História No More Hope - Interativa - Capítulo 25


Escrita por: e _Hiro_chan_

Postado
Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Personagens Originais
Tags Boku No Hero, Interativa, My Hero Academia, No More Hope
Visualizações 50
Palavras 3.906
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Hentai, Luta, Romance e Novela, Shounen, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Adivinha quem teve que ir para outro lugar apenas para poder mexer na internet e aproveitar para enviar esse capítulo? ISSO MESMO, EU!
Seguinte, meu carregador morreu de vez mesmo e meu notebook tá com 30%...tenho parente que me disse que amanhã ia me entregar um de manhã, mas tem muitas horas na "manhã"...

Capítulo 25 - Capítulo 022; Caça ao Tesouro - Parte Quatro.


Fanfic / Fanfiction No More Hope - Interativa - Capítulo 25 - Capítulo 022; Caça ao Tesouro - Parte Quatro.

Capítulo 022; Caça ao Tesouro – Parte Quatro.

Chinotsuki conseguiu farejar o segundo individuo depois de uma caminhada de poucos minutos. O demônio caminhava pelos corredores de um prédio que julgava estar abandonado por conta do interior da construção. Seus passos eram calmos e ritmados enquanto subia para o próximo andar por uma escadaria velha. Faltava iluminação – águas-vivas – naquele lugar e por isso clareava seu caminho com seu fogo anil que vez e outra era vencido pela água e o demônio acabava por acendendo outra chama. Chinotsuki sentia que o cheiro tornava-se mais forte a cada andar. Já tinha se acostumado a aquela fragrância incomum do restante de Shizuoka e imaginava que não seria difícil encontrar os outros três que faltariam depois de encerrar seus assuntos com aquele que buscava. O demônio parou de caminhar quando chegou numa porta cuja numeração era 404 e sentia que a fragrância era, sem dúvida, mais forte naquele apartamento. Chinotsuki levou sua mão direita à maçaneta da porta e a girou e devagar empurrou a porta e silenciosamente acessou o apartamento. Não havia mais ninguém além dele e de outra pessoa. O demônio em passos leves caminhou por cada cômodo descobrindo que aquele lugar, assim como restante do prédio, estava abandonado. Ele seguiu seu olfato que o levou para um quarto e lá, numa cama nitidamente velha com cobertores em trapos, um individuo de Quioto dormia pacificamente enquanto era observado pelo rapaz das chamas azuis. Chinotsuki se aproximou devagar da cama enquanto sua mão direita aquecia-se a cada centímetro a menos que separava o demônio daquele desconhecido adormecido. Ele, por alguns minutos, observou a pessoa que dormia e tentava reconhece-la, mas foi em vão. O demônio suspirou e atacou o desconhecido no abdômen pouco depois de vê-lo abrir seus olhos e encher seus pulmões para berrar, mas era tarde. Ele perfurava não apenas o abdômen, mas também o coração do desconhecido por conta de sua mão direita que se cobriu pelas chamas anises pouco antes do contato com o outro corpo. O demônio observou sangue escorrer pelos lábios daquela pessoa e pelo ferimento mortal aberto no seu corpo que se misturava com a própria água tornando-a vermelha. O demônio observou o corpo mórbido por alguns minutos até silenciosamente deixar o cômodo e depois o prédio. Ele tinha uma divida com Uroko Shimizu. Deveria pagar matando seu povo que se infiltrou no território marítimo. O demônio sentia como se algo nele lentamente deixasse de existir. O terceiro individuo não estava muito longe, no entanto sentia-se na obrigação de avisar o líder de Shizuoka de seu último encontro. O demônio caminhou por quinze minutos e ignorou como as pessoas olhavam para ele, ou melhor, para a sua mão direita manchada de sangue. Após esses quinze minutos ele chegou à residência de Uroko Shimizu e adentrou e tranquilamente passou pelas acomodações e ignorou o cheiro de Koichi ainda no sofá. Alguém lhe disse que levaria um tempo para que ele acordasse. O demônio abriu a porta do escritório do líder do território aquático e sentiu a atenção do mesmo nele. Os olhos anises de cada um se cruzam em diferentes posições do cômodo.

