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História No control (Haechan) - Capítulo 25


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Notas do Autor


💣 Olá, olá! E aqui estamos mais uma sextinha!
💣 Acho que não preciso avisar que esse capítulo possuí violência, certo?
💣 Não vou enrolar muito, então... Boa leitura!

Capítulo 25 - E tudo se tornou escuro


Fanfic / Fanfiction No control (Haechan) - Capítulo 25 - E tudo se tornou escuro

O 127 seguiu para a ala norte. — Chenle anunciou após conferir a localização de todos, ajeitando a escuta em seu ouvido. — Dream seguiu para o Sul, estão dando a volta no local. 

Taemin soltou um resmungo positivo em resposta, umedecendo os lábios enquanto conferia o armamento de sua arma, dando um pequeno sorriso. 

Jaemin está seguro, acabou de chegar na mansão junto de Diana.Jisung informou. 

— Ótimo! — exclamou, soltando o ar e sorrindo enquanto levava a mão para a escuta. — Yuta? Sicheng? Conseguem me ouvir? 

Sim, senhor! — responderam ao mesmo tempo. 

— As bombas foram instaladas? 

Sim, em todos os quatro cantos. — Yuta respondeu. — Johnny nos acobertou, disse que os nossos estão no galpão do norte. 

Dream cuidou de alguns da Yoshiya que estavam no sul. — Sicheng informou. — A última bomba foi instalada. 

— Se mantenham em posição e atentos ao sinal. — O Lee falou, os ouvindo soltar afirmações e então encerrou a conexão. 

Minho e Onew estão posição. Código verde? — Minji perguntou. 

— Positivo — respondeu. — Vou seguir pelo sul, vocês sabem todo o plano e o que fazer se as coisas derem errado. 

Os que estavam perto assentiram, Jeno empunhou a arma, seguindo o homem em direção a ala sul, os passos eram calmos e silenciosos, não querendo atrair atenções indesejadas sobre eles. Quando enfim passaram por todas aquelas árvores, Taemin fez um sinal para que Jeno cessasse os movimentos, ele estreitou os olhos, observando a casa velha atentamente e então levantando a arma. O tiro foi silencioso e acertou a cabeça do homem que saía da casa naquele momento, Taemin olhou ao redor e então fez um sinal para que Jeno seguisse para o outro lado enquanto ele iria para o contrário. De repente, um tiro ecoou e poucos minutos depois, outro. O Lee deduziu que as coisas começaram a ficar ruins. 

— Minji? 

Não foi nenhum dos nossos, Taeyong informou que veio do galpão, ele e o 127 acabaram de entrar em posição. 

— Ótimo! Alguma notícia de Saeron? 

Ahn... Dentro da casa. A voz de Minji foi receosa e Taemin engoliu seco. 

— O quê? Me conecta com ela! 

Conectado

— Que porra você tá fazendo Saeron? Não era essa a merda do plano! 

Tive uns probleminhas — resmungou. — Eles sabem sobre Johnny e Kiyoto, tive que entrar na casa para ajudar. Taeyeon está morta. 

— Precisa de reforço? 

Não, apenas encontre os outros e acabe logo com isso. 

Taemin suspirou, encerrando a conexão ali e então outro tiro se fez presente no local, ele engoliu seco, temendo que o pior estivesse acontecendo naquele momento e então procurou apenas seguir o plano, torcendo para que não tivesse grandes problemas. 




— Quero que leve os outros. — Donghae ordenou. — Apenas Sowon e Donghyuck ficam aqui. 

Donghyuck encarou o tio com um pouco de dificuldade, conseguia abrir apenas um dos olhos, já que o outro se encontrava inchado e extremamente sensível. Sentia o corpo fraco e dolorido, sabia que estava febril e não tinha certeza se continuaria acordado por muito tempo, entretanto, lutava para que conseguisse se manter consciente, apenas porque tinha medo de que Sowon morresse. Queria ter a certeza de que ela estava viva. Precisava que ela ficasse viva. 

O Lee viu a movimentação no galpão quando os homens da Yoshiya se aproximaram para pegar seus amigos, os levando para fora do galpão e sabe-se lá para onde depois dali. Seu olhar se manteve fixo em Sowon e na arma que apontava para a cabeça dela. 

Observou cada ferimento, sentindo um bocado de culpa o preencher. Se sentia culpado por ter trazido Sowon para sua vida e colocá-la naquela situação, sentia-se culpado por não ter sido capaz de protegê-la como havia prometido que faria, sentia-se culpado por muitas coisas naquele momento. 

— Então, sobrinho, vamos ter uma conversinha agora e eu espero que você colabore comigo, afinal, não vai querer querer que mãe e filha acabem tendo o mesmo fim. 

Donghyuck quis xingar, quis espernear e gritar, queria dizer o quão filho da puta Donghae era e queria muito matá-lo. Hyuck nunca quis tanto que alguém estivesse morto, como queria o tio. Entretanto, ele apenas se manteve em silêncio, primeiro, porque Sowon estava na mira e sabia que apenas um pequeno aperto no gatilho e ela estaria morta e, segundo, porque ele sequer tinha força para respirar decentemente. 

