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História No Escurinho do Cinema - Capítulo 2


Escrita por: ohwonder00

Notas do Autor


Não resisti e tive que fazer uma cena gostosinha deles se beijando no escurinho.
hmmmm

Seja muito bem vindo, caro leitor

Capítulo 2 - E você olha nos meus olhos


                                  EXTRA   

               E você olha nos meus olhos

 

Do Kyungsoo e Kim Jongin namoravam a quase quatro anos.

Depois do dia em que Kyungsoo confessara o que sentia e descobrira que o seu amor era completamente recíproco - que as borboletinhas no estômago e aquela vontade incessante de ficar junto era plenamente compartilhada com o seu melhor amigo - os dois não haviam se desgrudado mais.

Honestamente, as pessoas que testemunhavam até se perguntavam como era possível que eles ainda fossem tão apaixonados mesmo que já possuíssem um certo tempo juntos. Com quatro anos de namoro geralmente as coisas deveriam ter esfriado um pouco, não é? Mas o que poderiam fazer? Jongin e Kyungsoo eram, e sempre foram, o ponto fraco um do outro.

Sendo assim, os dois namorados não gostavam de passar muito tempo longe, especialmente quando o fim de semana chegava e tudo que queriam era ficar assistindo a alguma besteira na tevê até pegar no sono ou então fazer um amor gostoso debaixo das cobertas quentinhas - já que ultimamente andava fazendo muito frio na cidade de Seoul. Caso não fosse assim, Kyungsoo sentia falta do calor do namorado em seus braços, e Jongin sentia quase doer o peito de tanta saudade do carinho do mais velho.

Juntos eram como as coisas sempre deveriam ser. A ordem natural do Universo, diziam.  

Em um fim de semana qualquer de verão, quando Jongin resolvera passar alguns dias em uma cidade vizinha na casa de um antigo amigo da faculdade que não via há muito tempo, Kyungsoo – um pouquinho contrariado, já que não havia jeito de ganhar folga do trabalho - tivera que ficar em casa, com uma saudade ingrata do seu moreno.

Ele colocou as chaves do carro em cima da mesa e se jogou na cama, sentindo imediatamente as pernas agradecerem finalmente não sustentarem o peso do seu corpo. Havia sido um longo e estressante dia.

18:30

Kyungsoo enviou uma foto

Jongin estava sentado no sofá da casa de Kim Junmyeon quando recebeu uma notificação de Kyungsoo lhe mandando uma foto no instagram, resultado: quase sentiu o coração pular do peito com a perspectiva de ver o rosto bonito do namorado aquecer o seu coração naquela noitinha fria de outubro.

A foto o mostrava deitado na cama dos dois, sorrindo de canto e olhando para a câmera. Vestia o uniforme do trabalho: uma camisa social com os botões parcialmente abertos e um crachá de uma grande empresa de tecnologia da Coreia na qual trabalhava. Jongin imaginou que ele devia ter acabado de chegar em casa. Tão lindo. E tão sexy também... Se deixou perder na maneira como Kyungsoo parecia despojado, a camisa um pouco apertada marcando os músculos do corpo forte. Umedeceu os lábios, subitamente sedento.

Deviam fazer um pouco mais de uma semana que os dois não transavam e o moreno estava todo sensível, cheio de saudade – e tesão, diga-se de passagem.

Logo tratou de retomar a compostura, digitando uma resposta, quando o celular começou a vibrar: Kyungsoo estava lhe ligando.

-Oi amor – Ele lhe disse, fazendo Jongin fechar os olhos, em deleite.

-Oi Soo. Nossa que saudade da sua voz.

Kyungsoo riu fraquinho, apertando o celular entre os dedos.

-Que saudade da sua. Tem se cuidado direitinho, Jongini?

-Perfeitamente. – Jongin deixou o ar escapar pelos lábios. – Nem se preocupa, amor. Hoje foi tão daora lá no centro com o Junmyeon hyung hoje, e eu comi tanto, nossa, tô barrigudo até agora.

