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História No choices - Imagine Kim TaeHyung - Capítulo 48


Escrita por:


Notas do Autor


Boa noite pessoal!

Venho com mais um capitulo pra vocês.
Espero que gostem e boa leitura a todos vocês.

Beijos :***

Capítulo 48 - Dismissing


Fanfic / Fanfiction No choices - Imagine Kim TaeHyung - Capítulo 48 - Dismissing

 

Taehyung ouviu uma vez que todas as coisas que aconteciam era culpa do destino, certamente muitas vistas como coincidência, porém o garoto não acreditava na coincidência. Passou a acreditar que os acontecimentos da vida eram programas e dirigidas pelo o próprio destino, o inicio, o meio e o fim de tudo já havia sido programada. Não havia nada que pudesse fazer.

A única coisa que Taehyung amou nisso tudo, que apesar de coisas ruins estarem acontecendo uma atrás da outra, foi o fato disso ter trazido Ayame para a sua vida e a volta do seu irmão mais velho.

Era somente isso o que importava.

O garoto dirigia no silêncio da noite, estava indo para o apartamento ver Ayame. Mentiu ao pai dizendo que passaria a noite no escritório, queria dormir com ela essa noite e sentir o seu cheiro o tempo todo. Depois de alguns minutos, estacionou o carro na garagem, estava usando o carro que deu para Ayame. Precisava consertar o vidro do outro, mas não havia encontrado tempo ainda. Taehyung caminhou em direção ao elevador e subiu, já era quase uma hora da manhã e não se preocupou em encontrar alguém pelo o caminho.

Chegou ao último andar e fez a senha da porta. Entrou retirando seu casaco e logo o colocou pendurado ao lado. O apartamento estava silencioso, certamente Ayame estaria dormindo então subiu a escada depois de deixar seus sapatos na entrada. Quando chegou ao andar de cima, abriu a porta lentamente para não acorda-la.

Mas ficou confuso quando viu a cama milimétricamente arrumada.

-Ayame?! - Ele a chamou.

Taehyung acendeu as luzes do quarto e foi rapidamente em direção ao banheiro. Não a encontrou também, seu coração começou a acelerar, a ausência da garota não lhe agradou nada. Principalmente pelo o fato de ter encontrado com o Senhor Choi nessa manhã.

-Aya! - Ele desceu a escada e foi rapidamente em direção á pequena biblioteca que ficava escondida atrás de uma pequena estante de livro móvel.

E não, Ayame não estava no apartamento. O garoto pegou seu celular rapidamente e discou o número que já havia decorado, quando chamou a primeira vez se assustou quando o aparelho dela tocou em cima da mesa.

-Droga! - Taehyung exclamou irritado.

Procurou o número de Jungkook e ligou para o amigo em seguida. Esperou alguns segundos ele atendeu.

“Oi Tae!” - Kook falou animado, aliás, era raro Taehyung ligar para ele.

-Kook, você sabe se a Ayame está com a Suly? - Perguntou rapidamente.

“Não, a Suly está comigo. Nossos pais foram viajar juntos, então ficamos na mesma casa.” - Kook respondeu. - “Aconteceu alguma coisa?”.

-Não, está tudo bem, valeu. - Taehyung respondeu e encarou o celular novamente.

Se Ayame não estava com a Suly, poderia estar com a Nick e Taehyung pensou nisso rapidamente. Discou o número de Jin e esperou a chamada completar.

-Jin. - Falou quando ouviu o amigo atender.

“Oi Tae.” - Jin respondeu enrolado, certamente estava dormindo.

-Jin, você sabe se Ayame está com a Nick? - Perguntou a mesma coisa.

“Acho que não Tae, troquei mensagem com ela há dez minutos, acho que teria me dito se estivesse com a Ayame.” - Jin respondeu.

-Mas que droga... - Taehyung exclamou baixo, mas Jin ouviu.

“Tae, está tudo bem?” - Ouviu o amigo perguntar abandonando totalmente a voz sonolenta.

-Está sim, obrigado Jin. - Suspirou. - Como está o meu irmão e a Mei?

“Estão bem, não se preocupe.” - Jin respondeu.

-Ok, boa noite. - Falou e logo desligou.

Taehyung sentou no sofá depois de jogar o celular ao lado, enterrou os dedos nos cabelos e tentou pensar para onde ela poderia ter ido. A casa dos pais da garota passou pela a sua cabeça, mas quis acreditar que Ayame não iria lá sozinha. Não depois de tudo o que contou a ela.

