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História Noir - Capítulo 5


Escrita por: SaintGrey

Notas do Autor


Eu fico pensando se tem algum leitor antigo, que esteja tão chocado quanto eu por estar postando certinho e ainda por cima regularmente. Orgulho de mim.

Sim acabei o capítulo anterior daquele jeito e voltei com mais hehehe.
Não tinha me decidido quem interpretaria o Jaxon e a Barbara.

Então liam Hemsworth como Jaxon Bieber.
Sophie Turner como Barbara Bieber.

Na minha cabeça fez sentido.

Capítulo betado pela perfeita da @darthflowers, cada vez mais mimada pelos elogios dela.
Boa Fuck Leitura.
Beijinhos.

Capítulo 5 - Capítulo 5 - A Maldita Barbara Bieber


Fanfic / Fanfiction Noir - Capítulo 5 - Capítulo 5 - A Maldita Barbara Bieber

Capítulo 5 - A Maldita Barbara Bieber 

 

Narrador 

Barbara Moon Bieber é entediante.  

É tudo o que Quinn consegue pensar sobre a senhora Barbara Moon Bieber. A agenda dela é bastante cheia, mas todas as atividades foram pensadas para matar o tempo com o dinheiro do marido e sem o marido.  

Quinn até se pega pensando que talvez Barbara devesse mesmo ter um amante, pelo menos um pouco de excitação na vida ela teria se tivesse tendo um caso. 

A senhora Bieber nasceu de uma família humilde, numa cidadezinha do Canadá, não tinha muitos amigos quando criança, mas os adultos gostavam muito dela, dizendo ser uma criança adorável. Teve apenas um namorado durante a adolescência, popular e coincidentemente o mais rico da cidade na época, então conheceu Jaxon, se casou e engravidou em seguida, os dois últimos, não necessariamente nessa ordem.  

Barbara é uma mulher muito bonita e nem se Quinn quisesse, ela conseguiria dizer o contrário, mas Barbara é um tipo diferente de mulher bonita. Você sabe que ela é estonteante, mas só porque se dedicou a ficar assim, óbvio que ela já tem certa beleza natural, mas Barbara Moon, passou cada dia da sua vida desde que soube o que queria, se dedicando a ficar mais bonita. 

Então é normal que as pessoas se sintam no mínimo intimidados pela presença dela. Você não sabe se o cabelo ruivo e longo dela deveria brilhar tanto ou ser tão macio, se os dentes deviam ser tão alinhados e limpos, se o corpo magro nas partes certas e com carne nas outras partes certas é humanamente possível enquanto a pele branca parece bronzeada no inverno, sem falar nos olhos verdes que combinam perfeitamente com o tom do seu cabelo, tão verdes e intensos quanto possível. Lidar com Barbara Moon é lidar com a caixa de Pandora, você não sabe o que vai sair de dentro, mas fica hipnotizado pelo que tem por fora. 

Quinn tenta se ver assim, como uma esposa troféu de alguém. Talvez ela conseguisse por uma semana, com muito sexo e bebida, mas depois o que faria? Tentaria ler muito e aprender coisas novas e isso foge do conceito de esposa troféu. No quarto dia que estão vigiando a rotina entediante de Barbara, Quinn já tem uma teoria com introdução e quatro argumentos prontos de que essas mulheres só têm filhos para ter algo com o que se ocupar. 

Mas é claro que Justin torna a tarefa muito menos chata, ele parece tão à vontade perto dela, como se não a tivesse tocado indecentemente no próprio escritório dias atrás, Quinn às vezes o olha um pouco indignada por não terem conversado sobre, mas o que poderia ser dito? 

 ‘’Olha, você meteu a mão no meio das minhas pernas sem nem ao menos me beijar, eu gostei, pra cacete, mas a gente nem se beijou e eu não me envolvo com clientes, aliás eu sou a detetive do caso.’’ 

Não, as coisas iam acabar saindo de controle. Tudo isso porque Justin Bieber achou que seria uma boa ideia colocar a mão onde não devia. 

Esse é outro motivo que deixa Quinn indignada com o ricaço com quem está tendo que dividir o carro e muitas histórias para matar o tempo por quatro dias. 

Ele é tão cheio de si, como se não precisasse de pedido algum para tomar o que acha que é dele, sem escrúpulos, cru e inevitável.  

Quinn está acostumada com homens que pensam assim, porque quase todos pensam, mas Justin só agiu assim com ela uma vez, e ela quase cedeu. 