Jongin falou aquilo tudo quase sem pausas, entusiasmado, e Kyungsoo deu uma risada gostosa, enquanto o cachorrinho do casal, deitado no canto do quarto, levantou as orelhas.

-E como foi o passeio?

-Foi legal, a gente caminhou um pouco e eu comprei algo que acho que você vai gostar. – Jongin sorriu, ladino, imaginando o que o namorado diria quando o visse vestido numa fantasia adulta temática de halloween que havia comprado em um sexshop do centro.

-Hmm, o que é esse tom traquino que eu captei na sua voz? – Kyungsoo riu, tentando imaginar o que o outro estava aprontando. – Tô feliz de ver você se divertindo. Tendo suas férias merecidas. – Sorriu, imaginando Jongin fazendo compras, passeando, tomando o sorvete de baunilha que tanto gostava. Imaginar ele feliz tinha o mesmo efeito de fazer sol depois de uma noite de chuva: era um raio de esperança.

-Só faltava você aqui com a gente, Soo. Como foi hoje lá na empresa?

Kyungsoo olhou para o lado de fora da janela, por entre o balançar das cortinas, a lua despontava, orgulhosa, num céu estrelado.

-Um saco, muito problema e pouco descanso. – Kyungsoo deitou-se de bruços na cama. – O ponto ápice do meu dia é falar com você e brincar com o Pinguinzinho.

Jongin deixou o ar escapar pelos lábios, um milhão de pensamentos em sua mente, todos eles carregados de amor e saudade.

- Soo, tô pensando em voltar amanhã, o que você acha? – A voz escapou como um sussurro, manhoso.

-Tudo bem se quiser ficar mais um pouquinho, tá? Acho que eu aguento um pouco mais se você quiser passar mais uns dias.

Kyungsoo não gostava da ideia, mas não queria forçar o namorado a voltar mais cedo só porque estava com saudades, principalmente porque fazia tanto tempo que Jongin não via Kim Junmyeon. Sabia o quanto era importante que Jongin tivesse a companhia dos amigos, além da sua.

-Hmm, acho que tá na hora de voltar mesmo. Minhas férias já, já acabam e eu quero passar mais tempo junto, mal tenho te visto por causa do seu trabalho.

Era verdade. Recentemente, Kyungsoo havia sido promovido para chefe do setor de TI da empresa que trabalhava, o que significava mais responsabilidades, e consequentemente, menos tempo em casa.

Jongin se certificou que o amigo, Junmyeon, ainda estava no banho, e, ouvindo a água continuar a cair do chuveiro, confessou, sem cerimônia nenhuma:

–Tô morrendo de vontade de transar com você, Soo.

Kyungsoo fechou os olhos, arrepiado, sentindo o corpo esquentar com aquelas palavras. A verdade era que também estava morrendo de saudades de ter algum contato mais íntimo com Jongin. Com Kyungsoo chegando tão cansado do serviço e a viagem se aproximando, os horários acabaram não batendo tão bem e eles mal haviam passado tempo juntos na última semana.

-Ai, Jongin. – Kyungsoo se ajeitou melhor na cama, brincando com o crachá que carregava no pescoço - E se eu te buscar de carro amanhã de noite, que tal? Tenho folga no outro dia, então a gente volta pra casa de manhã.

Eram mais ou menos umas 5 horas de carro da casa de Junmyeon até o apartamento em que Jongin e Kyungsoo moravam juntos, há alguns anos. O plano era simples: Kyungsoo sairia de carro depois do trabalho e viajaria para buscá-lo, e, para que não tivessem que viajar de volta à noite, dormiriam juntos em algum hotel na estrada. A ideia parecia ótima para Jongin, que ficou todo entusiasmado com a perspectiva de voltar para casa na companhia do seu namorado ao invés de ter que pegar um ônibus maltrapilho na rodoviária.

Então, depois de concordar com a proposta, Jongin desatou a contar, animado, as suas aventuras no centro de uma cidade diferente. Falando de todas as coisas as coisas que vira e provara; de como Junmyeon quase caiu tropeçando num meio fio; e de como ele havia achado uma moeda novinha em folha. E Kyungsoo riu, imaginando o moreno do seu lado.

