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História Noite chuvosa - Capítulo 1


Escrita por: e SugaDormindo


Notas do Autor


Uma oneshot de hibrido pra aproveitar melhor essa noite chuvosa, sim, está chovendo aqui na minha cidade haha.

Boa leitura <3

Capítulo 1 - Capítulo Único


Era quase meia noite quando finalmente fui para casa depois da faculdade. Estava chovendo forte demais, mas com sorte eu havia lembrado de trazer o guarda-chuva, então o abri e segui meu caminho para fora do campus. Não morava tão longe assim, mas era uma longa caminhada de trinta minutos para chegar em casa. 

O céu estava nublado por conta da tempestade, então estava tudo mais escuro que o normal. Algumas luzes dos postes piscavam e parecia que a força daquela rua queria cair. Francamente se eu chegar em casa e não tiver água quente e wifi eu vou ficar bem puto!

Afinal eu até podia estar com um guarda-chuva, mas em meio aquela tempestade nem adiantava nada visto que a água e os ventos eram muito fortes.

Até o trânsito estava complicado naquela situação visto que tinham muitos pontos de alagamentos pela cidade, eu agradecia por ao menos morar perto em uma distância que dava para ir caminhando.

As pessoas que apareciam naquela rua "quase" deserta corriam apressadas sem nem ao menos olhar para o lado, querendo chegarem o mais rápido em seus destinos para fugir da chuva, e eu era uma delas.

Mas uma coisa no meio daquela correria me chamou atenção, em um ponto de ônibus, de forma bem encolhida tentando se proteger, estava um híbrido de gato sozinho ali.

As orelhas dele estavam meio abaixadas e ele parecia estar tremendo de frio. Eu nunca fui amigo de um híbrido antes, mas eu sabia que gatos não gostavam de água. Eu fiquei com dó do garoto então fui até onde ele estava.

—  Oi,  pode ficar. — Dei o meu guarda-chuva.

— Ah? Não, você vai se molhar. 

—  Eu moro aqui perto, pode ficar. — Sorri. Eu até daria minha blusa de frio para ele se eu estivesse usando alguma. Infelizmente eu só estava com a camiseta mesmo porque eu não esperava que fosse fazer tanto frio.

— M-mas é seu... — Ele tentou negar.

— Não se preocupe, agora é seu... Considere como um presente, ok? — falei.

— T-tudo bem... — disse meio receoso pegando o meu guarda-chuva, e se colocando embaixo do mesmo para se proteger da chuva.

— Onde você mora? Não deveria estar com os seus donos? — perguntei, sei que era estranho falar de "dono" para outra pessoa quase tão igual a mim, mas era assim que os híbridos eram tratados nessa sociedade.

— Eu não tenho dono — disse.

— Então onde você mora? Ficar a noite sozinho por aqui é perigoso para qualquer pessoa. Uma vez eu quase fui assaltado bem perto daqui — comentei.

—  Eu não tenho mais casa... — Desviou o olhar para o lado.

—  Quer ficar na minha casa essa noite? Acho que meu sofá é  melhor que esse ponto de ônibus.

— Eu não posso confiar em humanos — respondeu.

— Eu sou mais baixo que você, provavelmente mais fraco também, acho que eu corro mais risco que você.

— Tamanho não é nada, você pode ter uma arma em casa — retrucou.

— Você está certo não se deve confiar em estranhos —  concordei pegando minha carteira do bolso tirando o dinheiro que eu tinha ali. Não era pouco, mas também não era muito. Dava no máximo pra ficar dois dias em um hotel. — Mas eu não me sentiria bem deixando você sozinho aqui correndo riscos, aceita esse dinheiro e vai dormir em algum lugar seguro, ok?

— Não pode me dar esse dinheiro... — falou negando com a cabeça sem aceitar.

— Claro que posso, é meu... Sério, não vai me fazer falta.

— Você já me deu o guarda-chuva, e agora quer me dar o dinheiro também... — Olhou desconfiado. — Humanos nunca dão nada sem querer algo em troca.

— A única coisa que eu quero em troca é que você vá para um lugar bom e fique bem, ok? Pelo menos por essa noite — respondi. — Sei que é estranho, mas eu garanto que você nunca mais vai me ver na vida depois disso, então não tem como eu fazer isso pensando em algo em troca — respondi.

— Eu...

— Vou te dar uma dica, mas ela pode dar errado, se você esconder as orelhas com alguma peruca ou boné, pode arrumar um emprego e fingir ser um humano. Assim conseguiria se sustentar sozinho e não precisaria de um dono.

— Você acha mesmo? — Me olhou com esperança. 

— Não custa tentar, tem uma loja perto da faculdade que estão contratando jovens sem experiência —  comentei.

— Hm... Ok, obrigado pela dica, vou tentar por em prática — disse, e então se levantou segurando o guarda-chuva em uma mão, enquanto com a outra pegava o dinheiro que eu tinha oferecido.

— Ok, boa sorte — desejei. — Já vou indo então... — falei e ele se despediu, e eu aproveitei para sair correndo em direção da minha casa na esperança de pegar menos chuva possível, mas já não adiantava visto que eu já estava todo molhado.

Agora bastava apenas eu tirar toda aquela roupa molhada do meu corpo e tomar um banho quente na esperança de não pegar nenhum resfriado.