Talvez esse caso esteja mexendo com ela mais do que ela gostaria. 

 Talvez fosse o trabalho dobrado que está tendo que fazer, o de assistente e de detetive depois que Justin vai embora.  

Isso inclui colocar o grampo nos telefones da mansão quando Barbara estava fora e Justin felizmente já tinha ido para casa. 

Tocaias noturnas e leituras de documentos e registros na madrugada, enquanto tem que ter cuidado triplicado para Bieber não desconfiar e não chamar a atenção dos capangas do prefeito. Ela dormia às 6h para estar no escritório às 9h e ainda tinha que escutar sobre a noite de sono impecável de Ellis e a noitada cheia de bebidas do Bieber. 

Sem contar que quando seu cérebro ainda tinha pelo menos 1% de energia, ele simplesmente não deixava Quinn dormir sem antes pensar no Justin metido. Tentando adivinhar como ele reagiria se soubesse a verdade sobre Quinn, ela sabia também que ele guardava alguns segredos do passado, algo que o corroía ao ponto de mudar toda a sua fisionomia quando ela se aproximava minimamente dessas lembranças. Ela tinha certeza que tinha a ver com a família, um pai rígido e uma mãe que aceitava que o marido fosse assim era tudo o que sabia ainda, isso a fazia pensar se eles formariam um bom par ou se seriam tão falsos, tão irreais como Jaxon e Barbara. 

— O telefone dela está tocando. — A voz de Justin a desperta do transe ou talvez tivesse dormido por algum tempo de olhos abertos. 

— O que? —  Ela tenta olhar para a mansão, mas o pôr do sol a cega, com a mão no rosto Quinn olha para Bieber, que parece radiante e a vontade com seus óculos de sol que ela nem notou quando ele o colocou enquanto come amendoim. 

— O treco de espionagem do seu pai funciona mesmo, o telefone está tocando e essa coisa piscando. — Ele aponta para o equipamento entre os bancos do Mustang de Quinn, a luz no visor pisca vermelha, indicando uma ligação ocorrendo. 

— Porra! — Quinn exclama ao ser pega de surpresa. — Silêncio — Quinn fala arrancando o saco de amendoim das mãos dele que reclama.

— Você disse que ela não pode nos ouvir. — Ele tenta recuperar o saco embaixo do banco de Quinn, ficando perigosamente perto das pernas dela, ele sorri ao lembrar do que fez, ainda mais porque parece que a saia que ela usa hoje é bem maior, como se tivesse se prevenindo do toque dele.  

Na verdade, isso o machuca um pouco, principalmente o seu orgulho por pensar vigorosamente que ela queria aquilo tanto quanto ele.  

Quinn está ocupada, mexendo no equipamento para que a ligação comece a ser reproduzida e por isso não nota que Justin agora olha suas pernas com certa tristeza e receio. 

Quinn só tem um fone, então ao invés de colocar na cabeça, ela aproxima somente um dos lados no ouvido, Justin a imita, ficando próximo dela para escutar. 

No início é apenas um monte de chiados que ecoa, você sabe que alguém está falando, mas não sabe o que é, nem em que língua, mas Quinn mexe nos botões da geringonça até a voz de Barbara fazer sentido.  

Justin fica rígido ao reconhecer a voz da cunhada, como se estivesse fuçando nas gavetas de lingeries de alguém sem a permissão da pessoa, talvez fosse o medo de existir outro homem, a verdade é esclarecedora, mas os meios para chegar até ela fazem o corpo gelar. 

— Sim, Mia ainda está agitada desde que Jaxon viajou, a coitadinha demorou para dormir sem ele. — Barbara suspira no fim, demonstrando seu cansaço. 

— Já disse, querida, apenas uma mergulhada na chupeta no conhaque e ela vai dormir a noite inteira. —  Quinn franze o cenho e Justin a imita. Não era incomum fazer isso, mas parecia que embebedar uma criança era mais fácil que ensiná-la a lidar com suas emoções. 

Quinn acaba se perdendo um pouco da conversa ao lembrar de uma vez que atendeu uma ligação de ameaça direcionada ao pai dela. 

Na época ela não entendia que era apenas uma forma de amedrontar toda a família do detetive para que ele parasse de trabalhar no caso, mas para Quinn foi o fim, na visão dela o pai era um herói que salvava as pessoas trazendo a verdade à tona, pena que isso não o fazia imortal. Ele não morreu por causa da ameaça e nem por causa de muitas outras que vieram, mas mesmo assim Quinn chorou a noite inteira achando que os caras maus iam matá-lo. Sua mãe ficou com ela a noite inteira, a acalmando e explicando de forma simples que Benjamin era o melhor detetive de todos e que nunca iam conseguir encostar um dedo nele. 

