História Nobody - Drama e Romance - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Adolescente, Drama, Histórias Originais, Liceluv, Ninguém, Nobody, Romance
Visualizações 5
Palavras 945
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção Adolescente, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


oioi, cá estou eu denovo.
Eu já tinha escrevido esse capítulo mas não me agradou muito então eu reescrevi.
Minha primeira fanfic "O garoto da meia-noite" não me deixou tão feliz, e também não tinha favoritos suficientes que me dessem vontade de continuar, então eu voltei aqui depois de muito tempo com essa história, que surgiu na minha mente do nada e eu pensei "Porque não?".
Então é isso, eu não sou uma ótima escritora então aceito qualquer tipo de crítica construtiva. Espero que gostem pelo menos da idéia da história, pois tudo o que faço é com muito carinho.
Bjss.

Capítulo 1 - Enorme Vazio


"Enorme Vazio" 

 

Tudo começou no dia 24 de maio de 2016, foi nesta data em que minha existência passou a não fazer mais sentido. 

Eu estava no meu trabalho, quando recebi uma ligação do meu pai, ele estava desesperado e eu não podia entende-lo.

"—Alô? Filha, por favor venha para o hospital agora, urgente!

—O que aconteceu?

—Sua mãe. 

—O que há com ela?

—Sofreu um acidente de moto. E é grave.

Foi esse o meu último diálogo antes de minha pressão ter abaixado e ter desmaiado ali mesmo. Minha mãe anda de moto, isso provavelmente deve ter acontecido quando ela estava voltando do trabalho dela, no salão de beleza.

Quando acordei estava no fundo da loja de roupas em que trabalhava.

Deitada em um pequeno colchão inflável, me sentei e levei alguns minutos para raciocinar e me levantei para ir para o hospital em que minha mãe estava, meu pai não tinha me falado qual era, mas eu tinha quase certeza que era o mais próximo. 

—Aonde pensa que vai? — Camila, minha colega apareceu de repente e eu tomei um susto. 

—Camila eu preciso ir para o hospital mais próximo, por favor me leve é urgente. 

—O que aconteceu? 

—Pelo o que sei, minha mãe sofreu um acidente de moto. 

—Mas você está se sentindo bem? 

—Sim já passou, já estou bem.—Eu só queria sair dali logo.

—Tem certeza? Você desmaiou do nada.

—Tenho, vamos logo!

—Ok, mas temos que pegar a permissão. 

Saímos da loja e fomos direto para o hospital, e ainda bem que eu segui o meu instinto porque quando cheguei lá encontrei meu pai bem na entrada. 

Agradeci Camila que disse que tinha que ir embora. 

—Pai, como minha mãe está? 

Ele ficou em silêncio, olhando para o chão, e eu entrei em um mini desespero. 

—Pai? 

—Não deu. Foi grave mesmo. 

—Como assim? Me explica direito. 

Dessa vez ele me mandou um olhar de raiva e me respondeu antes de se afastar. 

—Sua mãe, sua mãe não resistiu. Ela morreu. 

Eu sentia que minha pressão estava abaixando novamente, isso não podia ser verdade, não podia estar acontecendo, o acidente nem deve ter sido tão grave, talvez meu pai esteja enganado."

Eu odeio lembrar deste momento da minha vida, já se passaram três anos, e todas as noites eu sinto falta do "boa noite" acompanhado de um beijo dela. Foi tudo tão rápido, uma hora eu estava no meu trabalho quando recebi a ligação, desmaiei, acordei e fui para o hospital. Na outra eu já havia recebido a notícia de que minha mãe não tinha resistido.

Eu queria ter tido mais tempo, eu queria pelo menos ter me despedido de minha mãe, Célia. eu queria ter dito um último "Eu te amo".

Na época eu tinha quinze anos, hoje tenho dezoito, e ainda moro com o meu pai, e infelizmente com a namorada dele. 

Seu nome é Ana Cláudia.  Sério, eu já tentei gostar dela, de verdade. Sei que minha mãe ficaria chateada se eu fosse um daqueles filhos revoltados que não aceitam que o pai arrume uma namorada. Mas ela não tem o mínimo de respeito por mim, pra ela é como se eu fosse a empregada. Sem contar que quando eu dou bom dia para ela, a mesma simplesmente me olha com cara de nojo e me ignora. E ela nem arruma a própria bagunça! Come que nem um porco, e depois joga o prato na pia e vai até o meu quarto falando "A pia tá cheia" como se fosse a minha mãe. Nem minha mãe faria isso, porque minha mãe tinha noção. 

Desde que minha mãe faleceu, eu vivo sem nenhuma razão. Minha vida se tornou um grande tanto faz. 

Eu era uma adolescente normal, que tinha sonhos, se apaixonava, fazia amizades, sofria um pouquinho talvez, mas no fundo eu era feliz de verdade. Agora eu sinto um enorme vazio dentro de mim mesma.

Meu sonho era de um dia me tornar escritora, mas acabei desistindo, claro. E depois fui para a lojinha de roupas onde trabalho até hoje. Eu era perdidamente apaixonada pelo meu vizinho que hoje tem vinte anos. Mas depois de tudo, eu deixei de enxergar razões para amar alguém. Até porque também eu nunca tinha sido pedida em namoro, nem tinha beijado alguém. E também acho que ninguém nunca se apaixonou por mim igualmente então meio que não vai fazer diferença para ninguém.

A única pessoa desse mundo que continua comigo desde que tudo aconteceu é a Camila, que trabalha comigo. Ela se preocupa comigo, sempre, com os meus sentimentos e mais, mesmo falando para ela que pra mim tanto faz. Ela é a única que me dá uma atenção verdadeira que nem meu pai me dá mais, a atenção que ele dá para a sua namorada ridícula. 

Eu já tentei por várias vezes seguir um rumo na minha vida, mas eu não consigo. Pode parecer drama, mas para mim não é, minha mãe era extremamente importante para mim em todas as fazes da minha vida, ela era minha melhor amiga.

Mas tudo acabou por um acidente de moto idiota.

Minha vida era perfeita antes, minha família era estruturada, eu tinha "amigos", e uma mãe.

Quando eu não sabia o que fazer, eu pedia conselhos para Célia, e ela também me ouvia atentamente sempre. Hoje, não tem ninguém como ela que gostaria de me ouvir do jeito que ela me ouvia.

Eu ainda tenho Camila, que é muito especial para mim, mas não é a mesma coisa, não é o mesmo sentimento, nem o mesmo carinho que uma mãe consegue transmitir.

Eu não sei nem mais o que fazer da minha vida.


Notas Finais


+ Eu sempre deixo avisado que os próximos capítulos terão mais conteúdo.


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