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História Noir - Capítulo 6


Escrita por: SaintGrey

Notas do Autor


Demorei a postar por inúmeros motivos, não me culpem por favor. Sinceramente não sei porque ainda não fui caçada pela @Zandollar.

Capítulo betado pela @darthflowers

As coisas continuam a esquentar em Nova York...

Boa Leitura.
Beijinhos.

Capítulo 6 - Capítulo 6 - O Disfarce


Fanfic / Fanfiction Noir - Capítulo 6 - Capítulo 6 - O Disfarce

Capítulo 6 - O Disfarce. 

 

Narrador 

O beijo dura mais do que deveria, é possível ouvir as risadas atrás deles e até alguns gritinhos, além do pigarreio do Harris para que parem logo de envergonhá-lo. 

— Por Deus, Thomas, deixe logo os pombinhos passarem. Até você já teve seu tempo de garanhão. — Um homem idoso atrás deles chama o senhor Harris pelo primeiro nome, Quinn agradece mentalmente um milhão de vezes o homem rico atrás dela, antes de se afastar de Justin, os dois muito envergonhados para falar qualquer coisa, mas não o suficiente para não se encararem. 

Que droga foi essa? 

É tudo o que se passa na cabeça de Quinn, ainda com a sensação dos lábios dele nos dela, tão quente. 

Só então percebe que não estava respirando direito, talvez alto e rápido demais, mas não direito. 

— Tudo bem, tudo bem. Podem passar, mas da próxima, é melhor fazerem uma reserva. E quero ver a aliança de casado — acrescenta, fazendo o casal e alguns na fila rirem. 

Os dois se olham enquanto entram no salão grande, comemorando. 

— Droga, sabe que nunca mais vou conseguir colocar os pés aqui novamente sem você, não sabe? — ele pergunta tirando o casaco das costas dela para entregá-lo a funcionária. 

— Isso é realmente uma pena, a onça vai ter que caçar suas presas em outro local. — Ela lhe chama assim por causa do vestido com estampa de Barbara. 

— É uma pena mesmo — retruca Justin, nenhum dos dois sabe se isso é verdade. 

Eles avistam Barbara de costas para eles, sentada com duas mulheres nas poltronas da área do bar. Justin puxa Quinn até o balcão do bar, é consideravelmente perto da mesa de Barbara, Justin permanece de chapéu e de costas para a mulher para não correr o risco de ela reconhecer o cunhado. 

— Uma delas eu reconheço, é a que estava falando com ela no telefone e sua amiga de infância, Morgan. Mas a outra, quem é? Não tenho nenhuma informação sobre ela. — Quinn observa as mulheres rirem e beberem na mesa. 

Justin se vira para chamar o garçom e aproveita para dar uma boa olhada na mesa. 

— É Susan Willians, esposa do prefeito Charles Willians, às vezes as esposas mais ricas da cidade se juntam para serem esnobes juntas. — Quinn não prestou atenção no que Bieber falou depois que ele citou o prefeito, agora ela está olhando para todos os cantos tentando achar os seguranças de Susan. Como não a reconheceu? Talvez fosse o cabelo solto e mais claro do que nas fotos, mas definitivamente ainda era a esposa do prefeito e se ela estava ali, não estava sozinha. 

Logo os seguranças poderiam ligar ela a lista de detetives que estão sendo vigiados pelo prefeito, não que seu nome estivesse na lista, mas o do seu pai estava e como ela trabalhava no escritório dele... 

— Porra — ela diz ao finalmente notar os dois caras enormes encostados nos dois cantos da sala, olhando para Susan.  

— O que está havendo? — Justin pergunta, após pedir vinho ao garçom. 

— Não tenho permissão para falar de outros casos do meu pai, mas podemos dizer que os seguranças de Susan e a Susan não podem me reconhecer. — Quinn está um pouco abaixada, Justin tira o chapéu da cabeça e coloca em Quinn, fica um pouco grande, mas não é incomum mulheres usarem um também, mas isso a deixa ainda mais parecida com Sherlock Holmes e Justin ri por causa disso. 

— O que foi? — Quinn pergunta não entendendo a graça. 

— A espertinha ficou ainda mais com cara de espertinha — ele responde. 

— Temos que sentar mais perto, mas ainda precisamos estar de costas. — Quinn analisa o balcão cheio, tem bancos bem mais perto de onde Barbara está, ela conversa e ri com as amigas, parece um cenário meio falso, mas ela se encaixa bem nele. 

