História No Ritmo Do Amor - Capítulo 9


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Comedia, Dança De Salão, Romance
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Palavras 1.856
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Hentai, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura beijos

Capítulo 9 - Capítulo 9


Sinto como se estivesse numa montanha russa. Num momento, lá em cima, no seguinte, lá em baixo.

- E o que faremos?

- É simples. Vamos resistir.

- Claro. Entendo.- Meneio a cabeça, como se concordasse, mas tudo que quero é abraçá-lo outra vez e beijá-lo.

- Bom , E me perdoe, Lucy. De agora em diante prometo agir profissionalmente.

Faço que sim outra vez, imaginando que essa história toda de ser profissionalmente é uma grande bobagem.

- Amanhã vamos ensaiar com as roupas e depois faremos nossa primeira apresentação no programa. Não quero atrapalhar nossa concentração novamente. Concorda comigo, não ?

Hesito, pois ele me olha como se parte dele esperasse que eu o jogasse sobre a grande cama atrás de nós. Imagino que este seria um plano muito melhor.

- Lucy? Você concorda comigo, não é?

- Eu... sim , claro. Concordo.

- Bom – ele murmura, mas será que o que vejo em seus olhos é desapontamento? – Vejo você amanhã, no salão de dança. Vou até lá mais cedo, para observar o lugar. Boa noite, Lucy.

Abro a boca para me despedir, mas então a fecho rapidamente quando sinto que estou prestes a convidá-lo para ficar.

Ele dá meia-volta e sai.

- Nossa...

Sento-me na cama e penso no encontro que acabamos de ter. Sinto-me lisonjeada que Daniel me deseje, quando estava completamente convencida de que ele pensava em mim apenas de maneira profissional. Será que teria conseguido convencê-lo a ficar? Mas então lembro que não estou aqui para namorar. Estou aqui para vencer esta competição.

- Mantenha as prioridades corretas – digo a mim mesma. – faço como ele pediu e resista. Não pode ser tão difícil assim.

Suponho que faça parte da natureza humana desejar algo ainda mais quando não se pode te-lo. Quero Daniel. Fui dormir desejando-o. acordei desejando-o. agora aqui estou, nesta maravilhosa limusine, com os outros participantes, a caminho do ensaio geral no salão de dança Star blue , e ainda estou pensando nele, quando já deveria ter me acostumado á ideia de que não posso te-lo.

- Deus tenha piedade – sussurro, enquanto olho pela janela do carro.

- Eu sei – Sofia responde, acreditando que estava falando com ela. – Não é incrível? Parece que cidade inteira se reuniu pelas ruas para nos ver passar. Olhe os cartazes! É como se estivéssemos desfilando. Você já desfilou, Lucy?

- Não – respondo lentamente. Deixo de mencionar o fato de que isto não é um desfile.

- Ah, veja, ali estão sua mãe e ami!

Yumi me dá uma cotovelada nas costelas, despertando-me meus devaneios a respeito de Daniel, e então acena para mamãe e Ami, que estão parados diante da lanchonete. Até mesmo o velho o rabugento Pete está a seu lado, com um cigarro pendurado no canto da boca. Claro que não podem nos ver, já que as janelas são escurecidas, mas acenamos mesmo assim. Yumi tem razão. A rua principal está cheia de pessoas torcendo, acenando as mãos e erguendo cartazes de apoio.

- Céus, me sinto como uma estrela de cinema.- Yumi ri.

Devo admitir que é o bastante para fazer uma pessoa se sentir especial.

- Olhem para isso – Jet diz, e então aperta um botão, fazendo com que o teto solar abra.- Não é uma maravilha?

Rose, a cozinheira da escola, que costumava me servir macarrão pastoso e outros pratos estranhos, fica em pé de repente, põe a cabeça para fora do teto solar e começa a acenar para a multidão. As pessoas respondem com gritos e assobios.

