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História No teu olhar - Capítulo 7


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Capítulo 7 - Adeus, Índia


Fanfic / Fanfiction No teu olhar - Capítulo 7 - Adeus, Índia

Os dias passavam e aos poucos a vida voltava ao normal para Ana, Bruno, Lacaille e Alex. Permaneceriam na Índia por tempo indeterminado pois o Santuário trabalhava na expansão da vila que receberia mais de 120 novos aprendizes que duelariam pelas armaduras de prata. A nova regra imposta pelo Mestre Ares dizia que os aprendizes que perdessem os duelos permaneceriam em um regime semelhante a escravidão no Santuário a fim de pagarem os investimentos caros de suas despesas durante os anos de seus treinamentos. Para os 3 adolescentes, essa não era uma opção. Deveriam vencer.


O que deveria ser poucos meses se transformou em mais de 1 ano. Os jovens terminaram a escola e aguardavam o chamado do Santuário. Porém, no fundo agradeciam o tempo extra que ganharam. Mantiveram a rotina de treinamentos para que não perdessem o foco. Passaram a fazer pequenas viagens pelo país, havia muitas coisas que ainda não conheciam e aproveitaram o tempo extra para guardar na memória todas as lembranças que poderiam levar com eles.
Ana e Lacaille após algum tempo fizeram as pazes. O jovem estava cada vez mais apaixonado por sua colega, Ana era agora uma jovem de 17 anos recém feitos.


Bruno chamou os colegas em uma manhã, estava entusiasmado.


- Olhem o que eu trouxe!
Tirou de sua bolsa bege feita de tecido de algodão alguns folhetos com a figura emblemática do Taj Mahal, o mais famoso monumento histórico do país

.
- Fui até uma agência de viagens e as condições são ótimas. Hospedagem e refeições inclusas no pacote. Com o dinheiro que juntamos, podemos passar alguns duas na cidade de Agra para visitar o Taj Mahal! O que acham?

Ana vibrou de alegria e abraçou Bruno. O garoto levantou a jovem sorrindo e a girou abraçando sua cintura. Ele sabia o quanto ela desejava conhecer o monumento.

- Vamos para Agra!


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A cidade de Agra era mística, repleta de um ar mágico e romântico. Provavelmente era influência do Taj Mahal, monumento que foi construído em nome do amor.


Durante o governo do imperador Shah Jahan, o país passava por um momento de prosperidade. Dentre as várias esposas de Shah Jahan, sua favorita era a jovem Aryumand Banu Begam. O amor de Shah por Aryumand era tão grande que ele passou a chamá-la de Mumtaz Mahal, que significava “a eleita do palácio”. Porém Mumtaz não sobreviveu ao parto do 14º filho do imperador, que desolado, ordenou que fosse construído um imponente e belo mausoléu que abrigaria o corpo de sua amada. Durante 22 anos, milhares de homens se dedicaram a construção do monumento. Todos os materiais dos quais seria constituído o Taj Mahal foram cuidadosamente escolhidos, sendo um deles o mármore da índia. Este possuía um curioso fato: na luz da manhã, resplandecia em uma cor branca quase perolada e no entardecer, parecia tornar-se rosa com a luz do sol poente. Safiras, ametistas, cristais, jades e gemas preciosas de todo tipo foram adicionadas à construção.


Poucos meses antes da conclusão de sua construção, o imperador ficou enfermo, perdendo assim seu posto para um de seus filhos. Porém mesmo doente, todos os dias visitava a construção do Taj Mahal lembrando-se do grande amor de sua vida e em como havia sido feliz ao seu lado.
Quando sucumbiu à doença, seu corpo foi colocado para descansar junto à sua amada.


O Taj Mahal era um monumento feito pelo amor.


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Os olhos de Ana brilhavam marejados ao encarar de frente o Taj Mahal. Sentia arrepios em seu corpo pensando na história daquele lugar. O amor é mesmo capaz de coisas inimagináveis, Mumtaz Mahal havia sido muito amada por seu marido e a história dos dois atravessou o tempo.


Passearam por entre o espelho d’água e tiraram fotos. Bruno, que carregava uma antiga máquina fotográfica que funcionava a filme, mirava sua lente em Ana o tempo todo. O Taj Mahal era realmente magnífico mas não se comparava a ela. Talvez os dois juntos em um mesmo enquadramento seria a fotografia mais bela já feita em toda a história.


