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História No Limite do Amor - Capítulo 9


Escrita por: Kaneki482412

Capítulo 9 - Capítulo 09: Pegos no flagra.


Fanfic / Fanfiction No Limite do Amor - Capítulo 9 - Capítulo 09: Pegos no flagra.

                  Eric

     Tá, sinceramente achei que nada poderia ser mais assustar do que tudo o que já passei. 

    Mas derrepente acordar abraçando de maneira protetora o Ian e sobre o olhar inquisidor de seu tio? Só pode ser descrito como aterrorizante.

    Depois de eu ter um pequeno ataque de ansiedade e Ian se virar nos trinta para acalmar o tio e me fazer parar de tremer finalmente pudemos ter uma conversa razoavelmente civilizada depois que o doutor nós levou até seu escritório, por ser mais privado, calmo e confortável, claro, isso tudo com 4 seguranças do lado de fora.  

    - Então, a sua desculpa é que você perdeu o controle de seu ômega interior? - O doutor perguntou para Ian o encarando entre uma expressão de riso e raiva. -  Você nunca, repito, nunca perdeu o controle! Nem quando era adolescente, e agora me vem com essa? Se fosse esse- Ele se interrompeu apontando para mim e tentando achar palavras para me insultar ou me descrever mas no fim desistindo e sentando, oi melhor, se jogando contra a cadeira enquanto bufa.

     E eu apenas me encolhi na cadeira, sem coragem para olhar o doutor ou o ômega ao meu lado.

    - E você Eric. - O doutor me chamou olhando afiado para mim. 

    - S-sim se-senhor. - Falei gaguejando e tremendo com o olhar do médico cochando em minha pele.

   - Se lembra de algo desse... Sonho? - Questionou com uma expressão de pedra. 

    - A-acho que n-não. - Respondi tremendo, ele apenas enrugou a testa ainda me encarando, não dava pra saber se ele estava pensando em algo ou querendo me enganar. - Sen-senhor. - Completei tremendo feito vara verde. 

    - Mas ele aconteceu! - Ian se apressou a falar, sem hesitação ou temor no timbre de sua voz.

    O doutor suspirou e encarou o sobrinho, estava se decidindo se acreditava ou não antes de voltar a suas perguntas;

    - Seu ômega falou que vocês tinham uma conexão? 

    - Sim! - Ian respondeu apressado. 

    O silêncio se instalou na sala enquanto ou mais velho analisava os fatos, Ian manteve-se firme o encarando e eu trocava meu olhar de um para outro apenas sendo um espectador do impasse sem coragem de falar mais nada sem autorização.

   - Talvez eu tenha uma ideia do que posso explicar isso. - Ele falou depois de pensar por um momento e olhou para mim irritado. - Se chama "cortejo".

    - Tipo aquelas danças que os animais fazem? - Ian perguntou confuso. - Ou aquelas pessoas que dão presentes para os pais do pretendente? 

     - É apenas um nome, na verdade está mais para uma marca de perfume, quando um do casal deixa seus feromônios no outro. - Ele explicou agora olhando para Ian nas logo voltou a me encarar. - Alfas lupus, poucos dominantes e raros puros conseguem fazer, mas diferente de colocar seu seu cheiro em outro pessoa para afastar possíveis rivais, o cortejo cria um vínculo temporário depois do contato físico com o alvo pretendido. - Ele falou meio distante, pensando em outra coisa. 

    - T-tipo almas destinadas? - O ômega gaguejou perguntando e eu fiquei rubro com a ideia, ainda não entendia tudo sobre o assunto mas já sabia o básico. 

    - Na verdade não, é fácil confundir mas é bem diferente. - O médico falou voltando a encarar nós dois. - Sendo direto, pessoas que são almas destinadas são atraídas uma pela outra, já os cortejo é quando um alfa  encontra um pretendente mas por algum motivo não consegue ou não pode o marcar nem com uma marca temporária, no momento pelo menos, então ele cria esse elo, detalhe, o ômega tem que aceitar ser cortejado. - Ele falou olhando de mim para o Eric. 

    Então um estralo veio na minha mente, o do primeiro dia que vi o Ian.  

    - E exatamente o que isso significa para eu e o seu sobrinho... Senhor? - Perguntei receoso. 

    - Primeiro, se me chamar de senhor de novo eu vou te dar o senhor no meio de tua fuça. - O mais velho falou apontando para mim e eu me apressei em concordar com um aceno. - E segundo, é um elo que só permite os pares se sentirem quando estiverem próximos. 

    - Isso explica aquela sensação quando eu vim no hospital a alguns dias. - Ian constatou calmamente.