Os bancos mais próximos da mesa de Barbara estão ocupados por dois homens, tem quatro canecas de cerveja vazias e shots pela metade, sem contar que eles falam alto e um pouco embolado. 

— Logo logo eles vão embora ou o garçom vai botá-los para fora. — Ela indica a dupla animada, Justin observa com atenção a cena. 

— Só porque estão bêbados? Já fiquei muito pior e continuei no clube até a manhã chegar — questiona. 

— Por estarem bêbados e por não poderem passar a noite aqui, um deles é casado e o outro está de olho na mulher perto da pista que claramente está olhando de volta. — Quinn não pode fingir que não deu uma de Sherlock, sua consciência a avisa que ela não pode ser descoberta por ninguém e isso inclui o homem que a beijou poucos momentos atrás, mas ela quer ser elogiada por ele, quer aquele olhar de admiração porque ninguém a olhou assim antes, e ela gostou. 

— Uau, parabéns espertinha, eu nem teria notado. — Eles continuam olhando para os homens terminando um último shot, o homem casado olha para o relógio enquanto o outro está acenando para a mulher na pista. 

— Certo, talvez se conversarmos o tempo passa mais rápido. — Quinn saca o que ele quer assim que as palavras saem da boca dele. 

— Então, Quinn, sempre quis trabalhar como assistente do seu pai? — Justin chama o garçom novamente, pedindo uma dose do whisky mais caro e forte do bar. 

— Por que está tão interessado na minha vida, Justin? Não é porque eu resisti aos seus encantos e não quis dormir com você, eu sei que você já levou vários foras, é outra coisa. — Ele arqueia uma das sobrancelhas, até o garçom coloca o copo delicadamente no balcão, com medo de despertar alguma fera dentro de Quinn. 

— Ai, essa doeu. — Faz um brinde solitário no ar antes de entornar a bebida de uma vez só na boca, uma gota escorre pelo seu queixo até desaparecer na gola da camisa, Quinn devia avisá-lo que ele foi estabanado, mas perdeu tempo, observando demais. — Você é interessante. Inteligente demais para não ter objetivos e por mais que eu fale o quanto é esperta, não é só isso. Barbara foi esperta ao se casar com um novo ricaço, era o sonho dela. Mas você é inteligente, sei que um homem no seu futuro não é a chave para os seus problemas. — Ele tem razão em tudo, Barbara se casou pelo dinheiro, mas não significa que não ama Jaxon e por isso o traiu, mas que o dinheiro foi a primeira coisa que lhe chamou a atenção em Jaxon... 

— Touché, Bieber. — Quinn toma um gole da taça de vinho que foi pedida no início. — Sim, sempre quis trabalhar com o meu pai, de um jeito diferente, mas a vida não é fácil para ninguém, então cá estou eu. — O vinho não cai bem com mentira, ainda mais quando está perturbando a paz de um homem morto enquanto mancha o nome dele. 

— Certo, com o que você queria trabalhar então? Ou no que quer trabalhar, sua vida como assistente parece bastante cansativa. — Imagina a vida de uma detetive então? Pensa Quinn. 

O dedão dele roda na borda do copo enquanto fala, ele está próximo de Quinn como se quisesse manter a conversa apenas entre os dois, Quinn gosta tanto disso que mal consegue respirar. 

— Exército. — É o que vem na sua cabeça, para não dizer detetive, os dois impossíveis para uma mulher. 

Isso parece chocar o Bieber. 

— O que? Você não parece fazer o tipo de pessoa que gosta de matar pessoas. Sua inteligência estaria sendo desperdiçada naquele lugar, mas se é isso mesmo o que quer. — Ela é tão previsível assim? Talvez devesse malhar mais. 

— Não quero falar de trabalho enquanto trabalho. — Ela revira os olhos, na tentativa de fazê-lo mudar de assunto. 

— Como você é exigente, Sherlock. Tá bom, tá bom, me dê um minuto. — Ele chama o garçom novamente, dessa vez pede para o homem deixar a garrafa de whisky depois de completar o copo de Justin, depois de mais um copo virado e uma cara pensativa, ele volta a falar. — Como é sua relação com o seu pai? — Isso sim pega Quinn de surpresa e agora ela até prefere falar de trabalho do que ter que falar sobre seu pai, não porque não gosta de lembrar de como ele era, mas justamente por achar que não consegue fingir que ele ainda está aqui. 

