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História No te Olvidé - Capítulo 3


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Notas do Autor


Estou muito ansiosa pra postar os próximos dois capitulos, então decidi adiantar esse que é a parte levinha da história.
Pretendo que essa seja uma fic curtinha, com poucos capitulos então não se surpreendam se as coisas começarem a desenrolar logo logo.
Espero que gostem, boa leitura!

Capítulo 3 - Reencontro com os pais.


Fanfic / Fanfiction No te Olvidé - Capítulo 3 - Reencontro com os pais.

-Foi daqui que encomendaram uma nanica fujona? -Aldo perguntou assim que abriu a porta da casa dos pais de Leticia. Ja possuíam intimidade, já que os pais dela viajavam com frequência para o litoral. Dona Julieta estava na cozinha e ao ouvir a voz de Aldo, se apressou e foi ao encontro dele.
-Aldo, meu filho, que surpresa! -Exclamou e o abraçou.
-Como esta minha querida?
-E eu, não ganho um abraço mami? -Leticia perguntou sainda de trás do amigo.
-Filhinha, que saudade! -Dona Julieta puxou sua menina para um abraço apertado. -O que fazem aqui? Seu pai vai ficar tão feliz em vê-los.
-Viemos a trabalho mamãe. -Lety explicou caminhando abraçada a mãe. -E papai onde esta? Tomás?
-Eles foram cedinho ao banco resolver algumas pendências da empresa, pagar alguns impostos, mas já devem estar chegando. -Dona Julieta os guiou até o sofá. -Como esta linda filhinha, pintou novamente os cabelos?
-Sim mami. -Lety se sentou e Aldo fez o mesmo. -Estava cansada daquele loiro, acho que o castanho combina mais comigo.
-Verdade meu amor, você esta tão linda. -Ela segurou a mão da filha. -Querem alguma coisa? Tenho um bolo de chocolate e suco de laranja fresquinho.
-Não mamãe, acabamos de almoçar.
-Obrigado dona Julieta, mas se tiver um cafezinho eu aceito. -Ele sorriu charmoso.
-Claro que sim, meu filho. -Sem demora ela foi a cozinha e preparou uma bandeja de café e alguns biscoitinhos, levando para ele na sala. -Sei que toma sem açucar. -Disse alcançando uma xícara. -Então, você disse que vieram a trabalho.
-Sim, na Conceitos. -Lety respondeu dando ênfase ao nome da empresa. -Aldo quer promover o livro novo dele e escolheu a melhor casa produtora pra isso. -Revirou os olhos debochando do chefe. 

-Eu estou aqui Leticia. -Aldo zombou dela.

