História Nobody can DRAG me down - Capítulo 2


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Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, Jinyoung, Mark, Youngjae, Yugyeom
Tags 2jae, Choi Youngjae, Cosmoswhy, Diretamente Do Vale, Drag Queen, Gay, Irmãos Im, Jackbam, Lady Ars Sunshine, Lgbt, Markjin, Musica, Queer, Yugjae
Visualizações 48
Palavras 2.706
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


ODIJDI OIEE
Eu to atualizando agora porque eu tenho muita coisa pra atualizar e eu provavelmente não vou ter tempo pra atualizar essa história com tanta frequência
Espero que gostem <3

Capítulo 2 - 2 - Sua morte é a nossa felicidade


PRIIIIIIIIM

Youngjae se assustou com o som do despertador e caiu do sofá no qual dormia, sentiu imediatamente as costas doerem e a claridade da janela lhe cegar. Luz demais, dor demais, informação demais.

O Choi coçou os olhos e foi até o celular, eram 7 horas da manhã, tinha que ir para casa ou sua mãe teria um infarto. Colocou as roupas do dia anterior e, quando saiu do banheiro deu de cara com um Tuan de terno e cabelo arrumado. O que era completamente contra as leis da natureza já que na vida Mark nunca usou nada além de camisas largas e bermudas estilo surfista, o mais próximo que Youngjae já tinha visto o americano arrumado foi quando ele usou uma calça jeans para levar Jinyoung em uma pizzaria no fim da rua.

- Eu acho que to vendo uma miragem. – O Choi franziu o cenho, olhando o americano de cima abaixo. O mais velho revirou os olhos, ajeitando a gravata. – Jubileu esta esquisito hoje, eu tenho medo. – Youngjae continuou a zombar.

- Que engraçado Youngjae, acho que Jinyoung está errado pensando que você está fazendo bico de stripper aos sábados, tenho certeza que você está apresentando algum show de stand-up por aí.

- Quanto mau humor. – Foi a vez do mais novo revirar os olhos. – Quem morreu?

- Infelizmente não fui eu, tenho que ir visitar meus pais. – Mark o acompanhou até a cozinha, onde os dois dividiram um pote de bolachas e bebiam leite.

- Por que você tem que ir visitar seus pais de terno, mas na hora de ir levar seu namorado para um encontro você sai parecendo um sem-teto? – Youngjae riu ao ver uma bolacha voando em sua direção.

- Primeiro: eu nunca vi um sem-teto tão lindo quanto eu, segundo: Jinyoung me ama pelo que eu sou, e não pelas roupas que eu uso, o que é o total oposto dos meus pais.

- O senhor e a senhora Tuan exigem códigos de vestimenta por acaso?

- Não, mas eles trabalham em uma funerária e sempre que eu vou ver eles, eles estão em algum enterro, então é pra demonstrar um pouco de respeito pelo morto sabe?

O Choi se segurou para não rir, pois sabia que se risse iria direto para o inferno.

- Então alguém realmente morreu. – Ele comentou, comprimindo os lábios.

- É, mas funerária da muito dinheiro, já que pessoas morrem todos os dias.

- E qual é o bordão da funerária da família Tuan? “Sua morte é a nossa felicidade?”

- Como você adivinhou?

Youngjae não conseguiu se segurar e soltou uma risada alta, daquelas bem escandalosas, logo sendo acompanhado pelo mais velho, que também não se segurou. Mesmo que a família de Mark tivesse um certo dinheiro ele não aceitava nenhum tipo de ajuda financeira ou influencia de seus pais na sua vida, mesmo que ele se vestisse como um vagabundo e agisse como um vagabundo tudo que ele tinha na sua vida era fruto do seu próprio trabalho, e mesmo que tivesse largado a faculdade duas vezes, trabalhasse como entregador de comida chinesa e seus pais insistissem que  ele já estava na idade de casar, pois já estava em seus 25 anos, ele não podia se importar menos com o que a sociedade gostava de rotulá-lo.

Tinha um emprego, seu próprio apartamento, um namorado gostoso que o amava e dois amigos que, por coincidência, um deles era o melhor amigo de seu namorado, estava se encontrando e não tinha pressa, e as vezes Youngjae invejava essa calma no americano, ele era muito bem resolvido consigo mesmo.

Quando acabaram com o pacote de bolachas Mark resolveu dar uma carona para o mais novo em sua moto acabada, a princípio o Choi ficou hesitante, vai que no meio do caminho cai uma peça da moto eles caem e ralam a cara no asfalto, mas aceitou depois de constatar que preferia ralar a cara no asfalto a pegar ônibus as 8 da manhã.