— Boa, ele sabe que faço um bom trabalho e o valoriza. Meu pai é um homem justo e paciente, isso já me fez ter dúvidas sobre ser realmente filha dele, mas acho que mesmo que eu descobrisse que não sou eu nunca contaria, amo muito ele. — Quinn bebe um longo gole para que seus olhos sequem antes de Justin perceber. 

— Que inveja; e sua mãe, como ela é? — Justin apoia um dos braços no balcão, virando o corpo para ficar frente a frente com Quinn, que mantém as pernas cruzadas, agora elas esbarram com as dele, mas nenhum dos dois se move. 

— Minha mãe é... um anjo. Mas deixa as emoções falar mais alto que a razão. Ela sente demais, por todo mundo. Mas é contagiante, é impossível não ficar feliz quando se está com ela. Ajudou bastante enquanto ficávamos preocupadas com o trabalho do meu pai. — Quinn parou de mentir, não sabe bem o porquê, mas quer que Justin saiba que nem todas as famílias são fodidas. 

— Que bonito, eu gostaria de conhecê-los. — Quinn ri, porque sabe que a mãe se apaixonaria por Justin, sua avó, irmãos também. 

— O que foi? Acha que eles não gostariam de mim? — Ele ri, mas Quinn consegue ver uma pitada de tristeza no sorriso. 

— Não, o contrário, eles iam amar você, ri porque nunca levei alguém de quem eles realmente gostassem. — Porque as pessoas com quem ela se relacionava eram sempre… intensas? Não sabe bem se é essa a palavra. 

Quinn checa o local, Barbara está em silêncio enquanto Susan fala, o homem casado no bar foi embora como Quinn previu, mas o seu lugar agora está ocupado pela mulher que o outro cara estava de olho, mas pelo jeito que eles se olham e pelos toques que tentam ser casuais, não vai demorar muito para irem também. 

— Tá, mais uma enquanto você está falante. Por que não gosta do seu primeiro nome? — Mais uma pergunta que a deixa sem resposta, talvez ele esteja bêbado para fazer perguntas tão aleatórias, ou só tem tantas perguntas que escolhe as que mais quer saber. 

— Não é que eu não gosto... Foi meu pai quem escolheu, querendo homenagear meu avô chinês — ela fala. 

— Então é um nome de homem? — Justin está mais curioso que nunca. 

— Um nome unisex eu acho — Quinn responde. 

— Ariel? Taylor? Alison? Kai? — Bieber dispara, na esperança de acertar. 

— Não para nenhum. É melhor desistir antes que diga uns nomes bem feios e atinja minha moral. — Quinn tenta fazê-lo desistir. Maldito Elliot, ela lhe daria um tiro se ele estivesse ali. 

— Sherlock, eu acho que vou precisar de mais do que nomes feios para atingir sua moral gigantesca. Mas talvez eu mexa um pouco com você se eu acertar. — Ele passa a língua entre os lábios, como se estivesse prestes a cumprir um desafio, Quinn se perde no movimento da sua boca, aquilo a leva direto pro beijo novamente e isso não a deixa pensar em mais nada. Ainda estão falando sobre moral? — Gosto disso, uma pergunta que atinge sua moral. Acho que é impossível. — Ele está mordendo o polegar enquanto tenta pensar em algo embaraçoso. 

Quinn ri ao pensar que ele conseguiria atingi-la há sete anos, quando tentou ser assumidamente uma detetive mulher e ser valorizada, isso sim mexe com a moral dela. Só a lembrança disso, faz Quinn pedir um copo para o garçom e tomar um pouco do whisky caro de Justin. 

— Por que insiste em fugir de mim quando eu sei que está louca por mim? — Touché, a bebida retorna pelo caminho que seguiu enquanto Quinn engasga baixo, tentando encobrir o momento com uma tosse, isso faz Justin rir, mas os olhos dele estão bem atentos. 

— Não me envolvo com clientes. — Sua boca é mais rápida que seu cérebro, Quinn fala sem nem prestar atenção que acabou de se entregar de bandeja, seu corpo se enrijece no mesmo instante. 

— O que uma assistente de detetive tem tanto a perder? — Aí está, a pergunta que Quinn não queria responder. — Não tente mentir para mim, espertinha. Eu sei que você gostou do beijo tanto quanto eu. Não senti você se afastar em nenhum momento. — E ele está se aproximando de Quinn novamente, perigosamente muito perto da boca dela, o cheiro de whisky que ele sopra levemente no rosto dela é o suficiente para deixá-la tonta por um segundo. 

