História No Romeo, No Juliet - Capítulo 38


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Categorias Dylan O'Brien, Gigi Hadid, Justin Bieber, Kendall Jenner, One Direction, Teen Wolf, Zayn Malik
Personagens Dylan O'Brien, Gigi Hadid, Justin Bieber, Kendall Jenner, Niall Horan, Zayn Malik
Tags Drama, Fanfic, Romance, Zayn Malik
Visualizações 49
Palavras 3.734
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


gatinhxs, cheguei! não me demorei muito desta vez, não é mesmo?
é o seguinte moçada, capítulo de hoje vem um tanto cumprido, mas vale a pena ler pois tem pontos importantes que precisava dar enfase. espero que gostem e que façam uma boa leitura.


a música desse capitulo tá de aumentar o volume, pessoal.
Obs: pessoal, que quiser/puder, sugiro que escutem as músicas mencionadas enquanto fazem a leitura da determinada cena, vendo isso como auxilio para vocês na leitura, para que se sintam realmente dentro do universo do personagem.

- Essa fanfic é completamente desenvolvida por mim, desde os personagens até a história, diálogos, tudo... portanto qualquer tipo de cópia será considerada crime com direito a ação judicial. Conto com a ajuda de vocês para identificar possíveis plágios, é só entrar em contato comigo.
- Peço perdão por qualquer erro gramatical.
- Não apoio e peço que não pratiquem qualquer ato ilicito contido na fanfic, trata-se de uma obra fictícia.
- Não deixem de assistir ao trailer (link nas notas finais)

Personagens:

Zayn Malik como Zayn Malik
Gigi Hadid como Alexia Bernardi
Kendall Jenner como Susan Brandon
Maluma como Priam Malik
Dylan O’brien como Nico Bustamant
Zoe Kravitz como Tessália Abrams
Halsey como Rúbia Ramirez
Camila Cabello como Carmen Del Rosário
A$ap Rocky como Dominic Abrams
Drake como Fabrício Maldonado
Justin Bieber como Justin Bernardi

Capítulo 38 - Capítulo 37: Ricos e furiosos


Fanfic / Fanfiction No Romeo, No Juliet - Capítulo 38 - Capítulo 37: Ricos e furiosos

POV. ZAYN MALIK.

 

Dia de inauguração.

Ah, o grande dia pra Priam ampliar sua lavagem de dinheiro. Graças a Susan tudo corria muito bem financeiramente aos olhos alheios, afinal de contas agora tínhamos dois negócios, a oficina e, agora, a tal boate, que sem pensar muito Priam nomeou de Better Now com a ajuda genial de Nico, para não dizer o contrário.

A essa altura todos deviam estar lá, o que deixava aparente meu descaso com a grande noite, pois meu relógio contava duas horas de atraso.

 

1h00 da manhã.

Foi à hora exata em que pisei os pés na Better Now, me deparando com um lugar agitado, com hip-hop de ótima qualidade, Enough - 916frosty,  além de uma decoração sofisticada. As paredes eram de um ar imperial, como as decorações monarcas de castelos cobertos por molduras de ouro, o bar dourado com detalhes amadeirados no lado esquerdo do local, do lado direito havia um sofá estilo imperial que dava ao espaço um ar de sala de espera ao lado de um painel dourado com pedrarias que imitavam jóias, atrás do painel ficavam os banheiros, e depois disso havia uma pista enorme dentro de um circulo de led que mudava de cor de acordo com a batida da música, envolta da pista ficava um palco que desenhava um formato circular como se a pista estivesse dentro dele, e em cima deste palco estavam mulheres vestidas com biquínis dourados e o corpo coberto de brilho da mesma cor, eram como estatuas de ouro dançantes e no meio do palco de frente com a pista estava o DJ. Talvez isso tudo resumisse porque Rúbia e Tessália sumiram, estavam ocupadas bolando tudo aquilo.

Alguém jogara um cubo de gelo em meu ombro, lancei um olhar furioso na direção em que o mesmo veio até mim, para cima, notei Nico vermelho como um pimentão, talvez com medo de levar uma bronca. Ele estava escorado em uma grade dourada num andar a cima, onde ficavam os camarotes, deduzi. Nico fez um gesto para que eu fosse até lá. Notei uma escada ainda no estilo imperial, protegida por seguranças. Olhei para o outro lado da boate e notei que também havia o mesmo estilo, ou seja, os camarotes ficavam em andares superiores, numa espécie de sacadas laterais dos dois lados da boate.

