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História No Céu com Beatriz. - Capítulo 5


Escrita por:


Notas do Autor


"Como é extraordinário
ninguém precisar esperar
um momento específico
para melhorar o mundo."
Anne Frank.

Capítulo 5 - 0 2


— P A R T E  D O I S —
ESSA FESTA VIROU UM ENTERRO.

A manhã se passou assim, um chorando de um lado, outro gritando de outro, fulano jogando verdade na cara de ciclano e eu fiquei apenas ali existindo figindo não estar ouvindo nada daquilo.

O mundo parece um caos quando estou dentro daquela casa, parece que ninguém sabe senta e para resolver desavenças, mas sabem muito bem jogar os erros dos outros na cara dele. As vezes quando eu imaginava como as férias seria diferente, não queria dizer que fosse tão diferente assim senhor universo.

Nossas férias de verão sempre foram muito tranquilas. Os mais velhos ficavam jogando carta na varanda que dava de frente a praia, eu e Alex ficávamos na praia brincando, jogando vídeo game ou então assistindo qualquer filme que passava na televisão. Helena, Victor e Lucas sempre saiam para tocar em bares ou festas que acontecia próximo a nossa casa, mas dessa vez ninguém estava falando isso e eu sei que estamos no segundo dia de férias, só que nessa altura do campeonato todo mundo já estaria fazendo isso.

Minha mãe percebeu o quão eu estava desconfortável com a situação e disse para chamar as minha melhores amiga, Chiara e Celeste, para vir para cá. Já que ela não iriam fazer nada nessa férias estão vindo e sinceramente? Pelo menos não vou aguentar o inferno sozinha.

O céu sempre foi a coisa que eu mais gostei de admirar, de ver as formas das nuvens e de ver como seu azul oscila quando cada segundo se passa. O céu é algo que nunca saberemos ao certo o que é. Quando eu era pequena achava que as nuvens era algodão e era de lá que tiravam, mas acho que ninguém pegaria um avião apenas para colher algodão, ou faria isso?

Um dia eu desejo ter um coração tão aberto quanto o céu, que mesmo com o tempo nublado ou fechado teu azul continua ali, mas é coberto por nuvens escuras. O céu nunca "desaparece" como o sol ou a lua, ele permanece ali, mas a cada hora ela muda sua cor e assim eu quero ser, a cada dia mudar a minha cor, minha essência e o meu eu.

Meu celular apita me alertando que tenho uma mensagem e finalmente é das meninas dizendo que chegaram.

Sinto alguém atrás de mim me abraçando por trás e ali está ele, Alex.

— Bom dia flor do dia. — Alex beija minha bochecha enquanto solta uma risada. — Que milagre você estar acordada essa hora e não ter me acordado.

— Bom dia Lelexinho. — Chamo Alex assim desde quando éramos crianças, mas as vezes soa estranho falar assim com ele. — Pensei que queria ficar sozinho, então resolvi não te incomodar.

— Pelo amor, Beatriz! — Alex apoia seu queixo em meu ombro. — Você sabe que nunca me incomoda.

O hálito da pasta de dente do Alex entra em cada narina minha assim que ele fala. Seu hálito quente que bate em meu maxilar me faz se arrepiar um pouco e espero que ele não perceba.

— As meninas estão me esperando. — Digo me soltando de Alex, para que ele não perceba o quão ele me deixa extremecida quando fica tão perto.

— Chiara e Celeste? — Alex pergunta animado me fazendo estranhar seu comportamento, já que nunca se interessou nas minhas amigas.

— As próprias e que animação é essa? — Digo cruzando os braços tentando fazer o ciúmes parecer brincadeira.

— Só gosto de ver você feliz com pessoas que você ama. — Alex se senta na areia franzindo a testa tentando me enxergar conforme o sol bate em seus olhos. — Ciúmes essa hora? sempre serei seu melhor amigo do mundo todo.

Dou de ombro caminhando até a casa.

Não queria que fosse apena um melhor amigo, mas se concentra Beatriz.

 

As meninas já estão muito bem acomodadas no meu quarto, mas no momento estão se arrumando para o lual que iremos em menos de uma hora.

Alex já está xingando nos três para irmos logo, enquanto Helena já foi sozinha, pois Victor e Lucas acharam melhor ficar em casa para acalmar a situação se ocorrer alguma coisa, aliás Manuel não quis ir, mesmo depois de eu ter feito biquinho.

Mesmo não o conhecendo, quero que ele se sinta em casa e que tenha um momento agradável nessas férias, já que essa casa não vai deixar.

— Estamos prontas. — Chiara e Celeste dizem juntas nos fazendo dar risada.

Chiara e Celeste tem uma beleza fora do comum e eu tenho mania de dizer que ambas passaram na fila da beleza mil vezes.

— Então vamos? — Digo me levantando da cama batendo a mão na minha coxa nu pelo shorts.

