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História No Regrets - Capítulo 1


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Notas do Autor


Oi oi cheguei com uma oneshot
mais nas notas finais!

Boa leitura :D

Capítulo 1 - Capítulo Único


San tivera um dia difícil. 

Ele estava irritado com tudo naquela noite. Andava a passos largos e apressados até uma casa noturna que ele sabia que estaria lotada. Lotada de tudo o que ele iria precisar naquela noite. O celular tocava pela terceira vez, o nome de Hongjoong brilhava no visor e ele, mais uma vez, ignorou colocando em modo silencioso.

Adentrou a casa noturna que tocava uma eletrônica com um remix que ele desconhecia, muitas luzes coloridas por todo o local, pessoas demais e o mais importante, bebida. Ele puxou as mangas de sua camisa branca e abriu dois botões da mesma, vestia uma calça social preta que marcava suas coxas levemente torneadas, seus cabelos estavam bem arrumados para trás, usava um óculos que não possuía grau algum, entretanto o deixava irresistível. Seguiu até o bar e pediu uma bebida, não iria começar de maneira leve como planejou, não teria paciência pra isso. Bebeu goles grandes quando recebeu o álcool em suas mãos, fez uma leve careta e balançou a cabeça para os lados levemente e pediu mais uma em seguida. Bebeu seu segundo copo rápido igual ao primeiro e pediu mais uma.

– Ei, dia difícil? – Ouviu uma voz gritar contra a música e encarou um garoto de cabelos castanho desalinhados, usava uma calça preta de couro apertada que marcava perfeitamente as coxas grossas do rapaz, uma camiseta da mesma cor um pouco larga para seu tamanho e uma chocker na mesma tonalidade. San mordeu o lábio inferior ao ver o garoto se inclinar levemente para si e ter a visão de seu peito nu, definitivamente aquela camiseta era larga demais para ele. 

Ao garoto se aproximar ainda mais para gritar alguma coisa em seu ouvido, San sentiu o perfume amadeirado do castanho, um leve arrepio percorreu seu corpo ao sentir a mão quente do mesmo o puxar para uma das mesas vazias do canto do bar. Ele fez sinal para o barman, pedindo para que levasse bebidas para eles.

Os dois conversavam sobre assuntos leves e totalmente sem sentido, eles pareciam imersos em uma conversa sobre quem era capaz de beber mais dos pequenos copos sobre a mesa, Yeosang — que San havia descoberto o nome —, tinha as bochechas levemente vermelhas e falava um pouco embolado. San ainda o achava lindo e ao notar o maior lamber os lábios de maneira distraída sentiu algo dentro de si se remexer. Ele chamou o castanho que o olhou com atenção – O máximo que um bêbado pode olhar –, segurou o pulso dele com leveza e o trouxe para si, apoiou as mãos na cintura fina do rapaz que o olhava com um sorriso travesso.

– Eu quero muito... Muito te beijar. – Falou alto próximo a orelha do garoto e mordeu o lóbulo do mesmo levemente. Yeosang riu e pousou suas mãos no ombro do moreno, apertando-o.

– E não beijou por quê? – Nem mesmo terminou de dizer tais palavras e sentiu a boca de San sobre a sua, circulando lentamente com a língua seus lábios entreabertos. 

Apertou a cintura do garoto e mordeu levemente os lábios do mesmo que deixou um gemido escapar, em seguida Choi aprofundou o beijo tocando a língua quente e molhada de Yeosang, o beijo era eufórico e muito caótico. Yeosang segurou os cabelos de San ao sentir os beijos do mesmo que passou a descer até seu pescoço, o garoto arrastava levemente os dentes e lambia em seguida a pele sensível de Kang que soltou uma exclamação e puxou os fios da nuca de Choi.

– Uau, seus cabelos são cinza aqui! – San riu enquanto Yeosang mexia em seus cabelos, mas voltou a beijá-lo quando o garoto puxou seus fios trazendo seus lábios aos dele.

