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História No Endgame - Capítulo 13


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Notas do Autor


E vamos de endgame de No Endgame!

Fiquei muito feliz com o resultado desse especial, que tô pensando em apagar o final e colocar esse... mas enfim, todas as pontas serão fechadas aqui. Espero que gostem 💕

Capítulo 13 - Bônus II: Johnny's Endgame


A grande prova final do curso de música de Donghyuck havia chegado.


Moon Taeil, seu professor, era ambicioso sim, mas não sabia que ele era tanto a ponto de querer fazer um curto musical com músicas da SM.


— Você e o Jongho serão antagonista e protagonista, respectivamente.


Choi Jongho era de outra escola, o que ficava óbvio para o Lee que aquilo tudo era uma competição. Sabia que o Choi era muito bom e que precisava de um grande esforço para se destacar.


— Não faz essa cara, você consegue! — o Moon bateu de leve no ombro dele.



•••


Donghyuck mostrava um vídeo de apresentação de seu parceiro de palco, vendo que a atenção dos amigos eram fixas no garoto e em sua voz potente.


— Você vai ser massacrado! — Jaemin disse.


— Aish, não seja idiota! — Renjun socou o braço do coreano. — Você sabe que quando o Donghyuck quer, ele se supera! Você vai conseguir, Haechannie!


— Você anda ensaiando em casa? — Jeno perguntou.


— Não... porque... eu não tenho tempo!


— Yah, deve ficar o dia inteiro se pegando com o Yangyang! — Jaemin resmungou.


— Não... é que eu costumava a ensaiar com... — suspirou.


Todos entenderam.

Era Mark.


Jaemin suspirou.


— Existe problema de perguntar a ele? — o Na insistiu.


— É que é estranho. Até para o Yangie...!


— Não é estranho, Hyuckie. Tira essas coisa da cabeça, da pra ver que você está paranóico pela ansiedade! — Renjun o abraçou.



Obviamente, Yangyang o entendeu muito bem, ciente da preocupação do namorado naquela apresentação tão importante.


Os ensaios eram semanais e Mark não hesitou nem um pouco em ajudá-lo. Por incrível que pareça, o Lee mais velho não sentiu nada estranho por estar de volta no apartamento de Johnny, sozinho com seu ex namorado.


A amizade existia ali, de uma forma que ele se surpreendia. Donghyuck não guardou remorso do fim do namoro, mesmo depois de toda a tensão.


— Ele está saindo com um cara. — o ruivo quebrou a concentração de Mark. Eram só eles e o som do violão. — Meu pai está neste momento num encontro marcado pelo Tinder com um tal de Sehun. Um riquinho do centro!


Mark riu baixo, mas sentiu que não era o momento de fazer piadas.


— E como você sabe? Ele não bloqueia o celular ou você sabe a senha e vê as mensagens dele no seu tempo livre?


— Eu... hackeei ele... —  revelou, envergonhado.


— Aí meu amado senhor que habita os céus! — Mark protestou, como um bom cristão. — Donghyuck-ah, dá um tempo a ele...!


— Eu estou dando, mas ele não faz isso pra ele mesmo! Um cara do Tinder? Sério? Eu esperava mais para meu pai!


— Cara, ele tem quase o dobro da nossa idade, não é uma criança. É você que tem que se ferrar na vida e receber conselhos, não ele! — o mais velho respirou fundo. — Olha, não era o que você queria? Ele parece desapegado do Ten agora, tá usando Tinder e saindo mais de casa... há quantos dias seguidos que você não entrou aqui nesse apartamento?


— Como sabe que eu estava fora esse tempo todo?


— Cara, eu venho quase todos os dias falar com o Johnny... e você nunca está aqui. Além do mais, o Jaemin fala sempre que você está na casa do Yangyang!


— Anda falando com o Jaemin, é?


— Yah, dá pra parar de agir como um idiota?


— Vocês ainda estão se evitando, não estão? Digo... desde aquele dia com o Taeyong hyung e o Yuta...