Assim que chegou em casa agradeceu o americano pela carona. Youngjae morava no centro da cidade, em um apartamento minúsculo e sem janela, ele morava lá com sua mãe desde seus 11 anos, quando seu pai resolveu ir embora e levar a casa.

Chegou abrindo a porta com cuidado, sua mãe estava no sofá vendo as notícias da manhã com uma xícara de café nas mãos e o cobertor cobrindo da cintura para baixo.  A mulher se virou para o filho assim que ouviu o ranger da porta e o alívio nos seus olhos foi quase palpável.

- Você está atrasado. – Ela disse.

- Eu sei, desculpa, fiquei conversando com o Mark e nem vi o tempo passar.

- Tudo bem, senta aqui. – Ela deu tapinhas no sofá.

Youngjae se sentou ao lado dela, deitando a cabeça no ombro da mais velha, e logo sentindo o som característico dela: shampoo e café. Uma mistura estranha, mas que com ela funcionava bem.

- Está acordada a muito tempo? – O filho perguntou.

- Desde as 6 da manhã, mas eu estou acostumada por causa do trabalho.

- Mas você foi afastada omma.

- Mas hábitos são hábitos Youngjae. – Ela riu. – Sempre tão espertinho.

O Choi mais novo fez uma careta, logo depois dando um beijo na bochecha cheinha da mãe. – Tenho que estudar, amanhã eu tenho prova. – Ele se levantou e foi para o quarto.

Youngjae estudava relações exteriores, o sonho de sua mãe ver o filho se tornando algum tipo de diplomata, mas infelizmente esse não era o curso que ele queria, seu sonho na verdade era fazer música, porém sua mãe tinha outros planos para ele, e como ele poderia dizer não? Não é como se ele odiasse o curso, aliás foi nele que conheceu Bambam e Mark, pouco antes do americano resolver trancar a faculdade, só sentia que aquilo não era sua vocação.

A semana passou voando e, novamente, já era sábado, e, para não receber reclamações de Bambam ele fechou a loja 1 hora mais cedo que o normal, chegando adiantado na boate, que começava a lotar.

Encontrou o camarim vazio e estranhou, logo indo para o bar, se sentando em um dos bancos  próximos ao balcão, a música alta tocava ao fundo e ele pediu para Hoseok, o barman, um shot de vodka.

- Jae! – Cumprimentou o mais velho. – Faz muito tempo que você não aparece por aqui. – Ele jogou uma toalha sobre o ombro e começou a misturar várias bebidas.

Youngjae quis rir, estava aqui todos os sábados, mas Hoseok não sabia.

- Pois é. – Ele bebeu o shot. – Viu o Bambam por ai?

- Não, ele ligou dizendo que iria se atrasar. Você entende de música não é? Estávamos precisando de um DJ já que o nosso está atrasado. – Hoseok sugeriu, sorrindo.

- Eu não acho que seja uma boa ideia... – O Choi olhou para os lados.

- Por favor. – Hoseok fez um biquinho e Youngjae fechou os olhos, mordendo o lábio inferior.  Supõe-se que ele tinha uma queda pelo barman desde que pisou na boate.

E essa suposição era totalmente verdadeira.

- Ta bom. – Youngjae suspirou. – Mas só até o Bambam chegar.

O que Hoseok não pedia sorrindo que Youngjae não fazia chorando?

O Choi se levantou e foi até os equipamentos de DJ que já estavam posicionados, tocando uma playlist aleatória. Fazia tempo que não mexia neles, e realmente só lembrava do básico, felizmente a boate não estava cheia, essa era a vantagem de abrir a pista, colocou os fones e selecionou uma faixa que estivesse em 320kbps, uma batida simples que ficava se repetindo, adicionou umas batidas mais graves e um pouco de melodia, logo depois fazendo um backspin. Continuou assim por alguns minutos fazendo o básico do básico, aos poucos a boate ia lotando e Youngjae ia se sentindo nervoso. Por que Bambam estava demorando tanto?

Youngjae deixou a música rolar e foi correndo para o backstage, os strippers correndo de um lado pro outro, passando óleo nos abdomens trincados, passando glitter e o que mais fosse, vestidos com o mínimo do mínimo. O Choi foi até Jimin, um dos dançarinos que ele conhecia a mais tempo.

