História No Word - Capítulo 7


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Fuyumi Todoroki, Iida Tenya, Katsuki Bakugou, Midoriya Izuku (Deku), Shouto Todoroki, Uraraka Ochako (Uravity)
Tags Abo, Abo Tododeku, Alfa, Dekutodo, Dekutodo Abo, Iida X Ochako, Iidaocha, Midoriya Izuku, Midoriya Ômega, Ômega, Omegaverse, Omegaverse Tododeku, Tododeku, Todoroki Alfa, Todoroki Shouto, Todoroki X Midoriya, True Mates, Yaoi, Yaoi Tododeku
Visualizações 291
Palavras 4.449
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Hentai, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa tarde pessoas divosas 😚
Era pra eu ter postado mais cedo, mas aconteceram imprevistos, então apareci agora. 😶
Agradeço a força de todo mundo e todos os comentários, vocês me deixaram imensuravelmente feliz 😊
Ultimamente ando ouvindo bastante Jazz, e estou nesse momento ouvindo a lista do Spotify: "Jazz for two" 🎷tentei achar a da webcomic mas não foi possível 🙈
Quem gostou do lemon, se preparem haverá mais, okay 😗
É isso, beijos a todos... O capitulo não está revisado, okay?
Boa leitura.

Capítulo 7 - E aqui nós entramos no paraíso com os corações aflitos.


____________________Ω____________________

Todoroki acordou com o barulho do seu celular que reclamava de algum lugar que ele não tinha conhecimento de onde era e o calor de sua cama estava tão gostoso que ele pensou em ignora-lo, mas o aparelho insistente fez Todoroki Shouto abrir os olhos pronto para levantar. Ao abrir os olhos Shouto tomou consciência que não era simplesmente um calor confortável que o impedia sequer de querer levantar, e sim o calor. Midoriya dormia com metade do tronco sobre si, e a outra metade debaixo de seus braços. E Shouto se lembrou do que eles haviam feito, fascinado com a beleza do ômega adormecido Shouto se esquecerá do que o fez acordar, mas logo se recordando quando o aparelho ganhou novamente vida provavelmente vindo da cozinha. Shouto com cuidado se afastou de Midoriya e vendo que eles haviam dormido nus e sem coberta alguma, Todoroki cobriu Midoriya antes de vestir uma bermuda e sair do quarto.

Ao encontrar o aparelho que havia sido deixado no criado mudo da sala, Shouto se espantou ao ver pela a porta da varanda o céu arroxeado, demonstrando que o dia já entardecerá.

— Alô? —  Um suspiro junto com um grito logo em seguida fez Shouto afastar o aparelho da orelha.

PORRA TODOROKI! ONDE CARALHOS VOCÊ ESTÁ?! — Essa era Momo.

— Oi Momo. — Todoroki a respondeu enquanto pegava as duas taças de vinhos e levava a cozinha — Estou no meu apartamento, por quê? Ocorreu algo?

— É claro que ocorreu! O QUE OCORREU É QUE VOCÊ FICOU DESAPARECIDO QUATRO DIAS E NINGUÉM, NINGUÉM SABIA DA SUA LOCALIZAÇÃO! Você não atendeu aos telefonemas, não atendeu e-mails, mensagens, vídeo-chamadas, ou o caralho todo que tentamos nos comunicar com você. Você sabe o quanto ficamos preocupados?! Porra, eu estou indo agora ai socar a sua fuça, seu desgraçado!

Nesse momento, Todoroki sentiu o cheiro inconfundível de Midoriya vindo em sua direção, ele estava sonolento e usava a blusa de moletom que Todoroki usava antes do cio.

— Não, você não pode. — Todoroki diz ao mesmo tempo que via o ômega se aproximar de si e o abraçar.

— Shouto, estou com fome. — O tom era manhoso, e Momo o ouviu do outro lado.

— Quem é que está com você? Porque você está com alguém no seu apartamento e eu não posso ir ai?

— Tudo bem, eu vou preparar algo para comermos... Se quiser pode tomar banho. — Shouto diz beijando a boca do ômega que assentiu mas não se afastou. Shouto suspirou se sentando no sofá levando Midoriya consigo. — Midoriya está aqui. — Shouto diz para Momo que estava em silencio.