— Mais ou menos, não é da sua conta! — ficou vermelho.


— Se você gosta do Nana, demonstra, ok? — segurou a mão dele. — Promete!?


— Sim, Hyuck. Eu prometo!



•••


Donghyuck repassava as notas altas e difíceis de "Why" do TVXQ, sob o olhar crítico de Moon Taeil. O nervosismo não ajudava e seu professor agindo como o profissional que sempre foi, não ajudava menos ainda.


— Você está perdendo o fôlego antes de terminar a high note. Isso é impossível, a não ser que esteja fazendo porque quer. — o professor comentou, enquanto o outro se preparava para repetir até a perfeição. — Haechan, não vou te obrigar a repetir tudo pela quinta vez, sua voz vai ficar desgastada e eu sei que não vai conseguir... não é sua voz, é?


O ruivo abaixou a cabeça.


— Eu não posso me envolver nos seus problemas pessoais, mas a partir do momento que eles afetam minhas aulas e seu rendimento, eu posso ao menos tentar entende-los!


— Desculpe, hyung... é que... as vezes acho que não sou bem entendido por todo mundo! — sentou-se num banco, frente ao professor que lhe ouvia atento. — Você sabe, meu pai está se recuperando daquele término que não foi término... e eu não consigo deixar ele de lado, com toda essa história de que ele é adulto e tal. Não quero que ele sofra, sabe?


— Tentou falar com ele?


— Acha que ele me ouve? Acabei como o filho superprotetor dele. Meus amigos pensam o mesmo...!


— E esquece que você tem suas próprias preocupações, certo? — Taeil cruzou os braços. — Não deve achar que a vida dos outros é mais importante que a sua. Claro, preocupação é normal, veja, me preocupo com você... mas existe limites, Donghyuck.


— Desculpe, hyung!


— Não há razão para pedir desculpas, garoto! — o puxou para um abraço. — Vai descansar e pensar sobre isso. Você é a estrela de meu musical!


— Obrigado, hyung!


O Moon observou o jovem Lee recolher as coisas e sair, assim, voltou a seu celular.


Para: Seo John

"Por mais que suas intenções sejam boas, acho que a gente não deveria continuar se falando. Desculpe!" 



•••


Tarde da noite, Johnny havia voltado para o bairro, onde decidiu beber sozinho num bar próximo de casa. Estava bem vestido, como sempre, destoando um pouco do clima do local.


Um encontro fracassado. Infelizmente, Oh Sehun parecia jovem demais para embarcar numa relação seria — e fechada, pois Johnny não se viu dentro de um relacionamento aberto.


— Sr. Seo? — a voz de Taeil o tirou de seus tristes pensamentos. — Desculpe, estava passando e...


— Senhor? Você é mais velho que eu! — riu. — Brincadeira, hyung. Pode me chamar de Johnny, senta aí! Quer cerveja?


— Não, eu não bebo! — sentou-se no banco alto, nervoso porque não tocava os pés no chão. — É que ando preocupado com o Donghyuck. O rendimento dele nos ensaios não está bom e vejo que é por parte de sua mente... não sei se está acontecendo algo em casa...!


— Eu procuro entender o Hyuck, mas não sei, não sei se está acontecendo alguma coisa...! — esticou a mão, segurando a do professor. — Te mandei mensagem ontem...!


— E eu respondi...! — ficou nervoso.


— Eu sei! — Johnny sorriu, se aproximando.


Taeil saltou do banco, trêmulo.


— O que está fazendo?


— Hyung, eu...!


O Moon só ergueu a mão, pedindo que não falasse. Johnny não insistiu, deixou ele sair.


O que acabou de fazer?


— Você o que? — Mark indagou.


Após o acontecido, Johnny foi para casa e se banhou, recebendo os amigos em seguida.


— A mensagem que ele mandou tinha sido apagada. Não sei como!


— Não sabe como? — Mark riu.


— Donghyuck faria isso? — Jaehyun perguntou, ao ver os dois cruzarem os olhares.