Lacaille estava igualmente feliz vendo o entusiasmo de Ana. Ela ria, rodopiava em meio às colunas do mausoléu e no final da tarde, seus cabelos castanhos ganhavam uma cor avermelhada com o reflexo do sol poente junto ao rosa que pintava momentaneamente o Taj Mahal. Seu cabelo também deveria ter sido feito do mesmo material daquele lugar.


Jantaram no hotel e foram para os seus quartos. Ana estava em um quarto privativo e os rapazes dividiam outro quarto com duas camas de solteiro. Era um hotel simples com vista para a tumultuada cidade mas para eles era o melhor lugar do mundo naquele momento.


Ana estava penteando seus cabelos sentada em sua cama. Pensava sobre o amor, sobre o quanto seu coração mesmo endurecido pelo sofrimento ainda acreditava no amor. Pensou também sobre o quanto gostava Bruno e Lacaille. Ao lado dos dois sua existência fazia sentido. Eles se completavam.
Olhou-se no espelho, estava se tornando uma mulher. Abriu a sua mala e vestiu a roupa de dança que havia trazido. Maquiou-se em frente ao espelho, se perfumou e colocou suas jóias. Estava na hora de aflorar o que havia restado de amor em seu coração.


O relógio no corredor indicava 23 horas. Ana foi sorrateira até a porta de seus colegas e bateu. Alguns segundos depois, Lacaille atendeu. O rapaz em choque prendeu involuntariamente o ar em seus pulmões enquanto contemplava Ana.


- Vai me deixar aqui plantada? – disse a jovem com um sorriso atrevido.


Ana entrou no quarto e viu Bruno deitado com um livro em sua mão. Ao vê-la, Bruno derrubou o livro acidentalmente, perdendo a marcação da página em que estava. Levantou-se e ficou olhando para ela.


- Sentem-se.

Ana trazia nas mãos o CD com suas músicas de dança, o colocou no aparelho de som que havia no quarto e apagou as luzes. O quarto agora era iluminado apenas pelas luzes da cidade que entravam pela janela aberta.
A música que começou a tocar era suave. Os rapazes, que estavam sentados no chão, não tiravam os olhos de Ana, que dançava lentamente. Seus movimentos exalavam sensualidade. Eles, por sua vez, estavam paralisados em contemplação.


Ana finalizou sua dança sentando no chão próxima a eles. Havia muita tensão no ar.


Olhava para os dois rapazes em sua frente. Eram as únicas pessoas que tinha no mundo, confiava sua vida a ambos e sabia que jamais a abandonariam. Qualquer coisa poderia acontecer, Lacaille e Bruno estariam ao seu lado sempre. Seu coração estava acelerado antecipando o que ela estava prestes a fazer.


Aproximou-se de Bruno e, repentinamente, lhe beijou a boca. Bruno imediatamente levou suas mãos até o rosto da jovem o segurando delicadamente, não era seu primeiro beijo mas para ele foi o mais importante de sua vida. O rapaz a beijava suavemente como se acariciasse lentamente a boca dela com a sua, provocando  arrepios no corpo da jovem. Ana encerrou o beijo sutilmente e olhou nos belos olhos castanhos de Bruno, que estava ofegante. Bruno era romântico e seu beijo era apaixonante. Ana, então, molhou os próprios lábios com sua língua e olhou para Lacaille, que estava com a cabeça baixa olhando para o chão.
A cena doeu em Lacaille. Amava Ana e vê-la nos braços do melhor amigo foi pior do que qualquer tortura.
Ana se aproximou de Lacaille, que levantou seus felinos olhos verdes até o rosto da jovem. Ana tocou os cabelos longos do rapaz e acariciou delicadamente sua mandíbula. Aproximou seu rosto até quase encostarem seus lábios enquanto sentia a respiração quente e pesada de Lacaille, que num rompante a beijou. Agarrou firme os cabelos de Ana enquanto a beijava de forma impetuosa. Se Bruno era brisa suave, Lacaille era incêndio.
Para Lacaille, seu primeiro beijo era como se tivesse nascido sabendo exatamente o que fazer.