Com um gritinho, Sofia se junta a Rose e ambos jogam beijos e acenam como se fossem celebridades.

O salão de dança Star Blue fica do outro lado da cidade, é uma estrutura semelhante a um grande celeiro usada quase sempre para dança de quadrilha ou country. Dança de salão aqui, tenho certeza, é uma novidade.

Quando chegamos, câmeras estão nos esperando, para capturar cada movimento nosso, mas estamos começando a nos acostumar, e mal lhes damos atenção. Estamos todos conversando e rindo, um pouco nervosos. Leonardo , que veio numa segunda limusine, vem em minha direção. Estranhamente, me sinto aliviada. E depois , irritada. Esperei a vida inteira para que Leonardo se sentisse atraído por mim, e então Daniel aparece. Um homem que entrou em minha vida tão rápido quanto vai sair , e só consigo pensar nele. Leonardo é um homem da minha cidade, trabalhador e honesto. É em alguém como ele que preciso pensar. Não num instrutor de dança que fala espanhol e que me deixa derretida, mas que está fora de alcance.

Preciso fazer muito mais do que apenas resistir a  Daniel Marchand  . Preciso parar de pensar nele. Senão acabarei magoada. Então, daqui por diante, vou encará-lo apenas como meu professor, e nada mais. Pronto. Já me sinto melhor.

- Olá, Lucy – diz uma voz masculina e rouca, com um leve sotaque espanhol, que só pode pertencer uma pessoa.

Meu coração traidor acelera, mas mantenho minha expressão sem emoção, forçando um sorriso educado.

- Bom dia.

Ele também sorri educadamente. Bom Talvez isso não seja tão difícil assim. É só não ficar pensando como ele está sensual em sua calça preta e justa e na camisa azul-clara, também justa, ou em como seu rosto fica belo quando ele fica com o cabelos despenteado. Não estou acostumada a homens assim, mas em Daniel , nada fica feio. Ah , como é boa sensação de passar meus dedos por entre seus cabelos!

Assim pensando, sigo-o para dentro do salão

- Chego aqui cedo?

- Sim. Queria testar o chão da pista de dança. Todos vamos nos revezar para ensaiar, por sorte, seremos os primeiros. Está pronta?

- Eu nasci pronta.

Natsu sorri para mim de uma maneira difícil de ignorar. Faço um lembrete mental para parar de fazer gracinhas. A carranca irritada dele já é difícil de resistir, mas seu sorriso ilumina-lhe o rosto e atinge em cheio o meu coração. Há um que de tristeza nele me impele a fazê-lo sorrir, apenas de minha decisão de resistir á nossa atração. Há tantas coisas que quero saber sobre ele. Mas então me lembro de que preciso me concentra nesta competição, que é tão importante para minha família.

-Você está bem? Parece tão... seria.

- É minha máscara de competidora. Estou me concentrando na dança. É o que combinamos, certo?

- Pode apostar.- Ele torna a sorrir , desarmando minhas defesas. Penso que quando se trata de biscoitos de chocolate ou Marchand Daniel, não tenho muita força de vontade. Mas preciso resistir.

Retribuo seu sorriso, feliz por conseguir manter a situação leve entre nós. Nos alongamos para aquecer e finalmente, quando ele decide que estamos prontos, nos aproximamos na posição que treinamos. Apoio minha mão suavemente em seu braço e de repente entendo o significado da expressão " tensão sexual". O toque de seus dedos em minhas costas me deixa arrepiada, desejando estar usando algo mais grosso que esta camiseta de algodão. Tento me concentrar na sequência de passos e ignorar a atração que sinto por ele. Mas a batida da música e os movimentos cubanos de quadril enviam uma mensagem sensual que meu corpo não consegue ignorar. Sinto meu coração bater cada vez mais rápido, e minha respiração acelera. Sigo Daniel pela pista, sentindo o ritmo da música e executando a sequência de passos sem pensar duas vezes.

