaz e enorme para sair de perto de você. 

 

Não disseram nada mais, apenas cavaram em diversos lugares com as mãos para acharem o tal baú. Quando o encontraram, levaram-no para um bote de madeira e o colocaram lá dentro. Ao longe os mesmo gritos foram ouvidos atrás deles, logo eles se apressaram. Baekhyun quase gritou ao ver uma lança atingir o local onde estavam anteriormente. Chanyeol pegou um dos remos e entregou o outro ao acastanhado e foram rápidos ao se distanciar da ilha. 

 

— O mar está calmo. — O mais baixo disse, quebrando o silêncio. 

— E o que há de mal? 

— É estranho, é como se logo uma tempestade fosse acontecer.

— Mas não vai. Não antes de chegarmos à ilha. — Chanyeol apontou para um lugar no mar, que Baekhyun reconheceu ser uma das ilhas do Caribe. — Aqui é uma rota mercante. 

— Ótimo.

 

Remaram mais rápido, até que chegassem à costa. Ambos tiraram o baú do bote e jogaram-no na areia. 

 

— Agora nós fazemos o ritual?

— Sim. Abra o baú — ordenou Baekhyun e Chanyeol o fez.

 

Ele abriu, revelando o coração pulsante de Davy Jones. 

 

— E o que fazemos agora? 

— Agora eu vou embora com o coração e você morre aqui. — Sorriu alegre.

— Nunca! — Chanyeol sacou uma arma da bainha e apontou na direção do mais baixo. 

— Onde arrumou isso?

— Não importa.

 

[...]

 

— Chanyeol! Me desamarre agora! — gritou o moreno em um falso desespero, tentando sair das cordas na palmeira.

— Você mesmo já fez isso, amor. — Se virou, dando de cara com Baekhyun atrás de si, pronto para atacá-lo sorrateiramente. 

— Eu peço teu perdão!

— Agora? Acho que não. 

— Antes de ir eu quero te dizer uma última coisa — falou, fazendo o mais alto virar. — Eu te amo.

— Eu também e sempre vou amar. — Selaram os lábios rapidamente até o capitão se afastar de repente. — Agora adeus.

 

Saiu correndo de volta para o bote, ouvindo os gritos de fúria de um Baekhyun na ilha. Os cabelos balançando ao vento. O capitão Chanyeol estava novamente nos mares do Caribe e, dessa vez, com o coração se Davy Jones.


Notas Finais


Eu quero agradecer a @dplyx pela maravilhosa betagem, e @flowergbi pela incrível capa, ótimo trabalho! 😔💖


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