História No Word - Capítulo 9


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Fuyumi Todoroki, Iida Tenya, Katsuki Bakugou, Midoriya Izuku (Deku), Shouto Todoroki, Uraraka Ochako (Uravity)
Tags Abo, Abo Tododeku, Alfa, Dekutodo, Dekutodo Abo, Iida X Ochako, Iidaocha, Midoriya Izuku, Midoriya Ômega, Ômega, Omegaverse, Omegaverse Tododeku, Tododeku, Todoroki Alfa, Todoroki Shouto, Todoroki X Midoriya, True Mates, Yaoi, Yaoi Tododeku
Visualizações 210
Palavras 3.649
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Hentai, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Primeiramente, oilá 💙
Segundamente(escrevendo errado por opção): Geee~ente só pra todos saberem acho que a fanfic vai passar dos 15 capítulos. 😉
Terceiramente, espero que curtam bastante esse capitulo 💖 quem quer saber a História do Dabi?!
É isso, por hoje é só pessoal 😗
Boa leitura.
Bye bye.

Capítulo 9 - A nossa recém descoberta sintonia


Quando Todoroki acordou, ele sentiu o calor do corpo de Midoriya junto ao seu, aquele calor que a menos de quatro meses havia se tornado viciado. Shouto se espreguiçou de forma lenta antes de abrir os olhos ao fitar o ômega que dormia de costas para si enquanto ele o abraçava. Todoroki se aproximou dos cabelos rebeldes do menor e os cheirou; O cheiro de Midroiya era maravilhoso, singular, e doce para Shouto a quem poderia classificar como o melhor cheiro do mundo. Se sentiu levemente incomodado, mas a sensação era estranha... Era como se não fosse realmente sua, de forma que sentiu um formigamento na parte de trás da nuca, e quando levou a mão na nuca olhou mais para baixo da cabeça do esverdeado, e se lembrou do que havia feito.

Ah... A marca. Shouto pensou vendo a marca de seus dentes perfeitamente combinados na nuca de Midoriya, que tinha agora a nuca inchada e levemente roxa, Shouto sentiu um aperto no coração ao ver aquilo, e em puro instinto, se inclinou sobre o ômega, lambendo aquela área e enquanto lambia se lembrava de Fuyumi e seu pai lhe ensinando desde pequeno que a lambida de um alfa era completamente necessária para a cicatrização da marca assim que feita.

Depois de observar Midoriya dormindo por um tempo e se enfeitiçar de diversas formas diferente por ele, Shouto suspirou se levantando sentindo algum protesto do ômega adormecido, mas Shouto precisava levantar, limpar a bagunça que havia feito durando a noite anterior e providenciar o café da manhã, Shouto se levantou e após limpar Midoriya e também se limpar e se vestir, saiu do quarto. No celular havia três chamadas perdidas, avisou a Momo que hoje não iria aparecer no serviço; normalmente quando Midoriya dormia no apartamento ele sempre chegava um pouco mais tarde, mas a situação era diferente e Todoroki não queria sair de perto do esverdeado, não até constar que realmente estava bem.

Enquanto preparava o café da manhã, tradicional japonês, Todoroki franziu a sobrancelha e sem saber explicar para si mesmo sabia que Midoriya havia acordado. Então quando Shouto terminará de fazer o café e arrumava a mesa, ele sentiu o cheiro formidável de Midoriya e o ômega logo apareceu na cozinha, vestido com a roupa do alfa da noite anterior.

— Bom dia. — Shouto diz e Midoriya assentiu ainda meio sonolento. — Vamos tomar café? — Midoriya assentiu e Shouto se sentou se surpreendendo ao ver Midoriya se sentar sobre seu colo assim que ele se sentou. — Você está bem? — Questionou analisando o ômega que assentiu ainda não falando nada.

— Estou e você? — Midoriya assentiu, mas então ele virou a nuca para o alfa, a marca que agora estava em um verde nostálgico e um filete de sangue descia dali parecia bem melhor, por mais que tivesse sangue e novamente Todoroki guiado por puro instinto lambeu a marca e soube — novamente — sem explicação alguma que Midoriya gostava daquilo.

— Como você está lidando com a marca? Não é esquisito? — Midoriya questionou e Todoroki sorri de lado.

— É diferente, não pensei que fosse dessa forma, mas ainda assim não perde beleza, é incrível que mesmo sem palavras, eu sei quando você está gostando de algo. Ou quando acordou... — Shouto sussurrou beijando de leve a região da nuca do ômega dando uma mordida em um ponto abaixo, fazendo Midoriya soltar uma risadinha suave.

