História No Words. - Capítulo 10


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Chenle, Haechan, Jaemin, Jeno, Jisung, Mark, Personagens Originais
Tags Drama, Haechan, Jaeje, Jaemin, Jeno, Mark, Markchan, Markhyuck, Nct, Romance, Yaoi
Visualizações 198
Palavras 2.504
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


volteiiiikkkk

Capítulo 10 - Capítulo IX - Sempre aqui pra você.


Havia se passado dois dias desde o acidente com Donghyuck e obviamente o mesmo não estava indo para aula. Naquele dia ele prometera que visitaria o colega, e paixonite. Depois de admitir para si mesmo seus sentimentos, ele se sentia mais do que estranho. Era como se seus olhos tivessem sido abertos, e desde então sua mãe estava insuportável.

— Então quer dizer que você vai visitar seu amado hoje? – Sorriu, se esparramando no sofá.

— Você ficou impossível depois que eu te contei meu segredo, né?

— Ah, vamos lá, qual o problema de te provocar um pouquinho? Meu filhote tá amando, isso é inédito pra mim.

— Não tem nada de inédito nisso, eu estou envergonhado.

— Ah, não tem porque se envergonhar. Se você gosta dele, vá em frente!

— E se ele me odiar, se um dia eu contar pra ele e… – Bagunçou os próprios cabelos, nervoso.

— Esse menino nunca te odiaria. E você é um garanhão, quem resistiria?

— Mãe, por deus, pare. – Torceu o nariz. — O que eu tenho de especial? O que eu posso oferecer pra ele? Eu nunca vou expor meus sentimentos pra ele se isso significar perder um amigo precioso.

Sua mãe revirou os olhos. Adolescentes eram tão complicados.

— Mark, faça como quiser e quando estiver pronto. Mas guardar algo tão importante desse jeito por muito tempo pode lhe fazer mal.

— Eu mal descobri meus sentimentos, preciso de um tempo para me acostumar a eles.

Ela assentiu.

— Não está na hora de se encontrar com Donghyuck? – Indagou, o garoto se sobressaltou, corando. Novamente deu uma ajeitada nas roupas, passou a mão nos cabelos, se entupiu com seu perfume favorito e respirou fundo. Ok, seria simples, ele visitaria Donghyuck e nada mais. Claro, sim. Perfeitamente.

— Bobão apaixonado. – Cantarolou a mãe, se divertindo com a postura do filho. Mark franziu a testa, bravo. — Ok, desculpa.

Ele saiu porta a fora, pegando sua fiel bicicleta, a garanhão, saindo portão afora. Sorriu para si mesmo enquanto pedalava. Calças jeans eram desconfortáveis mas valia a pena desde que ele ficasse bonito.

Donghyuck estava com o pé esquerdo apoiado em uma montueira de travesseiros fofinhos, para amenizar a dor e melhorar a circulação sanguínea. Ele estava esperando Mark visitá-lo. Naquela manhã Jaemin viera e fizera questão de dar comida na sua boca, só faltava Mark tratá-lo igual. Ele torcia para que não. Suspirou, olhando para suas cicatrizes do acidente. Arranhões disformes e terríveis ocupavam seus cotovelos e o dorso da mão. Sua bochecha ainda tinha um curativo juntamente com a testa que estava enfaixada de mal jeito com alguma gaze e esparadrapo.

Sua mãe apareceu na porta, as sobrancelhas unidas, e ele soube instantaneamente que era Mark quem estava ali. Ele e Lee Minjee, sua mãe, não estavam totalmente acertados. Ambos ficavam sem graça no mesmo ambiente e ele sabia que a mãe estava tão preocupada quanto podia. Não negava que ele também tinha sido rude, afinal, tinha seus defeitos. Mas ainda assim… era complicado. Donghyuck esperava que as coisas se acertassem logo.

Logo em seguida ele ouviu passos abafados, um som seco e pesado de pés no chão. Era Mark. Ele estava parado em sua frente, segurando uma sacola azul entre os dedos, apenas com as meias brancas nos pés, calças jeans pretas e camisa simples branca com uma estampa qualquer. O canadense parecia muito bonito por mais simples que estivesse.

— Oi. – Moveu os lábios finos, sorrindo. Sua mãe pageava a cena por trás. Donghyuck pediu com o olhar que ela os deixasse sozinhos. E ela o fez.