— Shouto... O que aquele ômega está fazendo ai na sua casa? — Aquela era a voz de Fuyumi.

Espera desde quando era com Fuyumi que Todoroki conversava?

— Ele... Ele veio jantar comigo.

— Quando? — Fuyumi questionou em tom acusador.

— Há quatro noites atrás. — Shouto diz suspirando derrotado.

— Shouto! — A irmã o repreendeu. — Eu não acredito que você dormiu com um ômega que nem conhece direito! Sei que você sente atração e tudo mais por ele, e segundo você nenhum ômega o fez se sentir assim antes, mas... Se o papai saber, que aquela história de True Mate é falsa.

Ele é o meu True Mate. — Shouto diz suspirando. — Olha, não venha pra cá agora, o apartamento está uma bagunça. Eu vou chamar a agencia de limpeza e vou ir comprar alguma coisa pra comer com o Izuku, quando eu voltar eu te ligo.

Shouto diz e desliga suspirando passando a mão nos cabelos e olhando pra baixo onde Midoriya o olhava sério.

— É realmente sério isso? Que ficamos quatro dias aqui dentro? — O ômega questionou e Shouto concordou sem falar nada. — Nossa...

— O que? — Shouto questionou analisando o ômega.

— Eu nunca tive um cio tão curto... Não quando o compartilhei com alguém. — Midoriya sussurra e depois ele fecha os olhos e encosta novamente a cabeça no peito do menor. — Meu corpo está doendo...

— Me desculpa. — Shouto sussurrou acariciando a nuca do menor e seus cabelos.

— Tudo bem, também acho que você não está muito longe disso. — Midoriya diz com um tom de bom humor na voz, e Shouto se deixou rir, se deitando no sofá com o ômega sobre si.

— Realmente, nem um pouco longe disso. — Shouto diz acariciando as costas cobertas do ômega. Seu corpo estava pesado pelo o exercicio feito e as horas de sono mal dormidas e apesar de tudo ele se sentia bem leve. — Sabe... Sei que sou iniciante nessas coisas, mas... Acho que foi bem incrível isso. — Ele sussurrou encarando o teto e depois encarou Midoriya que o olhava. — Não foi?

— Sim, foi incrível. — Midoriya diz assentindo com um sorriso sincero no rosto. — E bem... Entre uma dormida e outra... Eu me lembrei.

— Se lembrou? — Shouto questionou franzindo a sobrancelha para o esverdeado. — Sobre?

— Você na escola; Você sentava na ultima cadeira na segunda fileira depois da janela... Você sempre estava de cabeça baixa e fones de ouvido, mas sempre foi um dos melhores alunos da sala. — Shouto se sentiu corar levemente. — E pensar que eu te conheci 10 anos atrás... — Midoriya riu de leve sacudindo a cabeça. — Chega a ser loucura.

— E é... Mas e a sua marca? — Todoroki questiona franzindo a sobrancelha preocupado.

Por volta da terceira dormida, quando o tempo de uma transa para a outra era por volta de 3 horas, a marca de Midoriya feita por seu antigo parceiro falecido começou a arder e latejar. Todoroki ficou preocupado com Midoriya pensou em ligar para Tenya, mas o menor não deixou.

— Está melhor... O doutor Tenya disse que ela hora ou outra iria fazer algo como isso... Segundo ele são as sequelas, por como eu disse ela ter sido feita sem cuidado.

— Mas nesses quatros anos... Ela fez isso?

— Não... O Doutor também disse que pode ser porque eu ainda não tenha sido marcado de novo... Ou porque ela ainda está perdendo o efeito. Eu realmente não entendi direito, mas ele disse que ela diminuiu com o tempo, ou para quando eu for marcado.

— Mesmo tendo uma experiencia tão traumatizante com a sua marca ainda sim gostaria de ser marcado novamente? — Todoroki questionou Midoriya, vendo Izuku concordar.

— Sim, talvez, não sei... Não sei se um dia serei marcado de novo, mas se ocorrer sei que não será igual. — Todoroki  umedeceu os lábios.