Na terça feira, como combinado, depois do serviço, Kyungsoo tomou um banho gostoso, botou uma roupa bonita e passou um perfume que sabia que Jongin gostava. Depois guardou os jarros de planta no quarto do apartamento, para não correr o risco de o cachorrinho derrubar tudo enquanto estava fora, deixando também bastante comida e água fresca e dando uma chave extra para a vizinha, que combinou de dar uma olhada no animalzinho de tempo em tempo. Colocou, então, no carro, suprimentos para a viagem e um travesseiro caso Jongin quisesse dormir enquanto estavam na estrada.

Também colocou dentro do porta luvas algumas camisinhas e um lubrificante novo que havia comprado.

O coração já estava batendo acelerado dentro do peito quando ele pegou as chaves do carro e deu partida.

Tocava na rádio uma música nova do momento: Move, de um artista chamado Taemin. E, com essa trilha sonora, Kyungsoo seguiu viagem, sentindo o vento bagunçar os seus cabelos e acariciar o seu rosto.

Em breve estaria sozinho com o namorado e poderia matar aquela saudade que sentia dele. Era o que esperava. Um momento de folga de tanto cansaço da semana. Uma recompensa merecida e todos os beijos que pudesse dar. No entanto, quando chegou na casa de Junmyeon, depois de cinco horas de uma longa viagem, Kyungsoo não contou que ele fosse fazer uma sugestão.

-E se a gente fosse no cinema, todo mundo. Eu chamo a minha namorada e a gente faz um double date hoje de noite, que tal? Tem um filme muito bom em cartaz.

Kyungsoo e Jongin concordaram, o primeiro, no entanto, com um sorriso amarelo no rosto. A bem da verdade era que Kyungsoo tinha planos diferentes para fazer com o seu moreno naquela noite - que com certeza não envolviam um lugar cheio de gente, ou então você sabe, roupas.

Então, Kyungsoo, acompanhado de Jongin, e Seulgi, foram no carro de Junmyeon – ao volante - até o cinema do centro da cidade, conversando sobre a época da faculdade, e as histórias engraçadas que os dois amigos viveram no campus.

-Jongin-ah, você lembra daquela vez que você que você começou a descer a madeira no professor de anatomia e depois percebeu que ele tava escutando tudo? – Junmyeon começou, segurando um riso frouxo.

Jongin também riu, prestes a contar a história toda.

Em algum momento da viagem, no entanto, Kyungsoo, no banco traseiro – longe da visão de Junmyeon e sua namorada - começou a fazer um carinho debaixo da camisa de Jongin, o deixando todo desconcertado.

Até aí tudo bem, é claro. Ele sentiu uns arrepiozinhos, começou a questionar de fato se aquela ideia de ir para o cinema teria sido muito esperta, lançou um olhar discreto e cheio de segundas intenções na direção do namorado, e a conversa seguiu tranquilamente. Kyungsoo se fingia de besta, engajado na discussão, enquanto provocava Jongin embaixo da roupa, deslizando a pontinha dos dedos pelas costelas do moreno num carinho sugestivo.

Não demorou muito para que Jongin se sentisse rendido, encostando a cabeça no ombro do outro e sentindo o corpo esquentar um tantinho.

Então depois, os quatro chegaram no saguão do cinema, terminaram de comprar os ingressos e a comida, e entraram na sala, se acomodando depressa aos fundos do recinto: o filme já havia começado.

Jongin, durante a sessão, segurava a mão esquerda de Kyungsoo, trazendo esporadicamente mais para perto o copo de refrigerante que o namorado segurava nela, e colocando, prestando completa atenção nas cenas de ação, o canudo dele na boca. Kyungsoo, que achava aquilo a coisa mais adorável, o observava, sem mais nem menos, roubar toda a sua soda - quando Jongin fez questão de dizer que não queria beber nada enquanto estavam na fila da pipoca.

Quando Junmyeon e a namorada se levantaram para ir ao banheiro, o mais velho viu uma oportunidade aparecer na sua frente: Jongin se inclinou na direção do namorado para sorver a bebida de novo, e Kyungsoo segurou o queixo dele, dando um beijo gostoso na boca macia.

