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História No choices - Imagine Kim TaeHyung - Capítulo 26


Escrita por:


Notas do Autor


Boa noite, olha eu cedo aqui de novo. ;D

Segue mais um capitulo.
Boa leitura.

Beijos :***

Capítulo 26 - Truths


Fanfic / Fanfiction No choices - Imagine Kim TaeHyung - Capítulo 26 - Truths

 

- Pronto, esse é o número do Jimin. - Ayame falou colocando um pequeno pedaço de papel em cima da mesa de Ume.

A garota arregalou os olhos e pegou o papel em sua mão.

-Ayame, eu disse que não precisava. - Falou com os olhos vidrados no número.

Aya sorriu e colocou suas mãos nas costas, via nos olhos de Ume como aquilo deixou ela feliz. Mas o medo de estar fazendo algo errado também era aparente em seus olhos.

-Eu sei, se não quiser ligar para ele jogue fora. - Ayame falou e saiu andando em direção a sua mesa.

Arrumou-se na cadeira e começou a tirar as coisas de sua bolsa. Hoje a mãe de Taehyung viria jantar com eles, mesmo já ter conhecido a mulher estava um pouco nervosa. Agora ela era apaixonada pelo o garoto e não queria desapontar a mulher.

-Kim. - Jonh se aproximou da mesa.

Ayame ficou em pé rapidamente e olhou para o seu chefe.

-Sim. - Respondeu.

-Hoje vai ter uma reunião do conselho na empresa Choi, me pediram um estagiário e eu não consigo pensar em alguém melhor do que a própria herdeira. - Ele falou. - Arrume o seu relatório até a hora do almoço, depois precisa ir para a empresa do seu pai.

Ayame apenas concordou com a cabeça. A última vez que viu sua mãe, foi quando bateu o carro do Taehyung e as duas não tiveram uma conversa decente. Queria negar, mas iria ser muito estranho, afinal, ela era uma Choi.

Ayame suspirou e iniciou o seu trabalho, tinha cinco relatórios para terminar, e como estaria ocupada depois do almoço precisava acabar aquilo o mais rápido possível.

-Ayame. - Ume sentou ao lado dela.

Era o horário do almoço e a garota não saiu sem ela.

-Oi. - Aya respondeu com os olhos na tela.

-O que eu mando para ele? - Ume perguntou um pouco envergonhada.

Ayame levantou sua cabeça e olhou para a amiga sorrindo. Ume estava olhando para o lado e segurava o seu celular na mão.

-Manda um Oi. - Aya respondeu. - Fala que é você.

Ume fechou seus olhos e respirou fundo.

-Não posso simplesmente mandar um Oi. - Ela falou. - Eu me afastei dele da última vez que esteve aqui... Eu...

Ayame virou sua cadeira e pegou o celular da menina.

-Posso?- Perguntou.

Ume arregalou os olhos, mas não disse nada, apenas concordou com a cabeça. Ayame abriu as mensagens e começou a digitar. Ume a encarava sem piscar, não tinha ideia do que mandar para Jimin, e se Ayame tivesse, iria deixar.

-Pronto. - Ayame falou e voltou a mexer em seu relatório.

Ume pegou o celular em sua mão e leu a mensagem enviada.

Oi Jimin, sou eu a Ume. Eu queria me desculpar por ter corrido aquele dia, eu gostaria muito de conversar com você.”

Ume ficou em pé rapidamente e encarou Ayame que focava toda a sua atenção à tela do computador.

-Aya... - Resmungou. - Conversar?

-Sim. - Ayame respondeu. - Vocês precisam pelo menos ser amigos, não acha?

A garota apertou seu celular nas mãos e suspirou, Ayame tinha razão, Ume sentia saudade do Jimin, sentia saudade dos braços dele, mas o que mais ela sentia era da amizade que os dois construíram antes de se relacionarem.

-Tem razão, eu vou falar com ele. - Ela falou sorrindo.

-Viu só. - Ayame cruzou seus braços. - Não é difícil.

Ume pulou no lugar quando seu celular vibrou e arregalou seus olhos.

-Eu acho que é ele. - Falou encarando Ayame.

Aya ficou em pé e se aproximou dela.

-Abre... - Falou encarando a tela do aparelho de sua amiga.

Ume respirou fundo e abriu.

“Eu adoraria.”

