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História No Complication - Shikasaku - Capítulo 17


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Notas do Autor


Oii, gente!

Como estão? Acredito que sejam tempos difíceis para todos nós. Por aqui onde estou TUDO parou.
Precisamos mais do que nunca nos cuidarmos, além dos cuidados já recomendados, nesse momento também precisamos dar atenção ao nosso psicológico e emocional. Então tente manter a calma e saber que isso é só uma fase e que vai passar. Existem inúmeras coisas que não estão no nosso controle, mas vamos fazer a nossa parte e tudo dará certo. E lembrem que estresse e ansiedade também abaixam a imunidade, por isso é tão importante mantermos a calma.

Estou tentando aproveitar o ócio para produzir o máximo de conteúdo pra vocês, tanto para não surtar com o meu ócio, tanto para vocês terem mais uma coisinha para ler. Mas parece que quanto menos coisa para fazer eu tenho, mais eu procrastino...

Mas, enfim, aqui vai um capítulo bem amorzinho para vocês. São tempos de isolamento, mas podemos nos unir em amor e positividade. Boa leitura! 💚

🔴 Obs: Recadinho muito importante nas notas finais! FIQUEM ATENTXS! 🔴

Capítulo 17 - Recíproco


Fanfic / Fanfiction No Complication - Shikasaku - Capítulo 17 - Recíproco

'Cause I wanna touch you, baby

And I wanna feel you too

I wanna see the sun rise

On your sins, just me and you

Light it up, on the run

Let's make love tonight

Make it up, fall in love

Try

De todas as formas que imaginei como Ino descobriria sobre o meu envolvimento com o Shika, nunca pensei que seria assim. Eu queria ter tido a chance de contar a ela, queria que ela tivesse ouvido de mim. Mas eu fui adiando achando que não era nada e depois os meus sentimentos por ele já tinha evoluído tanto que precisei de um tempo para me resolver internamente e com ele, e aí foi tarde demais.

Ela iria se sentir completamente traída e estaria no seu direito. Quando ela deu o seu primeiro beijo eu fui a primeira pessoa para quem ela contou, quando o Sai a pediu em namoro e em casamento eu fui a primeira a saber da notícia. Ela sempre fazia questão que eu tivesse a par de tudo que acontecia na vida dela e também sempre deixou claro que sempre estaria comigo. E eu deliberadamente a deixei de lado, talvez Ino nunca fosse me perdoar por isso. 

Já tinha perdido tempo demais da nossa amizade por conta o Sasuke e não suportaria que isso acontecesse novamente. Eu precisava da minha amiga. Apesar de tentar lidar com tudo sozinha e do meu jeito eu queria ter tido a chance de poder conversar com ela sobre tudo isso, queria ouvir os seus conselhos e que ela me ajudasse a entender toda a confusão que se passava na minha cabeça. 

Quando ela flagrou o nosso beijo eu entrei em choque. Eu sabia que tinha que conversar com ela, mas como? O que falar? O que fazer? Era a Ino, no fim das contas, eu não precisava me preocupar em como agir, com ela eu poderia ser eu mesma. Infelizmente, não foi isso que eu pensei enquanto ela nos questionava sobre o que estava vendo. Eu simplesmente fiquei paralisada. 

Ainda bem que o Shika se ofereceu para falar com ela e com isso pude ganhar mais um tempo para pensar. Ele fora atencioso o bastante para perceber que eu precisava desse momento para organizar os meus pensamentos e generoso o suficiente para enfrentar a Ino primeiro, conhecendo minha amiga, ela iria se esforçar para arrancar todas as informações possíveis dele, e conhecendo ele, sabia que não acharia isso nem um pouco agradável.

Essa era uma das razões pelas quais eu estava perdidamente apaixonada pelo Shika. Se algum dia me pedissem para descrever como é ser amada, minha descrição se assemelharia bastante a forma como o Shika me trata. Era assim que eu achava que merecia ser tratada, era assim que eu gostaria que a pessoa que estivesse ao meu lado agisse comigo.

