História No Meio Da Noite - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Tags Audrey Campbell, Campbell, Drama, Miles White, Romance, Vickyarlond, White
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Palavras 2.177
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Capítulo Três


Fiquei um pouco com a pequena Clarissa em meus braços, até que preferi entrega-lá novamente a Audrey.

– É casado? Pretende adota-la junto sua esposa? – pergunta, brindando com a pequenina.

– Não, não sou casado, minha namorada morreu faz um ano e recentemente soube que ela era madrinha dessa linda princesinha, então quis vir conhecê-la..

– Oh, sinto muito, eu não...

– Não tem problema.. – digo a interrompendo.. – já faz um tempo e prefiro não lebrar o que aconteceu..

– Entendo, sinto muito..

[...]

Passamos um tempo conversando e brincando com a pequena Clarissa, até que meu celular começa a tocar, tirando minha atenção..

– Com licença, se importaria se eu..!?

– Não, claro que não.. deve ser importante, é melhor atender..

– Sim, obrigado.. – digo me afastando um pouco, e atendo a chamada.. – Oi mamãe, aconteceu alguma coisa?

– Miles, por favor, venha para casa agora, tem uma garota descontrolada aqui querendo falar com você, diz que não vai embora até te ver e eu não sei mais o que fazer. Por favor meu filho, vem pra casa.. – diz com a voz, aparentemente nervosa..

– Calma mamãe, respira com calma e comece a explicar tudo de novo.. Onde você está? Quem está aí com você?

– Estou na sua casa, vim aqui trazer algumas coisas que você tinha pedido e uma garota apareceu do nada.. Se instalou na sala, e disse que não vai embora até você aparecer..

– Tudo bem, mamãe.. fique calma, em 10 minutos chego em casa.. – digo, desligando o telefone e voltando ao quarto onde estava Clarissa e Audrey, mas só encontro Clarissa, quase dormindo nos braços de uma das cuidadoras.. 

Isso é meio frustrante, nesse ano que se passou, não tive tanto contanto com outras pessoas. Até porque, me isolei o máximo do "mundo real", me focando apenas no trabalho..  Mas algo mudou depois em que vi Audrey com a pequena Clarissa nos braços..

[...]

Cerca de dez minutos depois de ter saído do orfanato, chego em casa, e encontro minha mãe sentada na frente de casa, com o semblante assustada e preocupada.

– Mãe? O que aconteceu? Por que está tão assustada? – pergunto preocupado, me aproximando dela..

– Aquela garota.. eu vim trazer algumas coisas que você pediu para comprar, e ela entrou aqui do nada, dizendo coisas. Não entendi o que era, ela não falava coisa com coisa, e agora não quer ir embora..

– Calma mamãe, já estou aqui pra resolver isso. Vai para cozinha, prepare um chá para você e só volta quando eu te chamar, fica calma, que já resolvo isso..

A observo entrar, e entro logo em seguida. Me certifico que ela esteja na cozinha, vou até a sala, me surpreendendo ao ver de quem se tratava o invasor.

– Senhorita Ambers, o que você faz na minha casa?

– Ah, vejo que sua empregada ligou rapidinho para você. Estava com saudades, onde esteva? – diz se aproximando de mim, tentando me beijar..

– Primeiramente, ela não é empregada, é a minha mãe. Segundo, você não tinha nada que fazer aqui na minha casa. Agora por favor, saia da minha casa, antes que eu perca a paciência..

– Ah querido, está estressado hoje, vem aqui, deixa eu fazer uma massagem em você.

– Não Layla, eu não quero massagem, agora por favor, saia da minha casa.. - digo com a voz, já um pouco alterada. - Saia! - digo outra vez a levando até a porta..

– Ao menos me dê uma carona para casa então? 

– Não, agora se me der licença, tenho muito que fazer. Tenha uma excelente fim de tarde, tchau.. – digo fechando a porta, me sentando no sofá e massageio levemente as têmporas.. – Mamãe? Já pode vir.

– Já resolveu meu filho? Quem era ela? - pergunta se aproximando de mim, me entregando uma xícara de chá.. 

– Obrigado.. – digo pegando a xícara, tomando um pouco.. – Ela é uma aluna louca do último ano, não sei porque cismou comigo. Mas esquece, não importa mais. – digo dando um suspiro – conheci uma garota hoje..

– Ah, então é por isso que você está com a expressão mais alegre. Conta tudo, como ela é?

– Não tenho muito o que contar, ela estava no orfanato onde mora a afilhada da Gabby, começamos a conversa e foi isso. – digo com um sorriso meio tímido..

– Afilhada? Como assim a Gabby tinha uma afilhada?

