História No Words. - Capítulo 9


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Chenle, Haechan, Jaemin, Jeno, Jisung, Mark, Personagens Originais
Tags Drama, Haechan, Jaeje, Jaemin, Jeno, Mark, Markchan, Markhyuck, Nct, Romance, Yaoi
Visualizações 93
Palavras 3.056
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


meu deus vão me esfolar nesse capítulo

Atenção: esse capítulo pode conter algum possível desconforto para algumas pessoas

Capítulo 9 - Capítulo VIII - Acidente.


Donghyuck havia acordado naquela manhã com uma infernal dor de cabeça e também com os ouvidos doendo. O barulho fora de casa o incomodava incessantemente, afinal haviam carros passando ali e não era uma localização muito tranquila, como ele de fato precisava.

Se levantou, esfregando os olhos, logo checando o celular em busca de mensagens de Mark. No dia anterior havia discutido com a mãe e tratou o garoto com frieza desmedida o que o fazia ter raiva de si mesmo. Bocejou, abrindo a conversa com Mark, vendo que de fato existia uma mensagem ali.

Mark

8:39: Donghyuck, oi

8:32: dormiu bem?

8:33: você está bem?

O Lee mais novo sorriu, digitando rapidamente uma resposta.

9:00: Oi, acho que dormi bem

Acordei com dor de cabeça

Mark não respondeu. Deveria estar ocupado. Desceu as escadas, ainda com o celular na mão, sentando-se a mesa, servindo-se de café quentinho e pão com manteiga. Sua mãe observava todos seus movimentos, inclusive o fato de Donghyuck estar obcecado com o celular. Ela tentara se esquecer da briga do dia anterior, mas as palavras do filho eram como facadas em seu peito exposto. Ela ainda pensava em tudo o que havia sido dito e suspirava a cada dois segundos. Tentou puxar uma conversa como se nada tivesse acontecido. Donghyuck certamente percebera aquilo.

"Filho, o que você tanto olha?"

"Estou esperando Mark me responder." Explicou, mordiscando seu pão, tomando um gole de café no processo. Seu pai o encarou confuso. Donghyuck desviou o olhar, ainda magoado, as costelas doloridas.

"Hyuck, quem é Mark? Por que eu estou por fora das coisas?" Reclamou, Donghyuck forçou um sorriso.

"Mark é meu amigo, pai." Gesticulou, vendo o pai compreender a situação.

"O que vocês tanto conversam pra que você fique ansioso assim?" Perguntou o pai, lendo o jornal do dia.

"Bem, nada de mais." Deu de ombros. "Coisas comuns."

"Eu não gosto desse garoto." Reclamou a mãe, franzindo a testa. "Ele te fez chorar."

"Eu já disse que a culpa não foi dele." Emburrou, o pai acompanhando a conversa confuso. O filho não lhe contava lá muitas coisas, então tinha de ficar sabendo as coisas por conversas paralelas. Às vezes sentia que Donghyuck tinha um pouco de receio quanto a ele, o que o deixava um pouco triste.

"Eu quero acreditar que não foi." Encarou o filho que revirou os olhos, farto daquela discussão. Farto sobre como ela agia naturalmente diante da discussão do dia anterior. Era como todos os dias, seria ignorado, a representação casual de sua vida. Nada mudava, não importava o quanto tentasse. Ai menos se Donghyuck tivesse a voz necessária para lutar por ele mesmo…

"Estou com dor de cabeça." Reclamou, massageando as têmporas suavemente, fechando os olhos no processo.

"Então larga o celular." Pegou o aparelho da mão do garoto, o confiscando, brava.

— Mãe! – Tentou pegar o objeto, sem sucesso.

— Ah, o senhor falou é? Isso é tão importante assim? – Terminou de sinalizar, cruzando os braços.

— Minjee, não seja mal com ele. – Repreendeu Lee Young, a olhando por cima do jornal.

— Ele acordou com dor de cabeça de novo, a culpa deve ser desse celular. Por que foi que demos um pra ele mesmo?

Donghyuck franziu a testa numa careta.

"Não só minha cabeça dói, mas meus ouvidos também. Parecem que vão explodir."