Com Justin as coisas funcionaram de um jeito diferente, ele desconfia que foi sua mãe quem criou a chupeta com conhaque, ele se lembrava mais do gosto da bebida do que de leite, é por isso que odeia tanto o gosto, apenas sentir o cheiro o faz querer vomitar.  

Sua mãe odiava que ele chorasse, ela não o mimou até que o choro cessasse, ele só parou de chorar quando percebeu que ninguém viria ampará-lo quando as lágrimas caíssem e permaneceu assim quando cresceu, sem choro, sem amparo.  

Nenhuma lágrima quando o pai o espancou por descobrir que ele estava fazendo aulas de canto. 

Nem uma gota quando viu o irmão roubar as ideias para a empresa de advocacia do pai, porque Justin era o filho que dava trabalho, não o menino de ouro que o pai podia se orgulhar. 

Muito menos quando a garota que gostava o chamou de fracassado porque ele não tinha dinheiro algum. 

— É, claro. Posso tentar dar uma passada no Sunset hoje se eu conseguir fazer a Mia dormir mais cedo e a babá topar umas horas extras. — Quinn tenta puxar na memória onde já ouviu o nome citado, mas não quer perder a conversa ainda mais. 

— Okay, nos vemos lá às 22h então. Até mais. — A luz volta a ficar verde, indicando que a ligação acabou.  

— É o clube chique perto do centro. Somente para membros. Vai ser difícil entrar sem um convite se não somos associados. — Justin está coçando o queixo, tentando pensar em uma solução. 

— Se chama Sunset porque o dono conheceu a mulher no pôr do sol na praia, eles casaram ao pôr do sol também. — Quinn já está formulando um plano. 

— Eu sinto em te desanimar, mas digamos que tenho uma certa... fama ruim por lá. — Quinn ergue as sobrancelhas, se ela quiser entrar do jeito fácil e sem chamar atenção, ela precisa dele. 

— Tenho um plano, é um pouco ruim, mas pode dar certo. — Quinn liga o carro. 

 

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HOLLYWOOD 

 

Justin imaginou a casa de Quinn muito diferente do que é. Ele pensou que assim como suas roupas e seu humor a casa teria paredes escuras e uma decoração com poucos móveis ou com cara de seriedade. 

Mas não esperava paredes verde musgo e móveis brancos. 

A casa era clara e tão limpa que ele se sentiu imundo ao pisar lá.  

Tinha bastante planta enfeitando o local, talvez ela gostasse de se sentir um predador na selva, mas felizmente deixava o lugar bonito. 

Quinn também tinha pendurado alguns quadros que achava bonito, todos de autores que não eram conhecidos e talvez nunca seriam, mas que a tocaram de uma forma. 

— O que é isto? Quinn Noir é um ser humano que não dorme em um caixão a noite? Estou muito surpreso, devo admitir — Justin fala enquanto toca a folha de uma planta jiboia colocada numa prateleira. 

— Sim, sou humana, parabéns. Aceita uma água, cerveja ou whisky? Preciso me trocar, pro plano funcionar é melhor nos vestirmos de acordo. — Ela aponta para a cozinha, mas nem chega perto do cômodo, indo direto pro quarto. 

Justin imagina que esteja escolhendo alguma roupa para irem ao Sunset, então se ocupa com a geladeira dela. 

Tem bastante comida congelada, restando apenas bebidas e frutas na parte debaixo e doces também, muitos doces.  

Justin até sente alguns nutrientes serem perdidos ao analisar a dieta péssima da mulher, mas pelo menos ela tem bastante frutas. 

Quando pega a única bebida que lhe chama alguma atenção ele caminha na mesma direção que a Noir foi. 

Mas quando se aproxima da porta entreaberta que Quinn, infelizmente ou felizmente, deixou, ele pisa mais leve, sabe que não é certo, mas também não sente que está fazendo algo errado. 

Ele apenas faz e continua fazendo. 

Até conseguir ver a silhueta de Quinn pelo espelho próximo a porta, ela não o vê porque está tirando a blusa que usou hoje, a saia já estava jogada aos seus pés, mas se Justin estivesse tão perto dela assim, também se jogaria aos pés dela. 

