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História No Tempo Certo - Capítulo 4


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Notas do Autor


Oie!! quase que esse capítulo não sai hoje kzksjsksjs
é isto, pessoal, boa leitura!

Capítulo 4 - Três dias


Jongin estava lindo como sempre, e a mochila que carregava nas costas era enorme, parecia que iria passar uma semana na casa de Chanyeol e não apenas uma noite. Ele deu a volta no balcão e se sentou no banquinho de madeira, pegou o celular e se distraiu com os jogos, ignorando completamente a presença do vendedor, que pareceu preocupado com o amigo. 

Chanyeol tentou chamar sua atenção a todo custo, falando sobre os livros que chegaram e outros que ele deveria ler, mas nada o animava. 

— O que aconteceu? — Chanyeol perguntou, recebendo como resposta apenas um aceno e mais silêncio. 

Motivos para o comportamento estranho de Jongin começaram a ser listados na mente do vendedor, porém, nada parecia plausível. Ele desistiu de tentar entender quando um cliente entrou e pediu para ver os livros sobre história geral, aquela sensação de preocupação ainda presente o fez se perder nas estantes até que encontrasse o que queria. 

Durante o dia, eles trocaram algumas palavras e até foram almoçar juntos. Jongin pagou sem nem perguntar ao outro antes se poderia, depois, voltaram para a livraria. O calor do ambiente deixava todos que entravam meio desnorteados, e sempre começavam a se abanar quando a porta se fechava. O vendedor pensou em comprar um ventilador de chão para, pelo menos, fazer o ar circular. Pensando nisso, imaginou que o calor tivesse derretido alguns neurônios do melhor amigo, o impedindo de ser aquele cara extrovertido e inquieto que conhecia. 

Chanyeol queria contar como sua manhã havia sido, mas o outro não pareceu se importar com nada do que dizia. Aquilo só aumentava o sentimento de preocupação emaranhado em suas entranhas. O estômago já doendo por não saber o que tinha acontecido o obrigou a ir até a farmácia e comprar um remédio, só assim ele conseguiu terminar as vendas e entregas de sexta, sobrando apenas duas coleções dentro da caixa trazida por Luhan que seriam pegas na segunda.

Os dois subiram para a casa do vendedor depois de trancarem a livraria e, assim que a porta foi fechada, Jongin pulou na cama e se deitou com as costas para cima, soltando um suspiro muito alto. Chanyeol deixou as chaves sobre a mesa da cozinha e foi até o quarto, parando na porta e se apoiando no batente, com os braços cruzados.

— Pode me dizer o que aconteceu? — perguntou, franzindo as sobrancelhas. 

O amigo se sentou na cama com as pernas cruzadas e a cabeça baixa, a bermuda deixava a mostra seus joelhos ralados e Chanyeol percebeu que ele ainda estava de tênis, na hora, quis matá-lo por estar sujando o cobertor.

— Nada — respondeu simplista, deixando o vendedor irritado.

— Como assim nada? Você quase não falou comigo hoje.

Jongin levantou a cabeça até que os olhares se encontrassem e a expressão brava de Chanyeol o fizesse tremer mesmo que estivesse muito calor, ele engoliu em seco. O vendedor via claramente as ações do outro e julgava em pensamento aquela dificuldade que ele tinha de falar sobre os sentimentos em voz alta, deixando que tudo se acumulasse e fosse simplesmente esquecido depois de um tempo.

— Não foi nada, eu juro — o tom era baixo e nem ele mesmo acreditava no que dizia. 

Chanyeol se aproximou e se sentou ao lado do amigo, as pernas para fora do colchão. Apoiou a mão direita sobre a coxa alheia, respirou fundo e apertou de leve a região coberta pelo jeans escuro na tentativa de o consolar.

— Jongin, você não me engana.

Um sorrisinho se formou nos lábios do outro e o vendedor pensou em insistir mais, mas a barriga de Jongin roncou alto, fazendo ambos se olharem com as sobrancelhas arqueadas. Chanyeol suprimiu a vontade de rir alto, todo aquele clima estranho sumindo aos poucos e dando lugar a algo mais leve, como se tudo tivesse sido levado com o vento e apenas a brisa refrescante tivesse sobrado. 

Segurou a mão de Jongin e o arrastou para a cozinha, sentaram-se nas cadeiras da mesa e pelo celular, Chanyeol pediu duas pizzas dos sabores que eles mais gostavam: marguerita e calabresa, além de quatro latinhas de cerveja. Pensou que apenas se comesse alguma coisa que realmente gostava, Jongin seria capaz de falar sobre o que havia acontecido, pelo menos esperava que aquilo fosse dar certo. 

Enquanto esperavam pela comida, Chanyeol resolveu falar sobre as mensagens estranhas que tinha recebido. Não havia contado sobre a primeira, até porque não tinha entendido e dessa vez, tudo ficou ainda mais confuso, quem sabe Jongin não conseguisse decifrar aquilo? 