— Sabe, pode parecer bobo, e nem mesmo temos algo além de você ter passado o cio comigo, mas eu sinto ciúmes do seu antigo parceiro... Mesmo ele estando morto. E eu nem mesmo sei o nome dele. — Shouto diz suspirando frustrado, Midoryia ri se sentando sobre a barriga do maior.

— O nome dele era Katsuki Bakugou, nascemos no mesmo ano, ele era loiro e tinha olhos avermelhados, o apelido dele era Kaachan porque ele era bem explosivo; E eu e você temos muito mais em comum do que apenas termos passado o meu cio juntos. Somos o True Mate um do outro, frequentamos o mesmo mercado e trocamos telefone.

Shouto se sentou rindo e negando.

— Você está tentando me animar ou me deixar mais triste? — Midoriya riu.

— Tudo bem então... Que tal isso? Depois de tomarmos banho, chamarmos a agencia de limpeza, irmos comprar algo pra comermos e conversar com sua irmã, que tal marcarmos um encontro? Um simples jantar pra conversamos sobre nós...

— Um simples jantar? Você quer dizer um que não termine com nós dois transando?

— Não, eu gostaria se terminasse assim... Quer dizer, não... Sem a interferência do cio ou qualquer coisa que seja. — Todoroki assentiu e quando ele ia falar algo a porta do seu apartamento foi empurrada com força ao ponto de bater contra a parede e voltar fazendo a estrutura das paredes tremer, e passando pela a porta uma Ochako vermelha de raiva se mostrou com mais duas mulheres e um ruivo.

____________________Ω____________________

A agência de limpeza que o próprio prédio disponibilizava apareceu dez minutos depois que fora chamada, e agora Midoriya tomava banho no banheiro do corredor já que o quarto estava fora de cogitação; Enquanto isso, Todoroki encarava Ochako, a irmã, Momo e o policial que havia sido mandado para lá.

— Ochako-san... — Todoroki tentou começar um dialogo, já que desde que as três mulheres chegaram e após Todoroki explicar por cima a situação Midoriya por algum motivo começou a se sentir mal e Fuyumi foi leva-lo até a enfermaria do prédio. Desde de que a irmã de Shouto e Midoriya haviam retornado Ochako não havia falado nada apenas encarado Todoroki mortalmente. O alfa bicolor podia contar nos dedos da mão quantas vezes havia sentindo em toda a sua vida havia tanto medo como estava sentindo agora ao ser fulminado pela a melhor amiga do ômega.

— Eu não quero ouvir você falando mais porra nenhuma, não enquanto Midoriya não chegar. — Ochako diz entre dentes, e Shouto suspirou fechando os olhos, passando a mão pelo o rosto e cabelo.

O alfa se sentia exausto, moído completamente. Havia saído de um cio — o primeiro que fora compartilhado de um ômega —, sua cabeça chegava a latejar de dor por ter dormido tão pouco nos últimos 4 dias, apenas queria pegar Midoriya ir para um quarto e acordar dali a dois dias. Não queria todo aquele clima pesado que vinha de todos, inclusive o policial ruivo que parecia irritado por algum motivo que Shouto desconhecia. Sabia que devia ter ligado para Momo para notificar sua falta no serviço e explicar a situação a Ochako a quem ele teve uma conversa bem sincera na primeira vez que eles conversaram. E como se estivesse ouvindo suas preses de dentro do banheiro, Midoriya apareceu, vestindo uma calça de moletom de Shouto e uma blusa do mesmo que pareciam grandes de mais para o esverdeado, com cabelos molhados que o faziam parecer menor do que era, Midoriya parecia pronto pra outra. Todoroki tentou não levar aquele seu pensamento a sério, mas foi só sentir o cheiro com vestígio forte do cio no ômega que ele e o corpo dele reagiu ao mais velho, mas um rosnado vindo de Ochako e do policial fez Shouto limpar a garganta e controlar seus instintos e sentimentos em relação ao ômega que como se não ligasse para os rosnados ou plateia se aproximou de Todoroki ficando em sua frente e sorriu se ponto na ponta dos pés e dando um selinho em seus lábios.