Iria enlouquecer.

Quando suspirou e ficou em pé para tentar fazer alguma coisa, ouviu a senha da porta e parou bruscamente. Ayame entrou lentamente, fechou a porta e encostou-se nela. Estava pálida demais e uma expressão aterrorizada no rosto.

-Ayame? - Ele a chamou e ela levantou a cabeça assustada.

Certamente não havia o visto ali em pé.

-Tae... - Ela tirou seus tênis e foi de encontro com ele.

-Onde você estava? - Ele perguntou em seguida.

Quando ambos se aproximaram, Taehyung notou o quanto ela estava tremendo e assustada com a alguma coisa. Pegou no rosto dela com as duas mãos e o levantou.

-O que foi? Está passando mal? - Perguntou preocupado.

-Não. - Ela respondeu segurando nos pulsos de Taehyung.

-Onde estava? - Perguntou novamente.

Ayame fechou os olhos e tentou se acalmar, o fato de ter descoberto que tinha uma irmã havia lhe deixado desnorteada.

-Eu fui até a casa dos meus pais. - Respondeu então.

Taehyung fechou os olhos e apoiou sua tesa em cima da cabeça da garota.

-Ayame, sabia que eu poderia nunca mais vê-la caso algo acontecesse? - Ele perguntou.

-Eu sei, mas eu queria pegar o colar. - Ela falou. - Está com a minha mãe!

Ele se afastou dela e passou seus dedos entro os cabelos, só de imaginar os pais dela fazendo alguma coisa para separar os dois para sempre estava o deixando louco.

-Esquece esse colar Ayame. - Ele falou parando no meio da sala.

Ela o viu com as mãos na cintura enquanto encarava o chão.

-Como assim esquecer?! - Ela exclamou. - Você me deu aquele colar no melhor dia da minha vida Taehyung!

Como ela poderia esquecer o presente que ganhou dele depois daquele dia maravilhoso, ou melhor, aquela noite maravilhosa já que os dois discutiram o dia inteiro. Porém o que ouviu dele no fim nada mais importou antes. Ele disse que a amava e ela disse o mesmo, ela foi dele e ele foi dela pela primeira vez. Não queria e não conseguia esquecer.

-Eu te dou outro, mas por favor! Não faça mais isso, não se arrisque para pegar aquele colar de novo! - Ele suspirou.

Taehyung queria contar a ela o que aquele colar tinha, mas não iria coloca-la mais em risco. Ayame já sabia demais e se ela soubesse que carregou aquela lista no pescoço e o perdeu, se culparia por isso.

-Me dar outro? - Ela perguntou o tirando daquele devaneio. - Você sabe o quanto aquele colar significava para mim?

Taehyung viu lágrimas nos olhos dela e se aproximou rapidamente. Segurou firme o rosto da garota entre as mãos e colocou sua testa na dela, seus narizes se encostaram e ele pode sentir a respiração quente de Ayame bater em seu rosto.

-Eu sei. Eu sei muito bem qual foi o significado daquela noite. - Falou. - Mas o que sentimos aquele dia não está guardado naquele colar Ayame. Está aqui.

Taehyung desceu sua mão e parou com a palma aberta entre os cabelos dela, conseguiu ouviu o coração dela bater acelerado entre os dedos. Tirou a outra mão do rosto dela e pegou no pulso de Ayame e levou a mão dela aberta até o seu coração.

-Entendeu? - Fechou os olhos. - Então, esqueça isso.

Ayame o encarou, viu os cílios longos do garoto encostados em suas bochechas, Taehyung era lindo demais, e estava certo. Aquele dia ficou gravado em cada memória e em seu coração. Mas parte dela não queria abandonar aquela colar.

-Você está certo. - Ela falou e apertou o tecido da camisa fina de Taehyung entre os dedos.

Ele abriu os olhos, inclinou sua cabeça para o lado e selou a bochecha dela sutilmente. Um alivio percorreu seu corpo, não queria vê-la correndo risco para pegar aquela lista.

-Tae. - Ela falou e ele se afastou minimamente. - Está no pescoço dela, eu sei que consigo tirar.

Taehyung saiu de perto dela e respirou fundo. Iria enlouquecer.

-Ayame...

-Por favor. - Ela voltou para perto dele. - Eu não aguento mais ficar sem fazer nada, eu quero fazer alguma coisa. Eu quero te proteger também, e se a minha mãe pegou aquele colar, significa que tem alguma coisa nele! Estou certa?