— Você sabe o que quero, sabe que eu sempre almejei ter o NCT para mim, mas seu pai... Ah! Seu pai estragou a porra de todos os meu planos. — Riu de maneira nasal e irônica. — Ele tinha a chance de desistir e me deixar assumir, mas foi um filho da puta e é por isso que você está aqui. Porque o merda do seu pai é a porra de um filho da puta. 

Donghae abaixou a arma que apontava para Sowon, seguindo para perto do sobrinho e contornando a cadeira em que ele estava, estalando a língua no céu da boca e então parando ao lado do garoto. 

— Está vendo aquela garota? Que não tem nada a ver com essa merda toda? — Apontou para Sowon. — Ela está aqui porque seu pai é um filho da puta, sabe por que Nawon morreu?  Porque seu pai é um filho da puta. 

— Cala a boca — sussurrou, a voz saiu rouca e baixa, quase inaudível. 

— Você sabe que estou falando a verdade, sobrinho, sua namorada vai morrer e é tudo por causa do filho da puta do seu pai. 

Hyuck sabia o que ele estava tentando fazer, conhecia aquele joguinho sujo e baixo como a palma de sua mão e não cairia nele. Seu olhar se voltou para Sowon, notando o quanto o corpo dela tremia e que seu choro ainda se fazia presente. Então olhou para o corpo de Nawon, sentindo a cabeça rodar e o choro entalado em sua garganta.

— Vamos lá, temos todo tempo do mundo até que você resolva me dar as informações que eu quero, enquanto você pensa, vou me divertir muito com essa garotinha aqui. 

Donghae sorriu no momento em que sua mão se fechou no rosto da garota, ele a observou por um bom segundo antes de fechar o punho e a acertar no rosto, Donghyuck se remexeu na cadeira, vendo o corpo de Sowon vacilar a cada golpe, Donghae ignorava todos os pedidos desesperados de Donghyuck para que ele parasse. O homem parecia disposto a continuar o que estava fazendo, perdendo bons minutos ali, parando apenas quando o corpo da garota finalmente vacilou e caiu ao chão. Ele balançou a mão manchada de sangue, virando-se para o sobrinho. 

Donghyuck chorava, o desespero o tomava e seu peito doía, era um sentimento que ele sequer sabia descrever. Naquele momento jurou que poderia morrer, porque era disso que o sentimento se aproximava, da intensa sensação de morte. 

— Te dei um bom tempo para pensar no que vai me dizer, uh? Que tal começar me dizendo onde seu pai está. 

Donghyuck preparou-se para abrir a boca e dizer, sem sequer hesitar. Daria o endereço completo da Neo Zone se um estrondo de tiro não tivesse invadido seus tímpanos. Ele não teve muito tempo para raciocinar o que acontecia, e tudo o que conseguiu ver era a silhueta do pai adentrando o local, os tiros se fizerem presentes, mas em certo momento de toda ação que acontecia diante de si, sua mente apagou e lentamente ele sentiu a consciência o deixar. 




Kibum segurava a arma firmemente em suas mãos quando uma movimentação repentina o fez para onde estava. Ele se encostou na parede, atento a tudo o que acontecia ao seu redor, observou alguns homens da Yoshiya passaram arrastando consigo Doyoung, Xiaojun, Hendery e então Lana, o sangue que corria em suas veias pareceu esquentar ao notar o estado deplorável de cada um dele, sabia que tinha código verde e não hesitou em atirar, pedindo por reforços pelo comunicador. 

Alguns homens da Yoshiya se aproximaram ao notar o ataque e Onew e Minho, que estavam mais perto, apressaram-se em atender o reforço do Kim, empunhando armas em ambas as mãos enquanto miravam naqueles que estavam contra si, Johnny e Saeron juntaram-se a eles e logo em seguida Kiyoto, os tiros ecoavam pelo local e em certo momento Kibum pôde ver um deles apontar uma arma para Lana, seus olhos se arregalaram e seu único instinto foi correr até a garota, agarrando corpo contra o seu e o girando, sentindo o tiro o acertar ao mesmo tempo em que o corpo dela vacilava. Kibum sentiu o tiro lhe acertar no ombro, mas ainda segurou firmemente o corpo de Lana, evitando que ela fosse de encontro ao chão. 

Outro tiro foi ouvido, mas dessa vez veio da arma de Minho, que matou o homem antes que ele atirasse mais uma vez contra Kibum. Os soluços de Lana se fizeram presentes quando ela agarrou o corpo de Kibum, o apertando um pouco, era visível seu desespero e dor naquele momento. 

— Pai, Nawon... Sowon... Elas... O Donghae... — A frase havia saído cortada por conta dos soluços e do choro alto. A voz da garota estava fraca e as roupas de Kibum mancharam-se com o sangue de Lana. 

