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História No Excuses And I Know - Capítulo 6


Escrita por: MyLoveJerry1990

Notas do Autor


Mais um capítulo dessa linda história de amor, nossa que bosta, é brincadeira ein KKKKK espero que goste 🖤

Capítulo 6 - I Know Something


Fanfic / Fanfiction No Excuses And I Know - Capítulo 6 - I Know Something

Encarei o teto, enquanto ele encarava a mim, muitas coisas se passavam pela minha mente naquele momento. Puxei para mim uma coberta que encontrei, Jerry pega metade da coberta para ele e se vira para o teto também, ninguém disse nada, só se ouvia o som de nossa respiração no quarto, eu me senti muito bem, estava feliz ali, com aquele cara. Descobri o que me incomodava: eu não sabia quem ele era, o que ele sentia, o que ele pensava da vida, sempre fui uma pessoa de emoções intensas, comigo as coisas são 8 ou 80 e são esses tipos de pessoas que me atraem, são dessas pessoas que eu sou amiga e que me cerco delas, eu não queria ficar com um ser que não tivesse conteúdo, então eu me virei para ele e comecei a reparar em seus detalhes. Ele tinha várias tatuagens, eu tinha apenas uma, embaixo do peito esquerdo, era um relógio bem pequeno, na real era uma história engraçada. Jerry tinha várias, eu adorava, comecei a reparar nelas, ele também era muito forte, estava todo suado, tinha um rosto lindo, ele percebeu que eu estava a admirá-lo e se voltou para mim, ele me olha e faz um carinho em minhas bochechas com sua mão

(Jerry)
- "Quantos anos você tem?"

(Eu)
- "19 e você?"

(Jerry)
- "Que novinha, tenho 25."

(Eu)
- "Nossa, que diferença enorme." Ri.

(Jerry)
- "Sabe que, eu sinto que te conheço de algum lugar.."

(Eu)
- "Só se for de outra vida, eu nunca sai do Kansas desde que me mudei para cá, pra USA."

(Jerry)
- "Como assim? Você não é daqui?"

Ele parecia muito interessado nisso, era fofo, resolvi contar

(Eu)
- "Na real eu nasci no Brasil, me mudei pra cá quando tinha 15, vim morar com meus avós e o resto da história eu já te contei."

(Jerry)
- "Tá explicado o  porque de você ser tão quente, você é brasileira."

Eu já sabia dessa fama das brasileiras ali.

(Eu)
- "Só não é maior e mais verdadeiro que o boato sobre você.."

(Jerry)
- "Sobre mim"? Ele riu. "Que boato é esse que eu não tô sabendo?"

(Eu)
- "Me disseram que o seu membro era levemente avantajado e que você era bom de cama. Eu imagino que você deve ser muito transante para ter essa fama, me diga Jerry, você costuma ficar com muitas mulheres?"

(Jerry)
- "Mas quem está dizendo isso? Muito engraçado, mas eu sou ótimo mesmo. Não senhorita Jo, eu não fico com qualquer mulher, tem que ter no mínimo peitos bonitos, o resto a gente negocia."

Então ele olha pra mim com ar malicioso e sorri. Eu sorrio pra ele também.

(Jerry)
- "E você? Já ficou com muitos caras por aqui aposto, linda como você é."

(Eu)
- "Na verdade não, só fiquei com um. Mas vamos parar de falar disso."

Me levanto e saio da cama, em busca das minhas roupas. Ele repara na minha tatuagem.

(Jerry)
- "Porque um relógio?"

(Eu)
- "É uma longa história. Há três coisas aleatórias que gosto na vida, trens, rádios e relógios. São muito nostálgicos, me lembram meu avô e minha infância no Brasil, também contam as horas, o tempo que você perdeu e o tempo que ainda tem. Quanto mais as horas passam, mais próximo do fim da vida nós estamos, é como se os relógios fossem grandes sábios que veem vidas passando por eles."