Sem mais demora, me apresentei aos seguranças e subi. Aquele lugar era surreal. Havia um quadro que tomava toda a parede do camarote, com molduras douradas e pintura de guerra medieval. Um sofá fazia igual ao quadro e se estendia como o mesmo. Havia duas poltronas perto da mesa de centro repleta de bebidas e baldes de gelo, nelas estavam Priam e Susan.

— Caramba! Tenho que dizer que isso superou minhas expectativas! – exclamei ao meu irmão, que sorria com seus dentes de ouro.

— Agradeça as garotas, elas fizeram tudo isso acontecer – disse ele ao elogiar as meninas – As mulheres são impossíveis. Que time de mulheres foda! É por isso que vou deixar isso nas mãos delas. Elas sabem o que fazem... – suspirou vitorioso - Ficou melhor do que imaginava. Agora estamos quites aos olhos curiosos.

Passei os olhos pelo lugar, notando Nico se servir de uísque, Tessália rebolar junto à grade, mais a frente do camarote haviam pessoas importantes, amigos de renome político e financeiro de Priam, porém estava faltando alguém...

— Cadê a Rúbia? – questionei, pois se ela havia participado de tudo, nada mais justo do que ela estar ali.

O rosto de Priam se entristeceu, ele olhou para Susan, que fazia questão de não me encarar e se levantou vindo em minha direção. Priam colocou a mão em meu ombro e me levou até um canto vazio do camarote...

— Estou preocupado... – sussurrou ele – Ela foi excepcional junto com as meninas, ajudou a pensar e executar tudo. Mandei mensagem pra ela dizendo que deixaria a gestão da boate com ela e as garotas, mas ela não retornou. Estou preocupado e começando a imaginar bobagens...

— Que tipo de bobagens? – quis entender o que se passava na cabeça dele.

— Você vai achar que fiquei maluco, mas das duas uma... – ele parecia temeroso em me dizer, suspirou duas vezes antes de continuar – Ou ela está realmente me evitando por estar com raiva de mim, ou ela está conspirando contra mim...

Na última frase já expressei uma careta e estava pronto para exortá-la, Priam segurou meus dois ombros, desta vez, e sussurrou nervosamente:

— Eu sei. Eu sei que parece maluquice! Mas não estou tão seguro quanto antes. Tudo ia tão bem, parecia tão fácil, parecia invencível seguir os passos e renome do papai, mas depois do que houve comigo, não posso dar bobeira, Zayn!

Eu não queria ouvir. Parecia um monte de abobrinha pra mim. Queria me livrar daquela conversa, daquela energia o mais rápido possível... Esquivei-me, fazendo com que suas mãos soltassem meu ombro e o olhei nos olhos. Priam parecia convencido de sua teoria da conspiração, porém não podia ficar quieto ouvindo ele falar dessa maneira da garota de cabelo azul.

— Olha, Priam, acho que não preciso nem dizer o que penso sobre isso. A Rúbia seria incapaz de fazer algo contra você, para com essas besteiras, por favor. E outra coisa, essa sua obsessão por em ser e manter o cargo do papai também é outro ponto que está te desfavorecendo como pessoa, mano! Para com isso, a gente tem dinheiro que não pode nem usar porque já passou da conta, nem em dez anos gastaríamos o que temos hoje, para com essa ganância... Deixa a merda dessa navio passar, deixa esse pivete se ferrar com essa merda de carga!

— Você não entende... Não entende... Vou deixar você dois dias no meu lugar pra você ver se vale à pena jogar seu trabalho no ralo, enricando um Zé buceta que não fez porra nenhuma pra conseguir o que tem te roubar tudo! Não foi você quem ficou cozinhando essa porra, não é você que tem responsabilidade internacional, que tem compromissos, que move céus e terra pra essa porra acontecer pra vir um pivete metido a vingador passar a mão em tudo! Vai se fuder, Zayn!

 Priam saiu chutando a mesa de centro fazendo cair garrafas e tudo que nela havia, em seguida olhou pra mim com seus olhos cobertos pela fúria. Nico correu até ele, depois de perceber que o pessoal ali presente no camarote havia se assustado.

Nico o segurou pelo braço, pedindo calma a ele... Susan arregalou os olhos e se levantou da poltrona, enquanto Tessa dava passos em minha direção...

