História No Feelings - Capítulo 34


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Categorias Justin Bieber
Personagens Justin Bieber
Tags Justin Bieber
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Palavras 3.841
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, meus amores, já somos 144 favoritos! Obrigada, de coração
Eu tenho uma dúvida, o último capítulo foi hot, mas os comentários diminuíram (não que essa seja minha preocupação) mas quero saber se gostam de capítulos hot, porquê se não forem do agrado de vocês posso parar de posta-los, esse capítulo teria mais um hot e decidi não fazer porquê não sei se gostam, mas deixem nos comentários a opinião de vocês, okay? E se não gostarem da forma em que escrevo os hots, deixem aqui também, às vezes pode ser isso. Amo vocês! ❤️

Capítulo 34 - You are only


Chapter 34

You’re only

Você é única 

Point Of View Justin Bieber 

Observava a modelo, que dormia apenas de lingerie ao meu lado. Acabara convidando ela pra cá noite passada e depois do sexo peguei no sono ao seu lado. Que fofo, não? 

Me levanto e caminho até o banheiro para me arrumar e ir trabalhar. Hoje iria para a empresa, é necessário. 

Ajeitava minha gravata, revendo os últimos detalhes em minha roupa. 

Desço as escadas para tomar café e me sento a mesa. 

– Bom dia – digo para Eva que colocava uma xícara com café a minha frente. 

Estendo o celular e uma mensagem de Chaz brilha no mesmo. 

Mensagem enviada por Chaz Somers, às 8:40 AM. 

Bom dia. Preciso de um favor, Drew 

Mensagem enviada por Justin Bieber, às 8:40 AM. 

Conversamos sobre isso hoje na empresa, pode ir até a minha sala. 

Bloqueio o celular e termino o café. Me levanto e caminho até à garagem. Saio pisando fundo para a empresa ao som de Chris Brown, o que me faz cantarolar e batucar no volante durante o caminho. 

– I don’t wanna play no games, play no games, fuck around, give you my last name – cantarolo. 

Estaciono em frente o prédio e desço do carro. Passo pela recepção com um sorriso sem mostrar os dentes e chamo pelo elevador. Em questão de segundos o mesmo se abre, e aperto o último botão, onde fica a minha sala. O elevador se abre e caminho até a mesma, assim que chego na porta, Chaz está parado batucando os dedos e o olho desconfiado. 

– Mas o que seria de tão importante pra você já estar aqui? – digo, abrindo a porta. 

– É algo que realmente preciso de ajuda – fecha a porta e me sento na cadeira de couro, o olhando. 

– Então? Diga. – ligo a máquina, e volto a o encarar. 

– Faz alguns dias que estou saindo com uma das modelos e essa garota é a Melanie. Precisava te contar. – diz e assinto com a cabeça. 

– Certo. Só isso, Chaz? Por favor né? Tenho mais o que fazer. Não me importa seu romance com as modelos, com tanto que não vacile no trabalho. Ela pode estar saindo com você, mas continua tendo que seguir as regras. – o lembro e ele assente com a cabeça. 

– Certo, mas não era bem isso que eu ia dizer – encara seus dedos e bufo. 

– Então o que é? Fala logo, porra! Quanta enrolação – reviro os olhos. 

– O que quero pedir é se pode sair comigo, Melanie e Savannah – arregalo os olhos. – Por favor, Drew, faça isso por mim. 

– Enlouqueceu, porra? Claro que não! – nego. – Não seja retardado. 

– Drew, eu preciso da sua ajuda. Melanie disse que só irá se a melhor amiga estiver junto, disse que a Savannah precisa sair com alguém. Mas eu sei que você não aceitaria eu apresentar alguém a ela, então se você não aceitar, vou ser obrigado a chamar o Chris, ou Khalil – coça a nuca. 

– Aceito! Não precisa chamar mais ninguém, faço esse esforço por você – sorrio irônico. 

– Nem é por mim, filho da puta. E sim porquê não quer ninguém perto de Savannah – ri em negação com a cabeça e rio fraco. – Dude, se gosta tanto dela, por que não ficam juntos logo de uma vez?

– Porquê não! Encerrou o assunto. Quando sairemos? 

