História No love lost - Capítulo 1


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Categorias Saint Seiya
Personagens Aiolia de Leão, Camus de Aquário, Miro de Escorpião, Shaka de Virgem
Tags Aiolia, Camilo, Camus, Drama, Milo, Romance, Saint Seiya, Shaka, Shonen-ai
Visualizações 47
Palavras 2.617
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Shonen-Ai, Slash
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá!

Olha eu aqui de novo. Durante essa semana vou tentar migrar minhas fics para o Spirit e pode ser que poste mais de uma durante a semana.

Espero que gostem do Camilo.

Até as notas.

Capítulo 1 - I need you


Fanfic / Fanfiction No love lost - Capítulo 1 - I need you

Camyu… não pode ser.


Alguns meses haviam se passado, desde o último combate que tivemos no santuário. Tivemos baixas de muitos dos cavaleiros de prata e alguns de nossos companheiros. Dentre eles, o meu melhor amigo, Camus.


Alguns de nós sabiam sobre o plano de Saga, mas mantiveram isso em segredo, como foi o caso de Afrodite e Máscara da morte. O restante foi simplesmente enganado. Saga arquitetou tudo minuciosamente com a ajuda de seu irmão, Kanon. E assim, alguns deles pagaram um preço alto por seus caprichos, egoísmo e ambição.


Naquele momento, confesso que não lamentei a morte de nenhum dos três. A morte foi o máximo da consequência por suas traições perante Atena. Sem falar, nas lutas que tivemos contra os cavaleiros de bronze. Outros de nós, perderam não só uma luta, mas a própria vida e isso costumava deixar uma revolta muito grande dentro de mim. Não conseguia entender… não pude. Era algo fora de minha compreensão.


No entanto, havia algo de que não me conformava. Por que a deusa Atena apenas reviveu os seus “fiéis e inseparáveis” cavaleiros de bronze? Custei a perceber o quanto estava errado em julgá-los e ir contra ao que eu não conseguia ver, mas não era justo com nossos irmãos. Nós também somos cavaleiros… Somos santos de ouro. Não há nada que eles tenham feito, que não faríamos por ela também. Treinamos e dedicamos uma vida em prol do amor e justiça e nos doamos. Vivíamos por ela, se fosse preciso. E, no fim, somente eles tiveram a sorte de retornarem.


Senti muita raiva, não vou mentir. Raiva de Saga... de Hyoga. Estava revoltado até mesmo com a própria deusa. Até do último gesto de amor de meu amigo para com seu pupilo, eu não conseguia aceitar. Senão fosse por ele e seu sacrifício, o cavaleiro de cisne não despertaria o sétimo sentido. Também não conseguia entender o porquê de Camus ter feito aquilo, porém, hoje, consigo entender que Hyoga era muito mais do que seu pupilo. Ele era como um irmão mais novo para Camus ou, até mesmo, um filho. Eu nunca soube dizer o certo, na verdade… mas consigo entendê-lo.


Lembro quando fui até aquário e o encontrei seu corpo estirado no chão, congelado. Minha dor foi grande. Eu tinha um grande carinho por Camus, o que só aumentou ainda mais minha dor. Gritei aos quatro cantos daquela casa, o quão burro ele foi ao fazer tal coisa. Olhei para seu corpo novamente e custei a acreditar que ele havia partido. Me recusava a crer, essa era a verdade. Havia perdido Camus para sempre.


Naquela altura, não pude mais esconder o que sentia. Aiolia havia percebido o quão consternado eu estava ao carregar o corpo de Camus para o cemitério. Ficou em silêncio boa parte do caminho, respeitando minha dor. Ele sabia que eu estava mal. Eu sei que em algum momento ele falaria algo, mas assim como ele me conhecia, eu também sabia prever suas ações. Aiolia era previsível.


Assim que chegamos lá, passamos por algumas covas recém feitas e escolhi uma mais afastada das outras. Colocamos o caixão sobre o chão e por uma última vez tomei a liberdade de ver seu rosto. Aiolia se afastou alguns metros, provavelmente pensando que eu queria alguma privacidade e aproveitei o momento para minha última despedida.


