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História No Control - ls - Capítulo 27


Escrita por: nay_ferreira09

Capítulo 27 - Vinte e seis


Fanfic / Fanfiction No Control - ls - Capítulo 27 - Vinte e seis

LOUIS

Os dias para Louis pareciam ser iguais nos últimos tempos. Trabalho casa, casa trabalho.

Havia se afundado tanto nas coisas da empresa e nos projetos que às vezes esquecia até de comer. Preferia preencher a mente com qualquer tipo de futilidade do que pensar em Harry. Ou era pensar nele ou em fugir novamente. 

Depois de Harry ler as músicas que ele escreveu, de saber de tudo, de perguntar aquelas coisas, quase foi embora. A vontade de pegar o primeiro avião para qualquer lugar do planeta foi tão grande que precisou respirar fundo e se acalmar.
O que o segurou foi sua família. Não podia fazer isso com eles novamente, não depois de perder tanto durante os anos que passou longe. Sua mãe não aguentaria.
Por mais que doesse, por mais que quisesse fugir, iria suportar tudo aquilo por eles. Enterraria seus sentimentos novamente, mais fundo se fosse possível e não amaria mais Harry. Não poderia mais amá-lo, ou deixar isso transparecer de qualquer forma. Se tivesse que parar de escrever músicas para isso, pararia. Se tivesse que viver daquele jeito pra sempre, estava disposto. Realmente, faria qualquer coisa. 

Ainda sentia o rosto esquentar de vergonha de pensar naquele dia… O jeito que Harry o olhou fez suas pernas bambearem. Fazia muito tempo que não tinha se sentindo desse jeito, intimidado pelo olhar de alguém. E esse era o poder de Harry Styles. Desde a primeira vez que o viu fez coisas que achou que nunca fosse capaz. Julgava não ser possível amar uma só pessoa daquele jeito, mas amou Harry. Amava. 

Amaria para sempre. Essa era sua sina e seu carma. 

Liam entrou na sala de uma vez, o assustando. Ele sabia que havia algo de errado quando olhou para seus olhos e percebeu o medo. 

- O pai do Harry morreu - soltou de uma vez. Louis engoliu em seco -.

- Como assim? O que aconteceu?

- Parada cardíaca eu acho… não sei, acharam ele morto em casa. Niall acabou de me ligar falando e…

- O Harry.

- Esse é o problema, ele sumiu. Quando contaram ele simplesmente desapareceu. Já tentaram rastrear o celular, mas ele deixou em casa. Se chamarem a polícia pode atrair a imprensa e foder com tudo. 

- O namorado dele, já ligaram pra ele?

- Eles terminaram… Pelo menos foi o que Niall me disse. Ele não te mandou nada?

- Por que me mandaria algo?

- Só olha Louis. 

Mal conseguiu desbloquear o aparelho celular porque estava tremendo. Mas não tinha anda ali, nenhuma mensagem ou ligação. Seu coração parecia que ia sair pela boca.

- Não tem nada aqui. Onde ele sumiu?

- Ele estava com Anne, em Holmes. Ela tá em casa esperando pra ver se ele volta, a irmã tá andando pela cidade vendo se ele está em algum lugar… Michael e Josh estão junto. 

- Ele já deve ter saído de lá, ou então… - Louis parou de falar porque não queria continuar -.

- Ou?

- Ele pode estar bebendo. Manda eles procurarem nos bares de Holmes… ou de qualquer lugar ali perto. 

Doía seu coração falar isso, mas sabia que era uma grande possibilidade. Harry começou a beber por causa de seu pai e todas as merdas que ele fez, e nada mais diferente do que fazer isso novamente quando descobriu de sua morte. 

Liam o olhou e entendeu. Ele sabia que era muito possível. O viu dando as costas e saindo da sala telefonando para alguém.  Louis queria poder ajudar mais, sair e ir atrás de Harry apenas para saber se estava tudo bem, mas não conseguia. Se mover parecia difícil demais. Só queria que Harry fosse encontrado logo e bem.  

 

***

Louis voltou para casa há pouco menos de duas horas. Não tinha conseguido trabalhar mais depois de saber que Harry estava desaparecido, tampouco fazer qualquer outra coisa do que ficar estático sentado na cadeira tentando se manter calmo. Liam atualizava os sites de fofocas a cada cinco minutos, esperando ver alguma notícia sobre Harry. Louis apenas mandou uma mensagem para Anne pedindo notícias.

Depois os dois ficaram sentados, esperando. Era a única coisa que poderiam fazer naquele momento. E então Liam foi embora e dispensou os funcionários mais cedo, mas Louis ficou.

Ficou até ver o  pôr-do-sol de sua janela e sua sala  ficar totalmente escura. Ficou até perceber que não fazia sentido nenhum ficar parado numa sala sozinho. Só queria saber que Harry estivesse bem e não estivesse fazendo alguma besteira.

Mas estar em casa era pior ainda. Não sabia o que fazer, em qual cômodo ficar. Nem sabia por onde procurar Harry. Onde ele estaria?
Se sentia incapaz de realizar qualquer coisa. Passar por aquela situação o havia travado no lugar e no tempo. Mal sabia dizer que horas eram, ou quanto tempo estava sentado na mesma posição. 