– Hoje a noite. Te passo o endereço e você nos encontra lá. – dá uma piscadela e se levanta. Apenas assinto com a cabeça e logo a porta é fechada, ficando somente eu na sala. 

Decido focar no trabalho, mas sorrio ao pensar que irei vê-la novamente. 

[...] 

Point Of View Savannah Montano 

– Essa foi a última caixa – digo para Melanie, adentrando no apartamento. 

Estávamos definitivamente nos mudando para Flórida. Agora, não estávamos mais no hotel. E sim, num apartamento — que não era pequeno. Três quartos com suítes, adorável. 

– Ainda bem que conseguimos um apartamento já com móveis – diz se jogando no sofá. 

– Sim, mas as caixas de roupas e sapatos estão estragando o ambiente. Portanto, vamos arrumar o closet. Anda – a puxo pelo braço e a mesma solta um grunhido, fazendo manha. 

– Depois arrumamos isso, Sav – faz biquinho. 

– Não! Vamos arrumar agora, esse depois nunca chega – digo pegando algumas caixas levando para o closet e Melanie faz o mesmo. 

Me sento no chão de pernas cruzadas e abro a primeira caixa, dobrando as roupas e organizando as nas prateleiras. 

– Este cômodo está novinho. Não parece que foi usado – Melanie diz passando a mão ao lado do enorme espelho. 

– Deve ter sido usado muito pouco – digo e a mesma concorda com a cabeça. 

– Sav, preciso te contar uma coisa – se senta ao meu lado e a encaro preocupada. 

– Não me diga que está grávida – arregalo os olhos preocupada. 

– Não! Não é isso – diz rindo me dando um leve empurrãozinho e respiro fundo. 

– Ufa! Então fala, nada pode ser pior que isso, á não ser que esteja com câncer. Você está? Porque, se estiver, juro... 

– Savannah! – tapa minha boca rindo. – Você precisa parar de ser tão acelerada. Eu não estou com câncer – diz e meu coração volta a bater normalmente. 

– Eu iria dizer que não suportaria viver sem você, porquê é tudo o que tenho – a abraço. 

– Você também é tudo o que tenho, amiga – acaricia meu rosto. 

– Então? Fala! – sorrio. 

– O que quero dizer é que estou saindo com uma pessoa e sei que vai querer me matar, mas antes deixe me explicar. Não te contei, porque fiquei com medo de surtar, mas as coisas estão caminhando bem, e precisaria cedo ou tarde dizer antes que você saiba por bocas indesejadas. Estou saindo com o Chaz – abre o jogo e a encaro boquiaberta. – Fale alguma coisa! 

– Eu estou surpresa – digo. – Bom, está gostando dele? 

– Talvez. Sim, definitivamente sim – sorri e rio fraco. 

– Bom, eu adoro o Chaz! Eu já te contei do rolo que tivemos e ele é muito fofo, então, desejo só felicidade para os dois – sorrio. 

– Você não está brava por eu ter pego um cara que já ficou? – pergunta receosa. 

– Claro que não! Eu nunca gostei dele além de como amigo. Fique tranquila, você merece achar alguém, Mel. – tranquilizo a. 

– Ai, que bom, porquê eu estava com medo de te magoar. Enfim, como estamos saindo, fiz ele arrumar um carinha pra você! Então hoje, você está liberada para sair conosco ao invés de trabalhar – bate as mãos animada e a olho confusa. 

– Você fez o que? Mel, não vou sair com alguém que não conheço, além do mais... nem quero – nego. 

– O que? Por que? Vamos, por favor! – faz biquinho e volto a dobrar as roupas. 

– Eu não contei, porquê não tive tempo pra isso. Mas ontem, quando fui atender um cliente, o cliente era Justin 

– O que?! – grita. 

– Pois é. Era Justin, tivemos uma transa quente, eu fiquei ainda mais apaixonada. Mas ele acabou dizendo merda, como sempre. Disse que o dinheiro estava no criado-mudo, então tivemos uma briga por isso. Porquê não sou uma puta para ele, nunca aceitaria o dinheiro dele – digo cabisbaixa. 