— Eu fui um babaca com ele. Aposto que o Donghyuck vai descobrir tudo e eu serei crucificado!


— Sinceridade é o que importa! — Ten adicionou, estava em vídeo chamada. — Tipo, você precisa falar pra ele. Que saiu com o professor e não deu certo... é isso, vida adulta!


— Ele está certo. — Jaehyun quem disse. — Deveria falar com ele.



•••



Donghyuck retornou aos ensaios, se sentindo mais confiante e capaz de quebrar suas próprias metas, porém, quem parecia precisar de um momento de reflexão era o Moon.


— Hyung, está tudo bem?


— Claro que sim, por quê não?


— Porque estou cantando Mirotic.


O Moon arregalou os olhos.


— É sério?


— Claro que não, viu? Não estava prestando atenção! — apontou para a cadeira do professor. — Eu não posso me envolver nos seus problemas pessoais, mas a partir do momento que eles afetam minhas aulas e meu rendimento, eu posso ao menos tentar entende-los! — repetiu. — Não precisa ser agora, falta uma semana e bem, o jantar lá em casa é amanhã...!


— Hyuck, é sobre isso...


— Você não vai? — indagou tristonho.


— Sinto muito!


Donghyuck se sentiu a pior pessoa do mundo naquele momento. Achava que não estava indo bem, que talvez o professor Moon não estivesse tão confiante... pensou em tentar insistir, mas sua ansiedade e insegurança o de se render ao silêncio.


Donghyuck sentiu que o decepcionou.



•••


Mark passou o cartão na sorveteria do shopping, entregando o cascão com suas bolas de morango para Jaemin.


— Johnny está ainda na mesma. Ele não tem coragem de falar com o Hyuck e o Hyuck simplesmente sumiu!


— Ele tá com o Yangyang, o chinês me disse. — contou, despreocupado.


— Yah, me vê preocupado e não alivia o peso nas minhas costas?


— Mark Lee se importando com os amigos? Eu fui, eu tava!


— Eu não sou um babaca de coração frio... sou?


— Não, você não tem um coração frio!


— Ah... — estendeu. — Espera! Nana... então quer dizer que...


— Sim, continuo te achando um babaca... — aproximou-se para lhe dar um selinho. — Mas você é um anjo, ao mesmo tempo e eu não consigo admitir que eu gosto de você, seu babaca!


Mark ficou paralisado.


— Eu vi o quanto você se esforçou, o quanto se importou comigo, com o Hyuck e até com o Johnny... — continuou o Na. — O problema não era exatamente você ser você, mas eu perceber o quão valioso você é...


— É... — coçou a nuca. — Acho que da próxima vez eu te compro dois cascões!


— Cabeção! — empurrou a cabeça do mais velho, aos risos.


O momento foi interrompido por uma ligação.


— Johnny? — Jaemin estranhou, pois o Seo nunca o ligou. — Hyung...? O que...? Eu... o que acontec- O Hyuck o que?


— Jaemin, por deus, fala o que tá acontecendo!


— Donghyuck sumiu! — disse, já nervoso. — E deixou um bilhete!



•••



"Johnny pai,

me desculpe pelos últimos acontecimentos. Eu sei que fui um otário, mas sempre eu quis o melhor para você, pois é isso que você merece: o melhor.

Não quero controlar sua vida, pois você não é uma criança. Me desculpa mesmo!


O amor da sua vida, Donghyuck!"


Jaemin suspirou, entregando o post-it laranja ao Seo.


— O que deu nele? — indagou.


— Mandei mensagem para o Yangyang e ele disse que ele saiu de lá. Achou que vinha para casa... — contou Johnny, arrasado.


— Talvez esteja ensaiando... — Mark sugeriu. — Tentou ligar para o...


— Depois do que rolou, ele me atenderia?


— Ai, que rolo! — o Na massageou as têmporas, parando quando ouviu a campainha.


Johnny correu para a porta, esperançoso, mas encontrou Taeil parado.


— Eu não sei onde ele está, mas ele deixou isso!