— Camus… Por que foi me deixar? — disse e toquei em seu rosto, notando que apesar da morte ter lhe levado, continha serenidade em seu rosto. — Por que fez aquilo? Por que não achou outro meio de fazer aquele pato idiota entender? Por que, Camus? Você sabia que seria assim? O que você pretendia afinal? Não pensou nele? Não pensou em… — interrompi e deixei o choro sair.


Não aguentava mais guardar aquilo dentro de mim e se eu tivesse de chorar, que levasse minhas lágrimas com ele por culpa de seu egoísmo. — Droga, Camus! Droga! Seu filho de uma…


— Milo...


Ouvi a voz atrás de mim e limpei as lágrimas antes de olhar. Me levantei para pegar a tampa do caixão, mas novamente ouvi sua voz acompanhada, agora, de sua mão em meu ombro.


— Milo, eu fiquei sabendo…


— Por que veio até aqui? — me virei, olhando-o seriamente e ele se calou. — Há muito tempo não somos mais tão próximos.


— Não precisa me lembrar disso, Milo. E assim como Camus, outros de nós também se foram.


Olhei para ele e comecei a rir. Não podia crer que estava me falando aquelas coisas.


— É? Quem você perdeu dentre os seis? Você sentiu mesmo a falta de algum deles? — disse e o vi abaixar sua cabeça.


— Sei que não é momento para discutirmos sobre isso. Consigo sentir sua dor e sei que toda essa agressividade se dá por conta dela. Esqueça o que aconteceu, Milo. O passado ficou para trás e temos que nos unir nesse momento. Ao contrário do que disse, eu senti sim, pelos que se foram.


— Você… como pode… — avancei alguns passos e o segurei pelo pescoço. — Você também ficou ao lado daquele maldito… você também é culpado por isso… — senti as lágrimas caírem de meus olhos e apertei ainda mais seu pescoço.


— Você… — apertou os olhos — Você... também.


— Milo! Solte ele! — Aiolia disse ao se aproximar.


O soltei, vendo-o cair de joelhos com as mãos sobre o pescoço e depois olhei para Aiolia.


— Eu fui enganado.


— Milo, já chega! Por que está tratando Shaka desse jeito? Ele é nosso amigo! Esqueceu, ou por acaso resolveu fechar os olhos para o mundo, para enxergar somente Camus em sua frente?! Você se afastou de nós! Você é culpado por...


Ao ouvir aquilo, não me segurei e fechei a mão, acertando um soco em seu rosto. Sabia que aquilo teria volta e não foi diferente. Aiolia tinha força no punho, mas quando estava bravo, sua força aumentava ainda mais. Ele pôs a mão sobre o queixo e acabou, revidando. Dei alguns passos para trás por causa do impacto e senti o gosto do sangue em minha boca. Cuspi para o lado e limpei a boca.


— Quando essa sua raivinha passar, nos procure. Não conte que eu vá ficar aqui para ser seu saco de pancadas. Se quiser ficar sozinho, vá em frente! Não vou mais impedir. — disse e se aproximou de Shaka para ajudá-lo. — Você o conhece tão bem quanto eu e ao vir até aqui para apoiá-lo, você o trata como se não fosse nada… Isso é demais para mim, Milo… repense nos seus atos. — disse e saiu dali na companhia de Shaka.


Os acompanhei com o olhar por um tempo e logo caí em mim. Eu tinha que acabar logo com aquilo de uma vez, porém, não era algo tão simples. Se tratava dele... Camus. Sua amizade, carinho, compreensão (e sei que ele tinha bastante comigo)... sentiria falta de tudo isso, entre outras coisas.


Aiolia tinha razão. Eu me afastei, ficando mais ao lado de Camus, do que deles. Sua companhia me mantinha quase que preso. Eu não queria sair do lado dele. Sua presença era altiva, mas me cativava de certo modo que esquecia tudo ao meu redor. Isso só de estar ao seu lado.


Essa proximidade com Camus também me trouxe muita dor de cabeça. Ouvia piadas por conta disso. Máscara da morte e Afrodite nos provocavam com suas brincadeiras de mau gosto e algumas vezes, cedi as provocações. No fim das contas, eles tinham razão, mas não conseguia enxergar.


Eu só sei que daria tudo para tê-lo novamente por perto. Demorei para perceber, mas estava mais do que apaixonado. Nunca tive coragem de falar sobre o que sentia, o que diria tomar uma iniciativa mais direta. Ele não era uma mulher para isso.