— Vá tomar banho. — Pediu ao alfa que negou contornando a cintura do esverdeado.

— Eu acho melhor resolvermos... Isso primeiro. — Disse olhando de leve para Ochako que observava tudo de braços cruzados e o olhando ainda mortalmente. Midoriya suspirou e segurou a nuca de Todoroki abaixando-o na altura que Midoriya pudesse alcançar sua orelha sem muito esforço.

— Você cheira a foda... Isso não vai ajudar no diálogo, principalmente com a Ochako brava. — Midoriya sussurrou baixo na orelha do bicolor que franziu a sobrancelha em questionamento silencioso com se dissesse “sério?”, e Midoriya assentiu com um olhar que respondia “sério.”

Shouto suspirou e após depositar um beijo na testa do ômega se afasta com passos lentos entrando no quarto a fim de pegar uma roupa para si já que ainda estava vestindo apenas a bermuda que as mulheres chegaram e o pegaram daquela forma. Quando o barulho da porta do banheiro se fechar foi ouvido Midoriya suspirou passando a mão na nuca.

— Precisa de um café, Midoriya? — Fuyumi diz estendendo pela a bancada da cozinha uma caneca cheia de café que o esverdeado olhou e depois de pegar sorriu para a mulher.

— Obrigado, Fuyumi-san. — Ela nega sorrindo.

— Que isso, também já fiz o pedido de Soba. Você deve estar faminto. — Midoriya assentiu.

— Obrigado por se preocupar. — Ela nega solidaria e Ochako limpa a garganta dando dois passos a frente, Midoriya suspira olhando a amiga com a xicara de café nas mãos.

— Então, vai ficar me enrolando até o senhor alfa vir te defender? — Ochako questiona erguendo uma sobrancelha, Midoriya bufa.

— Não preciso de ninguém pra me defender. — Ochako continua a fita-lo. — Olha, nem minha mãe se comportava assim quando eu passava o cio com alguém, sabe..., não é o fim do mundo. — Midoriya diz negando suspirando com a raiva da amiga.

— Sim Deku, mas isso foi há mais de 10 anos atrás! Caralho, você mora sozinho e não fala pra ninguém onde você vai, não acha que sua mãe ou eu vamos nos preocupar? Puta merda! Quando for fazer coisas assim avise antes! Principalmente agora que você não tem mais a marca e qualquer tipo de alfa podia ter se aproveitado de você! Eu não ligo se você quiser dormir com um alfa diferente a cada cio, mas porra, avisar não mata ninguém.

— Desculpa! Não deu pra avisar... Eu estava na porra de um cio. — Midoriya diz suspirando irritado.

— HAHAHA! Não deu pra avisar, essa é boa! — Ochako diz irritada. — Ele provavelmente te deu medicamento pra encerar seu cio antes! Seus cios são sempre de 7 dias com alfa. Não seria diferente. Poxa, eu estava muito preocupada, tanto que até fui atrás do babaca do Kirishima de novo.

— De novo? — Midoriya questionou. — Isso quer dizer que da ultima vez...

— Ela deu a queixa do seu desaparecimento comigo... Como você está Midoriya? Parece que está aproveitando bem a vida. — Kirishima diz sorrindo de lado sarcástico.

— Kirishima, olha... — O ruivo negou sacudindo a mão.

— Não precisava falar, é legal ver como você retribui todo o amor que o Katsuki te deu...

— Não é assim, Kirishima, eu e o Shouto...

— Cara, eu nem sei porque eu estou aqui, eu já devia ter ido já que ao que parece todo esse drama é só porque você foi fuder com um alfa... — O ruivo diz.

— Kirishima! — Midoriya diz se levantando, mas vendo o policial saindo pela a porta sem olhar para trás. Midoriya suspirou sentindo sua garganta fechar.

— Afinal, quem é aquele? — Fuyumi questiona da cozinha.

— Um, amigo. — Ochako responde  e depois de ver que Midoriya estava começando a lagrimejar ela suspira e se aproxima abraçando o amigo. — Olha... Eu não fico irritada por você dormir com outro alfa... Eu acho o Todoroki um alfa lega, de verdade, apesar de vocês dois terem me deixado muito puta, eu sei que ele pode te fazer bem, mas... Caralho Deku, não custava ligar.