Assim que cheguei a minha casa abri a minha mochila jogando os cadernos e livros molhados em cima do sofá. Ah cara aquilo ia custar uma grana! 

Torcia para que quando secasse desse pra usar de alguma forma. Ainda bem que eu só tinha levado os caderno e dois livros dessa vez e não aquela pilha de coisas como normalmente preciso.

Corri até o banheiro e tirei as roupas ligando o chuveiro em uma temperatura quente. Um bom e longo banho relaxante.

Ao menos a energia não tinha faltado ou sido cortada, isso era bom pois tomar banho com água fria aquela hora seria horrível demais!

Quando terminei de tomar o banho me enrolei em uma toalha de algodão, e então fui até o meu quarto abrindo o guarda-roupa e pegando um pijama confortável de ficar em casa.

Liguei a televisão rapidamente para dar olhada nas notícias do jornal antes de dormir, mas só passava tragédias, eu até teria pesadelos desse jeito, como por exemplo o casal que foi morto dentro da própria casa e ninguém sabe como, zero suspeitos.

Como a noite estava muito fria acabei pegando um cobertor extra pra me dormir, deitei na cama e antes de fechar os olhos eu me lembrei daquele híbrido de gato que vi hoje. Espero que tudo fique bem pra ele.

Quando acordei minha cabeça estava doendo muito, eu sabia que pegar chuva com a minha imunidade fodida  iria ter suas consequências, mas eu precisava ir trabalhar porque eu ia precisar de dinheiro pra comprar livros novos. 

Me levantei e me arrastei até o banheiro, tomei um banho quase morrendo de frio.  Fiz minha higiene e quando acabei me sequei e me olhei no espelho.  Estava com o rosto vermelho de febre. A gente faz boa ação e protege uma pessoa e acaba se fodendo com uma gripe. Depois ainda tem gente que acha que a vida é justa.

Vesti minhas roupas e coloquei um moletom  preto quentinho por cima da camisa. Terminei de me arrumar e saí de casa trancando a porta.

A rotina voltou ao normal, e todos os dias se tornaram iguais novamente como uma repetição de ctrl c e ctrl v. Minha vida era do trabalho pra faculdade, da faculdade pra casa, e assim sucessivamente.

Consegui comprar os livros novos que tinha estragado por causa da chuva. As vezes me perguntava por onde andava aquele híbrido, se ele tinha conseguido arrumar um bom local para ficar ou como andava sua vida... Mas logo me esqueci disso com os dias que iam passando.

E uns dois meses depois lá estava eu saindo da faculdade de noite em meio a chuva com um guarda-chuva. Foi quando eu vi aquele híbrido novamente naquele ponto de ônibus. Francamente aquilo era alguma pegadinha? 

Hoje eu não estava com livro na mochila então acho que o estrago seria menor dessa vez.

— De novo aqui? — perguntei quando cheguei perto do garoto e vi que ele me olhou assustado e depois relaxou quando me reconheceu. — Toma. — Dei o guarda-chuva para ele novamente. Lá vai eu sendo trouxa de novo, mas eu não podia deixar ele ali daquele jeito.

— O seu plano não deu certo. — Me disse. 

— Por que? — questionei. 

— Com metade do dinheiro que me deu eu tentei comprar as coisas que me falou pra eu parecer humano... Mas não deu, eles descobriram que eu sou híbrido, e quando descobriram me expulsaram de lá sem nem pagar pelos dias que trabalhei... — explicou.

—  Que desgraçados! —  falei. —  Eu sinto muito pensei que realmente pudesse dar certo essa minha ideia.

— A culpa não é sua.

—  Onde você esteve esses dias então?  

— Eu aceitei a ajuda de um humano, mas ele não era boa gente então eu fui embora e aqui estou eu novamente — explicou.

— Meu sofá ainda está disponível para você se quiser.

— Você  ainda é um humano, não confio em você... Ainda mais depois do que outro humano tentou fazer comigo.

— Você  apenas confiou no humano errado, eu nunca faria nada de ruim com você — falei.

— Sei...

— Tem a minha garantia... — respondi. — Até porque você  é mais forte que eu, e pode se defender com as suas garras.

— É você não parece grande coisa. É bem magrinho — concordou.

— Obrigado — falei irônico.

Ele aceitou vir comigo e então dividimos meu guarda-chuva. Eu fiquei com o ombro molhando para garantir que ele não se molhasse. 

Quando chegamos em minha casa abrir a porta e deixei ele entrar. Coloquei o guarda-chuva para secar perto da porta e então tirei a mochila e liguei a televisão onde estava novamente passando notícias sobre tragédias. Francamente o mundo lá fora está ficando cada vez mais perigoso. Assaltos, estupros, assassinatos, políticos corruptos, epidemias. 

— Err... será que pode mudar de canal? — O híbrido pediu. 

— Ah sim, claro, me desculpe — falei mudando de canal e botando em um onde passava o filme de comédia romântica clichê. 

Devia ser ruim para ele ver aquelas notícias horríveis sobre o nosso mundo, nem eu gostava de ouvir muito quem dirá um híbrido que é mais sujeito a preconceitos e violência nesse mundo. 

— Quer tomar um banho quente? É melhor para não ficar doente.

— Eu estou sem roupas aqui comigo...