– Claro. Você está certíssima! Deveria ter rasgado a grana e jogado em sua cara. Que babaca! – nega com a cabeça e rio fraco, pois foi exatamente o que eu fiz. 

– Eu fiz exatamente isso. Mas ao invés de jogar na cara dele, pisei com salto quinze – digo e a mesma estende a mão para um toque. 

– Essa é minha garota! – rimos. – Mas então, exatamente por isso deve sair comigo essa noite. O Chaz disse que ia levar um amigo legal, vamos, Sav – diz animada e faço uma careta. – Deixa de ser chata. Por favor! – faz carinha como cachorro que caiu da mudança. 

– Tudo bem, vai – cedo, revirando os olhos. 

– Nossa, achei que não ia conseguir convencê-la – bufa e a empurro fraco. – Sendo assim, ele busca a gente às oito. Chaz disse que não precisa se arrumar demais, roupas simples e nada de saltos, disse que até chinelo seria legal – dá de ombros e franzo o cenho. 

– Eu realmente odeio isso, quando não dizem o local e dão dicas, parece ainda pior que não saber nada – bufo. 

– Concordo! Também não gostei. Insisti, mas ele não quis dizer, então tive que aceitar. 

– Vamos terminar de arrumar isso logo – volto a atenção para as roupas. 

[...] 

Depois de arrumar toda a casa, estava quase pronta para o tal “encontro” e com muita fome, por sinal. Vesti um shorts jeans rasgado, um cropped branco deixando um pouco da minha barriga a mostra e uma blusa por cima um pouco mais cumprida de manga, por último calcei tênis branco nos pés e deixei o cabelo solto, apenas sequei com o secador. Passei rímel e gloss labial, pois já que era algo simples, não tinha motivos para me maquiar demais. 

– E aí? Pronta? – Melanie escancara a porta do meu quarto. 

– Sim – respondo. – Você vai de chinelos? – olho para seus pés. 

– Aham, ele disse para irmos combinando, então – dá de ombros. 

– Own! Os dois vão de chinelos? – faço uma carinha fofa e Melanie revira os olhos. 

– Vamos logo, chata – me puxa pelo braço e bato à porta rindo. 

Descemos pelo elevador e ficamos em frente ao prédio esperando por Chaz. A noite estava quente, nem mesmo vento havia, e tudo o que consegui pensar foi em praia, porquê faz tempo que não piso em uma. 

– Ele chegou! – me puxa pelo braço e a olho confusa. 

– Oi – Melanie diz entrando no carro ao lado do mesmo e eu me sento na parte de trás. 

– Oi, Chaz – aceno com um sorriso sem mostrar os dentes. 

Ele cumprimenta Melanie com um baita beijo de língua e faço uma careta, porquê foi bem na minha frente.

– Os dois vão se pegar na minha frente mesmo? – dou cutucões no ombro de Melanie. 

– Vai uma vela aí? – Chaz ri e o empurro fraco. 

O mesmo da partida com o carro para o tal lugar que iríamos, e uma música se inicia na rádio. Melanie e Chaz começam a cantarolar e dançar e eu apenas observo os, eles pareciam fofos juntos, e pelo jeito a coisa estava realmente se tornando séria. 

Quando Chaz estaciona o carro, desço do mesmo e meu olhar se direciona para o imenso mar, e eu quase pulo de alegria por estar aqui, não teria como a noite ficar ruim. 

A praia estava cheia, com muitas luzes como pisca pisca, barracas, música e fogueiras em alguns cantos com diversas pessoas. Algum evento estava acontecendo, alguma festividade. 

– Que lindo, Chaz – Melanie sorri meiga para ele, o que o faz corar e eu olho a cena admirada por os dois serem tão fofos. 

– Escolheu um ótimo lugar para virmos! Com certeza, melhor que restaurantes caros. – sorrio. – Cadê meu encontro? – puxo Melanie e digo baixo próximo do seu ouvido. 

– Eu não sei! – ela sussurra e a encaro irritada. 

– Não vamos descer para a areia? – franze o cenho. 

– Deixe só uma pessoa chegar – responde. 

Tiro meu celular do bolso e checo as redes sociais. 

Sinto cutucões em meu ombro e encaro Melanie, que está boquiaberta olhando para frente. 

