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História No Complication - ShikaSaku - Capítulo 12


Escrita por:


Notas do Autor


Oii, gente!

Capítulo novo pra vocês!

Temos bad news e good news. Bad news: só teremos capítulo novo terça que vem 😬. Good news: teremos fic NejiSaku vindo aí 🎉, por isso enquanto adianto ela teremos que esperar um pouquinho aqui, mas manteremos um cap por semana.

Espero que gostem.

Capítulo 12 - Incomodado


Fanfic / Fanfiction No Complication - ShikaSaku - Capítulo 12 - Incomodado


Foi a primeira vez, desde a Temari, em que tive realmente vontade de passar uma noite inteira com alguém. Aliás, depois dela, sempre inventava uma desculpa para fugir da companhia de todas as mulheres com quem saía, todas eram demasiadamente problemáticas e pegajosas. Mas a Sakura era diferente de todas elas. Primeiro, que mal tem em passar mais tempo com uma amiga? Segundo, ela era uma mulher bem resolvida que com certeza não me daria problemas. Terceiro, eu estava cansado, seria um saco ter que voltar para casa aquela hora da noite e a cama dela era até mais confortável que a minha.

Pouco antes do dia amanhecer voltei para minha casa sem que ninguém me visse. Aproveitei o tempo extra com a Sakura para resolvermos que manteríamos o nosso envolvimento em segredo. Apesar de ser algo simples e descomplicado para nós, sabíamos que nossos amigos não iriam encarar da mesma maneira, e além disso, isso poderia prejudicar alguma relação futura que viéssemos a ter, por isso seríamos discretos, ainda mais essa noite em que todos os nossos amigos estariam presentes.

Assim que cheguei em casa dormi mais um pouco e depois me arrumei para convidar os meninos para a comemoração mais tarde, Sakura tinha me encarregado dessa função já que ela chamaria as meninas, Naruto e Sai. Ela queria todos presentes, pois, para ela cada um seria uma peça fundamental, mesmo fazendo algo que poderia ser pouco para nós, teria muito impacto no tratamento das crianças. 

Ela tinha planos até mesmo para o Akamaru, ela pensava em tudo. Só de ver a forma como ela falava da clínica e de suas ideias duvidava muito que pudesse existir algum ser humano capaz de dizer não para aquela mulher, eu mesmo já tinha caído nessa, iria fazer uma oficina de jogos com as crianças mensalmente para ajudá-las na socialização e no desenvolvimento de novas habilidades e talentos. Quando me propôs ela fez parecer que seria algo super legal e que até eu iria me divertir, mas não precisava ser nenhum gênio para saber que aquilo poderia ser complicado.

O restante do dia aproveitei para resolver questões do meu clã, estudar alguns pergaminhos e descansar da minha missão. Não que ela tenha sido tão exaustiva, mas foi chata, desnecessariamente chata, o que a tornava muito mais cansativa do que se tivesse exigido de mim fisicamente. Questões diplomáticas eram um saco! Acho que justamente por conta do tédio acumulado que eu senti falta da Sakura. 

Frequentemente enquanto estava naquelas reuniões chatíssimas lembrava de como as nossas reuniões eram legais, produtivas e instigantes. Além disso sentia falta dos nossos momentos divertidos, o que era perfeitamente normal dado às circunstância. Apesar de não ser nada demais, confesso que fiquei feliz ao saber que ela também sentia minha falta, isso significava que eu fazia tão bem a ela quanto ela a mim, era bom saber que eu tinha alguém assim.

Quando deu o horário comecei a me arrumar  e assim que estava pronto fui para a sala esperar o Chouji que combinou de me encontrar em casa.

- Vai sair de novo, meu filho? - Minha mãe me perguntou. - Quase não passa mais tempo com sua mãe. - Tão dramática…

- Sim, vou sair com meus amigos. - Respondi.

- Shikamaru Nara, você precisa parar com essa vida de noitadas! Sabe, ser um homem sério, de família… Você por acaso acha que vai arrumar uma boa esposa nesses lugares que você costuma frequentar?! - Começou. Já estava massageando minhas têmporas para tentar me acalmar e dar uma resposta pacífica.

- Calma, mãe, não é o que a senhora está pensando. - Disse tentando acalmar a fera. - Lembra que eu te disse que estava ajudando a Sakura a montar um projeto de uma clínica psiquiátrica infantil? - Ela assentiu. - Então, o projeto foi aprovado e essa noite ela vai dar a notícia para todos e vamos aproveitar para comemorar. 

