História No More Hope - Interativa - Capítulo 12


Escrita por: e _Hiro_chan_

Postado
Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Personagens Originais
Tags Boku No Hero, Interativa, My Hero Academia, No More Hope
Visualizações 70
Palavras 2.578
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Hentai, Luta, Romance e Novela, Shounen, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Capítulo by: @Saberus

E HOJE, ALÉM DO CAPÍTULO, TEMOS UM CO-AUTOR NOVO.

TODOS SAUDAM @_Hiro_chan_

Capítulo 12 - Capítulo 009; Pesadelo e Rivalidade das chamas


Capítulo 009; Pesadelo e Rivalidade das chamas

Chinotsuki dormia em sua cama, num quarto separado que as crianças dividiam, sequer imaginando o que estaria acontecendo. A porta de seu quarto abria-se suavemente, e o silêncio do cômodo foi substituído por um ranger e, depois, pelo som de passos em madeiras que, por conta da idade, rangiam também. Chinotsuki, naquele momento de sossego, era vigiado por uma figura de cabelo liso escuro que escondia seus olhos turquesa.

- Vai acordar ele ou não? – Perguntou um garoto na porta do quarto. Este tinha olhos rubis e um cabelo escuro. – Se você demorar, vou acorda-lo com um choque. – Ele parecia dizer a verdade, já que de uma tomada próxima se manifestou a energia elétrica que foi drenada para dentro do garoto de olhos rubis.

- Paciência. – O garoto murmurou.

A cor nos olhos do garoto se intensificam e o mesmo, suavemente, tocou na cabeça do “irmão” mais velho que murmurou algumas coisas. Um largo sorriso formou-se nos lábios do garoto.

Chinotsuki corria por um grande campo cheio de grama. Tanto do seu lado direito quanto do esquerdo haviam gatos que o acompanhavam naquela corrida. O rapaz em algum momento decidiu parar de correr e sentou-se na grama e pareceu surpreso quando uma árvore surgiu do nada para lhe oferecer uma sombra e, segundos depois, uma cerca a poucos metros e ovelhas que saltavam. Os gatos, que antes o acompanhavam, tornam-se bípedes e alguns começam a manusear espadas que anteriormente eram próprios rabos. Tudo parecia normal para um sonho. Chinotsuki, mesmo sentado, quase deu um pulo quando escutou o som de trovões, e olhou para o céu ainda claro, mas com nuvens escuras se formando. As ovelhas foram atingidas por raios e, imediatamente, mortas. Os gatos, loucos pela tempestade, matam uns aos outros. As nuvens, antes no céu, descem e encobrem todo o campo de grama. O rapaz não entendia o que estava acontecendo. Ele observou as nuvens tomarem formas humanoides e, inclusive, escutou vozes que vagamente lembravam-se de sua infância no orfanato da Madre Teresa.

- Não vamos querê-lo. – Uma das vozes murmurou para outra cuja forma era da própria Madre Teresa. – Ele parece muito agressivo. – Sim...em sua infância, Chinotsuki era de fato violento.

- Ele é um demônio. – Outra voz murmurou. – Minha família é religiosa e veja aqueles olhos. Só ódio. – Outra que estava certa. Uma de suas individualidades, de fato, lhe dava características demoníacas.

- Não vamos querê-lo. – Outra voz.

- Não. – Muitas vozes.

Chinotsuki ficou em silêncio. Seus olhos azuis observando uma nuvem menor que estava atrás da árvore que lhe oferecia uma sombra. Sim, aquela era ele em sua infância, ouvindo escondido todas as pessoas que negavam sua adoção. O rapaz abaixou sua cabeça, querendo que aquelas vozes sumissem de uma vez, seu corpo foi coberto pelas chamas azuis que controlava e, quando o mesmo apertou firme suas mãos, uma onda de chamas se espalhou pelo lugar, acertando as nuvens e a árvore que o mesmo estava encostado. As nuvens desaparecem, restando apenas um gramado consumido por chamas azuis e uma árvore morta, Chinotsuki continuou em silêncio até sentir uma intensa dor.

Chinotsuki acordou com uma criança sentada nele. O mesmo garoto de olhos rubis que liberava de seu pequeno corpo a energia elétrica acumulada da tomada. O garoto parou com o choque e exibiu um divertido sorriso para seu “irmão” mais velho que estava, por enquanto, paralisado na cama com um pouco de fumaça saindo de seu corpo e com o cabelo todo arrepiado.