Eu gostaria de ter ao meu lado alguém que me visse de verdade, alguém que entendesse meus sentimentos, algo que ninguém nunca de fato fez. Sim, eu sempre estive rodeada de pessoas excepcionais que zelam pelo meu bem estar, mas nunca ninguém me viu de verdade ou se atentou para o que eu realmente estava sentindo. E isso era o que o Shika sempre fazia, ele sempre conseguia perceber quando eu não estava bem ou precisava de algo. Várias vezes quando estava triste porque havia perdido algum paciente, ele não me dizia que eu não devia chorar ou me dava as costas... Ele dizia que ia comprar sorvete, voltava e colocava algum filme apenas de fundo, enquanto eu ficava deitada em seu peito chorando baixinho. Ele nada dizia apenas acariciava meus cabelos e me dava o apoio que eu tanto precisava.

Nem todos os problemas tem solução e muitas vezes quando estamos cansados ou abatidos tudo o que precisamos é de apoio, de alguém que esteja ao nosso lado. O Shika era essa pessoa para mim. O que é muito estranho porque mesmo sem ter dito uma única palavra sobre isso, ele me fazia sentir amada como eu nunca havia sido na vida. E isso me dava esperança de que nós dois poderíamos ficar juntos e de que ele poderia me amar da mesma forma que eu o amava. 

No entanto, uma parte de mim acreditava que todo esse carinho poderia não passar de uma simples afeição de amigo e toda vez que eu pensava nisso meu coração se apertava. Eu queria muito ser mais que uma amiga para ele, eu queria ser a mulher com quem ele passaria a vida inteira ao lado. E acho que nunca desejei tanto algo na minha vida, quanto eu desejava que esse sentimento fosse recíproco.

Além de me fazer sentir tão bem quanto ninguém jamais fez, o Shika era uma pessoa excepcional e com inúmeras qualidades. E, para a minha sorte, lidar com pessoas era uma delas. Não faço ideia do que ele disse a Ino, mas seja lá o que fosse, foi  capaz de acalmar os ânimos dela. Assim que acabaram a conversa ela voltou ao acampamento como se nada tivesse acontecido e seguimos com a missão.

Ao chegarmos na aldeia do País da Cachoeira, percebemos que a situação estava muito pior do que imaginamos. Aqueles nukenins haviam feito um verdadeiro massacre naquele lugar. Só o número de casos graves era maior do que a capacidade total do hospital, fora os incontáveis outros casos que mesmo não sendo críticos também precisavam de atendimento. 

Faltavam medicamentos e equipamentos para realizarmos os atendimentos, a situação estava realmente caótica. Precisei usar toda a minha capacidade de improvisação e habilidade para fazer remédios eficazes com ervas simples. Por conta do caos em que o hospital se encontrava, Ino ficou junto comigo para cuidar dos pacientes e Chouji e Shikamaru se encarregaram de capturar os nukenins. 

Apesar do estrago que fizeram, não era uma missão muito difícil. Afinal logo pudemos constatar que eles não eram dos mais habilidosos, só haviam feito todo esse estrago porque se tratava de uma aldeia de camponeses. Além do mais, com a inteligência do Shika tenho certeza que não teriam problemas. 

Só de pensar nas habilidades dele ficava toda boba. Aquele homem me enchia de orgulho e admiração, era uma honra trabalhar ao lado dele. Mas mesmo sabendo que era algo tranquilo me sentia muito apreensiva por ele, não que ele estivesse correndo um perigo real, mas a simples ideia de que algo acontecesse com ele me aterrorizava mais do que qualquer coisa. 

Mas no fim, tudo acabou bem. Em cinco dias tínhamos conseguido estabilizar a maioria dos pacientes, organizar tudo para que o hospital fosse capaz de seguir com as próprias pernas e os nukenins foram devidamente capturados. Foram dias exaustivos principalmente para mim e Ino, se eu dormi mais do que três horas nesses cinco dias foi muito. Partiríamos pela manhã do dia seguinte e antes de repousar um pouco para que tivesse condições de seguir viagem, decidi dar uma última passada no hospital para me certificar de que tudo estava bem. 

- Ei, Testuda, você não está pensando em trabalhar mais uma noite não, né? Você precisa descansar. - Ino estava saindo do hospital enquanto eu havia acabado de chegar para dar uma última conferida. 

- Eu só vim ver se estava tudo certo.

- Está tudo bem. Eu mesma me certifiquei se estava tudo nos conformes. Você não precisa ser tão neurótica. - Ela me repreendeu. - Agora, aproveitando que você está aqui, por que não vamos comer alguma coisa e aproveitamos para ter aquela conversinha que estamos adianto por tanto tempo?