Se esticou sobre a mesa e pegou o livro fininho de culinária, o amigo apenas observava seus movimentos sem expressar qualquer curiosidade. Após folhear e achar o papel onde havia transcrito as mensagens, empurrou-o na direção de Jongin. 

— O que é isso? — disse depois de ler, pegando o papelzinho na mão e relendo as palavras.

— Não sei, eu recebi de alguém e agora preciso de ajuda 'pra saber o que significa. 

Jongin intercalava o olhar entre a folha e o vendedor, tentando assimilar o que estava acontecendo. Com expectativa, Chanyeol o encarava. 

— Não entendi nada do que 'tá escrito. 

— Você não sabe ler?

— Cala a boca, Chanyeol — respondeu com rispidez, fazendo o outro se afastar e desejar que a pizza chegasse logo para que o humor do amigo melhorasse pelo menos um pouquinho.

Olhando do outro lado da mesa, o vendedor observava Jongin com atenção, os olhos passavam pelo papel com um brilho pequeno demais, quase imperceptível se você não se esforçasse para enxergar. Chanyeol ajeitou os óculos no rosto, os dedos da mão direita batiam sobre a madeira da mesa em uma música aleatória que tinha acabado de inventar. Ele pegou o celular e deu uma olhada nas redes sociais enquanto o outro estava focado nas palavras escritas, e mesmo assim, nenhuma palavra era trocada entre os dois.

Impaciente, o mais alto se levantou e colocou o livro de culinária no lugar, foi até a geladeira e pegou uma garrafa de água, virando tudo de uma vez em poucos goles. Ofereceu outra para Jongin que deixou o objeto sobre a mesa, a cabeça pendia para o lado enquanto ele pensava sobre o que lia. 

O silêncio estava acabando com Chanyeol, nem parecia que estava acompanhado dentro de casa e aquilo o deixava louco. Com as costas apoiadas na geladeira, ele resolveu pesquisar o nome de Byun Baekhyun novamente, pelo menos iria se distrair com alguma coisa. Clicou na aba de notícias em um site que falava sobre automóveis e desceu até que visse uma manchete que chamasse sua atenção. "Empresa falida ou simplesmente esquecida?". Aquilo nem sequer fazia sentido para si. Ao ler tudo, descobriu que, por mais ou menos três anos, a Byuns' Motorcycle Industry havia sido deixada de lado pelos empresários. Ninguém fazia acordos e muito menos patrocinava as novas motos que eram feitas, então, as portas foram fechadas. Chanyeol estranhou aquilo, até porque Baekhyun não parecia ser tão mais velho que ele e aquela notícia não era tão antiga assim. Ficou curioso para saber mais sobre a história e a proposta feita pelo dono da empresa surgiu em sua mente, deixando-o ansioso.

— Jongin, preciso da sua ajuda.

— Shhhhh — o outro fez, chacoalhando a mão no ar para que o vendedor parasse de falar. 

Ele ergueu os olhos do texto que lia e Chanyeol captou o exato momento em que Jongin pensou em alguma coisa, talvez tivesse desvendado uma parte da mensagem, mas a expectativa sumiu depois que o outro fez um biquinho e começou a navegar pelo celular, ignorando o papel na outra mão.

— E então? — Chanyeol perguntou, já cansado de não ouvir voz nenhuma naquele cômodo.

Jongin colocou o papel ao lado da garrafa e se virou para o outro, que ainda estava de pé. 

— Espera um minuto. — Foi até o quarto e pegou de dentro da mochila seu notebook, voltou para a cozinha e enquanto o aparelho ligava, ele cruzou os braços e as pernas. — Você não sabe mesmo quem te enviou isso?

Chanyeol puxou a cadeira ao lado do amigo, curioso para saber o que ele faria, os olhos vidrados na tela enquanto fazia que não com a cabeça. Estava nervoso, mas finalmente Jongin havia se interessado por alguma coisa.

— Se eu soubesse não tinha pedido sua ajuda — disse como se fosse a coisa mais óbvia do mundo, e realmente era, para ele.

— Eu pensei em algumas coisas.

O mais velho ajeitou a postura e voltou a atenção para Jongin. A tela já havia iniciado e a internet estava conectada, ele digitou algumas palavras e logo a aba de pesquisas se abriu.

— O começo fala sobre estrelas, então eu deduzi que o resto da mensagem também falasse sobre isso — começou, mostrando a segunda frase que Chanyeol havia escrito no papel. — Pensei nas constelações, porque não faz sentido falar de uma estrela em específico já que tem um monte delas e várias são importantes. Você tá entendendo?

Maravilhado com a explicação, o mais alto assentiu. No fundo sempre soube que o amigo o ajudaria a desvendar essa mensagem, ele já havia lido tanto que seria impossível não ter uma ideia sequer sobre aquilo. Por mais que estivesse ansioso e curioso com tudo, ainda não havia esquecido do humor do mais novo, e esperava que aquilo o distraísse. Era como aquele ditado "matar dois coelhos com uma só cajadada".