— Oi, Mark. – Sorriu de volta, se ajeitando na cama. Donghyuck gemeu ao ter seu pé movido levemente.

"Como você está?" Coçou a nuca, sentando-se ao seu lado, a cama fofinha afundando conforme ele se postou. "Eu… soube que você gosta de ler, então trouxe dois dos meus livros favoritos pra te emprestar." Tirou dois livros bem conservados e grandes de dentro da sacola, corando.

"Obrigado." Pegou ambos os livros observando os títulos. Livros de romance policial. Pareciam interessantes, ele os analisou, antes de encarar Mark novamente. Ele estava levemente vermelho, porque motivo? Não sabia.

"De nada." Pegou uma das mãos de Donghyuck, o coração acelerado. "Bem, agora me diga… como você está?" O encarou no fundo dos olhos, vendo este desviar o olhar timidamente. Sua vez de ficar vermelho.

"Ainda me recuperando." Respondeu por fim. "Minha perna dói."

Mark desceu o olhar por suas pernas descobertas, desde as coxas grossas até os pés descalços, um deles encoberto por gesso. Donghyuck prendeu a respiração diante daquele olhar. Era diferente, novo. Mark pareceu acordar de um transe, umedecendo os lábios.

— Está tomando remédio pra dor? – Perguntou em voz alta, se culpando por encarar Donghyuck daquela maneira. Apertou suas mãos, as acariciando com um dos polegares.

— Estou, mas não ajuda muito. – Resmungou, falando um pouco alto de mais. Ele assentiu.

"Eu tava preocupado." Se aproximou, encostando sua cabeça em um dos ombros de Donghyuck que respirou fundo. O que estava acontecendo?

— Exagerado. – Murmurou, acariciando seus cabelos com uma das mãos, arranhando sua nuca suavemente. Mark suspirou, enterrando seu rosto na curva do pescoço de Donghyuck, aspirando seu cheiro.

— Eu só me preocupo. – Sussurrou em seu ouvido, os pelos da nuca se arrepiando com seus lábios tão perto de um local sensível. Donghyuck poderia permanecer daquele jeito para sempre. Era confortável ficar com Mark, leve, gostoso. E com todos aqueles toques… Donghyuck estava começando a se sentir bem confuso em relação a gostar de Mark. Porque ele gostava dele, mas e se Mark só fizesse aquilo por fazer? Afinal, desde o começo ele sempre fora muito leve e confortável quanto a toca-lo. Era reconfortante que ele fosse o único a fazê-lo também, tinha de admitir.

— Eu sei. – O abraçou, e Mark arregalou os olhos, retribuindo o gesto. Ok, aquilo estava ficando um tanto quanto intenso, precisava cortar pela raíz antes que fizesse besteira. Se afastou, bagunçando os cabelos de Donghyuck com uma das mãos, sorrindo sem graça.

"Conte comigo sempre. Eu sempre vou estar aqui, Hyuck." Explicou, ainda acariciando seus cabelos castanhos e macios.

"Então… se eu morresse, você sentiria minha falta?"

Por deus, sim.

"É claro!"

"Então… eu não sou inútil, não é? Eu sou alguém, Mark, eu quero ser mais que um dependente dos outros."

"Pare, nem comece." Virou o rosto, emburrado. "Você me irrita quando se chama de inútil."

"Mas eu arrasto você e Jaemin para o que há de pior na escola. Era pra vocês dois serem super populares com toneladas de meninas ao redor e…"

"Eu não quero toneladas de meninas ao meu redor. Eu quero você do meu ladinho, exatamente como está."

"Eu?" Apontou para si mesmo, surpreso. Ops, esse era um pensamento para ser guardado, mas já que tinha escapado, ele não se importava.

"Sim, você." Sorriu, roçando seus dedos na palma de sua mão, delicadamente.

"Mas você é tão bonito e deveria ser popular e…"

Mark arqueou as sobrancelhas.

"Eu sou bonito?" Sorriu de lado, se aproximando. Donghyuck grudou o corpo contra a cabeceira da cama, nervoso.

"Se eu disser que sim, você vai se achar muito?"

— Pra sempre. – Cantarolou, se afastando, vendo Donghyuck soltar a respiração.

"Convencido."