— Ochako, eu queria ter ligado, de verdade. Se... Tivesse sido mais devagar, eu conseguiria ligar, mas... De verdade, eu não consegui.

— Porra, não me digam que vocês dois ficaram os quatros dias transando.

— Não exatamente... Dormimos cerca de duas horas, umas três vezes. — A voz de Todoroki diz vindo do corredor. — Oras, cadê o policial?

— Já foi. — Ochako diz. — Então... Você deu medicamento pro Deku, pro cio se encerar?

— Não, por quê? Eu devia ter dado? — Todoroki questiona se sentando ao lado de Midoriya.

— Vocês... Realmente transaram esses quatro dias seguidos? Sem comerem, ou... sair daquele quarto? — Fuyumi questionou e Shouto assentiu.

— Sim... Izuku disse que foi um período bem curto para um cio, mas acho que foi porque ele veio antes.

— Veio antes? — Ochako questionou franzindo a sobrancelha.

— Sim, era disso que eu falava, se eu soubesse que passaria o cio com Shouto eu teria avisado, mas ele veio de repente.

— Espera, expliquem essa história direito. — Momo diz se pronunciando novamente. — Vocês se encontraram no mercado, o mesmo que haviam se encontrado na outra vez e então o Midoriya entrou no cio?

­— Não... Eu vim jantar com o Shouto e... Acabamos dormindo juntos.

— E o cio veio antes ou depois de dormirem juntos? — Momo questiona.

— Depois da primeira vez... Afinal, vocês realmente precisam saber sobre isso? — Izuku questiona franzindo a sobrancelha. — Não basta saber que estamos bem e nos dar uma bronca por não avisarmos?

— Bom, isso é bem incrível o cio do Deku nunca adiantou ou atrasou, então isso quer dizer que talvez ir a hospital...

— Não é necessário. — Midoriya diz negando.

— Por qual motivo? — Ochako questionou.

­— Bom, enquanto eu descia para a farmácia para tomar os anticoncepcionais eu liguei pro doutor Tenya, ele diz que é normal ter acontecido isso, levando em conta que... Somos o True Mate um do outro e o primeiro cio que eu tive perto do Shouto não aconteceu nada entre a gente.

Ochako arqueou as duas sobrancelhas surpresa, fazendo um “o” com a boca e apontando para Shouto.

— Ele, ele é a sua alma gêmea? — A morena questionou surpresa. Midoriya assentiu concordando.

— Ao que tudo indica, sim.

— E desde quando descobriu isso?

— Na noite que vim jantar aqui... Eu lecionei na escola dele quando ele ainda era colegial... Se lembra da primeira escola que eu lecionei que ocorreu um problema com um professor alfa?

— Sim, a AU. — Midoriya assentiu.

— Isso, Shouto era estudante de lá, e eu fui professor dele.

— Ah, que caralho! — Ochako diz levando a mão na boca e rindo quase histericamente, mas depois dela se controlar ela olhou para Momo e para Fuyuymi. — Porque só eu estou enlouquecendo aqui?

— Eu já sabia, estudei junto com Todoroki. — Momo disse dando de ombros.

— E eu sabia da True Mate e suspeitei que fosso Midoriya quando Shouto quase entrou em colapso pra se conter e não machucar ele. Meu irmão nunca tinha reagido daquela forma a nenhum ômega.

— Então... Ele te marcou? — Ochako questionou.

— Hãm... Não. — Midoriya diz negando. — Por que?

— Bom já que são a True Mate um do outro não devia te marcar? E eu não consigo perceber porque você praticamente cheira a ele inteiro.

— Nós... Não conversamos sobre tudo, ainda não tivemos tempo, quando vocês chegaram tínhamos acabado de levantar;

— Compreensível, acho que em quatro dias vocês não conseguiram conversar muito. — Ochako diz sarcástica. E depois suspirou. — Olha, eu simplesmente agora me sinto bem ridícula, então eu vou embora antes que fique pior.