– Eu também não sabia que ela tinha uma afilhada, descobri hoje relendo um dos nossos diários, a última anotação dela foi sobre Clarissa, a garotinha, dizia que me contaria depois de nossa comemoração.. – digo meio desanimado, recebendo um abraço dela.. 

– Oh meu amor.. – disse acariciando meu cabelo.. – Mas e a garota, como ela é?

– Sobre a garota, não tenho mesmo o que falar, nem telefone deu tempo de trocarmos.. 

– Não fique assim, filho.. Quem sabe vocês não se reencontram, ou então você conheça outra pessoa boa..  Você é lindo, novo..  ainda tem muito o que viver...

– Eh.. talvez, talvez tenha sido melhor assim.. nunca se sabe o que pode vir pela frente...

Passamos o final da tarde conversando e como um filho esperto, aproveitei o máximo dos cafunés dela..  Quando já se passava das 21h, resolvo levá-la para casa, para não deixá-la ir sozinha.. 

Alguns dias depois

Alguns dias se passaram, e desde então não soube mesmo mais nada sobre Audrey.. Tenho voltado no orfanato para ver a pequena Clarissa, e talvez ter a sorte de reencontra-la, mas sem sucesso.. 

Então, vida que segue.. Mais um dia de trabalho, como sempre levanto às 7h da manhã, faço minha higienização matinal, tomo meu café e logo saio para o trabalho. Chegando lá, vou direto para minha sala me preparar para a primeira aula e também para esperar o novo estagiário.. O sinal toca e todos entram.

– Bom dia senhor White..

– Sente-se senhorita Ambers.. – digo frio.. – Bom dia turma, hoje prosseguiremos com a aula e... 

– Com licença, aqui é a sala do senhor White, professor de história?

– Sim, sou eu.. - digo me virando e me surpreendo ao ver quem é.. - Audrey?

– Miles? Olá, que conhecidencia, você é professor o de história?

– Sim, e pelo visto serei seu mentor, venha, irei lhe apresenta a turma. - ela se aproxima de mim e me viro de volta aos alunos.. - Turma essa é Audrey..?

– Campbell, Audrey Campbell..

– Sim.. enfim, a senhorita Campbell é estagiária de história e se juntará a nós a partir de hoje..  Agora voltando pra aula, abram os livros e leiam da página 140 a 153, hoje ou na próxima aula faremos um debate sobre o assunto.. - digo e volto minha atenção a ela.. - Vem, vamos nos sentar ali..

– Sim..  Então quer dizer que você vai ser meu mentor..

– Parece que sim, pensei que não a veria mais..

– Eu também, sai para te procurar para marcarmos de nos encontrar, mas não te achei, tive que ir embora para ajudar uma amiga..

– Entendo, eu também tive problemas nesse dia.. Então, vamos marcar de nos encontrar mesmo? - pergunto olhando em seus olhos..

– Claro, hoje não posso porque amanhã cedo tenho aula, então o que acha de sexta-feira? É mais tranquilo..

– Por mim tudo bem, eu também tenho algumas coisas pendentes para resolver.. Mas acho que sexta pode ser..

– Certo, combinado então.. 

[...]

– Olha só, quem é vivo sempre aparece.. 

– Cala boca, Jeremy.. E deixa de ser exagerado, até parece que você nem me viu há dois dias atrás..

– Disse bem, dois dias atrás, e porque tive que pedir a mamãe a cópia da chave da sua casa..

– É, e acho que vou ter que trocar as fechaduras da minha casa de novo, não é? 

– Nem pense em fazer isso Miles Harvey White, se fizer, eu emito um laudo médico, atestando que você não está em suas capacidades mentais de tomar quaisquer decisões..

– Exagerado você, em Jeremy.. 

– Só estou cuidando do meu único irmão mais novo e teimoso.. 

– Tá, tabom.. Devolve a chave para mamãe, e depois eu te dou outra cópia..

– Olha, que eu vou cobrar mesmo..  Mas enfim, o que veio fazer aqui? Seus remédios acabaram já? 

– Não, não é isso..  na verdade, eu vim foi pedir um conselho.. 

– Conselho? Pode dizer, o que aconteceu? 

– Então, lembra da garota que eu tinha falado? 

– Sei, você disse que se conheceram em um orfanato e depois disso não se viram mais.. Mas por quê?

– Eu a reencontrei hoje, na escola..

– Mas o que.!?  Você se encantou por uma garota do colegial, Miles? Uma pirralha que nem sequer saiu das fraldas direito? 

– Não a chame de pirralha, ela não é uma aluna do colegial.. A Audrey está cursando história na faculdade, e não é bem minha aluna.. 

– Menos mal, já imaginou se descobrem que você está se envolvendo com uma aluna? Adolescente ainda por cima..