- Menos um... – Chinotsuki finalmente falou depois de acessar o cômodo e aproveitou para aproximar-se um pouco mais. -...ainda restam três. –

- Você saboreou a morte pela primeira vez. – Uroko comentou e ao fim daquelas palavras se permitiu um sorriso enquanto apoiava seu queixo nas mãos. – Interessante. –

O demônio não disse mais nada e apenas fez uma reverência antes de se virar e deixar o cômodo. O cheiro de Clint Beaumont estava cada vez mais fraco naquele lugar então imaginou que em poucas horas se extinguiria. Ele cruzou o corredor da residência de Uroko e parou na porta e só não continuou porque ouviu um resmungo e, quando olhou para um sofá em particular, percebeu que seu companheiro de viagem estava sentado e depois de alguns segundos de pé. Koichi ainda sentia as dores da última batalha.

- Bom dia. – Foi tudo o que Chinotsuki disse para o Azalea depois de se aproximar do sofá.

- Como cheguei aqui? – Koichi perguntou e olhou ao redor. Ele se recordava da viagem até Shizuoka, mas a história era outra após Chinotsuki encontra-lo num beco. – O cara... –

- ...está morto. – Chinotsuki interrompeu Koichi e sentou-se ao seu lado e cruzou os braços enquanto sentia ser vigiado pelos olhos carmesins. – Não o matei, mas gostaria muito disso. – Chinotsuki olhou para baixo enquanto um sorriso formava-se nos seus lábios. – Como eu queria mata-lo por te machucar. Queria queimar cada centímetro do corpo do desgraçado. Eu ainda me recordo da sensação de segurar aquele rosto e me recordo do cheiro de carne queimando e do terror que ele sentiu. – O demônio descruzou seus braços e observou suas mãos enquanto aumentava seu sorriso. – Como eu desejo a cada segundo reivindicar aquela morte. –

Koichi percebia como o colega agia bem diferente de seu normal. Ele até cogitou perguntar, mas Chinotsuki suspirou depois de um silêncio duradouro entre eles e se levantou e deixou o sofá sem olhar para o Azalea e depois deixou a residência e foi atrás do terceiro individuo. Koichi ficou sem entender o que acontecia.

- É obra de minha individualidade. – Uroko, que estava na entrada da sala onde residia o sofá, comentou depois de sentir a confusão mental no Azalea. O líder de Shizuoka manteve aquele gentil sorriso. – Quanto mais sangue derramado menos sentimentos...menos empatia. É magnifico o que isso pode fazer com os outros. –

- Isso vai parar? – Koichi perguntou.

- Duvido muito. – Uroko respondeu. – Isso não aconteceria se não tivessem matado o primeiro longe de meu território. –

- Seu território é a porra do mar. – Koichi comentou e, depois de reclamar um pouco de dor, prosseguiu. – Queria que a gente levasse aquele cara pra terra firme e começasse uma luta? Não responda. – Koichi continuou. – Onde ele foi? –

- Vai saber? – Uroko comentou e, depois de coçar sua bochecha, prosseguiu. – Está perseguindo os invasores. Você é inútil se não sabe onde ele foi. –

E Chinotsuki já estava longe da residência enquanto acontecia aquela conversa. O demônio passava a língua por seus caninos enquanto sentia aproximar-se do terceiro individuo que, assim como o anterior, encontrava-se dentro de um prédio, mas este não parecia abandonado. Era algo até que aceitável. Sua construção apesar de velha parecia adaptar-se a vida marinha e suas cores contrastavam com os musgos que cresciam em muitas partes do mesmo e as algas no terraço davam um maior charme. Era, sem dúvida, um belo prédio e as pérolas que criavam seu nome – Kaiteki-sa – dava para a construção um luxo ainda maior. Chinotsuki entrou e seu olfato já foi recepcionado por incontáveis fragrâncias, mas a principal era da temperatura ambiente mais quente, ou seja, a água inexplicavelmente aquecida. O demônio enquanto caminhava olhava discretamente para pessoas que possuíam moluscos em algumas regiões de seu corpo e parou de andar quando uma mulher segurou seu braço esquerdo.

- Olá, bem vindo ao spa Kaiteki-sa. – A jovem comentou e prosseguiu depois de rosnar para outra atendente que, com medo, se afastou. – Vi que se interessou na massagem de moluscos. Gostaria de experimentar? –

- Como funciona? – Chinotsuki perguntou. Era óbvio para ele que não possuía nenhum desejo em fazer aquilo.

