História No Ritmo do Amor (G!P) ADAPTAÇÃO - Capítulo 10


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Categorias Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui, Personagens Originais
Tags Camila Cabello, Camren, Camren G!p, Lauren G!p, Lauren Jauregui
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Palavras 1.583
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


oi peoples, tudo bom?

:( <<<< essa cara me define depois de ter adaptado esse capítulo.

boa leitura <3

Capítulo 10 - 10


POV CAMILA

— Eu me diverti muito — disse para Lauren pela janela do carro, quando Ray a deixou em casa.

Tentei sair do carro, mas Ray me trancou lá dentro só para eu não dar um abraço em Lauren.

— Eu também — respondeu ela, remexendo os pés, as mãos enfiadas no bolso. — Va-valeu pela carona, Ray.

— Lauren, não precisa ser tão informal... Melhor me chamar de Sr. Gable mesmo — brincou Ray, e eu revirei os olhos. — Dê boa noite para ela agora, Kaki.

— Boa noite, Lo. Vejo você na escola na segunda-feira.

— Tchau, Camz.

Quando Ray partiu com o carro, olhou para mim e sorriu.

— Ela é uma garota legal. Eu a odeio, porque ela gosta de você, mas ela é uma garota legal.

Assenti.

— Ela me convidou para me apresentar junto com ela na Frenchmen Street.

— Pop ou soul?

— Soul.

— Caramba, Kaki. — Ray levou a mão à testa. — Vamos ter que continuar mentindo para a sua mãe e marcando reuniões para ela ir.

Ele abriu um sorrisão.

— Você faria isso por mim?

— O soul te faz feliz?

— Muito.

— Então é sua responsabilidade compartilhar essa felicidade com o mundo.

— Minha mãe vai ficar muito brava se descobrir a verdade.

Ele bufou.

— Quando é que a sua mãe não está brava comigo ultimamente? Além do mais, acho que, quando ela perceber quanto você é boa e como está feliz, vai ficar feliz também.

Ray então passou a nos buscar todo sábado e sempre ficava para assistir às nossas apresentações. Ele gravava tudo também. Nunca o vi tão animado quando eu cantava pop, mas, quando eu cantava soul, ele sempre me elogiava. Ray não sabia quanto significava para mim o fato de ele aparecer e assistir à minha apresentação.

Era como se ele me olhasse e dissesse que eu era realmente boa, não importava o que acontecesse.

— Nunca vi você assim antes, sabia? — Ray me cutucou com o cotovelo enquanto dirigia de volta para casa.

— Assim como?

— Feliz.

Ray e eu nos certificávamos de sempre estarmos em casa a tempo de jantar com minha mãe. Ela nos contava que estava conhecendo um monte de pessoas importantes da indústria e sempre dizia que eu logo seria descoberta graças aos esforços dela.

— Isso podia ter acontecido antes se você não fosse tão egoísta em relação aos seus contatos, Ray. Por sorte, já fiz outros contatos também.

— Minhas sinceras desculpas — disse Ray, sorrindo para mim. — Kaki tem mandado muito bem no estúdio. Acho que você vai ficar orgulhosa dela.

Minha mãe estava verificando os e-mails no celular.

— Sim, sim. Vou ouvir logo.

— Na verdade, tenho alguns vídeos dela — continuou ele, pegando o celular no bolso.

— Não preciso ver — declarou minha mãe, cortando o frango em seu prato. — Eu estava lá.

— O quê? — indaguei.

Ela espetou o garfo num pedaço de frango e o levou à boca.

— Eu disse que estava lá. Tive a sensação de que vocês dois estavam mentindo, então resolvi seguir vocês essa tarde. Vi a Camila se apresentando na esquina com uma garota esquisita.

— Ela não é esquisita — sussurrei.

Ela arqueou uma das sobrancelhas antes de cortar mais um pedaço de frango.

— É, sim.

— Tudo bem, então... — Ray se empertigou e pigarreou. — Eu sei que você deve estar chateada e tudo, mas... você a viu? Ela é incrível, Sinu. E foi feita para cantar soul, entende? E eu acho...

— Nada — interrompeu ela.

— Hã?

— Você não acha nada — declarou ela, colocando os talheres no prato e lançando um olhar frio para Ray. — Você não tinha o direito de levá-la até lá e alimentar as esperanças dela em relação a esse tipo de música idiota. Ela não chega nem perto de ser tão boa quanto é quando canta pop.

— Que mentira — argumentou Ray.

— Não estou mentindo e, de qualquer forma, você não tem o direito de decidir o que é melhor para ela. Você não é o pai dela.

— Mãe! — exclamei. — Pare com isso.