— Vamos. — Quinn se afasta de Justin quando se levanta e caminha discretamente para os bancos perto de Barbara, agora vagos. 

O garçom traz as garrafas abandonadas para eles, mas nenhum dos dois bebe agora, Quinn já ativou o gravador dentro da bolsa agora que é possível ouvir a conversa das mulheres podres de ricas atrás deles. 

— Sim, eu juro que é possível, duas vezes e o homem queria uma terceira, talvez seja porque ele não tem muito com o que se ocupar a não ser minha piscina, Charles está sempre trabalhando. — Quinn já sabia dos casos de Susan, a mulher do prefeito, sabia também dos casos dele com um amor antigo que ele nunca esqueceu. Justin fica tenso ao seu lado, chocado com a mulher do prefeito. 

— Experimente um segurança então, os músculos firmes... — Morgan é quem está falando enquanto as outras mulheres riem, Quinn consegue ver três garrafas de vinho na mesa, uma delas está na metade enquanto as outras já estão vazias faz tempo. Só então faz sentido elas estarem tão falantes. 

Esposas infiéis não gostam de se gabar sobre sua infidelidade, mas com mulheres ricas que fingem serem amigas, talvez seja diferente. 

— E você querida, nunca mais nos falou da sua super estrela, a celebridade muito mais atencioso que Jaxon. — O coração de Quinn está palpitando, é sempre assim quando a verdade se desenrola sob seus olhos e ouvidos, as provas que ela quer. Está tão encantada pela cena que nem percebe que Justin pegou sua mão, ela o encara. Não deve ser fácil descobrir que sua cunhada é infiel, mesmo que tenha algumas desavenças com Jaxon, é notável que Justin respeita o irmão. 

— Ele está me torturando, diz que não quer me ver enquanto estou com Jaxon, já disse que o divórcio não é uma opção. — As mulheres riem e assentem. 

— Típico de amante, aposto que ele vai querer casar com você depois do divórcio para tirar toda a sua grana suada. — Dinheiro suado mesmo, suado porque todas conseguiram dando para os homens certos. 

— Mas, talvez eu veja meu popstar na inauguração do clube Hollywood. — Na mosca, Quinn está sorrindo enquanto Justin permanece bravo e agitado com a cunhada infiel. 

— Seu irmão não vai estar na cidade, a onça vai caçar, finalmente — Quinn responde. 

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HOLLYWOOD 

 

As coisas parecem estranhamente calmas desde que Justin teve que voltar para a empresa para lidar com as coisas de dono de empresa. Bom, foi o que o homem disse, mas Quinn tem dúvidas de que se trata disso.  

Desde a noite do disfarce no Sunset, Justin a está evitando, Quinn pensou que ele fosse mesmo uma pessoa que fugia de qualquer compromisso, pelo menos ele foi honesto quando decidiu se afastar. Mas Hollywood realmente necessita da atenção dele, algum problema com o fornecedor, explicado brevemente para Quinn pelo telefone enquanto ela tentava colocar algum sono em dia. 

Já faz quase uma semana que Sherlock atua sem o Watson e por mais que aprecie o silêncio para pensar, Quinn sente falta do inconveniente Justin Bieber, ele a fazia se sentir inteligente e bonita e agora tudo o que restou foi um beijo sem explicações, uma conversa no mínimo embaraçosa e uma pergunta ecoando na cabeça dela. 

O que ela tinha a perder? 

Justin Bieber parecia uma pessoa complicada de desvendar, mas Quinn não queria isso apenas para saber das respostas, ela queria conhecê-lo e entendê-lo. Por mais que ele tenha problemas, nunca viu Quinn como um inferior, sequer a tratou como muitos homens a tratavam. Só mostra o quão bom ele ainda é, mesmo depois de tudo que o moldou. 

Mas a detetive só conhecia o Justin do caso, o seu parceiro falante e enxerido, e ele só conhecia uma assistente rabugenta e grosseira. Talvez nenhum dos dois conseguisse lidar com o que tem embaixo da superfície. Talvez depois do caso ser concluído eles possam sair como pessoas normais. 

Quinn coloca os binóculos sob os olhos para poder enxergar a casa de Barbara e Jaxon Bieber. 

Desde que seu parceiro a deixou, ela faz mais tocaias enquanto tenta descobrir algo no material que conseguiu, pelo menos agora ela pode ser uma detetive em tempo integral e isso inclui muitas tocaias e gasolina gasta para seguir a animada senhora Bieber que adora se ocupar. 