Após enterrar o seu caixão, saí dali direto para minha casa e fiquei lá por alguns dias, evitando o contato com o resto dos cavaleiros.


Com o tempo, o vazio foi diminuindo e resolvi seguir em frente. Eu não podia mais ficar lamentando algo que eu não podia mudar e estava me descuidando de diversas formas. Me desculpei com meus amigos nesse meio tempo e por mais que entendessem o que eu havia passado, não me sentia digno de suas desculpas.


Estava em minha casa lendo um livro que Camus havia me dado no meu último aniversário, quando por coincidência senti algo que parecia, até então, impossível de acontecer: seu cosmo.


Deixei o livro sobre a cama e me levantei, indo para a entrada de minha casa rapidamente. O céu que até pouco atrás estava ensolarado, agora estava nublado. As nuvens cobriram o céu, ocultando o azul e a temperatura caiu subitamente.


Senti outros cosmos familiares e pensei em Atena. O que significava aquilo? Será que ela? Senti outros cosmos em seguida e apertei o punho. Espectros? O que estava acontecendo, afinal? O que significava aquilo e por que ele…?


Não precisou de muito tempo para sentir que os cosmos já avançavam para a outra casa. Pensei em Mu e em como estaria. Camus estava mais perto, mas… Saga, Shura? Realmente eram eles. Meu coração disparou ao pensar que logo o veria em minha frente, mas ao mesmo tempo que estava feliz por sentir seu cosmo, estava preocupado pela presença dos outros.


Olhei novamente para o céu que ficava ainda mais negro, conforme o tempo passava e senti o cosmo de Saga aumentar. O que ele estava pretendendo com… em um instante, seu cosmo explodiu em gêmeos e noutro, caiu no templo de Atena. Aquele maldito traidor. Onde ele estava com a cabeça?


Corri até o templo da deusa o mais rápido que pude e a encontrei a salvo. O que fiquei sabendo logo depois foi que aquele ataque não foi diretamente para a ela e sim para o irmão de Saga, Kanon.


Mais uma vez, me vi surpreso com aquela revelação e não pude aceitar que aquele homem continuasse na presença dela. Seria muito perigoso e imprudente de minha parte permitir tal coisa. Foi então que resolvi testá-lo. Se realmente estava arrependido de seus atos, queria ter essa confirmação e minha agulha escarlate não o pouparia de seu castigo.


Após ver Kanon receber as catorze agulhadas em seu corpo, não tive mais dúvida. Realmente não havia mais um inimigo ali. Dei uma última agulhada para estancar a hemorragia e dali com a certeza de que sua ajuda seria de grande importância para nós. Kanon havia “renascido” novamente, mas como um verdadeiro cavaleiro. Ele era um santo, como nós.


Pouco tempo depois, senti que Aldebaran já não estava mais conosco. Avancei até a minha casa e continuei na esperança de que aquilo terminasse logo. Camus… o que você está fazendo? Eu já começava a desconfiar do que estava acontecia, mas não queria acreditar que fosse verdade.


Voltei meu olhar para as casas abaixo e ouvi uma grande explosão. Shaka? Mas… por quê? Essa explosão foi… Saga? Desci rapidamente as escadarias, pois não poderia deixar meus companheiros lutarem sozinhos contra aqueles canalhas e eu precisava fazer alguma coisa. Eu precisava confrontá-los… eu precisava falar com…


Shaka. O que eles estão… Não. Camus, Shura… o que estão fazendo? Vocês não são…


Apertei o punho e parei. Eu não podia mais crer… Shaka estava… Não! Como puderam usar a técnica proibida pela própria Atena…? Não vou desistir de fazê-los pagar pela morte de… fechei os olhos e me lembrei de suas palavras naquele fatídico dia no cemitério:


“Esqueça o que aconteceu, Milo. O passado ficou para trás e temos que nos unir nesse momento.”


Abaixei a cabeça, lembrando de seu rosto e das várias coisas que havia aprendido com ele. Shaka sempre esteve presente, mesmo quando acabamos nos afastando por diversos motivos. No entanto, quando eu realmente precisei, ele estava lá para me confortar. Sou grato a ele por isso. Não vou permitir que essa covardia continue. Eu preciso vingar sua morte.