- Nós colocamos alguns moluscos em qualquer área do seu corpo e eles fazem o resto: massagem ou sucção de gordura. – A atendente parecia esperançosa acreditando que o demônio estaria de acordo com aquele tipo de serviço, mas um sorriso se formou pelo canto dos lábios e ela se aproximou mais um pouco de Chinotsuki e sussurrou ao mesmo. – E temos uma área VIP para...fetiches. Imagine a sensação em ter cada centímetro de seu corpo violado por tentáculos. – Era nítido o rubor de seu rosto e o cheiro de prazer na atendente.

“Todos são estranhos” o demônio pensou e suspirou depois de se afastar da desconhecida que se deparou com outro possível cliente. Chinotsuki seguia o rastro do terceiro individuo e depois de perceber que a fragrância se fortalecia no segundo andar utilizou da vantagem na água, ou seja, da leveza para saltar e chegar ao segundo andar sem utilizar as escadas. O demônio caminhou por mais alguns metros e só parou porque chegou ao seu terceiro alvo que se aproveitava de uma massagem enquanto estava deitado numa luxuosa maca. Chinotsuki suspirou novamente e removeu o molusco e o jogou em qualquer direção.

- Que merda é essa? – O terceiro e desconhecido individuo perguntou erguendo seu rosto e encarando os sombrios olhos anises de Chinotsuki.

O demônio não respondeu. Ele apenas sorriu de orelha a orelha e mostrou seus dentes e inclusive os caninos e utilizou de sua cauda de tufo-preto que se envolveu no pescoço do desconhecido e o estrangulou. Chinotsuki o observou tentando desprender a cauda de seu pescoço e não abandonou aquele sorriso até o desconhecido não reagir mais. O demônio desenrolou a cauda e pegou o molusco que jogou e o devolveu ao corpo mórbido. Qualquer um acharia que ainda recebia a massagem ou a sucção. Chinotsuki adoraria jogar o desconhecido na superfície e atear fogo no mesmo. O demônio retornou ao primeiro andar e, ignorando as ofertas da mesma atendente, deixou aquele lugar e parou por alguns segundos. Os cheiros do quarto e do quinto estavam na mesma direção. “Ótimo” pensou e pôs as mãos atrás de sua cabeça enquanto retornava a caminhar e olhava para cima, ou seja, a superfície e imaginava que faltava muito tempo ainda para escurecer. O demônio não ignorou um tubarão-branco enorme com outros atrás do mesmo e com um corpo na sua boca. Chinotsuki utilizou novamente da leveza para saltar longas distâncias e ignorou as ofensas de algumas pessoas quando pousou do lado ou a frente delas as assustando. Enquanto isso, Koichi que estava com o celular de Chinotsuki e ainda na residência de Uroko, enviava uma mensagem para a única pessoa que poderia ajudar naquele momento.

“Clint? Aqui é Koichi.”

“Ótimo, está vivo.”

“Porque foi embora?”

“Não devo explicação a você. O que está querendo?”

“É o Chinotsuki.”

“Que merda ele fez agora?”

“Longa história ou quer um resumo?”

“Koichi!”

“Tá...individualidade do Uroko pelo visto tem um efeito ótimo de eliminar emoções quanto mais a pessoa mata no território dele. E Chinotsuki está matando os invasores de Quioto.”

“Ótimo, agora Quioto tem um maníaco como líder. Avise-me se ele se tornar um narcisista que eu vou reuni-lo com outro.”

“É, engraçado. Sua namorada não poderia mexer com as emoções dele?”

Koichi viu que Clint digitava e esperou pela resposta. Clint estava de fato enviando uma mensagem para o Azalea, mas acabou por sendo observado por Mariko que agilmente segurou o smartphone e leu não apenas a conversa, mas também o que seria enviado.

- O líder de Quioto tá com problemas e você não quer ajuda-lo? Você não gostaria que ele tivesse uma divida – um favor – com você? – Mariko continuou lendo as mensagens enquanto andava de um lado a outro desviando das falhas tentativas de Clint recuperar seu celular. – Porque eu não posso ajuda-lo? Uma das minhas individualidades é basicamente isso. – A líder de Kitakyushu imaginava qual seria a resposta dele. Era óbvia afinal em seu ventre uma vida estava começando. Ela enviou uma mensagem para Koichi.

