História No quarto ao lado... - Capítulo 1


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Denki Kaminari, Eijirou Kirishima, Hanta Sero, Izuku Midoriya (Deku), Katsuki Bakugou, Mina Ashido
Tags Bakugou Katsuki, Boku No Hero, Crack!fic, Deku, Dekushima, Gay, Kirideku, Kirishima Eijirou, Midoriya Izuku
Visualizações 67
Palavras 1.173
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: LGBT, Shoujo-Ai, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiiin

Gente, essa vai ser uma shortfic com uns três ou quatro capítulos (só assim pra eu não ficar desencorajada pra escrever meus coiso ahjsbdjf), e gostaria de ressaltar que tive essa ideia enquanto eu tava cagando, entao talvez não seja a coisa mas original do mundo, mas estamos aqui, né.

~ Boa leitura!

Capítulo 1 - Um


Era por volta das oito e meia da noite, e Bakugou já arrumava a sua cama como costumava fazer.

 

Ele sempre gostou de dormir cedo, porque os colegas de classe estariam ocupados demais fazendo barulho  e batendo papo na sala comunal dos dormitórios que, graças a Deus, era longe o bastante de seu quarto, coisa que lhe dava a oportunidade de ter um sono tranquilo e revigorante. 

 

Contudo, parecia que não seria bem assim que as coisas iriam funcionar naquela noite.

 

Katsuki finalmente ajeitou-se numa posição confortável depois de dar uma última checada no despertador, certificando-se de que o acordaria às cinco da manhã para fazer a sua caminhada matinal. 

 

Bakugou nunca foi o tipo de pessoa que demorava muito para dormir, especialmente porque, no início do segundo ano, tinha começado a tomar calmantes que lhe deixavam meio grogue, ansiando pela cama. Era um efeito colateral, e por mais que odiasse se sentir desta forma no horário das aulas, aceitou que aquilo certamente era inevitável. 

 

Ele virou-se um pouquinho para o lado, meio que quase encostando o rosto na parede do quarto, as pálpebras pesando, o corpo relaxando.

 

E foi aí que ouviu:

 

" Isso é tão gostoso, Kirishima-kun!"

 

Era a voz de Deku. No quarto de Kirishima.

 

O loiro coçou os olhos, assustado.

 

Não era segredo nenhum que aqueles dois namoravam — Eijirou e Izuku —, foi algo que tinha começado mais ou menos no final de Dezembro, na época do primeiro ano, e Bakugou até teve um dedo naquilo: ajudou Kirishima no que podia, mesmo que nada do que estivesse acontecendo entre eles sequer fosse da sua conta. Mas ele viu que jamais poderia ficar isento de uma merda daquelas, principalmente porque:

 

1- Eijirou era irritante, provavelmente imploraria por sua ajuda até que Katsuki enfim cedesse;

2- Katsuki via isso mais como uma obrigação de sua parte. Ele fazia tudo o que podia ser feito, pois, no final das contas e acima de tudo, Kirishima era o seu melhor amigo.

 

Então, desde que o ruivo de farmácia teve os sentimentos correspondidos, o casal chegava a ser fodidamente irritante com aquele carinho triplicado, para a infelicidade de Bakugou.

 

Tinham beijos, abraços, elogios, olhares e sorrisinhos. O tempo inteiro. Era tudo tão meloso que chegava a enjoar. 

 

E ali estavam eles: no quarto de Kirishima, fazendo coisas indecentes demais e que eram além do nível de tolerância do loiro. 

 

Isso não podia estar acontecendo.

 

Eles não podiam estar transando.

 

Passaram quase dois minutos em silêncio. Bakugou pensou que talvez estivessem reavaliando o barulho, se talvez haviam notado que aquilo era inapropriado demais para ser feito nos dormitórios, ou se talvez um deles até tivesse brochado. Ele sentou e encostou a orelha na parede fria, atento, querendo saber se finalmente poderia dormir em paz. Aí, veio de novo:

 

"Céus, Kirishima-kun, você é tão bom nisso..."

 

"Me diga onde você sente que está bom, ok?"

 

"Certo, ah..."

 

Puta merda.

 

Deku deveria ser preso por conseguir suspirar tão alto. 

 

Bakugou continuou ouvindo:

 

"Ah! Bem aí, Kirishima-kun, aí mesmo..!"

 

"Aqui?"

 

"Isso..! Com mais força, por favor.."

 

"É claro, meu amor."

 

Já estava mais do que claro o que diabos aqueles dois estavam fazendo lá dentro. Ainda assim, ele continuava ali, com os ouvidos bem abertos e escutando tudo. Ouvindo os suspiros de Deku. As risadas baixas que Kirishima dava. A cama rangendo.