— Amém senhor! Fui eu que pedi esse momento. — Alex aparece ajoelhado na porta erguendo as mãos para o alto.

— Para de gracinha e anda. — Respondo-o chegando perto dele fazendo ele se levantar.

O lual está um pouco diferente, eu diria. Não é aquelas músicas calmas, mas assim que chegamos ecoava a música "Ayy Macarena" do Tyga.

As festas daqui tem apenas o nome lual, mas na verdade parecem mais uma festa americana que vemos em filme de colegial ou universitário. Tem garrafa de bebida jogadas pela areia e pela cara de Celeste a vontade dela é de sair pegando todas as garrafas e fazer um discurso de como as pessoas são nojentas.

— Esse povo no teve educação? — Celeste solta isso um pouco alto para que conseguirmos a ouvir. O que eu disse que tava demorando?

— Para de ser chata e de diverte. — Alex a responde antes de ser puxado por Luan e sua turminha.

Luan é um dos galãs da ilha, todas as meninas babam por ele, mas ele não passa de um galinha mal caráter e digo isso por experiência própria ou eu que fui muito emocionada?

No verão de 2015, quando eu tinha 13 anos, dei meu primeiro beijo em uma fogueira que tínhamos constume de fazer na praia do quintal de casa e então brincávamos de verdade ou desafio. Até aí segue uma tranquilidade, mas eu tive que beijar Luan e ele saiu dizendo para ilha inteira que estávamos namorando no dia seguinte e ele só fez isso por conta que Mara era afim dele e ele não queria ficar com ela.  Não satisfeito em fazer isso disse que eu vivia falando mal de Mara, que na época era minha amiga, apenas para ela não saber a verdade que o namoro era só fruto da imaginação dele.

Até hoje tenho vontade de vomitar toda vez que vejo ele. Mara mesmo depois de saber toda a verdade não olha mais na minha cara.

Estávamos todas ali se divertindo, até uma cena me chamar atenção. Helena estava conversando tão íntima com o dono da República que tem para estudantes da ilha, se eu não estou enganada seu nome é Thiago, só não sabia que Helena era tão amiga dele.

Tenro me aproximar figindo estar dançando para ouvir a conversa deles até finalmente estar satisfeita.

— Fico feliz por ter voltado, Ana. — Thiago, ou seja lá qual for seu nome, diz abraçando minha irmã e beijando sua testa.

Ana? até onde eu saiba o nome da minha irmã é Helena. Acho que não temos apenas uma mentira que precisa ser revelada naquela casa. Helena percebe que estou olhando se solta se Thiago vindo em minha direção.

— Escutando conversa dos outros? Bonito! — Helena me puxa um pouco mais afastado e começa a me olhar brava.

— Por quais motivos você mentiu seu nome? — Pergunto mostrando não estar gostando da situação.

— Eu conheci ele na internet quando estávamos na cidade ainda, mas eu criei um fake apenas para não sei o motivo e então conheci o Thiago. — Ana tenta sussurrar, mas a música alta não a permite. — Thiago já sabe de toda a história, mas mesmo assim me chama de Ana, o único problema é que Victor não sonha com essa história e faço o que você quiser para que não a conte.

— Helena isso é errado, ele é seu namorado e você não deveria esconder essas coisas. — Seguro as mãos de Helena e a olho nos olhos.

— Eu vou contar pro Victor, só quero achar um maneira dele não ficar tão chateado que eu escondi isso dele. — Helena me abraça como uma forma de agradecimento por ter te escutado. — Já contou pro Alex sua queda por ele?

— Maninha, por favor, eu e Alex somos apenas amigos. — Solto Helena me afastando dela para que ela não perceba que estou mentindo. Nunca consigo mentir para Helena.

Helena me observa se afastar soltando sua risada.

Assim que me afasto de Helena e volto oficialmente para perto das meninas, observo Alex beijando Carmin. Chiara e Celeste estão distraídas e se talvez eu fosse embora ninguém iria notar.

Então isso que eu faço, caminho sob as beiradas da calçada tentando me equilibrar nelas enquanto algumas lágrimas escorrem por meu rosto, se eu tivesse em um filme com toda certeza iria estar tocar Wrong Direction da Hailee Steinfeld.

"Painted us a happy ending
Every time you burn me down
Don't know how, for a moment, it felt like heaven
A

nd it's so gut-wrenchin’
Fallin’ in the wrong direction"

Sabe qual é o problema disso tudo? Alex não tem a mínima culpa disso tudo ou culpa do meu choro, dor ou qualquer coisa que seja esse sentimento. Ele nunca soube desse sentimento.

Alex quando mais novo tinha um crush na Carmin, mas achei que esse sentimento tivesse passado, até ver ele beijando ela com tanta intensidade e foi isso que me matou. Alex nunca me beijaria de tal forma ou qualquer coisa do gênero.

