História No Ritmo do Amor (G!P) ADAPTAÇÃO - Capítulo 11


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Categorias Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui, Personagens Originais
Tags Camila Cabello, Camren, Camren G!p, Lauren G!p, Lauren Jauregui
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Palavras 2.565
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


oi peoples, tudo bom?

boa leitura <3

Capítulo 11 - 11


POV CAMILA

Semanas se passaram, e Ray não voltou. Como o homem de verdade que era, ele ainda pagava as contas, sem hesitar. Por mim. Tudo o que aquele homem fez na vida foi por mim.

Cada dia que passava era mais doloroso, e minha mãe ficava mais agressiva e cruel. Trabalhava obsessivamente comigo dia e noite sempre que eu não estava na escola.

Encontrar-me com Lauren estava fora de questão, e a única oportunidade que tínhamos para conversar era quando nos esbarrávamos nos corredores antes das aulas.

Eu estava cansada. Sentia saudade da Lauren, do Ray e do soul.

Em uma tarde de segunda-feira, eu estava na escola quando senti um aperto no estômago ao passar pela diretoria e ver minha mãe apertando a mão da diretora. Corri até lá e a alcancei quando ela estava saindo da sala.

— O que você está fazendo aqui? — perguntei.

— Que bom te encontrar aqui, Camila — respondeu minha mãe, de forma seca.

— O que você está fazendo aqui? — repeti.

Ela olhou para o corredor.

— Não consigo entender por que você queria tanto entrar na escola. Eu odiava a escola.

— Eu adoro.

— Sim. Bem, agora você poderá dizer que vivenciou isso. Vamos embora amanhã de manhã.

— O quê?

— Ao contrário do Ray, Trevor conseguiu excelentes oportunidades para você na Europa. Ele até agendou a viagem para nós e arrumou um lugar para ficarmos em Londres.

— O quê? — Senti que meu coração ia saltar pela boca. — Não...

— É isso que você ouviu. Vai ser maravilhoso. Vamos conhecer o melhor estúdio do mundo. Eles são famosos por criarem os maiores astros da música.

— Eu não vou.

— Claro que vai. Já resolvi tudo aqui com a diretora.

O quê?

— Há quanto tempo você está sabendo disso? — perguntei. — Quando foi que soube que a gente ia se mudar?

Minha mãe revirou os olhos.

— Pare de fazer drama, Camila.

— Há quanto tempo?

— Algumas semanas, quase um mês.

Meu coração se partiu.

— Você nem ia me contar, não é? Não até amanhã, quando estivéssemos entrando no avião. Se eu não tivesse visto você aqui, só iria descobrir quando tudo estivesse acontecendo.

— E qual é o problema? — perguntou ela, parecendo confusa por eu estar com raiva. — Isso é o que a gente faz. A gente se muda, a gente corre atrás do sonho.

— Eu não quero correr atrás desse seu sonho idiota! — exclamei, me afastando dela correndo.

Desci as escadas em espiral em direção ao banheiro do porão. Empurrei a porta e entrei, respirando fundo. Peguei meu celular, liguei para Ray e suspirei aliviada quando ele atendeu.

— Kaki? Tudo bem? — perguntou ele. — Você não deveria estar na escola? O que houve?

— A gente vai se mudar — soltei, engolindo em seco. — Ela disse que a gente vai para Londres trabalhar com o Trevor, mas eu não quero ir. Ela está tentando me obrigar. Por favor, Ray, não deixe que ela faça isso comigo. Por favor, faça com que ela fique.

— Eu queria que isso não fosse verdade...

— Você sabia?

— Sabia. Mas achei que ela não iria em frente. Sinto muito, Kaki.

Meus olhos ficaram marejados. Comecei a balançar a cabeça, estava em negação.

— Quero ficar aqui. Quero ficar com você. Me deixe ficar com você. Minha mãe pode ir embora, eu não me importo. Quero ficar aqui. Esse é o lugar mais próximo de um lar que eu já tive, e você é o mais próximo que tive de um pai. Por favor, quero ficar com você, Ray.

Seguiu-se uma longa pausa. Cada segundo me fazia chorar ainda mais.