Outro post-it laranja.



"Querido professor Moon,

graças a você, aprendi a pensar mais um pouco. Não que meus amigos não tenham me ensinado, mas você é meu modelo a seguir, sabe?

Fiquei chocado ao perceber que você, tão quieto, pode também sentir coisas pesadas e perder a concentração. Agora sei que você é humano também!

Eu sempre soube que meu pai e você estavam trocando mensagens, mesmo que estivessem se conhecendo... eu estava muito feliz, até ver que aparentemente as coisas não deram certo.

Tentei fazer minha parte (apaguei sua mensagem), mas não sei, talvez meu pai esteja seguindo em frente. Queria que ele tivesse se apaixonado por você, que é tão especial para mim.

Eu vou pensar mais um pouco, mas juro que vamos fazer o melhor musical do mundo.

Broadway vai chorar!


Com todo amor, seu sol, Haechan."


— Ah meu Deus, Hyuckie! — Mark lamentou.


— Então, ele apagou a mensagem mesmo! — Johnny suspirou.


Taeil não precisou de explicações para entender o que aconteceu.


— Me desculpe, Johnny...! — Taeil disse. Nem conseguia olhá-lo nos olhos. — Vamos resolver isso... precisamos acha-lo!


— Se ele soubesse que realmente eu estava apaixonado por você, acho que nada disso teria acontecido. Eu não fui sincero com ele, nem quando me pediu. — confessou.


Jaemin cutucou Mark e, furtivos como bons jovens, eles saíram.


— Eu fui babaca por fingir que estava bem... até tentei um encontro por internet... mas não... eu não estava bem. Desculpe ter ignorado sua mensagem...!


— Eu odeio desculpas...! — sentou-se ao lado do Seo, acariciando suas costas. — Só foi tudo um mal entendido, certo? Vamos ficar bem!


Johnny abraçou o menor com força.


— Jaemin-ah, acha que eles irão terminar bem?


— Eles são adultos, Mark. — comentou, chamando um Uber. — Vamos?


— Para onde vamos?


— Visitar um ex-órfão!



•••


Donghyuck se sentava na janela de onde ficava seu quarto. O prédio que funcionava o orfanato público estava em reforma, mas os quartos ainda estavam intactos.

Observava a rua movimentada e molhada, devido a chuva fina que caia. Viu um carro parar a frente, então, enxugou as lágrimas e se preparou para sair, quando percebeu serem Mark e Jaemin.


Desabou em lágrimas, correndo até eles para os abraçar forte.


— Seu diabinho previsível! — Jaemin reclamou, ainda abraçado.


— Desculpem!


— Todos estão preocupados, Hyuckie...! — Mark continuou.


— Cadê meu pai?


— Devastado, como a Lady Gaga! — o Na o fez rir. — Taeil hyung está lá também. Olha, foi golpe baixo!


— Eu não... minha intenção não era juntar os dois!


— E a mensagem apagada?


— O que é que tem?


— Johnny tentou beijar o hyung...! — Mark quem contou, surpreendendo o mais novo. — Ele não sabia, Hyuck... você deve desculpas! Sérias!


— E vai prometer que vai segurar esse seu demônio interior que gosta de se meter na vida dos outros! — Jaemin adicionou, recebendo um tapa de Mark. — Qual é? Eu só falei demônio! Ainda fui sensível...!


— Certo, vamos de desculpas!



Já beirava a meia noite quando Jaemin ligou para Johnny, avisando que encontraram Donghyuck, assim, decidiram se reunir no apartamento do Seo.


O Lee mais novo não fez cerimônia, entrando encharcado no apartamento e agarrando seus homens favoritos — ignorando até seu namorado ali do lado.


— Me desculpa, por favor!


— Eu desculpo, Haechannie! — o Moon disse, olhando para Johnny. — Eu desculpo! — e sorriu.



•••


Dias depois...


Donghyuck estava há quase cinco horas parado no backstage, retocando a maquiagem e seu cabelo — agora prateado e ondulado.


