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História No More Sad Songs - Capítulo 24


Escrita por:


Notas do Autor


Olá pessoal!!! Tudo bem com vocês??

Cá estou eu com um capítulo que é muito importante para mim!! Então, espero muito que gostem!!

Quero agradecer a cada um que tirou um tempinho para ler e comentar o capítulo anterior!! Sério, ver vocês interagindo aqui na caixinha de comentários está me motivando muitoo para continuar a postar esta fanfic!!

Capítulo 24 - Never Let Me Go


Fanfic / Fanfiction No More Sad Songs - Capítulo 24 - Never Let Me Go

 

Capítulo Vinte e Quatro: Never Let Me Go

“E os braços do oceano estão me carregando
E toda essa devoção avançou sobre mim
E o peso é um paraíso para uma pecadora como eu
Mas os braços do oceano me livraram

Embora a pressão seja difícil de aguentar
É o único jeito de escapar
Parece uma escolha difícil de se fazer
Mas agora estou abaixo de tudo

Nunca me deixe partir, nunca me deixe partir
Nunca me deixe partir, nunca me deixe partir

E está acabado e eu estou afundando
Mas não estou desistindo
Apenas estou me entregando”.

- Never Let Me Go, Florence and The Machine.

Caroline Forbes POV

Los Angeles, Califórnia – EUA

 

Observei Klaus com a boca entreaberta, deixando que a minha respiração saísse enquanto todo o meu chão ruía de forma surpreendente.

- Eu ia te contar...

- Quando? No instante que voltasse para Londres ter sua vida de estrela? - ele indagou sarcástico.

O apartamento de Elena havia ficado pequeno demais para todo a discussão acerca do meu segredo. Camille encarava-nos quieta e eu sucumbia ao desejo de arrasta-la para fora do apartamento pelos cabelos e que deixasse eu e Klaus à sós.

- Não! Eu estava com vergonha de te contar a verdade. - murmuro arrependida.

- Tudo o que você me contou é mentira? - ele pergunta amargo.

- O que? Claro que não! - digo na tentativa de assegura-lo. Mas, foi em vão, pois ele me observava com aquele olhar; de que algo havia se quebrado e não seria fácil consertá-lo.

Klaus suspirou e se afastou de mim. Penei que estivesse indo para um lugar tão distante a ponto de que eu não conseguisse alcança-lo.

- Por favor... - praticamente imploro.

- Eu não posso... Não dá! - ele profere e se afasta ainda mais. Saindo pela porta às pressas e me deixando ali, petrificada por nossos bons momentos juntos. O sabor amargo embalsa minha garganta e sinto vontade de gritar. As lágrimas inundam meus olhos, mas mal consigo ter força para derruba-las.

- Care... - a voz fina de Camille me desperta para sua presença ali. Então, a dor da partida vai se transformando em ira sólida.

- Isso é tudo culpa sua! - exclamo e vejo minhas vistas ficarem cegas pelo ódio. Meu corpo responde se movendo sem ao menos minha aprovação, quando dou por mim estou proferindo tapas a minha irmã gêmea.

- Pare Caroline! - ela pede, mas estou sem controle algum. Camille tenta se defender, porém sua tentativa dura pouco tempo, logo ela está me acertando também. Sinto meus fios serem puxados entre tapas e pontas pés.

Nossa guerrilha dura poucos minutos, pois Camille consegue me segurar pelos pulsos e arrastar-me para o chão. - Pare!

Estou suada e ofegante. Mal consigo dizer qualquer palavra, pois as lágrimas deslizam por minha bochecha. Minha cabeça descansa no chão enquanto Camille segura meus pulsos acima dela, mas ao ver minhas lágrimas densas minha irmã compadece por mim.

- Ah, Care... - ela solta meus pulsos, mas me puxa para seu abraço. Estou chorando compulsivamente em seu ombro por tudo o que aconteceu comigo e com ela. Não há freio em minhas lágrimas, apenas um flashback de tudo o que nos trouxe até aqui hoje.

- Desculpe-me Cami... - sussurro entre as lágrimas. Eu sentia tanto, que estes sentimentos mal cabiam em meu peito. Minha irmã acaricia meu cabelo e murmura palavras de consolo. - Eu sinto muito por todo mal que te direcionei.

- Não precisa se desculpar, Care. - ela diz.

Me desvencilho de seus braços e a observo.

- Quando foi que nos afastamos tanto? - indago.