Quando os lábios se separaram, num estalido, os dois se olharam nos olhos.

-Tava morrendo de saudade de você, moreno – Kyungsoo falou baixinho no ouvido do outro, de um jeito todo sensual, que fez Jongin se arrepiar inteiro. Então, deslizou os lábios pelo pescoço dele, entregando uma trilha de beijos na pele macia. A sala, escura, e quase vazia, os garantia privacidade.

Jongin arfou, a cabeça encostada no ombro do namorado, arrepiado com as palavras proferidas ao pé do seu ouvido. Ele, que já havia sido provocado mais cedo no carro, sentiu uma fisgada no pau com o mínimo de estímulo da parte do outro, era assim: muito sensível e muito boiolinha por Kyungsoo.

-Soo, não faz isso, você sabe que eu tô morrendo de vontade. Vou ficar todo frustrado se você começar e... – A frase morreu na boca do moreno quando Kyungsoo mordiscou o lóbulo da orelha dele, e dessa vez Jongin gemeu fraquinho, apertando, em desespero, uma das coxas de Kyungsoo com a mão.

Kyungsoo se divertia com a situação, apesar de já estar bastante desconcertado. Ver Jongin assim, todo entregue para si, todo receptivo, era como jogar gasolina numa fogueira: o deixava cheio de tesão e vontade.

-Relaxa, que eu vou cuidar de você hoje, do jeitinho que eu sei que você gosta. – A voz era sussurrada, só para o namorado ouvir, ainda que não houvesse muitas pessoas no recinto e o barulho do filme fosse alto demais. – Deixa só a gente sair daqui que eu te mostro.

Então Kyungsoo abaixou o rosto e os lábios dos dois se chocaram, dando início a um beijo cheio de paixão. As línguas se encontraram, de um jeito completamente indecente, que fez com que Jongin sentisse uma fisgada no pau.

Kyungsoo beijava bem pra caralho. Sério, o beijo dele era quase uma arte, Jongin quem o diga.

Ele mordia o lábio inferior do namorado, puxando levemente, habilidosamente. Passava a língua, provocante, no lábio superior dele. Deslizava as mãos espalmadas em cima da sua coxa durante, subindo lentamente, só para então cravar os dedos sobre a pele. E Jongin arfava, fraco, enfeitiçado. Honestamente, já estava pronto para pedir que ele o mamasse ali mesmo, jogando fora todo e qualquer resquício de sanidade, quando Kyungsoo separou as bocas e Jongin viu Junmyeon e a namorada voltarem do banheiro.

E depois, completamente desconcertado com a promessa de que Kyungsoo iria cuidar dele bem direitinho, Jongin não conseguiu prestar atenção mais em nada.

                                      * *

- E aí gente, vocês gostaram do filme? Foi doidera, não foi? – Junmyeon sorriu um sorriso de todos os dentes, simpático, quando os amigos saíram da sala do cinema.

Kyungsoo caminhava lado a lado a Jongin. Com as mãos enfiadas dentro do bolso, brincava com um chaveiro entre os dedos.

-Eu gostei err.. bastante – Disse Jongin, que havia perdido metade do filme pensando casualmente em sentar no pau do namorado.

-Foi maneiro. O CG tava incrível, eu só não gostei do mocinho ter morrido no final. – Respondeu Seulgi, fazendo um biquinho, os dedos cheios de sal de pipoca.

-Verdade – Junmyeon respondeu a namorada, que lhe sorriu, em concordância – Acho que ele devia ter morrido era antes, que cara chato da porra – Ela lhe deu um tapa no ombro, indignada. Todos riram e foram andando até a saída.

Então Junmyeon os levou de volta para a sua casa no Ford Sedan que dirigia, para que assim Jongin e Kyungsoo pudessem buscar o carro dos dois que havia ficado na residência. Kyungsoo, então, ansioso para encerrar a noite, agradecera a Junmyeon por ter cuidado do seu namorado, dissera ter sido um prazer conhecer Seulgi, e, com a promessa de que fariam aquilo mais vezes, e de que fora muito divertido e tudo o mais, ele e Jongin foram em direção ao seu carro.