— Não há nada no mundo que eu queira mais do que isso, Kaki.

Sim...

— Mas... — começou ele.

Não...

— No final das contas, eu realmente não tenho como interferir. Não posso fazer nada, porque não sou seu pai.

Fiquei imaginando se aquelas palavras doíam tanto nele como em minha alma.

Desliguei e saí do banheiro.

Estava caminhando pelos corredores com vontade de chorar de novo quando encontrei Lauren parada ali, depois de ter apanhado de Todd e seus amigos. Desde o dia em que tinha dado um soco em Todd, ela vinha sofrendo ainda mais agressões.

Lauren nunca falava sobre isso comigo e, sempre que eu perguntava sobre o assunto, ela alegava que estava bem e começava a falar sobre outra coisa.

— Camz? O que houve? — perguntou Lauren, aproximando-se de mim.

— Eu... Eu... — As lágrimas começaram a escorrer pelo meu rosto, e balancei a cabeça. Eu ainda tinha mais três horas pela frente, mas sabia que não ia conseguir. Estava magoada demais para continuar assistindo às aulas. — Foge comigo? — pedi. — Só pelo resto do dia?

— O que houve? — perguntou ela de novo.

— Está tudo errado.

Ela olhou para o corredor e estendeu a mão para mim.

— Tudo bem. Vamos nessa.

* * *

Fiquei fungando sem parar enquanto Lauren e eu nos acomodávamos em cima do latão de lixo no beco atrás da Frenchmen Street, ouvindo a música tocar nos bares em que não podíamos entrar. Estávamos ali havia horas, observando o sol desaparecer no céu.

— Você vai mesmo embora? — perguntou Lauren, a voz baixa enquanto remexia os dedos. Os óculos de aro redondo e fino em seu rosto escondiam os olhos esverdeados que eu tanto amava; seus lábios estavam curvados para baixo.

Assenti, sem conseguir desviar o olhar do seu rosto, mesmo que ela não estivesse olhando para mim.

— Vou.

A gente mal se conhecia, mas já era o suficiente.

Meu ano em Nova Orleans havia passado rápido demais. As horas pareciam apenas minutos, e os minutos pareciam apenas poucos segundos.

Tempo — isso era tudo que queríamos. Precisávamos de um pouco mais de tempo, e nunca havia o suficiente.

Passamos tanto tempo atrás daqueles bares, ouvindo vários tipos de música e fazendo promessas que não poderíamos cumprir — promessas de futuros e sonhos de mantermos contato, promessas de que tudo seria para sempre.

Tínhamos apenas 16 anos, mas nossos corações pareciam mais velhos sempre que estávamos juntas. Antes de conhecer Lauren, eu achava que a solidão era algo que eu sentiria para sempre. Então ela me encontrou com a sua música, e tudo mudou. Se eu tivesse escolha, teria ficado com ela, mas a vida me ensinou que pessoas da nossa idade não podiam tomar decisões.

Tínhamos que ir para onde os adultos queriam nos levar.

— Para onde vocês vão dessa vez? — perguntou ela.

Eu odiava a sensação de aperto no estômago que estava sentindo. Odiava o fato de que parecia que minha mãe não se importava comigo. Estudei em casa a maior parte da minha vida e foi só quando Ray conseguiu o contrato em Nova Orleans que tive um vislumbre do que poderia ser uma vida de verdade... como seria ter uma cama no mesmo lugar todo dia, frequentar uma escola... saber como é ter um melhor amigo, o que significava um lar — e agora eu estava perdendo isso tudo.

— Londres. Vamos ficar lá por um tempo.

Ela se virou para mim, tentando encontrar um vislumbre de esperança em meus olhos.

— Depois você vai voltar para cá?

Franzi o cenho. A gente nunca voltava.

Dei de ombros.

— Talvez.

Ela também franziu o cenho, porque não acreditou em mim.

— Quanto custa uma ligação internacional?

— Provavelmente muito.

— Mas isso é uma coisa boa. Vai ajudar na sua carreira.

— Eu não quero ter uma carreira — confessei, sendo sincera. — Eu só quero ficar aqui com você.