Depois de muitos beijos trocados os dois saíram da casa noturna, andando pela rua de maneira animada e barulhenta, tinham as mãos dadas e tudo parecia incrivelmente interessante, San segurou Yeosang quando o mesmo cambaleou e gargalhou, viu um letreiro brilhar em vermelho e seus olhos fixaram na palavra, uma ideia lhe passou pela cabeça de maneira embaralhada e ele abriu a boca em surpresa.

– San! E se nós fizéssemos uma tatuagem juntos? – Yeosang dava pulinhos enquanto apontava para o letreiro, San sorriu, assentindo e sendo arrastado para dentro do local.

O ar gélido do local o fez estremecer, mas ele sequer ligava, os quadros de desenhos pendurados na parede chamavam sua atenção – A que ainda lhe restava – Ouviu a voz de Yeosang animada dizer que queria fazer uma tatuagem com ele e o tatuador lhe lançou um olhar que San não sabia decifrar, não conseguia pensar em nada que não fosse à voz suave e embolada de Yeosang que o prendia. E tudo começou a ficar mais embolado ainda quando sentiu uma dorzinha em seu pulso esquerdo.

XXX

A cabeça de San estava doendo e mesmo com seus olhos fechados sentia a claridade atravessar suas pálpebras e seu corpo pesado não conseguia forças para se levantar e fechar a mesma. Resmungou irritado e sentiu uma dor em seu pulso quando bateu o braço na cômoda ao lado de sua cama, ignorou e se virou para o outro lado. Cutucou os olhos e esticou o braço para cima e sentiu sua mão roçar em fios macios, juntou as sobrancelhas e abriu seus olhos, teve que segurar um grito em sua garganta ao se deparar com um garoto de cabelos castanhos seminu em sua cama. Levantou-se apressado e correu para o banheiro, olhando-se no espelhou notou sua aparência destruída e fez uma careta. Lavou o rosto e tentou ignorar o fato de que estava somente de boxer. 

De boxer e um garoto seminu em sua cama. 

Esticou os braços para cima em uma maneira de espreguiçar-se, foi quando ele viu uma pequena mancha preta em seu pulso e gelou. 

Encarava sem acreditar uma tatuagem em seu pulso, as duas palavras “No Regrets” que era no momento totalmente o oposto do que sentia. Bateu levemente em sua própria testa e não conseguia se lembrar de quase nada da noite passada. Ouviu um gritinho agudo e lembrou-se do garoto em sua cama, correu para o cômodo e o viu sentado e segurando o pulso com uma expressão incrédula. Olhou San ainda de boxer e tampou o rosto.

– Por que diabos eu tenho uma tatuagem? O que aconteceu aqui? Quem é você? Por que eu to pelado num quarto que não é meu? – Ele cuspia as palavras de maneira rápida enquanto usava o edredom de San para se cobrir. 

– Ei, eu estou tão confuso quanto você. – San se aproximou do guarda roupas e puxou duas camisetas, uma calça moletom e uma bermuda, jogou para o garoto uma das camisetas e indicou a bermuda e o moletom, Yeosang apontou para o moletom que foi jogado em sua direção também. – Você pode tomar banho ali, eu vou preparar alguma coisa pra gente, eu estou com uma dor de cabeça insuportável, depois podemos conversar ok? – O castanho assentiu e correu para o banheiro desviando do corpo magro de San.


San preparava um café forte e tinha a mesa preparada esperando pelo castanho que ora ou outra soltava uma exclamação alta. Teve alguns flashs da noite passada, conseguia se lembrar de ter beijado o outro e de terem saído juntos, mas não se lembrava de ter feito a tatuagem que doía em seu pulso. Após algum tempo, Yeosang – Que depois de muita luta, San lembrou o nome – apareceu vestindo suas roupas e com a mão na cabeça e um celular na outra.

– Ei, você poderia me emprestar o carregador? Meu celular morreu. – San assentiu e em passos arrastados até a sala trouxe o carregador para Yeosang. – Obrigado San. É eu lembrei seu nome. 