Ela ligou para algumas amigas antigas de Barbara para tentar descobrir sobre algum cara que Quinn não saiba, também checou a lista de empregados da casa, mas todos eram velhos ou muito bem casados. Sem contar que se o suposto homem fosse a inauguração do novo clube, ele teria que ser no mínimo rico.  

Quinn teve que ir atrás de todas as informações sobre a noite da inauguração, e adivinhe só? Jaxon Bieber é um dos sócios do local, assim como seu irmão e outros caras bizarramente ricos. 

Justin consegue fazer com que ela entre no evento, então é só esperar Barbara se encontrar com o amante e fotografá-la e muitas verdinhas estarão no seu bolso na manhã seguinte. Quinn nunca quis tanto terminar um caso logo, ela se envolve com ele até solucioná-lo e depois ele vira um arquivo em seu escritório, mas ela sabe que o caso Conversível vai perdurar mesmo depois do fim. 

Quinn não se importa muito com as pessoas de um caso quando o termina, somente aqueles clientes que não pagam, mas esse é diferente. Ela não sabe o que Jaxon vai fazer com Barbara depois que souber a verdade, o que vai ser do Justin e da empresa quando o irmão ficar maluco, porque ele vai. 

A detetive conseguiu o histórico médico da família, quando subornou o médico que está atendendo a família há anos. Jaxon toma remédios controlados para ansiedade e raiva, teve histórico na polícia mais algumas coisas, na sua ficha tinham tinta preta encobrindo as palavras, com certeza foi pago para ser apagado. 

Mas ela precisa ir até o fim, é o que seu pai diria se estivesse vivo, é o que Quinn vai fazer. 

Um carro preto passa pelo carro de Quinn a toda velocidade para atravessar os portões da propriedade que foram abertos, tão rápido que Quinn não consegue ver a placa, mas está de noite e a chuva que caia discretamente está aumentando então ela não conseguia ver do mesmo jeito, mas sabe que é um carro muito caro para correr tão rápido com um motor com aquele som.

Quinn sai do carro correndo, com o binóculo e a câmera embaixo do casaco em direção ao lado de trás da propriedade, as mãos tremendo e o coração batendo rápido, é o amante. 

A babá de Mia já foi embora e a garotinha está dormindo, Jaxon já voltou de viagem, mas sua próxima viagem está marcada para amanhã, além de que ele está atolado de trabalho na empresa. Quem mais visitaria uma mulher casada quando ela está sozinha em casa, às onze da noite? 

Se Barbara e o amante forem espertos não vão ficar na parte da frente da propriedade, alguém da rua ou até mesmo os próprios seguranças podem ver.  

Por isso Quinn está dando a volta na propriedade de muros altos, na suíte master tem um deque para o parque da cidade, os seguranças não ficam lá porque o muro é alto e tem muitas árvores impedindo a entrada de algum invasor, mas é ótimo para quem está espionando. 

Quando uma luz da suíte é acendida, Quinn começa a escalar uma das árvores com bastante folhas para escondê-la das pessoas que estão lá dentro. 

Mesmo com o binóculo é difícil ver, pois apenas uma luz está acesa e chove muito, ela sabe que uma das pessoas é Barbara, mas as cortinas a impedem de ver algo revelador. 

— Foda-se. — Quinn tira a câmera do casado e começa a bater fotos com o zoom no máximo. 

Ela ofega quando a porta do deque é aberta, mas a luz não é acendida. Barbara olha para o parque, sem nem suspeitar que Quinn está fotografando a mesma. Um homem se aproxima, mas a maldita chuva aperta, ele está de terno e chapéu e o escuro não favorece Quinn que não pode usar flash. 

Ela fotografa mesmo assim, com uma ideia em mente.  

Quinn se apoia em um galho podre e o mesmo estrala com o peso dela a fazendo se desequilibrar e cair da árvore, antes de chegar ao chão ela consegue se agarrar ao tronco, arranha seus braços e pernas no processo, na sua costela algo arde mais que todo o resto, mas pelo menos não quebrou nenhum osso.  

Ela fica parada, respirando ofegante enquanto seu corpo inteiro arde, quando se ergue um pouco, Barbara está olhando na sua direção, é o suficiente para Noir pular do tronco e correr para o seu carro.  

A câmera molhada, mas o filme dentro dela, intacto. 

 

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HOLLYWOOD 


Notas Finais


Barbara sua safadinha.
Até a próxima guys.


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