— Bom... Você vai se acostumar. E sobre o assunto de ontem? Quer falar sobre isso hoje? — Midoriya questionou se sentando de lado no colo do alfa analisando a expressão que o mesmo fizera ao assunto do ômega moreno surgir.

— Hãm... — Midoriya sabia que Shouto se sentia desconfortável, e tinha medo, do que ele não sabia apenas sabia dos sentimentos que formigavam dentro deles. — Eu... Bom, você deve ter percebido que o ômega na noite passada era o meu irmão.

— Sim... Ele é o mais novo dentre os seus três irmãos? — Midoriya questionou e Shouto assentiu. — Aquele que não aparece mais nas reuniões de família? Ele tem um alfa não tem? E o que eram aquelas cicatrizes pelo o corpo dele?

Shouto suspirou passando a língua sobre os lábios ao se lembrar que Izuku já sabia um pouco da história de sua família mas não toda, já que Shouto tinha medo de assustar o menor, e o único objetivo de sua vida a partir do momento que Midoriya entrou nela foi protege-lo. Midoriya sorriu doce ao sentir a proteção e o desejo de proteger emanando do alfa, Midoriya acariciou o maxilar de Todoroki segurando o lado do seu rosto e guiando o bicolor para um beijo, que demonstrava companheirismo, confiança.

— Tudo bem Shouto, eu estou bem e você também. — Midoriya sussurrou após separar os seus lábios dos do bicolor que fitou Midoriya em questionamento silencioso, e sem avisar nada, ele pegou Midoriya se levantando da cadeira.

— Se segure em mim. — Shouto pediu a Midoriya ajeitando o esverdeado para que Izuku conseguisse entrelaçar suas pernas no tronco de Shouto enquanto abraçava seu pescoço. Midoriya parecia um grande urso pendurado a Shouto enquanto o alfa pegava duas xicaras e enchia de café, depois se pondo a andar, os levou para a sala onde se sentou novamente, fazendo Midoriya permanecer em seu colo com uma perna de cada lado de si. — A história, é um pouco longa... Acho melhor você tomar café.

Izuku assentiu tomando um gole do café enquanto observava Shouto fazer o mesmo, O alfa estava inquieto, Midoriya sabia por isso não falou nada, porque qualquer palavra errada poderia fazer Shouto hesitar antes de contar o resto de toda a história que se relacionava com a família Todoroki.

— Você sabe que eu tenho 3 irmãos mais velhos... — Midoriya assentiu. — E sabe também que o casamento dos meus pais foi apenas um acordo entre famílias... E que minha mãe sofreu muito nesse processo todo já que, meu pai abusou muito dela. Minha mãe vem de uma linhagem apenas de alfas, como o meu pai — Midoriya arqueou uma sobrancelha em questionamento — e pela a lógica, era para a minha mãe nascer alfa também, mas não foi bem assim... E bom, a promessa do casamento era que os filhos dos meus pais juntos, seriam alfas dominadores, o mito do “alfa lúpus”. — Midoriya estava já no final de sua xicara de café, enquanto não desviava os olhos de Shouto. — O primeiro filho dos meus pais foi Fuyumi, ela é alfa, mas além de ser uma alfa até que bem normal, Fuyumi nasceu mulher.

Um alfa do sexo feminino, às vezes nem mesmo chegava a ser considerado um alfa tamanho era o preconceito, já que a porcentagem de nascer um alfa do sexo feminino era de 23%; semelhante também a porcentagem de ômegas femininos que beirava aos 34%; mas diferente dos ômegas que não tinham nenhum preconceito — sendo que eles já sofriam preconceitos de mais — as alfas eram praticamente excluídas.

— Meu pai apenas não desistiu e continuou forçando minha mãe a engravidar... Então surgiu Natsu, o meu irmão beta, que você não conhece; — Shouto diz suspirando e passando a mão nos cabelos. — Ele... Acho que ele pode ser o mais “oprimido” de todos, diferente de Fuyumi que é alfa, e do Dabi que é ômega e tem um parceiro alfa, o Natsu se sente excluído por não ser algo, entende? — Izuku assentiu realmente entendendo. — E ele já fez muita besteira para agradar meu pai por causa disso. Fuyumi o perdoou, mas em compensação Dabi não... E tem o Dabi, que é meu irmão ômega, meu pai quase havia desistido quando Dabi nasceu, mas em um acidente, eu nasci.

— Posso perguntar algo? — Midoriya questionou repousando a xicara no criado mudo atrás de Shouto. — Como seu pai sabia o que cada um seria? Quer dizer, o segundo gênero só não aparece na puberdade?