– Eu não sou idiota, Jeremy.. Sei o que estaria em jogo se me envolvesse com alguma aluna, e eu não pretendo jogar minha carreira no lixo por um momento.. 

– Tá, tabom desculpa.. Eu sei que você é responsável e tem consciência dos seus atos, mas enfim, qual o conselho veio pedir..

– Combinei de me encontrar com ela na sexta a noite, mas eu não sei.. será que não estou indo rápido demais? 

– Rápido demais, Miles? Você passou um ano isolado de todos, em luto, depressivo..  Não acho que a Gabby iria gostar de ver você nesse estado..  

– Eu sei, mas...  não é fácil de esquecer uma relação de mais 4 anos..

– Eu entendo, mas você precisa erguer a cabeça e seguir em frente..  Saia com a garota, se permita conhecê-la, e permita ela conhecer você também..  Vai ser bom para você..

– Certo, mas e a Becca? Ela pode não gostar, ou se sentir bem, ao ver outra ocupar o lugar que era da irmã dela.. 

– Não se preocupe com ela, a Becca apenas quer você bem.. Tenho certeza que ela vai apoiar você também em qualquer decisão que tome..

– Você acha?  Talvez ela pense que a culpa tenha sido minha, pela morte da Gabby e do....  você sabe..

– Por que você mesmo não pergunte isso a ela? 

– Como assim? 

– Olá Miles, tudo bem?

– Becca?  Eh.. olá, eu não...  não tinha visto você..  você não ouviu..  ouviu?

– Cada palavras, desde que começou a falar da minha irmã.. 

– Desculpe.. me desculpe, a culpa foi minha.. era para ter sido eu, não ela e o bebê..  E agora, aqui estou eu.. pensando em um possível novo relacionamento, eu só posso ser um monstro e egoísta por isso...

– Não Miles, você não é..  A culpa não foi sua, pelo que aconteceu.. E você não é um monstro por querer recomeçar, é o que ela iria querer.. 

– E quanto a você? 

– Eu só quero a sua felicidade, Miles.. Não tenho mais minha irmã, minha melhor amiga..  Mas quem mais perdeu, foi você..  então merece um recomeço..  Se vai ser com essa garota ou com qualquer coisa, não importa.. Você estando feliz, já vai ser reconfortante..

– Obrigado Becca.. 

– Não precisa agradecer, apenas vá e seja feliz.. 

– Eu disse que ela entenderia, eu tenho mesmo uma esposa incrível.. Mas não era para senhora estar descansando? 

– Tinha sede, então desci para pegar um pouco de água.. 

– Era só ter me chamado, que eu levaria para você.. Sabe que não pode fazer esforços..

– É só um copo de água, Jeremy.. não seja exagerado...

– É o que eu sempre digo, mas ninguém me ouve.. – digo revirando os olhos.. – Mas por que esses cuidados todos? Está doente, Becca? 

– Não, não tem nada a ver com doença nenhuma.. seu irmão que é um exagerado, e tem me tratado como se fosse uma boneca de porcelana frágil..

– Não é exagero, apenas quero vocês bem, e estou cuidando de vocês.. 

– Espera, "vocês"? No plural? Então isso quer dizer....

– A Becca está grávida, de dois meses.. Descobrimos há poucos dias, você vai ser tio.. A mamãe vai me matar por contar para você antes dela, mas okay..

– Parabéns, tenho certeza que vocês serão ótimos pais.. E boa sorte com a mamãe, ela vai te dar um bom puxão de orelha.. Mas por que não contaram para todos ainda?

– Pelo bem dela e do bebê.. Como só tem dois meses ainda, é perigoso e para não ter risco de perder ele.. 

– Ou ela, pode ser que seja menina também..  Mas é mais porque o Jeremy é exagerado...

– Te entendo, ele sempre foi assim..

– É sério isso? Meu irmão e minha esposa se juntaram agora para falar mal de mim? 

– Você acha que fazemos o que quando você não está por perto? – sorri o provocando..

– Cala boca, Miles.. – resmunga revirando os olhos..

– O que seria um encontro entre irmãos, sem essas provocações.. – Becca ri, acariciando o cabelo dele..

– Nos provocamos há mais 20 anos, novidade seria se não nos provocassemos mais..

– Quem não conhece vocês, que diriam nunca brigaram na vida..

– Sabemos.. – dizemos em uníssono..

– Vocês são mesmo irmãos.. – riu se levantando, nos deixando sozinhos de novo..


Passamos o final da noite conversando, e relembrando nossa infância enquanto faziamos o jantar..  

Realmente, era isso o que precisava.. De um momento mais em família, mesmo que apenas com meu irmão e minha cunhada..  são desses pequenos momentos que realmente importam...



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