As duas sorriram uma para outra e Ume fechou os olhos, queria muito conversar com ele e já estava ficando ansiosa por isso. Olhou para Ayame ao seu lado e sorriu mais uma vez.

-Obrigada. - Falou.

-Pelo o que?- Ayame perguntou e voltou a se sentar.

Ume deu um tapa no ombro dela e saiu andando. Ayame olhou para ela e sorriu, estava feliz, torcia muito para os dois. Terminou seu relatório e saiu, precisava ir até a empresa do seu pai.

-Kim. - Jonh a chamou pelo o corredor. - Leve isso com você, vão pedir os relatórios da semana e tudo o que precisa fazer são anotações e entregar para mim mais tarde.

-Sim senhor. - Ela falou pegando a pasta da mão dele.

Apertou o botão do elevador e torceu muito para que Lola não estivesse ali dentro quando a porta abrisse. Assim que aporta abriu não deixou de sorrir quando viu Taehyung ali dentro mexendo em um tablet.

-Vai descer? - Ela perguntou entrando.

Taehyung levantou sua cabeça e a viu.

-Sim. - Ele respondeu.

Ayame notara como ele entrou em casa ontem, estava quieto e parecia muito pensativo. Mas não perguntou nada, não queria se intrometer em todos os problemas dele. Ela parou ao lado dele e esperou o elevador descer.

-Vai à reunião? - Ele perguntou notando a pasta nos braços dela.

Ayame suspirou e olhou para ele.

-Infelizmente. - Respondeu.

-Se não quiser ir eu... - Ele começou.

Ayame sorriu e se aproximou dele.

-Para com isso. - Falou levando a mão em seu peito. - Não posso receber tratamento especial.

-Pode sim. - Ele falou. - Você é minha esposa.

Ayame sorriu mais uma vez, gostou de ouvir aquilo. Levantou os seus pés e selou os lábios dele, amava aquele toque.

-Eu sou. - Sussurrou. - Mas meu chefe pediu para eu ir.

Taehyung colocou sua mão livre no rosto dela e acariciou o lugar com o seu dedo polegar.

-Eu sou o chefe do seu chefe. - Falou e a menina riu alto.

Contornou a cintura dele com os braços e afundou seu rosto no peito dele. Não conseguia se imaginar mais feliz do que estava. Taehyung passou seu braço pelo o pescoço de Ayame e selou o topo de sua cabeça.

-Vai ser rápido. - Ele falou. - Reunião do conselho não dura mais do que três horas.

Ayame se afastou minimamente e fez uma careta, três horas era muito para ela. Taehyung colocou uma mexa do seu cabelo atrás da orelha e a encarou.

-Eu vou indo. - Ela falou quando a porta abriu. - Te vejo a noite.

Taehyung inclinou seu corpo e selou a testa dela.

-Tudo bem. - Falou.

Ayame virou o seu corpo e saiu andando, amava ficar com ele. Caminhou até a grande porta de vidro e encontrou Yuta conversando com Biu.

-Yuta, me leve para a empresa do meu pai. - Falou. - Boa tarde Biu.

O homem reverenciou a garota e sorriu.

-Boa tarde. - Falou.

Ela entrou no carro e seguiu rumo a empresa do seu pai. A última vez em que esteve lá brigou com eles, queriam o dinheiro no nome da empresa e ela negou. Não demorou muito e logo Yuta estacionou, Ayame desceu do carro e entrou, todos que a viam passar curvavam seus corpos rapidamente.

Ayame queria dizer a eles de que estava ali como uma funcionaria também e não como uma Choi, mas perderia muito tempo. Entrou no elevador e subiu direto para a sala de reuniões e encontrou seu pai do lado de fora.

-Pai. - Sorriu.

O homem virou o seu corpo e sorriu de volta, puxou Ayame em seus braços e lhe deu um abraço apertado.

-Feliz aniversario meu amor. - Falou. - Desculpa não ter ido te ver.

Ayame afastou dele e arrumou sua gravata.

-Para com isso, eu amei as flores. - Falou.

-Depois eu converso com você, tenho uma reunião...

-Eu sei pai, estou aqui como estagiaria da empresa Kim. - Ela falou abraçando a pasta em seu peito. - Estou aqui para a reunião.

Junghyun levantou uma sobrancelha, mas logo sorriu. Ficou orgulhoso de sua menina.

-Tudo bem, vamos entrar. - Falou.

