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História Noir Et Blanc - Capítulo 15


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Notas do Autor


Segunda parte, aproveitem.

Capítulo 15 - Ruivo Vs Emo Parte II


SASUKE POV. ON

Meu coração acelerou quando toquei a cintura da desajeitada rosa, estávamos no terceiro copo de vinho, Sakura apenas ria e cambaleava, sentada no estofamento do chão devorando um pedaço de pizza. Por que eu me importo tanto com você, pequena peste favorita?

– Tenho algo no rosto? – Saky questionou examinando a maçã do rosto. Ela tem bochechas tão rosadas quando bebe… Minha visão estava tão focada em seu rosto que acabei fitando seus lábios.

– S-Sasuke… – Tinha uma Haruno meio confusa a meio centímetro do meu rosto. Essa expressão, os olhos verdes me encarando perdidos, foi assim que nos tornamos melhores amigos.
 

Flashback On

– Estamos presos aqui! Ah, belo dia para uma revista de merda publicar sobre você.

Naruto passava a mão impaciente sobre os cabelos, de qualquer modo eu sei que algum paparazzi ia me reconhecer. Eu não ligo para atenção abusiva das minhas fãs, eu apenas não suporto me sentir preso.

– Vou no banheiro – Aviso para os presentes na sala.

– Não vá a até aportaria, esta ouvindo? Não até o carro vir nos buscar.

– Claro, claro – Sai da sala dobrei o corredor encontrei uma janela, olhei pelo vidro, ninguém nesse lado do prédio. Coloquei a audácia que habita em ação em mim e abri a janela. Pular não seria difícil, nas aulas de parkour pulei entre prédios de 10 andares. Mas por sorte tinha uma escada de incêndio, sorridente, pulei na escada de ferro e desci.

– Onde será que o Loki está? – Parece ser uma fã, corri até o caixote de lixo que avistei de relance, me escondo observando as duas garotas saindo de perto.

– Ah, ainda bem – Suspirei aliviado, e em seguido tomo susto ao ouvir uma tosse vinda de trás de mim.

– Fugindo Senhor Uchiha? Ou melhor dizendo Loki.

Virei de imediato, percebi a Sakura me encarar com os braços cruzados, tendo a expressão nada surpresa.

– Ah, eu não te contei? Poxa… – Cosei minha nuca, sorrindo amarelo, a rosada revirou os olhos e suspirou.

– Não, quem me contou foi o Naruto.

Não acredito, o Naruto, aquele imbecil deu de abrir o bico. Então foi ela que espalhou sobre meu disfarce.

– Aquele idiota te contou, preciso me lembrar de demitir aquele desgraçado depois. Então eu posso adivinhar que foi você que espalhou que eu estou na cidade, muito bem Haruno, ganhou um inimigo, eu nunca pensei que fosse vingativa assim-

– Cala a boca, seu idiota! – Ela me interrompeu gritando na minha cara.

– Eu não contei nada para ninguém, se quisesse ferrar com a sua carreira teria feito isso a meses atrás – Se afastou bufando, me olhou meio irritada.

– Desculpa, é que minha vida virou um inferno porque alguém relatou sobre mim para uma revista.

– Então essas são as dificuldades de uma celebridade, nunca mais reclamarei da minha vida medíocre de novo – Ela se virou seguindo em diante ao beco atrás de nos. Aquele sarcasmo sutil, a única pessoa que me retruca assim é meu irmão.

– Acha fácil?! – Pergunto um pouco alto seguindo os passos dela.

– Sim, acho – A astucia dessa guria me deixa puto. Ela para na faixa de pedestre, fico ao seu lado.

– Fala isso porque sua vida é normal, não aguentaria um dia no meu lugar – Nossa caminhada deu em um parque.

– Fico lisonjeada que eu pareço ser tão normal para você. Mas nem nos plebeus temos tão sorte de ter uma vida plena. E aquelas garotas estão te encarando…

Minha raiva fez eu esquecer da realidade, droga! Abaixo minha cabeça, tentando tampar meus olhos, fui surpreendido por boné na minha cabeça, ergui minha visão, Sakura foi até uma barraca do parque, deu dinheiro há alguém depois veio até mim.

– Tome, só tinha da Hello Kitty – Segurei óculos escuros de armação rosa e coloquei. Me sinto meio esquisito.

– Obrigada. Depois eu te pago.

– Não quero seu dinheiro – Ela agi com tanta indiferença. Andamos pelo parque, e por insistência dela formos em alguns brinquedos. Eu não sei que tipo de pessoa Sakura é, mas eu percebi que ela não é má pessoa. É meio confusa e pensativa demais.

– É muito clichê.