- Jimin-ssi. – Chamou. 

- Oi Jae-ah! Quanto tempo, sabe que não precisa de tanta formalidade, Jimin hyung está bom. – Sorriu, os olhos se tornando pequenos, logo puxando o mais novo para um abraço.

Youngjae sorriu sem graça, Jimin tinha um cheiro forte de colônia e seu abdômen estava brilhando devido ao óleo corporal, o Choi não gostava muito da sensação de ter um dos seus moletons favoritos lambuzado de óleo, mas ignorou.

- Certo, Jimin hyung, você pode pedir pro Yoongi hyung vir aqui hoje e substituir o Bambam? – Pediu, juntando as mãos em frente ao rosto.

- Claro, mas por quê? – Jimin foi até a mesa próxima e pegou o celular, já preparando para discar o número.

- Bambam ainda não chegou, e estou preocupado que ele não venha. Você sabe, ele nunca atrasa.

- Certo, mas agora eu também estou preocupado.

- Vou atrás dele, aliás se puder avisar o Jackson hyung que a Sunshine também não vai vir eu agradeço.

- Pode deixar. – Jimin acenou com a cabeça. – Me mantenha informado. – Pediu o mais velho, e Youngjae concordou.

Youngjae saiu pela porta dos fundos, logo dando de cara com um poste, bem, parecia um poste, mas ao dar um passo para trás percebeu que na verdade era o altão da semana passada, Yugyeom, sim, o Choi tinha uma ótima memória. O altão sorriu irritante, jogando os fios vermelhos para trás.

- Youngjae, né?

- Sim. – Respondeu seco, sem paciência, ia passar por ele quando sentiu o outro o puxar pelo pulso, olhou para ele confuso. – Que foi?

- Primeiro: você é grosso assim ou fez curso?

- Fiz curso.

- Mesmo?

- Claro que não!

- Certo, segundo: você conhece o Bambam que trabalha aqui?

Youngjae franziu o cenho.

- Sim, você o conhece?

- Sim, somos amigos.

- Que engraçado, porque eu sou o melhor amigo dele e nunca ouvi falar de você. – Youngjae cruzou os braços.

- Talvez vocês não sejam tão amigos assim então. – O mais alto zombou, recebendo somente um dedo do meio e um empurrão. – Espera, eu estava brincando. – Riu.

- Engraçadão você eim. – Youngjae revirou os olhos.

- É o meu charme. Agora, pode me dizer onde o Bambam esta?

- Não, porque nem eu sei onde ele esta.

- Como assim?

- Ele sumiu.

E os olhos de Yugyeom pareceram saltar para fora do rosto.

 

Jaebum estava voltando do trabalho, estava cansado e tinha sido um longo dia, batucava os dedos no volante do carro da emissora ao som de alguma música antiga que tocava no rádio e lhe era agradável aos ouvidos, o vidro um pouco aberto fazendo com que a brisa lhe tocasse o rosto.

Adorava essa sensação de voltar para casa depois de um longo dia de trabalho, era como se tivesse sobrevivido a alguma guerra e voltasse vitorioso, ou só estivesse de bom humor mesmo, já que seu chefe mal humorado o tinha elogiado e dito que se continuasse com o bom trabalho poderia em breve ser promovido. Promoção significava aumento no salário e poderia finalmente bancar aquele apartamento que tanto sonhava em Gangnam bem longe dos pais.

Estava considerando os prós e contras de levar seu irmão mais novo para morar consigo também, já que a faculdade de dança seria bem mais perto e talvez ele pudesse ter um pouco mais de responsabilidades, Jaebum acreditava fielmente que os pais o mimavam demais. Mas sabia também que Yugyeom era um garoto difícil que gostava de seguir as próprias regras, estando na casa dos pais ele estava sempre vigiado pela mãe ou pelo pai, mas morando com Jaebum, que passava o dia inteiro fora, trabalhava de segunda a sábado, não teria ninguém para ficar de olho no encrenqueiro.

Que agora dava para sair todos os finais de semana e voltar para casa cheirando a bebida. Jaebum já tinha deixado bem claro que se Yugyeom por um acaso fosse preso nem ele nem os pais pagariam a fiança.

Passou em um restaurante e resolveu pegar uma porção de frango frito para viagem e um copo de coca-cola, tinha até pensado em pegar para o irmão mais novo, mas sabia que ele não estaria em casa a esse horário, principalmente em um sábado.