Sem que eu perceba, faço uma careta e reviro os olhos por ver Justin conversar com Chaz, eu realmente não queria que ele fosse a tal pessoa que sairia hoje, não depois do que aconteceu naquele clube. 

– Eu não tinha mais ninguém para chamar – Chaz coça a nuca sem graça. 

– Sav, você se importa? – Melanie diz baixo para mim. 

– Você sabia disso, Mel? – a encaro. 

– Claro que não! Eu juro por tudo que é mais sagrado que não. – morde o próprio lábio receosa. 

– Tudo bem, não vou estragar seu encontro, vamos logo – me dou por vencida. 

Quando descemos para a areia, às lembranças que me veem não podiam ser diferentes, pois a única coisa que lembro é de quando eu e Justin dormimos na praia juntos e do quanto aquele momento foi mágico para mim. 

– Nós vamos jogar um pouco nas barracas, tudo bem? Qualquer coisa, me chame – Melanie diz e apenas assinto com a cabeça. 

Desamarro o tênis e seguro o par. Giro meus pés e decido caminhar pela areia para aproveitar um pouco a noite. 

O que me deixa confusa é ver Justin ao meu lado fazendo o mesmo. 

– O que vamos fazer? – indaga e paro no mesmo instante de andar para o encarar. 

– Como tem coragem? – cruzo os braços irritada. 

– Que? – franze o cenho. 

– Como tem coragem de falar comigo como se nada tivesse acontecido dias atrás? 

– Não me lembro de nada – dá de ombros. 

– Quer saber? Você é um idiota – bufo o deixando para trás. 

– Savannah, espere! – me alcança, mas o ignoro. – Ei, me deixe explicar – me puxa pelo braço. 

– Fala – me solto de seu toque. 

– Me desculpa – diz baixo e o encaro, porquê era como um milagre ele dizer essa frase. – Não vai dizer nada?

– Estou surpresa por ouvir você dizer isso – respondo. 

– Eu senti a sua falta, então quis te ver, e depois agi daquela forma por medo – Justin diz me olhando nos olhos e posso dizer que aquilo parecia sincero. 

– Eu também senti a sua falta, sempre senti – é tudo o que falo. 

– Então por que foi embora? 

– Podemos nos sentar perto do mar para conversar sobre isso? – pergunto e Justin assente com a cabeça. 

Quando nos aproximamos das ondas, me sento na areia e Justin se senta ao meu lado. Sinto a água salgada bater nos meus pés, então encaro o imenso mar, tentando ter coragem para abrir o jogo de uma só vez. 

– Quando eu era pequena perdi a minha mãe, isso você já sabe. Então, ficamos só eu e meu pai naquela enorme casa, mas ainda tinha o Jeremy que era um grande amigo da família, ele esteve ao lado de papai e o ajudou a superar a morte da mamãe. Então, ele se tornou cada vez mais presente, cada vez mais confiável. Se tornou um “tio” para mim e um irmão para meu pai. Eu comecei a ficar sozinha com ele, e os abusos começaram desde muito cedo. No começo, eram apenas elogios e presentes, muitos, até que começou uma passada de mão aqui, outra ali, e quando me dei conta já estava sendo totalmente abusada. Eu vivi isso desde os seis anos até a adolescência e isso perseguiu à mim durante a vida toda – respiro fundo, pois já sentia vontade de chorar. – Quando completei dezoito anos, papai me deu um carro, eu já tinha a carta, mas não podia andar sozinha por aí, mas com dezoito sim, pude andar sozinha. Então, sai junto de Lexie a procura de um serviço e dei início a faculdade de moda. Os trabalhos no início da carreira eram poucos, quase nada e comecei a me perguntar por que não conseguia nada grande. Parei de comer, comia pouco e vomitava para caber nos requisitos, mesmo já sendo magra, achava que não era o suficiente. Até que fui para as passarelas e revistas. Fui chamada para ser modelo da Victoria Secret’s e aceitei, afinal, era um puta de um emprego. Dei início a carreira de modelo com catálogos de apenas lingerie e esse emprego me trouxe muitas festas e noitadas, com isso, o book rosa entrou e...

– Savannah, não dá para ouvir isso – me interrompe e respiro fundo. 