- Bom dia nii-san! – O garoto comentou. – A vovó pediu para te chamar. –

- Dá próxima... – Chinotsuki começou. - ...me dê um tapa. –

- Não seria divertido. – O garoto comentou deixando o corpo do rapaz e, acompanhado por outro garoto, deixaram o quarto.

Chinotsuki ficou alguns minutos a mais na cama, cobrindo seus olhos com o braço para esconder algumas lágrimas, desejando profundamente esquecer-se daquele pesadelo. Ele suspirou enquanto escutava a agitação matinal das crianças e, por fim, deixou a cama e se olhou no espelho antes de deixar o quarto. Um dos motivos de nunca ter sido adotado era por conta de sua aparência. Ele deixou o quarto e desviou de duas crianças que brincavam de pega-pega e se dirigiu para a escada e evitou alguns brinquedos nos degraus. No primeiro andar, caminhou até a cozinha e cumprimentou a Madre Teresa, ainda com sono, e pegou um copo e o encheu de suco de laranja e deu alguns goles, até perceber numa outra presença e quase engasgar. Tomando um café num dos cantos da mesa e com um jornal nas mãos, Clint Beaumont.

- Que diabos ele faz aqui? – Chinotsuki perguntou apontando para o fumante. O rapaz, ao fim do questionamento, foi molhado por um pouco de água jogado nele pela única mulher no cômodo.

- Olhe seus modos com as visitas. – A Madre Teresa comentou.

- Bebendo um excelente café? – Clint fez, obviamente, uma pergunta retórica. – Vim busca-lo. – O fumante, assim que percebeu uma confusão nos olhos do rapaz, continuou. – Você é fraco, garoto. Se algum dos líderes tiver a intenção de enfrenta-lo, você morre. A diferença de nível entre vocês é gritante. – O fumante deu outro gole. – Por isso, vim busca-lo. Alguém vai treina-lo até que eu consiga contato com todos os líderes e conseguir marcar uma data para a reunião. – Clint pegou seu celular e, depois de dez segundos, quebrou o seu silêncio. – Terá duas semanas, no mínimo, para progredir. –

- Não sou fraco. – Chinotsuki comentou. – Já enfrentei um cara e ganhei dele. –

- Ah, aquele que foi atropelado por um caminhão? – Clint, novamente, fez uma pergunta retórica. – Individualidade curiosa à dele, mas saiba que existe alguém muito pior com um dom semelhante. –

- Você vai me treinar? – Chinotsuki perguntou. Ser contra ao treinamento não o levaria a lugar nenhum.

- Não. – Clint respondeu, satisfeito pelo garoto estar tão receptivo com o que estava fazendo. – Mas outra pessoa em meu lugar fará isso. – O fumante, ao perceber outra confusão nos olhos de Chinotsuki, continuou. – Olhe pela janela. –

E o rapaz fez isso. Chinotsuki se aproximou da janela da cozinha e viu no jardim um rapaz de olhos vermelhos e cabelo loiro fazendo malabarismo – de bolas flamejantes – para alguns de seus irmãos, o desconhecido inspirou profundamente e, depois de segundos, soltou fogo por sua boca como se fosse um lança-chamas.

- Aquele é Koichi Azalea. – Clint comentou e retirou um maço de Black de sua calça, mas ao colocar o cigarro na boca e tentar acendê-lo, o cigarro foi molhado por água que foi derramada de um copo de Madre Teresa.

- Minha casa, minhas regras. – A mulher murmurou.

- Entendido, senhora. – Clint murmurou e voltou sua atenção para Chinotsuki. – Ele será o responsável por treiná-lo. – O fumante se levantou e jogou o cigarro molhado no lixo.

- Aonde iremos? – Chinotsuki perguntou.

- Como? – Clint perguntou, mas se lembrou do que disse para o garoto e, antes que o mesmo perguntasse novamente, ele continuou. – Um lugar esquecido. –

- Você é péssimo com informações. – Chinotsuki comentou.

- Geralmente é o contrário. – Clint murmurou e, depois de mais um gole em seu café, prosseguiu. – Tem dez minutos para arrumar suas coisas. –

- Beleza. – Chinotsuki comentou e numa golada só terminou seu suco e deixou a cozinha.

- É para o bem dele? – Madre Teresa perguntou ao ouvir os passos de Chinotsuki já nas escadas.