Foi quando ele passou em frente a um ponto de ônibus em um bairro de procedência duvidosa e viu uma movimentação suspeita, uns jovens empolgados em volta de alguma coisa, talvez fosse curioso demais ou seu instinto de irmão mais velho apitando, quase estourando aliás, que ele resolveu dar a volta no quarteirão e passar lá de novo devagar.

Ao passar lá devagar percebeu que os jovens gritavam ofensas e chutavam um garoto que estava no meio da roda, Jaebum sentiu o sangue ferver de ódio e buzinou furioso, gritando que se os jovens não se afastassem ele chamaria a polícia, os imbecis saíram correndo na hora. Jaebum desceu do carro e se aproximou da vítima, um menino alto, porém bem magro, a boca e o nariz sangravam muito, ele tinha um olho roxo e estava beirando a inconsciência. 

Jaebum se agachou ao lado dele, pôs a mochila que estava jogada próxima nas costas, deduzindo ser do garoto, com dificuldade o levantou do chão e o levou até o carro.

- Muleques idiotas, depois ainda me perguntam porque eu odeio adolescentes. – Resmungou puto da vida, acelerando em direção ao hospital mais próximo.

Chegando a emergência as enfermeiras logo o atenderam, perguntando o que tinha acontecido e colocando o garoto na maca, o Im respondeu o que sabia, que um bando de garotos imbecis tinha agredido ele, a enfermeira perguntou se ele era algum parente da vítima mas ele respondeu que não. Ela disse que logo voltaria para falar com ele e levou a maca para a área de emergência.

Jaebum se sentou na sala de espera, apreensivo pelo garoto, por qual motivo ele teria apanhado assim tão feio no meio da rua? Ele temia que se não tivesse voltado para averiguar o que estava acontecendo talvez o tivessem agredido até a morte. Pegou o próprio celular e mandou uma mensagem para a mãe dizendo que chegaria tarde e que não era para ela se preocupar.

Será que os pais do garoto sabiam o que tinha acontecido? Jaebum se lembrou da mochila e foi correndo até o carro procurar por um celular, e como se tivessem ouvido seu pensamento o aparelho vibrava no bolso da frente.

Mais de 20 chamadas perdidas e diversas mensagens, felizmente alguém já tinha notado a ausência dele. Jaebum iria abrir o celular, porém ele tinha senha, resmungou frustrado, colocou o celular no bolso e voltou para dentro do hospital. Não se passaram nem dois minutos e logo o aparelho vibrava novamente, Gyeom Brown brilhava na tela.

Esse apelido era familiar, e sem esperar o Im atendeu o celular.

- Nossa senhora protetora dos cus trincados, Kunpimook Bhuwakul Bambam, onde o senhor está? – Jaebum imediatamente reconheceu a voz fina do irmão.

Que mundo pequeno.

- YA Im Yugyeom! – Jaebum respondeu surpreso, um misto de irritação, preocupação e alívio o atingindo, por um momento imaginou como seria se seu próprio irmão estivesse no lugar daquele garoto, fez se um longo silêncio do outro lado da linha.

Houve uma confusão de sons, como se duas pessoas lutassem pelo celular e alguns xingamentos eram desferidos quando finalmente outra voz ouvida.

- Alô? Quem fala?

- Im Jaebum, quem fala?

- Choi Youngjae, posso falar com o dono do celular?

- Creio que não será possível, ele sofreu um acidente, bem, não um acidente, ele foi agredido muito feio, e está na emergência do hospital. – Jaebum falou sem rodeios, provavelmente os amigos gostariam de saber logo onde ele estava.

Novamente o silêncio, o tal Choi provavelmente tinha entrado em choque.

- Hyung? – Ele ouviu a voz do irmão mais novo.

- Diga.

- Que hospital vocês estão? Estamos a caminho.                                                         

- Vou te mandar a localização.

- Certo.

- E, Yugyeom.

- Sim?

- Se cuida. – Pediu, logo após encerrando a ligação e enviando o endereço do hospital para o mais novo. 


Notas Finais


[ O nome do capítulo foi uma “brincadeira” com a frase que Youngjae disse referente a funerária dos pais do Mark e o fato de que muitas pessoas desejam o mal de outras por aí, principalmente pessoas que se sentem infelizes com a própria existência e só consegue sentir o mínimo de felicidade ao ver o outro tão mal quanto eles próprios. ]

Entãooo um pouquinho de drama não faz mal pra ninguém osdisoijdsi
Oq achou???
Obg por ler sz


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