História No promises - Capítulo 8


Escrita por:

Postado
Categorias One Direction
Personagens Zayn Malik
Tags Bridget Satterlee, Zayn Malik
Visualizações 42
Palavras 1.864
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Ficção, Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


boa leitura ❤

Capítulo 8 - Uma reviravolta


 

Nova Iorque

Julia Evans 

 

Beberico o líquido quente, despertando de meu transe.  

— O irmão de Michael saiu do hospital. — Megan diz, sentando ao meu lado. 

— Quem vai buscá-lo? 

— O delegado achou melhor que você e o Malik fossem, já que o Styles tá indo buscar a Arizona e eu vou dar uma olhada nos depoimentos. — A ruiva dá de ombros. Assinto e termino meu café, levantando e colocando meu distintivo e ajeitando meu revólver na cintura.  

— Vou indo. Até mais. — Me despeço com um aceno e caminho até a mesa de Malik, sorrindo levemente ao ver que o moreno está quase dormindo. — Ei, acorda, temos que buscar o irmão do Lopez. 

— Oh, sim. — Ele assente e se ajeita, começando a caminhar junto comigo.  

— Você não me parece muito bem. — Pontuo, pegando um café da bandeja de Sam e entregando para ele. — O que aconteceu?  

— Uma das minhas irmãs vai se casar. — Zayn faz uma careta. — E ela me quer como padrinho, então ficamos praticamente a noite inteira conversando sobre os preparativos da festa e outros assuntos.  

— Eu queria ter irmãos. — Entro no carro. — Sempre fomos só eu e meus pais, e quando eles se separaram, vim morar em Nova York com meu pai. Somos muito sozinhos.  

— Sou o mais velho de quatro irmãos, e sou o único homem da casa. — Ele sorri saudoso, dirigindo pelas ruas da cidade. — Meu pai saiu de casa quando eu tinha cinco anos.  

— E vocês têm uma boa relação? 

— Temos, na época não era muito boa, mas continuamos a ser uma família. Ele mora em Atlanta, não é tão longe assim. Sei lá, mas acho que foi melhor ele ter saído. — Malik dá de ombros, parecendo estar sem graça com esse assunto. Ele aumenta o volume do rádio e em poucos minutos chegamos ao hospital.  

— Bom dia. — Apresentamos nossos distintivos e a recepcionista assente.  

— Em que posso ajudar? 

— Viemos buscar Henry Lopez. — Digo, colocando o distintivo de volta na roupa.  

— Ah sim. — Ela sorri levemente. — Sabrina, por favor, os leve até Henry.  

A enfermeira assente e nós a seguimos, indo até o quarto 209.  

— Henry? — A garota de cabelos loiros e olhos claros sorri carinhosamente ao paciente. — Os detetives vieram buscar você. 

Henry assente um pouco desconcertado e se levanta com um pouco de dificuldade, com a ajuda de Sabrina. 

— Espero que dê tudo certo com você, Lopez. E conte a verdade, não deixe seu irmão estragar sua vida novamente. — Ela sussurra, fazendo-me arquear as sobrancelhas. — Boa sorte. 

— Obrigada. — Ele agradece sorrindo um pouco. — Podemos ir, detetives. 

*** 

— Bem, Henry Lopez. Conte tudo o que sabe sobre seu irmão. 

Henry suspira, se ajeitando na cadeira. — Michael é meu irmão mais velho, dois anos mais velho que eu. Michael sempre foi ganancioso, e isso piorou no Ensino Médio, quando sua rivalidade com Matthew piorou por conta de Meredith. Aquela mulher atiçava ambos e provocava brigas entre os dois. Quando Michael se formou e terminou a faculdade, ele e Meredith se casaram, mesmo ele sabendo que ela e Lewis tinham um caso. Meu irmão sempre foi louco por ela.  

— Você acha que ele assassinou Matthew? 

— Não. Michael não seria louco a esse ponto. — Nega veemente.  

— Posso saber por que você atirou aquele dia na antiga casa do seu irmão, sabendo que estávamos lá? — Pergunto. 

— Michael pediu. — Ele arfa. — Ele disse que iria fugir e precisava da minha ajuda, porque ninguém ia acreditar nele. Então eu o ajudei, mas eu não fiz na intenção de... 

— Tudo bem, mas você será preso por isso. Atirar contra um oficial é crime. — O delegado profere irritado.  

— Eu assumo meus crimes. — Abaixa a cabeça.  