Jerry me olhava com um ar de deslumbre no rosto, ele estava meio perplexo, acho que devo tê-lo assustado. Voltei a caçar minhas roupas, achei elas e comecei a me vestir. Jerry recupera sua fala

(Jerry)
- "Você não vai embora né? Já está tarde, sua amiga já deve estar dormindo, por que você não fica?"

(Eu)
- "Eu não estava esperando isso, eu queria ir embora, mas se você quer que eu fique, posso ficar, está carente? Quer que eu te coloque pra dormir?" Eu ri.

(Jerry)
- "Palhaça, mas na verdade sim, eu estou carente, faz tempo de ninguém liga muito pra mim."

Senti suas feições ficarem sérias, ele estava falando uma verdade. Naquele momento senti muita pena dele, ele era como eu, uma pessoa perdida, sem ninguém e sem lugar para ir. Sento na cama ao lado dele e fito seu rosto, ele olha pra mim e pega em minha mão.

(Jerry)
- "Vem, deita, vamos dormir."

Dormimos abraçados, acho que eram dois carentes ali. No dia seguinte, eu me levanto às 10:00 da manhã, não acho minhas calças no escuro, esqueço isso e vou para a cozinha, remexo nos armários e encontro café, resolvo fazer, as coisas naquela cozinha eram imundas, ou era eu que estava acostumada com a extrema organização de minha avó. Tomo uma xícara do café e sento na sala, começo a observar ao redor, havia todos os tipos de instrumentos ali, no chão, tinha uma case aberta e uma Stato da Fender branca, cheia de adesivos, me levanto e caminho até ela, me abaixo e a tomo em minhas mãos, era uma bela guitarra, tinha um amplificador do lado, então resolvi fuçar o local inteiro até achar um cabo. Depois de um tempo de procura, eu acho um, todo carcumido, de qualquer forma, servia. Conectei na guitarra e depois no amplificador, deixo bem baixinho e começo a tocar meu blues rock, acho que a acabei me empolgando demais, quando percebi já estava em pé a tocar e Jerry tinha acordado

(Jerry)
- "Uau, que mina gata tocando um blues na minha guitarra só de blusa e calcinha, assim eu vou acabar te agarrando e não vou soltar nunca mais."

Ele estava me admirando de longe, encostado na parede, eu paro de tocar e começo a rir, ele caminha até mim e me abraça por trás, então ele faz os acordes da música que eu estava tocando e eu continuo com as batidas, aquilo era muito clichê, tocar guitarra em dois, fala sério. A música acaba, ele me vira e me beija

(Jerry)
- "Olha, eu não deixo ninguém ficar encostando muito nessa guitarra, ela é meu amor, mas acho que ela combina com você, vocês duas são lindas."

Ele estava me comparando com uma guitarra, aquele cara era muito engraçado, comecei a rir e ele também. Jerry caminha até a cozinha e pega um café, eu devolvo sua guitarra na case e vou me arrumar pra ir embora. Lembro de anotar meu número em um papel e deixo em cima da cama, chego na sala já pronta

(Eu)
- "Nos vemos por aí Mr. Cantrell."

(Jerry)
- "Você já vai? Não vai nem me dar um beijo?"

Ele caminha até mim, me abraça forte e me beija

(Jerry)
- "Eu vou estar no The Crocodile sábado, quero te ver."

(Eu)
- "Vá, quero que esteja lá."

Me despeço e saio porta afora. Já na rua, decido ir para o apartamento a pé mesmo, não era longe dali, dava uns 15 minutos de caminhada, talvez eu devesse arrumar um emprego extra, pensei comigo mesma, não ia dar para me sustentar só com o dinheiro dos showzinhos locais, eu ia ter que tomar vergonha na cara e ir trabalhar, meu dinheiro também não ia durar para sempre, quem sabe houvessem gravadoras ou estúdios de música ali, eu entendo dessas coisas, consigo um emprego fácil, eu e as garotas precisávamos nos reunir para decidir nossas músicas também e quais covers a gente ia fazer nos bares da cidade.
Chego no prédio e subo as velhas escadas, Anne havia me dado uma cópia das chaves na noite anterior, então eu peguei elas do meu bolso, destranquei a porta e entrei. Minha amiga não estava, deduzi que tinha ido trabalhar, eu não queria ficar fazendo nada o dia inteiro, pego o telefone e ligo para Sadie, a baixista

(Eu)
-"Sadie? Oi é a Jo, queria te perguntar se vai estar livre em uns dois dias nessa semana, precisamos colocar a banda toda em uma mesma linha, você pode ver com a Piper quando ela pode? Aí você me liga mais tarde pra dar a resposta.