- Certo, pode ser. - Assenti. Já estava mais do que na hora de eu esclarecer as coisas com ela. 

Seguimos até um restaurante bem acolhedor que tinha entre o hospital e a pousada em que estávamos hospedadas. Assim que chegamos logo fizemos nossos pedidos.

- Ino… Eu nem sei nem por onde começar… Só espero que você possa me perdoar por não ter te contado nada antes. 

- Olha, Testa, não vou mentir e dizer que você ter feito tudo isso pelas minhas costas não me deixou chateada. Mas não esquenta, a nossa amizade é mais forte que qualquer coisa. - Ela disse sorrindo. Não era à toa que Ino era a minha melhor amiga. Ela sempre dizia o que a gente precisava ouvir, seja um esporro bem dado, como também aquele apoio caloroso que só a melhor amiga é capaz de dar pra gente. - Agora me diz, como é que você se meteu nessa?

- Ah, Ino, sabe que nem sei. - Disse rindo. De fato não sabia como explicar exatamente como tudo havia começado. - Bem, tudo começou no casamento do Naruto. 

- O que?! Vai me dizer que enquanto eu dava uns amassos no primo da Hinata você estava caindo de boca no Shika?

- Não, Porca! Por Kami-sama, deixa de ser pervertida. No casamento do Naruto eu percebi que a minha vida inteira estava sendo colocada em compasso de espera por conta do Sasuke. Eu, com 20 anos, não tinha um projeto que fosse meu, um sonho meu para realizar. Parecia que eu estava vendo a minha vida passar diante dos meus olhos e eu não estava vivendo absolutamente nada!

- Antes tarde do que nunca! E a partir daí... De onde surgiu a ideia de se aproveitar do corpinho do Shika?

- Se você ficar me interrompendo o tempo todo não vai saber. 

- Está bem, então fale tudo de uma vez!

- Então...  Eu percebi que um dos pontos que justamente eu estava mais deixando a desejar era na área sexual e eu realmente estava com muita vontade de ter essas experiências...

- Ha! Sempre soube que você tinha um lado pervertido…

- Ino! - Repreendi para que ela falasse mais baixo. - Enfim… Ao mesmo tempo que tomei essa decisão nós dois também nos aproximamos muito por conta da clínica, e bem, fui percebendo que o Shika tinha umas qualidades interessantes.

- Pode admitir, Sakura, o Shika é um gostoso.

- O que?! Quer dizer… É, sim.  - Não só gostoso, mas muito sexy, só eu sei o quanto o Nara perturbava os meus pensamentos e a necessidade tamanha que meu corpo tinha dele. - Mas não foi isso, ele é um cara maduro, interessante, sensato, com bom senso, interessante, experiente…

- Bota experiente nisso. - Apesar de saber que era passado e que não tinha direito algum de exigir exclusividade dele, não podia deixar de me sentir incomodada ao me lembrar do vasto histórico dele. 

- É… E como eu não queira dar um passo tão importante com um completo desconhecido ou com uma pessoa não confiável, pensei que o Shika seria perfeito pra isso, então resolvi propor a ele que tivéssemos um envolvimento, sabe? Não um envolvimento na verdade, algo mais para sexo casual.

- Não estou acreditando! Então você que fez a proposta indecente para o Shika! Sakura, você é bem mais safada do que eu pensei, hein. - Ela disse rindo, certamente estava querendo descontrair. - Se tivesse me dito que queria perder a sua virgindade eu teria te dado altas dicas.

- Agradeço sua  preocupação, mas acho que o Shika foi um professor bem melhor. - Brinquei. Na hora pude sentir meu rosto ficar totalmente vermelho, deveria reconhecer que não era tão boa com comentários pervertidos quanto a Ino.

- Quem te viu, quem te vê, Sakura Haruno… Quero todos os detalhes!

- Tá, mas depois. Agora deixa eu continuar. E aí a gente foi convivendo, fomos vendo que tínhamos muitas coisas em comum, a atração foi crescendo e eu me dei conta de como era bom estar perto dele e como ele me fazia bem. Até que percebi que o que eu sentia por ele ia muito além de amizade ou atração física…

- Peraí… Você está querendo me dizer que você está apaixonada por ele?

