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História No Excuses And I Know - Capítulo 14


Escrita por: MyLoveJerry1990

Notas do Autor


Indecisões..

Capítulo 14 - Rooster


Fanfic / Fanfiction No Excuses And I Know - Capítulo 14 - Rooster

Eu fui sentada sozinha no ônibus a viajem toda, a chuva não estava só em Seattle, estava por todo o estado de Washington, eu estava cansada, solitária e muito triste, tanto pela minha avó, mas também pelo que tinha acabado de fazer, não me arrependia, mas havia uma angústia imensa em meu peito, que apertava e me sufocava, tudo o que construí ali, minha banda, minhas amigas, Anne, Piper, Sadie, Susan, meus amigos, Chris, Eddie, Mike, Matt, Dave, Sean, Starr, Layne e Stone e Jerry, meu deus eu deixei o Jerry, nunca mais o veria de novo, bem agora que a gente estava dando certo, ele vai para a turnê e eu não estarei lá para esperar por ele.
Mas eu estava no meu caminho de volta para casa agora, esperando a incerteza da minha outra vida que tive, eu resolvo apagar os contatos de todos que eu tinha no celular, não iria atender se me ligassem. Não conseguia dormir, fiquei apenas olhando a janela escura, olhando, não vendo e fui assim até Utah, recebi muitas ligações pelo caminho, mensagens de texto não paravam de chegar, silenciei o celular e esqueci dele a viajem toda, desci e pequei outro ônibus, mais 15 horas passando pelo Novo México, assisti o dia nascer, entardecer, o sol se por e a noite chegar novamente, nesse meio tempo resolvi escrever, não sei por que, pois eu havia desistido da minha banda mesmo, mas eu estava triste, inspirada para escrever, era por volta de meia noite quando cheguei na minha cidadezinha no meio do Texas. Estava escuro, andei um trecho na rua de terra e cheguei, estava em frente a fazenda de meus avós, uma brisa forte e gelada bateu em meu rosto, eu estava em casa. Passei pela porteira enorme que havia na frente, e caminhei muitos passos pela propriedade até chegar a casa principal, muitas memórias eu guardava daqueles campos, das flores, do lago, do celeiro, da grama que aquela altura estava enorme, havia um cheiro de orvalho e eucalipto refrescante por ali, avistei as janelas da casa acesas e a porta estava aberta, cruzei o portal e me deparei com Marcel e sua esposa.

- Jo, você veio!

- Olá Marcel, Jane.

- Meus pêsames por sua avó, disse Jane.

- é, não imaginei que isso aconteceria, mas o que aconteceu com ela?

- Infarto, ela já estava cansada e imagino que você também deva estar, se acomode, ela já foi sepultada, infelizmente você chegou tarde, iríamos dormir em casa, mas se você quiser, ficamos aqui com você.

- Não precisa Marcel, obrigada, eu quero ficar sozinha.

- Tudo bem, amanhã de manhã irão entregar o testamento de seus avós, é bom que esteja, vamos indo então, boa noite.

- Estarei, boa noite.

Que mané testamento, eu queria apenas estar ali, realmente viver ali, que saudade, subi as velhas escadas de madeira que rangiam aos meus passos e levei minha mala para cima, no meu antigo quarto, andei pelo corredor e virei na segunda porta a esquerda, ele estava ali, do jeitinho que deixei, minha avó não mexeu em nada, tinha coisas da minha infância ainda, toca discos, muitos vinis de músicas que eu e meu avô escutávamos juntos, tinha o meu primeiro violão pendurado na parede, intacto, porém tudo continha muita poeira, numa escrivaninha estavam também um velho relógio que marcava as horas lentamente, quase parando, que era da minha família a séculos e também a velha gaita vermelha de meu avô,. assim que a avistei ali, jogue minha mala num canto e coloquei a guitarra na cama, sai correndo e pequei-a na mão, tirei o pó com os dedos e toquei, um blues antigo que me veio a mente, era perfeita.
Aquela noite eu escolhi não dormir, fui andar pela casa, chorar, refletir. Sai de meu quarto e segui a frente no corredor, lá no fundo ficava o quarto de meus avós, entrei imediatamente, era incrível, ainda tinha o cheirinho de banho da minha avó, todos os instrumentos e coisas aleatórias de meu avô, roupas da minha avó e demais coisas, desci as escadas e fui até a sala que ficava logo após o hall, havia um piano enorme ali, direto da idade da pedra, tudo era velho lá, cheirava a madeira antiga, eu me sentia num museu, esplêndido, eu adoro museus. Chorei e pensei muito a noite toda e pensei o quanto eu talvez quisesse ficar ali, apesar de deveras solitário e nostálgico de algo que jamais voltaria.

Acordei na manhã seguinte e fui para ler o testamento na cidade, eu não queria mas achei que devesse. Bom o resultado era que antes de meu avô falecer eles deixaram todas as posses já divididas como herança, eles tinham uma empresa que ainda funcionava, a fazenda toda e os carros. A mim coube tudo aquilo, mas eu não queria, o que eu faria com tanto patrimônio?? Não eu não queria tudo aquilo, mas será que talvez devesse administrar os negócios de meus avós? Estava confusa. Passou-se uma semana de confusão e eu continuava na mesma, a decidir...