O garoto encarou os olhos dela e fechou suas mãos ao lado, Ayame era esperta, sabia que ela estranharia o fato da mãe ter pegado o colar.

-Eu sei que eu estou. - Ela riu soprado. - Eu vou pegar aquele colar, e te devolver e depois o quero de volta. Por que... - Pressionou seus lábios. - Porque é algo seu que eu tenho comigo.

-Você tem noção de que qualquer coisa que os seus pais fizerem, eles podem nos separar para sempre? - Ele perguntou um pouco irritado, estava tentando de tudo para fazê-la abandonar aquela ideia.

Ayame poderia não ter voltado daquela casa e era sorte não ter sido pega pelos os pais. Ficou naquela varanda bastante tempo para então decidir descer pela árvore.

-Eles não vão fazer isso. - Ela falou. - Não vão, porque eu não vou deixar.

-Pelo amor de Deus Aya. - Taehyung passou sua mão novamente no cabelo, logo teria o mesmo costume de Jimin.

-Você não entende! - Ela exclamou.

-Você que não está entendendo! - Ele rebateu. - Só... - Ele fechou os olhos e soltou o ar pela boca. - Só não faça as coisas antes de me avisar, por favor.

Ayame o viu virar e subir as escadas, ela permaneceu em pé no meio da sala. Seu corpo todo estava em choque, queria poder fazer alguma coisa. Notou a gravidade da situação assim que soube que a sua mãe havia deixado outra filha no Japão e se sentiu inútil por não poder ajudar em nada.

Mas ele estava certo, estava preocupado e ela realmente se arriscou indo até lá. A garota subiu a escada e fui em direção ao quarto. Ouviu um barulho no banheiro, certamente era ele se preparando para o banho.

Estaria irritado com ela?

Ela foi até o banheiro e viu Taehyung dentro da banheira com a cabeça pendida para trás, mantinha os olhos fechados e seu peito subia e descia em uma respiração lenta. Ayame se aproximou da pia, puxou seu moletom sobre a cabeça e desabotoou sua calça. Logo retirou suas peças intimas e por último as meias. Puxou seus cabelos para o alto e os enrolou em cima da cabeça, se aproximou da banheira e só então ele notou a presença dela.

Ela entrou na água quente, Taehyung abriu um pouco as pernas e ela sentou sobre os tornozelos de frente com ele. Levou sua mão no peito dele e alisou lentamente.

-Me desculpa. - Falou sem olha-lo nos olhos.

Ele enticou o braço e tocou seu rosto gentilmente e a fez olhar para ele.

-Faço isso porque te amo demais. - Ele falou calmo. - Tenho medo de te perder.

-Eu também te amo muito Tae. - Ela pressionou os lábios, queria conter as lágrimas. - Eu só...

Ayame queria contar a ele sobre o que ouviu dos seus pais, mas não queria mais estender aquele assunto que os fizeram ‘discutir’.

-Está tudo bem. - Ele sorriu e a puxou para um abraço.

Ela apoiou seu queixo entre o ombro e pescoço dele.

-Prometo não fazer nada imprudente. - Ela falou respirando fundo. - Não sei o que deu em mim.

Taehyung a afastou gentilmente e selou seus lábios. Ayame fechou os olhos e o correspondeu, estava feliz por tê-lo essa noite ao lado dela. Adorava beijar a boca dele e se embriagava com a sensação toda vez, levou suas duas mãos para o rosto dele e intensificou o toque e ele acompanhou o ritmo dela. Taehyung adorava morder o lábio dela e sempre fazia isso. Quando o ar faltou em seus pulmões, ambos se separaram minimente e se encararam por alguns segundos.

Naquela troca de olhar, havia paixão, felicidade, sinceridade e acima de tudo amor.

Taehyung puxou a garota novamente até sua boca e tornou a beija-la. Os corpos de ambos estavam esquentando e não era por causa da água quente. O corpo do garoto se arrepiou por completo quando sentiu o toque gentil da mão de Ayame alisar seu peito e descer lentamente.

Ela o tocou intimamente e ele se afastou da boca dela para fechar os olhos e arfar.

-Aya... - Ele falou seu nome entre a respiração já desregulada.

Ayame se ajoelhou e sentou no colo do garoto quando voltou a beija-lo, sua mão ainda estava entre eles o tocando. Taehyung segurou firme na cintura dela e beijou toda a extensão do seu pescoço e ela curvou seu corpo para ele. Aya sentiu os dentes dele em sua pele e aquilo lhe causou um arrepiou e consequentemente apertou a intimidade dele que ainda estava em sua mão.

