História No Ritmo do Amor (G!P) ADAPTAÇÃO - Capítulo 12


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Categorias Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui, Personagens Originais
Tags Camila Cabello, Camren, Camren G!p, Lauren G!p, Lauren Jauregui
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Palavras 1.763
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


oi peoples, tudo bom?

sentiram saudades?

boa leitura <3

Capítulo 12 - 12


POV LAUREN

Na última semana, minha mãe passou a olhar para mim com o cenho franzido durante o jantar. Ela conseguia enxergar minha tristeza, mas eu tentava escondê-la para que ela não ficasse tão infeliz.

— Estou bem — eu disse, empurrando o macarrão no prato.

— Tudo bem se não estiver — retrucou ela. Taylor também estava com a cara fechada. As duas estavam mal por minha causa. — É normal não estar bem o tempo todo.

Dei de ombros.

— Posso ir para o meu quarto? Não estou com fome.

— Claro. Se precisar de alguma coisa, é só falar. E eu sei que amanhã você tem aula, mas, se quiser jogar videogame com o Jason, por mim tudo bem — propôs minha mãe, esperando que isso me fizesse sorrir.

Sorri para ela.

— Tudo bem.

— Eu amo você, Luar.

— Também te amo, mãe.

Deitei na cama e coloquei os fones de ouvido. A parte mais triste do jazz é que cada música afeta você de forma diferente com base em seu próprio humor. Algumas das minhas músicas favoritas me deixavam com vontade de chorar, enquanto outras me faziam querer jogar o iPod longe.

Eu estava com saudade dela.

Apenas seis dias se passaram desde que ela foi embora, e eu estava com mais saudade do que achava que seria possível. Trocávamos e-mails, mas não tínhamos como conversar de verdade. Quando ela estava dormindo, eu estava acordado e vice-versa. Era difícil saber o que estava acontecendo na vida dela estando em um fuso horário diferente.

A escola não ficou mais fácil depois que Camila foi para Londres. Na verdade, piorou muito. Taylor se esforçava para me ajudar, mas Todd e seu bando voltaram com o bullying com força total.

Um novo semestre significava uma nova grade de horários, e tive a sorte de ter Todd ou um de seus amigos como companheiro de classe em cinco das sete matérias.

A pior era a aula de educação física, junto com três deles.

— Você acha que pode simplesmente se safar depois de ter quebrado o meu nariz, Caveira? — sibilou Todd no vestiário enquanto dois de seus seguidores me seguravam. — Agora que a piranha da sua namoradinha foi embora, você não tem mais uma gostosona para te proteger — declarou ele, cuspindo em mim.

Não respondi, porque palavras não adiantavam de nada.

— Só espere. Você vai ver o que vai te acontecer. Mas é meio triste. Agora que não posso mais trepar com a sua vadia, vou precisar de outra pessoa. — Ele riu. — Pensando bem, a sua irmã tem uma bunda maravilhosa e, vamos ser sinceros, todo mundo já viu os peitões dela. Então acho que posso muito bem tirar uma casquinha.

Cerrei os punhos e dei um salto, querendo acabar com ele, mas seus amigos me seguraram.

Não sou forte o suficiente.

Não sou forte o suficiente.

— Se vo-você en-encostar um dedo nela... — avisei, e eles caíram na gargalhada.

— Se-se-se eu en-encostar um dedo ne-nela o quê ? — debochou Todd. — Eu vou tocar nela todinha... em cada pedacinho do corpo dela e depois vou chutar a sua bunda por você ter quebrado o meu nariz, sua fracassada. Você não vai saber nem onde nem quando. A sua vida vai ser uma bomba-relógio, e eu vou acabar com você.

Mais uma vez, tentei me desvencilhar daqueles babacas, mas não consegui.

Não sou forte o suficiente.

Não sou forte o suficiente.

— Podem soltá-la — ordenou Todd, e os dois garotos me jogaram de volta no banco, fazendo com que minha cabeça batesse no armário.

Minha visão estava girando, e eu não tinha a mínima ideia do que fazer, de que forma poderia proteger minha irmã nem como conseguiria me certificar de que nada de ruim acontecesse com ela. Se algo acontecesse, eu jamais iria me perdoar. Se alguém encostasse um dedo nela...

Não consegui parar de pensar naquilo enquanto andava de um lado para o outro. Ajeitei os óculos. Só havia uma coisa a fazer, e eu não me importava se isso faria com que eu parecesse uma derrotada ou não, se me faria parecer fraca. A única coisa que importava era proteger a Taylor, o que significava que eu tinha de contar tudo para a minha mãe.

Se havia alguém que poderia dar um jeito em tudo, esse alguém era ela, e não demorou muito para que minha mãe tomasse as providências.

Alguns dias depois, minha mãe, Taylor e eu estávamos na sala do diretor com Todd e os pais dele ao nosso lado. Taylor não ergueu o olhar nenhuma vez, e eu ficava remexendo as mãos no colo.

— Você sabe que essa é uma alegação muito séria, Sra. Morgado — avisou o diretor Williams, recostando-se na cadeira. — Dizer que Todd faria algo assim...

— Claro que eu não faria isso! — insistiu Todd, parecendo mais inocente do que nunca. — Eu jamais faria algo desse tipo com uma garota.

Meu Deus. Ele realmente deveria considerar seguir a carreira de ator. Se eu não soubesse que ele era uma pessoa tão ruim, teria acreditado naquele babaca.