— Pode pegar roupa minha,  vem. — O chamei e o levei até o meu quarto. Eu fui no guarda-roupa tirando um conjunto de moletom cinza para ele que era muito confortável para dormir. —  O banheiro é a segunda porta do corredor, eu vou fazer algo para a gente comer. Tem algo que não pode? Desculpa, mas eu nunca fiz nada para um híbrido comer antes.

— Coisas com muito ácido, também não posso cebola e alho — respondeu. — De resto como igual um humano normal...

— Ok. Vou preparar algo, sinta-se a vontade no banho — falei me retirando para lhe da privacidade, e então fui até a cozinha ver o que eu poderia fazer.

Eu nunca tinha cuidado de um gato antes, quem dirá de um híbrido de gato... Mas não devia ser tão difícil visto que ele disse que comia a maioria das coisas normal.

Então eu fui até a cozinha e dei o meu melhor na cozinha. Aquele híbrido tinha muita sorte de eu ser muito bom na cozinha. Modéstia a parte eu sou um puta cozinheiro formado no Master chef TV. 

Comida sem alho e cebola era um pouco sem graça, mas eu dei o meu melhor para fazer uma boa refeição sem isso. Um arroz soltinho, peixe ao forno e um molho reduzido. Quando fui tirar o peixe do forno Hoseok apareceu na cozinha com as minhas roupas. Em mim eram bem folgadas, mas nele servia perfeitamente.

— Uau! Ficou muito bom em você — falei dando um sorriso simpático, enquanto o olhava, ele apenas assentiu. — Se sente mais quentinho agora?

— Uhum... — falou. — Isso é peixe?

— Sim, você gosta?

— Eu gosto — respondeu.

— Ótimo, eu preparei arroz e peixe pra gente comer, espero que goste.

— Você não vai tomar banho? — perguntou. — Também se molhou na chuva, pode ficar doente....

— Isso é verdade, mas vou colocar a sua comida primeiro —  falei servindo o prato dele e deixando tudo sobre a mesa. — Sinta-se a vontade, eu já volto.

Então eu fui para o meu quarto,  peguei uma troca de roupa e fui para o banheiro. Tomei um banho rápido só para esquentar meu corpo, me vestir e quando voltei para a cozinha ele já tinha terminado de e comer, mas não saiu do lugar. 

Eu fui até as panelas e coloquei para mim também e então me sentei na frente dele comendo.

— Você não é meio novo para morar sozinho? — Foi o que ele perguntou ao olhar em volta.

—  Já tenho 23 anos, não sou tão novo assim — respondi. — A propósito meu nome é Yoongi. — Me apresentei.

— 23? Ah sim, pensei que tivesse menos... — respondeu.

— Mas e você? Qual seu nome... Tudo bem se não quiser falar, pode inventar outro diferente apenas para eu te chamar — pedi.

— Não vejo problemas em dizer meu verdadeiro nome pra você, não é como se fizesse muita diferença... É Hoseok, Jung Hoseok — disse.

— Bonito nome — falei enquanto comia.

O silêncio foi um pouco desconfortável já que ele ficava me encarando como se me analisasse. Fingi não me importar e apenas terminei de comer, quando acabei lavei as louças para a pia e guardei o que sobrou da comida na geladeira.

Fui até o meu quarto e peguei um cobertor e travesseiro extra para Hoseok dormir no sofá. Eu era uma pessoa legal, mas nem tanto para dar a minha cama. Sofá já era mais do que suficiente em comparação para alguém que estava dormindo no ponto de ônibus.

— Olha, aqui tem um travesseiro e cobertor pra você — falei colocando em cima do sofá. — Pode se sentir à vontade, e qualquer coisa que precisar que for do meu alcance pode pedir, ok? — falei.

— Certo, muito obrigado. — Agradeceu me olhando ainda desconfiado, mas não parecia reclamar de nada.

— Boa noite. — Me despedi e voltei para o meu quarto.

— Boa noite. — Escutei ele falar ao longe.

Hoseok parecia inofensivo e uma pessoa legal então não me preocupei com ele na minha casa. No máximo ele podia me roubar, mas na minha casa não tinha nada realmente de grande valor, eu dormi tranquilamente em minha cama macia e confortável.

Quando acordei era de manhã, horário de ir trabalhar, eu me levantei normalmente e até tinha me esquecido que tinha outra pessoa em minha casa. 

Foi então que eu vi Jung Hoseok dormindo no meu sofá. Ele ainda estava com o sono pesado embaixo das cobertas, e foi inevitável não achá-lo incrivelmente fofo com a suas orelhinhas que se moviam quase imperceptivelmente, como se ele estivesse sonhando algo.

Fui até a cozinha fazer algo para comer e também já deixei um sanduíche de atum preparado para ele na geladeira. Quando terminei fui  me arrumar e assim o meu dia seguiu como qualquer outro.

Trabalhar pela manhã, sair do trabalho e ir para a faculdade e voltar para casa as 23:45. E chegar com sorte sem nenhum incidente grave como ser roubado ou coisa pior.

Era 00:15 quando cheguei em casa, abri a porta de casa e esperava sinceramente que Hoseok tivesse conseguido se virar com o almoço e jantar. Porque eu sempre comia bem tarde da noite por chegar tão tarde assim. 

— Cheguei... — falei mas não tinha ninguém mais em meu apartamento.

Ele havia ido embora sem avisar?

Não sei por que eu me via tão decepcionado. 