E depois de acenar para o amigo e os demais e depois de dar um beijo no rosto de Midoriya saiu pela a porta tão rápida quanto entrou.

— Eu de certa forma concordo com a Ochako, estou saindo, Fuyumi, você vai ficar?

— Sim preciso conversar com meu irmão, pode indo na frente depois peço pro Suga vir me buscar.

Naquele mesmo momento a equipe de limpeza que eram em três pessoas sai do quarto, Todoroki se aproxima para pagar eles, no mesmo momento a campainha toca, a comida que acabará de chegar.

— Midoriya pode pegar e pagar a comida? — Fuyumi questiona ao omega que concorda e faz como a alfa pedir, levando não apenas um prato — Soba— como a mulher havia dito, mas diversos tipos de pratos diferenciados.

Midoriya pagou o pedido e se encaminhou para a cozinha arrumando as comidas sobre a mesa, enquanto isso, ele observou Fuyumi se sentar no sofá da sala e após Todoroki pagar a equipe de limpeza, ele caminhou até a irmã e se sentou ao lado dela. Midoriya não ligou para o que os irmãos começaram a falar em tom baixo, mas se sentiu curioso quando após os dois fitarem ele, ambos se levantaram e se encaminhar para a varanda.

Shouto sabia que de todas as pessoas que havia entrado em seu apartamento, a que tinha mais peso tirando Ochako por ter uma ligação com Midoriya, era sua irmã que a maior parte do tempo ficou calada. Na varanda ela suspirou se inclinando sobre a proteção e observando o céu estrelado olhou para o irmão de relance.

Todoroki Shouto devido a sua família e a ser Alfa sempre teve algumas regalias na vida, ele não negava, mas ele mesmo nunca ligou ou quis aquilo; Lutou muito para ser independente em relação ao pai durante a sua infância toda principalmente depois que sucumbiu a depressão e trauma pela a própria mãe que passava por algo semelhante ter feito a cicatriz em seu rosto. Depois de conseguir vencer aos traumas e a doença com ajuda de especialistas o desejo de ser independente gritava no peito de Shouto; E uma das coisas que mais se orgulhava de ter feito, era aos 22 anos ter comprado aquele apartamento, como entrada do apartamento ele deu um carro que havia recebido dos pais de presente pela a maioridade, e dividiu o apartamento em salgadas parcelas que depois de ter conseguido a promoção de COO conseguiu pagar ainda naquele ano. O apartamento era grande por mais que tivesse um único andar, ele tinha duas suitis e um banheiro social, uma cozinha ampla do estilo americana, uma sala que tinha espaço para um piano e a varanda.

— Sabe que não vai poder fugir muito tempo, não é? Não depois de ter dormido com ele. — Fuyumi foi seca devolvendo Shouto a realidade dura e fria. Mas ele permaneceu calado. — Dá ultima vez, que Midoriya esteve aqui e você quase entrou em colapso, ele soube, de alguma forma ele soube, e após me ligar perguntando pra mim se era verdade, bem, eu não pude mentir; Ele simplesmente agradeceu e desligou. Então não irá demorar muito até que ele venha a provavelmente aparecer aqui, ou talvez até na casa de Midoriya.

Shouto sabia. A única pessoa que temia em toda a sua vida era seu pai, que era astuto como uma maldita cobra, e muito persistente.

Durante toda a infância de Shouto ele era influenciado pelo o pai, até o dia que a mãe do mesmo sucumbiu, a partir daquele momento, Todoroki se tornou mais frio e mais cauteloso em relação ao pai; mesmo assim, entender o que o pai era ou quem, não fazia com que Enji parasse de tomar as decisões em sua vida. A sua primeira rebeldia e até mesmo motivo de discussão até os dias de hoje era o True Mate de Shouto.