(Sadie)
- Oi, claro, vou ver com ela, mais tarde te ligo de volta, valeu gata.

Ela desliga. Eu passei a tarde toda escrevendo e criando ritmos e riffs de guitarra para as músicas, eu não conseguia pensar em bandas para fazer covers, dali eu só curtia muito Soundgarden e Nirvana, o resto eu não conhecia bem, conhecia um pouco do Pearl Jam e um pouco do Alice In Chains, mas nada muito concreto, eu não sabia o que as pessoas daquela cidade gostavam de ouvir. Anne chegou por volta das 17:00 horas.

(Anne)
- Oiê, como foi ontem?? Suponho que muito bem, quase te liguei, pensei que você ia voltar, mas imaginei que se não voltasse era porque tava ótimo demais pra isso. O que ficou fazendo hoje?

(Eu)
- Sua boba. Ri. Mas foi legalzinho. Liguei para Sadie pra marcar uma reunião, todas nós, para colocarmos os neurônios em ordem, ela vai me ligar e dar a resposta, escrevi e montei alguns acordes e riffs, eu gostei, ficaram bons de ouvir.

(Anne)
- Legalzinho?? Tô sabendo, você amou. Que ótimo a reunião, e as músicas também. Quer uma cerveja?

E me passa uma garrafa, aceito, abro e bebo um gole.

(Eu)
- Sabe, esse Jerry, me pareceu uma pessoa muito fácil, do tipo que pega todo mundo..

(Anne)
- É, ele nunca para com ninguém, nunca vi esse cara com uma namorada, é o típico cara de uma noite só, depois morre ali, é o que dizem dele. Mas ele também não fica com qualquer uma, ele gosta das mulheres mais lindas e que todo mundo quer.

(Eu)
- Decepcionante, não gosto de caras assim, ele me parecia tão interessado, enfim né, quem vê cara não vê coração, cara tonto, tô fora.

(Anne)
- HAHAHAHAHAHA, sua boba, são só suposições, acho.

Sadie liga meia hora depois, avisando que elas estariam no Cyclops (um restaurante pobre em Seattle nos anos 90), na quarta às 16:00. Concordamos e então comecei a conversar novamente com Anne, enquanto ela guardava porcarias na geladeira

(Eu)
- Anne, você sabe de algum lugar que estejam precisando de alguém pra trabalhar, algo que tenha música, não sei fazer outra coisa.

(Anne)
- É claro que eu conheço, a gravadora onde eu trabalho, eles estão reabrindo depois de um tempo, na verdade faliram e agora tem uma cara que comprou que está tentando reerguer, só tem eu e mais dois caras trabalhando lá, estávamos precisando de alguém na área de mixagem, ninguém presta muito pra isso. Você sabe fazer?

(Eu)
- Tá brincando! Não deixa mas posso aprender.

(Anne)
- Vou falar com meu chefe, mas está praticamente contratada.

Fomos dormir cedo aquela noite, mas eu não conseguia dormir, estava pensando, pensando em Jerry, ele me parecia ser um cara legal, meio galinha, mas um cara legal, que droga, eu não sei o que estaba pensando, aquilo era ridículo, me virei para o outro lado do colchão, pensei em Stone, porque eu estava pensando em homem aquela hora da noite? Que saco, varri esses pensamentos e adormeci.

 


Notas Finais


Tá pensando demais ela ein, as vezes é melhor só deixar levar, vamos ver né..


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