"Temos que marcar um médico pra você, sabe que sua audição está piorando aos poucos. Precisamos de um acompanhamento melhor."

"Eu sei que um dia vou ficar completamente surdo." Remexeu a caneca com café, vendo a fumaça girar em espirais em sua frente.

"Esse não é o ponto. Temos que cuidar da sua saúde."

"Não preciso de médico."

Sua mãe revirou os olhos, abrindo a conversa com Mark, o celular apitando duas vezes. Donghyuck trincou os dentes.

Mark

9:30: tomou algum remédio, hyuck?

9:30: resolveu as coisas com sua mãe?

9:30: desculpe me intrometer desse jeito...

Minjee devolveu o celular ao filho depois de ler as mensagens. Ela mordeu o canto da bochecha, logo pensando no que Donghyuck teria falar para Mark. 

"Mark perguntou se você tomou algum remédio." Tomou um gole de seu café, observando o filho agarrar o celular de sua mão quase desesperado.

9:31: acho que vou tomar um remédio para dor

9:31: não se desculpe... Só não consigo falar agora.

Terminou de digitar, sorrindo fraco pela preocupação de Mark consigo. Só Mark mesmo para lhe fazer sorrir naquele momento de merda.

— Eu não gosto desse garoto. – Murmurou Minjee irritada.

— O que é que esse menino fez de ruim, Minjee? – Sinalizou o pai. Donghyuck fechou a cara mais ainda se possível.

"Ele não fez nada, nada pai." Respirou fundo. "As pessoas que realmente me fazem mal, minha mãe perdoa."

Minjee arregalou os olhos com aquela frase. Era mentira, mentira. Seus olhos brilharam em algo como uma fúria instantânea.

"Não fale assim, moleque."

"Ou o quê? Vai negar que eu apanho na escola e você deixa sempre como está?" Explodiu, se levantando da mesa.

"Eu não faço isso, sente-se agora." Ordenou, ainda com raiva. "Eu estou mandando." Teriam mesmo aquela discussão logo no café da manhã. Lee Young se alarmou, largando o jornal.

"Não." Negou, pegando sua mochila e a enfiando nas costas. "Não mais."

"Você sabe que é mentira."

"Por que é que deixa sempre como está? Por que nunca me deixou frequentar uma escola para surdos? Eu não sofreria tanto com todas a situações que eu passo se você tivesse feito diferente!"

"Filho, se acalme." Pediu o pai, se levantando devagar.

"Isso está ficando ridículo. Se quer saber, Jaemin já apanhou por mim."

"Como assim?" Questionou, os olhos arregalados.

"Exatamente mãe, não importa o quanto eu tente, eu sempre sou ridicularizado, alvo de piadas. Eu sou inútil." Apontou para si mesmo. "Se eu fosse como todos, você me amaria mais?"

— Donghyuck! Cale a boca!

Tapou os ouvidos com as mãos, os ouvidos doendo, a cabeça explodindo.

— Não! – Berrou.

O garoto saiu porta a fora sem se importar com a mãe atrás de si. Virou a esquina, de cabeça quente, indo para o ponto de ônibus. Donghyuck estava possesso. Sua mãe pouco se incomodava em fazer várias coisas. Talvez fosse injustiça com a própria mãe, mas sobre a questão da escola… aquilo, aquilo não tinha perdão. Sempre entrara em acordos com a escola ou com a mãe de Lee Kwan pedindo mil perdões pelo filho e nunca fazendo nada para acabar com o bullying que sofria. Inútil, lixo dispensável. Quem precisava dele mesmo? Mark não precisava de alguém como ele, Jaemin não merecia gastar sua energia espancando alguém no seu lugar. Não importava de que ângulo olhasse, ele ficava cada vez pior. Sentiu seus olhos marejarem.

Fraco, covarde.

Parou de andar no meio da faixa, fechando os olhos. Antes que pudesse olhar para o lado um carro veio em sua direção. A última coisa que ouviu foi o barulho de uma buzina se aproximando. E ele torceu para que fosse levado embora, para que aquele carro lhe acertasse tão forte que ele perdesse a consciência.