— Eu não entendi essa parte da coruja, então ignorei, tá bom? 

— Não acredito nisso. — Chanyeol o encarou sério. 

— Enfim — voltou a explicar, os olhos revirando antes de se voltar para a tela. Ele digitou mais algumas coisas e imagens de um homem segurando uma espada e um escudo apareceram. — Pensando nas constelações, essa última frase fala sobre um caçador. Não sei se você conhece a história de Órion…

Chanyeol negou, apoiando o cotovelo na mesa para sustentar o queixo com a mão. 

— Mas você também não conhece nada, né? 

— Você que é o louco dos livros.

— É você quem tem uma livraria.

— Não quer dizer que eu já tenha lido tudo o que tem lá.

— Pois acho deveria ler porque tá difícil a comunicação entre nós.

— Jongin, continua explicando, por favor? — Chanyeol deu o sorriso mais simpático que conseguia, apoiando a outra mão sobre a coxa do amigo. 

— 'Tá bom — respondeu sem muito entusiasmo. — Netuno tinha um filho, Órion, que era um gigante. Ele tinha o poder de caminhar pelas profundezas do oceano e era um grande caçador. Ele se apaixonou por Mérope, filha de Eunápio, sabe, aquele rei? — Chanyeol concordou com um aceno, reconhecendo o nome de algum lugar, mas não sabia de onde. 

Estava em silêncio para não deixar de ouvir os detalhes da história, apenas mexia a cabeça algumas vezes para mostrar ao amigo que estava acompanhando sua explicação.

— Órion pediu para se casar com Mérope, mas o pai dela não gostava muito dele, então ele tentou ganhar a moça através da força, o que não foi nada legal. Eunápio deixou Órion cego e jogou ele no mar, mas ele foi até Lemnos, ouvindo o som do martelo de um ciclope que o guiou até a forja de Vulcano. 

"Vulcano se solidarizou com Órion depois de ver o estado dele e enviou Cedálion para o conduzir até onde quisesse ir. Eles foram rumo a leste e encontraram o deus-Sol que deu a visão de Órion de volta. Depois disso ele viveu como um caçador e meio que se apaixonou por outra mulher, a Diana, uma deusa-arqueira. O irmão dela não gostava de Órion, e enquanto o caçador 'tava nadando no mar só com a cabeça para fora, ele desafiou a irmã a acertar uma flecha naquele ponto escuro e esquisito que se movia na água. Ela atirou, claramente acertando, e ele morreu. As ondas levaram o corpo dele para a praia, ela o reconheceu e, muito triste pelo que fizera, situou-o entre as estrelas. Agora ele aparece de noite como um gigante, vestindo um cinturão e segurando uma espada." 

O vendedor ouvia tudo com atenção, várias perguntas de formando em sua mente conforme Jongin avançava com a história. Ele quis interromper algumas vezes, mas sabia que não deveria então apenas se forçou a ficar quieto.

Quando o amigo terminou de falar e eles se encararam por longos segundos, Chanyeol não se aguentou. Não estava entendendo muita coisa e queria saber qual a relação daquela história com as mensagens que tinha recebido de um estranho.

— E o que isso tem a ver com a mensagem?

Jongin bufou, digitou mais algumas coisas no computador e depois virou a tela para Chanyeol. 

— 'Tá vendo isso aqui? — Ele apontou para uma imagem de um céu a noite, apenas algumas estrelas eram visíveis e finalmente, a ficha do mais alto caiu. — Isso é uma constelação. 

Dentro de Chanyeol, um sentimento estranho tomava conta de cada pedacinho e ele não sabia que nome dar para aquilo. Nostalgia, talvez? Tentou buscar em suas vagas memórias da infância onde tinha escutado sobre aquilo.

— E daí? — Desistiu, se esticando sobre a mesa para pegar o papel com as frases escritas. — O gigante caçador caminha pelo céu, em busca de uma presa — leu baixinho, mordendo o lábio com força em uma auto punição por estar se sentindo tão burro. 

— Chanyeol, Órion virou uma constelação. Essa constelação. — Apontou para a imagem na tela do computador. — Essa frase que você leu, fala sobre Órion. 

Ele arqueou as sobrancelhas, finalmente conseguindo entender a conexão entre a história que Jongin lhe contou e a mensagem codificada. 

Aquela sensação esquisita ainda permanecia em seu coração e logo sua perna esquerda começou a balançar, ele estava ansioso. 

— Eu sinto que já ouvi falar dessa constelação… 

Jongin o encarava, estava curioso para desvendar mais sobre aquelas frases e todo o estresse por um motivo conhecido somente por si estava se dissipando mais e mais. 

— Uma vez você me disse que sua irmã sabia ver as constelações e te ensinou a localizar essa — relembrou o amigo, dando de ombros em seguida. 