 

O barulho fazia o loiro espumar de raiva. 

 

Com a pouca paciência que ainda lhe restava, Katsuki voltou a se deitar, tentando, miseravelmente, abafar o som colocando o travesseiro nos ouvidos. 

 

Aquela seria a pior noite de todas.


 

***

 

— Ei, Bakugou! 

 

Eles chegaram a se encontrar, de fato,  só durante o primeiro intervalo na Lunch Rush Cafeteria, e talvez a coisa toda tivesse sido menos constrangedora se Bakugou não estivesse com os acontecimentos da noite anterior repassando em seu cérebro, feito uma fita cassete defeituosa. 

 

O loiro tentava se convencer de que Kirishima não teria a cara de pau de falar consigo depois do que houvera.

 

— Bakubro, você tá na escuta?

 

Mas infelizmente, estava totalmente errado.

 

Ele não respondeu e, mesmo diante dessas circunstâncias, Eijirou não deixou de passar o braço por cima dos ombros de Bakugou, com o mesmo sorriso estupidamente encantador estampado no rosto. 

 

Katsuki ficou desacreditado com uma sem-vergonhice daquelas.

 

— Sai, porra, não toca em mim.

 

— Cruzes, já está puto logo cedo. — O ruivo suspirou baixinho, mas não desvencilhou do toque, deixando Bakugou ainda mais bravo. A testa dele ficou franzida. — O que foi? Não dormiu direito?

 

— Ah, e você com certeza dormiu feito um caralho de um anjinho, não foi?

 

— Pode ter certeza que sim! Ai, o Midoriya é incrível em literalmente tudo o que faz, não acha? Ontem eu até resolvi recompensá-lo pelo treinamento duro e…

 

O franzir da testa do outro intensificou-se de uma maneira tão absurda que as sobrancelhas chegaram a formar um perfeito "V". 

 

É que, com toda aquela empolgação, Kirishima sem querer acabou aproximando o rosto do melhor amigo de seu pescoço, onde jaziam algumas marcas escuras — o loiro contou duas, mas sabia que tinham mais no outro lado — e que apenas comprovaram a sua teoria bizarra de que sim, aqueles fodidos definitivamente treparam. 

 

Para piorar, um tom forte de vermelho subiu por seu pescoço até as orelhas, o rubor fez o rosto dele queimar como fogo. Desconcertado, Bakugou empurrou o peito de Kirishima para longe, e as vozes malditas voltaram a assombrar seus miolos. 

 

Santo All Might, aquele idiota ao menos tinha noção do que era ser discreto?

 

— Vai pro inferno! O meu ouvido não é penico pra tu ficar comentando essa bosta comigo!

 

— Ué, mas…

 

Eijirou provavelmente ia começar a comentar algo à respeito da "prezada-comunicação-sagrada-entre-bros" ou alguma porcaria do tipo. O tipo que não tinha correlação nenhuma com uma situação terrível na qual Katsuki se encontrava, e muito menos com a vergonha que o ruivo de farmácia estava, mesmo que involuntariamente, o fazendo passar. 

 

— Por acaso você está doente, Bakugou? A sua cara tá toda vermelha, sabe...

 

— O quê? Kacchan está doente? 

 

Oh, pronto.

 

No meio de toda aquela confusão, Katsuki sequer notou a presença de Deku, e ele podia jurar que conseguia escutar os suspiros altos em coro dentro de sua cabeça, como se fossem dignos de um barítono na Broadway. Ele até imaginava as expressões de ambos enquanto faziam aquilo: as bochechas vermelhas como maçãs frescas e suculentas, os dedinhos do pé inquietos e se curvando, as mãos agarrando os lençóis com força, o barulho erótico dos corpos se chocando e…

 

— Kacchan, você precisa ir ver a Recovery Girl agora mesmo. 

 

Quando Izuku estendeu a mão para tocá-lo, Bakugou a afastou com um tapa forte.

 

— Não me diz o que fazer, caralho! Eu tô muito bem. 

 

Quando virou-se para finalmente deixar o local, no entanto, esbarrou com uma das alunas que carregava uma bandeja.

 

Em questão de segundos, eles eram uma bagunça no chão, junto do suco de uva e da pasta de amendoim que sujavam os uniformes.

 

— Kacchan!

 

— Bakugou!

 

É, ele não estava nada bem.













 


Notas Finais


É ISTO!

Espero de coração que tenham gostado, e também espero poder atualizar semana que vem, tô cheia de ideias e com muita vontade de maltratar o Bakubro sjhdidhd ;)

Até o próximo capítulo!


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