Era a primeira vez que o chamava de pai e, se fosse em outro momento, Kibum provavelmente teria feito uma festa em comemoração, mas ali, tudo o que ele conseguiu fazer foi apertar o corpo pequeno contra seu.

— Está tudo bem, eu vou encontrar elas — sussurrou, aliviado por ela estar viva. 

Saeron se aproximou após se certificar que os outros estavam bem e os encaminhar para um local seguro, Doyoung era o mais ferido e Hendery e Xiaojun conseguiram o levar em segurança até o local onde receberiam ajuda do NCT. Ela tocou suavemente o ombro de Kibum, ainda atenta ao redor. 

— Precisamos levá-las para um lugar seguro, Taemin pegou Donghae, Sowon e Donghyuck estão no galpão — explicou de forma rápida, não querendo perder tempo. — Você está ferido, leve ela até onde Taemin indicou.

— Preciso achar Nawon — afirmou, sentindo Lana estremecer contra si e soluçar. — Leve-a, eu posso ajudar o Taemin. 

Saeron umedeceu os lábios, olhando para Kiyoto e Johnny, notando os poucos ferimentos que possuíam, então indicou que levassem Lana para onde poderiam receber ajuda, os dois não hesitaram em o fazer, e Saeron viu quando Minho e Onew se aproximaram, ainda empunhando as armas. Sae soltou o ar, conferindo a munição e apertando o comunicador em seu ouvido. 

— Taeyong, estão em posição? Jeno chegou aí? 

Sim, para as duas perguntas. 

— Vamos entrar no galpão, fique atento. 

Entendido

Kibum soltou o ar, sentindo a queimação em seu ombro e umedeceu os lábios, voltando a empunhar sua arma enquanto caminhava, seguindo os comandos que Saeron dava, Minho e Onew deram a volta para entrarem por trás, enquanto os dois entrariam pela frente, o barulho de tiro vindo lá de dentro o deixou alarmado e ele seguiu Saeron para dentro com rapidez, já pronto para apertar o gatilho, entretanto, no exato momento em que entrou ali sentiu parte de si morrer, seu peito pareceu apertado e o ar lhe faltou, seu corpo não parecia obedecer seus comandos e tudo o que conseguia era manter seu olhar fixo no corpo da mulher.

Sowon estava confusa, conseguia ouvir os barulhos de tiro, mas seu ouvido zumbia e sua confusão mental não a deixar distinguir se o barulho estava perto ou não, sua visão estava embaçada por conta do choro e do inchaço, seu corpo doía e ela mal conseguia se mover naquele momento. Tentou focar em alguma coisa ao seu redor, movendo-se vagarosamente, a voz de Taemin soou distante e misturava-se com a de Donghae, piscou algumas vezes, pouco a frente vendo as duas silhuetas rolarem no chão, tentou focar para reconhecer quem era quem, mas as coisas pareciam ainda mais difíceis naquele momento, gemeu com a dor, ainda confusa com tantos barulhos e movimentações ao seu redor. Ouviu o gemido de dor e pela voz soube que era Taemin, ela encarou os dois, estreitando os olhos para conseguir focar, não estavam muito longe de si e quando enfim conseguiu distinguir o que acontecia, sentiu o desespero lhe tomar. 

Donghae estava por cima, em sua mão ele tinha uma faca de porte pequeno e a pressionava contra Taemin, que parecia ofegar com a dor do corte profundo. Sowon tentou falar, queria gritar e chorar, mas não conseguia sequer fazer qualquer uma dessas coisas. Em completo desespero, forçou-se para ficar de joelhos, sentindo o corpo vacilar um pouco, seus sentidos pareciam confusos e não lhe obedeciam. Forçou para se manter firme ali, cambaleando um pouco e tentando ignorar toda a dor que sentia. Puxou o ar, inspirando profundamente, seu olhar caiu no chão, notando uma arma a centímetros de si e não hesitou em arrastar-se até lá para alcançar o objeto. 

Suas mãos tremiam e ainda estavam presas pela corda, tentou mirar, mas sua visão parecia turva e, ao ouvir o grito de Taemin e a voz de Saeron, ela apenas apertou o gatilho, deixando o instinto a guiar. Apertou o gatilho cinco vezes seguidas, até que ouvisse o click indicando que a munição havia acabado. 

Não tinha certeza se havia acertado algum dos tiros, sua pouca energia parecia ter se esgotado com aquela pouca ação que havia feito. Tudo o que pôde ver foi o corpo vacilar e cair sobre o outro, mentalmente torceu para que tivesse matado Donghae. Ouviu passos apressados atrás de si e ouviu a voz de Saeron se misturar com a de Taeyong e a de outras pessoas que ela não soube identificar. 

Sentiu que iria vomitar, sua cabeça pareceu rodar e ela não foi mais capaz de sustentar seu próprio corpo, sentindo o baque contra o chão de concreto abaixo de si, se sentiu engasgando com o próprio sangue acumulado em sua boca e tudo se tornou escuro.



Notas Finais




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