Ayame seguiu seu pai para dentro da sala e sentou em uma das cadeiras. Só precisava fazer anotações como Jonh pediu. Tirou sua agenda da bolsa e prestou atenção em seu pai, gostou de vê-lo trabalhar e também notou que o homem olhava para ela várias vezes sorrindo.

-Os relatórios... - Um deles falou olhando em volta.

Ayame pegou a pasta do lado e ficou em pé.

-Aqui. - Entregou nas mãos dele rapidamente e voltou a sentar.

Passaram-se duas horas e eles ainda falavam de demanda e valores que Ayame não entendia muita coisa, seus olhos estavam cansados, mas se manteve firme.

-Usaremos quinze milhões do capital e começaremos pela china. - Seu pai falou fechando seu caderno.

Ayame levantou a cabeça e o encarou, como assim quinze milhões? Foram somente doze que Taehyung colocou no capital. Todos terminaram o que tinha para fazer e começaram a sair da sala. Ayame se aproximou do seu pai.

-Pai... - O chamou.

-Quer comer comigo querida?- Ele perguntou fechando sua pasta.

Ayame colocou sua bolsa em uma cadeira ali ao lado.

-Pai, onde conseguiu quinze milhões? - Perguntou. - Taehyung...

-Querida, não precisa se preocupar com esses assuntos. - Ele falou. - Vamos comer.

-Pai. - Ela segurou o braço dele quando o mesmo tentou passar por ela. - Não estávamos falindo? - Perguntou.

Junghyun olhou em volta assustado e encarou sua filha um pouco nervoso.

-Não fale isso em voz alta. - Exclamou.

Ayame franziu sua testa, tinha alguma coisa errada ai.

-Pai...

-Chega. - Ele exclamou alto. - Volte para a empresa Ayame, seu trabalho não é esse.

Ayame arregalou os olhos e se afastou, era raro as vezes que seu pai falava daquela maneira com ela.

-Tudo bem. - Ela falou pegando sua bolsa. - Me desculpe a intromissão.

-Ayame... - O ouviu falar, mas ela não parou, passou pela porta e a fechou.

 

...

 

Taehyung não conseguiu parar de pensar na mensagem de Namjoon sequer uma vez. Tinha enviado várias perguntas a ele, mas não havia visualizado nenhuma. Suspirou pela décima vez aquele dia e pendeu sua cabeça para trás.

-Senhor Kim. - Kang apareceu na porta.

Taehyung levantou sua cabeça e encarou a mulher.

-Fala Kang. - Falou.

-Lola está aqui, disse que vocês precisam terminar alguma coisa. - Falou.

O garoto fechou seus olhos e respirou fundo.

-Mande-a entrar. - Falou.

Lola passou pela porta e se aproximou da mesa, estava usando um vestido totalmente colado em seu corpo. E sorria, o que o deixou bem mais irritado.

-Não consegue terminar sozinha? - Ele perguntou cruzando os seus braços.

-Sabe que eu consigo. - Ela respondeu sentando na cadeira a frente dele. - Mas gosto de ficar com você.

Taehyung desencostou da cadeira e apoiou seus cotovelos na mesa e a encarou nos olhos.

-Lola, eu estou cansando. - Falou. - Não vai querer me ver perder a cabeça, vai?

Lola olhou para o lado e sorriu soprado.

-Qual é Taehyung. - Exclamou olhando para ele. - Você vive perdendo a cabeça, te conheço muito bem.

Foi a vez dele sorrir soprado.

-Não conhece. - Falou. - Nem metade de quem eu sou, agora que me disse que sabe terminar sozinha, gostaria que me deixasse sozinho.

Lola fechou suas mãos em punhos em cima das pernas e fechou seus olhos. Iria fazer de tudo para ter Taehyung só para ela, nem que precisasse tirar Ayame do mapa.

-Está apaixonado por ela não está? - Ela perguntou ficando em pé.

Taehyung fechou seus olhos e contou até três, estava mesmo prestes a perder a cabeça.

-Lola...

-Eu fiz uma pergunta. - Ela o cortou. - Vai machucar me responder isso?

Taehyung encostou-se à cadeira novamente e olhou para ela.

-Estou. - Respondeu. - Eu sou louco pela Ayame, era isso o que queria ouvir? - Perguntou.