    - Mas o vínculo é muito tênue. - O doutor disse ignorando o comentário do sobrinho. - Se um lado negar. - Ele fez uma pausa e olhou para mim. - Especialmente se o alfa ferir o ômega ou se o ômega for marcado o laço se quebra. - Gesticulou com as mãos desviando o olhar. - O alfa vai sentir isso, então, de maneira simples, só serve pra ser uma maneira do alfa garantir que saiba onde o ômega está até conseguir que o parceiro aceite ser marcado, muitas vezes dando presentes e sendo gentil com ele. - Terminou voltando a olhar para o sobrinho.

     - Então foi por isso que o Ian foi no meu sonho? 

    - Se esse sonho realmente aconteceu sim, essa é a única explicação que eu consigo pensar, nunca ouvi falar de nada assim mas é possível, eu acho. - Ricardo falou meio incerto e pensativo. 

    - E essa coisa tem... Outros efeitos? - Ian perguntou envergonhado. 

    - Que tipo de efeitos? - O médico questionou levantando uma sombrancelha.  

    - Emocionais, hipoteticamente. - Ele respondeu rubro. 

    - Não, é o elo mais tênue de todos, não deve intervir em mais nada. - O mais velho falou ainda encarando o sobrinho curioso. 

     Ian só concordou com a cabeça e ficou um pouco mais envergonhado, fiquei intrigado com a reação do ômega.

     - Mudando de assunto. - O doutor chamou nossa atenção novamente. - Ian, você tá de castigo. - Ele anunciou sorrindo falsamente, por um momento ficamos sem reação, mas então intervim. 

    - Se foi por ele ter vindo me ver, por favor não o culpe, eu assumo qualquer responsabilidade! - Falei tentando livrar Ian do castigo mas o doutor apenas me encarou e suspirou. 

    - Eric, por mais que eu quisesse arrancar certas partes suas por tocar em meu sobrinho. - O médico disse me encarando com um intensão assassina que me arrepiou de medo. - Não posso o culpar pelas ações do meu sobrinho. 

     - Mas- 

    - Sem "mas". - Ele me interrompeu rapidamente, e depois voltou a focar no ômega. - E sendo sincero, o problema não é ele ter vindo aqui, o que realmente foi um problema que vale castigo é o Ian ter deixado um projeto de alfa de sentinela para me impedir de sair da minha própria casa! - Ricardo disse aumentando o tom de voz a cada palavra. 

    - Pra isso... - Ian começa a falar mas desiste ao ver a expressão de pedra do tio. - Eu não tenho defesa. - Completou não muito mais alto que um murmuro. 

    - Bem, no fim foi ele, ou melhor o som do vomito dele que me acordou o que por sua vez permitiu eu estar aqui. - Ricardo comentou rindo um pouco e eu a cor deixar o rosto do Ian. 

    - O Vicente tá bem? - Perguntou alto e preocupado e eu senti um pontada de ciúmes, quem é Vicente? E por que ele está tá preocupado? 

    - Tá, só comeu o que não devia, ou melhor, bebeu, afinal de contas quem bebe leite que estava fora da geladeira e com aquele cheiro? Seu amigo é muito estranho. - Ele comentou sem dar muito atenção. - Ele tá bem, de qualquer forma ao falar nisso lembrei que temos que passar no mercado pra repor quase tudo dos armários da cozinha. 

    - Ele bebeu leite estragado? Aquele idiota! - Ian falou parecendo mais aliviado de saber que o amigo tá bem do que irritado por ele ter feito uma burrada.

     - Acho que não precisa se preocupar nada com ele, o garoto tem um estômago de ferro, outras pessoas teriam tido um piriri, mas ele só vomitou um pouco. - O médico disse parecendo até um pouco impressionado com a resistência o tal Vicente. - Bem, mas não posso dizer isso da inteligência dele, acredita que ele tentou mandar mensagem pra você que eu acordei enquanto ainda vomitava e isso quando eu tava ajudando ele, será que eu tenho cara de cego? 

    Ian suspira derrota e coloca a palma da mão contra a testa. 

    - Foi assim que percebeu onde eu estava? 

    - Mais ou menos. - O médico falou calmo. - Agora que falamos do seu amigo, vamos voltar ao seu castigo, acho que 3 sem-

    Antes dele terminar de falar o seu telefone preto sobre a mesa tocou me assustando por estar concentrado demais. 

    O mais velho olhou o telefone, um pouco aborrecido pela interrupção. 

     Pegou ele e levou até o ouvido. 

     - Alô. - Falou meio seco e depois se calou apenas ouvindo o que a pessoa do outro lado da linha falava e concordando com murmuros de confirmação. 

     Senti meu coração acelerar de ansiedade e troquei olhares com o ômega ao meu lado, que parecia tão ansioso quanto eu. 

    Depois de momentos de ansiedade o médico franziu a testa irritado, se despediu da pessoa e colocou o telefone de volta no lugar.