— Perfeito! — Taeyong disse, após aplicar um sombreado com glitter nos olhos do mais novo.


A superprodução de Moon Taeil contava com a Academia Vision e seus experientes bailarinos liderados por Yuta Nakamoto. Taeyong ajudou com o cabelo dos atores junto com Jaemin.


— Sinceramente, o Jongho é muito legal! — contou Donghyuck, mexendo nos fios ondulados. — Mas não custava admitir que a Luna é a melhor vocal da SM, não o Chen!


— Dá um desconto, somos ggstans! — Jaemin arrumou a jaqueta dele. — Seja o vilão! Não que seja difícil!


— O Mark não te exorcizou ainda?


— Vai pra o inferno, Donghyuck!


— Não existe inferno!


— Blasfêmia!



E veio o grande momento.

Donghyuck e seu parceiro de palco brilhavam, mostrando seus talentos na voz e até na atuação e dança.


Os momentos em que suas vozes cantadas eram ouvidas, o público não se continha em gritar, devido aos arrepios de tamanha apreciação.


Exceto o fundão.


— Meu filho! — Johnny gritava orgulhoso.


— Eu vou ter mesmo que mudar de assento? — Ten massageou as têmporas.


— É o meu sobrinho! — Lucas gritou do seu outro lado. — Definitivamente, sim!


O tailandês se retirou, sob protestos do marido. Johnny pensou em ir atrás dele, mas alguém sentou a seu lado.


Voltou-se para o palco, nervoso.


— Optei por ficar no fundo. Queria que Donghyuck focasse em todos os olhos, não só nos meus. — Taeil se justificou. — Ele nasceu para os palcos, é incrível. Obrigado por não ter desistido do sonho dele!


— Eu jamais desistiria. E eu tenho que agradecer a você também! — finalmente o olhou nos olhos. — Eu amo tanto esse garoto que...


Taeil não esperou ele continuar, o beijou.


— Desculpe, Johnny. Seus lábios são bonitos demais de perto!


— Agora sei porque gosta de esconder seu olhar de seus alunos...! — acariciou o rosto do mais velho.


— Bro, vocês tão flertando no meio de um musical? — desta vez, Lucas quem deixou seu assento.



E Donghyuck, com toda a certeza — junto de Jongho —, finalizou a apresentação sem falhas. Aplaudidos de pé.


Até mesmo Moon Taeil teve seu momento, quando o holofote caiu em si — e em Johnny, ambos com os lábios levemente vermelhos.


— Ten hyung! — Donghyuck nem esperou a chamada de Taeyong para tirarem os figurinos e correu até o grupo que ia o visitar. Agarrou o tailandês.


— Eu sempre soube que você era incrível, mas aquilo no palco, foi dos deuses!


— Não fala isso pra o Mark, ele vai mandar o Vaticano te processar! — Yangyang entrou, cumprimentando Yukhei e acenando para Ten.


— Engraçadinho, eu sou protestante! — Mark resmungou, aparecendo com Jaemin, seu namorado.


— Gays... — Johnny apareceu no corredor, ofegante e suado.


— Não me diga que você transou no meio da apresentação! — Lucas gritou, censurado por todos.


— Não! — Johnny respondeu. — Ele disse sim. Moon Taeil aceitou namorar com um pai solteiro de um filho pré-adulto superprotetor!


Todos gritaram juntos.


— Espera, espera...! — Ten segurou os ânimos de todos. — Falta uma coisa!


— Foto? — Mark franziu.


O tailandês estendeu a mão e pegou o telefone de Johnny, desbloqueando com a maior facilidade do mundo — Johnny nunca foi lá bom em memorizar senhas — e mostrou na tela o aplicativo do Tinder.


"Deseja mesmo desinstalar este aplicativo?"


Entregou a Johnny.


— Diga adeus a sua vida de solteiro, meu amigo!


— Até nunca mais!


Apertou "Sim".


A gritaria e o tumulto tomou conta do corredor.