Lola sentiu seu peito se fechar e seus olhos arderem. Taehyung não podia ter se apaixonado, desde que estudou com ele, ele nunca se interessou de verdade por uma garota. Nem mesmo por ela que sempre esteve ali olhando para ele. Não iria deixar isso acontecer, não iria mesmo.

-Sério Taehyung, nunca gostou de ninguém. - Ela falou colocando suas mãos na cintura. - Isso é passageiro.

Viu a seriedade na voz dele quando respondeu, Lola estava desesperadamente tentando mostrar para ele que aquilo era passageiro.

-Lola, saia da minha sala. - Taehyung falou voltando sua atenção no computador.

-Ta...

-Saia. - Ele a cortou. - Preciso trabalhar.

A garota virou seu corpo e saiu pisando firme. Seu sangue coagulava por dentro, não iria perdê-lo como perdeu Hyuk. Iria entrar para a família Kim custe o custasse.

Taehyung pegou seu celular pela milésima vez aquele dia e nada de Namjoon respondê-lo, aquilo estava começando a irrita-lo. Deitou no encosto da cadeira e fechou seus olhos.

-Sério, como consegue ficar nessas reuniões? - Ayame entrou na sala.

Taehyung endireitou seu corpo e viu a menina cair sentada no sofá. Ela usava uma saia preta com uma camisa social branca e salto, estava linda.

-Acabou agora? - Ele perguntou.

-Sim. - Ela respondeu colocando sua bolsa ao lado. - Fiz varias anotações, Jonh não vai entender nada, posso repassar aqui?

Taehyung apoiou seu braço na mesa e apenas concordou com a cabeça. Ayame sorriu e apoiou sua agenda nas pernas mesmo. Ele levantou dali e sentou ao lado dela e deitou sua cabeça no encosto do sofá.

Ayame parou de fazer o que estava fazendo e olhou para ele.

-Tudo bem? - Perguntou. - Lola não agarrou você de novo, agarrou? Eu vi ela quando cheguei.

Taehyung sorriu minimamente e pegou na mão dela. Ayame encostou ao lado dele e entrelaçou seus dedos nos dele.

-Não me agarrou. - Ele respondeu.

-Então tá bom. - Sorriu deitando sua cabeça nos ombros dele.

Taehyung começou a acariciar a mão dela com o seu dedo polegar.

-Não vai repassar isso?- Perguntou.

Ayame se encolheu nos ombros dele e negou com a cabeça.

-Jonh que lute. - Falou e o garoto sorriu mais uma vez.

Taehyung notara que estava sorrindo mais do que o costume ultimamente e toda vez que isso acontecia, era por causa dela. Levou a mão da garota até seus lábios e selou a parte de cima.

-Conheci um amigo do Hyuk. - Ele falou.

Ayame disse que o apoiaria, então ele queria contar a ela o que estava fazendo.

-Sério? - Ela perguntou. - Como foi?

Taehyung respirou fundo.

-Ele é detetive, acredito que ele e meu irmão descobriram alguma coisa. - Ele respondeu. - Meu irmão pode não ter se matado Ayame.

A garota arregalou os olhos e olhou para o chão, ele já tinha falado isso uma vez para ela. Mas dessa vez pareceu ter mais certeza.

-O que vai fazer? - Ela perguntou olhando para ele.

-Eu vou descobrir. - Taehyung respondeu levando sua mão no rosto dela. - E se ele não se matou, eu vou até o inferno para saber quem o matou.

Ayame apertou a camisa dele com a mão e ficou o encarando. Sentiu medo por ele, se isso for verdade ele vai enlouquecer, pode até estar se envolvendo em algo perigoso.

-Tome cuidado. - Ela falou.

Taehyung apoiou sua testa na dela e acariciou o rosto de Ayame.

-Eu sempre tomo. - Falou.

Ela levou sua mão no rosto dele e o beijou, Taehyung abriu a boca na mesma hora e correspondeu. Ayame iniciou um beijo calmo e lento, amava beija-lo assim, Taehyung levou sua mão para a nuca dela e aprofundou o toque invadindo a boca de Ayame com a sua língua. A garota arfou e enterrou seus dedos no cabelo dele, sentia Taehyung morder seus lábios e logo beija-la loucamente.

Ela levantou um pouco seu corpo e rapidamente Taehyung levou sua mão na cintura dela e a trouxe em seu colo. Ayame se encavalou ali e beijou o pescoço dele, Taehyung deitou sua cabeça no encosto do sofá e levou suas mãos na perna dela, sentiu a pele macia de Ayame e apertou.