- Ino, eu amo o Shika de todo o meu coração e eu gostaria de passar o resto da minha vida com ele, eu nunca me senti tão bem com alguém… E eu simplesmente não sei o que fazer. - Na medida em que eu ia falando meus olhos ficaram marejados e antes que eu me desse conta já estava chorando. - Eu tenho tanto medo que tudo dê errado, Ino. Pela primeira vez eu tenho a perder, algo que valha mesmo a pena, algo de verdade... Pela primeira vez eu me sinto plenamente feliz… Mas, e se, mais uma vez, isso não for recíproco?

Não queria mais ter que chorar por causa de um homem, mas eu me sentia tão segura com Ino que sabia que poderia me abrir totalmente. Meu peito transbordava de amor, mas acompanhado desse sentimento tão bonito vinha o medo e a insegurança que sempre me acompanharam. 

- Sakura… - Ela disse acariciando a minha mão. - Acho que você deveria conversar com ele sobre isso. Sabe, isso é algo que vocês dois precisam resolver. Pela primeira vez, você não está presa em um relacionamento unilateral, tem o lado dele também. E acho muito importante que você o escute. 

- Ino, mas e se eu me declarar pra ele e o Shika me ver apenas como uma amiga?

- Olha Sakura, não entrei na mente dele para saber o que se passa naquele cabeção, mas eu sou amiga dele há mais de dez anos e também já tenho algum conhecimento sobre os homens e por isso posso afirmar com certeza algumas coisas. Primeiro, homem nenhum transa com uma mulher que ele vê apenas como uma amiga por mais de quatro meses, ele te enxerga como uma mulher. Segundo, o Shika nunca sossegou assim com mulher nenhuma, sério. Até teve a Temari, mas ele era bem mais novo naquela época e acabou não dando muito certo. Desde então, ele nunca quis sequer passar mais de uma noite com uma mulher, Sakura. Mas você o fez ficar, você fez ele se esquecer de todas as outras e querer estar com você mesmo não tendo nada sério. Chouji me contou que faz um tempão que ele deixou de ser o galinha que ele era. E sabe por que ele ficou, Sakura? 

- Por que?

- Não foi porque você propôs sexo casual e sem compromisso ou porque seria vantajoso para ele ficar com você, porque isso, meu bem, qualquer mulher pode dar para ele. Isso dá para achar fácil. Ele ficou porque achou em você algo que não encontrou em nenhuma outra, porque você é uma mulher incrível e ele sendo o homem inteligente que é, não ia perder essa chance. É só você abrir os olhos que irá ver isso com clareza, Testuda.

- Ino…

- Ah, e o mais importante. Homens são lerdos e bem mais devagar que a gente. Logo descobrimos que estamos apaixonadas e conseguimos falar disso com toda a naturalidade do mundo, eles não. Até eles se darem conta que se apaixonaram queimam metade dos neurônios e depois queimam a outra metade para achar um jeito de como se resolver com a gente. 

- Ele falou alguma coisa com você?

- Ah, nada demais. Apenas me explicou por alto e me deu um sermão sobre se concentrar na missão. - Ela riu sem graça. 

- Ah…- Disse um tanto desanimada. Ino estava certa, todos os sinais estavam ao meu favor. Eu precisava dar o próximo passo.

- E outra coisa, eu vi como ele olha para você. E se aquela cara não é de alguém perdidamente apaixonado, então eu não sei de mais nada. 

- É, Porca, acho que você está certa… Vou falar com ele assim que voltarmos pra Konoha. - Dessa vez eu não iria mais enrolar. 

- Só me promete uma coisa?

- Qual?

- Que eu vou ser a madrinha de casamento!

- Claro, Porca! Eu não poderia desejar uma madrinha melhor. 

Nossos pedidos chegaram, comemos e seguimos em direção a pousada. Eu estava bem mais leve, primeiro porque eu começava a ter mais certeza que, sim, o Shika poderia sentir o mesmo por mim e em segundo, porque finalmente tinha me resolvido com a Ino.

- Ah… Testa, pode ir para o quarto sozinha, eu pedi um separado para mim.

- O que? Por quê?

- Digamos que tenha uma surpresa para você lá… - Só podia ser o Shika! Não pude conter o sorriso no meu rosto e fui correndo para o quarto.