O alfa sorriu de lado e assentiu.

— Sim, bom... Existem testes, particulares e bem caros, que podem dar 90% de certeza sobre o segundo gênero da criança antes que ele floresça. — Todoroki diz dando de ombros. — Um alfa pode ser descoberto a partir dos 2 anos de idade, um beta a partir de 4, um ômega por volta dos 3 anos.  Essa é a diferença de idade entre meus irmãos adicionando os meses de gestação... Eu tenho 25, Dabi acabou de fazer 28, Natsu tem 34 e Fuyumi tem 36. É claro que quanto mais velha a criança a margem de erro se torna menor.

— E... O que isso tem haver com o seu irmão ômega aparecer aqui para vir pegar dinheiro, identidade falsa e passagem? — Midoriya sussurrou arqueando uma sobrancelha a Shouto.

Shouto franziu a sobrancelha passando a língua nos lábios e pela a primeira vez desde que eles foram para a sala, tomou um gole do café.

— Dabi é ômega... E como todos os meus irmãos, como você já sabe, meu pai prometeu ele em casamento à um alfa de outra família rica, a fim de ajudar nos negócios, ter vínculos, contatos... — Shouto hesitou. — O acordo era que o casamento aconteceria depois que Dabi tivesse seu primeiro cio, o que meu pai não sabia era que meu irmão já estava se relacionando com outro alfa que não era o seu prometido... Esse alfa é o Tenko, Tenko Shigaraki, e durante o primeiro cio do Dabi, o meu irmão passou ele com o Tenko que marcou meu irmão.

Midoriya humedeceu os lábios, porque sentia a tensão emanando de Todoroki, o que significava que a situação poderia vir a ficar complicada.

— Fuyumi soube disso e... Ela sabia do que o nosso pai era capaz, afinal ela era a mais velha de todos então ela sabia e se lembrava mais da crueldade dele. Dabi tinha 17 anos, eu estava de férias faltava apenas praticamente três semanas por meu aniversário de 15 anos, 2 meses até te conhecer Izuku... Foi quando meu irmão desapareceu.

— Seu pai...! — Midoriya não ousou terminar a sentença e ficou feliz em ver o bicolor negar.

— Não, não foi ele, foi minha irmã, ela fez Dabi sumir, na verdade ir para a casa de praia da família. Papai estava louco atrás de Dabi, mas ninguém além de Fuyumi sabia onde Dabi estava com o Tenko... Até que eu te conheci e depois tive meu primeiro cio... Eu não tinha contado pro meu pai ainda sobre meus sentimentos por você, eu tinha medo porque eu não entendia o que era aquilo; depois do meu cio, meu pai agendou um jantar com a minha pretendente, a Momo, eu ainda estava meio afetado pelo o cio e aquela noite seria a noite em que eu deveria já morder Momo, mas eu não consegui, depois no dia seguinte, eu disse ao meu pai que eu te amava, eu acho que nunca em toda a minha vida eu apanhei tanto.

Midoriya se sentiu encolher ao saber que ele já havia sido motivo de Shouto ter sofrido mais de uma vez, e como forma de conforto, Shouto abraçou o ômega lhe dando um carinhoso beijo no ponto abaixo da orelha.

— Mas eu não dei o braço a torcer, e depois de uns quatro dias meu pai conseguiu “adiar” meu compromisso com Momo até o primeiro cio dela, que ainda não havia acontecido. Quando minha irmã soube disso ela ligou pra Dabi, achando talvez que no caso dele meu pai também fosse relevar, Dabi não queria voltar pra casa, mas... Natsu estava ouvindo a conversa inteira. Natsu contou ao meu pai sobre Dabi e sobre Fuyumi saber onde estava Dabi.

— Não...! — Midoriya disse chocado arregalando os olhos, e Shouto suspirou assentindo.

— Bem, sim... Infelizmente. Quando isso chegou nos ouvido do meu pai, ele se trancou com Fuyumi no cômodo do tatame, não havia mais nossa mãe para nos defender... Enji, meu pai, ficou 3 horas preso com Fuyumi, quando ele saiu ele tinha apenas um olho roxo e um corte no canto dos lábios, tirando os nós do dedo machucados, minha irmã quebrou quatro costelas, o fêmur, a bacia e deslocou a mandíbula, tirando os hematomas, ela passou dois dias inconsciente. Nisso o meu pai tinha conseguido achar Dabi e quando Fuyumi acordou Dabi já estava sendo torturado a muito tempo pelo o meu pai simplesmente por crueldade, Tenko também foi torturado, mas não pelo o meu pai, mas por um homem que ele contratou... Foi horrível descobrir que monstro o meu pai era, foi mais horrível ainda ver minha irmã no leito do hospital pedir por minha ajuda sendo que eu tinha apenas 15 anos.