- Podemos nos aproximar, Care... Eu nunca deixei de ser sua irmã e mesmo que você tenha me afastado meus sentimentos por ti não mudaram. - ela murmura. Indago-me como Camille poderia ser tão boa assim, afinal foram anos de tratamento hostis e ela ainda me ama.

- Por que as críticas sempre eram direcionadas para mim, Cami? - indago chorosa.

Minha irmã respira fundo.

- Porque as pessoas sempre vão procurar alguém para odiar. - ela justifica - E você sempre fora uma pessoa autêntica e as pessoas não suportam isso.  Eu via quando você ia para cama as lágrimas e quão tentava fugir de tudo de ruim que era te direcionado, por isso tentei tomar as críticas.

- Como? - pergunto.

- Eu me esforcei duas vezes mais para tornar-me notícia, assim a crítica não perseguiria você e quando ganhei o Emmy pensei que seria bom para nós, porém isso te afastou ainda mais. - ela se justifica. Tento colocar-me no raciocínio de Camille, mas falho. Ela havia passado sua vida inteiro tentando ser o alvo da mídia, para que estes não direcionassem sua crítica amarga a mim.

- Meu Deus Cami... - murmuro boquiaberta. - Me desculpe...

Minha irmã passa seus dedos em minha bochecha secando minha lágrima e sorri. É um riso triste, mas compreensível. Sinto uma vontade de protegê-la crescer dentro de mim e o arrependimento amargurar-me perdidamente.

- Fiz tudo isso, porque eu não suportei ver suas lágrimas e quando Tyler Lockwood fez o que fez quase perdi a razão. - Cami resmunga.

Todo este passado me tira o fôlego. Eu odiava lembrar-me de quão fui boba ao me deixar levar pelas palavras doces de Tyler. Ele havia pego a minha maior fraqueza e a virou contra mim. E eu acreditei e nutri ainda mais a hostilidade por Camille.

- Tyler me fez acreditar que eu não era digna do amor genuíno e agora eu perdi Klaus. Céus! Por que eu sofro tanto? - pergunto. Camille me observa com seus doces olhos verdes projetando em mim todo conceito de lar em um abraço.

- Você é tão corajosa por amar, Care. Eu gostaria tanto de ter essa força pelo amor, mas sinto-me tão covarde. - ela murmura - Você se joga em algo novo e ama de corpo e alma.

- O que eu ganhei por ser tão corajosa? Apenas dor e um coração partido. Não há recompensas para pessoas como eu, Cami. - resmungo.

Minha irmã se leva e estende a mão para mim. Eu consigo ver a versão simbólica daquela imagem. Minha irmã estava ajudando-me a me erguer do limbo. Sua força impulsionava meu corpo a sair daquele estado de inércia dolorosa.

Como um ato de luz em meio a trevas agarro a mão de Camille e me impulsiono a levantar. Agora a altura de minha irmã ela me observa com um sorriso vitorioso.

- Você não perdeu o Klaus, Care. Ele só está confuso de tanta informação sobre você e eu que recebeu hoje, não há nada de errado nisto. - Cami diz calmamente - Pela primeira vez eu acredito que você tenha escolhido um homem bom.

Sorrio tímida.

- Ele é gentil, bem-humorado e me faz sentir bem. - declaro. Logo, sinto minhas bochechas vermelhas. - Klaus está me tratando como nenhum outro homem já fez. Ele é diferente.

Camille me entrega um sorriso animado.

- Então, vá atrás dele e diga tudo isso. - ela me encoraja.

- Mas...

- Apenas vá, Caroline! Você encontrou a sua pedra preciosa, não jogue esta oportunidade fora. - Cami profere e acredito em suas palavras.

- Obrigada, irmã. - digo e a abraço. Nossos corpos se unem em um ato que há anos não fazemos. É como se eu tivesse voltado para um bom lugar, um lar.

Pego minha bolsa e a chave do carro. Saio apressada e dirijo até um lugar onde todas minhas fichas estão apostas em que Klaus possa está lá.

Meu coração bate como um louco na caixa torácica e minha cabeça trabalha em palavras convincentes. Não quero pensar no que faria caso ele não me perdoasse por omitir a minha vida real.

Avanço alguns semáforos vermelhos e dirijo o mais rápido que consigo. Vejo de longe um não populoso píer de Vanice Beach. Um dia Klaus havia me contado que ali era seu lugar favorito para fugir do barulho da cidade.

Estaciono o carro e corro até a parte afastada do píer, indo para o cais onde dali poderia até ver as ondas batendo nas pedras. Aguço minha visão e o vejo sentado ali com uma garrafa de vinho tinto ao seu lado. Sinto a maresia gostosa bater em meu rosto e respiro fundo. Caminho até Klaus e sinto meu coração ir se acalmando a cada passo que dou.