Não conseguia mais olhar se havia alguma notificação no celular porque tinha medo de saber. Medo de que Harry estivesse ferido ou tivesse feito alguma besteira. E então, quando o interfone de seu apartamento tocou, levou um susto. 


           - Boa noite Sr. Tomlinson. Tem um homem aqui querendo subir, o nome dele é Harry. Você o conhece?

- Harry? - A voz de Louis saiu um pouco mais alta do que gostaria, mas estava surpreso demais - Tem certeza que é Harry?

- Sim, Harry Edward alguma coisa… O senhor o conhece?

 - Claro, claro, eu o conheço. Mande ele prá cá. Tom, ele está fisicamente bem?

- Acho que sim.

- Ok, obrigado.

Louis quase caiu quando correu até a porta da frente e a abriu. Claro que estava sendo idiota ficar esperando ali, mas não importava pois Harry estava vivo. Demorou uma eternidade para que o elevador parasse no 11º andar. Louis xingava mentalmente a demora do equipamento, querendo que ele viesse mais rápido e ele pudesse ver o seu Harry.

Quando a porta abriu Louis pôde ver que ele estava bem... Pelo menos não estava com as bochechas vermelhas de tanto beber, como sempre ficava antigamente. Quando seus olhares se encontraram Louis percebeu o quanto o outro estava frágil e precisava dele. Não disse nada e apenas foi ao seu encontro e o abraçou. O mais forte que conseguia, querendo mostrar que estava ali e que Harry estava seguro.

Sentir o cheiro de Harry era o mesmo que se sentir em casa. O puxou para dentro de casa e o sentou no sofá.
 

- Você deu um susto em todo mundo, sabia? Sua mãe tá completamente maluca procurando por você! 

Louis segurou o rosto de Harry, conferindo se ele estava realmente bem e sem nenhuma arranhão ou machucado visível. Quando foi arrumar sua blusa, viu que Harry segurava algo forte em suas mãos. A pequena sacola de papelão já estava amassada, mas ele sabia que uma garrafa de bebida estava ali dentro. Sentiu o estômago revirar porque não iria conseguir lidar com um Harry querendo beber naquele momento. Tirou as mãos de Harry e continuou olhando fixamente a sacola. Sabia que estava encarando demais e Harry tirou a garrafa de uísque, lacrada de dentro da sacola e colocou na mesa de centro.

- Comprei isso mais cedo.- Louis podia sentir a dor na voz de Harry - Quando Mariah me contou, consegui sentir o gosto dele na minha boca. Fiquei olhando pra ela o dia todo.

- Mas você não bebeu.

Louis podia sentir o alívio deixando seu corpo naquele momento. 

- Não... era isso que ele ia querer não é? Que voltasse a beber e decepcionar todo mundo, de novo.

- Você foi forte.

- Mesmo?

- Mesmo.

- Sou uma pessoa muito ruim por não estar triste por ele morrer?

- Não. Ele foi uma pessoa horrível com você, te fez coisas que nenhum pai deveria pensar em fazer com o filho. Você é uma pessoa normal e que sente como qualquer outro ser humano e se você não está sentindo tristeza, tá tudo bem.

- Obrigado. Eu ia te ligar mas… não faço ideia da onde ta meu celular. 

- Não tem problema. O que acha da gente ir dormir agora?

- Juntos?

- Juntos. 

***

Louis não conseguiu dormir nas próximas duas horas. Foi difícil para Harry cair no sono, suas mãos ainda tremiam um pouco, mas quando teve certeza que ele estava completamente apagado levantou devagar da cama e foi atrás da garrafa de uísque, ainda em sua sala. Não pensou duas vezes quando lançou todo o conteúdo pela pia de sua cozinha, assim como o resto do vinho que estava em sua geladeira e qualquer tipo de álcool que tinha em sua casa. Não podia deixar que nada permanecesse ali que pudesse fazer Harry cair na tentação. 

Ligou para Anne, pela terceira vez na madrugada, para dar notícias de Harry. 

- Ele conseguiu dormir só agora. Mas tá bem, de verdade. 

- Sem nenhum machucado?

- Nenhum. 

- Não sabe o quanto fico aliviada e feliz que ele esteja com você. Algo me dizia que ele iria te procurar… Ele te ama Louis, nunca deixou de te amar. 

Ouvir aquilo era difícil. Louis sabia disso, no fundo e no seu inconsciente, mas mesmo assim era difícil. 

- Eu sei… e eu também… eu… - não conseguia admitir algo que estava escancarado em cada célula de seu corpo -.

- Eu sei querido.

- Quando ele acordar, ele vai te ligar. Vou fazer ele te ligar e conversar direito. E então levo ele até ai. 

- Claro, vou ficar esperando. Obrigada Louis, por tudo. 

- Não tem que agradecer Anne, sabe que faria qualquer coisa por vocês.  

***

 


Notas Finais


Desculpa pela demora, vou tentar atualizar mais rápido o próximo <3


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