- Sim. – Clint respondeu. – O que acontecerá nessas duas semanas, ou mais, naquele treino será somente para o bem dele. – O fumante não precisou se esforçar para ouvir as crianças, do lado de fora, se divertindo. – A força dele até agora veio do desejo de proteger sua família, mas apenas isso não será o bastante. –

- Eu agradeço por isso. – Madre Teresa comentou.

Um homem apareceu de repente no cômodo. O cansaço era evidente já que estava suado e suas pernas tremendo. Aquele era um dos capangas do Sr. Beaumont que apareceu minutos antes de Chinotsuki despertar e desaparecido com uma simples ordem.

- Pronto? – Clint perguntou.

- Sim. – O capanga respondeu.

- Ótimo. – Clint comentou e, depois de se levantar, andou até a janela e assobiou para o loiro do lado de fora. – Entra! –

Koichi, com um fechar simples de suas mãos, desfez as bolas de fogo que exibia num malabarismo e retornou para dentro do orfanato e se esquivou de algumas crianças e chegou à cozinha.

- Não me dê ordens. – Koichi comentou mirando seus olhos vermelho no fumante. – Ou vou queimar isso que você chama de rosto. – O braço direito inteiro dele foi coberto por chamas que, sem dificuldade, se concentram na palma de sua mão. – Concordei em treinar um inútil, mas não em responder suas ordens. –

- Respeito. – Madre Teresa comentou tocando no ombro esquerdo de Koichi e, sem se incomodar, assobiou.

Koichi, obviamente, se incomodou pelo barulho. Madre Teresa usou sua individualidade no loiro e, com aquele toque, aumentou exponencialmente sua audição. Agora, qualquer barulho feito era doloroso ou muito incomodo para Koichi.

- Fale direito com os mais velhos. – Madre Teresa ordenou ainda segurando o ombro de Koichi e, desta vez, o apertando.

Dessa vez, o que Madre Teresa aumentou foi o tato e, aquele simples aperto, tornou-se insuportavelmente doloroso. A mulher exibia um sorriso reconfortante mesmo tornando-se uma ameaça em potencial para Koichi.

- Estamos entendidos, Koichi-kun? – Madre Teresa perguntou.

- Sim. – Koichi respondeu imediatamente, até mesmo o som da voz era incomodo para ele com sua audição tão aflorada.

- Domesticado. – Clint murmurou e, antes que Koichi o respondesse, continuou. – Naquele lugar não abaixem a guarda. –

- Aonde vamos mesmo? – Koichi perguntou.

- Floresta das Bestas, Nagano. – Clint respondeu e, ao perceber que a confusão nos olhos rubis de Koichi, continuou. – Um lugar abandonado há uma década que servia para treinar estudantes de heróis. – Ele esfregou seus olhos depois de remover os óculos escuros. – Longe dos olhares de curiosos e repleto de bestas selvagens. –

- Porque será que foi abandonado né? – Madre Teresa murmurou, mas obviamente que a pergunta foi retórica.

- Então, vamos? – Chinotsuki perguntou na entrada da cozinha com duas mochilas, uma em cada mão, e um olhar verdadeiramente ansioso para aquela viagem. Outra evidência de sua animação era seu rabo de tufo preto que se mexia de um lado a outro como de um cachorro.

- Boa sorte. – Clint comentou.

O capanga/espião de Clint se aproximou de Chinotsuki e tocou em seu ombro e, com um gesto, chamou por Koichi que se aproximou e permitiu que fosse tocado. Um segundo depois, os três não estavam mais no cômodo e quinze segundos depois o único a retornar foi o capanga.

- Bom, nossa conversa foi boa. – Clint comentou e, depois de terminar seu café num gole, voltou a ficar de pé. – Tenho que voltar ao meu território e as minhas tentativas de reuniões. Seu orfanato estará aos meus cuidados enquanto Chinotsuki não estiver. –

- Eu agradeço. – Madre Teresa comentou.

E então a mulher ficou sozinha no cômodo quando Clint e o capanga/espião sumiram da mesma forma que Koichi e Chinotsuki.

- MERDA! – Gritou Chinotsuki em fuga.

- CALE A BOCA, IDIOTA! – Koichi gritou.

Atrás deles, um urso-negro com cicatrizes pelo corpo, corria atrás da dupla que tinha, a momentos antes interrompido seu café da manhã. Koichi disparou uma simples bola de fogo na direção do rosto do animal, mas o mesmo se defendeu colocando uma das patas na frente.