Ela usa um conjunto preto no corpo, é justo e se ele semicerrar os olhos um pouquinho ele consegue ver com mais clareza o corpo dela. 

Ele nunca esperaria curvas em Quinn, mas a cintura lhe chamou a atenção. O resto era tudo o que ele tinha imaginado, mais de uma vez para o próprio orgulho e nada do que viu o deixou na mão. 

Pensou em entrar no quarto e beijá-la, lembrando do que disse a ela no outro dia, sobre não deixar as pessoas pensarem demais e por isso ele desiste, por mais que queira, por mais que seu corpo esteja quente e a garrafa que pegou, esquentando na mão. 

Ele sabia que não devia, mas não fez nenhum barulho, mesmo quando ela desprendeu uma arma pequena em um coldre secreto na perna. Mas ele não esperava menos de uma filha de um detetive famoso, era mais seguro para ela assim. 

Ele a observa colocar um vestido vinho, é de seda e desenha tão bem o corpo de Quinn que se ele ficar olhando pode se imaginar tocando o corpo da mulher. 

Ele tem uma fenda na lateral, o que é ousado para o clube, mas ele gosta disso, mais do que deveria. 

Ela coloca o coldre na perna que fica coberta pelo vestido e coloca a arma lá, só para subir a meia preta que vai até metade das pernas, isso a deixa mais sexy e de acordo com o clube. 

Somente quando ela já colocou o salto e desprendeu o cabelo para escová-lo que ele bate na porta. 

— Estou quase... — Ela para quando o vê na porta, Justin gela ao pensar que foi pego espionando. — De todas as opções você escolheu a coca? — Isso o faz rir de nervoso. 

— Eu gosto do gás. — Dá de ombros quando abre a garrafa e toma um gole do refrigerante. — Quem inventou isso aqui foi um gênio, que além de estar rico, vai ficar mais ainda. Talvez um dia eu também fique assim — ele fala, esperançoso. Não podia evitar pensar em negócios em alguns momentos. 

— Quando teve a ideia dos cigarros Hollywood? — Quinn indaga quando percebe que nunca o perguntou sobre sua fortuna. Pela primeira vez, Bieber faz uma cara animada, com orgulho por algo do passado, isso surpreende a detetive. 

Ele gosta que as pessoas o conheçam antes de conhecerem Jaxon, fica mais fácil para elas acreditarem que foi Justin quem teve a ideia, o que é verdade, mas Jaxon consegue mexer com as pessoas, do mesmo jeito que mexe com Justin também. 

— Meu pai fumava muito charuto, os cigarros com nicotina ainda eram ilegais e ele disse que alguém deveria mudar logo isso porque todos vão morrer um dia, se alguns querem morrer mais cedo, o problema é deles. — Justin sempre ri com essa parte, quem diria que o pai que tanto odeia lhe rendeu uma ideia milionária. 

O cabelo de Quinn é um pouco teimoso e Justin passou a notar isso há alguns dias. Por isso ele pega a escova da mão de Quinn e a empurra até a frente do espelho, ela franze o cenho, mas não se move quando ele começa a pentear seus cabelos. 