Chanyeol não teve tempo de pensar sobre aquilo ao ouvir a campainha tocar. Rapidamente ele se levantou e desceu as escadas para ir buscar os pedidos, pagou o motociclista e voltou para casa, deixando tudo sobre a mesa e abrindo uma latinha de cerveja. Jongin ainda estava focado nas frases, provavelmente tentando entender o que o resto significava, então apenas estendia a mão para que o vendedor entregasse a bebida para si de vez em quando.

Voltou a se sentar ao lado do amigo, que agora pesquisava tutoriais de como comprar uma estrela em sites que permitiam isso. Sem se preocupar com a sujeira, abriu uma das caixas de pizza e pegou o primeiro pedaço, desviando o olhar da tela do computador apenas para pegar as calabresas que caíam sobre a mesa. 

— Você quer comprar uma estrela? Dá meu nome 'pra ela. — Sorriu, tomando a latinha da mão de Jongin e bebendo um pouco.

— Coitada da estrela que tiver seu nome — comentou, pegando a bebida de volta e terminando em alguns goles, depois jogou a lata que caiu dentro da pia. 

— Por quê? 

— Vai ser a estrela mais feia que existe. 

— Mas eu sou lindo.

— Quem disse isso com certeza 'tava mentindo. 

Os dois acabaram rindo daquela pequena discussão. O mais novo se sentia mais leve e animado, vez ou outra ele roubava as calabresas da pizza de Chanyeol, até que este resolveu pegar um prato e cortar um pedaço para o amigo. 

— Você vai mesmo comprar uma estrela? — perguntou, o tom de brincadeira já não estava ali, era uma pergunta séria. Entregou o prato à Jongin que agradeceu com um aceno.

— Claro que não, eu nem tenho tempo 'pra comprar uma estrela. 

— Então por que ainda 'tá procurando isso?

— Curiosidade.

Olhando para a tela, um site chamado "compre sua própria estrela" chamou a atenção de ambos. Eles clicaram e logo na primeira página a aba de login se abriu, para eles navegarem por ali, precisavam colocar seus dados. 

A parte boa desse sistema monetário é a impossibilidade de roubar os dados do cronômetro de alguém, ou seja, seus números nunca seriam clonados, até porque para fazer uma compra, era necessário as pessoas se tocarem para passar o valor desejado. Quando se comprava alguma coisa pela internet, o site gerava uma espécie de boleto e você tinha que ir até um posto do governo para pagar, em menos de uma semana, esse valor era enviado para o vendedor. Chanyeol nunca gostou dessas coisas e tinha certeza de que o governo roubava algumas horas para si, por isso ele nunca abriu um site para a livraria. 

A aba de login estava bem a frente e eles não faziam ideia do que fazer. Jongin tentou criar uma conta, mas essa opção não existia, eles ficaram confusos. 

Depois de pensarem um pouco e de tomarem todas as outras latinhas de cerveja, eles estavam jogados no chão da cozinha enquanto discutiam sobre estrelas e a burocracia que era para conseguir uma.

— Se eu tivesse uma estrela, ia se chamar Yoora — Chanyeol disse. Ele segurava uma garrafa de vinho barato que achou no fundo da geladeira, havia ganhado de presente de um de seus vizinhos em seu aniversário do ano anterior, ele guardou e esqueceu de beber, até aquele dia.

— Por que você daria o nome da sua irmã 'pra uma estrela? 

— Porque eu sinto falta dela. 

Um silêncio se instalou na cozinha, a única coisa audível eram as respirações dos dois. Jongin se virou de bruços e se arrastou até que estivesse deitado ao lado do amigo, pegou a garrafa e deu um gole nada generoso na bebida doce, uma gota escorreu pelo canto da boca. 

— Faz tempo que não me fala dela — disse baixinho, olhando Chanyeol de relance. 

— Não tem muito o que falar. — O peito subiu e desceu em uma respiração profunda, a mente embriagada era um misto de pensamentos que ele queria pôr para fora, mas algo o impedia de dizer sequer uma palavra. 

— Chan, você pode me contar qualquer coisa. 

Ele sorriu. Sabia que podia contar com Jongin, principalmente quando se tratava do seu passado e de tudo que o traumatizou. Sabia que ele nunca seria julgado ou sequer ser tratado com pena, e isso era o que ele mais gostava no amigo. 

— Toda essa coisa de constelações me fez lembrar de quando a clínica nos ligou 'pra avisar que ela tinha fugido. — Suspirou. Todo aquele assunto era uma parte de Chanyeol que ele odiava se lembrar e doía, principalmente, quando era sobre sua irmã mais velha. — Lembro que era verão e justamente naquela noite, o céu estava lotado de estrelas. Assim que minha mãe me falou da Yoora, eu saí de casa e corri o mais rápido que conseguia até a clínica, mas nunca consegui chegar. Pensei que ela estaria voltando para casa e que poderia encontrar com ela no caminho, mas isso nunca aconteceu. Então eu sentei na calçada, bem na frente de uma banca de jornais, sabe que ela queria ser jornalista, né? Fiquei muito tempo ali, na verdade nem me lembro de como voltei para casa depois, mas lembro de ficar deitado no quintal, olhando para o céu e perguntando para qualquer pessoa ou entidade que estivesse ali, quando eu veria minha irmã de novo — fez uma pausa, a respiração pesada e funda o fez se sentir naquele dia novamente. Quis chorar, mas não conseguiu. Todas as lágrimas haviam sido derramadas naquele dia e agora tudo aquilo não era nada mais, nada menos, do que uma recordação ruim de sua infância. — Por incrível que pareça, Jonggie, eu ainda sinto falta dela. 

