História No jardim ( KiriBaku ) - Capítulo 2


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Eijirou Kirishima, Katsuki Bakugou
Tags Hin, Kiribaku, Kirishima!dragão
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Palavras 1.131
Terminada Sim
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


>> Jardim, nesse caso, é mais uma referência ao "lugar deles". Em várias narrativas jardim é uma metáfora para o lugar que a pessoa pode ser quem é.

Capítulo 2 - Nosso jardim


Fanfic / Fanfiction No jardim ( KiriBaku ) - Capítulo 2 - Nosso jardim

Bem aqui, fazia o que nunca fez, se mantinha em um lugar fixo. Nessa clareira, ficava por aqui, ele voltaria em alguma hora. O rapaz que sorria, era o que ele queria, ouvir aquela risada e sua voz novamente. Eijirou ficava bem em o ver, bem em esperar, bem sabendo que ele iria voltar.

Mas o tempo passou e ele permanecia lá naquela solidão, chuva vem, sol vai e ele esperava sem sair do lugar e sem voltar a voar. Não sabia o que tinha feito mas na última vez o rapaz não sorriu, o rapaz chorou, foi o pior dia da vida de Kirishima, o dia que tentou voar novamente.

Seu corpo todo doía, mas ele felizmente esperava, encarando a floresta, encarando o caminho que o rapaz se afastou e já faziam meses.

Ele permaneceu sentado esperando, mas o rapaz não voltou e ele sentia outro tipo de dor, no fundo do peito e ela não o deixava fazer a cara que o rapaz gostava.

Dormindo na grama e comendo quando a comida vinha até a clareira, ele nunca abandonou o lugar, foi aqui onde o rapaz o deixou e era aqui que ele o esperava voltar. Olhava o céu desejando voar, mas seu peito doía dizendo que se voasse o rapaz não iria voltar.

Da floresta um barulho vinha, ele sorria esperando o rapaz mas não foi ele quem veio, apenas um coelho que abandonou uma pedra por ali e se foi. Kirishima lembrou como se rezava e rezou para que o rapaz ainda existisse e que eles pudessem ser muito felizes, ele queria o rapaz. Aquela pedrinha brilhou e mostrava uma projeção, uma mágica silfa, isso assustou o jovem dragão na imagem o rapaz com um outro, um silfo verde, a raça que amaldiçoou Kirishima.

“Não é lindo? Não é legal?” – Uma voz gritava na mente de Kirishima – “Não é cruel? Ele te abandonou como o bobo que é”.

Kirishima se aproximava da imagem sentido uma dor insuportável no peito e sentindo toda sua magia se esvair, aquela pedra era uma armadilha que ele não conseguiu evitar. Suas asas surgiram menores do que antes acompanhadas dos chifres que estavam em uma tonalidade diferente e suas escamas se misturaram a pele, ele não tinha mais controle do seu poder e o seu mundo escureceu.

Acordou sentindo muita dor mas não queria partir, no seu peito dizia que ele não era um tolo e que deveria esperar mais um pouco. Passos viam. Seria assim então o fim que teria por ter ficado bem em esperar?

O rapaz loiro apareceu e correu até o agora ruivo.

- Assim você não me ajuda. – Ele diz observando o corpo do ruivo, o ruivo tenta falar com ele e por não reconhecer a língua antiga o loiro não compreende uma mensagem tão clara: “Saudades”.

O loiro parecia temeroso e rezava, em suas orações suplicava para a deusa do lar que essa clareira fosse protegida, fazia as oferendas que podia para a deusa que não gostava dele.

- É a casa da única coisa que me importa! Faça o que quiser comigo mas os mantenha longe! – O loiro implorava, o lugar brilhou suavemente e Kirishima mal notou quando o loiro desmaiou.

O agora ruivo segurava o loiro inconsciente e notou que ele estava ferido e começou a ficar absurdamente quente, ele não sabia o que fazer e só o abraçava, deixava os corações sincronizarem e usava o que podia para o manter bem.

Depois de alguns dias o ruivo percebeu que teria que voar se quisesse curar o loiro que não acordava a muito tempo e isso não era normal para humanos. Ele sabia que o loiro repugnava-o por ele ter tentado voar, mas agora isso não importava, ele tinha que salvar o loiro. 

Ele nunca voou tão rápido naquela forma, mas foi com o loiro à terra dos dragões utilizando a magia que podia. Era desprezado por ali visto era o único dragão vermelho e agora estava preso como uma metamorfose humana que ninguém iria se dar o trabalho de ajudar. O dragão negro, que atendia pelo nome Amajiki, era seu único amigo ali e sabia algumas coisas sobre curar humanos.

- Um excesso de maldições esse aqui tem, você deve ter o abençoado forte para ele não está morto. – O mais velho diz – Não me diga que jurou lealdade ao primeiro humano que viu.

- Achei que tivesse sido a mesma coisa que fez, Tamaki. – Mirio diz entrando na sala, Mirio Togata era o único humano que tinha permissão de estar naquele lugar por ser o “Humano de Amajiki”.

Quando um dragão cria um elo com um humano, eles criam um laço que vira uma relação benéfica mútua, os humanos hoje temem os dragões e Mirio é uma exceção após milhares de anos. Se for verdade o que seu veterano disse, talvez o loiro não o odiasse, mas ele sentia que quando o loiro acordasse, o abandonaria novamente, era o que a voz no seu peito dizia.

Amajiki fez um bom trabalho e recomendou que o loiro não soubesse de algo maior que ele, humanos temem o desconhecido e isso não os faz bem. Todos lembram da primeira vez de Mirio ali, então apenas o levou para a clareira.

Katsuki acordou enquanto eles estavam pousando, Kirishima estava de assas abertas contra o sol, na visão de Katsuki não era um demônio e sim um anjo, seu peito dizia isso. Seus deuses já o tinha avisado sobre o rapaz quando ele quis o salvar e quando o de cabelos verdes espalhou para a vila sobre o dragão, Katsuki temeu por saber o que os outros poderiam fazer.

Eles estavam no chão, Katsuki deitado na grama e Kirishima de joelhos ao seu lado com uma cara triste, o loiro o afagou sorrindo gentilmente e o ruivo se surpreende, não perceberam que a tatuagem do loiro desapareceu.

- Desculpe. – Ele diz e abraça o ruivo – Eu tive medo.

O loiro queria voltar a muito tempo, mas o sentimento de traição era maior e acabou deixando seu orgulho tomar conta. A deusa do lar não tinha o amaldiçoado como ele sugeriu, ela se sensibilizou e por mais o que muitos digam, ela gostava do rapaz. Uma coisa que ela se deu a liberdade de fazer foi apagar a característica orgulhosa de Katsuki.

O loiro finalmente se apresentou com o primeiro nome, Katsuki, quem sempre voltou a clareira, pois tinha alguém esperando exatamente no lugar onde o deixou. As vezes encontrava o meio-dragão desanimado, pois sabia que uma parte dele se apagou e ele sentiria falta, Katsuki tentava preencher essa falta.

Tudo permanecia como foi criado, permaneciam mas mudavam o tempo todo, de maneira sutil, de dia e de noite o sutil acontecia e o amor deles crescia.


Notas Finais


>> Espero que tenham entendido e gostado.

>> até a próxima fic.


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