 — Sabe por que você não se importa? – continuou Priam, dessa vez num tom de voz alto - Porque você não faz acontecer, você não tem trabalho nenhum, fica só sentado chupando dedo, dirigindo seu carrinho e morando na mesma casa há anos, sem se preocupar com o trabalho que tenho pra manter toda essa merda! Até mesmo aquela maldita oficina do vovô não seria nada se ninguém mexesse nela, se ficasse parado igual a você! O mundo não gira se você ficar parado, meu irmão! Nada acontece sozinho! Você tem que valorizar seu esforço, é isso o que faço!

Todos estavam olhando. Briga de família do meio de uma inauguração, não combinava.

Naquele momento me envergonhei de ter dito o que disse, senti toda a verdade que Priam estava passando, ele tinha seus motivos... E ele tinha razão, eu não fazia nada pra isso tudo acontecer, além de cuidar de relatórios da oficina e ganhar corridas clandestinas. Talvez estivesse falando demais e sabendo de menos.

— Parabéns por estragar a noite – disse Nico à mim, enquanto balançava a cabeça negativamente.

— Ninguém estragou nada não – disse Priam entre respiros altos, como se tivesse corrido meia maratona – A noite apenas começou – em seguida ele virou-se para seus parceiros magnatas e disse – Não liguem para isso, pessoal, aposto que algum de vocês tem irmãos caçulas, ou filhos, e sabem o quanto é difícil convencê-los de seus esforços.

Susan também foi até mim, enquanto meu irmão se aproximava de seus parceiros juntamente com Nico, os distraindo.

— Melhor você ir pra casa, deixou seu irmão furioso... – Tessa disse com calma, enquanto acariciava meu braço – Não faça mais isso, ainda mais num dia importante pra ele... Procure ser mais sensato, Zayn...

Respirei fundo, apertando meus olhos, enquanto a carinho de Tessa passava por sobre minha pele me tranquilizando em maior parte.

— Vem, te acompanho até em casa... – disse Susan – Sempre quis dirigir o seu carro, se me der a chance disso acontecer agora...

 

Susan se oferecendo para me deixar em casa? A noite de males parecia ter seus bens... Ou havia deduzido isso rápido demais, pois assim que estávamos prontos para sai da Better Now Dom surgiu em nosso caminho, entrando na boate, levantando um olhar de estranhamento sobre nós dois de braços dados.

— Oi, amor... – sorriu Susan sem jeito.

“Amor?” demonstrei em pensamento toda minha repulsa ao jeito carinhoso de Susan.

Dom não disse nada, apenas cruzou os braços e esticou o queixo, como quem espera uma explicação.

Susan pensou em soltar seu braço do meu, mas o apertei para que não fizesse. Percebi que assim como adorava provocar Justin junto de Susan, assim gostava naquele momento com Dom. Aposto que Susan já havia se acostumado com isso, pois não relutou novamente, evitando assim que minhas provocações não aumentassem...

— Susan vai me deixar em casa, espero que não se importe... – sorri.

Dom encarou Susan.

— É... Acontece que... – relutou desta vez, conseguindo arrancar seu braço do meu - Acontece que Zayn teve um problema com o irmão agora pouco, achamos por bem que eu o acompanhasse até em casa.

— Achamos? Não me lembro de nenhum acordo feito ali em cima, somente de você se oferecendo para me deixar em casa – provoquei, olhando diretamente para Susan que não tirava seus olhos aflitos de Dom.

— Já entendi, Zayn... – Dom suspirou depois de lançar um olhar decepcionado sobre Susan – Acontece que, infelizmente, não posso deixar Susan te deixar em casa...

— Como não? Ela é quem decide isso, não você – ri de nervoso.

— Sim, ela pode decidir o que ela quiser, não vejo problema na tomada de decisões dela... Mas estou disponível e posso fazer isso por ela.

— Se ela quiser... – encarei-o.

— Isso mesmo, se ela quiser... – Dom olhou para Susan.

— Deixo claro que não estou impossibilitado de dirigir e que só aceito carona se for da Susan...

Susan parecia preocupada em chateá-lo.

Era aparente, de um jeito ou de outro, ela se importava com o garoto. Aquilo me irritava.

 A morena sussurrou algo no ouvido do namorado, que não pareceu contente, pois entrou na boate sem nem olhar para ela...

 

— O que disse no ouvido dele? Que prefere a mim? – brinquei, ao entrar em meu carro, desta vez no banco do passageiro.