 Shouto suspirou colocando a xicara de café junto da de Midoriya, Todoroki havia perdido a vontade de beber café, um embrulho gigantesco estava em seu estomago, Shouto então abraçou forte Midoriya se perdendo nos cabelos esverdeado e na sua fisionomia serena mesmo ao ouvir uma história tão caótica.

— Foi aterrorizante para mim encontrar meu irmão e o namorado dele pendurados com se fossem dois pedaços de carne meio mortos e meio vivos no porão da nossa casa. Com toda a minha inteligência, eu pedi ajuda a Momo que era a única pessoa que eu podia contar e confiar, ela me ajudou a esconder meu irmão e o namorado dele. Depois sem saber o que fazer, e sem saber que fora Natsu que havia entregado Dabi e feito Fuyumi se machucar tanto, eu pedi ajuda pra ele, contei sobre meu irmão, e levei ele até o lugar que ele estava... Natsu ficou apavorado, chorou e pediu desculpas, na hora eu não havia entendido, somente depois que Fuyumi se recupera-se eu ficaria sabendo que fora meu próprio irmão que fizera os meus outros dois irmãos sofrerem... Natsu me ajudou a providenciar identidades falsas, e dinheiro e um lugar para Dabi e Tenko ficarem.

— Desde então seu irmão vive foragido? — Izuku questiona arqueando uma sobrancelha. O alfa da de ombros.

— O meu pai deixou esse assunto de lado, não havia nada que ele pudesse fazer no final de contas, já que Dabi é um ômegas quando são marcados é pro resto da vida e um alfa não, se por exemplo fosse eu no lugar do meu irmão ou Fuyumi era só meu pai... Dar um jeito no nosso parceiro ômega e pronto... Mas ele aparece de tempo em tempo, mais ou menos por volta da época do natal, ele se tornou andarilh o, mais por medo do que por tudo, não para em um lugar só... O dinheiro que você me viu entregando a ele fora Natsu quem deu, mas Dabi não aceitaria se eu falasse e Natsu me pediu para fazer desse jeito. A ultima vez que ele esteve conosco foi para assinar o pedido de tutela da nossa mãe, nesse mesmo caso foi onde conseguimos uma liminar fixa de distância para Dabi, meu pai não pode se aproximar mais de quê 150 metros do meu irmão.

— Hmmm, entendo... E ele falar que eu vou conhecer seu pai se refere... — Shouto engoliu em seco e passou a mão na nuca, Midoriya sentiu o nervosismo partindo do mais novo.

— Não, não eram meus planos que você ficasse sozinho esse final de semana, mas nem de longe eu queria que você conhecesse meu pai. Ele até hoje não lida bem com a ideia de eu ter uma True Mate e eu nunca ter tido um parceiro, a realidade é que ele ainda continua cheio de vontade de me fazer casar com alguém que ele queira... — Shouto suspirou cansado. — E eu não quero que você veja como... Não quero que você se machuque.

Midoriya sorriu ao alfa e lhe beijou os lábios.

— Não acha que para essas coisas precisa saber a vontade da outra pessoa? — A linha dos lábios de Todoroki se tornaram uma linha fina e suas sobrancelhas franzidas fazia Midoriya segurar o sorriso, mas o esverdeado se conteve e limpou a garganta. — É mais do que óbvio que eu nunca deixaria você sozinho dessa forma, afinal não sei se você sabe, mas tanto o seu cheiro está em mim, como o meu cheiro está em você; e não é como se eu tivesse medo de alguém como seu pai... Um pouco de raiva talvez, e até mesmo nojo, mas acho que não tenho medo; E não é bem melhor enfrentarmos logo seu pai? Sem esconder nada, sem nos expor a algo pior?

Todoroki não respondeu apenas olhando para o esverdeado, como se Midoriya fosse talvez um alien. Depois de Midoriya arquear uma sobrancelha a Shouto que ele limpou a garganta.

— Você... Você iria? — Midoriya sorriu doce ao alfa.

— É claro que sim Shouto, desculpa, mas eu já tenho 30 anos Shouto, ficar se preocupando com o que seu pai pensa de mim ou possa fazer contra mim não é lá algo que eu realmente queira. Ser fácil não vai ser, mas eu não ligo, eu já vivi com alguém explosivo como o Kaachan então não é muita coisa que me tira do sério.