Assim que avistei a casa de virgem, senti alguns cosmos de meus companheiros e parei por um momento antes de entrar. Olhei para o que sobrou da casa e senti minha raiva no limite.


Eu prometo que eles irão pagar por tudo, Shaka.


Após entrar e me deparar com os três em minha frente, não pude deixar de atacá-los. Desferi minha agulha contra eles e os vi desabarem com o impacto de minha técnica. Eu não pararia por nada, até que os três voltassem para onde não deveriam ter saído. Continuei despejando minha revolta e os vi sem forças pra nada. Notei que haviam perdido alguns dos sentidos por causa do tesouro do céu de Shaka e me admirei de vê-los ainda em pé. Agora tudo que lhes restava era apenas um último golpe: Antares.


O que eu não contava é que Saga me atacaria. Seiya me advertiu um pouco antes e se isso não tivesse acontecido, provavelmente não estaria mais vivo.


Então, pude finalmente perceber tudo. Os levamos até Atena a seu pedido e olhei para Camus. Como ele podia estar envolvido nessa traição? Como? Me perguntei e voltei meu foco para a deusa.


Kanon apareceu com um pequeno baú em mãos e o entregou para seu irmão. Seu olhar era triste. O que tinha, afinal, dentro daquele baú? Olhei curioso para aquilo e quando vi o punhal dourado que Saga havia usado para tentar assassiná-la há treze anos atrás, não me contive. Eu tive de falar. Aquela arma maldita. O que Atena pretendia com aquilo?


Foi então que ela pediu a Saga para que tomasse sua vida e vi o quanto foi difícil para ele fazer tal coisa. Aquilo tudo só poderia ser…


Olhei para nossa deusa apontando a adaga para ela mesma junto das mãos de Saga e senti meu coração apertar. As lágrimas começavam a surgir em meus olhos, assim como de meus amigos, ao vê-la cair. Senti os cosmos contritos daqueles três e não hesitei. Avancei contra ele.


— Me diga agora se valeu a pena! — o segurei com as duas mãos em seu pescoço e apertei. — Me responda, Camus! Me responda… maldito. — disse com a voz embargada e apertei ainda mais seu pescoço. Ele apertou os olhos. — Eu sempre te admirei por tudo que você foi. O que você é agora? Me responda!


— Milo… eu


— Eu nunca pude entendê-lo. — o interrompi. — Tentei, confesso… mas vendo você agir como um traidor e, ainda por cima, sendo responsável pela morte… pela morte… — derrubei mais algumas lágrimas. — Por que você me deixou?! — apertei e cai de joelhos. Não demorou muito tempo para que ele fizesse o mesmo.


Soltei as mãos de seu pescoço e abaixei a cabeça. Não sabia o que pensar naquele momento. Foram tantas coisas acontecendo, que mal conseguia raciocinar sobre o que estava fazendo. O que eu fui dizer?


Suas mãos envolveram meu rosto e olhei para ele, vendo-o secar minhas lágrimas. Fechei meus olhos, deixando mais algumas lágrimas caírem e o puxei para meus braços. Ouvi seu choro baixo, enquanto retribuía meu gesto e toquei uma última vez os fios de seus cabelos. O afastei em seguida e olhei para seu rosto.


— Eu te amo, Camus. Ainda que não sinta o mesmo, eu quero que saiba. Eu sempre vou te amar.


Camus ficou em silêncio e tocou minhas mãos suavemente. Olhei para seus olhos sem vida e me atrevi a lhe dar um beijo. Me afastei, ouvindo a voz de Mu ao longe e me levantei.


— Milo… — sussurrou.


— Eu tenho que ir… até breve, Camus. — disse e sai dali rapidamente em direção aos meus amigos.


No fundo eu sabia como tudo acabaria, mas tenho a certeza de que aquilo foi somente o começo para nós. Sabia que o encontraria novamente e esperava que esse momento chegasse logo para ouvir o que ele tinha para me dizer. Nada me impediria de ouvir de sua boca, o que eu senti através de seu beijo. Eu sei que você me amava também.



Notas Finais


Sad, né? 😭😭😭

Mas sabemos que esses dois ainda vão se reencontrar no futuro. Quem sabe o que poderá acontecer.

Espero que tenham gostado.

Até a próxima!


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