— Meu pai tem muitos amigos políticos e quanto mais eu conversava com a maioria deles, mais eu percebia que toda essa luta para manter isso ilegal seriam inúteis. Então tive a ideia e esperei. Quando fiz quinze anos, minha mãe me deu uma coleção de cadernos de couro, ela dizia que era para as minhas grandes ideias, por causa disso Jaxon acabou descobrindo o que eu estava planejando, ele quase mandou me prender por pensar que eu estava traficando algo de outro país, já que era assim que os cigarros vinham parar aqui, então tive que lhe contar a ideia por completo. Eu tinha bolado um plano para o futuro e tudo o que ele tinha lido ainda ia acontecer. — Ambos estão se olhando pelo espelho, Quinn ao menos respira enquanto absorve as palavras do homem esperto atrás dela, que penteia seus cabelos delicadamente, desembaraçando todos os nós que tem. — No começo ele achou loucura, mas topou prestar mais atenção nas reuniões que íamos às vezes com o meu pai antes de me delatar. Quando enfim o cigarro se tornou legal, eu não tinha o dinheiro para começar os meus planos porque uma pessoa acabou me enganando e roubando minhas economias, é aí que Jaxon entra. Ele bancou o que eu precisava. No começo não recebemos muito lucro, mas eu já tinha previsto isso. — Justin parece um pouco melancólico com a história, como se tivesse contado ela tantas vezes que perdeu a graça, ele parece estar concentrado no cabelo de Quinn. — As pessoas não queriam ser vistas fazendo algo que era considerado errado, por mais que elas o façam quando ninguém está olhando. Por isso, com os lucros que tivemos das pessoas que não ligavam para o que parecia certo ou errado, pagamos para que pessoas famosas fossem vistas com nossos cigarros, os mais influentes, é claro. Pagamos também para os cigarros aparecerem nos filmes, fazia sentido e vendia bem a ideia porque se chama Hollywood e também pagamos pelo marketing, comerciais e slogans. Transformamos algo ilegal e fizemos parecer em uma aventura corajosa e descolada. “Isso é hollywood, O sucesso.” — Justin recita a frase de sucesso da marca e assim como a música do comercial, a frase grudava na sua cabeça. — Fumar se tornou legal em todos os sentidos da palavra, além de dar uma relaxada necessária. Então ficamos ricos enquanto as pessoas se matam lentamente. — Quinn ri, porque é verdade, por mais triste que seja, ela lembra do pai comprando os maços e achando incrível o poder que a nicotina tinha, então o trabalho se tornou impossível demais de ser feito sem ao menos um maço por hora, tanto estresse, tanta nicotina, fez uma pneumonia mortal, se tornar mais mortal ainda. — Eu não gosto disso, sei que não vai me perguntar para não me chatear, por mais durona que pareça. Mas era o único jeito de eu sair do buraco em que eu estava, Quinn. Dívidas, depressão, pobreza. Era a minha única chance. — Ele parece melancólico agora, como se estivesse no passado ainda e Quinn ao menos respira, se Justin Bieber queria falar sobre seu passado sem atirar paus e pedras, ela não moveria um maldito músculo sequer. — Eu saí de casa com minhas economias para viver o meu sonho depois de uma briga com o meu pai, nem me lembro o motivo, mas uma gota em um oceano não fazia diferença, eu sabia que era questão de tempo até que eu saísse. Mas confiei em alguém para me ajudar a criar a empresa e acabei me ferrando, fiquei sem dinheiro, abandonado por quem eu mais amava, sem família, meus demônios não me deixavam por um segundo sequer. —  As mãos dele estão tremendo agora e graças a Deus Quinn está olhando para baixo, porque talvez seus olhos estejam começando a marejar. — Quando meu irmão me achou, eu era apenas uma sombra do que um dia fui. Talvez eu tivesse outras escolhas na época, mas sei disso agora e não naquela época. Odeio que meus cigarros façam mal, mas me consola saber que pelo menos causam algum conforto para alguém mais fodido que eu. — Quinn apenas deixa que ele fale mais, porque ela quer muito ouvir. — Prometo que a fórmula não vai durar tanto, vamos parar, pelo menos eu vou, mas meu irmão não vai tão longe sem mim. — Essa informação é nova e pega Quinn de surpresa, mas ela sabe que Justin não vai falar sobre isso. 

 

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HOLLYWOOD 

 

Eles estão na fila em frente ao Sunset, para entrar, enquanto repassam o plano.  

Justin está suando de nervoso, não quer ser pego por isso, mas Quinn não lhe deu outra opção e Barbara está lá dentro esperando para ter a conversa ouvida.  

Ele tem medo de Barbara o reconhecer, pior ainda, vir conversar com ele, então terá que manter a mentira que Quinn criou e ele não sabe se tem coragem para isso.  

Antes de irem ao Sunset, Quinn o obrigou a passar em casa e trocar um terno por outro, não que o que ele estivesse usando antes fosse feio ou de má qualidade, mas o que usa agora é para ocasiões como essa. O corte do tecido foi feito para cada músculo do corpo dele, o preto lhe cai muito bem e Justin sabe disso, Quinn o fez vestir uma camisa branca por baixo, sem gravata e com os primeiros botões abertos mostrando o começo de algumas tatuagens, obviamente ela aproveitou para espiar, mas tudo que conseguiu foi ver números romanos do lado direito do peitoral, uma coroa do lado esquerdo e o início de uma cruz no centro. O gel para arrumar o cabelo no lugar, o perfume e as jóias de outro foram opção dele.  

Quando é a vez deles de conversar com o recepcionista, ele já desaprendeu a falar.  

— Olá, bem-vindos ao Sunset. Vocês têm reserva? — O homem de meia-idade pergunta e Justin dá graças a Deus por não ter que falar nada para participar do plano, por mais que pudesse resolver a situação com a fortuna dele ou então até mesmo comprando o clube.  