A chuva tinha passado, então era bem óbvio de que ele iria embora, né? 

Mas sei lá, eu esperava ao menos um adeus decente em forma de gratidão. Ou que ele esperasse um pouco, ao menos conseguir outro lugar para ficar. 

— Hoseok? — O chamei mais uma vez em busca de ouvir uma resposta sua, mas nada.

Resolvi entrar no banheiro para tomar um banho já que ele não estava em lugar algum, mas levei um grande susto quando ao abrir a porta vi Hoseok  dormindo sem roupas dentro da banheira.

Senti meu rosto queimar de vergonha. Ele iria me matar se soubesse que eu o vi assim,  mas ele não podia ficar ali dentro da água. Poderia pegar um resfriado, certo?

Eu só me perguntava como era possível uma pessoa dormir na banheira, não quero nem saber a quanto tempo ele já estava ali. 

Então devagarinho eu fui me aproximando dele em silêncio, e toquei em seu ombro o chamando para que ele acordasse. 

— Hoseok... — chamava com a minha voz e ele só resmungava mas não abria os olhos. — Você está na banheira, precisa acordar ou vai ficar resfriado

Toquei no ombro dele novamente e então ele abriu os olhos rapidamente e eu só tive tempo de esquivar superficialmente de sua mão. Ele pareceu se assustar e me atacou. Eu senti a mão dele raspar na minha bochecha e doeu pra caralho. 

—  O que está tentando fazer? — perguntou nervoso.

—  EU SÓ TENTEI TE ACORDAR, SEU DOIDO — Respondi colocando a mão na minha bochecha sentindo que ela estava meio molhada de sangue. 

Se eu não esquivasse  teria acertado meu pescoço e eu com certeza poderia estar morto agora!

— A-Ahh... Meu Deus eu... — Ele parecia ter notado a burrada que fez. — Eu estou na banheira. 

— Sim... — falei sentindo aquilo doer. — Você podia ficar doente se ficasse ai por muito tempo. 

— E-eu sinto muito — ele disse. — Eu não me lembrava onde estava, foi instinto... Não queria te machucar... 

— Tudo bem. — Acabei suspirando, de certa forma aquilo era só instinto seu mesmo, a culpa era minha de colocar um híbrido de gato em casa sabendo que essas coisas podiam ocorrer.

Me levantei do chão um pouco desajeitado e foi até a pia, abri a torneira e lavei as mãos sujas. Olhei aquela marca de unhas no meu rosto notando que apesar de sangrar não parecia tão fundo a ponto de precisar dar pontos. 

Gemi de dor ao lavar aquela área até parar de sangrar. Limpei e coloquei um curativo em cima.

— Eu sinto muito mesmo — falou e percebi que ele havia se enrolado na toalha.—  Eu vou embora, não queria te machucar, eu...

— Não precisa ir, ‘tá tudo bem, já passou — respondi.

— Precisa sim, se eu ficar aqui vou acabar te machucando novamente — disse. 

— Foi só um acidente Hoseok.

— Mas... Vai ficar a cicatriz no seu rosto. 

— Não se preocupe com isso — disse tentando confortá-lo. — Eu vou passar uma pomada e vai ficar tudo bem, eu não ligo pra cicatrizes. 

— Nada vai te garantir que eu não vá fazer novamente...

— Eu não vou mais te acordar desse jeito, o erro foi meu.

— Você não está entendendo eu vou acabar te machucando de novo porque inconscientemente eu odeio você apenas por ser um humano e meus instintos não vai deixar você se aproximar de mim — falou. — Eu não entendo você estar me ajudando tanto, então eu não quero te machucar. Se você não tivesse se esquivando talvez...

— Ei relaxa, foi um acidente. Eu não vou mais tocar em você, não se preocupa —  garanti.  — Está com fome? Vou fazer alguma coisa pra gente comer.

— Não pode continuar sendo legal comigo depois do que eu fiz... — falou. 

— O que? Claro que eu posso — respondi. — Relaxa, você não fez nada demais, eu sei que seus instintos é odiar humanos principalmente pela raça podre que somos, não precisa se culpar por isso, eu entendo você ainda não ter confiança em mim... — falei. — Pode se secar e pegar uma roupa minha dentro do meu guarda-roupa, ok? Vou preparar a comida.

—  Você está tornando tudo mais difícil para que eu entenda. O que você quer de mim?  — perguntou então segurou em minha blusa me empurrando contra a pia. Eu estava de frente para e via seus olhos de raiva, medo e confusão.

— Nada, eu não quero nada de você — garanti.

— Mentira! Você sente desejo por mim? É isso? — perguntou ácido.

— Não é nada disso, eu jamais tocaria em você, eu juro. Olha só a nossa situação é óbvio que você é mais forte que eu. Você não tem que ter medo de eu te machucar.

— Não tem porque continuar sendo legal comigo achando que vai ganhar alguma coisa, você não vai ganhar nada entendeu? ENTENDEU? — Ele repetiu a última palavra gritando. 

— Sim, eu entendi, e juro que não quero nada de você... 

— E-eu não posso continuar aqui... Eu vou te machucar... — disse com culpa no olhar. 

— Eu não vou fazer nada que vá fazer você querer me machucar... — respondi

—  Você não sabe disso — retrucou.