“Estamos indo <3”

- Chame seu capanga e vamos. – Mariko entregou o celular para o fumante e prosseguiu pouco antes de chegar a seu quarto. – Vamos! É uma ordem. –

E Clint obedeceu. Enquanto isso Chinotsuki parou em frente a uma casa de apenas dois andares. A fragrância dos indivíduos restantes vinha daquela residência. O demônio silenciosamente caminhou e se aproximou da porta e pareceu descontente pela mesma estar aberta. Ele andou para dentro da residência e sentiu mais cheiros além daqueles de seu território. Havia mais duas pessoas e o medo. O demônio silenciosamente caminhou pelos cômodos e não deixou de perceber algumas coisas desarrumadas e fotografias jogadas no chão e o fraco odor do sangue. Ali, naquela casa, houve um confronto e alguém acabou machucado. O demônio caminhou para o segundo andar e ouviu alguns choros e gemidos de dois quartos. Chinotsuki abriu a porta do primeiro quarto e silenciosamente observou uma mulher nua algemada na única cama e um homem por cima dela. O cheiro na desconhecida era de medo e nada do que aquele ato oferecia. Não havia prazer em seu cheiro, mas sim repulsa e medo pelo desconhecido. O demônio lentamente se aproximou do homem e usou novamente sua cauda, mas desta vez fazendo um corte profundo na jugular do mesmo. Sangue manchava a água enquanto o desconhecido pronunciava apenas um “Gah” antes de perder as forças de seu corpo. Chinotsuki novamente sentia como se alguma coisa estivesse lentamente deixando de existir, mas não parecia se incomodar. O demônio olhou para a mulher algemada na cama e notou os vários hematomas no corpo dela e o odor de tristeza e outro sentimento. Chinotsuki se aproximou dela depois de aquecer suas mãos e derreter as algemas dos pés dela.

- Esse homem era de Quioto assim como eu... – O demônio sussurrou enquanto segurava a algema do pulso esquerdo. -...devo me desculpar pelo que ele lhe causou. – Ele derreteu a algema e passou para a última. – Saia em silêncio. –

O demônio libertou a última mulher que depressa deixou a cama e chorando abandonou o quarto e abriu com toda força a porta da residência. Um som que não passou despercebido e que provavelmente interrompeu o que acontecia no quarto ao lado. Chinotsuki, ao lado do corpo mórbido do quarto individuo, foi observado pelo quinto (e último) habitante de Quioto. E o demônio novamente se permitiu sorrir enquanto sentia aquela próxima morte entre seus dedos e lambeu seus caninos. Ele se aproximou do desconhecido após liberar um jato de fogo dos pés – criando uma propulsão – e tentando acertar um soco no rosto do mesmo, mas que foi efetivamente bloqueado pelos braços do mesmo.

- Você não é daqui também. – O homem comentou e prosseguiu depois de segurar o braço de Chinotsuki, gira-lo e joga-lo para trás, ou seja, voltando-o para a cama. – De onde você é? –

- Quioto. – Chinotsuki respondeu e prosseguiu aquecendo aos poucos seu corpo. – Sou o líder de lá. –

Por um breve momento a surpresa ocupou os olhos do desconhecido. Chinotsuki novamente se aproximou para ataca-lo, mas não adiantou de muita coisa já que o homem bloqueou tanto com os braços quanto com as pernas seus próximos ataques. O demônio percebia um aumento nos músculos do desconhecido pouco antes de receber um ataque e um decaimento após os golpes.

- Fogo, não é? – O homem murmurou e segurou o punho fechado de Chinotsuki quando o mesmo tentou acerta-lo e prosseguiu. – Sem dúvida está em desvantagem aqui. Vamos subir. –

Sim, com tanta água seu fogo anil não era muito diferente das chamas carmesins de Koichi. O demônio desejava por aquele combate. Seu sangue fervia ansiando por uma luta e pelo derramamento de sangue daquele homem. Chinotsuki apenas mexeu sua cabeça concordando em irem para a superfície...para o Templo de Shizuoka...lutarem até a morte. O homem abriu caminho na porta e silenciosamente Chinotsuki passou pelo mesmo e numa distância de dez metros subiram para a superfície. Enquanto isso Clint com Mariko chegavam à residência de Uroko e eram atendidos por Koichi que pareceu satisfeito em vê-los. O próprio líder de Shizuoka estava logo atrás do Azalea e observando a única mulher no grupo.