Jongin ficou sem palavras. Já tinha escutado a história de como tudo aquilo havia acontecido, mas nunca perguntou ao amigo como ele se sentia. Nunca havia passado por sua mente a quantidade de sentimentos que carregava e o quanto era afetado por eles, até aquele momento. Se aproximou mais do outro até que seus braços se tocassem, com cuidado, pegou a mão de Chanyeol e entrelaçou os dedos. Não sabia o que falar, mas sentiu a necessidade de estar próximo ao mais velho, de segurar sua mão e nunca mais soltar, de mostrar que estava ali ao seu lado. 

Aquilo fez o coração do vendedor de livros aquecer e ele sorriu com o ato, apertando de leve a mão alheia e chacoalhando a cabeça, tentando dissipar todo aquele clima pesado que havia se instalado no cômodo.

Eles respiraram fundo e dividiram o finzinho do vinho, deixando a garrafa vazia de lado e completamente desinteressante agora que estava vazia.

— Jonggie, por que você 'tava estranho? — finalmente perguntou. Virou o rosto para que pudesse fitar a expressão alheia, a visão já meio embaçada por conta do álcool o fazia apertar os olhos para se focar. 

O amigo olhava para o teto, um suspiro alto saiu de suas narinas, o suor escorria por sua testa e nem mesmo o chão gelado fazia a sensação de calor sumir. Estava meio difícil sobreviver naquele pré verão.

— Várias coisas aconteceram, Chan. Várias mesmo — disse em um tom de voz triste, completamente diferente de alguns minutos atrás quando estavam falando sobre as mensagens. 

— Temos a noite inteira ainda. 

Com um sorrisinho, o mais novo se levantou e se sentou com as costas apoiadas na geladeira para poder ver o rosto do amigo. Se esticou para puxar a caixa de pizza marguerita que estava sobre a mesa, respirou fundo e colocou uma azeitona na boca, os olhos vagavam pelo cômodo em uma expressão vazia. Chanyeol se sentou à sua frente, beliscando o queijo enquanto esperava pacientemente por qualquer resposta. 

— Sabe que a tia Chinsun 'tá passando o fim de semana lá em casa né? — Olhou rapidamente para o outro, que concordou. — Essa madrugada eu perdi o sono, então coloquei os fones de ouvido para ensaiar uma coreografia que fiz no mês passado. Estava tudo bem até eu esbarrar em uma prateleira e derrubar todos os livros, todo mundo acordou e foi correndo para o meu quarto. — Ele suspirou, jogando o caroço de azeitona na caixa de papelão. — Ouvi muita merda, Chan. Aquela mulher acha que pode mandar na minha vida e minha mãe fica calada, não fala nada para me defender e se eu rebato a tia, ela fica brava comigo. Fui expulso de casa só por falar que ser dançarino era melhor do que ser uma velha amargurada, intolerante e com complexo de superioridade. Além de terem me obrigado a pagar setenta horas para arrumar aquela droga de estante.

Chanyeol segurou o riso, tinha certeza que Jongin seria capaz de dizer aquelas palavras para a tia velha do interior, principalmente se falassem de sua dança. O sonho do amigo era ser dançarino mas, infelizmente, naquele mundo os artistas não eram valorizados. Os filmes que passavam na televisão eram antigos e era muito, muito difícil algum filme novo sair. Cinema? Fazia anos que eles nem sequer ouviam falar em um, talvez nem existissem mais.

Os olhos de Jongin estavam baixos, focados no caroço que ele descartou. Chanyeol sentiu pena, queria que ele fosse feliz fazendo o que amava. O tempo que tinha era longo e de que adiantava ter tudo aquilo e ser uma pessoa insatisfeita com a própria a vida? Quis entrar em um livro com o melhor amigo, construir uma história em um mundo completamente diferente daquele, onde o tempo era somente o tempo. Queria separar o "útil" do "agradável" e viver sem se preocupar com mais nada além de fazer o que amava, ganhar seu dinheiro e gastar sem imaginar como seria o fim de sua vida ou onde vai estar quando seu cronômetro zerar. Será que esse mundo ainda vale a pena?

Pensando sobre o assunto, o vendedor teve a melhor ideia que poderia ter algum dia. Se levantou e afastou a mesa, encostando-a na parede, pegou as duas cadeiras de madeira e colocou em cima, abrindo espaço na cozinha. Era pequeno, mas era o suficiente. 