— Eu juro que não vou tocar em você de forma alguma, agora calma, me deixa sair do banheiro eu estou morrendo de fome e aposto que você também.

— Isso não vai dar certo. — Se afastou de mim me olhando sério.

— Você está livre pra ir a hora que quiser e sabe disso, então se achar que não pode mais ser controlar ou que eu estou te fazendo algum mal você pode ir.  Mas por enquanto para de pensar no futuro, vamos pensar no presente e no presente estamos cansados e com fome

—T-tudo bem... — Hoseok acabou concordando se dando por vencido, e então me largou. — Vou pôr uma roupa. 

— Certo, não se preocupe. ‘Tá a fim de comer alguma coisa específica hoje? 

— Macarrão com carne — disse. 

— Ok... — Ao menos não era peixe de novo. — Vou preparar.

Sai dali ainda um pouco atordoado pelo que aconteceu, mas acho que ele só teve muito traumas e por isso agiu dessa forma, então eu não fiquei muito preocupado. Aos poucos eu tenho certeza que vamos nos tornar amigos. 

[...]

Depois de dois meses eu achei que as coisas estariam melhores entre Hoseok  e eu, mas ele continuava com aquele olhar intenso sobre mim. Provavelmente era de desconfiança, mas eu cumpri a minha promessa e nunca tentei tocar nele. Até mesmo comprei um novo sofá, que era mais confortável e virava uma cama para ele ficar mais confortável.

Diferente do que eu imaginava ele não foi embora, naqueles dois meses continuou na minha casa, e eu até me acostumei a ter um "colega" dividindo o lugar que eu morava. 

Ele não falava muito sobre a sua vida, seu passado, e eu também não procurava saber muito pra não invadir sua privacidade e o deixar desconfortável. 

Eu só queria que ele tivesse mais confiança em mim, e não me olhasse com aquela cara. Eu sabia que era um humano, mas com dois meses achei que já dava pra saber que eu era de confiança.

Mas eu não sabia por quais traumas ele passou, então resolvi não julgar. 

Infelizmente aquele sinal em minha bochecha não tinha desaparecido, mas eu havia comprado uma pomada e estava ajudando a melhorar, talvez com o tempo ela ficasse mais imperceptível. 

Hoje era sábado e eu estava de folga do trabalho então eu estava a fim de fazer alguma coisa. Se Hoseok  não parecesse me odiar eu o chamaria para ver um filme, mas acho que ele não ia topar. Bom eu não quero sair de casa também estou com preguiça pra sair com os amigos.

— Não vai trabalhar hoje? — Mas foi ele quem perguntou ao me ver em casa. 

Será que ele estava incomodado de eu estar ali? Mas aquela ainda continuava sendo a minha casa. 

— Estou de folga hoje — respondi percebendo que ele me olhava com um olhar meio o receoso. 

— Ah sim — concordou. — Não vai sair? 

— Não ‘tô muito afim... — Fui sincero. — Preguiça de chamar meus amigos e sair de casa.

—  Uhum... mas você não tem uma namorada ou coisa do tipo? —  perguntou.

— Eu tive algo do tipo ano passado, mas acabou não dando certo e eu acabei me machucando com toda essa história então resolvi não me envolver por enquanto. Ainda não estou com vontade de conhecer novas pessoas.

—  Se machucou como?.— perguntou interessado então uma coisa que nunca tinha acontecido antes ocorreu, ele sentou na minha cama perto de mim, encarando-me.

— A pessoa era mais velha que eu e só estava brincando comigo. Depois que se cansou terminou tudo, vida que segue. Não foi nada demais, mas eu estava apaixonado então doeu. Mas eu já superei.

— Oh sim... Machucou seus sentimentos, mas não te machucou fisicamente, né?

— Não, isso não, nunca me machucaram fisicamente — respondi.

— Entendo... As vezes quando machucam o nosso coração por dentro dói mais do qualquer coisa. — Hoseok disse, eu estava surpreso por ele se abrir falando assim comigo, não esperava aquilo vindo dele.

— Pois é... — concordei com ele.

— A marca que eu fiz  em você ainda está na sua bochecha... — disse olhando com culpa.

—  Tudo bem, eu ainda sou bonito mesmo com essa marca —  brinquei.

— Ah sim, realmente você não ficou feio — falou desviando o olhar para o lado. — Você acha que conseguiria namorar ou ficar com alguém que te machucasse?

— Por que está me perguntando isso?

— Curiosidade.

— Depende de que forma essa pessoa me machucaria —  respondi. —  Se não fosse intencional ou se eu estivesse disposto e consentido eu não me importaria.

— Como assim?

— Se a pessoa sem querer pudesse magoar meus sentimentos eu não me importaria. Agora se for algo mais físico e a pessoa quer por exemplo me dar um tapa na hora do sexo e me avisasse sobre isso eu também não ligaria mesmo que doesse — fui objetivo na minha resposta. — Mas se a pessoa fosse só cretina eu mandava ir a merda.

— E—então você aceitaria levar tapas na hora do sexo? — falou e eu pude ver o seu rostinho um tanto envergonhado.

Que fofinho! Nem parece que quase me matou uma vez.

— São tapas de prazer... — respondi. — Nessa hora eu acho que vale tudo que os dois estiverem dispostos. Eu não vejo problemas em alguns tapinhas se for pra provocar.