Mesmo tendo estado no mesmo lugar que ele, não tínhamos mantido tanto contato e eu já estava morrendo de saudade. Dei um sorriso bobo ao abrir a porta e ver aquele pedaço de mau caminho ali deitado em cima da cama, com a mão direita atrás da nuca apoiando sua cabeça enquanto lia um pergaminho. Ele usava apenas uma calça de moletom preta e estava sem camisa, todo o seu abdômen e peitoral bem definidos estavam a mostra. E além do corpo perfeito, ainda tinha aquele olhar, aquele jeito todo charmoso, que me deixavam ainda mais caidinha por ele. 

Assim que me viu entrar ele deu seu típico sorriso de lado, aquele sorriso que por si só era capaz de me derreter toda. 

- Oi! Como você está? - Ele perguntou enquanto se levantava animado para me cumprimentar. - Foi uma sugestão da Ino, espero que tenha gostado. 

- Estou bem. Gostado? Eu amei a surpresa! - Ele me olhava de uma maneira tão tenra e ao mesmo tempo tão intensa que eu cheguei de fato a acreditar que ele realmente estava apaixonado por mim. Sempre desejei que um homem me olhasse assim. 

- Senti sua falta. - Ele disse enquanto ajeitava uma mecha de cabelo atrás da minha orelha, em seguida, ele depositou um beijo na minha testa. Como esse homem conseguia ser tão perfeito?. 

- Eu também... Como foi com os nukenins?

- Bem mais tranquilo do que imaginamos, ontem mesmo já estava tudo resolvido. Ino me disse que no hospital foi bem cansativo, você deve estar exausta, não é?

- Um pouco. - Retirei minha bolsa e coloquei no chão enquanto me sentava em uma cadeira que tinha no quarto.

- Já comeu? - Assenti. - Então você devia tomar um banho para relaxar. Esse quarto tem uma banheira maravilhosa. Até tirei um cochilo mais cedo enquanto banhava. - Ele sorriu, um sorriso tão lindo que para mim já havia se tornado a coisa mais linda de se ver.  

- Tão dorminhoco, Shika… 

- Hm, talvez… Mas você deveria  experimentar. Vai se sentir muito melhor. 

- Certo. Com uma condição. - Dei uma pausa enquanto ele me olhava curioso. - Vem comigo. - Ele apenas sorriu e eu sabia muito bem que aquilo queria dizer um sim. 

Me levantei e preparei o banho. Assim que estava pronto entrei na banheira e chamei o Shika, ele logo veio e retirou a toalha que estava enrolada na sua cintura e eu corei instantaneamente. Mesmo tendo tido essa visão inúmeras vezes, acho que jamais seria capaz de me acostumar por completo. Mesmo com o tempo ele continuava meu causando as mesmas sensações, o mesmo frio na barriga, e acho que isso jamais acabaria. 

Ele entrou se sentando atrás de mim, de modo que fiquei no meio de suas pernas e de costas para ele. Ele pegou uma esponja e começou a passá-la nas minhas costas e braços lentamente, me trazendo uma sensação de relaxamento e causando arrepios por todo o meu corpo. Tê-lo tão perto desencadeava uma corrente elétrica que percorria todo o meu corpo, ele sempre me surpreendia com o efeito que tinha sobre o meu corpo. 

Depois, ele começou a passar a mesma esponja por todo o meu corpo e  tudo foi ficando ainda mais intenso, ele só poderia estar querendo me enlouquecer. Quando estava em situações assim com ele poderia sentir todo o meu lado racional se esvaindo, o Shika era capaz de trazer à tona uma Sakura que eu jamais pensei que existisse.

De repente ele deixou a esponja de lado e começou a massagear. meus ombros e pescoço. Suas mãos eram fortes e até um pouco ásperas por conta do treinamento e missões, mas o seu toque era firme e acolhedor. 

- Você está tensa. - Ele disse após alguns minutos massageando a região. - Precisa relaxar. - Ele começou a dar uns beijos quentes e demorados no meu pescoço, se eu já estava toda arrepiada, aquilo iria me levar a loucura. 

- Sabe o que é bom pra relaxar? - Virei um pouco o pescoço para poder encará-lo e lancei-lhe um olhar provocador. 

- Pode apostar que sei. - Ele começou a me beijar enquanto de duas mãos massageava os meus seios e a outra apertava as minhas coxas. 

- E como sabe… - Não pude conter alguns gemidos com a sensação que o seu toque na parte interna das minhas coxas me causava. 