"Se você disse que eu sou bonito, então eu acredito." Constatou, passando a mão pelos cabelos. "Minha mãe diz que eu sou lindo, mas mães não contam."

Donghyuck riu sonoramente, colocando uma das mãos na barriga, subitamente sentindo dor. Ele tossiu de leve para afastar a sensação das costelas doloridas. Ainda lembrava de cada chute que recebera de Lee Kwan naquele dia. Mark pareceu analisá-lo, até erguer uma das sobrancelhas.

"Minha mãe não costuma dizer que eu sou bonito." Deu de ombros.

"Mas você é lindo." Passou uma das mãos pelo rosto de Donghyuck, sentindo suas bochechas esquentarem por debaixo dos seus dedos que roçavam sua derme.

"Você gosta de me tocar, né?" Afastou as mãos de suas bochechas. Mark assentiu, na maior cara de pau.

"Se você não gosta, eu vou parar." Prometeu, sorrindo.

"Eu não disse que eu não gosto." Tentou ajeitar a perna, seu tornozelo queimou.

"Então gosta?" Questionou, observando Donghyuck tentar mover sua perna para o lado, não conseguindo. Mark pediu permissão com os olhos, levando uma de suas mãos por debaixo do gesso do Lee mais novo, o ajeitando com cuidado. Donghyuck sorriu.

"Porque eu tenho que responder isso?" Cruzou os braços. "Obrigado por me ajudar."

"Como eu disse, tô aqui sempre que precisar." Repetiu, observando o ambiente onde estava. Seu quarto continuava o mesmo. Mark observou a varanda, o ipê florido do outro lado da janela. Tão bonito.

"Você e Jaemin são duas pessoas maravilhosas, sabia?" Cutucou Mark, que pediu para que ele sinalizasse novamente. Ele o fez.

"Me sinto honrado." Sorriu, se curvando.

"Sério, Mark. Você não se importou com minha condição desde o início." Baixou o olhar, um sorriso estampando seu rosto.

"Claro que não, porque me importaria?" Apoiou uma das mãos no queixo, se debruçando sobre Donghyuck que se ajeitou melhor para acolhe-lo.

"É que… bem… você sabe como as coisas são." Deu de ombros.

"As coisas são uma droga." Constatou. "Mas você tem a mim e a Jaemin. Lee Kwan é um idiota completo."

"Um idiota bem forte." Ergueu a camiseta, expondo os roxos perto das costelas. Mark arregalou os olhos, tocando de leve um dos machucados. Donghyuck subitamente se sentiu envergonhado e estapeou a mão de Mark para longe, corado.

"Ele fez isso?" Seus olhos queimaram em fúria.

"Eu não queria mostrar uma coisa dessas… eu briguei com a minha mãe no dia em que Lee Kwan me bateu."

"Foi no dia que você socou ele?"

— Sim. – Falou, assentindo.

"Hyuck... Foi por isso que você não foi pra aula." Pareceu entender e então entristeceu a expressão.

"Foi."

"Eu vou quebrar a cara dele." Esbravejou.

"Ah, vai, Mark Lee." Ironizou.

"Não seja irônico."

"Não fui."

Antes que Mark lhe repreendesse, Minjee entrou no quarto de supetão, com um avental preso a cintura. Ela observava os dois garotos que conversavam antes, e acabara entendendo um pouco da conversa. O modo como Mark se aproximava do seu menino, como o tocava, como o olhava.

— Querem descer? Hyuck, eu fiz um café da tarde pra você. – Disse, suspirando. Donghyuck leu seus lábios, olhando para Mark e então para seu pé. Como diabos ele chegaria a cozinha? Mark pareceu acordar pra vida e cutucou Donghyuck.

"Eu ajudo você a descer."

"Tem certeza?"

"Claro." Sorriu. Donghyuck fez um esforço para se sentar de lado na cama. Sua mãe sorriu fraquinho, vendo Mark pegar um de seus braços e o passar por cima do ombro, lhe ajudando.

— Eu ajudo. – Ela se postou do outro lado, passando o outro braço de Donghyuck por seu ombro. Ambos carregaram o garoto até a cozinha, fazendo com que ele se sentasse em uma das cadeiras.

"Está bem? Como está a perna?" Perguntou a mãe. Donghyuck fez uma careta dolorida.

"Doendo um pouco."