— Eu também quero isso, mas, se for bom para você, quero que vá.

— Não seja tão lógica — reclamei. — Odeio quando você diz coisas racionais.

— Pense bem, se você ga-ganhar muito dinheiro, po-pode voltar e comprar uma casa grande, com árvores grandes, e vai po-poder se sentar na varanda e tomar chá gelado. A sua casa... uma casa para você...

Suspirei.

— Pode ser. — Baixei a voz e olhei para minhas mãos. — Mas eu não quero te deixar. Você é minha única amiga. E Ray é minha única família. — A única família que se importa comigo, pelo menos.

Lauren notou a reação do meu corpo. Minhas mãos estavam tremendo, e minha voz começou a falhar. Ela se empertigou um pouco.

— Você acha que isso vai mesmo ajudar na sua carreira?

— Minha mãe acha.

Ela se aproximou mais e ficou balançando os pés em cima do latão de lixo.

— Não foi isso que eu perguntei.

— É, eu sei. — Passei a mão pelo meu cabelo liso e castanho, tão parecido com o da minha mãe. — Mas é só isso que importa.

Lauren olhou para mim e sorriu, mas seus olhos pareciam muito pesados e tristes.

— Você quer fugir comigo essa noite?

Quero.

Por favor.

Para qualquer lugar.

Vamos nessa.

— Quem me dera — sussurrei.

Ela se afastou de mim e voltou a remexer os dedos.

— Era tudo o que eu queria — disse ela.

— Você pode se despedir da sua irmã por mim?

— Claro.

— Obrigada.

Por alguns minutos, ficamos sentadas ali, em cima do latão de lixo, fingindo que nossas vidas não estavam prestes a mudar para sempre.

Ouvimos a música que vinha do Jazz Lounge. E ouvimos o rhythm and blues do Jo’s Catz. Sorrimos ao escutar a música country do Mikey’s Tavern. Por alguns minutos, vivemos apenas o momento.

— Você é a minha pessoa favorita, Camz — declarou Lauren em voz tão baixa que fiquei em dúvida se tinha entendido direito.

Eu amava quando ela me chamava de Camz, porque eu sei que ela tirou isso do seu estilo musical favorito. Sim, Ray era um grande músico, mas ninguém tocava saxofone como Lauren.

— E você também é a minha pessoa favorita. Vou sentir saudade da sua música.

— Vou sentir saudade da sua voz.

Abri a boca para dizer alguma coisa, mas não saiu nada. O que mais eu poderia dizer?

Eu não tinha ideia de que meu coração pudesse doer tanto. Eu não conhecia Lauren havia muito tempo, fazia apenas alguns meses que éramos amigas, mas sentia que nos conhecíamos desde sempre. Éramos completamente opostas de muitas formas.

Eu era a nova garota popular na escola, e ela, a garota tímida que sofria bullying. Eu era extrovertida; ela, controlada. Eu estava perdida; ela era o caminho de volta para casa.

E agora era hora de dizer adeus.

— Camz?

— O quê?

— Me promete uma coisa?

— O quê?

Lauren se aproximou mais e levou as mãos ao meu rosto, me fazendo olhar para ela.

— Se ela fizer você sentir que está se tornando outra pessoa... — Fechei os olhos ao ouvir essas palavras, e as lágrimas começaram a escorrer pelo meu rosto. Lauren as enxugava com o polegar enquanto continua falando. — Se ela te magoar e você precisar fugir, volte para cá. Volte para mim que eu vou cuidar de você para sempre. Sempre, está bem?

— Está bem, eu prometo.

Ela enfiou a mão no bolso de trás e pegou um chaveiro. Tirou uma das chaves e a entregou para mim.

— Essa é uma cópia da chave da minha casa. Fique com ela.

— Por quê?

— Na minha família, sempre que passamos por bons ou maus momentos, a gente dá uma chave para o outro. É um lembrete de que você tem um lugar para chamar de lar, não importa o que aconteça. Além disso, sempre que tiver um dia ruim, você pode segurar a chave e se lembrar de que não está sozinha. Não de verdade. Será a sua fo-força nos dias difíceis. É um lembrete de que você sempre terá um lar para onde voltar.