[Ponto de vista de Anne]

Eu acordei para trabalhar aquela manhã e esperava encontrar minha amiga já animada, fazendo o café ou arrumando suas coisas para trabalhar, mas não foi isso que aconteceu nessa quarta feira. Jo não estava no apartamento naquela manhã, eu procurei e procurei, vasculhei o prédio todo, perguntei por ela nos vizinhos, mas ninguém havia visto nada, Jo tinha sumido, comecei então a procurar indícios de coisas dela, mas não encontrei a guitarra, nem suas roupas e nem a bolsa, ali se encontravam apenas suas chaves do apartamento e as letras e partituras que ela compusera. Jo fugiu, foi embora. Não podia crer, será que foi algo que alguém fez? Havia algo escrito em uma das músicas: "Diga adeus e não siga", o que era isso? Dizer adeus? Pra onde ela foi? Resolvo ligar em seu celular, nada, ligo para Susan, Layne, Chris e nada. Então resolvo ligar para Jerry, talvez ela tivesse ido pra casa dele a noite.

- Alô? Jerry?

- Isso, quem é?

- É a Anne, a Jô está aí com você né?

- Que? Não, porque? Devia estar? Ela não está aí?

- Não, ela não está, eu acho que ela foi embora.

- Que??? Embora pra onde?? Não, por favor não.

- Ninguém sabe dela, ela deixou algo aqui é uma frase: "Diga adeus e não siga".

- "Diga adeus e não siga". Eu não quero acreditar.

- Tenta ligar no celular dela, quem sabe ela atende..

- Tá vou tentar.

Ele desliga na minha cara, passo o dia desesperada, conversando com todo mundo, nos reunimos todos os mais próximos pra tentarmos juntar informações e talvez ir procurá-la, mas desistimos, afinal ela não queria ser achada. Eu perdi uma amiga, pra sempre, quem sabe ela não tinha voltado ao Texas, viver uma vida de vaqueira. Mesmo assim, mudei de apartamento naquela semana, esperando que talvez um dia, minha amiga voltasse para ocupar o quarto no final do corredor.

[Ponto de vista de Jerry]

Sou acordado pelo som do telefone a tocar, levanto atender.

- Alô? Jerry?

- Isso, quem é?

- É a Anne, a Jô está aí com você né?

- Que? Não, porque? Devia estar? Ela não está aí?

- Não, ela não está, eu acho que ela foi embora.

- Que??? Embora pra onde?? Não, por favor não.

- Ninguém sabe dela, ela deixou algo aqui é uma frase: "Diga adeus e não siga".

- "Diga adeus e não siga". Eu não quero acreditar.

- Tenta ligar no celular dela, quem sabe ela atende..

- Tá vou tentar.

O que estava acontecendo? Jo havia ido embora, por que ela faria isso? Eu pensei que ela me amasse, pensei que fôssemos ficar juntos, eu sou um idiota, como pude acreditar que ela estava apaixonada por mim? Quem está apaixonado sou eu e agora extremamente preocupado, que caos. Tento ligar mil vezes no celular dela, chama e não atende. Caio em lágrimas, ninguém estava vendo mesmo, "Diga adeus e não siga", é ela me deixou, deixou a todos, por algum motivo penso que voltou para o Texas, mas algo deve ter acontecido, se bem a conheço, não faria isso a toa, mas eu não sabia seu endereço no Texas, não sabia nem sua cidade sequer. Agora estava a soluçar, lágrimas escorriam em meu rosto, que saudade do meu amor, eu ainda sentia seu cheiro, eu queria que ela estivesse aqui. Estava doente, fiquei doente, não saia, não comia, comecei a beber e a usar coisas erradas novamente, Layne e os caras tentavam me tirar daquela merda, mas eu estava desmotivado.

- Cara, a gente tem uma turnê que começa amanhã você precisa estar.

- Ah eu não vou, podem ir sem mim.

- Jerry? O que? Não podemos, você é o nosso guitarrista!

Mas nada me convencia, até horas antes da viajem Susan vir falar comigo.

- Vá Jerry Cantrell, vá por ela, Jo jamais gostaria de te ver assim, ela quer você feliz, sorrindo, em cima de um palco detonando tudo. Vai, deixa disso.

- Você tem razão Susan, eu estaria decepcionando ela agora.

Eu fui pra turnê, já fazia 3 dias que eu estava virado no álcool, nem consegui curtir nada, haviam um monte de mulheres ali, sentavam do meu lado, passavam suas mãos pelo meu corpo, mas eu me sentia assediado, não queria aquela merda, ia para o bar mais próximo e enchia a cara. E foi assim todo o tempo.

[Ponto de vista de Jo]

Já estava muito entediada daquilo ali, havia ligado para meu tio e minha irmã, perguntando se os dois gostariam de tomar conta da empresa, eu sinceramente odeio burocracias e essas coisas não não pra mim, eles toparam, viriam para os USA dali a três dias, Marcel tomava conta da propriedade, como sempre e eu havia ficado sem muito o que fazer. Saia para passear com a minha picape preferida desde criança a Ford C-14 de meu avô, ela era azul e continha altas lembranças, eu havia tirado carta um ano antes de ir para Seattle e eu já havia pego a picape para mim. Meus familiares chegaram e andei mais ocupada, resolvendo as coisas com eles, dividimos as ações em três e eles cuidariam de tudo, enfim, eu poderia ir para onde eu quisesse a partir dali, mas para onde? Voltar para Seattle? Mudar de Estado ou país?


Notas Finais


Será que ela volta, será que ela vai?


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