Mark ajudava Donghyuck em tudo o que ele precisava, lhe alcançando utensílios, pondo um pedaço de bolo em seu prato ou sorrindo em sua direção como um completo bobão. Donghyuck não podia negar que gostava de toda atenção que recebia de Mark. Talvez ele devesse quebrar o pé de novo? Deus, em que besteira ele estava pensando? Tudo isso pela atenção de Mark? Chacoalhou a cabeça.

Em pouco tempo Mark teve de ir embora, estava ficando tarde. Ele ajudou a levar Donghyuck de volta para o quarto, ainda o paparicando. A mãe do menino observava de longe toda a situação, se arrependendo em desconfiar daquele garoto.

Quando Mark se despediu de Donghyuck com beijo estalado e demorado na bochecha, ele descera as escadas, dando de encontro com Minjee.

— Ah, obrigado por me deixar ver o Donghyuck, senhora Minjee. – Se curvou lentamente.

— Não por isso. – Respondeu, acompanhando o garoto até o portão. — Eu tenho que agradecer você por cuidar do meu menino com tanto amor.

— Oi? – Sentiu as bochechas esquentarem.

— Nada, nada. – Acenou. — Volte em segurança, e se quiser, venha mais vezes. Tenho certeza de que o Hyuck vai literalmente pular da cama tentando te ver.

— Então pode deixar que eu venho. – Montou na bicicleta, acenando para a mulher que lhe deu um último sorriso.

Ela observou Mark sumir no fim da rua, pedalando rápido contra o pôr do sol. Ela precisava conversar com o filho.

Minjee subiu as escadas pensando no quanto Mark era amoroso com Donghyuck, no quão dedicado se encontrava em aprender libras, no quanto ele queria Donghyuck por perto. Ela diria facilmente que ele gostava de Donghyuck.

Entrou no quarto do filho, que encarava a janela, passando a mão pela bochecha repetidamente.

"O que tem em sua bochecha?"

"Ah, mãe." Retirou sua mão dali rapidamente.

"Mark lhe beijou aí, né?" Sentou no pé da cama. Donghyuck se encolheu tanto que pensou que o menino fosse sumir.

"Sim." Respondeu, derrotado.

"Você gosta dele, né?"

Donghyuck pensou um pouco, respirando fundo.

"Gosto. A senhora tem algum problema com isso?"

"Não." Respondeu, pondo uma mecha de cabelo por detrás da orelha. "Aliás, eu acho que ele gosta de você também."

"Besteira, Mark é carinhoso por natureza."

"Não, ele gosta de você." Sorriu fraco. "Sabe Hyuck, eu queria pedir perdão. Perdão por ser uma mãe horrível, por não estar aqui pra você quando você mais precisou. Você sempre foi meu melhor amigo, e não quero perder isso."

"Mãe… a culpa não é sua. Eu disse coisas horríveis também."

"Se quiser eu derrubo aquela escola agora mesmo. É só me falar, segunda eu vou falar com a diretoria sobre Lee Kwan. Aquele moleque dos infernos nunca mais vai chegar perto de você e eu não vou fazer acordo nenhum com a mãe dele."

Donghyuck sentiu os olhos encherem d'água. Ele assentiu, puxando a mãe para um abraço.

— Desculpa, mãe.

— Pelo que, meu filho?

— Desculpa. – Sussurrou. Ele sabia pelo que estava pedindo desculpas. Por tentar acabar com a própria vida, por desistir. Sua mãe o apertou contra si, sorrindo.

Mark só faltava pular no lugar quando chegou em casa.

— Se você se arrebentar na escada de novo, eu não vou te juntar. – Berrou a mãe da cozinha. Ela comia a janta sozinha, as unhas bem pintadas e os cabelos presos num rabo de cavalo perfeito. Bonita, como sempre.

— Não vou me arrebentar em lugar nenhum. – Comentou, sorrindo. — Mãe eu beijei o Hyuck.

Ela quase pulou da cadeira.

— Quê? Mas já? Pensei que ia esperar…

— Quê? Não! Eu beijei a bochecha dele. – Ela revirou os olhos. — Se bem que eu já tinha feito isso no hospital.

— Um escândalo desses por conta de um beijo na bochecha. Imagina quando for na boca.

— Quando for na boca, se acontecer um dia, você vai saber só de olhar pra minha cara.


Notas Finais


quanta glicose
adoro


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