Jongin observava o que Chanyeol fazia um tanto confuso, até reclamou quando a caixa de pizza lhe foi tirada e deixada sobre a pia junto com a garrafa de vinho vazia. Foi obrigado a se levantar pelo mais velho, que pegou o celular e colocou uma música no último volume. Não tinha caixa de som, mas a pequena casa e o bairro silencioso deixava alto o suficiente para que os dois ouvissem.

— Você tem o resto da noite 'pra me ensinar essa coreografia aí — Chanyeol disse, arrumando os óculos no rosto e depois, tirando os tênis. 

O mais novo sorriu, entendeu quais eram as intenções do amigo e sem vergonha alguma, trocou a melodia para a mesma que ouvia nos fones quando foi expulso de casa. Assim que ouviu as primeiras notas tocarem, começou os movimentos leves da dança. Os olhos fechados enquanto fazia os passos milimetricamente calculados e elegantes confirmavam sua paixão.

Chanyeol ficou maravilhado e assistiu em completo silêncio. A boca semi aberta e os olhos brilhantes demonstravam a admiração que tinha por Kim Jongin. Ele estava orgulhoso, não somente por fazer os sentimentos ruins sumirem dos pensamentos do amigo, mas também por poder presenciar o que o fazia feliz. Era tão puro e bonito, como alguém era capaz de não se sentir bem com aquilo? 

Durante toda a noite, eles ficaram perdidos entre passos de dança e uma contagem que parecia infinita para Chanyeol de cinco, seis, sete, oito. Mesmo sendo completamente desengonçado, aprendeu a coreografia inteira e quando finalmente se cansaram e tomaram banho para tirar o suor e deixar os músculos relaxarem, os dois caíram na cama e dormiram instantâneamente. 


Já se passava das dez da manhã quando Chanyeol acordou e se arrependeu de levantar da cama. As pernas doíam e a música que Jongin o ensinou dançar estava o fazendo companhia até nos sonhos. Não aguentava mais. 

Tomou um banho rápido para tirar o sono e foi para a cozinha. Se lembrou que, na noite anterior, havia tirado tudo do lugar e agora precisava arrumar tudo. 

— Bom dia, princesa — a voz de Jongin se fez presente, assustando o mais velho. Ele deu uma olhada no cômodo e percebeu que tudo já estava em seu devido lugar, a única coisa que fazia referência a noite de ontem era a caixa de pizza sobre a mesa. — Finalmente você acordou. 

Coçou a nuca, os olhos piscavam rapidamente na tentativa de focar no amigo. Percebeu que estava sem óculos. Os cabelos molhados e bagunçados pingavam em sua camiseta amarela. Se lembrou do dia anterior e de Baekhyun, aliás, amarelo era sua cor favorita, um sorrisinho se formou. 

Sentou-se ao lado de Jongin e pegou um pedaço da pizza marguerita que tinha sobrado, estava gelada, mas a fome era tão grande que não se importou nem um pouco com aquilo. 

— Desde quando você 'tá acordado? — perguntou ao amigo, que levantou os ombros em resposta.

— Não sei. — Ele estava mexendo no notebook que Chanyeol não havia percebido que estava ali e não tirava os olhos da tela.

— Preciso da sua ajuda — disse, pensando sobre a proposta que havia recebido de Byun Baekhyun e de quando o assunto foi despachado por Jongin ontem, fez uma careta nada contente. — Recebi uma proposta ontem. 

Com as sobrancelhas franzidas e sem se virar para observar Chanyeol, o mais novo deu um aceno positivo, mostrando que estava acompanhando o que dizia. 

— Lembra do Baekhyun que comprou O Código da Vinci? — outro aceno positivo — Ele veio buscar o livro ontem e fomos pagar uma conta que recebi, quando estávamos voltando, ele me pediu 'pra escrever um livro sobre a vida dele por quinhentas horas.

Jongin parou de observar a tela e agora fitava o rosto de Chanyeol em confusão. 

— Só quinhentas horas?

— Por dia.

O silêncio tomou conta da cozinha e ambos sustentavam o olhar um do outro. O coração do vendedor começou a bater forte demais e por um momento, ele pensou que morreria ali mesmo. Jongin estava sério, mas ao mesmo tempo estava ansioso e Chanyeol podia ver isso no suor que escorria por seu pescoço, formando uma linha na pele morena, além da perna inquieta debaixo da mesa. 

— Você aceitou? — perguntou, batendo o dedão da mão direita na mesa repetidas vezes em um ato automático. 

— Ainda não.

— Por que não? — seu tom de voz era baixo, mas grave o suficiente para fazer o corpo de Chanyeol tremer.

— Porque são quinhentas horas, Jongin. É muito tempo — explicou com calma. O viu respirar fundo e mudar o foco para a tela do notebook novamente e apertou os olhos para o ver o que era tão interessante ali. Precisava pegar os óculos, mas não sabia onde tinha deixado.