-Ai meu Deus. - Ele exclamou afundado o rosto no pescoço dela.

Ela sorriu.

-Me desculpa. - Falou.

-Tudo bem... - Ele falou com a respiração pesada. - Só continua.

Taehyung levou sua mão em cima da dela e intensificou o movimento, os cabelos de Ayame se desprenderam do elástico e caíram sobre eles. Ela o abraçou com o braço livre e o ouviu gemer em seu ouvido, seu corpo estava pegando fogo com as sensações que passava ao garoto.

-Chega. - Ele afastou a mão dela e recompôs a respiração. - Vem aqui.

Ele pegou na cintura de Ayame e puxou o quadril dela. Ela fechou os olhos quando ele se arrumou embaixo dela e gemeu quando sentiu seu corpo se encaixar ao dele. A garota apoiou as duas mãos na borda da banheira atrás dele e sentou sobre o colo de Taehyung.

Ayame começou os movimentos e sentiu as mãos de Taehyung firmes em seu corpo, as respirações de ambos se misturaram naquele banheiro. Os dois de olhos fechados, se permitindo apenas sentir, seus corpos unidos como uma única alma e o amor que sentiam um pelo outro transbordavam como a água que caia da banheira com o movimento dela.

A banheira não era espaçosa e confortável, ela sentiu ele segura-la firme e se levantar dali. O barulho da água no chão foi evidente e ele saiu de dentro da banheira. Ayame o segurou firme pelo o pescoço quando ele caminhou para o quarto, somente as pontas de seus cabelos estavam úmidas, mas os dois estavam completamente molhados.

Taehyung a deitou na cama.

-Estamos molhados. - Ela falou sorrindo.

-A gente dorme no outro quarto. - Ele falou se arrumando sobre ela.

Ayame curvou seu corpo quando o sentiu dentro dela novamente e logo em seguida começar os movimentos. Os cotovelos dele estavam apoiados ao lado do seu rosto e sua testa pressionava a dela, ela abriu os olhos e viu os deles fechados, sua franja roçava  sobre ela e o achou lindo daquele ângulo.

-Eu te amo. - Ela falou entre respirações sôfregas.

Ele sorriu e a beijou em seguida, Ayame o abraçou firme e correspondeu aquele beijo repleto de amor e felicidade. Depois de mais um tempo, os dois explodiram juntos naquele ápice de loucura e paixão. Taehyung deixou seu corpo cair sobre o dela enquanto recuperavam a respiração regulada.

-Eu também te amo Ayame. - Ele falou virando o corpo para deitar ao lado dela.

Ela virou um pouco e deitou seu rosto no peito dele. Ambos queriam levantar dali, tomar outro banho e dormir no quarto ao lado, onde a cama estava seca. Mas a exaustão levou os dois a um sono profundo.

 

...

 

Taehyung abriu seus olhos lentamente, a claridade invadia o quarto sem piedade. Olhou no relógio ao lado e viu que era quase seis da amanhã. Sentiu o peso de Ayame sobre o seu peito e sorriu com a lembrança da noite anterior, nem mesmo ir até o outro quarto conseguiram.

Ele tirou o braço lentamente e deitou a cabeça dela sobre o colchão. Ayame virou para o lado e abraçou o travesseiro, os dois ainda estavam sem roupa, então Taehyung puxou o lençol e cobriu o corpo da garota gentilmente para não acorda-la. Saiu da cama e foi tomar um banho quente, se arrumou e desceu depois de deixar um beijo no rosto dela.

Yona estava na cozinha e preparava alguma coisa.

-Bom Dia senhor Taehyung. - Ela o cumprimentou gentilmente.

-Bom dia. - Taehyung respondeu indo em direção ao celular que jogara no sofá noite passada.

-Quer comer alguma coisa? - Yona perguntou.

-Não, obrigado. Preciso ir. - Tae respondeu já colocando seu casaco.

Taehyung saiu pela porta depois de ouvir ‘Bom serviço’ de Yona e caminhou rapidamente em direção as escadas, não iria se arriscar pegando o elevador. Chegou ao estacionamento, foi até o carro e notou o seu outro carro, com o vidro quebrado, estacionado em outro lugar. Taehyung fechou os olhos e suspirou, além do fato dela ter ido até a casa dos pais, se arriscou dirigindo.

Essa garota iria deixa-lo maluco.

Ele entrou no veículo e foi para a empresa, assim que parou em frente ao prédio, Biu veio ao seu encontro.