— Você é muito idiota, sabia? – Susan, que antes estava séria, sorriu. Ajeitou-se no banco, fechando a porta do carro – E muito convencido também.

— Então fala, o que disse para ele? – insisti com um sorriso no rosto.

Susan deu partida, saindo da frente da boate em direção a minha casa.

— Nada demais... – sorriu pequeno, prestando atenção no caminho – Apenas disse que depois conversávamos.

— Vish... – ri baixinho – Vai terminar com ele por minha causa? Sabia que isso ia acontecer, uma hora ou outra... – brinquei, rindo.

— Convencido demais... – riu ela, logo ficou séria novamente e depois alguns segundos em silêncio disse – Você já teve sua chance e desperdiçou achando que poderia fazer comigo, o que fez com todas. Pior ainda, você fez, me traiu, logo perdeu a chance de vez...

Susan disse tudo num tom calmo e conformado, era como se realmente não tivesse mais volta. Era um basta. Aquilo mexeu comigo. Pensava que falava da boca pra fora, que aquele namorico era pra me fazer ciúme e que ela me ignorava por raiva pelo o que houve entre nós dois. Mas talvez a verdade fosse que nada dito fora em vão, que aquele namoro com Dom era pra valer, pois ela realmente se importava com ele e com o futuro dos dois, e que eu havia esgotado a única chance que tive.

Fiquei por longos minutos, em silêncio, pensando em tudo aquilo.

— O que foi? O gato comeu sua língua? – Susan brincou questionando meu silêncio.

Não me entusiasmei com a brincadeira, não respondi. Continuei quieto. Susan tentou de tudo para que dissesse algo, acelerou, desacelerou, ultrapassou carros de maneira perigosa, sempre sorrindo, enquanto pouco me impressionei, pois estava preso no desastre que fora esta noite.

 

Susan guardou meu carro na garagem e subiu pela cozinha me entregando a chave, ainda sorridente. Em seguida segurou em meu queixo e fez um carinho na lateral de meu rosto, enquanto se aproximava com o olhar fixo sobre meus olhos baixos...

Minhas mãos involuntariamente se moveram até segurar sua cintura com delicadeza, sentindo o carinho de Susan subir sobre meus cabelos de forma vagarosa, conforme seu corpo se aproximava do meu... Ela me abraçou. Ficamos presos naquele abraço. Meus olhos se fecharam sentindo seu perfume, seu queixo entre meu ombro, minhas mãos fazendo carinho na sua cintura, até que a garota soltou o abraço com rapidez, me empurrando e lançando um olhar furioso sobre mim.

— Ela está aqui! Eu não acredito nisso! – o olhar de Susan estava fixo sobre o balcão.

Olhei para o balcão da cozinha e ali havia um tablet, na tela do mesmo refletiam-se diversas imagens de câmeras postas pela minha casa e entre essas imagens estava Alexia dormindo em um quarto escuro.

— Não vem me dizer que não sabia de nada!

— Susan, realmente não sei de nada... O Nico ficou responsável por isso, a mudaria de lugar hoje de manhã... Não sabia que ela estava aqui – peguei o tablet e olhei com precisão – Não reconheço esse quarto, talvez nem seja aqui em casa e você está falando sem saber.

Susan suspirou vendo sentido no que dizia. Encostou-se no balcão, apoiando-se em uma das banquetas... Passou a mão nos cabelos e fechou os olhos, parecia recuperar sua paciência aos poucos.

— Acho que não foi uma boa ideia vir até aqui, até porque te trouxe e ficaria sem carro pra voltar, nem trouxe dinheiro pro táxi... Fui uma burra, devia ter escutado o Dom...

— Posso te devolver pra festa daqui à uma hora, ou te dar dinheiro pro táxi...

Susan olhou para as escadas. Das duas uma, ou queria vasculhar e ver se encontrava Alexia pela casa, ou queria subir e deitar em minha cama. A segunda opção deu origem a um sorriso malicioso em meus lábios. Sorte a minha a morena estar distraída com a escada.

— Quer ver se a Alexia está sendo mantida aqui? – perguntei.

Susan balançou a cabeça negativamente, cruzando os braços.

— Não, acredito que você não saiba de nada, basta saber se o Nico é tão burro a ponto de colocar uma prisioneira dentro da própria casa do Priam... – riu de leve, mas parecia forçar – Vou precisar apenas de um táxi...