— Ok, ok. — Suspiro. — Muito bem, Henry... O que você tem a dizer sobre seu irmão ser um suspeito do assassinato? Por mais que ele não tenha feito isso de verdade, ele teria motivos? Sabemos que as rixas são inúmeras, mas nenhuma é tão forte a ponto de fazer seu irmão cometer uma loucura dessas.  

— Michael e Matthew sempre foram inimigos, digamos assim. Nunca tive conhecimento de outras brigas, já que Michael nunca me contava nada, eu ficava sabendo com a maioria das pessoas da escola. A mais famosa é por conta da Meredith, admito, mas eles têm outras brigas, e uma bem pesada foi quando Matthew descobriu que Michael estava se envolvendo com uma gangue.  

— Quando foi isso? — Malik pergunta interessado. 

— Alguns meses atrás, Matthew veio me falar que sabia quem era o “comandante” da gangue e que iria entregá-los a polícia, para que eu não fosse envolvido nisso tudo. Ele sabia que sempre fui muito manipulável, e Michael sempre usava isso a seu favor. Porém, tinha uma garota na jogada, Arizona, que o impediu de fazer isso. Segundo ela, era arriscado demais.  

— Mas isso poderia livrar Matthew de Michael... — Murmuro intrigada. Aí tem.  

— Também não entendi muito bem o porquê de ela ter o convencido, mas ela tanto implorou que ele acatou. Mas, no dia em que foi assassinado, horas antes ele me disse que estava indo à polícia, que havia se decidido, iria contar a verdade. Mas aí ele foi para o bar e acabou sendo assassinado. Acho que alguém dessa gangue que meu irmão estava envolvido estava o seguindo e acabou matando o cara, para não serem pegos pelos tiras. — Henry dá de ombros. 

— E sobre Arizona? O que você sabe sobre ela? 

— Sei o que provavelmente o país inteiro sabe, que ela perdeu o namorado, se envolve em brigas em sua vizinhança e deve muito dinheiro a uma mulher misteriosa. Sei tanto quanto vocês, para falar a verdade. 

— Você era cunhado de Meredith. Tinham algum contato? Ela chegou a falar de Arizona para você? 

— Meredith é e sempre será uma desgraçada, nunca quis contato com aquela víbora. Sempre me mantive longe dela, e talvez ela não gostasse de mim, pois eu incentivava Michael a deixá-la. Ela nunca me falou nada de sua vida, e eu também nunca quis saber. 

— E sobre essa gangue? O que você sabe? 

— Sei o nome. — Ele suspira e suas mãos começam a tremer. — Na verdade, eu posso ajudar na investigação, sei muitas coisas sobre essa gangue, sei onde alguns arquivos comprometedores estão, eu e Matthew estávamos empenhados em destruir essas pessoas, tudo pelo mal que causavam a meu irmão. Michael pode ser criminoso, mas eu juro, juro por Deus, que ele não matou Matthew. Por mais motivos que tivessem. E eu irei ajudá-los a pegarem o assassino, mas também preciso me assegurar que estarei seguro dando essas informações a vocês. 

— É claro que estará seguro conosco, Henry. — Digo seriamente. — Nós todos estamos procurando pelo real criminoso, e não descansaremos enquanto não acharmos o culpado.  

— Ótimo. — Ele assente.  

— Pode começar a falar então. — Malik diz frio. Dou um tapa de leve em seu peito, fazendo-o arquear as sobrancelhas para mim. 

— O que é? Tem que ter mais paciência. — Murmuro. — Prossiga, Henry. 

— Eu teria direito a um advogado? 

— Não é querer exigências demais, companheiro? — O Delegado resmunga. 

— Não, ele está certo. Qualquer merda que der e ele for a julgamento, terá que ter um advogado bom, já que nenhum álibi é bom o suficiente para torná-lo inocente. — Mordo o lábio inferior. — Eu conheço um advogado muito bom, e ele é especialista no seu caso, “testemunha premiada”. Mas você tem que me prometer que falará tudo o que sabe, tudo mesmo. Confie em mim que eu confiarei em você, e não se esqueça que já está preso. Se prestar depoimento falso, é mais um crime na sua ficha. — O aviso, séria. Henry engole a seco e assente.  

— E por acaso esse advogado mora em Nova Iorque? — Henry indaga.  

— Mora há algumas quadras daqui, especificamente. — Pontuo. — Posso ligar para ele, delegado?  