-Bom dia Tae. - Ele falou animado e abaixou o tom da voz somente quando disse ‘Tae’.

-Bom dia Biu, foi ver o Hyuk na casa do Jin? - Taehyung perguntou discretamente enquanto entregava a chave na mão do novo amigo.

-Fui sim, está tudo bem. - Biu respondeu entrando no carro dele.

Taehyung respirou aliviado, embora tenha perguntado sobre isso ao Jin noite passada, queria saber se o irmão estava bem a cada segundo. Assim que o manobrista saiu com o veículo, Taehyung entrou na empresa e todos reverenciaram seus corpos para ele. O jovem CEO foi até o elevador e subiu direto ao seu escritório, Kang o recebeu educadamente e quando Taehyung sentou em sua cadeira, sentiu seu celular vibrar dentro do bolso.

Era Jogun.

“Tae! É urgente!” - O garoto falou alterado.

Taehyung se endireitou na cadeira e arrumou melhor o celular no ouvido.

-O que foi Gun?! - Perguntou apreensivo.

“Aquele seu funcionário Jonh, ele está comprando peças para o estoque escondido de você!” - O garoto respondeu.

Tae se levantou bruscamente da cadeira e fechou seus olhos, como isso era possível? As coisas estavam fora do seu controle tanto assim para um mero funcionário conseguir comprar peças sem a sua autorização?

-Como ele está fazendo isso Gun? - Perguntou ainda de olhos fechados.

“Ele tem acesso a tudo Tae, esqueceu que você tinha código e a senha errada?” - Gun respondeu.

Jogun virou a noite inteira invadindo redes e redes das empresas Kim e quando descobriu sobre isso, se conteve em ligar para Taehyung, pois já era três da manhã. Mas agora precisava avisa-lo sobre tudo.

Taehyung passou sua mão no cabelo e apertou o celular entre os dedos, sabia exatamente o que fazer.

-Obrigado Gun. - Suspirou. - Não era pra você estar na escola?

“Ah, o tio Nam foi na casa do tio Jin ver alguém.” - Gun respondeu sorrindo. - “E eu não dormi quase nada, acho que ele não vai me repreender.”

O garoto sorriu, certamente Nam foi ver Hyuk, mas Gun não sabia disso.

-Vai sim. - Taehyung falou. - Mas se ele brigar com você, pode dizer que a culpa foi minha.

“Sério?!” - Jogun perguntou eufórico.

-Só dessa vez mocinho! - Taehyung falou sério.

“Tá bom!” - Gun respondeu. - Ah, tio Tae...

-Oi.

“Eu já me decidi o que quero de presente.”

Taehyung já havia se esquecido de que o garoto faria quinze anos daqui três dias.

-E o que você quer? - Perguntou.

“Uma cadeira igual a sua, sério, me senti um hacker de primeira sentado nela!” - Gun respondeu.

Um sorriso foi inevitável em Taehyung, o garoto já era um hacker de primeira, não precisava de nada para lhe dar esse titulo.

-Ok, e o que acha de um computador muito bom junto com a cadeira? - Taehyung perguntou.

Um silêncio se instalou do outro lado da linha.

“Tô esperando a parte que você diz que é brincadeira.” - Gun falou depois de longos segundos em silêncio.

Taehyung riu.

-Não quer? - Perguntou.

“QUERO! AI MEU DEUS EU QUERO!” - Gun gritou e Taehyung precisou afastar o celular do ouvido.

-Agora vai dormir um pouco. - Taehyung falou.

“Muito obrigado” - Gun agradeceu e Tae mal sabia que os olhos do garoto Hacker continha lágrimas.

-Sou eu quem devo te agradecer moleque. - Taehyung falou. - Vai dormir.

“Estou indo.” - Jogun falou e logo desligou o telefone.

Assim que finalizou a ligação, Taehyung enfiou o celular no bolso e caminhou para fora da sua sala, Kang se levantou rapidamente.

-Ligue para a sala do advogado Min, diga que estou indo lá. - Taehyung falou e Kang concordou.

Yoongi estava fazendo um bom trabalho como advogado chefe da empresa, mas chegou a hora de precisar da ajuda do amigo. Caminhou até o elevador e desceu dois andares até a sala dele, assim que abriu a porta, viu Yoongi brigando com um estagiário enquanto seu telefone não parava de tocar. Certamente era Kang ligando.

-Como acha que vai cuidar disso fazendo essas coisas? - Yoongi gritava para o garoto a sua frente.

Taehyung cruzou seus braços e encostou-se à parede.