Ela apontou para a roda gigante, enquanto segurava um sapo de pelúcia, ela atirou em todos os alvos para ganhar esse sapo estranho. A criança do lado ficou traumatizada com a Sakura gritando durante os tiros.

– Eu acho legal, ficar parado lá em cima é uma sensação boa – Digo olhando para o topo da roda. Maneiro meu olhar para ela de volta e retribuo o sarcasmo de mais cedo.

– Mas é só para os mas fortes, os covardes dizem coisas como clichê.

– Tá querendo comprar briga, emo devasso? – De onde ela tira esses adjetivos?

Ela procurou os tickers no bolso e tirou apenas um.

– Só restou um – Ficou hesitante e me encarou, depois encarou o ticker, por fim se decidiu.

– Clichê… Mas – Algumas pessoas estavam vindo na nossa direção.

– Não temos escolha, vem! – Sakura me puxou sem olhar para trás, olhei ao redor e meu disfarce não duraria mais. Corremos ate a roda e Sakura entrou na frente de uma criança.

– Ei! Está furando fila, mocinha! – Olhamos para a Senhora que nos repreendeu com seu filho, que nos encarou feio.

– Ah, desculpa, meu amigo aqui está... Com câncer terminal, e nunca foi a uma roda gigante.

– Isso é sério, rapaz? – A senhora e o garotinho esperavam minha resposta, então, recebi uma cotovelada da rosada.

– Sim… Cof cof! Talvez só mais uns dias, meu sonho sempre ir nessa roda gigante, mas não podia, os médicos nunca me deixaram brincar fora do hospital. Por favor, senhorita.

Sakura assistiu minha atuação e rolou os olhos de leve. Elogiar sempre afaga o ego de qualquer um.

– Ah, que isso, pobre criança. Eles podem ir antes de nós. – Ela avisou para o funcionário e entramos no brinquedo.

Ela subia lentamente, o espaço era grande, como uma cabine para quatro pessoas. Sakura sentou de frente para mim. Pensando bem agora, é a primeira vez que saio com uma garota e não é um encontro, ou… Não, Sakura nunca sairia com alguém como eu.

– Você é bem convincente, tipo, também sabe atuar? Faz parte de ser uma celebridade, saber de tudo?

Analista sigilosa. Inteligente, mas não liga para status. É linda e não usa isso a favor de nada.

– Faz parte de ser da alta classe, sabe… Filhos são como troféus. E quanto mais talento, maior a taça.

– Por que ainda está aqui? Não vai conseguir nada aqui, nem as mentiras duram aqui –Apoiou o cotovelo na barra da janela, com a mão segurando a maçã de seu rosto, que tinha os olhos mirando em mim.

Verdes cintilantes.

– Acho que estou apenas perdendo tempo, eu sempre usei meu tempo, nunca desperdicei.

– Então veio ao lugar certo. Aqui é o fim do mundo, não precisa de muito para existir, é um lugar para guardar coisas, sendo ruins ou boas.

– As vezes só existir é o suficiente.

Ela sorriu, mudou de posição e encarou a vista de fora. Estava escurecendo, o pôr do sol apareceu, levantamos ao mesmo tempo para ver a cor laranja sumir.

– É a minha segunda vez numa roda gigante. – Ela admiti, suspirando levemente – Quando criança dizia-se que só valia pena ir na roda gigante com o seu amor. Cada um interpreta de uma forma diferente, eu vim para esta cabine com coelho de pelúcia que amava na época.

Ela deu uma risada, eu ri de lado, observando os olhos penetrantes fixos no horizonte.

– Pelo menos a companhia valeu mais a pena do que a da segunda vez.

–Talvez, eu nunca tive um encontro numa roda gigante, com um ser vivo.

Droga, o sorriso dela é muito lindo.

Me inclinei na altura de seus olhos, que dilataram um pouco.

– Encontros em rodas gigantes só acabam depois de… – As bochechas coraram, quase pude sentir o toque macio e rosado.

– E-e, olha, parou! É melhor irmos – Sakura escapou do momento gaguejando, saiu em disparada da cabine, enquanto eu nem tanto inocente me peguntei.

– Eu tentei beijá-la, mesmo? – Fui atrás da rosada, receoso por um tapa, ou soco. Droga, por que tenho que ser impulsivo? Avistei Sakura perto da barraca de algodão doce, me viu se aproximar e cortou o nosso olhar.

– Eu estou morrendo de fome – Ficou encarando o algodão doce, um sorriso interesseiro surgiu de seus lábios.

Lembro que fiquei com receio de ter perdido ela com aquele momento inconveniente de 10 segundos atrás, foi um medo real e foi assustador, assustador sentir esse medo novamente. Tudo sobre amor me aterrorizava. Estar preso sobre um efeito romântico, quebrar seu coração para poder ver o quão fundo você foi por isso, bem no fundo do poço.