— Olá, senhor Harris, infelizmente não conseguimos fazer a reserva a tempo. Mas estávamos esperançosos de conseguir jantar no seu restaurante maravilhoso no dia do nosso noivado. — Justin engasga, mas tenta disfarçar com um sorriso que era para ser de felicidade, ele está impressionado por Quinn saber sobre a história do Sunset. Quinn mostra a mão com um anel de noivado para o homem que sorri, Justin apenas esconde mais o rosto com o chapéu, tentando não ser reconhecido pelo Harris, sabia que seus funcionários o conheciam bem, mas Harris não gostava das noites de balada que Justin frequentava, por isso nunca se viram pessoalmente, talvez ele tenha ouvido falar de Justin, mas confiava que a memória do velho não fosse tão eficaz.  

Ele parece ser o dono do clube. E por mais que Justin não entenda que ele está recepcionando as pessoas pessoalmente porque gosta, ele permanece calado, Quinn precisa mudar o jogo a favor deles.  

— Me sinto lisonjeado, senhorita, mas parece que seu noivo não queria estar aqui. — Ele ainda olha esquisito para Justin que está quase infartando, é claro que ele ia ter que fazer parte da farsa, mas quando olha nos olhos do homem com mais atenção percebe o motivo, o Senhor Harris já o viu aqui antes, Justin não era membro, mas já foi muito convidado pelas mulheres que frequentavam, também pelos homens para tratar de negócios.  

Mas obviamente ele já viu Justin com alguma mulher e não deve fazer tanto tempo, se Justin se recorda bem, duas semanas atrás ele estava com uma mulher dançando de forma bem… explícita?

— N-não gosto que minha futura esposa frequente os lugares que eu ia quando solteiro. Eu já não sou mais assim, mas se ela insiste... Não há nada que eu não faria por ela. — Justin pega a mão de Quinn, mais pelo fato de estar nervoso, pelo menos consegue depositar um beijo um tanto demorado ali. Quinn sente o braço inteiro formigar, mas duvida que isso a ajudaria com a farsa. 

Ela aperta a mão de Justin, ambos sabem que Harris não está caindo muito na farsa, graças aos dotes de flerte de Justin. A fila atrás dos dois começa a aumentar consideravelmente.  

— Eu me recordo de você, Senhor Bieber, sempre subindo nas mesas e cantando para impressionar as moças tolas que vem aqui. Peço que me perdoe pelo que vou dizer, senhorita, mas se for inteligente o suficiente, vai largá-lo o mais rápido possível. — Justin está bufando por dentro, quem aquele cara pensava que era para dizer que ele não prestava para casar? Agora os clientes ricos e soberbos já estão incomodados o suficiente para começar a prestar atenção no casal que está impedindo a fila de andar.  

— O amor muda as pessoas, Harris, não condeno o meu noivo pelo que fez no passado, você devia saber disso mais que ninguém. Pelo visto eu estava errada sobre o seu clube e sobre você também. — Quinn, já de saco cheio está erguendo minimamente sua saia para começar a dar meia volta, Justin coça o queixo para disfarçar o sorriso com a cara de espanto de Harris.   

— Quinn, querida. — Quinn derrete antes mesmo de se virar para o seu falso noivo que pega seu rosto com as mãos e aproxima a boca da dela sem lhe dar tempo para pensar antes de grudar os lábios nos dela.  

Ela tenta não pensar no que está acontecendo, mas o espanto é tanto que nos primeiros três segundos nem fecha os olhos, somente quando uma das mãos dele desce por sua cintura e a puxa mais na direção dele, que ela relaxa o suficiente para fingir aproveitar o beijo quando fecha os olhos e passa os braços pelo pescoço de Justin, talvez esteja mesmo aproveitando.  

É avassalador e se Quinn tivesse que desvendar os mistérios desse beijo, em mil anos não conseguiria todas as respostas, talvez por não ter nenhuma pergunta naquilo.  

Porque quando os lábios dele tocaram os dela, as coisas finalmente fizeram sentido. Não havia pergunta nenhuma para ser feita, mas Quinn sabia que todas as respostas estavam naquele beijo e ela adorava respostas. 

 

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HOLLYWOOD 

 

 


Notas Finais


Sim, terminei o capítulo bem aqui porque gosto da emoção hehehe.
Não sei o que falar do capítulo, muitos assuntos acontecendo juntos e muitos outros que ainda vão acontecer e eu não vjeo a hora hihihi.

Até a próxima.


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