- Nossa, que legal! Fico muito feliz por ela, até gostaria de ajudar. 

- Talvez você possa. A clínica será aberta para trabalho voluntário, você só precisa falar com a Sakura. - Expliquei.

- Adorei! Vou falar com ela amanhã. Pode convidar ela para almoçar aqui amanhã com a gente? - O quê? - Você ficou jantando todos esses dias na casa dela, nada mais justo do que retribuir a gentileza pelo menos com um almoço, não acha?

- Mãe, a Sakura é uma mulher ocupada…

- Ah, Shikamaru, tenho certeza que ela não faria essa desfeita. 

- Está bem, vou convidá-la. - Seria muito mais fácil pedir a Sakura que me fizesse esse favor do que fazer minha mãe mudar de ideia. Assim que me rendi ela ficou satisfeita e voltou aos seus fazeres. 

Logo Chouji chegou e fomos para o bar, chegando lá estava quase todo mundo presente: Sakura, Ino, Kiba, Shino, Sai, Lee e Tenten, faltavam apenas Naruto e Hinata. Eles estavam rindo de alguma coisa que o Kiba tinha dito, nos sentamos com eles e logo Naruto e Hinata chegaram. 

Antes que Naruto chegasse todos já estavam curiosos para saber o motivo da comemoração, mas quando ele chegou se tornou impossível manter a informação em segredo por mais tempo. 

- Anda, Sakura-chan. Você não vai falar o motivo de ter nos chamado? Estou curioso. Você nunca faz esse tipo de coisa. Você não está pensando em sair doida viajando por aí que nem o Teme, não né?

- Naruto, eu chamei vocês aqui para uma comemoração, baka. Por acaso minha partida seria um motivo de comemoração para você? - Ela respondeu impaciente. Naruto era sempre tão precipitado, até eu que tive muito menos tempo de convivência com ela sabia que ela jamais faria algo assim. 

- Claro que não, né, Sakura-chan. Aliás, se fosse isso, você só iria por cima de mim. Já basta um membro do time 7 que não valoriza a presença dos amigos. - Naruto resmungou.

- Naruto, fica quieto, deixa a Testuda falar. - Ralhou Ino. - Se for o que estou pensando é algo muito bom.

- Como assim a Ino já está sabendo e eu não? - Naruto retrucou. Nesse momento Sakura me lançou um olhar cúmplice pedindo uma intervenção, naquele ritmo ela nunca daria a notícia que era o motivo de estarmos ali. 

- Se vocês não deixarem ela falar nunca saberão do que se trata. - Minha observação, apesar de óbvia, serviu para acalmar os ânimos e assim Sakura pôde finalmente falar. Todos voltaram sua atenção para ela, o que a deixou um pouco tímida, por isso, tentei encorajá-la com o olhar.

- Bem, é… eu gostaria que vocês fossem os primeiros a saberem, por que afinal, muitos de vocês foram uma das inspirações que me fizeram dar esse passo. - Ela olhava para baixo, claramente estava nervosa, queria nesse momento estar ao lado dela e dizer para ela o óbvio, que ela estava indo bem e que aquela insegurança era infundada. - Cada um de nós aqui temos muitas histórias, vivemos muitas coisas, algumas muito felizes, outras tristes e que nos causaram sofrimento. Muitos desses momentos tivemos a oportunidade de compartilhar com nossos companheiros e essa união nos tornou mais fortes e nos ajudou a superar cada dificuldade. Mas nem sempre isso foi possível, cada um de nós tivemos que lidar com nossos próprios monstros sozinhos, alguns se perderam no processo, outros tiveram o sofrimento prolongado, e talvez, até tenhamos sombras com as quais lutamos até hoje. - Apesar de todos estarem ouvindo o que ela diziam, estávamos perdidos em nossos pensamentos refletindo sobre aquilo que ela falava, porque era a mais pura verdade cada um de nós ainda tínhamos questões que precisávamos enfrentar. - Por isso, resolvi usar toda a minha experiência, não só a pessoal, mas também tudo o que estudei nesse tempo para ajudar crianças que mesmo tão novas, já tem monstros com os quais precisam lidar. Vou montar uma clínica psiquiátrica que vai fornecer todo o apoio necessário para elas. Mas eu não posso fazer isso sozinha e vocês têm muito a acrescentar, não só pelos seus dons e talentos, mas também pela história de superação que vocês tem. Sei que não podemos mudar o passado e evitar tudo o que passamos, mas podemos pegar algo que nos causou tanta dor e fazer o bem na vida de outras pessoas. Posso contar com vocês?