— Ok, sendo mais direto na minha pergunta: Você gosta de receber tapas nessa hora?

— Ah faz muito tempo que eu não transo — respondi me deitando de bruços escondendo meu rosto no travesseiro, estava um pouco envergonhado, mas eu não queria deixar o assunto morrer bem agora que estávamos conversando como amigos. — Eu gosto de algo menos delicado, então alguns tapinhas  sempre foi bem vindo.

— Você ficava com homens? — questionou.

— Eu sou bi e a pessoa que gostava de tapa que eu me envolvi era uma mulher.

— Ela que te magoou? — questionou.

—  Não.

— Ah... E por que faz tempo que você não transa? — questionou curioso, até parece que mudamos as posições pois agora quem estava corando com aquele assunto era eu.

— Vida muito corrida, você sabe... Trabalho, faculdade, chego em casa só tenho tempo pra dormir... Ai os tempos que eu tenho de folga são esses, não dá pra sair por aí pra conhecer uma pessoa nova, é muito trabalhoso... Então prefiro ficar assim mesmo.

— Então você não transa porque não tem tempo e quando tem preguiça de conhecer pessoas pra isso?

— Exatamente, além do que eu tenho a minha mão e não estou mais na puberdade  —  respondi.

— Se quiser eu posso te ajudar com isso...

— Não!   — neguei na mesma hora me sentando e o olhando nos olhos. — Eu nunca tocaria em você, não precisa se preocupar eu nunca faria nada. Eu quero ser seu amigo e que você um dia goste de mim mesmo eu sendo um humano. Não faria nada para me odiar ainda mais.

— Não, você não entendeu, eu que quero isso — disse. — Eu já entendi que você nunca me tocaria contra a minha vontade... Mas eu quero que você me toque, agora não vejo problemas.

— Não Hoseok, você não precisa se sentir na obrigação de dizer isso pelas coisas que eu fiz, eu não quero nada em troca já te disse isso — respondi.

— Não estou dizendo por obrigação, eu nunca faria isso por simples obrigação. Estou dizendo por que quero e posso fazer... Se você não quer me tocar então deixe  que eu toque você — disse.

—  C—Como? —  questionei realmente sem palavras e então Hoseok  me mostrou me derrubando na cama subindo em cima de mim,  eu senti suas mãos em minha cintura por cima da blusa. — Eu não estou entendendo... Você odeia humanos.

—  Eu odeio!  — afirmou concordando comigo.  — Mas... Eu não estou conseguindo controlar o desejo que sinto por você mais. — Senti a boca dele em meu pescoço chupando a minha pele o que me causou inúmeros arrepios por ser um ponto fraco.

— E-eu... — Estava chocado demais para dizer alguma coisa, não só pela sua atitude, mas também pela sensação da sua língua lambendo o meu pescoço que era mais áspera e gostosinha que de um humano normal. — Espera, você não está no cio, está? — Arregalei meus olhos.

Afinal eu já tinha ouvido casos de híbridos que entravam no cio assim como animais, e aquela parecia ser a única explicação para Hoseok estar agindo assim comigo.

— Eu sou um macho! — disse. — Não fico no cio.

— Certo, me desculpe — pedi ainda mais confuso com tudo aquilo, mas incapaz de reclamar ao sentir sua boquinha em meu pescoço.

— Eu vou tirar a sua roupa — avisou puxando a minha camiseta para cima a arrancando e jogando no chão. Eu pensei que ele fosse parar por aí, mas ele abriu a minha calça também a puxando e tirando do meu corpo.

— Hoseok você promete não me odiar ainda mais se eu deixar você me tocar? — perguntei por que por mais que eu tivesse gostado eu não queria estragar as coisas entre a gente. Ele já me odiava por eu ser um humano, não queria dar mais motivos a ele.

— Prometo que nada vai mudar entre a gente depois disso — falou.

Eu só não sabia se isso era bom ou ruim, visto que nas últimas semanas nunca tivemos em uma situação muito boa.

— Você não me odeia? — falei tomando coragem e passando a minha mão pelo seu corpo só para ver qual seria a sua reação.

— Eu... — Pareceu meio pensativo. — Eu nunca ficaria com alguém ou sentiria tesão por alguém que odeio — respondeu.

— Vamos esquecer por um momento a minha espécie. — Sorri para ele e ele assentiu e então eu pude sentir a boca dele contra a minha.

Os lábios do Hoseok são macios, mas sua língua é espera e flexível.

Acabei gemendo apenas com um beijo e a forma que ele apertou seu corpo contra o meu. O ósculo era profundo e eu estava na seca a tanto tempo que aquele beijo já foi capaz de começar a esquentar meu corpo.

Eu nunca pensei que ficaria com um híbrido, e muito menos com Hoseok que sempre se mostrou ser arisco comigo.

Mas foi ele que pediu para ficar comigo, e isso me surpreendeu de uma forma positivamente boa.

Só espero que ele cumpra sua promessa, e essa ficada não estrague ainda mais as coisas entre a gente.

Deslizei minhas mãos por suas costas e então até o começo da camiseta que ele usava, puxando para cima querendo me livrar daquela peça de roupa em seu corpo.

Hoseok se afastou de mim tirando a bermuda e se sentando na cama me puxando para perto dele. Eu fiquei em seu colo com uma perna de cada lado de sua cintura voltando a beijá-lo.