— Se ele te ofereceu quinhentas horas por dia então quer dizer que tem condições de pagar. 

Jongin não entendia, ou fingia que não estava entendendo. Ele sempre soube que Chanyeol valorizava seu tempo mais do que qualquer outra coisa que existisse naquele mundo, e deveria saber que tirar quinhentas horas do cronômetro de alguém, todos os dias, por tempo indeterminado, não era algo de seu feitio.

— Isso é verdade, ele tem condições, mas eu não acho justo. 

— Chanyeol, você é um ótimo escritor, deveria aceitar as chances que a vida te dá — aconselhou baixinho, os olhos vagando por sites aleatórios. — Ou vai acabar ficando como eu, trabalhando em um lugar que odeia e tendo que ouvir merda de todo mundo. 

— Ele me chamou 'pra ir morar com ele até que o livro estivesse pronto — disse rápido, soltando para o amigo a parte que mais lhe causava ansiedade. Só de pensar em ver Byun Baekhyun todos os dias dentro de uma mansão enorme o deixava nervoso. A imaginação sobre onde o outro morava era fértil, já tinha pensado em diversos tipos de casa. 

Jongin arregalou os olhos e parou tudo o que estava fazendo, se virando e ficando de frente para si. Os lábios estavam abertos e Chanyeol confirmou que ele estava surpreso.

— Aceita. 

— Não.

— Se está com medo dele te matar enquanto você dorme, pode ficar tranquilo, nenhum órgão aí dentro é bom o suficiente para vender. 

— Não estou com medo disso, Kim Jongin.

— Então, além do preço, o que te impede de aceitar?

Respirou fundo. O que o impedia de aceitar a proposta de Byun Baekhyun? 

— Não posso deixar a livraria.

Jongin revirou os olhos, as mãos foram parar nos joelhos cobertos pela calça de moletom de Chanyeol. Ele se virou na cadeira para que ficassem frente a frente, aproximou o rosto do seu e quando estava a poucos centímetros de distância parou. O mais velho sentia o ar quente de suas narinas se chocar com sua pele, o deixando com mais calor ainda. 

— Para com essa desculpa. 

Não dava. Aquela era a desculpa perfeita que Chanyeol arranjou para recusar qualquer proposta que chegava, só que o significado por detrás daquilo era muito mais profundo. Jongin já havia interpretado aquilo do jeito que realmente era: o medo que Chanyeol tinha de se afastar da única coisa boa que sua família deixou para ele. Já havia conversado com o vendedor sobre isso inúmeras vezes e tentava mostrar todas as coisas que estava perdendo por um medo bobo, mas ele fingia que não era isso e apenas dizia que lá era onde ele conseguia o tempo para sobreviver, o que não era mentira, mas era uma desculpa.

— Se eu for, Jonggie, o que faço com a loja? 

— Simples, eu cuido. 

Chanyeol riu alto, jogando a cabeça para trás e dando tapinhas nas mãos do amigo sobre seus joelhos. Não acreditava no que tinha acabado de ouvir.

— 'Tá rindo do que? — perguntou sério, fazendo o mais velho parar de gargalhar aos poucos.

— Você cuidando da minha preciosa livraria? Que piada — disse mais para si mesmo do que para o outro, se segurando para não voltar a rir. 

— E daí, Chanyeol? Eu conheço cada canto daquela loja, sei até onde você esconde aqueles cigarros nojentos, que inclusive joguei fora ontem quando você foi na farmácia, mas isso não vem ao caso. — Sorriu, apertando de leve sua perna. 

A expressão de Chanyeol se desfez em indignação. Achava que estava sendo discreto com aquele vício ridículo que adquiriu após a morte de seus pais, escondia os cigarros tão bem que às vezes nem ele mesmo sabia onde estavam, mas Jongin sabia. 

— Eu sei tudo o que você faz durante o dia — continuou — Sei quando tem que encomendar mais livros e sei os dias exatos de pagar as contas. Sei que para abrir a última gaveta do balcão tem que tirar a de cima porque tem um parafuso meio solto e que ele não deixa a gaveta ser aberta, e sei o que tem lá também. — Respirou fundo, se afastando um pouco para poder encarar Chanyeol direito. — E eu preciso de um emprego, e de um lugar 'pra ficar. 

Pensando bem, dessa vez sua desculpa não seria o suficiente mesmo. Apesar de achar quinhentas horas um tempo absurdo, seu cérebro implorava para aceitar aquela proposta, mas seu coração lhe dizia que aquele não era o preço certo.

— Você sabe demais.

— Meu querido amigo, ano passado eu ficava mais naquela loja do que em casa, acha mesmo que eu não saberia de nada disso? 

Era verdade e lembrar do ano passado fez Chanyeol se sentir melhor.

— Ainda acho que ele está querendo me pagar demais. 

— Então diminui o preço, simples assim. 