-Meu deus... - Ela sorriu no pescoço dele. - Alguém pode entrar.

Taehyung puxou o rosto dela e selou seus lábios em um beijo casto.

-Eu preciso ir, Jonh deve estar me esperando. - Ela falou se levantando.

Taehyung segurou a mão dela e a mesma sorriu olhando para ele.

-É só dizer que estava comigo. - Falou.

Ayame se aproximou dele e beijou sua testa.

-Você mandou ele me tratar como todos os outros. - Ela falou baixo.

-Por que você pediu. - Ele respondeu e ela sorriu mais uma vez.

Ayame endireitou seu corpo e olhou para ele que permaneceu sentado.

-Se alguém matou o seu irmão... - Ela falou. - Faça o que tem que fazer, limpe a imagem dele e mostre para o mundo que Leehyuk não era infeliz.

Taehyung ficou em pé e se aproximou dela.

-Eu vou fazer isso. - Falou.

Ayame levantou sua mão e passou no rosto do rapaz.

-Eu te amo. - Falou e saiu andando.

 

...

 

Ayame queria ter dito a ele sobre o dinheiro que seu pai falou de que usaria para o novo projeto. Mas precisava saber mais sobre o assunto para poder contar a ele, e tinha anotado em sua agenda, John veria isso. Taehyung de alguma forma saberia sobre essa quantia.

Saiu da sala dele e fechou a porta, a sensação dos lábios dele ainda estava ali e tudo o que ela conseguia fazer era sorrir.

-Boa tarde senhorita. - Kang falou.

-Olá Kang. - Ela falou.

Notou na mesa da mulher uma foto, se aproximou do objeto e viu o retrato dela com três garotos.

-São seus filhos? - Ayame perguntou pegando a foto em sua mão.

Kang sorriu e se aproximou de Ayame.

-Sim, esse é o Wang, ele tem vinte anos. - Respondeu. - Esse é o Yuri, ele tem vinte e quatro e o mais velho é o Teuk, ele tem trinta.

Ayame sorriu para ela, os três tinham o mesmo sorriso que o dela.

-Eles não ficam bravos que você vive trabalhando? -Perguntou colocando o quadro no lugar.

Ayame tinha noção do tempo que a mulher passava ali,  podia ser tarde da noite e ela apenas saia do seu posto quando Taehyung fosse embora.

-Não. - Ela respondeu. - Quando eu aceitei esse emprego, Senhor Kim deixou bem claro que ele queria uma secretaria disponível a qualquer hora e muitas desistiram ai, mas eu precisava muito e aceitei. Só não sabia que ele pagaria tão bem, o dinheiro que eu recebo por esse emprego, eu consigo pagar a faculdade dos três e ainda viver muito bem Senhorita.

Ayame sorriu e olhou em direção a porta, Taehyung podia ser essa pessoa fria aos olhos de todos, mas ninguém imaginava o quanto era carinhoso e generoso com as pessoas.

-Seu marido é um homem incrível senhorita. - Kang falou juntando suas mãos em frente ao corpo.

Ayame olhou para ela e sorriu mais uma vez.

-Ele é. - Falou. - Ah meu deus, preciso ir. - Exclamou e saiu correndo em direção ao elevador.

Se demorasse mais um pouco Jonh a mataria, entrou no elevador e desceu. Entrou na sala e viu o homem sentado em sua mesa.

-Cheguei. - Falou indo na direção ele. - Aqui estão as anotações.

Jonh pegou a agenda dela e começou a analisar, Ayame permaneceu ali. Ele lia as páginas e rapidamente  virava para outra, ou seja, ele estava entendendo a letra dela e respirou aliviada.

-Ok. - Ele falou. - Passe isso para o papel impresso e pode ir depois que terminar.

Ayame pegou a sua agenda e concordou com a cabeça. Caminhou até sua mesa e começou a fazer o que ele pediu, durou mais ou menos uma hora e entregou na mão dele antes de sair para a faculdade.

-Até amanhã Ume. - Sorriu para a menina lotada de planilhas para revisar.

-Até Aya. - Ela sorriu.

Ayame saiu de sua sala e foi direto para o elevador e desceu, assim que começou a caminhar em direção a porta de vidro sentiu alguém segurar o seu braço. Ayame virou o rosto e viu Lola.