- É uma linda vista. - murmuro alto o bastante para que ele pudesse me ouvir.

- Vá embora. - ouço seu resmungo, mas não obedeço. Continuo caminhando e sento-me ao seu lado. Ali tenho a estranha sensação de que a viagem para LA fora apenas para resultar em mim e Klaus, afinal eu não havia visitado nenhum lugar turístico. Não reclamo deste fato, apenas viro-me para o loiro irresistível;

- Eu não estou arrependida de ter omitido minha vida real, Klaus. - digo sincera - Desde o momento em que coloquei meus olhos nos seus não há arrependimento algum em mim.

- Uau, eu não sabia que é tão bom mentir. - ele murmura sarcástico e me observa. Naquele lugar esquecido do píer eu me senti num palco, onde eu poderia atuar de diversas formas para convencê-lo de que eu não possuía culpa, mas por segundos esta ideia parece boba.

Suspiro fundo.

- Preste atenção, Klaus... - murmuro sem rodeio algum. - Você tornou meus dias aqui mais divertidos e brilhantes. Não há palavras existentes nos vocabulários capazes de me proporcionar frases inteligentes, que te faria me oferecer o perdão, por isso eu irei apenas optar pela mais cristalina delas: Eu amo você.

Sua expressão irritada se torna surpresa, seus olhos me observam curiosos e os lábios esboçam um sorriso tímido.

- Você foi gentil comigo de uma forma, que ninguém jamais fora e me fez rir quando eu ao menos tinha vontade. E é por isso que meu coração te escolheu, Klaus. - digo portando uma sinceridade, que nem sabia da existência.

- Caroline...

- Eu vou entender se você não conseguir me perdoar, porém quero que saiba que tudo o que eu sentir por você foi o mais próximo que eu cheguei do amor genuíno. Obrigado por isso, Klaus. - declaro ciente da minha sentença. Um sorriso triste estampa meus lábios e eu proponho meu corpo a levantar-se. Desviando meu olhar para o mar, viro-me e obrigo todas as células do meu corpo a caminhar para longe do amor que tanto quis.

A maresia parece cortar meu corpo e os segundos duram eternidades enquanto caminho para longe, entretanto uma voz petrifica meu corpo onde está:

- Ei, espere! - Klaus grita e quando dou por mim ele está dando passos largos em minha direção. - Agora é a minha vez de falar, Caroline.

Ele murmura e para em minha frente, seu corpo erguido como uma muralha.

- Você tinha razão quando disse que eu apenas ficava com todas do Heaven City, todas as noites eu ia até lá e procurava por alguém que despertasse algo em mim, mas o que você não sabe é que eu nunca encontrei esse alguém, eram apenas corpos e momentos breves que nos satisfaziam, contudo a minha procura se findou no instante em que eu pus meus olhos nos seus. - ele diz rápido demais e se detém sem fôlego. - Eu amo tudo em você, Caroline. Sua risada, sua implicância e a incrível mania de me fazer ver o lado bom da vida.

Não consigo conter as lágrimas em meus olhos e logo elas escorrem sem permissão.

- Klaus... - digo aos soluços.

- Sua irmã me contou tudo o que passou com um tal Tyler, ela me disse que leu seu diário por anos e chorou por você em cada momento. Mas, saiba de uma coisa: Eu não sou como o Tyler e eu jamais partiria seu coração intencionalmente.

Não permito que ele diga mais nada. Salto em seus braços e colo nossos lábios de repente. Minhas lágrimas trazem um sabor salgado ao beijo, mas não me importo. Nossas línguas se tocam e se acariciam. Ao sentir o perfume e sabor de Klaus toda a dor se esvai, movendo-me a um estado de espírito épico.

 

**

 

- Tem uma razão por eu não "gostar" de pessoas famosas. - ele resmunga, mas sorri. Estou com a cabeça deitada em seu ombro, sentados no píer e bebendo um pouco do vinho.

- Por quê? - indago curiosa.

- Minha mãe era uma famosa atriz de Hollywood, ela havia se apaixonado por um diretor de cinema que era casado na época. Logo, ela ficou grávida de mim e todos começaram a pressiona-la sobre quem seria meu pai, contudo Ester não teve tempo para responder à pergunta, pois ela fora assassinada por um fã. - Klaus sussurra.