      - Aquele desgraçado só escolhe as piores horas. - Falou irritado momentos antes de alguém bater na porta. - Entre! - Gritou o doutor e sem perder tempo a pessoa abriu a porta e adentrou o cômodo, uma mulher que parecia bem nervosa ao me ver. 

    Ela carregava um caixa e se apressou a colocar o o objeto na mesa do doutor. 

     - M-mais alguma coisa se-senhor. - Ela perguntou para o doutor tremendo mas não por causa do mais velho, ela me encarava de canto de olho com, e eu reconhecia aquele olhar, medo. 

     - Pode voltar a recepção, muito obrigado. - Ele nem terminou de falar e a mulher já correu para fora da sala. 

     Ricardo pegou a caixa e a abriu suspirando exausto. 

     - O que tem aí? - A pergunta pulou de minha boca antes que eu pudesse me conter. 

     Ele não falou nada, apenas pegou um objeto de dentro da caixa, uma gargantilha, ou melhor, uma coleira. 

    - Uma gargantilha anti-alfa? - Ian perguntou vendo o objeto  negro que tinha muitos espinhos metálicos. 

     - Algo semelhante. - Ele comentou analisando o item. - Coloque. - Ele falou estendendo para mim e eu fiquei confuso, o que ele queria com isso? - Vamos, só coloca logo e pronto. - O mais velho insistiu continuando a estender a coleira. 

     Ver aquela coisa me lembro os grilhões pesados que me forçavam a usar, senti a ansiedade se pressionando em meu peito, a besta estava acordando de novo e gritava alto em minha mente para não fazer aquilo, gritava para eu quebrar aquela coisa em duas, para quebrar tudo. 

     - Tio, será que pode explicar exatamente o que é isso? - Ian falou segurando minha mão ao notar meu estado alterado.

     - Foi um "presente" daquele desgraçado do Luiz. - Ele respondeu com desgosto e eu fiquei surpreso e intrigado. 

    - Quem? - de Ian perguntou confuso. 

   - Alguém que você não precisa conhecer. - Ricardo se apressou a responder o sobrinho. - Aproveitando, gistarode deixar bem claro que o estilo foi ele que escolheu, se tiver alguma reclamação vai falar com ele. - Falou balançando a gargantilha com um certo nojo. 

     - Então o que é isso? - Perguntei vendo o item que ainda revirava meu estômago só de estar próximo. 

     - Tem mil e uma funções. - Ele resolveu com um entusiasmo forçado. - Desde de aplicar tranquilizantes o suficiente pra deixar um Lupus groble, dar um choque forte pra desmaiar uma baleia e até um rastreador embutido. - Ele falou tudo igual a um vendedor tentando vender seu produto mas com muita desgosto. 

     - Então é um grilhão hi tech. - Falei sem esconder a raiva. 

     - Se quer dizer assim, não está errado. - O doutor deu de ombros me encarando. - Mas quero que entenda, você não é obrigado a usar isso, mas é altamente recomendado.

      - Altamente recomendado!? - Gritei batendo a mão na mesa dele e me levantando. - Pra quê? Pra me prender! - Ele apenas me olhou e depois massageou as sobrancelhas. 

     - Você escolhe, é isso ou fica no quarto por período indeterminado. - Pontuou gesticulando calmamente.

     - Espera, se eu colocar essa coisa eu vou poder sair? - Perguntei esperançoso. 

     - Com alguém te acompanhando, mas sim. - Finalmente! Podia provar a liberdade! Ou a versão genérica mais próxima acessível.

     - Quem vai acompanhar ele? - Ian perguntou antes de eu conseguir falar algo. 

     - Um segurança provavelmente, por que? - O médico respondeu intrigado. 

     - Eu me ofereço para o acompanhar. - Ian falou confiante.

      - O QUE!!!? - Eu e o doutor gritamos ao mesmo tempo, o ômega não se abalou e nos olhou firme. 

     - Vou acompanhar o Eric! - Repitiu irredutível. 

    Tentei falar algo, repreender, dizer algo que mudasse sua opinião. 

     - Posso te machucar. - Disse, e ele rebateu como se há esperasse a fala. 

    - Não me feriu até agora mesmo com a chance. - Depois disso tentei pensar em alguma resposta mas todas as que eu pensava também conseguia imagine a contra resposta dele. 

     - Eu te proibo. - Ricardo falou furioso mas Ian só hesitou por um segundo. 

     - Se o senhor fazer isso vou fazer de novo o que fiz hoje. - O ômega diz encarando o tio em um desafio silencioso. 

       O doutor abriu e logo fechou a boca de novo tentando pensar em uma fala para o contrariar.

    Depois desistiu e me encarou raivoso, eu sorri sem jeito. 

     É, acho que as coisas vão ficar mais complicadas de agora em diante.  

                  ~Fim do Capítulo ~ 

                       ~Continua~



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