-Me desculpa senhor Min, juro que...

-Não jura pra mim moleque. - Yoongi rebateu. - Volte quando isso fizer sentindo. Olha só isso... - Yoon balançava os papeis nas mãos e jogava um por um para o estagiário pegar. - Como conseguiu fazer isso?

O garoto pegou as folhas rapidamente e virou para sair da sala e travou no lugar quando viu Taehyung em pé.

-Tae? Há quanto tempo está ai? - Yoongi perguntou com o humor totalmente diferente.

-Tempo suficiente para ficar curioso sobre o que esse garoto fez. - Taehyung respondeu.

-Ah, ele...

-Não, eu vou consertar agora mesmo. - O garoto cortou Yoongi desesperado. - Não quero que o CEO da empresa saiba do meu erro constrangedor!

Yoon riu quando o estagiário curvou o corpo para Taehyung e saiu da sala apressadamente. Taehyung terminou de entrar na sala e sentou no sofá.

-Que cara é essa? - Yoon perguntou sentando ao lado dele.

-Vou precisar da sua ajuda. - Respondeu suspirando.

-É só pedir Tae. - Yoongi falou. - Ah, sobre o meu pai, não pense que ele está chateado, ele te entendeu.

-Eu vou readmiti-lo quando tudo isso terminar. - Taehyung o encarou.

-Sabemos que vai. - Yoon falou. - Agora, do quê precisa?

-Lembra que te contei sobre Jonh? - Perguntou e o advogado assentiu. - Preciso que inicie um processo contra ele. O desgraçado está comprando estoque para a empresa sem o meu consentimento.

Yoongi ainda estava horrorizado com tudo o que soube por Taehyung, por isso entendeu o porquê do amigo aceitar a demissão do pai, ou melhor, uma demissão que não vinha verdadeiramente dele. Porém no fundo ficou aliviado em ver seu pai um pouco longe de tudo aquilo.

-Entendi, e quer que eu faça isso sozinho, sem envolver os outros advogados da empresa? - Perguntou.

-Se puder.

-Claro que posso. - Sorriu. - Sou Min Yoongi, o melhor advogado do mundo.

Taehyung olhou para o amigo e prendeu o riso, sabia da autoestima do garoto e não iria falar nada.

-Olha, eu estou vendo que você esta querendo muito rir do que eu falei, e acho bom ficar caladinho. - Yoongi se levantou.

Taehyung apenas assentiu e conteve o riso.

-Agora, irei demiti-lo. - Falou indo até a porta.

-Tae! - Yoongi o chamou e o garoto virou. - Sabe que quando o processo for enviado, todos da empresa saberão né?

-Estarei contando com isso. - Taehyung sorriu e saiu.

Ele desceu mais alguns andares e foi em direção ao departamento pessoal.

-Jonh! - Abriu a porta bruscamente e o homem se levantou em um pulo assim como todos os outros daquela sala.

A última vez que Taehyung havia ido aquele departamento foi para falar com Ayame.

-Sim senhor Kim. - Jonh falou da onde estava.

-Venha comigo. - Taehyung falou sério e virou para sair da sala.

-Eu...Eu es-estou ocupa-pado. - Jonh falou e Taehyung parou.

O garoto virou lentamente e cruzou seus braços sobre o peito.

-Estou mandando vir e vai recusar? - Perguntou ainda sério.

-Não, eu só...

-ANDA LOGO! - Taehyung gritou e saiu andando para fora da sala.

Continuou caminhando e entrou no elevador, antes da porta se fechar, Jonh passou rapidamente e ficou ao lado do chefe em silêncio. Suas mãos suavam e suor escorria sobre a sua têmpora. Assim que chegaram ao último andar, Taehyung foi até a sua sala e o homem entrou em seguida.

-O que foi senhor Kim? - Jonh perguntou com a voz tremula.

-Passe no RH, você está demitido. - Taehyung respondeu sentando em sua cadeira.

Jonh arregalou seus olhos e deu um passo para trás.

-O que? Por quê? - Perguntou desesperado.

Taehyung riu soprado e se levantou.

-Você será processado por abastecer o estoque sem a minha autorização. Isso inclui a retirada do dinheiro para fazer isso.

Jonh realmente estava em choque, Taehyung havia o pego de surpreso. Não disse mais nada e saiu da sala. O jovem CEO se jogou na cadeira e respirou fundo, uma peça ele já havia derrubado. Prosseguiu com o trabalho e quando foi de tarde Kang entrou na sua sala.