- Aqui está ficando movimentado. – Uroko comentou e exibiu um dócil sorriso quando Mariko o olhou. – Bem vinda a Shizuoka. –

- Já vi parques aquáticos melhores. – Mariko murmurou e cruzou os braços.

Se Mariko não foi encasula era porque não mentia. Uroko suspirou e ignorou Koichi cobrindo a boca para evitar que sua risada fosse percebida pelo Shimizu. Mariko observou a iluminação dentro da residência e por um momento seus olhos brilham já imaginando sua próxima pintura. “O lar do monstro marítimo” uma casa tão linda com ótimas decorações e uma bela iluminação e um perigoso monstro que oferecia “conforto” para seus visitantes. Até onde iria a hospitalidade de Uroko Shimizu? Mariko mordiscou seus próprios lábios guardando a imagem daquele quadro em sua mente.

- Cadê ele? – Clint perguntou e sabia que não era necessário dizer a quem estava se referindo.

- Superfície. – Uroko respondeu e prosseguiu depois de perceber um olhar confuso na sua direção. – Fui alertado há dois minutos que duas pessoas seguiram para a superfície. Um deles liberava um jato de fogo azul dos pés. –

- Ele achou o último. – Clint murmurou e deu continuidade depois de olhar para cima. – Vamos. –

O trio (Koichi, Clint e Mariko) lentamente seguia para a superfície. Uroko apenas observou enquanto manteve aquele dócil sorriso e depois suspirou e fechou a porta de sua residência e ficou por lá mesmo. Não estava interessado no que poderia acontecer. Pouco mais de dez minutos depois eles chegam a superfície e sentem-se satisfeitos em respirar, mas a sensação some quando percebem algo no Templo de Shizuoka. A construção estava completamente tomada por chamas azuis. O trio nadou e chegou até terra firme e silenciosamente observam os sinais de um nítido confronto. Koichi foi o primeiro a reparar num corpo masculino sendo consumido pelas chamas anises, mas ainda mostrando sinais de estar...vivo? Sim, o desconhecido ainda sobrevivia mesmo que seu corpo estivesse tomado pelo fogo azul. O homem não podia deixar sua posição já que suas costas foram derretidas e sua pele se grudou naquela única construção. Mariko também foi a primeira a reparar em outra coisa. No topo do Templo de Shizuoka havia alguém os observando com cruéis e frios olhos anises. Era, sem dúvida, Chinotsuki que a cada inspirada profunda aumentava as chamas que cobriam toda aquela construção e tornava-a um farol azul. Eram nítidas as leves mudanças da aparência do líder de Quioto. Suas orelhas cresceram e lembravam agora os clássicos elfos das histórias de fantasias e aconteceu o mesmo com seus caninos. Mariko imaginou uma nova pintura enquanto observava o jovem líder...O demônio entre os humanos seria um dos possíveis nome que daria ao futuro quadro. Dava para sentir como Chinotsuki estava calmo, mas também com uma fúria guardada dentro de si prestes a explodir. Mariko utilizou sua individualidade e sentiu um turbilhão de negatividade. Clint reparou em como Mariko suou frio de um segundo para o outro e inclusive depositou uma das mãos nas costas dela quando a mulher vomitou seja lá o que comeu horas antes. O fumante também reparou noutra coisa após ser o primeiro a ouvir um grunhido de dor. Ele observou a guarda daquele lugar que já viu algumas vezes. A mulher estava no alto da construção e com a cauda de tufo-preto envolta do seu pescoço. Havia tanto calor que não surgia oportunidade para ela utilizar sua individualidade e criar seus braços ou tentáculos de água, mas estranhamente aquelas chamas anises eram inofensivas já que não a machucavam. Ela tentou impedir Chinotsuki e acabou daquela forma. O demônio inspirou mais uma vez e as chamas aumentam e o grunhido de dor do homem colado na construção é tão nítido quanto o sorriso de satisfação do líder de Quioto...um sorriso que ia de orelha a orelha. O que Chinotsuki criou naquele momento não era um farol, mas sim uma fogueira. Os olhos anises do demônio se cruzam com os carmesins do Azalea e as chamas azuis aumentam uma vez mais ao mesmo tempo em que fogo carmesim envolve o corpo de Koichi.