Ele continuou beijando meu pescoço e costas, às vezes dando alguns chupões mais intensos que provavelmente me deixariam algumas marcas, mas naquele momento qualquer coisa que não fosse nós não me importava mais.

- Shi-shika… - Gemi o seu nome quando finalmente sua mão chegou no meu ponto mais sensível e ele começou a fazer movimentos circulares. O estímulo ali somado ao seu toque nos meus seios e os beijos no meu pescoço tinham tirado toda a minha sanidade e eu já podia sentir uma corrente de prazer percorrer todo o meu corpo. 

Senti que finalmente não aguentaria mais e por fim senti espasmos se espalharem por todo o meu corpo. Tombei minha cabeça para trás a encostando em seus ombros enquanto respirava ofegante. Mesmo estando de olhos fechados tenho certeza de que ele tinha um sorriso satisfeito em seu rosto, ele depositou um beijo suave na minha bochecha. 

- Relaxada? - Ele perguntou no meu ouvido. 

- Sim… mas não satisfeita. - Me virei ficando de frente para ele, olhando no fundo dos seus olhos castanhos. 

Comecei a beijá-lo com vontade e com todo o desejo que fora reprimido nos últimos dias. Ele prontamente me correspondeu na mesma intensidade. Suas mão percorriam todo o meu corpo até que se detiveram em apertar o meu bumbum. 

- Eu adoro quando faz isso… - Disse entre um beijo e outro enquanto explorava seu pescoço, ora arranhava o seu peitoral, ora puxava levemente os cabelos da sua nunca. Esse homem me deixava simplesmente louca. 

- Você é a mulher mais gostosa desse mundo todo. Não aguento mais de saudade de você… - Sabia bem o tipo de saudade a que ele se referia e logo me ajeitei em seu colo para matarmos aquela vontade que era recíproca. 

Nas primeiras vezes em que fiquei nessa posição  eu era um pouco desajeitada, mas agora sabia exatamente como ele gostava. Rebolei um pouco em seu colo apenas para provocá-lo, podia sentir sua ereção abaixo de mim e sabia muito bem que ele já estava louco de vontade. Eu podia ver os seus olhos castanhos ardendo em desejo, luxúria e talvez… paixão? Acho que eu poderia me dar o direito de acreditar, pelo menos por um momento que ele também era tão apaixonado por mim quanto eu era por ele.

- Não seja tão má... - Ele reclamou da minha provocação. 

- Eu nunca seria má com você, Shika. - Disse finalmente dando a ele o que queria. Inicialmente comecei a me movimentar devagar enquanto suas mãos permaneciam no meu bumbum e ele tentava intensificar os movimentos, mas hoje, eu estava no controle, então me mantive no meu próprio ritmo. - Eu faria de tudo para fazer você feliz. 

- É recíproco… - Com aquela resposta senti todo o meu corpo queimar e me perdi nos seus beijos, nos seus toques… Para mim não fazia mais sentido deixar as coisas irem devagar, eu só queria mais dele, eu queria sentí-lo de todas as formas.

Aumentei a intensidade dos movimentos, na medida em que ele me guiava com a sua mãos e chupava os meus seios. Sentia que o meu corpo não iria aguentar por muito tempo e que o meu segundo orgasmo viria em breve. O melhor de tudo é que ele já estava tão entregue quanto eu e por isso chegamos ao máximo do nosso prazer juntos. 

Estávamos cansados e ofegantes e mesmo ainda estando na água, estávamos suados. Encostei minha testa na sua e ficamos perdidos ali por um momento. Eu amava aquele homem, eu amava a forma como ele me fazia me sentir, amava quem ele era, amava como ele me tratava, não havia uma única coisa nele que eu não amasse e tenho certeza de que não haveria qualquer outra pessoa no mundo que pudesse me fazer sentir como ele.

Quando abrimos os nossos olhos e nos encaramos por um momento enxerguei a mim mesma neles, o mesmo sentimento, a mesma intensidade… E então pude perceber que, sim,  ele sentia o mesmo por mim! Minha insegurança não podia dizer nada diante daquilo, os seus olhos não mentiam, a forma como ele me tocava não mentia, a forma como ele me tratava não mentia, aquilo era amor… Ele também me amava!

Era recíproco. 