Taylor bufou, revirando os olhos. Minha mãe estava lívida. Seus dedos se fecharam nos braços da cadeira.

— Tem que haver alguma coisa que possamos fazer a respeito desse assunto, algum tipo de ação contra ele. Não me sinto confortável sabendo que a minha filha está andando no mesmo corredor que esse garoto, e você também não deveria estar. Francamente, você deveria estar preocupado com a segurança de todas as alunas!

— Isso é um absurdo — gemeu o Sr. Clause, revirando os olhos. — Não acredito que tive que sair do trabalho por algo tão sem sentido. Todd não fez nada.

— Ele ameaçou estuprar a minha filha! — gritou minha mãe, muito brava. — Se você acha que isso é absurdo e que não merece nenhum tipo de reprimenda, eu só posso falar que o caso é assustador, para dizer o mínimo.

— Ah, faça-me o favor! Vamos parar de pisar em ovos aqui? — começou a Sra. Clause, fazendo um gesto em direção à minha irmã. — Será que podemos levar qualquer coisa que venha dessa garota em consideração?

— O que você quer dizer com isso? — perguntou minha mãe.

Senti o estômago embrulhar, e Taylor arregalou os olhos de medo.

— Mãe, vamos deixar isso para lá. Quero ir embora — sussurrou minha irmã, puxando o braço dela. — Isso é bobeira.

— Não — declarou minha mãe com firmeza, sem tirar os olhos da Sra. Clause. — O que você quer dizer com isso?

— Quero dizer que, no ano passado, um vídeo da sua filha transando com vários garotos em uma festa estava circulando por aí. O vídeo viralizou. Estou surpresa por saber que a senhora não viu.

— Do que você está falando? — perguntou minha mãe.

— Eu só acho que isso é ridículo. Meu filho não ia querer nem chegar perto de uma garota como ela — desdenhou a Sra. Clause.

— Uma garota como ela? — Minha mãe foi ficando vermelha, parecia prestes a explodir.

— Você sabe... fácil.

— Como você se atreve? — gritou minha mãe. — O seu filho é um merdinha que merece ser punido por suas ações.

— Mesmo ele tendo dito isso, são apenas palavras, não ações — corrigiu o Sr. Clause.

— Sério? — sibilou minha mãe, pasma. — É assim que vocês criam o seu filho?

O diretor Williams tentou interceder para pôr um fim à discussão, mas já era tarde demais.

— Faço melhor do que você com os seus! Sua filha anda pela escola feito uma vadia, e esse garoto não consegue nem articular uma frase inteira. Acho que é isso que acontece quando uma criança não tem uma figura paterna em casa — declarou a Sra. Clause com cara de nojo.

Minha mãe se levantou com um salto e partiu para cima da mulher, mas eu fui mais rápida do que ela e a segurei. Quando olhou para mim, seus olhos estavam cheios de fúria, como se ela fosse capaz de matar para proteger seus filhotes.

— Está tu-tudo be-bem, mãe — afirmei.

— É, mãe, vamos embora — implorou Taylor.

Os olhos da minha mãe ficaram marejados. Ela olhou séria para o diretor Williams e declarou:

— Eu não sei quanto eles estão pagando para você, nem quanto doam à escola para controlá-lo dessa forma, mas esses meninos são meus filhos. Esse é o seu trabalho. Faça alguma coisa.

Depois de desabafar, ela saiu da sala, fazendo com que Taylor e eu fôssemos atrás dela.

Caminhamos apressadas até o carro. Ela abriu a porta do veículo e nós duas entramos nele. Depois, ela bateu a porta com força. Passei para o banco de trás e Taylor ficou na frente. Minha mãe se sentou ao volante e o segurou com força, sua respiração estava ofegante.

— Desculpe, mãe — disse Taylor finalmente, enquanto lágrimas escorriam pelo seu rosto. — Eu...

— Foi por isso que você parou de andar com os seus amigos? — perguntou minha mãe.

Taylor assentiu.

— Foi numa festa idiota, e eu fiquei com muito medo de contar para você e com vergonha... Desculpe. — Taylor estava chorando.

Minha mãe se virou para ela, olhando-a diretamente nos olhos, e pousou as mãos nos ombros dela.

— Taylor Jauregui Morgado, você não precisa ter vergonha de si mesma nem medo de me contar nada. Entendeu?

Taylor assentiu.

— Entendi, mãe.

— Vamos conversar sobre isso em algum momento, combinado? Mas, agora, só preciso saber se você está bem.

— Estou.

— E aqueles, aqueles... monstros que estavam na diretoria da escola hoje... Aqueles adultos que falaram de forma tão nojenta sobre uma criança... Eles são o problema. Esse mundo é o problema. Não você.

Minha mãe puxou Taylor para um abraço, e as duas choraram juntas por um bom tempo. Ficamos no estacionamento até que elas recuperassem o fôlego. Minha mãe enxugou os olhos de Taylor, e Taylor, os da nossa mãe.

— Vamos para casa jantar — declarou ela, partindo com o carro. — E depois vamos procurar uma escola nova para vocês.

— Mãe? — chamei.

— O que foi, Lauren?

— Você, hum... chamou o Todd de me-merdinha?

Ela riu e olhou para mim pelo espelho retrovisor antes de dar de ombros.

— Acho que chamei, sim.

Abri o maior sorriso enquanto ela nos levava para casa.

Tenho a mãe mais legal do mundo.


Notas Finais


o que acharam? comentem!!!

se tiver algum erro, ignorem

love only. period.


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