Ao final de suas palavras Sakura demonstrou toda a sua garra e confiança naquilo que fazia. Enquanto ouvia suas palavras e a observava só conseguia pensar em quanto tinha orgulho dessa mulher e quanto me sentia honrado por ter sido seu parceiro nessa. Ao olhar pro lado pude ver que Ino, Chouji e Hinata estavam com os olhos marejados enquanto Naruto e Lee derramavam lágrimas sem se importarem com mais nada. 

- Isso é tão lindo, Sakura-chan. - Disse Naruto enquanto limpava as lágrimas. - Pode contar comigo. 

Assim como ele todos a parabenizaram pela sua iniciativa e se comprometeram a ajudá-la até fizeram um brinde em sua homenagem e ela gentilmente também quis me incluir, o que não era tão justo, pois a iniciativa e o trabalho foi todo dela, eu apenas dei um suporte. Acredito que o sentimento de orgulho era generalizado, além do mais, haveria mais uma coisa que nos uniria. Todos estavam felizes e se divertindo bastante, realmente era uma noite para comemorações.

Depois de um tempo Naruto e Hinata foram embora, Naruto era um pouco fraco para bebida por isso Hinata resolveu levá-lo mais cedo para casa. Tenten fez o mesmo com Lee. Restando apenas Ino, Sai, Sakura, Chouji, Kiba, Shino e eu. Ino e Sakura estavam juntas no balcão tomando algumas bebidas enquanto eu e os meninos jogavam. Apesar de estar atento ao jogo com os meninos, me pegava as observando. Sakura estava linda e ainda mais radiante essa noite, era impossível não reparar.

Reparei que Ino havia deixado Sakura sozinha para ir falar com  um rapaz que estava sentado em uma das mesas. Um comportamento estranho considerando  que ela estava namorando com o Sai, a menos que… Não, Ino não faria isso… Na verdade, faria sim. E era só olhar o modo como a Sakura tomava a bebida em seu copo nervosa para ter a certeza de que era exatamente o que eu estava pensando.

Ino estava “arranjando” um cara para a Sakura, um cara totalmente desconhecido do qual não sabíamos nada para sua melhor amiga, amiga essa que sem dúvida alguma merecia um homem a sua altura. Eu já sabia que Ino tomava decisões imprudentes, mas aquela era totalmente impensada! Como ela poderia fazer algo do tipo? Empurrar um cara qualquer que ela achou em um bar à noite para  a Sakura, logo a Sakura, ela não merecia isso, não mesmo. 

Justamente por frequentar muito esses lugares, sei que um número considerável desses caras não prestavam e não valiam um segundo do tempo dela. Afinal, o que um cara qualquer poderia oferecer para uma mulher como a Sakura?

- Shikamaru! Presta atenção! É a sua vez. - A voz de Kiba me tirou dos meus devaneios. 

- Podem continuar sem mim, vou pegar mais saquê e dar uma pausa. - Disse me dirigindo até o balcão.

- O que aconteceu, Shikamaru? Você nunca abandona uma partida. - Bem observado, Chouji. Mas eu precisava ajudar a Sakura, ela estava nervosa e a Ino agindo imprudentemente.

- Ah, estou um pouco cansado e não tem tanta graça ganhar de vocês. 

- Você é tão convencido. - Kiba retrucou. 

Deixei os meninos e me sentei no banco vazio ao lado da Sakura pedindo mais uma bebida ao bartender.

- Shika, me ajuda, por favor. - Exatamente como eu tinha pensado. - Ino está falando com aquele rapaz ali para que ele venha conversar comigo. Tudo bem que eu até achei ele atraente, mas não sei o que fazer. - O que?! Essa loucura toda estava sendo feita com o consentimento da Sakura, não era possível. Tudo bem que ela era inexperiente, mas só não podia estar raciocinando direito. 

- É o que você quer?

- Ah, sim e não… Na verdade não sei. - Claro que não sabia. Ela tinha acabado de resolver superar o Sasuke e estava dando seus pequenos passos, se jogar nos braços de um desconhecido era um passo grande de demais. 