Assim que as portas se fecharam – Junmyeon e Seulgi já haviam entrado em casa -, Jongin beijou Kyungsoo, quase em desespero. Se inclinou todo na direção do banco do motorista, os dedos cravados no ombro do outro. Kyungsoo reagiu imediatamente, puxando o moreno para o seu colo, intensificando o contato das bocas. O beijo era molhado, apaixonado, e trouxe um arrepio que percorreu a espinha de Jongin, deixando sua pele formigando. Kyungsoo deslizou as mãos por debaixo da camisa dele, sabendo o quanto o outro era sensível ali, e arrancando um som incoerente da sua garganta.

Abruptamente, Kyungsoo interrompeu o beijo, o que fez com que Jongin soltasse um muxoxo de indignação.

- O que foi, Soo?

Kyungsoo riu, o pau duro dentro da calça.

-Amor, a gente ainda tá na rua. – Kyungsoo lembrou o moreno, que institivamente olhou para o lado de fora. A rua já estava um tanto deserta, deviam ser quase meia noite, mas ainda assim era um tanto arriscado, e irresponsável, se exporem daquela maneira. Jongin riu também, a pele ainda toda arrepiada.

-A culpa é sua, ficou me provocando a noite inteira, Kyungsoo. Meu Deus. – Jongin se recostou no banco, prendendo o cinto de segurança, tentando se recompor.

-Eu sou inocente – Kyungsoo brincou, dando partida no carro. – Além do quê, se eu bem que me lembro, quem começou foi você, moreno. Dizendo que tá morrendo de vontade de transar comigo. Se isso não foi um atentado contra a minha sanidade, eu não sei o que foi. – Kyungsoo riu, os dedos fixos sobre o volante, olhando pelo retrovisor.

-É verdade, eu tô mesmo – Kyungsoo, ao ouvir isso, deixou o sorriso que carregava se desfazer, mordendo, inconsciente, o lábio inferior em seguida. - E aí, pra onde agora?– Jongin perguntou.

-Hotel Olimpo, quarto 304.

                                   * * *

Kyungsoo e Jongin eram um casal um tantinho discreto. Eles não eram dados a demonstrações públicas de afeto - a beijos na rua e carícias longe da proteção contra olhares preconceituosos. O máximo que faziam era andar de mãos dadas por aí, arrancando, ainda assim, protestos silenciosos dos que ousavam se incomodar.

Era por isso que, naquela noite em especial, parados lado a lado no elevador do Hotel Olimpo – aos olhos da câmera de segurança - e apesar de estarem cheios de vontade acumulada, os dois não se tocavam como queriam. (Não que Kyungsoo não tivesse apalpado discretamente a bunda de Jongin ao cruzarem o estacionamento deserto).

Kyungsoo, as mãos nos bolsos e o coração tamborilando no peito, virou o rosto para o lado, buscando o olhar do namorado, que encarava os próprios pés, ansioso. Depois de alguns breves segundos, Kyungsoo tirou a mão direita do bolso, pousando-a sobre a cabeça de Jongin e bagunçando os cabelos castanhos. Gostava dele especialmente assim, um tantinho bagunçado, de quando os dois acordavam juntos, nada separando a pele que se beijava, febria; de quando os dois faziam amor, e Jongin virava uma bagunça de pensamentos incoerentes. Jongin todo bagunçado e entregue era uma intimidade que só pertencia a Kyungsoo, há algum tempo.

Deram as mãos.

Quando a porta do quarto do hotel se fechou atrás deles, Kyungsoo não esperou nem meio segundo para finalmente tomar os lábios macios para si. O beijou cheio de saudade e vontade, o pressionando contra a parede. Jongin deixou sua mochila cair, com um baque surdo, no piso de linóleo, enquanto Kyungsoo lhe abria os botões da sua calça jeans. Então se ajoelhou na frente dele, puxando todo o tecido que encontrou para baixo, revelando o corpo macio do namorado, a pele que tanto quis beijar a droga da noite inteira.