Não tinha pensado naquilo. Era algo tão simples que não havia se passado em sua mente e isso o deixou envergonhado. Abaixou a cabeça, fitando as mãos sobre as de Jongin, queria se esconder e fingir que o problema não era fácil de ser resolvido. 

Analisou os prós e os contras daquela proposta e bom, não havia contras. Jongin precisava de um emprego e Chanyeol precisava de mais tempo já que as contas estavam aumentando. Seria benefício para ambos, afinal. 

— Tudo bem, vou aceitar. 

O moreno abriu um grande sorriso e se ajeitou na cadeira. A ansiedade tomou conta do vendedor e logo ele começou a balançar a perna freneticamente, a respiração ficando descompassada a cada inspiração que dava. Pegou o celular e entrou na lista de contatos, o nome de Baekhyun era o primeiro pois tinha sido a última pessoa para quem havia ligado. A cabeça doía pelo esforço que fazia para enxergar, o dedão parado no ar hesitava, ele repensou e a vontade de desistir apareceu, em sua mente estava sendo listada todas as coisas que poderiam dar errado se aceitasse a proposta e a lista estava até que grande. Ia desde ele se perder quando fosse para a casa do empresário até ser usado como cobaia para uma experiência com drogas ilícitas. Por outro lado, Chanyeol também listou as coisas boas que aquilo iria trazer. Estava interessado pela história de Baekhyun desde o dia em que se conheceram, e sua personalidade era boa, pelo menos o que tinha visto dela. 

Suspirou. Jongin o observava e não aguentava mais aquela enrolação. Segurou o dedo do amigo e clicou no contato, a tela de chamada se abriu e o coração do vendedor saltou várias batidas.

— Chanyeol, você consegue! — torceu, a atenção voltada para o notebook logo em seguida.

Assim como no dia anterior, Chanyeol ouviu três toques e depois a voz de Baekhyun surgiu em seu ouvido. Ele amoleceu dos pés a cabeça, a tensão que estava ali até agora se esvaindo por cada poro e sumindo de seu corpo. Baekhyun tinha aquele efeito.

— Oi, Chanyeol! — Ouviu o outro dizer na ligação e se desfez em um sorriso, sentindo-se bobo demais. 

— Oi, Baekhyun — respondeu, a voz grave e meio arrastada fez Jongin rir baixo. — Te liguei 'pra falar sobre aquela proposta…

Houve um silêncio do outro lado, longo o suficiente para o vendedor ficar apreensivo. Talvez ele tenha esquecido sobre aquela conversa e achava que Chanyeol fosse um louco. Talvez aquela manhã tenha sido um surto momentâneo e na verdade nunca tenha existido. Chanyeol quis desligar. 

— Chanyeol?! Desculpa, estava voltando para a minha sala. O que tem a me dizer sobre a proposta? Você aceita? 

Estava calmo de novo. 

— Ah, sim, eu aceito, mas gostaria de discutir o preço com você — respondeu. Os dedos da mão livre brincavam com uma linha solta da calça que vestia.

— Tudo bem! Posso te buscar daqui três dias? 

— Por que três dias? — Sentiu um aperto no peito, queria ver Baekhyun o mais rápido possível. Aquele sentimento era esquisito demais, sempre que pensava em conversar com o empresário acabava hesitando, assim que ouvia sua voz ou apenas o visse de longe, tudo mudava.

— 'Pra dar tempo de você arrumar suas coisas…

— Ah! Verdade — Sorriu, a ponta do indicador ficando roxa depois de enrolar a linha no dedo. — Então… te vejo daqui a três dias? — Segurou a respiração e mordeu o lábio inferior, os olhos subiram para o rosto do amigo sentado à sua frente que o encarava com um sorrisinho nos lábios.

— Te vejo daqui a três dias. 

A ligação se encerrou e ele voltou a respirar. Já estava feito, não podia mais voltar atrás em sua decisão e estava até se sentindo bem com aquilo. O nervosismo agora tinha outro motivo: o que vestir daqui a três dias. A vontade de querer impressionar o empresário voltou com tudo, precisava ir ao shopping. 

— Jonggie, vamos fazer compras? 

O moreno, que estava de braços cruzados apenas ouvindo as respostas que Chanyeol dava ao empresário, ora corria os olhos pela tela do notebook, ora prestava atenção nas reações do amigo, analisando tudo com cuidado para não ser pego naquela espionagem. Balançou a cabeça suavemente para os lados, a mão esquerda foi de encontro ao ombro do outro e com leves batidinhas, ele disse:

— Você conheceu o homem há dois dias e já está caidinho por ele.


Notas Finais


Obrigada por chegar até aqui!!!!
sobre as atualizações, talvez eu atrase um pouco, as aulas começaram há duas semanas e tá bem corrido, mas prometo que vou tentar atualizar toda sexta.
eu gostei muito de escrever esse capítulo e espero que tenham gostado também.
até a próxima semana!! 💕


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