- Se você não tem certeza, é melhor só ignorar, Sakura. Você não deveria se sentir desconfortável. - Disse o óbvio.

- Mas, Shika, você não acha que se eu quiser viver coisas diferentes não preciso sair da minha zona de conforto? - Certa ela estava, mas precisava sair da zona de conforto desse jeito? Tanta coisa para ela fazer. Sei lá, até aprender a costurar me parecia uma ideia melhor. - Além do mais, se algo der errado, posso contar com você, não é? 

- Claro. Qualquer coisa estarei aqui. É para isso que os amigos servem, não é?

- Então, acho que por mais que eu esteja nervosa, deveria tentar… - Ela tinha toda a razão e era meu papel como amigo dar todo o apoio necessário. - Alguma dica?

- Dica? A Ino não te deu nenhuma?

- Bem, até deu… Mas eu confio mais em você. - Ela disse rindo. - Você sabe como aquela porquinha é. Além do mais você é homem, vai saber me dar dicas mais precisas.

- Ah, é como te disse da última vez que viemos aqui, você não precisa de muito para chamar atenção do sexo oposto isso é algo que você faz naturalmente. Você é linda, inteligente, divertida e interessante, qualquer cara que não seja capaz de notar isso não merece seu tempo.

- Ah, Shika… - Ela estava corada, já havia percebido que ela não sabia receber elogios muito bem. - Eu agradeço, de verdade. Mas poderia me dar algo mais concreto?

- Certo. Se você já tem todas essas qualidades, tudo o que precisa fazer é se mostrar mais receptiva e deixe que ele se encarregue do resto. É só isso. - Só esperava que não tivesse acabado de empurrá-la precipício abaixo. - Fique tranquila e aja naturalmente. 

- Sakura, esse é o Akira. - Ino disse apresentando o rapaz com quem ela estava conversando. Um cara completamente comum que não tinha nada demais, Sakura merecia coisa melhor. - Shika, porque você não vem comigo ver como os meninos estão se saindo? - Não queria deixar a Sakura sozinha com aquele abutre, mas se essa era a vontade dela eu tinha que respeitar e prestar o apoio necessário. 

- Vamos. - Assenti. Antes de sair, disse um fica tranquila apenas com os lábios para que ela se acalmasse. 

Mesmo indo em direção aos meninos fiquei em uma mesa que me permitia vê-los e Ino ficou com os meninos torcendo para o Sai e brigando com o Kiba. Quando me dei conta uma mulher muito bonita sentou-se ao meu lado e começou a puxar assunto. Não tinha nada de errado com ela, poderia encerrar a noite ali e convidá-la para ir embora comigo daquele lugar, mas hoje não poderia fazer isso. Prometi apoiar a Sakura e era isso o que eu faria.

Volta e meia ela olhava para mim buscando algum apoio, assim que viu a moça sentada ao meu lado ela me olhou um pouco mais preocupada. Provavelmente achava que eu iria deixá-la ali sozinha. Mas eu jamais faria isso, nunca a deixaria sozinha ali com aquele cara esquisito. Sério, ele só podia ter algum problema. Tocava nela com um excesso de intimidade que estava a deixando desconfortável e cada vez que ele fazia isso meu estômago se embrulhava um pouco. Como aquele cara poderia ser tão estúpido e não perceber a merda que estava fazendo?

A mulher ao meu lado não parava de tagarelar e eu nem sequer prestava atenção, não fazia nem ideia de qual era seu nome, na verdade o falatório dela me estressava ainda mais. Como ele tinha a ousadia de colocar a mão na coxa dela daquele jeito? Óbvio que Sakura gentilmente a retirou para que ele se recolhesse a sua insignificância. “Seja mais receptiva.” Que porra de conselho foi esse? Deveria ter dito: “Se o cara for um babaca não hesite em socá-lo.” Na verdade, eu mesmo poderia socá-lo naquele momento, mas jamais faria algo sem o consentimento dela, se aquilo era necessário para sua felicidade eu a apoiaria e respeitaria. Aquela mulher merecia ser feliz e eu faria o que estivesse ao meu alcance pra isso, mesmo que precisasse aturar um babaca.

Eu já estava incomodado com as asneiras que a mulher ao meu lado não parava de falar e por isso não hesitei em dispensá-la. Ela ficou bem ofendida, mas fazer o que? Hoje eu tinha outras prioridades: ver o cara mais boçal do mundo se divertindo com a mulher mais incrível desse mundo. Depois de um tempo percebi que a Sakura já estava um pouco mais à vontade, o que deveria me deixar mais aliviado, mas não deixou. Será que aquele cara tinha conseguido enganá-la? Ou ela estava fingindo?