Quando conheceu Midoriya, Shouto simplesmente havia esquecido de todo o resto das pessoas, era como se nenhum cheiro fosse forte o suficiente para si, o pai tentou fazer ele deitar com Momo durante o seu primeiro cio que foi dois meses após conhecer Midoriya, mas ter Momo nua em baixo de si apenas fez Shouto ter vertigens e vomitar — algo que até hoje Momo não havia perdoado bem —. Nenhum cheiro, de nenhum ômega, beta ou alfa, era atrativo para Shouto, seu corpo repudiava todos, como se todos os cheiros que chegassem ao seu nariz fossem pior do que estrume, o seu estomago se contorcia e isso apenas piorava o seu cio. Após 4 cios, — um seu e 3 de outros ômegas o qual o pai queria que ele dormisse — Shouto foi parar no médico.

O pai de Tenya.

Ele era pioneiro na pesquisa de marcas e ligações entre alfas e ômegas — uma pesquisa que o filho herdou. E depois de conversar com Shouto e do alfa ter sido exposto a mais dos diversos cheiros, o pai de Tenya, concluiu que talvez Todoroki tivesse encontrado o seu True Mate. A reação dos alfas ao True Mate era muito mais intensa e sem saída do que os ômegas, era como se ao descobrir o parceiro perfeito para si, o alfa simplesmente se negasse a tentar outro.

Enji Todoroki não acreditou, então continuou a trazer ômegas no cio para o filho, até mesmo ômegas de prostíbulos, a reação de Todoroki continuou a mesma. Enji então como se mantivesse o assunto morto, não tentou mais, Shouto saiu de casa e depois de terem a tutela da mãe se viam raramente e apenas uma vez por ano, o almoço de natal.

— Eu sei que não posso, não agora.  — Shouto diz suspirando passando a mão nos cabelos.

— Por que você não o marcou? — Fuyumi questionou analisando o irmão. — Não conseguiu, ou se reprimiu?

Quando o corpo de um alfa se sentia bem em relação a um ômega, era instintivo que seus dentes se alongassem e ele o marcasse. Em demais outras ocasiões a marca era feita por acordo mutuo de ambas as partes, e durante o cio de Midoriya, durante quatro dias de cio, Shouto teve diversas oportunidades de marcar Midoriya. Seus instintos gritavam para o fazer, mas ele o reprimiu todas as vezes.

— Eu não posso, não ainda... — Todoroki diz suspirando. — No meio do cio, a outra marca dele começou a arder... Eu fiquei preocupado, e não pôde fazer.

Fuyumi assentiu como se esperasse não menos que isso do irmão.

—Bom... Você tem 3 meses para o marcar, até o natal. — Shouto assentiu. — Vocês resolveram ficar juntos?

— Hãm... Mais ou menos. — Fuyumi arqueou uma sobrancelha para Todoroki. — Ao que parece vamos tentar nos conhecer.

— Fala sério Shouto, vocês são o True Mate um do outro, a merda da alma gêmea um do outro... — Shouto suspirou.

— Sim, mas... Acho que ainda há sequelas do outro alfa. E não é como se existisse uma regra que simplesmente diga que só porque somos a True Mate um do outro que devemos ficar juntos.

— Mas esse não é o raciocínio? O par perfeito? Alguém, a única pessoa que pode satisfazer totalmente a outra? — Shouto deu de ombros.

— Sim, mas... Não é assim tão fácil, Fu. — Shouto sussurrou passando a mão nos cabelos. — Não que eu não queira, mas não posso simplesmente tomar Midoriya e o colocar no meu apartamento simplesmente por termos compartilhado um cio dele ou o marcar.

— Então o que vão fazer?

— Não sei, até lá, eu penso em algo. — Shouto diz dando de ombros.

Fuyumi suspirou e analisando o irmão não falou nada, pois na expressão do bicolor era expresso o que ele pensava. Não é como se ele quisesse deixar Midoriya como alvo fácil para o pai, mas não tinha alternativa.

O coração de Shouto ardia ansioso e aflito por um mal previsto, apenas esperava que tudo desse certo.

 


Notas Finais


Bom... É isso.
Eu particularmente não gosto muito desse capitulo, porque eu queria que ele tivesse sido mais so love, so love. Mas infelizmente como nem tudo é do jeito que eu quero... Acabou sendo assim :s Eu não posso fazer o Midoriya e o Shouto ficarem presos em um quarto 24 horas... Infelizmente.
Espero que tenham gostado (apesar de não gostar)


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