O tabu chamado “Katsuki Bakugou” ou “Kaachan” ainda estava sendo superado, Midoriya acreditava que agora melhor que antes, já que ele podia sentir as emoções de Todoroki — essas que como o próprio alfa era a personificação de tranquilidade — e mesmo que muito suaves por mais que devastadoras, no seu próprio modo, Midoriya agora sabia como Shouto se sentia em relação ao seu parceiro alfa falecido. E da mesma forma Shouto agora sabia como Midoriya se sentia em relação a Katsuki.

— Eu... Não vou entrar nesse assunto... Mas sinto que gostaria de falar algo pra mim. — Shouto diz analisando o seu ômega que assentiu com a afirmação feita a Todoroki, desde que Ochako havia comentado sobre o assunto, a ideia não sairá ainda da mente de Midoriya e ele realmente precisava compartilhar isso com Shouto, mas antes, precisava conversar com Kirishima, afinal, Izuku se sentia quase no dever de conversar com Kirishima, exatamente como havia feito com ambos os pais de Katsuki antes de realmente levar o relacionamento com Shouto a outro tipo de patamar e profundidade.

— Bom... A algo que eu realmente queria falar. — Shouto assentiu vendo e sentido o nervosismo do ômega. — É um assunto delicado, mas acredito que bem mais simples que o seu pai. — Midoriya diz brincando com o azar. — Bom... Você se lembra que eu te falei que eu fui visitar os pais do Kaachan? — Shouto assentiu. — Bom... É que antes que eu e o Kaachan ficássemos juntos, ele esteve em um relacionamento, com um alfa; e foi até mesmo por intermédio de um amigo desse alfa que eu e o Bakugou voltamos a nos falar quando eu estava na faculdade. Foi um acaso, e bom... Eu e Bakugou mesmo tendo uma relação meio conturbada sempre tivemos o que se poderia classificar como...

— Tensão sexual? — Shouto respondeu rápido, porque fora essa palavra que Ochako usou classificar o motivo da relação de MIdoriya com Bakugou quando Shouto a questionou certo dia.

— Isso. — Midoriya assentiu. — Tínhamos muita tensão sexual, em uma festa por acaso onde o namorado dele não estava, minha bebida foi batizada e ele bebeu mais do que devia acabamos dormindo juntos. No dia seguinte, conversamos e concordamos que nunca ia acontecer de novo, porque o namorado dele era um grande amigo meu, e ele gostava mesmo do namorado. — Midoriya diz entrelaçando os dedos sobre o peito. — Mas foi questão de meses para acontecer de novo, e de novo, e de novo... Até que, eu passei um cio com ele; O namorado dele já sabia mas estava relevando, achando que era momentâneo... Ambos eram alfas, então de certa forma eles relevavam certas coisas entre si; mas depois do cio ter acabado o namorado dele conversou comigo e depois conversou com ele... Eu até hoje não entendo muito o que aconteceu, mas eles terminaram, e meses depois estávamos juntos.

— Ai ele te marcou... — Shouto diz e Midoriya concorda.

— Anos depois ele me marcou. — Midoriya diz revirando os olhos

 — E essa história serve pra falar que você quer ir conversar com o ex namorado do Bakugou? Mas ele não foi um simples namoro? — Shouto questionou e Midoriya deu um sorriso amarelo.

— Bom... Não exatamente, e você já o conheceu, o nome dele é Kisihima e ele era o parceiro de Katsuki no serviço.

Sem reação Todoroki fitou Midoriya, talvez tentando se lembrar do nome. Foi quando Shouto arregalou os olhos levemente e apontou para a trás.

— O policial que a Ochako-san trouxe no dia em que seu cio acabou... Ele era... — Midoriya assentiu;

— Sim... Quando eu ainda estudava faculdade, ele ainda não conversava comigo, mas depois que o Katsuki virou policial ele se tornou o parceiro do Bakugou; E durante a época que Katsuki e eu moramos juntos, logo após o Kaachan me marcar, ele visitava a nossa casa, quando o Bakugou morreu ele disse que, ele só havia deixado o Kastuki comigo apenas porque eu era a paixão de infância do Bakugou e se ele não abrisse mão do Kaachan, ele não se sentia bem consigo mesmo.

— Então, você quer ir conversar com alguém assim? — Midoriya assentiu.

— Desde aquele dia sinto que ele manteve ressentimento sobre mim, porque o padrão de um ômega marcado sem parceiro é o ômega permanecer sozinho.

— Eu não vejo problemas, eu só peço que você tome cuidado, porque se você sofrer.... Eu sofro.

Midoriya riu suavemente beijando a boca de Todoroki.

— Essa frase nunca foi mais verdadeira.



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