Ana se afastou e, de pé, começou a desabotoar a parte de cima de sua vestimenta. Estava nervosa. Lacaille e Bruno observavam atentos cada movimento. Ana jogou a peça de roupa no chão, revelando seus seios pequenos e perfeitamente redondos. Tirou sua saia e tudo o que lhe restava agora eram suas jóias e uma calcinha branca de renda. Lacaille se levantou e percorreu o corpo da jovem com a sua mão. Ana estava com os olhos fechados sentindo sua pele se arrepiar. Bruno engoliu seco não acreditando no que estava acontecendo. Somente Ana faria algo assim. Queria jogar Lacaille para fora do quarto e trancar a porta. 
Ana estava ali, entregue, jamais poderia escolher só um pois ambos eram igualmente importantes para ela. Sabia que jamais sentiria um amor como o que havia sentido por Shaka, mas Lacaille e Bruno eram donos de um pedaço de seu coração permanentemente partido.
Portanto, eles deveriam entender suas regras e condições. Seria do seu jeito ou não seria nada. 


Ana fez amor com os dois naquela noite. Havia estudado o Kama Sutra desde que vira Shaka e Indira juntos naquele quarto de hotel. Se especializara na arte do sexo antes mesmo de perder sua virgindade e muito aprendeu sobre sua sensualidade.
Deixou-se ser guiada pelos rapazes nessa primeira noite. Bruno e Lacaille se mostravam resignados e já nem mesmo se incomodavam com a presença um do outro, dividiriam Ana assim como dividiam o profundo amor que sentiam por ela, afinal ela estava ali e isso era tudo o que importava.


Ana sentia dor e ao mesmo tempo sentia tesão. O membro de Lacaille estava dentro dela e o rapaz percorria com os olhos toda a extensão do corpo nu de Ana, que estava em suas mãos. Jamais havia experimentado tanto prazer em sua vida, queria viver por Ana e por momentos como aquele. Lacaille tinha um belo físico. Seus quadris perfeitamente torneados se movimentavam em meio as pernas da jovem, que estava deitada em êxtase. Bruno estava com o membro ereto e seu tesão aumentava a cada gemido da jovem. Empurrou Lacaille e se colocou sobre Ana, beijando sua boca com toda a paixão que sentia. Ana puxou os quadris do rapaz - que era igualmente belo com seu porte forte e musculoso - entre suas pernas e Bruno a penetrou gentilmente. A garota se contorceu com a dor, mas não queria que parasse. Arranhou as costas de Bruno, que estava deitado em cima dela. Seus corpos se esfregavam enquanto Ana o prendia com as pernas. Bruno beijava os seios da jovem e encostava sua cabeça no pescoço dela enquanto sua respiração se tornava cada vez mais pesada e ofegante.
Não aguentou o tesão e gozou dentro de Ana enquanto gemia de prazer, caindo então em seus braços experimentando a melhor sensação de sua vida. Aquilo deixara Ana com ainda mais tesão.


Lacaille observava tudo, estava terrivelmente excitado acariciando seu membro enquanto olhava para Ana. A jovem se desvencilhou de Bruno e foi até Lacaille, que estava de pé ao lado da cama. Ana sentou-se e tomou com a boca o membro ereto e pulsante do jovem. Lacaille apertou os olhos e soltou um longo gemido. Ana acariciava os testículos do rapaz com uma mão e sua boca fazia movimentos de vai e vem em seu membro. Lacaille segurava os cabelos de Ana e estava prestes a alcançar o clímax. Ana sentiu o membro de Lacaille latejar dentro de sua boca, estava absurdamente duro. Tirou-o da boca e começou a lamber seu entorno. Era curioso como podia sentir com a língua cada veia pulsante. Lacaille estava arfando e gemendo em agonia de tanto tesão que estava sentindo.


- A-Ana.... ah...


A jovem sentiu que o membro completamente rijo começara a latejar com mais força e rapidamente o tomou novamente dentro de sua boca. Lacaille explodiu de prazer e gozou na boca de Ana enquanto o seu corpo estremecia.
Ana quase engasgara com a quantidade de líquido que jorrava em sua boca, mas o engoliu de pronto. Lacaille desabou na cama ao lado de Bruno, que puxou Ana pelas mãos para junto deles.
Dormiram abraçados na cama de solteiro. Jamais haviam experimentado sono tão profundo.


Voltaram dias depois para Varanasi.

- Como foi a viagem? – Perguntou Alex.
Os três seguraram o riso.

- Foi ótimo. – Disse Ana.

