História No Promises - Shawn Mendes - Capítulo 2


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Categorias Shawn Mendes
Personagens Shawn Mendes
Tags Camila Cabello, Shawn Mendes
Visualizações 121
Palavras 1.441
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Festa, Ficção, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Meus amoooores!
Me desculpem a demora, por favor. Como vocês devem saber, o Enem está aí, e eu tenho andado ocupada estudando — garantindo minha vaga, amém?!

Mas cá estou eu de novo. E gostaria de agradecer de todo meu coração pelos favoritos e comentários no capítulo anteriorrrr <333 Muito obrigada pela interaçãoooo!

Esse capítulo foi, particularmente, bem difícil de escrever. Mas espero que vocês gostem. <3 Perdoem qualquer erro.

E boa leitura!

Capítulo 2 - Two - Green Is My Favorite Collor


Fanfic / Fanfiction No Promises - Shawn Mendes - Capítulo 2 - Two - Green Is My Favorite Collor

Shawn 


De maneira alguma imaginei que haveria alguém por ali. Todos os meus amigos já deviam estar assistindo ao jogo — mas sou péssimo demais com horários.     Olhei para a garota que amorteceu minha queda, com medo de que a tivesse machucado, mas, por algum motivo sobrenatural, eu congelei. Seus olhos eram de um verde hipnotizante, que combinavam perfeitamente com as sardas pingadas aqui e ali em seu rosto.       

— Desculpe. — já devia ser a quinta vez que eu me desculpava. Não sei. Não tinha contado.     

Depois que ela estendeu a mão e dissemos nossos nomes, Samantha simplesmente ergueu a sobrancelha, surpresa.     

— Como um artista se perde em pleno estádio? Estava correndo das fãs?     

Essa era, definitivamente, a reação que eu menos esperava. Dei uma risada.     

— Não, não. Eu… — pensei rápido — não lembro o que estava fazendo.     

Começamos a andar pelo corredor em passos um pouco apressados. Ela passou os dedos um pouco acima da nuca.     

— Sério, desculpa. Não deu pra frear.  

— Tá tudo bem. — ela ergueu a cabeça para mim — Não é todo dia que levo um esbarrão de um cara de… um metro e oitenta?     

— oitenta e oito.     

Samantha arregalou seus maravilhosos olhos. Não pude deixar de rir.     

— Vocês são muito altos.     

— Vocês?     

— É, norte-americanos.     

— Não é daqui?     

— Eu nasci no Brasil.     

— Brasil!     

E então começamos uma conversa entusiasmada sobre o Brasil e as nossas origens. Samantha era filha de um americano e uma brasileira, mas, ao que me parece, ela tinha puxado mais à mãe. Esbanjava uma simpatia estranhamente atraente. E, mais estranho que isso, ela não estava falando comigo como se eu fosse Shawn Mendes, o astro. Estava falando comigo como se eu fosse Shawn Mendes, o garoto ali da casa vizinha. Ela não ia me pedir um autógrafo?     

— E você comeu coxinha?     

— Coxinha? — tentei repetir com o mesmo sotaque, mas acabei arrancando dela um riso.     

— É a melhor comida de todas.     

— Anotado.     

O silêncio se instalou. Nossos passos pareciam mais lentos agora.     

— Você… Não me reconheceu. Como sabia que sou um artista?     

— Ah, eu reconheci. — ela voltou de algum pensamento — bem, minha irmã gosta de você. E ela fala de você às vezes.     

Eu sorri.     

— É que... soa tão natural. É… diferente.

— Você é uma pessoa, como qualquer outra, não é? Por que eu deveria agir de outra forma?      

Recebi aquele comentário como um pequeno tapa. Ela tinha razão.     

— Hm… Então vamos jogar um jogo, pra passar o tempo. — comecei — Eu faço uma pergunta, e você tem que responder. E depois você faz o mesmo comigo. E assim por diante.     

Samantha semicerrou os olhos.     

— Fechado.     

— Certo. — enfiei as mãos nos bolsos. — Quantos anos você tem?     

— Dezenove.     

— Eu também.     

— Qual seu instrumento favorito?     

Não pensei duas vezes.     

— Violão. E o seu?     

— Piano. — ela sorriu. — Sua cor favorita?     

Dessa vez pensei. Eu não tinha uma cor favorita. Olhei para seus olhos, que me encaravam esperando a resposta.     

— Verde. — falei. Ela desviou o olhar para o chão, mas pude perceber um pequeno sorriso em seus lábios. — O que você faz no tempo livre?     

— Eu toco. — fez movimentos com os dedos nas coxas, como se tocasse teclas invisíveis. Parecia realmente ter habilidade com isso. — Qual o seu dentista?     

— O quê?     

— É, olha só. — percebi seu olhar em meus lábios. Algo embrulhou em meu estômago — Seus dentes são perfeitos.     

Sorri, sem graça. Senti as maçãs do meu rosto esquentarem. Não sei o porquê. Eu recebo elogios constantemente.     

— Seu sorriso também é bonito. — proferi, baixinho.     

Samantha ergueu a cabeça, um pouco assustada.     