Mark havia estranhado a falta de Jaemin e Donghyuck na escola naquele dia. Geralmente os dois chegavam juntos, já que moravam perto e pegavam o mesmo ônibus. Estava preocupado, será que ambos teriam cabulado aula, ou Donghyuck havia passado tão mal que não viera a escola? O canadense roía a unhas em preocupação. O dia anterior havia sido tenso, e o fato de Donghyuck ter escondido seus problemas dele o deixava ainda mais preocupado.

Lee Kwan parecia até mais quieto naquele dia, afinal, não tinha ninguém pra incomodar. Cara babaca, as vezes ele direcionava seu melhor olhar furioso na direção daquele garoto, que respondia na mesma intensidade.

Mas foi no recreio que receberá a notícia, aquela notícia.

— Alô? – Viu o número de Jaemin na tela e atendeu imediatamente. — Tá tudo bem? Por que vocês faltaram? – Perguntou afobado.

— Donghyuck está no hospital. – Informou, a voz abafada.

— O que houve? – Questionou, aflito, as palmas da mão começando a suar.

— Hyuck foi atropelado. – Ditou, por fim. Mark congelou no lugar. Aquilo era mentira, certo? Certo. Claro, Jaemin estava brincando. Riu pelo telefone. — Porque você tá rindo, idiota? Isso é sério! – Berrou, extremamente irritadiço.

— É brincadeira, né?

— Não! Ele está sendo atendido agora, ao que parece ele não viu um carro vindo quando foi atravessar a rua.

— Onde ele está? Em que hospital? – Respirou com dificuldade, não, não, não. Seu corpo tremia a cada respiração.

— No regional, eu e a família dele estamos na recepção esperando algum médico vir dar notícias sobre ele. Pensei que tinha que te ligar.

— Meu deus. – Murmurou para si mesmo. — Eu vou direto praí. A aula já tá acabando, me mantenha informado. Nem que eu seja expulso por usar o celular.

Desligou o celular antes que Jaemin respondesse e esperou a aula acabar — o que foi uma tortura lenta e terrível — para montar na bicicleta surrada e sair pedalando na velocidade da luz até o hospital. Quase que ele fora atropelado também no processo, e se fosse, ele realmente não ligaria. Estava tão preocupado que além de quase ser atropelado, quase atropelara também. Seus cabelos voavam contra o vento, as bochechas ficando rosadas, ele estava correndo contra o tempo para vê-lo.

Quando chegou no hospital enxergou Jaemin sentado na recepção acompanhado da mãe e ao que parecia, o pai de Donghyuck. Correu na direção de Jaemin, trombando com ele. Alguns pacientes e familiares que estavam ali o encararam torto.

— Ai! Tá louco? Quer me matar? – Empurrou ele de leve, erguendo uma das sobrancelhas. Por que Jaemin estava tão malditamente calmo?

— Por que você tá tão calmo? Cadê o Hyuck? O que aconteceu? Ele tá bem? Me diz!

— Calma! Uma pergunta de cada vez! – Suspirou, abanando a cabeça.

A mãe de Donghyuck tinha os olhos vermelhos por chorar e estava abraçada ao homem ao seu lado.

— Ele não ouviu o carro vindo. – Ela disse, a voz tremida. — Nós brigamos e ele foi sozinho para o ponto de ônibus.

Mark franziu a testa, começando a entender a situação e desejou não ter entendido.

— O que aconteceu com ele, senhora Minjee? – Questionou, as pernas doloridas de tanto pedalar.

— Luxou o pé. Está colocando gesso agora. – Fungou, limpando as lágrimas. Mark quase desmontou no chão. — Ele ganhou alguns arranhões, mas fora isso, só deslocou o tornozelo.

— Que alívio. – Murmurou. — Quando Jaemin me ligou no meio da aula eu quase surtei...

— Logo, logo, ele está liberado. Só vai ficar em observação porque bateu a cabeça. – Explicou Jaemin.

— Vocês… já viram ele?

— Seus pais já. Eu? Não.

— Vocês podem vê-lo meninos. O médico disse que é só um por vez…

— O senhor deve ser o pai do Hyuck. – Constatou, o homem assentiu. — Prazer, Mark. – Entendeu a mão que foi apertada firmemente.