Segurei firme a minha chave.

— Obrigada, Lo.

— Sempre, Camz.

Naquela noite, ficamos ali, no beco atrás dos bares, até a música acabar.

Depois, quando não havia mais som, ficamos por mais um tempo, desejando permanecer no mesmo lugar até que a música voltasse a tocar no dia seguinte.

Então, quando já era hora de ir, nós duas nos levantamos. Lauren me abraçou, e eu pressionei meu corpo contra o dela.

Ela se afastou ligeiramente e colocou meu cabelo atrás da orelha. Nossos olhares se encontraram — ela focou nos meus olhos castanhos, e eu estudei os olhos esverdeados que me olhavam com tanta intensidade. Eu amava os olhos dela. Na verdade, amava cada parte dela, mas, Deus, como eu amava os seus olhos.

Não dissemos as palavras, mas as sentimos naquela noite.

Amor.

Ela era tão magra e frágil, e eu jurava que eu tinha pelo menos o triplo do seu peso, mas ela me amava exatamente como eu a amava. Lauren era pele e osso, e eu, cheia de curvas. Sua pele era branca como leite e a minha, era da cor de caramelo. Éramos completamente diferentes. Não deveríamos ter nos apaixonado uma pela outra, mas, quando estávamos juntas, éramos lindas.

Se não fosse por Lauren, eu sempre acharia que o amor era algo tedioso. Se não fosse por ela, nunca teria descoberto o que é ser jovem e livre. Teria ficado presa a vida toda, e Lauren abriu a porta e me deixou voar.

— Vamos trocar muitos e-mails — prometeu ela. — Sempre. Vamos mandar mensagens um para a outra.

— Combinado.

— Camz?

— O quê, Lo?

— Vou be-beijar vo-você agora?

Dei um risinho ao sentir um frio na barriga.

— Isso é uma pergunta?

Ela fez que não com a cabeça.

— Não.

Lágrimas escorreram pelo meu rosto e fechei os olhos.

— Eu nunca fui beijada.

Ela arqueou uma das sobrancelhas.

— Mas, você...

Eu assenti.

— Pois é. Acontece que as outras pessoas antes de você não estavam interessadas em beijar — contei com a voz cheia de vergonha.

— Tudo bem — ela me tranquilizou. — Eu também nunca beijei ninguém.

Fiz que sim com a cabeça e senti um frio na barriga.

— Odeio o fato de que o nosso primeiro beijo também vai ser o último.

— Não. Essa não vai ser a última vez. Quando eu te encontrar de novo, a primeira coisa que vou fazer é te beijar para compensar tudo o que deixamos de fazer juntas. Da próxima vez que nos beijarmos, será para sempre.

— Promete?

— Prometo.

E eu senti que aquela promessa era verdadeira. Ofeguei levemente quando seus lábios roçaram nos meus. Ela me beijou de forma tão suave, mas, mesmo assim, pude senti-lo do alto da cabeça até a pontinha dos dedos dos pés. Foi doce, triste, feliz e real.

Muito, muito real.

Então é assim que deve ser. É assim que o coração deve bater.

Isso é amor.

Mesmo que eu estivesse indo embora no dia seguinte, acreditei que ficaria bem. Ficaria bem porque Lauren havia me mostrado o que o amor verdadeiro significava, como era a sensação e seu gosto, e nada jamais poderia tirar aquilo de mim. Mesmo se a vida ficasse sombria, aquele sentimento permaneceria vivo em minha mente.

Lauren Jauregui, seu amor e seus beijos suaves que haviam me prometido o para sempre.


Notas Finais


então, amanhã é meu aniversário e eu queria saber se vcs podem comentar muito nesse capítulo para amanhã de noite eu postar, pelo menos, uns dois capítulos :)

COMPARTILHEM TAMBÉM, POR FAVOR!!!

PS: se tiver algum erro, ignorem

PS ²: eu já tinha postado esse "capítulo" antes, mas sem o capítulo de fato (filma a burra kfkffkfkjjjjkkk), me desculpem

love only. period :)


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