-O que está fazendo?- Ayame perguntou e puxou o braço do aperto dela.

-Eu quero conversar com você. - Ela respondeu.

Ayame olhou para o lado e respirou fundo.

-Agora eu não posso, estou indo para a faculdade. - Ayame respondeu e saiu andando.

-Espere Ayame. - Lola exclamou.

Aya olhou para ela e ficou esperando a garota falar.

-Taehyung nunca amou ninguém, ele já ficou com muitas garotas, mas sempre foi passageiro então não se sinta especial. - Falou.

Ayame fechou suas mãos em punhos e sorriu soprado.

-Por que eu deveria dar ouvidos a você? - Perguntou.

-Eu o conheço há muito tempo. - Lola respondeu. - Ele não ama ninguém.

Ayame virou o seu corpo e saiu andando, Lola estava passando dos limites. Entrou no carro e deitou sua cabeça para trás, não iria deixar o que Lola disse afeta-la. Sentia sinceridade nos toques de Taehyung e também quando ele mesmo dizia o que sentia por ela.

Assim que Yuta estacionou o carro ela desceu e foi direto para a sua sala, Nick havia faltado hoje. Assistiu às aulas em silêncio e também não comeu nada, iria jantar com a mãe de Taehyung e não queria estar de barriga cheia.

 

...

 

“Alô” - Namjoon atendeu.

Taehyung respirou fundo e sentou na ponta de sua mesa.

-Eu tentei falar com você o dia inteiro. - Taehyung falou.

Já estava quase indo até Namjoon, depois daquela mensagem o garoto não deu mais sinal de vida e ele estava enlouquecendo.

“Desculpe-me, eu esqueci meu celular no escritório ontem a noite.” - Namjoon falou do outro lado.

-O que você quis dizer com aquela mensagem Namjoon?  -Taehyung foi direto ao ponto.

“Precisamos conversar, é sério, eu estava juntando algumas coisas que iria mostrar para você e notei algo que eu e seu irmão não notamos.” - Namjoon falou.

Taehyung passou sua mão no cabelo e apertou o celular em sua mão.

-Ele não se matou? - Pergunto com a voz amarga.

Namjoon ficou em silêncio do outro da linha, Taehyung conseguia ouvir a respiração dele.

“Tae, eu sei que vai ser muito difícil se eu estiver certo...”.

-Vai direto ao ponto Namjoon. - Taehyung exclamou.

Namjoon respirou fundo e raspou sua garganta.

“Eu acho que ele não se matou, seu irmão conversava comigo direto. E tinha alguma coisa estranha acontecendo, ele nunca me contava os detalhes... Eu preciso mesmo conversar com você pessoalmente.” - Falou.

Taehyung endireitou o seu corpo e passou sua mão no cabelo.

-Quando? - Perguntou.

“Não podemos esperar uma semana, vamos nos ver amanhã.” - Namjoon respondeu.

-Só me mande o lugar e a hora. - Taehyung falou e desligou o seu telefone.

Encostou-se à estante de livro e ficou encarando o chão. Seu irmão não se matou, ele esteve certo o tempo todo, Hyuk jamais faria isso com a própria vida. Mas por que alguém o mataria? Por que alguém faria isso com ele? Taehyung não iria descansar até ver o responsável por isso atrás das grades.

Pegou o seu casaco da cadeira e saiu, Kang digitava alguma coisa em seu computador.

-Está dispensada Kang. - Ele falou e caminhou em direção ao elevador.

Precisava buscar sua mãe, desceu até o térreo e caminhou em direção à porta de vidro.

-Tae. - Lola apareceu do seu lado. - Pode me deixar em casa?

Taehyung suspirou e olhou para ela, até quando Lola continuaria com isso?

-Não. - Ele respondeu. - Preciso ir.

-É sério. - Ela segurou o braço dele. - Não tem como eu ir, acabei meu trabalho tarde por que fiz sozinha e não passa mais taxis nessa rua esse horário, só me deixe em casa...

Taehyung passou sua mão no cabelo e olhou para ela.

-Eu estou ocupado Lola.- Falou e saiu andando.

A garota correu atrás dele e o segurou novamente.

-Sou eu, Lola. - Ela falou. - Eu fui noiva do seu irmão, eu sempre estive com vocês, não estou pedindo nada demais.