– Justin, me escuta. Só assim você vai me entender – disse. – O book rosa no começo eu não entendia o que era. Minha chefe me explicou e disse que eu poderia levantar a maior grana, mas essa não era a minha preocupação, ela disse que minha carreira iria ser elevada com o book rosa, então aceitei. Sair com os caras depois das festas me parecia algo fácil, já que fui abusada a vida inteira. Eu saia com rapazes, desde executivos, delegados, médicos, advogados e recebia realmente muita grana para isso. Comecei a trabalhar em clubes de noite e levei Lexie, o retorno que obtive foi sexo e drogas, drogas e sexo. Um ciclo sem fim, mas eu não me importava. Porquê tudo o que conseguia lembrar era da minha infância perdida. Eu vivi assim por anos, até que fui internada numa reabilitação. Já não falava com o fodido do meu pai e só tinha a Lexie por mim, então quando sai da clínica decidi parar, mas Jeremy ainda infernizava a minha vida de todas as formas. Quando completei vinte um, estava bem, trabalhando como escritora, vivendo bem e liberta. Mas então, aos vinte quatro precisará casar com você e me deparei num beco sem saída no momento em que tudo começou a acontecer igual no passado. Eu vi a Lexie fazer as coisas que havíamos abandonado e fui abusada novamente. Isso me fez sentir vontade de morrer, entrei em depressão. Eu não podia mais levar pra frente toda dor que sentia, eu não podia continuar no casamento e fingir que iria melhorar, porquê eu não iria – sinto meus olhos pesarem e as lágrimas caem. – Ir embora me pareceu a melhor escolha a se fazer, Justin, e eu disse tudo agora, não há mais o que esconder. Quase não sai, porquê dói dizer, mas é isso. 

– Não chora, por favor – me puxa para um abraço. – Está tudo bem, já passou. 

– Não, Justin! Não está. – me solto. – Eu fui embora para me reerguer e só piorei as coisas, ainda tive que voltar pra cá e agora estou destruída por dentro, eu estou quebrada, você não faz ideia do quanto – digo soluçando. 

Justin se senta atrás de mim e sinto seus braços ao redor dos meus ombros acariciando a região. 

– Eu estou igual – diz e o encaro, ainda em seu abraço. – Eu estou igual, porquê não tenho você do meu lado. – sinto meu estômago embrulhar e olho para o imenso mar a nossa frente. 

– Pare de mentir, você está blefando. Agora você tem uma namorada – nego com a cabeça. 

– Não, eu não tenho. Aquilo foi mentira, falei para te provocar. 

– O que? A Melanie viu vocês dois na boate, não precisa mentir – enxugo as lágrimas. 

– Quem? – franze o cenho. 

– Você e Ashley – digo óbvia. 

– O que? Não! – nega rindo. – Eu não estou namorando Ashley, apenas a uso para sexo, mas não é nada sério. Eu juro – Justin sorri fraco e o encaro semicerrando os olhos. 

– Você não me deve satisfação. – dou de ombros. 

– Sei que não – acaricia minha bochecha. 

Sinto sua respiração próxima da minha boca, então fecho os olhos sentindo nossa língua se misturar, minha mão desce para seu peitoral e acaricio ali, enquanto Justin morde meu lábio. 

– Ai! – solto um grunhido. – Você mordeu forte – digo. 

– Você mordeu forte – Justin imita minha voz fazendo careta e o olho brava. 

– Eu não falo assim! – o empurro rindo. 

– Fala sim – diz rindo e agarra-me jogando na areia. 

– Ai, Justin! – murmuro rindo. 

– Vamos apostar corrida até aquela pedra? – sugere e assinto com a cabeça. 

Justin ao menos espera eu me levantar e corre, roubando! 

– Assim não vale – grito, tentando o alcançar. 

 

– Esse sorvete está realmente bom – aponto para o mesmo. 

– Parece você, uma delicia – sorri malicioso e sinto minhas bochechas vermelhas. – Agora vai ficar com vergonha, é? – diz rindo. 

– Cale a boca – o empurro rindo. 

Estávamos andando na calçada da praia, enquanto conversávamos. 

– Pra você – Justin arranca uma flor e põe em meu cabelo acariciando meu queixo. 