Ao abrir a ponta pensei que estaria sozinha, mas Manuel está no sofá lendo um livro que eu não sei qual é. Manuel está tão distraído que pensei que não me notaria subindo as escadas, na minha tentativa falha de subir as escadas percebo Manuel me olhando e tentando ver se estou chorando ou cansada.

— Você está bem? — Manuel fecha o livro colocando na mesinha de centro e se senta no sofá.

— Estou... Claro que estou — Tento abrir um sorriso e forcar um riso, o problema é que não deu muito certo.

— Vem cá! — Manuel bate no sofá indicando para se sentar ao lado dele.

Retiro a bolsa do ombro colocando em uma bancada que fica próximo a escada, me aproximo de Manuel sentando ao seu lado, após me sentar Manuel coloca a mão no meu rosto secando minha lágrima que ainda estava no meu rosto.

— Sei que não nos conhecemos e que muito menos temos uma intimidade um com o outro, só quero deixar claro que mesmo tudo isso você pode contar comigo. — Manuel segura minha mão e aperta a mesma me fazendo abrir um sorriso junto ao dele. — E sabe de uma coisa que minha mãe fazia quando eu estava triste assim? Cookies! Se você quiser eu posso fazer para tentar te animar.

— Você disse que não me conhece e quer me fazer cookies? — Respondo-o animada. — Cookies são meus favoritos, então você acertou em cheio.

Manuel se levanta do sofá estendendo a mão para mim. Me levanto do sofá segurando a mão do Manuel e o puxo para a cozinha me encostando na bancada.

— O que você tava lendo? — Pergunto me sentando na bancada e indicando com o dedo indicador onde fica o armário das comidas que ele ira encontrar os ingredientes.

— A Câmara Clara. — Manuel não olha para mim ao responder minha pergunta por motivos de estar pegando todos os ingredientes e colocando na mesa. — É sobre fotografia e um dos meus livros favoritos sobre o assunto. — Ele se apoia na mesa fixando seu olhar no meu. — Onde fica tigelas?

— No armário ao lado dos copos, você sabe onde fica os copos né? — Manuel acena com a cabeça pegando algumas tigelas que irá utilizar. — Então, você gosta de fotografia? Fotografar também?

— A fotografia sempre esteve presente na minha vida. — Manuel começa a fazer aquela mistureba que depois vira uma massa maravilhosa de cookies. — Ganhei uma câmera super antiga quando deveria ter uns 9 anos da minha mãe e desde então eu comecei a amar fotografia e música.

— Música? Tudo bem, com essa eu fiquei bem surpresa. — Digo pulando da bancada e se aproximando do Manuel, coloco o dedo na tigela pegando um pouco da massa e coloco o dedo na boca. — Fotógrafo, músico e cozinheiro. O que mais?

— Solteiro. — Manuel me faz se assustar com o comentário, mas assim que percebe começa a gargalhar. — Calma não tô te pedindo em namoro ou me declarando pra você. Era só um brincadeira, ok?

— Fotógrafo, músico, cozinheiro, solteiro e engraçadinho. — Pego um pouco de farinha no dedo e passo na bochecha de Manuel. — Agora eu acho que você é o homem perfeito.

Manuel cruza os braços tentando ficar sério, mas logo cai na risada junto comigo.

— Você é uma boa pessoa, Beatriz. — Manuel me diz isso com um brilho nos olhos e me faz sentir confiança na sua palavra. — Não deixe que os outros faça você perder esse teu brilho. Você foi a única que não me olhou torto quando cheguei e disse quem era, você me ajudou a se sentir em casa mesmo que foi por uns 10 minutos.

— Não estou assim por ninguém, esse é problema. — Solto um suspiro me encostando na bancada novamente. — Eu gosto se alguém que não faz a mínima ideia de que eu gosto, mas escondo isso por medo de acabar com tudo.

— O tudo é a amizade? Pode falar, Beatriz. Você gosta do Alex né? — Manuel posiciona os cookies na assadeira e acende o forno colocando a assadeira no forno assim que ele esquenta um pouco, durante todo esse tempo eu continuo em silêncio até Manuel se virar pra mim e se apoiar na bancada do meu lado. — Desculpa pela pergunta, não queria te deixar envergonhada com isso e não precisa responder se não quiser.

— Sim, eu gosto do Alex. — Respondo-o se virando para o Manuel e assim que me viro vejo o Alex entrando na cozinha.

— Você gosta de mim, Bia? — Alex me pergunta com a feição espantada. — Por que nunca me disse sobre isso? 


Notas Finais


Oie, tudo bem? Desculpem a demora para postar o capítulo, mas precisava resolver uma pendências do FC e isso me deixou um pouco focada lá, peço perdão por isso e irei me dedicar mais para a fanfic tamvem. Espero que estejam gostando, votem bastante e comentem! Me digam o que estão achando e me perdoem qualquer erro, mas postei sem revisão dessa vez));
Quem quiser me seguir é @artfundom no Instagram ♡


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