— Entendi. Então você é o famoso Mark? Donghyuck chamou por você, por isso Jaemin te ligou. – Corou, arrastando os pés no chão com a notícia. Então… Donghyuck havia chamado por si? Seu coração disparou involuntariamente.

— Hm, é, que…bom. Digo… eu quero ver ele, se possível.

— Você pode ir na frente. – Comentou Jaemin, sorrindo fraco. — Ele deve querer te ver mais do que eu. – Apontou pra recepção.

— Posso? – Pediu permissão aos pais que assentiram.

— Mark, seja rápido, só o que peço. Eu quero ficar ao lado do meu menino. — A culpa lhe pesava toneladas, ela só esperava que Mark falasse com Donghyuck e arrancasse alguma explicação de seu menino.

Ele assentiu, indo até a recepção e fazendo um breve cadastro, ganhando um adesivo de "visitante" para colar na camiseta. Mark foi guiado a ala de ortopedia, num quarto sozinho com um leito só. Ficava do lado de uma pequena janela.

Então ele pode ver Donghyuck. Ele estava com um gesso no pé, sentado, arranhões por todo o corpo, um curativo na testa e outro na bochecha. Parecia distraído. Mark se aproximou, pondo uma das mãos em seu ombro. O garoto se sobressaltou, olhando Mark e baixando a cabeça logo em seguida.

— O que você fez? – Repreendeu, os olhos enchendo da lágrima.

"Nada." Ele gesticulou. "Eu não fiz nada."

"Mentira." Trincou os dentes, o maxilar rígido. "Acha que sou burro?"

Donghyuck baixou a cabeça, Mark sabia o que ele tinha feito.

"Eu só queria…"

"Matar todo mundo de susto?" Completou, gesticulando com raiva. "Eu recebi a notícia na aula, tem noção do quão preocupado eu fiquei?!"

Novamente, cabeça baixa. Ele não estava em posição de relutar. Sabia o que tinha feito, e não se orgulhava disso.

"Você podia ter falado comigo, ou esperado Jaemin. Mas não, resolveu fazer as coisas por conta própria…"

"Eu já me arrependi, está bem?" Franziu o cenho, os braços doloridos e arranhados.

"Que bom, por que você quase me matou do coração." Suavizou a expressão, se aproximando. Donghyuck pareceu engolir em seco. — Que merda, Hyuck.

Então o agarrou, encaixando Donghyuck em um abraço apertado. Donghyuck retribuiu o carinho, o apertando contra si. Mark era quentinho e seu abraço era confortável, seus braços o rodeando pareciam perfeitos. Mark apoiou o queixo no topo de sua cabeça, depositando um beijinho ali, deixando Donghyuck vermelho. O mesmo levou as mãos até o rosto de Donghyuck e então deixou um beijo em sua testa, perto do curativo.

"Pra sarar mais rápido." Sorriu, apertando uma de suas mãos, fazendo um leve carinho nelas com o polegar.

"Bobo." Riu com esforço.

"Nunca mais faça isso." Apertou os lábios, voltando a postura séria. "A partir de hoje, você me avisa quando sai de casa, e então, eu te busco." Apontou para o mesmo, que revirou os olhos.

"Aposta quanto que Jaemin vai dizer a mesma coisa? Seus dois superprotetores."

"Eu não precisaria ser assim se você não fizesse esse tipo de coisa." Repreendeu o mais novo que se encolheu. "É pra ficar com peso na consciência mesmo, o que você fez não tem perdão."

"Você está muito bravo comigo?"

"Eu estou furioso!"

"Muito?" Levantou uma das sobrancelhas. Mark se aproximou.

"Muito." Levou uma de suas mãos até sua bochecha inchada, acariciando-a de leve. "Mas estou feliz por você estar bem, e vivo."

"Então… vai demorar até você ou meus pais me perdoarem?"

"Seus pais eu não sei, mas por mim… vai ter que me convencer a te perdoar por uma coisa dessas. Embora eu saiba que você precisa de ajuda pelo que está sofrendo. Não posso te condenar totalmente por uma falha de todos ao redor. Era nossa obrigação ver o quanto você não estava bem. Eu deveria estar lá pra você."

Suspirou, se afastando.