Flashback Off

O perigo nunca se despediu, ele apenas se disfarçou, e se infiltrou como a bela de todas para me despeçar. Com toda certeza eu sei que a farei se afastar… Foi o que pensei a princípio. Mas eu nunca me senti tão bem perto de alguém a tantos anos. Eu estou em condições de recusar algo bom?

Os olhos embriagados dela se abriram, fez uma péssima tentativa para se levantar e então continuou no chão. Fui até mesa para pegar meu celular e a rosada faz a pior pergunta neste momento.

– Ei Sasuke, por que… Por que homens mentem tanto?

Mas juro que estou confuso.

– Os homens costumam mentir para você? – Sei que em qualquer momento ela lançaria algo na minha cabeça, mas não fez, me viro a encaro no chão abraçando as pernas.

– Não adianta, você é idiota também.

Ela anda estranha, e sozinha, sem aquele namorado sem graça, não… É sobre esse idiota? Fiquei abaixado perto dela.

– O que aconteceu com o idiota, por que ele não está com você?

Perguntei sem medir minha aspereza, ela sabia que eu o desgostava e eu não ligo em deixar transparecer.

– Não é nada, foi só… Sei lá, pensamento aleatório. Esquece.

Ela sempre foge de um assunto quando está mentindo. Mas por que ela não me conta, talvez eu só queira ter um motivo para quebrar a mandígula dele. Ela não confia em mim para isso? Odeio paranoia, puta merda!

– Se não é nada por que está deprimida e bêbada jogada no chão? Você sabe o motivo de estar assim, mas não quer falar, porque sabe a verdade. Se quer ajuda, precisa deixar as pessoas te ajudarem!

Sakura se revolta, levanta pisando forte no chão e me encarando com raiva.

– Eu não to pedindo ajuda alguma. Vai pro inferno!

– Viu, eu não disse nada demais e está descontando sua revolta contra mim. Eu não culpa se o seu namoradinho é um cuzão.

A persegui falando com tons altos, droga, odeio brigar com ela.

Ela para na porta da frente, olha para mim, com uma lágrima solitária caindo em seu rosto.

– Você está sendo bem maravilhoso comparado a ele. Não é?

Saiu pela porta e a bateu fechando.

Autora P.O.V

 

A história da Haruno estava tomando um caminho abusivo, ela se feria com sua relação, mas temia tanto perdê-lo que ignorava toda dor que ele causava.

Beirando a esquina de sua casa, ouviu passos atrás de si. Apressou o passo, olhou de relance e não havia sombra. Nervosa, tirou o celular do bolso do casaco e logo viu que era bem tarde. Não devia ter vindo a pé, burra!

Chegou em frente a residência aliviada, pondo a chave e abrindo a porta, de repente escutou uma risada fina, pulou assustada eriçando todos os pelos de sua nuca, que porra foi essa? A rosada desesperada entrou em casa, mas se virou para fechar a porta e se deparou com a visão de uma silhueta do outro lado da rua.

– Aaah!! Meu Deus.

Fechou bruscamente a porta, com as mãos tremendo, permaneceu imóvel por uns instantes.

– Nem fudendo que vou abrir essa porta de novo. Deve ter sido apenas minha imaginação. Por favor seja… – Suspirou relaxada, porém sentiu dedos na sua costa, sua pressão quase foi para o chão, se virou rapidamente gritando.

– Nãoo! – Escorregou no chão caindo de bunda, enquanto sentia a dor olhou para frente e era Berry lhe encarando assustado.

– Por que estava gritando mana?

Sakura tocou em seu peito respirando fundo.

– Porque quase tive um infarto. Berry, não chegue de fininho atrás de alguém, principalmente de sua mana, ela não tem uma estabilidade de ferro – Se levantou, massageou as nádegas, fazendo cara de dor, passando por Berry.

– Desculpa… – Berry se desculpou botando o dedão na boca cabisbaixo.

– Não precisa ficar triste, já passou, e tira esse dedo da boca, você tem 10 anos é um homenzinho.

– Sou adulto? Posso dirigir e beber cerveja? – Ele fez as perguntas empolgados, Sakura o encarou desacreditada.

– É isso que as crianças querem hoje em dia? Posso entender... mas não, é um pirralho, e se der cresça nunca – Sorriu para o emburrado de seu irmão, o direcionou para o quarto, ao lado do seu, finalmente se derrubou sobre a cama, checou as mensagens de novo e ele não havia mandado nada, já havia completado um mês que não o via. Pensou em ligar de novo, mas é tão tarde, podia incomodar. Ficou olhando para a tela ate adormecer deixando uma lágrima escorregar sobre seu nariz vermelho.


Notas Finais


Entrou um ar de suspense e mistério... hehe
Até o próximo capitulo.


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