— Eu realmente gostaria que você parasse com isso. — Ray cerrou os punhos. — Convivo com vocês há 15 anos, Sinuhe. Vi essa garotinha crescer e se transformar na adolescente que é hoje. Dei o melhor de mim para proporcionar uma vida boa para vocês duas. Então dá para você parar com essa merda? Posso não ser o pai biológico dela, mas sou o pai de criação, e estou cansado de ver você ficar tentando tirar isso de mim. Ela é minha filha. Nossa filha. E talvez você notasse que ela está totalmente infeliz com a vida que você está tentando fazer com que ela viva, se ao menos pensasse em outra pessoa que não fosse você mesma por um minuto.

— Como assim? Ela ama a vida que leva.

— Ela odeia! — afirmou Ray. Fechei os olhos e respirei fundo. — Ela odeia tudo isso e, admita... você a viu cantando na rua. E viu, pela primeira vez, em muito tempo, a sua filha realmente feliz. E o fato de você não ter nada a ver com isso está te matando. Você fica louca por não ter conseguido controlar esse aspecto da vida dela.

— Vá para o inferno — sibilou minha mãe.

— Já estou nele — devolveu Ray, na lata.

Minha mãe empurrou a cadeira para trás e se levantou.

— Você não é mais bem-vindo aqui. Vá embora.

— Como assim? — perguntei, assustada. — Mãe, esse apartamento é dele.

— Não é mais. — Ela cruzou os braços. — Vá embora, Ray.

— Não vou mesmo. Se você acha que vamos ficar sentados aqui enquanto você fica fazendo esse draminha todo e...

— Eu transei com outro cara — declarou minha mãe, como se isso fosse algo normal.

Fiquei boquiaberta, assim como Ray, e ficamos olhando, surpresos, para ela.

Ele baixou a voz:

— O que foi que você disse?

— Não importa. Eu só não quero mais ficar com você. Você é um fraco.

Ray respirou fundo.

— Com quem foi?

— Não importa...

— Quem? — berrou ele.

Eu nunca o vi tão nervoso e tão magoado na vida. Com certeza, minha mãe não era a pessoa mais fácil de se amar, mas, mesmo assim, Ray era Ray... um cara legal, e caras legais sempre sofriam mais do que os outros.

— Trevor — respondeu ela com a voz suave. — Nós dois passamos mais de 15 anos juntos, e você nunca fez nada por mim. Trevor é diferente. Ele me prometeu um monte de coisas.

— Trevor Su? — perguntou ele.

— Sim, Trevor Su. O cara que você não queria me apresentar.

— Porque ele é uma cobra!

— Ele é uma pessoa influente! — Minha mãe se empertigou, orgulhosa. — E vai mudar as nossas vidas.

— Você não pode trabalhar com ele, Sinuhe. Não pode deixar a Camila chegar nem perto desse babaca.

— Não só posso como vou.

— Estou falando sério. Ele é perigoso. É como um incêndio descontrolado, e ele vai queimar vocês duas.

Minha mãe apertou os lábios e deu de ombros.

— Prefiro brincar com fogo a ficar ao lado de uma fagulha fraca como você.

As palavras dela atingiram Ray em cheio, e os olhos dele ficaram pesados de tristeza. Foi como se essa última traição estraçalhasse seu coração. Com certeza, ele não era loucamente apaixonado pela minha mãe, mas nunca a traiu. Sempre foi fiel. Ele passou as mãos no rosto e piscou com força.

— Tudo bem. Você venceu. Estou indo embora. — Ray empurrou a cadeira, afastando-a da mesa, e cerrou os punhos ao lado do corpo. Então seu rosto ficou vermelho de raiva, mas ele não disse mais nada.

Ray simplesmente se levantou e foi embora, fechando a porta suavemente atrás de si.

Eu não sabia como era ter um coração partido até olhar nos olhos de Ray naquela noite. Não sabia que meu coração poderia se estilhaçar enquanto observava a pessoa mais próxima que já tive de um pai sair pela porta.

— Como você pôde fazer uma coisa dessas? — perguntei. — Como pôde fazer isso com ele? — Comigo.

— Ele não era nada, um aspirante ao estrelato que estava te prendendo. Encontrei novas oportunidades. Na vida, tudo é uma questão de oportunidades. São elas que fazem você crescer. E Ray não estava nos levando a lugar nenhum.

Ela voltou a comer o frango, mas eu não consegui resolver a confusão de sentimentos dentro do meu peito. Eu sabia que minha mãe era difícil às vezes, mas não tinha noção de que ela poderia ser tão fria.

— Mas ele amava você.

— Amava? — perguntou minha mãe. — O amor não leva você a lugar nenhum nesse mundo, filha. Não seja ridícula.

— Você não o amava?

— Eu amava o que ele poderia ter feito por essa família. Mas ele não fez. Como eu disse, o amor torna as pessoas fracas, e eu não tenho tempo para fraquezas.

— Você me ama? — perguntei, morrendo de medo da resposta.

Ela franziu as sobrancelhas e largou o garfo.

— Vou te amar no dia que você parar de me decepcionar.

Eu nunca tinha sentido solidão de verdade até aquele momento.


Notas Finais


chorani estou

comentem e compartilhem, please!!!

desculpem os erros

love only. period.


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