Taehyung olhou para ela e lembrou do seu irmão na mesma hora. Hyuk amava essa garota feito um louco, ainda lembrava perfeitamente dele dizendo que a beijou e que foi correspondido, parecia um menino de quatorze anos.

-Só dessa vez Lola.- Ele falou e saiu andando.

A garota sorriu animada e entrou no carro dele. Taehyung sentou ao lado dela e colocou o cinto.

-Eu estou ficando no hotel Braaz. - Ela falou colocando o cinto como ele.

Taehyung deu partida e saiu, estava se sentindo sufocado com Lola ao lado. O passado era doloroso para ele e Lola fazia parte disso.

-Eu estive só uma vez com você dentro do carro. - Ela falou olhando para ele. - Depois disso você se afastou.

Taehyung trocou a marcha do carro e permaneceu em silêncio.

- Eu ado...

-Lola, não estou a fim de ficar conversando. - Ele a cortou. - Tem como ficar quieta?

A garota fechou suas mãos em punhos em cima da perna e prendeu o ar, ele podia pensar que não, mas doía muito quando Taehyung a tratava assim.

-Não sente nenhum afeto por mim?- Ele perguntou encarando a estrada. - Nada?

Taehyung estacionou o carro em frente ao hotel que ela estava ficando e a olhou.

-Eu sinto muito. - Falou. - Mas eu não sinto nada.

Lola arregalou seus olhos e ficou olhando para ele, sentiu seus olhos arderem e se segurou muito para não chorar ali mesmo.

-Desce. - Ele falou olhando para a estrada.

-Eu te amo Taehyung, eu amo você. - Ela exclamou.

Ele fechou seus olhos a apertou o volante. Não conseguia ouvir aquilo e não sentir nojo, era repugnante ouvi-la dizer aquilo e saber o tanto que Hyuk a amou.

-Para com isso... - Ele falou baixo.

-Por favor. - Ela se aproximou e tocou no braço dele. - Eu vou enlouquecer, eu vou me matar...

Taehyung a encarou e puxou o braço das mãos dela com força, sentia fogo correr pelas suas veias. Ouvir aquilo o despedaçou por dentro, podia até pensar que seu irmão não se suicidou, mas foi com isso que ele aprendeu a lidar e ouvi-la dizer aquilo o fez perder totalmente a razão.

-Não. - Lola arregalou os olhos depois de ter entendido o que acabou de dizer. - Eu...

-Fique longe de mim Lola. - Ele falou olhando para ela. - Já deu.

-Tae...

-Desça. - Ele falou ligando o carro.

Lola tentou se aproximar, mas ele olhou para ela e se desvencilhou.

-Quer que eu te jogue para fora desse carro? - Perguntou.

A garota pressionou seus lábios e desceu, tinha feito burrada ao dizer aquilo. Seu irmão se matou e não pensou quando disse aquilo a ele. Taehyung deu partida no carro e saiu, Lola abaixou no chão e chorou, estava desesperada por ele.

...

Taehyung virou a avenida e reconheceu a faculdade Ayame, estacionou o carro e desceu. Ele estava desnorteado, tudo veio como uma bomba em sua cabeça. Seu irmão pode não ter se matado e pensar que alguém fez aquilo com ele o deixava louco, e ver Lola dizer que o amava piorava toda a situação.

Ele levantou sua cabeça e viu Ayame descer, ela abraçava o próprio corpo para se manter aquecida e sorriu na direção dele quando o viu. Ela apressou os passos e quando se aproximou, Taehyung contornou a cintura dela com os braços e a puxou fortemente contra ele.

Ayame ficou um pouco surpresa com o gesto, sabia que alguma coisa havia acontecido. Contornou o pescoço dele e retribuiu o abraço, Taehyung deu alguns passos para trás e afundou seu rosto no cabelo dela para sentir o aroma que amava, somente aquele cheiro conseguia distrai-lo e encostou no carro.

-Tudo bem? - Ela perguntou passando a mão no cabelo dele.

-Agora eu estou. - Ele respondeu ainda com o rosto ali.

Ela era a única que não lhe trazia um passado doloroso, era a única que não se importava de falar sobre o seu irmão, Ayame era única que ele conseguia sorrir, aquela garota era a única que ele queria em seus braços.

-Já foi buscar sua mãe? - Ela perguntou.

-Não. - Respondeu.

-Como sabia que eu ia sair agora? - Ela continuou com as perguntas.