— Licença! — Taeil se fez presente e tudo se tornou calmo. — Fechei com a pizzaria daqui do lado para que pudéssemos ter nossa comemoração lá!


— Hyung, você é tudo! — Donghyuck o abraçou forte, arrastando o Liu consigo.


— Você não tem defeito! — Chittaphon o beijou na bochecha, levando Yukhei consigo.


— Comer na conta do Johnny! — o chinês comemorou.


— Ah, okay, estamos indo na frente! — Mark disse, saindo com Jaemin.


Eram os dois mais velhos, frente a frente.


— Então... eles já sabem?


— Eles são pedacinhos importantes de mim. — justificou-se. — Minha família é barulhenta, mas você se acostuma!


— Nem estou reclamando! — colocou as mãos em volta dos ombros largos do Seo. — Estou apaixonado por você, John Seo!


— Ótimo, sinto a mesma coisa por mim...


Fez o baixinho rir.


— Mas muito mais por você também, Mooni.


E se beijaram mais uma vez.

Fotografados em segredo por Donghyuck e Jaemin.



•••



Demorou quase dois meses para Taeil aceitar o fato de que teria de morar com Johnny, pois Lee Donghyuck era oficialmente um universitário e optou por querer morar no campus, junto a Renjun e Jaemin — ficando distante até mesmo de Yangyang. O Seo se sentia sozinho e chorava todos os dias ao pensar que seu bebê de vinte e um anos estava vivendo por si só agora.


Mark Lee se assumiu e os pais fingiram aceitar, desde que a congregação não soubesse.


— Meu testemunho é que eu amo Jesus e o Mark Lee. Quer namorar comigo? — Jaemin disse, durante um culto lotado.


— Diz que sim! — Renjun gritou, com Jeno, Donghyuck e Yangyang a seu lado.



Sim, ele foi expulso de casa e passou a ser o segundo filho de Johnny, até sendo de grande ajuda na empresa.


Na Jaemin entrou para estudar comunicações, além de ter ganho emprego fixo na Academia Vision — que Ten voltara a administrar presencialmente. O Na é mimado por Taeyong e Yuta, além de ser um terceiro pai para Park Jisung, que para a decepção dos pais, se assumiu hétero. 


Yuta e Taeyong foram os primeiros a se casarem, onde Ten e Lucas — que gostaram tanto das celebrações — decidiram ser os padres dos próximos casamentos.


Mark e Jaemin se casaram na praça de skate, pois para Mark, ao menos era próximo o suficiente de Deus.


Taeil e Johnny foram mais flexíveis e viajaram para os Estados Unidos, tendo o ato oficializado — e claro, a cerimônia foi na Academia Vision.


— Só falta a gente! — Yangyang comentou na mesa, junto a Renjun, Donghyuck e Jeno.


Renjun pegou a faca e Donghyuck, o garfo.


— Eu tentei, eu juro! — Yangyang se rendeu, falando a Jeno.




DIÁRIO DE HAECHAN


Eu me casei, inferno. Satisfeitos?

Foi lindo.

Depois do casamento é o fim da vida, então, fim?!


Notas Finais


Preciso dizer que escrever esse especial foi uma das melhores coisas que já saiu de mim. Estou contente com o resultado (deveria ter sido o final mesmo, né?). Não sei se Johnil agradou a todo mundo. Nem lembro com quem originalmente Johnny iria terminar — provavelmente só —, mas tudo se tornou tão orgânico que aconteceu!

Eu só tenho a agradecer a todo o apoio de vocês, por ter lido até aqui (tem gente aqui que lê tudo o que eu escrevo, então, super entendo os bugs, pq meus plots sao muito aleatórios) e espero que continuem a aparecer em outras obras minhas 💕

Espero que tenham pego as mensagens da história e que todos os personagens tenham sido memoráveis de algum modo — sorry se matei OTPs.

Eh isto gente, muito obrigado!


Playlist da historinha:
https://www.youtube.com/playlist?list=PL4fFlHr9fBjOk1v5OQH59zA-btM1z_TBP


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