- Oh! Que horror, Klaus! Eu sinto muito! - digo surpresa por sua história. Ergo meu corpo e trato de abraça-lo fortemente, na boba esperança de que se eu o abraçasse forte o bastante sua dor de perda iria embora.

- Tudo bem, Care... Eu já superei. - ela me abraça de volta - Fora longos anos sendo criado por uma tia, que claramente detestava a ideia de ser mãe. Então, eu criei uma aversão a artistas, mas agora sabendo que você é uma eu não posso manter-me em uma bolha mais.

- Desculpe-me por isso. - digo.

Klaus se desvencilha dos meus braços, mas antes me oferece um beijo que exalava cuidado em minha testa.

- Não se desculpe por ser quem é. - ele diz.

Respiro fundo. Era o momento de deixar transbordar.

- Eu fiquei grávida aos dezessete anos... - sussurro e Klaus me olha com atenção - Tyler havia tramado uma teia muito envolvente que me prendeu sob uma lógica em que eu só poderia ser amada de verdade por ele.

As lágrimas voltaram com força, mas eu reunir toda a coragem possível para continuar. Sem mais segredos.

- Eu acreditava cegamente que não era digna do amor, e que possuía sorte por Tyler me amar... Por isso, me sujeitei a inúmeras situações humilhantes em nome desse amor tóxico. As pessoas do set de filmagem achavam que o nosso namoro era um breve romance adolescente, mas isso mudou quando eu comecei a aparecer com marcas arroxeadas pelo corpo. Eu tentava tampa-las com maquiagem, entretanto estas marcas estavam evidentes. Minha mãe começou a ficar preocupada, Camille me enchia de perguntas e eu tratei de inventar inúmeras mentiras. Foi o pior período da minha vida, Klaus.

- Ele te bateu?

Suspiro.

- Ele me violentava. Usando o meu "consentimento" para descaracterizar a violência que exercia em meu corpo. Foi quando eu descobri que estava grávida. Meu mundo virou de cabeça para baixo da noite para o dia, eu não sabia para quem contar e fiquei desesperada, fora quando Camille leu o meu diário e contou para a nossa mãe. Liz ficou louca, ela e Sheila chegaram a um consenso que a melhor opção seria um aborto. - digo sentindo o gosto amargo destacar em minha boca.

- Oh...

Respiro fundo várias vezes e tento conter as lágrimas, mas é em vão, pois elas já estão fazendo cascatas em minha bochecha.

- Elas me levaram até uma clínica e numa tarde de inverno eu deixei de ter um ser dentro de mim. Sheila contou o ocorrido a Diana, que é diretora executiva da série, que tratou que Tyler fosse demitido e me cercou de terapeutas. Elas tentaram calar a minha voz diante de todos os abusos e por meses eu deixei. - Klaus ergue seus abraços e me aconchega ali. Uma bolha que me protegia de tudo. Um lar.

- Eu sinto muito, Care... - ele sussurra. Me desvencilho de seus braços e continuo o meu relato.

- Ninguém ficou ao meu lado, então eu me rebelei. Passei a ser o que elas mais temiam, logo três meses depois tive uma overdose nas Bahamas. Sheila conseguiu abafar o corrido e num acordo judicial minha carreira ficou ligada à de Camille. Enquanto, ela continuar na série eu também devo estar. - confesso.

Sentada naquele cais com o homem que eu amo sinto-me vazia de segredos. É como se as garras de Tyler não pudessem me alcançar aqui, longe de toda a sua influência não temo qualquer recaída. O Lockwood nunca soube sobre o bebê que tivemos, para ele eu apenas terminei o relacionamento por mensagem de texto. E quando ele apareceu no bar trouxe todas as dolorosas e tóxicas memórias junto.

- Eu estou aqui agora, Care. - Klaus murmura olhando dentro dos meus olhos - E eu não irei te abandonar.

- Mas, eu te decepcionei...

Klaus sorriu e beijou levemente minha bochecha.

- Eu amo você, Caroline Forbes. E não irei deixar nada te machucar novamente. - prometeu.

E ali eu tomei aquele juramento como meu e senti-me ainda mais envolvida por aquele loiro irresistível.

- Eu também amo você, Klaus Mikaelson.


Notas Finais


E agora Klaroline não possui nenhum segredo!!

Gente eu amo d+++ este capítulo!!

Agora me deixem saber tuuudo o que acharam desta fanfic e deste capítulo aí na caixinha de comentários! Podem deixar críticas e sugestões, porque eu vou amar lerr!!!!

Até o próximo!!

Bjusss ;) !!!


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