-Senhor Kim. - Falou e o garoto a encarou. - O conselho dos executivos se reuniu em uma reunião e estão te esperando na sala de reuniões.

Taehyung fechou os olhos e massageou suas têmporas.

-Ok, mande Ume esperar cinco minutos e ir até lá. - Falou se levantando.

-Ume? A estagiaria do último ano do departamento pessoal? - Kang perguntou confusa.

-Isso. - Taehyung respondeu saindo da sala.

O garoto já sabia sobre o que diriam naquela reunião repentina. Desceu os andares de elevador e foi até a sala. Abriu as duas portas e todos que ocupavam suas cadeiras em volta da mesa enorme se levantaram rapidamente. Jonh estava em pé ao lado do telão onde se usava para exibir as imagens das vendas na semana. Taehyung apenas encostou-se à parede ao lado da porta e cruzou seus braços sobre o peito.

-Digam. - Falou apenas. - Sabem que eu odeio reuniões repentinas.

-Não vai se sentar? - Yang perguntou.

-Estou bem aqui, desembuchem! - Taehyung respondeu ríspido.

-Não pode demitir Jonh. - Yang falou rapidamente.

-E quem disse que eu não posso? - Perguntou inclinando sua cabeça para o lado.

-Não pode fazer isso senhor. - Outro executivo falou. - Ele estava apenas tentando ajudar a empresa.

Taehyung endireitou seu corpo e escondeu suas mãos nos bolsos do seu casaco.

-Então vocês sabiam? - Perguntou olhando um por um e viu como eles arregalaram seus olhos ao mesmo tempo.

-Não! - Alguns disseram juntos, outros apenas o encarava assustados.

-Ele nos contou somente agora. - Yang falou e Taehyung notou Jonh fechar suas mãos em punhos.

O garoto retirou suas mãos dos bolsos e cruzou seus braços novamente.

-Ninguém sabia Jonh? Tem alguma coisa para me dizer? Sabe que não precisa passar por isso sozinho. - Taehyung falou para ele.

Todos os executivos dali viraram seus corpos e encararam o ex-chefe do departamento pessoal, Taehyung sabia que todos ali eram culpados, e todos ali sabiam sobre ele pegar o dinheiro da empresa e comprar as peças para repor o estoque.

-Não. Eles não sabiam de nada. - Jonh respondeu.

Tae apenas riu soprado.

-Está demitido Jonh. - Falou.

-Então, nós mesmo iremos escolher o novo chefe do departamento pessoal. - Yang falou para a indignação de Jonh.

Ninguém ali era amigo de ninguém.

-Não, eu já escolhi. - Taehyung falou e todos ouviram bater na porta.

Ume abriu a porta lentamente e entrou, encarou o ambiente um pouco confusa e encontrou o olhar de Taehyung sobre ela.

-Ume será a nova chefe do departamento pessoal. - Falou.

Um barulho incoerente se fez presente naquela sala, todos começaram a falar sem parar, até mesmo Ume estava com os olhos vidrados nos do chefe. Como assim ela seria a chefe do departamento pessoal?

-Não pode colocar uma simples estagiária do último ano como chefe desse departamento! - Yang exclamou irritado.

-Posso, como já fiz. - Taehyung encarou Ume. - Posso contar com você?

Sim, realmente, colocar uma estagiaria do último ano como chefe daquele departamento era de mais. Mas Taehyung não conseguia confiar em mais ninguém, só pelo o fato de Ume ser namorada ou quase namorada de Jimin lhe deixava aliviado.

-Po-pode. - Ela respondeu atordoada.

-Reunião encerrada. - Taehyung falou e saiu da sala.

O garoto caminhou em direção ao elevador e ouviu algumas falações dentro daquele recinto, ouviu alguém correndo atrás dele e logo seu pulso ser puxado.

-Senhor Kim. - Era Ume um pouco ofegante. - Desculpa. - Soltou o braço dele rapidamente.

-O que foi Ume? - Perguntou.

-Você tem certeza? Digo, sobre eu ser a chefe do departamento? - Ela respondeu juntando suas mãos no peito, aquilo ainda era surreal demais.

-Tenho. - Respondeu.

Ume não foi escolhida somente por ser de confiança, ela tinha potencial para isso.

-Obrigada. - Ela sorriu. - Irei me empenhar muito, não sabe com isso vai mudar a minha vida.

Taehyung deu apenas um tapinha no ombro direito dela e voltar a andar, o sol já havia ido embora e o garoto não estava com paciência para permanecer na empresa.

-Kang, está dispensada. - Falou saindo da sala.