- A melhor viagem de nossas vidas, mestre Alex. – Disse Bruno ao abraçar seu mestre.


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Dias antes, Shaka estava no Santuário junto ao Mestre Ares e Mu na décima terceira casa.
O patriarca havia recebido de Shina de cobra a notícia de que um grupo de homens que eram escravos do santuário havia fugido na posse de 2 armaduras de prata, que seriam disputadas pelos aprendizes, e se encontravam em Nova Deli, na Índia, a caminho do Nepal. 

- Esses malditos pagarão com suas vidas. Shaka, vá até Nova Deli e traga as armaduras de volta. Não sem antes exterminar os traidores!
- Sim, mestre. Partirei agora mesmo.

Mu descia as escadarias do santuário junto ao virginiano.

- Como se sente por saber que voltará para seu país, Shaka? Irá até Varanasi?
- Voltar para a Índia é a última coisa que eu gostaria de fazer agora, mas recebi uma missão.
- Acho que seria uma boa oportunidade para se reaproximar de seus pupilos depois de tudo. Logo eles estarão de volta para a batalha contra os pupilos de Camus, não será bom para eles esse distanciamento entre vocês.
- Não pretendo retornar à Varanasi, Mu.
- Os meninos e Alex aceitaram seu pedido de perdão, o conhecendo bem sei o quanto deve ter sido difícil para você ter admitido que errou. Foi uma atitude muito honrada, Shaka. Você teme se aproximar deles por causa da garota, mas lembre-se que muito tempo se passou, ela já deve ter esquecido da mágoa que guardava.
- Eu não tenho motivos para me importar com isso agora. Ademais, se ela não tivesse inventado essa paixão sem sentido, nada disso teria acontecido.

Mu riu.


- Muito me surpreende você falar isso, meu amigo! Não foi você que fugiu correndo da garota quando a viu pela primeira vez? Para mim, ela também mexe com você, e esse é o motivo pelo qual você teme voltar. Admita!
- Pare com isso. Não faça com que eu me arrependa de falar as coisas para você...


Shaka chegou em Nova Deli e rapidamente encontrou o grupo que estava em posse das armaduras de prata. O cavaleiro de virgem, quando em batalha, trazia à tona seu lado mais impiedoso.


- Seus traidores estúpidos. Não adianta implorar por suas vidas pois vocês já não as tem. Ainda não perceberam, mas já estão mortos.
- Tenha piedade, cavaleiro! Nós lhe entregaremos as armaduras, mas não nos mate!
- Piedade? Humpf... Vocês não sabem com quem estão falando, miseráveis imundos. Me trouxeram até aqui, o último lugar em que eu gostaria de estar. Vão pagar com suas vidas!


Shaka começou a queimar seu cosmo enquanto os homens estavam paralisados por seu poder.


- Meu ato de piedade será transportar suas almas direto para o inferno, assim terão a oportunidade de pagar por seus pecados! Experimentem pela primeira e última vez o poder do cavaleiro de virgem! Ciclo das seis existências!


Os homens então caíram no chão. Fora fácil demais. Estavam mortos e suas almas agora pertenciam ao submundo.
Shaka pegou as armaduras e as entregou à Ágora e Shiva, que o acompanharam na missão.


- Levem-as de volta para o santuário. Ainda há algo que preciso fazer por aqui.
- Sim, mestre.


Alex estava no hotel em suas pequenas férias durante a viagem de seus pupilos. Adorava os 3 mas era bom passar alguns dias sozinho.
Pela primeira vez em muito tempo, Shaka se comunicou com ele por telepatia.


- Nova Deli? Você está tão perto! Venha até Varanasi antes de voltar!
- Talvez, Alex. Como estão os meninos?
- Sinceramente espero que estejam bem. Estão passando alguns dias em Agra, férias para eles, férias para mim.


Shaka estava próximo da cidade de Agra e ficara aliviado ao saber que as coisas tinham voltado ao normal depois de sua partida. Encontrou um pequeno parque e sentou-se embaixo de uma árvore.
As palavras de Mu ecoavam em sua cabeça. Realmente, temia encontrar Ana. Os encontros com Indira, a briga no hotel, as palavras duras que proferiu, Ana foi a razão de tudo. Ao vê-la naquele palco 2 anos antes, após ter passado tanto tempo longe, pela primeira vez em sua vida Shaka sentiu medo. Nunca antes havia perdido o controle sobre seus anseios e para ele isso era torturante. A verdade era que Ana o atraía. Sua rebeldia, seu poder e sua espontaneidade eram excitantes, mas ele jamais admitiria. Ela era sua pupila e era seu dever protegê-la, inclusive dele mesmo.