"Eu… não sei o que dizer." Lágrimas escorreram de seus olhos. "Na hora eu não pensei, eu só queria sumir." Limpou as lágrimas teimosas. "Você sempre esteve lá para mim, a culpa é minha por ser egoísta."

Mark negou.

— Eu detesto ver você chorando, Hyuck. – Sussurrou, o puxando novamente para um abraço. — Eu gosto tanto, tanto de você… o que eu faria se você se fosse?

Ele encarou Mark, que agora tinha lágrimas nos olhos. Donghyuck tentou sorrir mas seus lábios tremeram.

"Você ia sentir minha falta?"

"Claro que sim." Apertou Donghyuck contra si, como se a qualquer momento ele fosse fugir. Ele estava ali, vivo, com ele. Seu coração doía mas ao mesmo tempo estava aliviado. Só Deus sabia o quanto ele morrera de preocupação no meio da aula, Mark havia até cogitado pular o muro da escola apenas para chegar mais rápido. Donghyuck era bonito, lindo, e uma bagunça completa. Beijou suas bochechas rosadas molhadas pelas lágrimas, uma, duas, três vezes. Como se quisesse ter certeza de que seu corpo ainda estava ali. Afagou seus cabelos e então lhe ofereceu um sorriso tímido. "Eu preciso ir."

"Já?" Perguntou, timidamente. Mark tinha beijado suas lágrimas uma a uma, por algum motivo ele se sentia nervoso e ansioso. Queria o mesmo por perto.

"Sua mãe quer ficar com você e Jaemin também quer te ver…" Deu de ombros, explicando.

"Venha me ver de novo, eu quero ver você mais."

"É verdade que chamou por mim?"

"Quem disse isso?" Se afobou, corando até às orelhas. Mark riu de lado, tão bonito.

"Não vou dizer."

"Vai embora."

— O que aconteceu com o "quero ver você mais?" – Se afastou indo em direção a porta.

— Cala a boca. – Virou o rosto, envergonhado.

"Pode me chamar sempre que quiser." Disse, parte em tom de brincadeira, parte de maneira séria.

"Vá logo!"

Mark saiu dali aliviado e ainda preocupado. Tocou os próprios lábios os quais tinha usado para beijar as bochechas de Donghyuck. Talvez ele estivesse mesmo apaixonado, e fora preciso que Donghyuck sofresse um acidente para ver algo que estava bem debaixo do seu nariz. O quão idiota era? Ele precisava falar urgentemente com a mãe.

Saiu do hospital se despedindo de todos ao redor, ainda morto de preocupação, ainda se culpando por ser cego, por não ser aquilo que Donghyuck precisava, por não estar ali. Ele mesmo estava quase chorando quando chegara em casa, os ombros pesados.

Sua mãe notou a posição do filho e ergueu as sobrancelhas, desligando a tevê parando de assistir um de seus programas favoritos.

— Meu filho, o que houve? – Então Mark desabou, a mochila foi jogada no chão.

— Hyuck, mãe. – Chorou de soluçar, os lábios tremendo.

— Meu deus, você está chorando. – Constatou surpresa. Agarrou o filho pelos ombros, um deles ainda dolorido pelo soco.

— Ele foi atropelado mãe. Mãe… o que eu faço? Eu deveria ter feito algo, deveria mãe, deveria…

— Shh. – O puxou para um abraço reconfortante, acalmando o menino a sua frente. Donghyuck havia sido atropelado. Aquilo era um choque para ela também. — Calma, a culpa não é sua...

— Ele fez de propósito! Ele quis fazer isso, ele quis! – Gesticulou, os olhos brilhando com mais lágrimas.

— Ele tentou suicídio…? – Perguntou com delicadeza.

— Sim. – Assentiu. — Por enquanto só eu pareço ter descoberto. E isso me matou por dentro, mãe. O que eu sou? Eu deveria estar lá, falar com ele…

— Mark, pelo amor de deus, se acalme.

— Mãe… – Respirou fundo, engolindo as lágrimas, parando de chorar. — Eu gosto dele.


Notas Finais


Mark finalmente admitiu o que tava obvio
algum comentário de ódio direcionado a mim? Sim? Não?
prometo que essa onda de angst vai ser necessária


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