História Nobody - Drama e Romance - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Adolescente, Drama, Histórias Originais, Liceluv, Ninguém, Nobody, Romance
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Palavras 1.041
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção Adolescente, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Estranho


"Estranho"


Em um dia frio, e tão igual aos outros eu acordei e fui trabalhar. Eu ia para o trabalho de ônibus, meu pai tinha um carro, mas sempre inventava alguma desculpa para não me levar. Então, desisti de pedi-lo. 

Eu costumava ouvir música no ônibus, mas os assaltos aumentaram muito em minha cidade, então acabei usando a paisagem da janela como passatempo no ônibus. 

Naquele dia eu estava tão pensativa, o aniversário da minha mãe estava chegando, e todo aniversário seu eu comemoro sozinha em um parque que ela gostava de sair comigo e com o meu pai. Edson, meu pai, também amava muito minha mãe, era perdidamente apaixonado por ela. Mas desde que ela se foi, ele agiu estranho, com ódio no olhar, com o ódio da vida. 

E foi isso também que contribuiu com que eu ficasse de tal jeito, não ligando para mais nada. 


Ao chegar no trabalho, avistei Camila, que sempre chegava mais cedo que eu. 

—Bom dia!— Como ela conseguia ser tão animada sempre? Isso é uma dúvida que permanece em mim até hoje. 

—Pra você também. 

—Você não sabe da novidade. 

—Qual?—Perguntei sem demonstrar o mínimo de interesse. 

—Eu também não sei. 

—Qual é! 

—É sério, a Adri apenas falou que em breve teriamos novidades. — Adri é Adriana, dona da loja. 

—Hum. 

—Você não está ansiosa?—Camila não é idiota, nem boba e nem nada, ela sabia que eu não estava. 

—Não. 

A conversa parou por ali e fomos começar com as vendas. 

Quando estávamos quase saindo para o horário de almoço a visita inesperada chegou. 

—Oi meninas. — Estava lá, ela a arrogante namoradinha do meu pai. 

—Se veio comprar algo, estamos fechando para o almoço, se veio me procurar eu não me importo. — Minha boca cuspiu as palavras. 

—Tudo bem, até mais tarde. — Disse e se afastou. 

—Porque fez isso? 

—Você está com fome? 

—Sim, mas o que... 

—Vamos logo então! — Falei sem nem deixar com que ela concluísse sua frase. 

Almoçamos, e Camila tagarelava o tempo inteiro, mas eu não conseguia prestar muita atenção. Meu pensamento estava longe. 

Pensando bem, sinto falta do meu pai. Meu antigo pai. Apaixonado, carinhoso e engraçado. Eu sinceramente, queria que esse pai frio e puxa saco de sua namorada morresse e alguém colocasse o antigo no lugar. 

Ele se tornou o que eu menos desejava, no momento em que eu mais precisava de sua companhia. 

(...)

Chovia, e já estava à noite. Cheguei em casa encharcada pois todos os ônibus estavam lotados. Meu pai parecia me esperar raivoso na sala, enquanto a sua namorada estava no banheiro acabando de dar a descarga. 

—Quem você pensa que é em responder com falta de respeito a Ana Cláudia? 

—Me poupe! — Se fosse meu antigo pai ele teria se preocupado com as minhas roupas encharcadas. 

—Você vai para seu quarto e não quero ver mais a sua cara hoje. 

—Pai, olha a minha idade! Eu posso fazer o que eu bem quiser, responder quem eu quiser do jeito que eu quiser, e aliás, quando eu tiver dinheiro suficiente eu vou comprar minha própria casa, assim, não vou precisar de ver principalmente a cara ridícula da sua namorada. — Era eu quem estava com raiva, subi para o meu quarto e tomei um banho quente. Depois disso, dormi em um segundo. Estava cansada.

Ao acordar no dia seguinte, liguei para Camila. 

—Camila? 

—Oi, bom dia como está? 

—Você tem um quarto de hóspedes não é? 

—Sim...— Respondeu duvidosa. 

—Posso dormir na sua casa por um tempo? 

—Claro!

—Obrigada, preciso desligar. 

—A gente conversa mais tarde! 

Desliguei e voltei para cama, sem saber como começar o dia.

Será que minha mãe estaria decepcionada comigo? Pensava. 

Levantei e parecia que os dois pombinhos piolhentos ainda estavam dormindo. Melhor para mim. Fui para a cozinha e preparei um chocolate quente apenas e voltei para o meu quarto. 

Mexia no celular, para o tempo passar mais rápido. Eu estava de folga, uma por semana, na quarta, e da Camila era na sexta. No Domingo a loja não abria.

Faltava 7 dias apenas para o aniversário de Célia. Eu nunca comemorava o aniversário de morte dela, por mais que no dia eu ficava meio chateada. 

Levei um leve susto quando alguém bateu na porta, devia ser Ana Cláudia. Fiquei em silêncio, a porta estava trancada mesmo, queria que ela pensasse que eu estava dormindo. 

—Eu sei que você já acordou, ouvi o barulho na cozinha. Ande, abra a porta! — Ignorei. — Anda! 

Ela batia na porta descontroladamente até que eu ouvi que meu pai também se aproximava. 

—Filha, por favor abra a porta. — Ele me chamou de filha e falou educadamente comigo então me senti obrigada a abrir. Levantei e quando abri a porta estavam os dois lá.

—Eu estava dormindo! 

—É mentira.— Ela insistia em ser chata. 

—Apartir de hoje você não vai ter mais a chave de seu quarto. 

—Eu não ligo. Pode dar licença da minha porta? Estou pedindo educadamente. 

—Me dê sua chave.

Peguei a chave e entreguei na sua mão, só assim eles desapareceram da minha frente. 

Naquela dia eu passei a tarde  inteira no meu quarto, e só no final da tarde arrumei minha mochila para ir para a casa da Camila. 

Eu sairia tarde, assim não teria ninguém me incomodando.

E como esperado, já estavam todos dormindo quando saí. Eu havia ligado novamente para Camila avisando quando iria chegar. 

Eu fui a pé, as ruas estavam escuras, o vento gelado batia contra o meu rosto que era iluminado pela lua daquela noite. Mas eu estava com medo, passavam-se muitas pessoas nas ruas que pareciam não ter boas intenções. Mas por sorte, cheguei bem na casa da Camila, que era muito bem arrumada aliás. 

Ela me mostrou a casa e levou até o quarto onde eu iria dormir. Já pronta, me deitei. 

Estava quase dormindo quando recebi uma ligação do meu pai que deixei tocar até desligar, e quando desligou eu silenciei o celular. 

Demorei um tempinho para dormir, mas depois eu peguei no sono. 

Sonhei com algo muito estranho, que meu deu uma sensação estranha que me dava uma pressentimento confuso. 

Acho que algo iria acontecer, mas não sei o que. 



Notas Finais


Obs: A história é basicamente a personagem principal contando sobre o seu passado.
No final da história é que ela vai falar como se fosse no presente.


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