— Ele tem quinze minutos para estar na minha delegacia, detetive. Quinze minutos. — Assinto de certa forma animada, já que irei rever um amigo de longa data e ainda aprofundarei no caso. Isso sim que é trabalho dos sonhos, por Deus! 

 

 

— Quando você me disse que seria detetive, não sabia que seria uma detetive tão gata assim. — Carl sussurra, fazendo-me dar um gritinho de susto. 

— E eu achando que você iria parar de ser abusado. — Nego com a cabeça, o abraçando com vontade. — Quanto tempo, não? 

— Cinco anos. — Ele suspira. — Então, Evans, qual é o caso?  

— Você vai adorar.  

Enquanto caminhamos para a sala de depoimentos, conto a ele tudo o que está rolando com Henry.  

— Que bom que você me conhece, pois você sabe, adoro adrenalina. — Carl ajeita as mangas da camisa social.  

Carl Smith era meu colega no Ensino Médio, tivemos um rolo passageiro, mas nada além disso. Sempre fomos muito amigos e gostamos muito da área em que trabalhamos, então sempre conversamos muito sobre tudo. Por mais que ele more em Nova Iorque, passei quatro anos depois do Ensino Médio em Atlanta, me preparando para ser detetive, enquanto ele foi fazer faculdade na Europa. Ele acabou de voltar para NYC, pois estava trabalhando em Londres, então por isso ficamos tanto tempo sem nos ver. 

 — Bom dia, senhores. — Ele diz formalmente, e eu tenho que prender o riso. Carl me olha de cara feia, mas sei que o danado está louco para rir também. É que ele sempre foi brincalhão e abusado, é difícil imaginá-lo sério.  

— Bom dia. — Os três homens presentes na sala dizem em uníssono.  

— Carl Smith, advogado. — Ele se dirige a Henry, estendendo sua mão e cumprimentando-o. — Fiquei sabendo de seu caso. Um tanto peculiar, mas não se preocupe. Você sairá ileso dessa.  

Sorri levemente com sua afirmação, sabendo que é verdade. Nunca um cliente do Carl perdeu algo. Nunca.  

— Ok, ok, chega de melação. — Zayn diz irritado. — Já estamos atrasados. Diga o que sabe sobre a gangue. 

— O nome dessa gangue é The Smart Ones. O nome é bem ridículo, mas a gangue é da pesada, trafica drogas, armas e pessoas. É uma das maiores gangues do país. 

— Temos problemas com esse pessoal desde o início dos anos 2000, quando eles foram fundados. O nome do chefe é Mario Killer, um codinome, é claro.  

— Mas o que vocês não sabem é que o chefe disso tudo, na verdade, é uma mulher. Ela começou usando esse nome, se passando por alguém do sexo masculino, para ter mais visibilidade no mundo do crime, já que mulheres são muito subestimadas nessa área.  

— E foi isso que Matthew descobriu? — Pergunto interessada. Henry assente.  

— Ele me contou isso, aprofundou as investigações e disse que essa mulher era próxima dele.  

— E ele chegou a saber o nome? 

— Sim, ele me disse que descobriu quem era, mas era muito arriscado falar por telefone. Mas me disse que no dia seguinte, a gangue seria desmanchada e os Estados Unidos descobririam finalmente, quem era realmente, Mario Killer.  

Arfo surpresa. Uma reviravolta no caso, finalmente. 

— Arizona deve saber também, pois quando começamos a interrogá-la, ela nos disse que Matthew morreu por saber demais. Ela sabe também. Talvez até mais que Lewis, se duvidar. — Constato.  

— E o que estamos esperando para trazê-la para cá? — Malik pergunta apressado.  

— Podem deixar que o depoimento é comigo. Tragam Arizona para cá imediatamente. Temos muito o que conversar com essa mocinha. 

Sorrio de canto e entro no carro, animada e satisfeita com o andamento das coisas.  

 


Notas Finais


Eu sei que não postei na quinta e nem ontem, mas é que tive uma semana bem agitada; tinha prova quinta, trabalho na sexta e ainda tenho que fazer outro trabalho, e ainda mais que estou em semana de provas, se eu ficar muito no not, talvez não tire uma nota muito alta...

E aí? O que acharam? Quem vocês acham que matou Matthew? Já fizeram suas teorias? Estou aguardando-as! Um beijo a todos vocês, e até o próximo!


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