Senti as mãos dele em minhas nádegas as apertando sem pudor. Eu também era capaz de sentir sua ereção em baixo do meu corpo e fiz questão de pressionar a minha bunda naquela região rebolando.

— A-ah Hoseok... — Acabei gemendo baixinho contra sua boca para provocá-lo.

— Yoongi... Posso te bater? — Ele pediu. 

— Onde você quer me bater, Hoseok? — perguntei gostando daquela sua audácia, sentindo o meu rosto pegar fogo.

— Na sua bunda, posso? — falou. — Ela é tão bonitinha e branquinha... Aposto que ficaria linda com a marca da minha mão.

—  Claro que pode bater, mas se quer ver ela vermelha preciso te ajudar —  comentei com um sorriso cúmplice e então eu tirei a última peça que cobria o meu corpo ficando completamente sem roupas.

Hoseok  sorriu abertamente me deixando um pouco bobo com aquele sorriso lindo que ele tinha. Eu senti sua mão pesada em minha nádega esquerda, junto de um tapa veio um aperto forte.

— Eu não sou um cara muito bonzinho com isso... Então espero que não se importe. — Ele disse. — Se quiser posso tentar ser mais carinhoso.

— Seja como você quiser ser nesse momento, não se prenda a padrões — falei. — A única regra aqui é nós dois sentimos prazer, ok?

— Ok — concordou e então eu senti outro tapa em minha nádega junto com ao aperto que ele deu me beijando novamente de forma intensa e profunda, cheio de desejo.

Eu me esfreguei no corpo dele amando sentir a ereção dele entre as minhas nádegas. Subi as minhas mãos para os cabelos do Hoseok, apertando os fios entre os dedos. Aproveitando para fazer carinho em suas orelhas fofinhas então escutei ele gemer baixinho. 

Sorri quebrando o beijo e levantando um pouco o meu corpo encostando meus lábios em sua orelha direita mordendo com cuidado a pontinha gostando de ouvir mais de seus gemidos.

Mordia de forma carinhosa para não machucar e fazer com que aquilo fosse lhe proporcionado prazer, e estava dando certo.

Até mesmo levei um sustinho quando além de gemer Hoseok começou a ronronar junto.

— Toca no meu rabo — ele pediu, e eu fiquei confuso, até sentir uma coisa encostar balançando em mim e percebi que era a sua cauda felpuda ali.

Segurei na cauda dele e dedilhei da base até a ponta sentindo a maciez de sua pelagem alaranjada e fofinha. Ele gemia e ronronava  todo entregue ao prazer que eu estava dando.

 Aposto que por ele ser um híbrido as pessoas sempre o quiseram como passivo, mas eu ia mostrar pra ele que isso estava por fora. Hoseok  era sim muito fofo com aquelas orelhas, mas eu gostava de ser fodido por coisas fofas como ele.

E eu o deixaria louco, porque eu podia sim ser o passivo e gostar disso, mas era eu que mandava. Hoseok era muito arisco e eu precisava amansar ele.

O derrubei na cama e desci meus beijos pelo corpo dele,  aproveitando e tirando sua cueca, descendo minha boca até o pé de sua barriga dando uma mordidinha  de pura provocação.

Ele me encarou com suas íris felinas cheias de desejo, e eu sabia o que ele queria, ele me implorava com o olhar como um gatinho sedento.

Fui descendo com minha boca dando beijinhos em uma trilha descendo e chupando sua pele até estar com o meu rosto no meio de suas pernas.

Lambi toda a lateral da sua ereção ali, ouvindo o ressonar baixinho de Hoseok, ele até pulsou um pouquinho necessitado por mim, e então sem mais delongas me dediquei a colocá-lo na minha boca.

Olhei atentamente para as expressões que ele fazia, porque seu rosto corado e contorcido de prazer me deixava excitado. Desci e subi a minha boca o colocando todo em minha boca.

Fazia tempo que eu não chupava alguém, mas eu era muito bom nisso.  Esfreguei a minha língua em sua glande, suguei e criei estalos eróticos com a minha boca. 

Aquilo me dava prazer então eu gemia o chupando e assim eu podia ver como seu olhar parecia surpreso e a forma como seu desejo por mim apenas crescia. Ele disse que sentia tesão por mim.  Agora ele iria sentir que o tesão de antes era uma mixaria para a excitação que eu o faria ter.

Porém, aquela brincadeira já estava ficando perigosa quando eu sentia ele quase no seu limite, e eu não queria que aquilo acabasse tão rápido. 

Foi por isso que eu tirei seu membro de minha boca, deixando um estalo erótico fazendo um barulho de "ploc" sobre a sua glande quando parei. 

Percebi Hoseok me olhar confuso, mas nem dei tempo pra ele pensar nada, pois já fui subindo em cima de si novamente, capturando a sua boca em um beijo novamente enquanto sentia suas mãos apertarem as minhas coxas e bunda. 

— Calma, a brincadeira apenas começou —respondi safado. — Que tal ao invés da minha boca você ter prazer comigo com outra coisa?

—  Eu ainda não te preparei e.... 

— Vamos resolver isso então. — Segurei na mão do Hoseok  e coloquei dois de seus dedos em minha boca, mas então eu senti sua unha afiada com a minha língua. — Pensando bem não é uma boa ideia. — Tirei a mão dele da minha boca. —  Eu mesmo faço isso. — Coloquei dois de meus dedos em minha boca os chupando e deixando-os bem molhados.