Chegou em Agra no início da noite. Sentia os cosmos de seus pupilos e guiava-se através deles. Precisava ver a jovem, precisava entender o que sentia. Nem mesmo Indira, a quem se afeiçoara, despertava algo tão forte nele quanto Ana. Ora sentia ódio, ora compaixão, às vezes desejo mas também medo, ora sentia desprezo e ora sentia admiração. Precisava de respostas.


Conforme andava pela cidade, sentia os cosmos de seus pupilos cada vez mais próximos.


Até que os encontrou, sentados em um banco de uma lanchonete na rua. Comiam sanduíches e bebiam refrigerantes enquanto conversavam e riam. 
Ana estava ainda mais bonita do que Shaka se lembrava. Seu longo saari azul marcava-lhe a cintura e os quadris e seus cabelos perfeitamente penteados exibiam ondas, como o mar. O olhar de Ana era doce e provocante, seu sorriso era como uma brisa fresca em um dia de verão. Shaka estava se convencendo de que Mu estava certo. Ainda desejava Ana.


Bruno se levantou do banco e entrou na lanchonete enquanto Ana e Lacaille o aguardavam de pé.
Sem rodeios, Lacaille puxou a jovem e roubou um rápido porém apaixonado um beijo, ao que Ana correspondeu.
Shaka engoliu seco. 
Bruno saiu do estabelecimento e os 3 foram andando até o hotel.


O cavaleiro de virgem, no entanto, ficou parado no mesmo lugar. De todas as respostas que estava procurando, jamais havia se preparado para aquela. Lacaille havia conseguido e Ana o havia esquecido. Nenhuma outra resposta importava mais.


Na manhã seguinte, Shaka bateu na porta do apartamento de Indira. A bela morena atendeu e sem falar nenhuma palavra, o cavaleiro a beijou. Bateu a porta atrás de si e pegou Indira no colo, jogando-a na cama. A mulher o puxou para beija-lo, Indira o amava e estava morrendo de saudades depois de tanto tempo longe do rapaz.


- Eu sou sua. Completamente sua.


Shaka fez amor com Indira como se o mundo fosse acabar na próxima hora. Estava com raiva e não entendia muito bem o por que. Seus movimentos eram fortes e vigorosos, embora jamais agressivos ou violentos. Indira estava em êxtase, jamais achou que fosse vê-lo novamente. Cavalgou demoradamente sobre o membro do loiro, que agarrava seus fartos seios enquanto parecia rugir de tanto tesão.


Em determinado momento, tomado por um prazer indescritível enquanto Indira subia e descia em seu membro completamente rijo e inchado, Shaka paralizou. Os olhos que via já não eram os olhos negros de Indira e a pele já não era mais cor de café. 


Aqueles olhos terracota, a pele alva e os cabelos castanhos ondulados que ele se lembrava tão bem estavam ali em sua frente. Shaka via Ana.
Subitamente ele se ergueu e a beijou impetuosamente enquanto a prensava contra seu corpo com força. Puxou os cabelos da jovem para trás e beijou seu pescoço, descendo lentamente sua boca em direção ao colo de Ana. Shaka estava ofegante e com a respiração trêmula, quase não conseguia respirar de tanta excitação.
Envolveu a jovem em seus braços e a deitou na cama.
Ana.
Shaka estava deitado em cima da jovem e percorria com os olhos cada centímetro do colo e dos ombros de Ana enquanto a acariciava muito suavemente com sua mão. Tão suavemente que quase não tocava sua pele, era como se admirasse um cristal precioso que poderia quebrar em suas mãos ao menor movimento.
Olhou em seus olhos castanhos e novamente a beijou. Nunca havia beijado tão profundamente. Levantou uma das pernas de Ana com a mão e penetrou seu membro dentro dela. Ana gemeu de prazer. Shaka fazia investidas firmes porém gentis, sentindo o êxtase em todo o seu corpo e a adrenalina em suas veias. Seu membro rijo estava inchado e vermelho, latejando sensível de tanto prazer, cada movimento que fazia dentro de Ana o deixava louco. Seu corpo estava suado e os gemidos saíam fáceis de sua boca ofegante. Não conseguia tirar os olhos do rosto da jovem.
Ana estava se contorcendo enquanto gozava e Shaka não conseguiu evitar, finalmente seu membro latejava jorrando o gozo dentro de Ana. Gemia alto, sôfrego. Desabou sobre o corpo da jovem e por alguns segundos fechou os olhos.