- ATAQUE TAMBÉM, IDIOTA! – Koichi gritou.

Chinotsuki até faria isso se não tivesse esquecido sua katana no orfanato, ou seja, estava dependente apenas das suas chamas. O rapaz de olhos azuis enquanto corria cobriu seu corpo com chamas azuis e parou de correr, mesmo que 90% dele desejasse que continuasse a fuga, e esperou pelo urso-negro que, mesmo vendo o poder de seu inimigo, não se intimidou. Chinotsuki respirou fundo e concentrou as chamas na palma direita e, todo aquele fogo tomando seu corpo, foi para sua mão e quando o urso já estava próximo, ele liberou aquele poder que acertou o urso que foi engolido pelo fogo anil.

- NÃO É O BASTANTE! – Chinotsuki gritou.

- Agora é. – Koichi comentou a poucos metros de distância, suando pela corrida feita até aquele ponto. O loiro criava e manipulava constantemente chamas carmesins e unia-as numa chama cônica. Koichi movimentou seu braço – aquele responsável por segurar a chama cônica – para trás e depois para frente liberando, desta forma, o poder flamejante reservado naquela sua criação.

O urso-negro foi atingido. O animal sumiu sem deixar nenhum sinal. Koichi se ajoelhou sem ter mais forças para ficar em pé. Chinotsuki se aproximou do loiro, ficou de joelhos e passou o braço direito do mesmo pelo seu ombro e, sem esforço, ficou de pé assim como o loiro. Chinotsuki não disse nada por alguns minutos até chegarem numa cabana – que por sorte tinha quartos separados – com outros cômodos pequenos, atrás da construção de madeira havia uma queda de água – cachoeira – e um riacho que levava para algum lugar, e muita grama. Provavelmente, não teriam apenas ursos naquela floresta. Chinotsuki, por vantagens de conseguir andar, escolheu o melhor quarto – o único com cama de casal – e deixou o outro, com uma cama de solteiro, para Koichi que resmungou pela injustiça e pela fraqueza do uso de sua individualidade há poucos minutos. Os dois deixaram a cabana depois de vasculharem seus cômodos.

- Vamos ao seu treino. – Koichi comentou e apontou para a pequena cachoeira a poucos metros da cabana. – Faça o possível para que a água não apague suas chamas. –

- Tá louco? – Chinotsuki perguntou.

- Eu sei que água apaga fogo. – Koichi comentou. – Mas deveria ter uma resistência quanto a usuários de fogo. – O corpo do loiro entrou em combustão e caminhou até a cachoeira e ficou em baixo da mesma e lutou contra a água por vários segundos até suas chamas se apagarem. – 10 segundos para água apagar o fogo de um Pirocinético. – “E esse nem é meu melhor resultado” Koichi pensou. – O fogo azul é aquele com mais intensidade na temperatura. – Koichi se aproximou de Chinotsuki e segurou seu ombro esquerdo. – Então, cubra a merda do seu corpo com essa droga de fogo azul antes que eu te arrebente todo, diabo. –

- Você não ousaria, loirinho. – Chinotsuki comentou e segurou o ombro direito de Koichi e encostou sua testa na dele.

Koichi, que antes usava sua individualidade para se secar, tem seu corpo coberto por chamas no mesmo segundo que Chinotsuki envolve seu corpo com as chamas azuis.

- Será? – Koichi perguntou e segurou o ombro esquerdo de Chinotsuki, além disso, intensificou suas chamas, ou seja, agora as suas eram maiores que do rapaz de olhos azuis.

- Cabeça quente. – Chinotsuki murmurou e, assim como Koichi, intensificou suas chamas deixando-as maiores que do loiro.

- Demônio. – Koichi retrucou e dobrou o tamanho de suas chamas e, depois de olhar para o fogo anil menor que o seu fogo carmesim, comentou. – O meu é maior. –

Chinotsuki ficou em silêncio, mas obvio que não deixou barato. Suas chamas crescem ainda mais superando as chamas de Koichi e, além disso, consumiam lentamente as chamas carmesins. O loiro percebeu que as chamas anis consumiam suas chamas e não permitiria que aquilo acontecesse tão facilmente, por isso intensificou seu fogo e fez com que o mesmo se alimentasse das chamas azuis – o que era um trabalho mais difícil. Qualquer um que chegasse naquele momento veria duas pessoas de testas unidas envoltas numa grande chama lilás.



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