Pela primeira vez em toda a minha vida eu sabia o que era o amor e eu podia sentir todo o meu corpo emanando esse sentimento e se fundindo com aquele que o Shika estava emitindo, criando aquela atmosfera perfeita… Eu, ele e o nosso amor, nada mais me importava. Eu poderia dizer agora tudo aquilo que sentia por ele e sabia que estaria segura, sabia que seria correspondida.

Mas também sabia que essa afirmação demandaria certo tempo e energia, afinal precisaríamos resolver toda essa situação que antes era tão simples, mas que estava tão confusa. Agora eu estava extremamente cansada e graças ao homem incrível que estava comigo, extremamente relaxada. Eu queria descansar e curtir aquele momento tão mágico. Depois de amanhã, quando chegássemos em Konoha resolveríamos isso direito, seria apenas mais dois dias até eu estar definitivamente com o amor da minha vida. Eu podia sentir... O nosso amor não é frágil, não é mais dois dias que irão atrapalhar a nossa história. 

- Shika… o que acha de jantar amanhã comigo depois de amanhã? - Sugeri o tirando dos seus pensamentos. 

- Acho uma boa ideia… Aliás, tinha até pensado em algo especial. 

- Sério? O que?

- Ah… é uma surpresa. - Ele disse sorrindo. - Sexta às 20h na minha casa, pode ser?

- Certo… Mas você não pode me dar nenhuma dica? - Disse manhosa.

- Não. É uma surpresa. - Detestava quando ele era tão firme e não cedia, mas também era tão sexy…

- Eu posso ser bem persuasiva… - Disse enquanto espalhava beijos pelo seus pescoço e pude perceber todo o seu corpo de arrepiar. 

- Eu sei que sim… Depois de amanhã você vai saber, está bem? Agora vem, você precisa descansar. Será um dia e meio de viagem até Konoha, você vai precisar estar bem disposta.

Ele tinha razão. Nos levantamos e fomos dormir. Acho que nunca em toda minha vida dormi tão bem, mas tinha uma razão para isso: essa era definitivamente a melhor noite da minha vida inteira. Finalmente o amor que eu tanto corri atrás durante a minha vida toda tinha me alcançado.

No dia seguinte, logo cedo retornamos para Konoha, a viagem foi bem tranquila e como estávamos bem descansados nem precisamos parar para descansar e chegamos na sexta depois do almoço, como previsto. Fomos direto entregar o relatório da missão para o Kakashi-sensei. Eu em especial estava com muita pressa, afinal, precisava fazer as unhas, ajeitar o cabelo, escolher uma roupa… Céus, eu não daria conta de tudo até às 20h! E a traidora da Ino disse que não poderia me ajudar porque tinha um compromisso inadiável. Minha última esperança era a Tenten.

Quase chegando na sala do Hokage trombamos com um Naruto mais feliz do que o normal, até parecia que tinha recebido a melhor notícia do mundo. 

- Sakura-chan, então você já está sabendo? - Ele me perguntou empolgado enquanto íamos para sala do Kakashi-sensei.

- Sabendo de que? Acabei de voltar de missão. - Disse confusa.

- Ah, então vem logo. Você vai ficar muito feliz! - Antes que pudesse protestar por ele sair me puxando, chegamos na sala do Kakashi-sensei e em uma fração de segundos pude sentir que o chão abaixo de mim tinha desaparecido. 

Era ele.

- Sakura. 

I've been angry and sad about things that you do

I can't count all the times that I've cried over you

And when you go, when you slam the door

I think you know that you won't be away too long

You know that I'm not that strong

Just one look and I can hear a bell ring

One more look and I forget everything

Mamma mia, here I go again


 


Notas Finais


Alguém mais aí gostaria de ser uma mosquinha para ver a cara do Shika vendo quem estava na sala do Kakashi? 👀
No próximo capítulo vamos descobri o que ele achou desse visitante inesperado... Será que isso vai atrapalhar o jantar de mais tarde?

Agora o recado importante:
Quem me acompanha a algum tempo deve se lembrar que eu fiz um questionário para vocês escolherem qual seria a próxima fic e aproveitando meu tempo livre gostaria de iniciar mais uma. Fiquem tranquilxs que a atualização de nenhuma outra será comprometida. Então mais uma vez, venho humildemente pedir para que respondam esse questionário: https://forms.gle/22kna65p5hiSmKtb8
Coloquei vários shipps, vcs podem escolher até 5 opções se quiserem. Aqui é vocês que mandam!

Beijão! 💚


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