Não queria abri-los. Sabia que não era Ana que estava ali, não mais. Sentia-se culpado, por Ana, por Indira e por ele mesmo. Sentia que estava enlouquecendo.


Indira estava sem forças. Nunca antes o jovem a olhara daquela forma. Era como se a desejasse mais do que um homem deseja água no deserto, mais do que um faminto deseja o pão. Se antes estava apaixonada pelo rapaz, agora estava ainda mais refém dele.
Imaginou que Shaka voltara para ela, quando repentinamente o rapaz se levantou e começou a se vestir. Foi com muita dor que recebeu logo em seguida a notícia de que ele partiria naquele mesmo dia.


O cavaleiro chegou no santuário à noite. Jamais contou a Mu sobre o que acontecera. 
Colocou um ponto final naquela história que, para ele, nasceu e morreu na Índia. Ana voltara a ser para ele apenas sua aprendiz, e nada mais.


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A jovem  recebia desde então a visita dos rapazes em seu quarto à noite. Havia um pouco de ciúme e pequenas brigas entre Bruno e Lacaille, mas sabiam que era o único jeito. Ana deixara claro que jamais se apaixonaria novamente e que se precisasse escolher um deles, não escolheria nenhum.
Ana decidira ser livre, pois sendo livre não se machucaria outra vez. Estava decidida a esquecer Shaka e, para isso, abriu em seu coração um espaço para Bruno e Lacaille pois sabia que eles a amavam e jamais a fariam sofrer. O sentimento que tinha por eles era sincero e acreditava que não havia no mundo outro alguém para quem pudesse entregar seu corpo e seu afeto.


A jovem ainda descobria seu corpo e suas formas de sentir prazer. Não havia tido um orgasmo nas primeiras vezes em que fizera sexo, mas uma noite Bruno chegou em seu quarto com uma novidade. Beijou Ana e a levou até a cama.


- Ana, quero que você feche seus olhos.


Ela obedeceu. O rapaz tirou sua roupa e começou a beijar toda a extensão do corpo da jovem. Foi quando colocou a cabeça entre as pernas de Ana e passou gentilmente a língua entre as intimidades da moça. A jovem arqueou seu tronco para cima tamanho o prazer que sentiu. A forma como descobriam o sexo juntos era pura. Bruno continuou, sem pressa alguma, até ver sua amada gozar em sua boca. Os gemidos de Ana eram como música para seus ouvidos.


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O Santuário enviou um comunicado dizendo que havia concluído a reforma e que a viagem dos 4 de volta para a Grécia estava marcada.
Trataram de passar os dias que restavam no país caminhando pelas ruas, guardando na memória cada pedaço daquele lugar.


No dia da partida, estavam melancólicos. A Índia era sua casa e foi com muita dor que embarcaram em seu voo.


- Agora vocês serão postos à prova. – Disse Alex enquanto se ajeitava na poltrona do avião. – Camus e seus pupilos estão nos aguardando.


Notas Finais


Os encontros e desencontros da vida! Certeiro esse Mu, hein? Mas infelizmente, parece que Shaka estava mesmo no lugar errado na hora errada.
Nem em sonhos Ana imagina que o cavaleiro foi até Agra à procura dela!

Lacaille e Bruno tem um papel muito importante na vida dela, é o mais próximo do amor que ela imagina que vai chegar na vida depois de Shaka. Decidiu se dar a chance de um recomeço mesmo de coração partido!

Os rapazes são melhores amigos, nem mesmo dividir Ana abala a amizade que tem um pelo outro. Bruno e Lacaille mesmo que com um pouquinho de ciúmes apoiam um ao outro e entendem que não há nada que possam fazer, tudo o que importa para eles é estar com Ana.

Tenho um pouco de pena da Indira, mas no fundo ela sabe que jamais poderá viver esse amor.

De volta para a Grécia! Será que Shaka verá seus pupilos vencedores? Como será seu reencontro com Ana?

Ainda tem muuuita água para rolar! Até o próximo capítulo!


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