 

            Assim que Susan saiu, minha curiosidade falou mais alto, procurei pelo tal esconderijo de Alexia, mas como havia afirmado com estranheza, não era em minha casa que ela estava sendo mantida. Ponto pro Nico.

 

Na manhã seguinte. Priam foi preciso ao bater na porta de meu quarto e me acordar dizendo que eu o encontrasse no galpão em uma hora.

Foi exatamente o que fiz, uma hora exata estava eu colocando minha digital numa gaveta lateral ao lado da porta do galpão, logo a porta destravou, assim fechei a gaveta com a chave. Puxei a porta de correr do galpão e a travei assim que entrei no local.

As roupas especiais que Nico e Priam usavam estavam intactas em suas araras, logo não estavam na cozinha. Observei um pacote do doritos e duas latas de coca-cola largadas na mesa de centro da espécie de sala de estar montada ali no meio do enorme galpão. Olhei ao redor, colocando as mãos no bolso de meu blusão.

            — Priam? Nico? – chamei ecoando minha voz pelo recinto.

            Demorou um pouco para que uma das portas de aço na lateral do galpão se abrisse. Dela saíram Priam e Nico rindo depois de uma conversa qualquer que tivesse dentro do escritório.

            — Pontual – me cumprimentou Nico com um toque de mão.

            — Maninho, não vou enrolar muito... Você sabe que não costumo esquecer o que digo, não é mesmo? E não ter bebido ontem me ajudou bastante nisso... – Priam colocou a mão em meu ombro e apertou – Lembro de ter dito que deixaria dois dias no meu lugar e é o que vai acontecer. Deixarei com que faça algumas tarefas que eu teria que executar nesses dois dias... E vai começar realizando essas perguntas... – Priam tirou um papel amassado do bolso de sua bermuda caqui – Pra uma garotinha que esta sendo nossa refém e que tem apenas três dias pra resolver seu problema. O Nico vai com você, pois não quero que faça nenhuma besteira! Depois disso vá ao meu escritório que te passarei outras tarefas.

            Escutei tudo notando as perguntas anotadas pela caligrafia apressada de meu irmão. Até o dado momento não acreditava que ele realmente me castigaria daquela maneira...

 

DIA 7/10.

 

                POV. ALEXIA BERNARDI.

 

            Havia passados dois dias num lugar gelado com paredes metálicas, quase me sentia dentro de um frigorífico, se não fosse pela cama velha e pela comida, que estava sempre muito boa. Não sei de onde mantive forças para ser paciente nesses dias, ainda mais por pessoas que antes julgava de forma diferente.

            Talvez Justin tivesse razão.

            Foi difícil me manter integra com um questionário feito por Zayn, que na primeira pergunta me pareceu nervoso e inseguro do que estava fazendo, mas conforme minha frieza foi aparecendo ele também mudou seu comportamento, se tornando decidido com suas perguntas e imposições.

 

            Primeiro: O que Justin pretende com este plano, quem são seus contatos?

            “— Olha Zayn, não sei o que se passa na cabeça dele em relação aos negócios de seu irmão, só sei que ele não desistiu da ideia de tirar tudo dele, assim como o Fabrício desistiu... –  respirei fundo e continuei olhando em seus olhos – Sei que ele tem muita raiva de você, não sei como isso te atingiria na cabeça dele, mas sei que tudo pra ele se baseia em destruir você, a Susan, seu mundo... – parei por um momento, tentando me recuperar do nó em minha garganta. As vezes tinha vergonha dos sentimentos ruins de meu irmão e da maneira com que estava consentindo com isso. Recuperei o fôlego e continuei – Ele tem contatos que ganhou junto com o Fabrício, gente contrataram juntos, alguns desistiram assim como Fabrício, outros pelo visto não, então não dá pra saber... Mas não são pessoas de renome, são pessoas que costumam fazer o que chamam de trabalho sujo... Isso é o que sei.”

 

            Segundo.  Por que havia ficado tão irritada com Fabrício a ponto de dizer que ele havia contado alguma coisa e ter lhe chamado de traidor? 

            “— Sobre o fato de meu irmão ter planejado ficar com o navio de vocês...

            — Então vocês dois sabiam? – Zayn quis confirmar, enquanto Nico comemorava suas suspeitas baixinho atrás dele.