- Não acredito que você dispensou aquela gostosa. - Kiba disse assim que chegou com o restante dos meninos e a Ino.

- Estou um pouco cansado hoje. - Respondi.

- Hm. Poderia jurar que tinha algo te incomodando, mas se é só cansaço é só ir embora que passa. - Dessa vez foi Sai que se pronunciou, inconveniente como sempre. 

- Sai, não seja tão rude. - Ino o repreendeu. - Ele só está aproveitando um tempo com os amigos. E parece que alguém finalmente tomou juízo, não é mesmo? Da última vez em que vi aqui, até essa hora ele já tinha catado umas 3 por aqui. 

Bem, não podia discordar, essa era a verdade, mas desde aquela noite em que encontrei a Sakura não sai com mais nenhuma garota. Não que estivesse no nosso acordo algo do tipo, é só que depois dela, nenhuma mulher me pareceu mais tão interessante, se eu poderia estar com ela, era com ela que eu gostaria de estar. Aliás, não reclamaria de levá-la novamente para casa e quem sabe até ficar mais uma noite com ela. De repente vejo Sakura vindo em nossa direção. 

- Galera, queria muito agradecer a presença de vocês e todo o apoio que vocês me deram, mas agora já estou indo, estou um pouco cansada. 

- Quer que eu te acompanhe? - Kiba se ofereceu, apesar de gentil sabia que ele estava sendo apenas oferecido. Ele não poupava elogios para a Sakura, chegou até pensar em como ficaria o nome dela com seu sobrenome: Sakura Inuzuka. Coitada. Sakura Nara até que ficava legal, droga, o que eu estava fazendo? Isso nunca aconteceria, não tinha nenhum primo legal por quem ela se interessaria, mas devo admitir que seria legal tê-la na família. A menos que… Para de ser idiota, Shikamaru! A Sakura é sua amiga! 

- Não precisa,  o Akira vai me acompanhar. - Ela disse sem graça. E foi  essa afirmação estapafúrdia que me tirou dos meus devaneios malucos. Como assim? Ela levaria aquele idiota para a casa dela? Não era possível. Talvez a casa dela fosse caminho para a dele e eles apenas fariam o trajeto juntos. 

- Essa, Tesuda, não perde tempo, hein? Aproveita a noite! - Ino disse maliciosa.

Claro que a Sakura não faria nada com ele, dava pra ver que ela não reagia bem aos toque dele, pelo menos não da mesma forma que reagia aos meus. Se ela queria aproveitar a noite eu daria isso a ela com prazer, e com certeza a faria se divertir muito mais do que aquele idiota seria capaz. Ela se despediu de cada um de nós e ao se despedir sussurrou um obrigada no meu ouvido. 

Não conseguia acreditar que foi o meu conselho estapafúrdio que a empurrou para os braços daquele otário, não era possível. Eu era um amigo horrível e não confiável. Eu deveria fazer alguma coisa? Poderia ao menos me certificar de que ela chegaria em casa bem. Ou sei lá. Sim, eu deveria respeitar a sua decisão, mas ela pediu minha opinião porque confiava que eu jamais deixaria que ela fizesse algo de ruim, se eu não fizesse nada, eu estaria fazendo o contrário. 

Os meninos continuaram conversando, mas para mim aquela noite já tinha acabado. Usei a desculpa do cansaço para poder ir embora. Mas e agora? Iria para casa e teria uma noite de sono torturante pensando em como tinha sido um péssimo amigo para a Sakura ou faria outra coisa?

Droga! Desde quando eu era tão indeciso? E como se não bastasse tudo isso, eu ainda tinha me esquecido de fazer o convite que minha mãe tinha pedido. Ela iria me matar! A menos que…






Notas Finais


Gente, vocês não sabem o parto que foi escrever esse capítulo. Como escrever alguém com ciúme, que não sabe que tá sentindo ciúme de alguém que não deveria sentir ciúme? 😥 Espero que tenha conseguido passar o que nosso Shika estava sentindo.

Dessa vez deixo a trilha sonora por conta de vocês, kkkkk. Mas boatos que estava tocando Marília Mendonça. Kkkkkkkkkk


Beijos e até terça!


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