- Vão. – O Azalea murmurou e olhou para o fumante que segurava cuidadosamente Mariko. – Ele precisa de umas broncas. –

- Entendido. – O fumante comentou e olhou para trás quando sentiu um peso no seu ombro e suspirou quando viu seu capanga/espião. O trio desapareceu um instante depois.

- Beleza. – Koichi murmurou e prosseguiu depois de voltar seus olhos carmesins ao líder de Quioto. – Cara, você vai apanhar tanto. –

A cauda de Chinotsuki se desenrolou do pescoço da guarda e a mulher caiu alguns segundos depois na areia e tossiu um pouco. Koichi conhecia as habilidades de Chinotsuki afinal treinaram juntos por alguns dias sem um pingo de descanso. As chamas azuis que cobriam o Templo de Shizuoka se extinguem depressa. O Azalea continuava olhando fixo nos olhos anises do colega em busca de algum sinal racional e não violento, mas Shizuoka, ou melhor, a individualidade de Uroko Shimizu fez alguns estragos. Chinotsuki pulou do prédio e liberou uma propulsão de seus pés chegando mais rápido em Koichi e tentando acerta-lo com um soco, mas o Azalea desviou e, ao ver o companheiro numa ótima distância que o tornaria incapaz de desviar, o atacou com uma rajada flamejante carmesim e sorriu satisfeito quando o demônio foi parar longe com sua vestimenta um pouco queimada. Chinotsuki aquecia seu corpo e era perceptível isso por conta do vapor que saia de seus braços, mas não era apenas aquilo. Koichi recordou-se do confronto que foi o responsável por tudo e soube a intenção de Chinotsuki. Ele planejava causar queimaduras contínuas nele. O Azalea direcionou algumas esferas de fogo que foram facilmente esquivadas por Chinotsuki que parava de aquecer seu corpo e quando encontrou uma boa posição segurou seu pulso direito cuja palma estava bem aberta e liberou por ela todo o calor que se acumulava em seu corpo. Chinotsuki não promovia um ataque a curta distância, mas sim a longa distância. O calor acumulado foi liberado como uma rajada flamejante anil que acertou o Templo de Shizuoka e o acendeu novamente. Koichi só conseguiu se manteve inteiro porque combateu calor com calor, ou seja, aumentou a temperatura das chamas que envolviam seu corpo e assim não saiu machucado. Chinotsuki emitiu um “tsc” quando sentiu uma pontada de dor e olhou para seu braço e lá, desde a ponta de seus dedos até centímetros antes do cotovelo, estava coberto por queimaduras de segundo grau. Um risco muito pequeno a se correr se quisesse matar com êxito. O demônio por reparar em seu braço acabou por se distraindo e baixando sua guarda e Koichi se aproveitou disso. O Azalea se aproximou com uma propulsão – da mesma forma que Chinotsuki fez – e o acertou com um soco em seu rosto e, por um momento, esperou que aquilo bastasse para que o colega recuperasse sua sanidade, mas não funcionou. O demônio se aproveitou da falta de distância para agarrar Koichi pelo outro braço e o jogou por cima de seu corpo e o derrubou na areia, mas não parou por ali. Chinotsuki liberou um jato de fogo anil de seus pés e depressa alcançou uma boa altitude enquanto segurava o Azalea pelo braço. O demônio aproveitou para envolver seu corpo novamente em chamas anis e rodopiar enquanto alcançava vários metros acima do chão criando, desta forma, um redemoinho flamejante. Chinotsuki por fim soltou Koichi e o observou cair na areia da praia onde se encontrava o Templo de Shizuoka. O demônio aumentou seu sorriso e depressa caiu enquanto seu corpo ainda estava envolvido nas ferventes chamas azuis e quando chegou ao chão de areia espalhou seu fogo pela área e queimou fácil a pouca vegetação lá presente. Enquanto Koichi reclamava das novas dores ele reconhecia que Chinotsuki enlouqueceu e ansiava por derramamento de sangue. O quão louco alguém ficava sem os sentimentos? Bom...virava um demônio no pior dos casos. 



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