-Sim senhor Kim. - A mulher se levantou e sorriu.

Taehyung desceu para o térreo e viu Biu com a chave pronta em suas mãos, apenas pegou e entrou em seu carro, era o combinado Tae continuar a trata-lo dessa forma para ninguém suspeitar de nada. O garoto dirigiu em direção ao apartamento de Jin, foi informado na recepção que ele poderia subir a qualquer momento sem ser anunciado e então foi até o andar onde Jin morava.

Tocou o interfone e Jin atendeu animado.

-Oi Tae. - Falou sorrindo.

Taehyung entrou suspirando.

-Onde está o Hyuk? - Perguntou.

-Aqui maninho! - Hyuk falou levantando sua mão.

Namjoon ainda estava ali e todos estavam em volta da mesa de centro enquanto Mei dormia no sofá.

-Hyuk, eu demiti Jonh hoje. - Taehyung falou sentando ao lado dele.

Jin voltou para o seu lugar e empurrou o pote de pipoca para ele, que rejeitou logo em seguida.

-E como foi? - Seu irmão mais velho perguntou.

-Ele estava reabastecendo o estoque sem a minha autorização. Pegando dinheiro da nossa conta, já pedi para que Yoongi entre com o processo. - Respondeu.

-E como descobriu isso? - Nam perguntou horrorizado.

-Foi o Gun. - Olhou para o Tio do garoto. - Se não fosse por ele, jamais saberia sobre isso.

Namjoon sorriu todo orgulhoso, até mesmo a ligação que havia recebido mais cedo do sobrinho sobre não ter ido à escola e ter posto a culpa em Taehyung havia passado com aquela noticia.

-Tudo está indo de acordo com o plano. - Hyuk suspirou. - Um por um vai cair Tae, e vamos chegar ao Haruma.

-Eu espero. - Taehyung respirou fundo e aceitou um pouco da pipoca que Jin continuava oferecendo.

-Esses executivos são uns loucos. - Nam suspirou. - Estiveram até mesmo na época que Hyuk era CEO conspirando contra a empresa e vocês nem sabiam.

Hyuk apenas balançou sua cabeça concordando.

-Mas terão o que merecem. - Falou.

-Agora eu entendo porque queriam tanto que eu me casasse com a Ayame, e não era porque teríamos acordos com outras empresas. - Taehyung suspirou.

Taehyung se lembrava perfeitamente de quando foi questionado sobre o casamento pelo os executivos e agora as coisas faziam sentindo. Estavam desesperados para que o matrimônio desse certo.

-Sério? - Hyuk o encarou. - Quando eu estava com a Lola, também me pressionaram.

Todos ali pararam e encararam Hyuk, até mesmo o garoto notou o que dissera.

-Ah não, não acho que... - Hyuk arregalou os olhos.

-Espera. - Taehyung o cortou. - Você conhece os pais da Lola?

-Não, mesmo depois de anos namorando e noivos, eu nunca os vi. Ela sempre arranjava uma desculpa.

Não seria possível Lola ser filha de alguém que também estava armando contra a empresa Kim, seria? Pior, ser filha de uns dos executivos.

-Irei mandar Gun descobrir agora. - Nam falou pegando seu celular na mão e discando o número de Jogun. - Gun, preciso da sua ajuda... Hã?... Tá sim, por quê? - Namjoon encarou Taehyung. - Vou passar.

Nam esticou o aparelho para Taehyung que pegou rapidamente.

-Oi Gun. - Atendeu.

“Tae, você sabe que eu estou de olho nos Choi e nas empresas Kim né?”

-Sim Gun, o que foi?

“Um nome me chamou a atenção. Choi Ayame, ela acabou de embarcar em um voo para o Japão. Pensei que ela estivesse sendo sequestrada, então puxei as câmeras e ela parece estar indo por livre e espontânea vontade” - Gun respondeu. - “Te enviei as imagens.”

Taehyung abriu as imagens rapidamente, seu coração estava aceleradíssimo.

-O que foi Tae? - Hyuk perguntou preocupado pela expressão do irmão mais novo.

Taehyung via Ayame andar normalmente pelo o aeroporto ao lado dos seus pais, estava com a mão dada com a do seu pai e aquilo o deixou confuso. Porque ela estava indo para o Japão sem ao menos lhe dizer alguma coisa?

Não, porque ela estava indo com eles?

 


Notas Finais


É isso!!

Espero que tenham gostado.
Comentem o que acharam.

Beijos e até o próximo.
:****


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