Permaneceram em silêncio enquanto degustavam do café que Choi havia feito, forte e quente, era o que Yeosang precisava.

– Ok, eu não me lembro de quase nada da noite passada. Lembro de quando começamos a beber e de quando você me beijou... – A voz de Yeosang morreu e ele enfiou um pedaço de pão na boca, ficando com as bochechas vermelhas.

– Eu me lembro disso também. Lembro de termos saído da balada juntos, de andar pela rua da casa noturna, mas depois disso não me lembro muito bem. – Choi calmamente cortava um pedaço de queijo e passava para Yeosang que ainda estava corado. 

Eles conversaram por mais algum tempo e Yeosang checou seu celular, em busca de alguma pista, engasgou ao se deparar com uma foto de San seminu e com os lábios vermelhos em sua galeria. San fez o mesmo e passava as fotos que haviam tirado — uma de Yeosang sorrindo e com os olhos fechados indicando a tatuagem em seu pulso e uma dos pulsos juntos, com a maldita tatuagem. 

Ele adorou conhecer o mais velho, aparentemente, porque possuía muitas fotos do mesmo em seu telefone. Descobriram também que haviam trocado números e ao Yeosang ir embora eles trocaram mensagens por algum tempo decididos a se conhecerem em uma situação diferente.

XXX

Havia se passado exato um mês desde o caótico dia em que fizera uma tatuagem, bêbado. Conversava quase todos os dias com Yeosang e eles já haviam saído inúmeras vezes, e como não era diferente, hoje era um desses dias. Ele não queria admitir, mas tinha fortes sentimentos pelo Kang, sentia grande vontade e necessidade de beijá-lo novamente, mas estava respeitando o espaço do mais velho. 

Perdido em pensamentos não notou quando Yeosang chegou sorrindo e acenando para ele. Sorriu ao indicar a cadeira à sua frente e quando sentiu um beijo estalado em sua testa seu coração acelerou um pouco, ele ignorou e passou a prestar atenção ao que o mais velho lhe dizia, reclamava sobre a faculdade e sobre como seu amigo, Yunho estava animado, iria pedir em namoro o outro amigo dele, Seonghwa. San tinha seus olhos presos em Yeosang e apoiava o rosto em seu punho — O mesmo onde estava a tatuagem de casal —, um pequeno sorriso e ele tinha certeza que se fosse um desenho animado corações vermelhos estariam rondando sua cabeça no momento. 

Depois de um agradável almoço eles andaram um pouco pela praça em frente ao grande prédio que San trabalhava, tinham tomado sorvete e brincado em um balanço, San empurrou Yeosang que estava animado e fizeram uma criança chorar por tê-los ocupando o balanço por tanto tempo. Eles se aproximaram de uma árvore e Kang se encostou na mesma, tinha um sorriso brilhante e estava muito feliz, San o olhava com carinho e lentamente ele se aproximou do castanho.

– Sangie... – A voz rouca ao pronunciar o apelido de Yeosang fez com que o mais velho se arrepiasse. Ele encarou Choi que mordia levemente o lábio inferior. – Eu quero muito... Muito beijar você. – Um arrepio percorreu o corpo de Yeosang ao sentir as mãos do mais novo em sua cintura, ele encarou os lábios de San e prendeu seus dedos aos fios acinzentados do cabelo do outro.

– E não beijou por quê? – San riu e em seguida colou seus lábios ao lábios de Yeosang, sentindo uma leve familiaridade e um formigamento por todo seu corpo.

E ele tinha certeza que aquele seria o primeiro beijo de muitos que eles dariam dali por diante.



Notas Finais


E então? Gostaram? Gostam desse tipo de conteúdo?
Por favor me deixe saber!
Agradecimento especial a Maliz que me desafiou e incentivou a escrever e postar essa história <3
Espero que tenham gostado e até a próxima!
ccat: curiouscat.me/bexystander
twitter: @wowrizon


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