-Meu Deus filhinha, e como vai ser isso? Você vai até a empresa do seu Fernando? -Julieta cobriu os lábios com a mão.
-Na verdade nós ja fomos esta manhã. -Aldo contou. -Leticia se saiu muito bem, deixou o Mendiola falando sozinho. -Disse bebendo um pouco do café. 
-Coitado filha. Ele esteve aqui umas semanas atrás, ficou um bom tempo estacionado em frente a nossa casa. -Suspirou. -Ainda acho que vocês deveriam esclarecer tudo meu amor.
-Esclarecer o que mamãe? Pra mim tudo esta claro. Fernando Mendiola me seduziu e me usou para atingir seus objetivos. Ponto final!
-Carol e eu já dissemos isso a ela dona Julieta, mas Leticia é teimosa.
-Teimosa? Vocês vão ficar contra mim é isso? O que Fernando fez foi abominável, ele me usou da forma mais sórdida e eu sou teimosa? -Leticia bufou.
-Calma meu amor, nós sabemos que o seu Fernando fez algo terrível, mas talvez ele tenha como se explicar... -Várias vezes Fernando tinha ido até sua casa a procura de Leticia, até que uma certa vez, embriagado e chorando ele implorou para que dona Julieta contasse onde Leticia estava. Mesmo morrendo de dó, ela decidiu respeitar o desejo da filha e não contou. Nesse dia, Fernando admitiu que estava apaixonado por ela, que não conseguia se ver sem sua Lety. Dona Julieta o consolou, acalmou e o enviou para casa de taxi. No dia seguinte dona Julieta ligou para ela e Leticia abriu o coração para a mãe, contando tudo que havia acontecido. Para ela, Fernando ainda estava jogando o mesmo jogo sujo de sempre, apesar de sua mãe acreditar que existia amor de verdade.
-Não há nenhuma explicação a ser dada mamãe. -Respirou fundo. -Só quero que tudo isso acabe pra eu voltar a minha vida no litoral. Estava muito bem lá, longe de tudo que me fez mal um dia.
-Acho que seu pai e Tomás estão chegando. -Julieta falou ao ouvir o som inconfundível do carro do marido. 
-Que ótimo! Estou morrendo de saudades. -Leticia tentou mudar seu humor. Seu pai era o único que não sabia os motivos que a fizeram sair da cidade. A princípio havia sido difícil convencê-lo a permitir que Leticia morasse em outra cidade, sozinha e trabalhando para um homem como o Aldo, mas com o tempo foi se acostumando a ideia até que desistiu de tentar trazê-la de volta.
-Aquele banco estava um inferno mulher... -Seu Erasmo entrou reclamando em casa. -Mais de três horas para... -Naquele momento ele viu a filha. -Minha menina que surpresa! -O rosto do velho se iluminou ao avistá-la. A passos largos ele a alcançou e abraçou.
-Dona Julieta, estou morrendo... -Tomás também parou de falar ao enxergar a amiga e irmã. -Lety, minha maninha. -Correu para abraçá-la animado.
-Papi, Tomás, que saudade. -Leticia riu enquanto era esmagada pelos dois. -Ain, eu não consigo respirar. -Reclamou rindo e eles se afastaram.
-Olá meu rapaz, como esta? -Seu Erasmo esticou a mão para cumprimentar Aldo, logo depois de soltar a filha.
-Muito bem seu Erasmo e o senhor? -Retribuiu o cumprimento. -Tomás, você esta ótimo! -Se voltou para o outro. -Tirou os óculos, ficou muito bem!
-Aldo, que bom ver você! -Tomás estava diferente também, tinha tirado os óculos seguindo o conselho do novo amigo, cortado o cabelo e comprado roupas novas. Não estava bonito, afinal seria necessário no caso dele um milagre, mas estava mais elegante, vestido como o verdadeiro empresário que era. A antiga Filmes e Imagens que agora se chamava Padilha e Moura Acessoria, pertencia a ele e Erasmo. Estava indo muito bem prestando serviço de auditoria, contabilidade e administração para pequenas empresas.
-Mamãe disse que estavam no banco resolvendo pendências da empresa.
-Sim minha filha. Alguns impostos prestes a vencer. A Padilha e Moura esta crescendo e com o ativo mais alto, os impostos aumentam também. -Sentaram-se todos.
-Eu sempre falo Filmes e Imagens, não me acostumei ainda com essa mudança, hihihi. -Dona Julieta riu ao retornar da cozinha com mais uma bandeja de café.
-Agora a Padilha e Moura é uma empresa consolidada, tem seus próprios clientes e um ativo bem alto. -Tomás disse orgulhoso.
-Sempre soube que Você era totalmente capaz de administrar a empresa Tomás. Graças a vocês dois, hoje temos um patrimônio de família. -Lety respondeu orgulhosa.
A conversa fluiu alegre, animada durante toda a tarde. Leticia matou a saudade de sua casa, seu quarto, seus desenhos, bichinhos de pelúcia, tudo estava igual, menos ela. Algo tinha morrido dentro dela dois anos antes. Miguel tinha começado o processo e Fernando concluiu destruindo o resto de esperança de um dia amar e ser amada. Voltar aquela casa trazia um misto de nostalgia e vontade de fugir novamente. Apesar da saudade, estar ali fazia com que ela se lembrasse com mais clareza de todas as vezes que chorou, que sentou em sua cama com seu diário e escreveu sobre suas dores. Não queria recordar, não era mais tempo de pensar naquilo. Lety a feia tinha morrido e junto dela, tudo que pudesse lhe causar dor, tinha sido enterrado. 



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