– Obrigada – sorrio, sentindo minhas bochechas queimarem ainda mais. 

– Disponha – faz uma reverência e rio diante da cena. 

– Devemos procurar os pombinhos? – sugiro e Justin ri. 

– Vamos – estende o braço para mim e descemos para a areia novamente. 

Quando estamos próximo dos dois, cutuco Justin e o mesmo olha, Melanie e Chaz estavam ainda brincando, mas no maior chiclete. 

– Blé – Justin finge vomitar e rio. 

– Larga de ser chato – o puxo para irmos até o casalzinho. 

– Já podem parar com esse grude, nós chegamos – Justin cutuca Chaz e os dois nos encaram. 

– Huuum, e essa flor? – Chaz aponta para a flor no meu cabelo. 

– Que romântico! – Melanie diz rindo. 

– Nós já vamos, mas vocês podem ficar aí – Justin me puxa pelo braço e o olho confusa. 

– Não íamos embora todos juntos? 

– Não, vou te levar pra casa. – diz simples e assinto com a cabeça. 

– Juízo e usem camisinha – Melanie grita e a repreendo com o olhar. 

 

Justin destrava a porta do carro para mim e entro no mesmo, em seguida entra no carro e pisa fundo saindo dali. 

O caminho se torna distinto para mim a partir do momento em que saímos da praia. Mas logo se torna reconhecível quando passamos pelos enormes portões de ferro e avisto a sua mansão. 

– Reconhece? – indaga com um meio sorriso. 

– Como não reconhecia, não é mesmo? 

– Quero que durma comigo essa noite – desce do carro e meu olhar é de surpresa. – Você pode? 

– Depende, irá me tratar como na última vez? – desço do carro o olhando. 

– Esquece aquilo, baby, irei te tratar bem, como você merece ser tratada. – beija minha mão e sorrio fraco. 

Adentro na enorme mansão a sua espera, Justin fecha a porta e me encara, eu prendo o riso e o encaro de volta, tomada pela vergonha. Me encosto na parede sem graça e Justin continua a me encarar com um sorriso sacana. 

– Ver você com vergonha é uma graça – quebra o silêncio.

– Você está me encarando por um minuto, mas parece uma hora – digo com as bochechas rosadas. 

– Posso fazer mais que isso – se aproxima e molha os lábios. 

– É? Me mostra – mordo meu próprio lábio entrando em seu jogo. 

Justin puxa-me levando sua mão até minha nuca e sinto seus lábios nos meus, em questão de segundos envolve nossas línguas, que se encaixam perfeitamente. Justin passa sua mão por minha cintura apertando e pressionando seus dedos, me fazendo arfar contra o beijo. O puxo para o mais perto possível e deslizo minha unha em sua nuca, sentindo-me queimar por dentro apenas com um beijo. 

Em uma ação inesperada, ele me pega no colo em direção da escada sem parar o beijo, o que nos faz esbarrar nos móveis e acabo rindo com aquilo. 

Quando me dou conta, estou em um quarto de tamanho luxo e me pergunto se aquele poderia ser o seu quarto.

Olho ao redor e observo um painel na parede principal e uma cama de casal King Size que parecia ser ainda melhor e maior que as dos demais quartos. Uma enorme varanda dava para uma bela vista com grandes cortinas. Luzes que iam da parede até o teto dando um ar ainda mais luxuoso. O quarto era bem grande. No outro lado, havia um sofá com um piano próximo de um espaço todo rabiscado — era a única coisa que quebrava o ar luxuoso do quarto, mas ainda assim não diminuía a beleza do mesmo. 

– Está impressionada, é? – Justin diz com um risinho nos lábios. 

– Esse é seu quarto? – pergunto, boquiaberta. 

– Sim, você é a primeira que trago aqui – coça a nuca com um sorriso sem graça. 

– Por que me trouxe aqui, Bieber? 

– Porquê, você é única, Savannah. A única que eu imagino deitada comigo nessa cama – se aproxima e automaticamente sorrio. 

– Você é maluco, Bieber – digo rindo e Justin me puxa pela cintura levando me até sua cama. 

[...] 

E mais uma vez, acontece. 



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