— Não, eu não… — ela gaguejou. Seu rosto mudou de branco para vermelho em meio segundo. — Eu não tive…     

Caí na gargalhada antes que ela tentasse terminar. Ela me olhou fixamente, sem entender.     

— Desculpa, Samantha. Você fica extremamente vermelha quando está com vergonha.     

— Eu não… — suas mãos foram ao rosto. Os lábios se separaram para dizer mais alguma coisa, mas desistiu. — Droga. — sussurrou.     

— Que nem um tomate.     

Ela fez cara feia.     

— Bem, minha vez. — olhei para sua camisa — O que te faz torcer para um time tão ruim?     

— Ei! — Sam me deu um leve empurrão 

— Eu estava começando a te achar legal...     

— É o time do meu irmão. — ela cruzou os braços — Eu confio no talento dele.     

— Isso justifica tudo.     

— Eu aposto… — Sam levou os dedos aos lábios. Por meio segundo, quis ser os dedos dela, mas logo voltei à realidade. — Aposto um lanche que eles ganham.    

Eu estava começando a gostar.     

— Fechado. — estendi a mão para Sam com um sorriso de canto, e ela fez o mesmo, selando nossa aposta.       

Caminhamos mais um pouco enquanto trocávamos palavras. Então, quando menos esperávamos, nos encontramos de novo. Já estava à noite, e o jogo tinha começado. As arquibancadas se estendiam logo abaixo de nós, com tantas pessoas que mais pareciam formiguinhas. Estávamos em um lugar menos movimentado. Olhei para o placar: 0 a 0.       

Meus amigos. Eles deviam estar me esperando até agora. Mas eu tinha feito uma aposta. Olhei para Samantha, que assistia ao jogo concentrada, acompanhando a bola com o olhar. Alguma coisa em mim fazia parecer injusto deixá-la ali sozinha. Mesmo sabendo que Nash me estrangularia por furar esse momento, mais uma vez. Vasculhei os cantos ao meu redor à procura de câmeras. Por incrível que pareça, ninguém parecia estar me observando. Era um momento raro.     

Fiquei próximo a Samantha, mas ao mesmo tempo um pouco distante — se alguém nos fotografasse, não poderia fazer grandes especulações. Vez ou outra ela me olhava, como para se certificar de que eu ainda estava ali. Não a julgava. Em outra ocasião, eu já teria ido embora. No entanto, algo em Samantha me impedia de fazer isso. Não a sua aparência. Mas a sua personalidade. Algo que eu não sabia como explicar. E por mais que ela achasse que em algum momento eu poderia ir embora sem mais nem menos, eu continuei ali, assistindo calma e silenciosamente a minha vitória — o meu time acabara de fazer um gol.     

Samantha me lançou um olhar de canto, como se soubesse que eu a estava observando. Estava apoiando o rosto nas mãos.      

— O que é? Ainda dá pra virar.   

E estava certa. Aos 20 do segundo tempo, o time dela marcou o primeiro gol. Estava empatado.      

Seguimos os outros 20 minutos restantes provocando um ao outro, mas nenhum dos dois times estava agindo. Olhei para o relógio no telão. Hora dos acréscimos. 

— Ainda dá pra desistir da aposta. — falei, cutucando-a.      

— Nunca!      

Assim que ela terminou de falar, o time dela lançou a bola na rede. Naquele momento, o estádio inteiro pareceu comemorar junto com ela. E então o apito soou.     

— Fim de jogo, Shawn Mendes!     

Seus olhos estavam tão radiantes quanto o sorriso por ter vencido.     

— Certo. — falei, revirando os olhos. Tateei meus bolsos a procura da minha carteira.

As pessoas começavam a sair de seus lugares lá em baixo, se encaminhando para a saída. Algumas poucas pessoas já passavam pelo local onde estávamos, seguindo para o estacionamento. Por um momento, quase tinha esquecido que eu sou uma atração.

— Olha… — comecei, ainda olhando para a multidão. — Eu queria muito cumprir a aposta. Mas eu realmente tenho que ir agora. Ou nunca vou conseguir sair daqui hoje. — expliquei, já imaginando a quantidade de pessoas que correriam até mim assim que me vissem.  Fitei seus olhos, um pouco decepcionado.

— Não tem problema. — ela respondeu, com um sorriso fechado, e me retribuiu o olhar. — Mas me deve uma refeição. — brincou.

Sorri.

— Eu sei. — Me enrolei um pouco para ir, mas eu precisava. — Foi um prazer conversar com você, Samantha.    

— O prazer foi todo meu, Shawn.  

Continuamos nos olhando por talvez 5 eternos segundos. Até que Sam estendeu o braço. Envolvi meus dedos nos seus, e tive a impressão de que seu indicador acariciou a palma de minha mão. Então ela soltou, eu dei um último sorriso, e fui embora.


Sam 


Observei a silhueta do garoto se distanciar. Havia um pedaço de papel preso entre meus dedos. Mas não ousei abri-lo logo. Esperei Shawn desaparecer da minha visão, e desenrolei o pequeno tesouro. Seu número estava gravado em letras feitas à caneta. 

Acho que ele não foi embora, realmente.                          


Notas Finais


É istoooo! Comentem o que vocês acharam, xuxus.
E se você não favoritou ainda, aperta ai no coraçãozinho! ❤


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