-Eu não sabia. - Ele respondeu.

Ayame sorriu e se separou dele minimamente, ele estava com os olhos vermelhos. Passou a mão no rosto dele.

-Por que não comemos na casa dela? - Ela perguntou. - Depois podemos passar na praia.

Taehyung sorriu e afundou seu rosto novamente ali.

-O que você quiser. - Falou e foi à vez dela de sorrir.

Ela o apertou mais um pouco e beijou o rosto dele.

-Vamos então, está ficando tarde. - Falou.

Os dois se separaram e entraram no carro, Ayame pegou a mão dele e ficou passando o dedo na palma dele. Queria muito perguntar o que havia acontecido, mas seu coração a mandava não fazer nada, sabia que ele contaria a ela quando estivesse melhor.

Taehyung sentiu o celular dele tocar e Ayame pegou o aparelho.

-Quer que eu atendo? - Perguntou.

O garoto apenas assentiu com a cabeça.

-Alô. - Ela falou quando colocou na viva-voz.

“Querida? Vocês estão onde?” - Era a mãe dele.

Ayame virou o rosto e olhou pra Taehyung ao seu lado.

-Estamos chegando. - Ele respondeu.

“Oh, olá querido” - A mulher sorriu. - “Então vão comer aqui? Perfeito.”.

Ayame sorriu com a animação da Senhora Kim e logo a mulher desligou. Dirigiram por mais alguns minutos e logo Taehyung estacionou o carro em frente ao prédio de sua mãe. Tiraram o cinto e antes de entrar ela o sentiu entrelaçar seus dedos aos dela.

-A última vez que viu sua mãe foi quando bati o carro? - Ela perguntou sorrindo.

-Foi. - Ele respondeu colocando sua mão livre no bolso da calça.

Caminharam em direção ao elevador e subiram, a mãe do garoto já os esperava no corredor e não deixou de sorrir quando os dois saíram do elevador.

-Olá querida. - Falou abraçando Ayame.

-Olá. - Ayame correspondeu o abraço e se separou logo em seguida.

Senhora Kim olhou para o filho e sorriu.

-Como vai meu amor? - Perguntou.

Taehyung olhou pra ela e confirmou com a cabeça. Ayame colocou sua mão nas costas dele e o empurrou levemente.

-Abrace sua mãe. - Falou.

A mulher arregalou os olhos e não demorou em contornar a cintura do filho. Taehyung passou o braço por ela e retribuiu.

-Obrigada Ayame. - A mulher falou encarando a nora.

Taehyung revirou os olhos e entrou no apartamento. Ayame se aproximou da mulher e pegou na mão dela.

-Eu vou fazer ele te abraçar sempre. - Piscou e a mulher sorriu mais ainda.

-Eu já disse que você é minha nora favorita? - Senhora Kim puxou a garota para dentro do apartamento.

Ayame sorriu e colocou o cabelo atrás da orelha.

-É bom ouvir isso. - Falou.

As duas foram para a sala e Ayame sentou ao lado de Taehyung, ele pegou na mão dela na mesma hora a trouxe em sua perna. Senhora Kim reparou o gesto, mas não perguntou nada.

-Eu vou terminar a salada. - Ela falou e saiu dali.

Ayame virou para ele arrumou sua franja.

-Eu gosto da sua mãe. - Ela falou.

Taehyung virou o rosto e a encarou.

-Vai me fazer abraça-la sempre? - Ele perguntou e Ayame sorriu.

-Vou. - Murchou os olhos.

Taehyung sorriu e selou os lábios dela, Ayame fechou os olhos e se separou rapidamente.

-Sua mãe pode ver. - Falou olhando para porta.

-Eu não me importo. - Ele falou e tornou a beija-la.

‘Noticias de última hora’

Ayame ouviu e Taehyung parou de beija-la, os dois viraram o rosto e viram a TV ligada.

‘Seria uma traição? O casamento não tem nem três meses e o CEO da empresa Kim já esta traindo sua esposa?’

Ayame arregalou os olhos e olhou para ele, Taehyung encarava a TV sério. Fotos começaram a surgir de Lola saindo do carro dele em frente ao hotel.

‘São fotos de agora pouco, exclusivo da rede Oco.’


Notas Finais


É isso, espero que estejam gostando.
Amo os seus comentários, não deixem de comentar.

Beijos e até o próximo.

:***


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