Jongin sorriu, o olhando de cima, ladino, despudorado. O ventre queimando em excitação. E Kyungsoo, embriagado de desejo, sentiu o corpo formigar ao ver o sorriso que Jongin lhe lançava: sabia que o moreno gostava quando ele se ajoelhava para chupá-lo.

-Safado pra caralho você – Kyungsoo se levantou, mudando de ideia sobre o que faria, e ajudou Jongin a tirar a camisa que usava.

E lá estavam eles. Kyungsoo ainda portava as suas roupas: o suéter marrom que vestia, a calça preta, o relógio no pulso. E Jongin, do jeito que veio ao mundo, sentindo a brisa fresca que se infiltrava pela janela arrepiar a sua pele despida. Subitamente febril e cheio de desejo, a ereção orgulhosamente apontando.

Eles se beijaram de novo, as mãos de Kyungsoo firmes sobre a bunda do namorado, os dedos deixando marcas sob a tez. Desferiu um tapa ali que reverberou pelo quarto bonito, e Jongin, subitamente sentindo as pernas ficarem bambas, apoiou o rosto sob o ombro de Kyungsoo.

E Kyungsoo cuidou dele, do jeitinho que prometera. Tivera que usar uma das mãos para abafar os sons que Jongin deixava escapar entre os lábios, o controle se perdendo diante de tanta saudade do toque firme de Kyungsoo em sua pele. Lhe beijou o corpo inteiro e o fez gozar, primeiro na sua boca e outra vez enquanto rebolava em seu pau, o suor orvalhando os cabelos pretos que lhe caíam sobre o rosto.

Kyungsoo costumava colocar o prazer dele acima do seu. Quando estavam na cama, era ele que importava, nenhum outro pensamento, nenhuma outra distração. Assim como em muitos outros aspectos, era Jongin e nada mais.

                                     * * *

 

-Soo?

-Hmm? – Kyungsoo respondeu, ainda de olhos fechados.

 O sol começava a despontar entre as frestas da cortina quando Kyungsoo despertou de seu sono. Ele se sentia exausto, o corpo dolorido, marcado de beijos. Deviam ser mais ou menos sete da manhã.

 Jongin realmente o havia drenado na noite passada, que sentada sensacional, meus amigos.

 Kyungsoo se remexeu entre os lençóis, puxando o namorado para o seu abraço e beijando o espacinho no pescoço de jongin, logo abaixo da sua orelha.

-Acho que a gente deveria ir no cinema mais vezes. – Jongin o olhou por cima do ombro, mordendo os lábios, meio rindo, meio safado, e Kyungsoo gargalhou.

O puxou novamente para um beijo preguiçoso, cheio de amor.

Quando os lábios se separaram, um sorriso sincero, que dizia mil segredos diferentes, foi compartilhado no rosto dos dois melhores amigos.

Quando os dois se olhavam nos olhos era assim, bastava apenas isso, e nenhuma palavra sequer, para que se entendessem. Os corações batendo em sintonia.

-Vamo sim, amor – Kyungsoo o beijou de novo.

Não importava quando, nem quanto tempo passassem separados. Kyungsoo e Jongin se amavam. Há bastante tempo. Se amavam mesmo quando não diziam em palavras, quando era só o sentimento, martelando dentro do peito e bagunçando tudo por dentro. E era completamente natural, era como calçar um sapato quentinho que cabe perfeitamente, e se sentir em paz.

Kyungsoo e Jongin se amaram por todos os anos que se seguiram, por muito, muito tempo.


Notas Finais


OIOIOIOI EAIIIIIIIII O QUE ACHARAM


Acho que tá vindo uma nova fanfic aí: A "Anatomia de Byun Baekhyun", sobre a história do relacionamento do professor Byun, e seu aluno, Park Chanyeol. Será minha primeira chanbaek postada. Inclusive, se passa no mesmo universo de "No Escurinho do Cinema", sim, são os mesmos Chanyeol e Baekhyun que deram um bolo no Jongin capítulo passado HAHAHA

Muito obrigada pra quem leu até aqui, um cheiro no coração de todos e até a próxima! ;)


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