- Que bom , Lucy. Está melhorando muito.

- Obrigada. – Espero que ele pense que minha falta de ar se deve ao esforço físico.

- Será melhor dançarmos perto dos juízes. Vou ter de ajustar o ponto onde começamos. –Ele aponta para uma mesa longa. O grande salão de dança é rústico, com um toque de interior, e imagino que o deixem assim mesmo, para contrastar com as danças elegantes.

Luzes estão sendo instaladas enquanto dançamos, e vejo pela primeira vez, que uma câmera nos acompanha.

- Ignore-os – Daniel diz, percebendo meu olhar.- Não pode se distrair com câmeras ou com a plateia.

- Vou tentar.

- Mas ao mesmo tempo, precisamos seduzi-los.

- Certo. – Sei que pareço um pouco confusa ao concordar. Como posso seduzi-los e ignora-los ao mesmo tempo?- Não seria melhor me concentrar apenas na dança?

- Gostaria que esse fosse o caso, mas isto é um reality show, Lucy. Vencerá o casal mais popular. Infelizmente, podemos ser melhores dançarinos e ainda assim sermos eliminados. Então precisamos jogar nos dois lados. Está me entendendo?

- Sim. As pessoas assistem ao Canto da comedia para rir, então podem votar no casal mais engraçado, não?

- Exatamente. É algo que não podemos controlar.

- Essa não será a nossa meta, não é ?

- Ser engraçado? Eu pareço um homem engraçado?

- Hum.... Não .

- Exatamente. Já mais poderia representar esse papel.

Mas podemos agradar. Já ganhei competições suficientes para saber como lidar com a plateia e com os juízes.

- sim, mas eu não. Não faço a mínima ideia de como me portar.

- Lembre-se da perseguição do cha-cha-chá. Mostre um pouco dessa personalidade brejeira. Flerte com os juízes e com a plateia.

- Acha mesmo que sou capaz?

- Eu sei que é.

Então ele me olha de forma intensa, o que me faz perguntar.

- Há algo mais, não é ?

Ele assente, mas fica em silencio como se o que tivesse a dizer fosse me deixar desconfortável.

- O que é, diga?

- Temos algo que, pelo que percebi, nenhum outro casal nesta competição possui.

- O que ?

Ele dá um passo á frente e apoia as mãos na parede um de cada lado de mim. Apenas alguns centímetros nos separam.

- Temos química, Lucy.Há algo entre nós. – Ele se aproxima ainda mais, mas sem me tocar e sussurra em minha orelha. – Consegue sentir?

- Sim. O que fazendo? Achei que resistir era o plano.

- E é. Mas apenas fora da pista de dança. Lá dentro, precisamos estar apaixonados. Isso é que nos destacar dos demais participantes. Acredito que nossa única chance de ganhar esta competição seja usar a química entre nós. O que me diz, Lucy?

Começo a dizer que sim. Deveria dizer que sim. Mas então coloco a mão sobre seu peito e digo, para minha grande surpresa.

- Suponho que sim. Mas por que? Somos adultos e há algo entre nós, não há como negar. Não existe alguma que nos impeça de ficar juntos, Daniel. Porque lutar contra isso?

- Seria um erro, Lucy. Já falamos sobre isso.

- Um erro ou um risco? Há uma grande diferença.

- Ambos.- Sua expressão tem um que de tristeza. – Um erro que não quero cometer e um risco que não quero correr, para o bem de nós dois.

Abro a boca para protestar, mas ele coloca um dedo sobre meus lábios.

- Eu me importo com você, Lucy. Errei ao deixar meu desejo e meus sentimentos passarem por cima do que sei ser a coisa certa a se fazer. Agora, vamos voltar para dentro e treinar enquanto ainda temos tempo.

Embora eu concorde, balançando a cabeça, vejo arrependimento em seus olhos, e no fundo sei que não estou preparada para desistir.



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