Quando eu percebi que já estava bom o suficiente eu os retirei da minha boca e guiei a minha mão até a minha entrada, penetrando o primeiro dedo ali. Acabei fechando os meus olhos e soltando um gemidinho pela sensação, por ser o primeiro dedo não incomodava tanto. 

Abri os olhos e então vi Hoseok encarar profundamente a minha expressão, então coloquei o segundo dedo mordendo o meu lábio inferior. 

Comecei a me preparar movendo os meus dedos ali, abria os meus dedos em movimentos de tesoura alargando ainda mais o meu interior.

Quando senti que estava bom o suficiente eu parei o que fazia e segurei no pênis de Hoseok o encaixando em minha cavidade.

—  Yoongi... — falou me olhando nos olhos.

—  Você quer? —  perguntei para confirmar.

— Óbvio! 

Sorri de lado e fui abaixando meu quadril sentindo seu pênis escorregando para dentro bem lentamente até estar completamente dentro de mim. Fiquei sentadinho em seu colo, enquanto rebolava tentando acostumar com o incômodo e a dor. Eu podia não ser virgem, mas já fazia muito tempo que eu não transava.

— A-ahh... Você é tão apertadinho! — disse com uma voz luxuriosa, enquanto me sentia o esmagando. 

— Q-que bom que acha isso — gemi, enquanto rebolava devagarzinho sentindo o seu membro se mover junto dentro do meu interior. Eu estava bastante tempo se fazer, então devia estar bem apertadinho mesmo. 

— Ah... Isso é tortura. — Mordeu o lábio inferior tentando se controlar.

—  A-Ah eu quero ver se gatinhos são mesmo escandalosos — comentei e então segurei na cauda dele que estava balançando e toda eriçada. 

Apertei e segurei em minha mão ao mesmo tempo em que subia e descia o meu corpo sentindo o pênis dele tocar em minha próstata me entorpecendo de prazer.

— Golpe fraco... — gemeu, e gemia ainda mais alto na medida em que eu ia intensificando a velocidade das minhas sentadas. 

— Ahh, e você é gostoso Hoseok! — gemi para provocá-lo. 

— Vagabundo! — Xingou e então eu senti um tapa na minha bunda. — Cavalga mais rápido — pediu. 

— Seu desejo é uma ordem — falei obedecendo e cavalgando ainda mais rápido sobre o seu pau.

Ele ia tão fundo e quando ele erguia sua pélvis me ajudando no movimento eu delirava. Minha próstata era acertada todas as vezes é isso me levava ao céu. 

— Ahhh Hoseok eu esperava mais de um gatinho como você. 

— O que quer dizer com isso?  — perguntou confuso

—  Pensei que gatinhos gostassem de arranhar.

— E-eu... — percebi que talvez ele estivesse receoso, e só não fez aquilo antes com medo do que fez no meu rosto. 

— Não precisa se preocupar agora, ok? — Sorri tentando confortá-lo. — Eu gosto de arranhadinhas de carinho. 

E foi só eu falar isso que eu vi Hoseok se soltar mais, passando aquelas suas garras afiadas pela minhas costas. Dessa vez eu já estava preparado, então não me incomodei com a dor, na verdade foi bem prazeroso

Ele também não aplicou tanta força como em seu ataque, foi muito gostoso sentir suas unhas rasgarem minha pele daquele jeito carinhoso.

Eu subia e descia ainda mais animado cheio de prazer. Eu me sentia tão entregue. Infelizmente o meu limite e o dele estava cada vez mais próximos.

Tão intenso e sedento.

Parecíamos duas feras insaciável. Hoseok me derrubou ficando por cima segurando em minhas coxas e investindo com força.

Dessa vez eu pude ver o gatinho arisco que Hoseok era, só que em outra posição, a posição que eu gostava e que era muito melhor. Era maravilhoso ver que naquele momento ele estava descontando toda a "raiva" e "insegurança" que tinha de mim me fodendo.

— A-ah Hoseok... — levei a minha mão até o meu membro me masturbando intensificando ainda mais o meu prazer, já estava perto do meu limite, e com ele pulsando dentro do meu interior eu sabia que ele estava também.

— Posso gozar dentro de você? — pediu.

— P-pode... — concordei.

Em mais algumas estocadas eu senti ele se derramar dentro de mim e com aquele prazer de me sentir cheio,  com os jatos quentes espirrando em minha próstata eu acabei não resistindo gozando  em minha mão.

Eu gemi alto de tanto prazer, mas ainda assim a minha voz foi abafada pela de Hoseok que me mostrou como os felinos podem ser barulhentos realmente.

Eu não tinha certeza de como seria a minha relação com Hoseok daqui para frente. Eu sabia que ele não confiava em mim e tinha receio por eu ser um humano, mas eu gostava dele, gostava muito!

Então eu nunca me arrependeria do que fiz. Quando se está querendo cuidar de gatinhos é normal ganhar alguns arranhões, mas isso não significa que  eles realmente te odeiem. É o instinto.

De qualquer forma ter parado no meio daquela chuva e dado o meu guarda-chuva a ele aquele dia foi a melhor decisão que eu já tomei.


 


Notas Finais


E isso é tudo pessoal <3

Esperamos que tenham gostado :3


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