            — Sabíamos que o que ele contava sobre as cargas marítimas que vocês faziam, não foi difícil deduzir que teria sido ele depois que me raptaram alegando o sumiço do navio, ainda mais depois de ver o desespero de meu noivo naquela noite... Porque se eu estivesse no lugar do Fabrício jamais diria que foi meu irmão, jamais, por isso gritei com ele.

            — É como o ditado, a mentira tem perna curta, loirinha – Nico se aproximou com um ar debochado – Você sempre protegeu e sempre protegera seu irmão, por isso é uma mentirosa.”

 

            Terceiro. Questionou sobre meus bens, sobre minha conta bancária, sobre a conta bancária de meu irmão, alegando que deveríamos pagar o que meu irmão estava roubando.

            “— A casa esta avaliada em três milhões, tenho um milhão na conta para me manter e investir na construção da minha loja, não irei permitir que mexam na minha conta! – determinei com um ar bravio – Muito menos que tomem minha casa ou qualquer coisa do tipo... Quanto vale aquela merda de carga? – me irritei.

            — Um navio, dez contêineres do Primo avaliado em dólar e euro, a quantia estimada de cada um é três milhões. Três milhões multiplicados por dez? – disse Nico com um ar brincalhão.

            Meu queixo caiu...

            — Você receberá mais mesadas da mamãe e do papai, dá pra viver – Zayn resolveu entrar no deboche do amigo - Você vai vender o almoço pra comprar a janta se seu irmão não devolver essa porcaria! Ou ele devolve, ou você vai assumir essa divida pro resto da sua vida! Aí ao invés dele tomar tudo o que temos, nós tomaremos tudo o que você tem. É por isso que dizem que Deus é justo, não espere fazer o mal sem o receber de volta.”

 

            Era um acordo ruim, mas já estávamos afundados o bastante com os Maliks aquela altura. Então aceitei. Zayn ainda deixou o prazo dos dez dias correndo, se Justin não se manifestasse em relação a isso, eu estaria em dívida com eles.

 

            Então me vendaram. Percebi alguns degraus como se estivesse num porão, logo depois caminhei por sobre um piso extenso, guiada pelo aperto forte de Nico sobre meu braço, uma porta pareceu se abrir e o sol bater sobre minha pele, meus pés pisaram sobre terra e pedras até que me jogaram dentro de um carro. Nico sentou-se ao meu lado, percebi pelo perfume forte que sempre usava.

            Só tiraram minha venda quando chegou na rua de minha casa, antes que abrissem a porta do carro pra mim, Nico me olhou diretamente nos olhos e disse:

            — Avise ao seu irmão que ele não esta num jogo de tabuleiro, as regras pesam e a vida não vale nada. Peço pra que você mantenha a discrição, que possamos nos aturar sem suspeitas pelo longo da vida e te darei o mesmo recado que dei ao seu noivo fajuto, que estamos de olho em vocês, por mais que não percebam. Sei que entrara em contato com seu irmão, então diga pra ele resolver essa situação, se não iremos resolver por ele... – piscou – No fundo gostamos de você, isso foi uma kriptonita pros negócios, tenho certeza que Justin se aproveitou disso, então cuidado com essas coisas, Alexia... Tente ser justa e ficar longe de confusão. E o mais importante, não minta. E não pense que pode ser nossa kriptonita pra sempre. 


Notas Finais


Better Now inaugurada com direito a confusão e gritaria, quem concorda com o esporro que Zayn levou levanta a mão! KKKKK zoeiras a parte teve até a Susan levando Zayn para casa, mesmo se importando demais com o relacionamento com Dom. Zayn descobre que, supostamente, esgotou as chances com Susan. Certo ou errado, Team Susan? Mas aquelas bobagens que Priam está plantando em sua cabecinha, quem também compartilha da desconfiança sobre Rúbia? Ou não, ela seria incapaz mesmo de prejudicar seu amado?
E Alexia largada em cima do muro, pra onde ela for é bomba! Nico deixou escapar que ela foi uma kriptonita para o grupo e seus negocios, que Justin com certeza se aproveitou disso... O que esperam da Alexia depois dessa situação e do conselho de Nico? O circulo está cada vez menor e as coisas tendem a ficar mais tensas.

♡ Trailer Fase II: https://www.youtube.com/watch?v=RPfQqIkywiE&feature=youtu.be
♡ Trailer Fase I https://www.youtube.com/watch?v=z1cy1L4aLFU


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