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História Noite Cigana - (Johnny Seo NCT) - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


Quarentena rendendo pra pelo quem escreve kkkkkkkkkk
vou atualizar todas as minhas historias fiquem calmos e sim eu amo todos vocês
é o penultimo cap de noite cigana, eu nem sabia que eu iria fazer mais que um capitulo quando comeceu a escrever mas gostei da historias e principalmente fiquei feliz vendo que vocês gostaram dessa coisa que minha cabeça criou.
Dependendo de como for os comentários e pedidos talvez eu possa fazer uma continuação desse historia, mas saibam que isso só dependem de vocês
Enfim, boa leitura eu amo vocês

Capítulo 4 - Espero que dê tudo certo


Eu sabia que ter vindo até aqui seria uma péssima ideia e logo isso foi confirmado quando uma voz feminina ecoou naquela tenda bordo quebrando o transe em que o cigano e eu tínhamos criado.

 

― Johnny Seo! Nunca pensei que o seduzente cigano iria quebrar o protocolo e transar com uma de suas clientes. ― Falou em um tom irônico entrando na parte da tenda onde estávamos, levei um susto com sua presença inquietante, vendo isso o cigano se pôs na minha frente em uma ação de proteção, e eu, em um sinal de submissão toquei suas costas dizendo que estava tudo bem, bom, pelo menos por enquanto.

 

― E eu nunca pensei que a certíssima Tissaia iria invadir a privacidade alheia. ― Retrucou em pura ironia, e nesse momento senti seu corpo começar a esquentar, o cigano estava fervendo em raiva.

 

― Mas isso não é nada, afinal você quebrou o nosso único e rigoroso protocolo, então o que é isso que eu fiz perto do que você fez? ― A mulher que era denominada Tissaia trajava veste verdes escuras e tinha um semblante frio, como se sua vida fosse uma completa escuridão e amargura.

 

― Ninguém segue esse seu protocolo sem nexo, não sei como ainda está na assembleia. ― Johnny retrucou indo para mais perto de mim. ― E como sabia que eu estava aqui? Estava me espionando? A assembleia é tão sem graça assim para ter que cuidar da vida dos outros ciganos? ― Ditou ríspido suas palavras contra a mulher.

 

― Eu sou uma cigana boa Johnny, sinto cheiro de deslealdade de longe, não é atoa que sou a líder de todos vocês. ― Pude ver que após essa frase dita o olhar dela se voltou para mim. ― E se pelo menos ela fosse bonita né Johnny? ― Tissaia riu e deu as costas olhando ao redor da tenda. ― Você sabe o que tem que fazer com ela né? ― Perguntou olhando por cima de seu próprio ombro.

 

― Sim ― Johnny fez um pausa se afastando de mim me olhando de soslaio por cima de seu ombro. ― Mas você não sabe o que eu vou fazer com você.

 

― Vai fazer o que? Jogar um dos seus fracos feitiços sobre mim? ― Disse enquanto se virava lentamente para Johnny novamente.

 

O cigano sorrateiramente foi até uma caixa que estava próxima da cama e pegou um pequeno frasco com um líquido preto dentro e quando finalmente Tissaia retomou seu olhar para ele, johnny despejou o líquido em sua mão e em uma velocidade absurda se jogou contra a mulher colocando sua mão contra o olfato de Tissaia fazendo com que contra sua vontade ela cheirasse daquele líquido preto fazendo com que desmaiasse perdendo todos os seus sentidos e antes de perder a consciência pude escutar a luta que ela fazia para não cheirar aquela substância misteriosa, por fim o silêncio se fez presente após alguns segundos mas fiquei tensa com aquela mudez na tenda e logo o cigano retornou para perto de mim com um semblante totalmente frio e sério.

 

― Nós precisamos conversar, mas precisamos primeiro sair daqui. ― Disse pegando uma bolsa e colocando alguns papéis, dinheiro e alguns vidrinhos com líquidos de diversas cores.

 

― Para onde vamos?  E o que acabou de acontecer, eu to com medo, não deveria ter vindo aqui. ― Comecei a chorar com medo por conta do desespero enquanto via Johnny correr de um lado pro outro daquela pequena tenda, mas quando o mesmo começou ouvir minhas lágrimas parou instantaneamente e se aproximou de mim com um semblante preocupado.

 

― Não precisa ter medo, eu estou aqui, vai ficar tudo bem e sim, você deveria ter vindo aqui, não se esqueça que você é meu destino mocinha. ― Ele sorriu ladino tentando me consolar e depositou um beijo em minha testa. ― Agora levanta que vamos ter que ir embora.― Fez um carinho suave em minha bochecha com seu indicador e retomou a procurar coisas pela tenda

 

― Mas e a sua tenda? ― Perguntei com a voz baixa devido as lágrimas que ainda insistiam em descer. 

 

― Vou pedir para um amigo meu cuidar, fique tranquila, agora vamos. ― Johnny pegou em minha mão e em passos rápidos fomos até seu carro que estava distante da tenda, logo que entramos ele conferiu se estava tudo bem comigo, e eu balancei a cabeça concordando.

 

― Por mais que pareça tudo confuso e um completo caos, não é isso que você está pensando. E tudo vai se resolver no final. ― Falou ligando o carro e conferindo os retrovisores para saber se alguém estava perto ou não.

 

― Não é!?― Falei incrédula para Johnny enquanto olhava ele dirigindo atentamente. ― Eu transo com um cara que se diz cigano e depois tenho a surpresa que somos predestinados, aí com se não bastasse uma mulher louca invade a tenda, dizendo que você quebrou a porra de um protocolo, você é o que? Da máfia por algum acaso? ― Perguntei esbravejando minha irritação nitidamente sem paciência.

 

― Eu sei que é difícil entender, mas tem uma coisa que eu não te contei sobre os ciganos, basicamente nós temos uma assembleia que foi criada a propósito de zelar nossos dons e a nossa cultura, pois alguns anos atrás muitas pessoas queriam se aproveitar de nossos talentos e com isso o preconceito surgiu também, fazendo com o que fôssemos amados e odiados, e justamente com o propósito de ajudar foi criada essa assembleia por Tissaia pelo fato de que muitas pessoas estavam se envolvendo e conhecendo nossa cultura afundo. E essa assembleia basicamente  tinha alguns protocolos e regras das quais deveríamos seguir se quisermos ter alguma dignidade ― Fez uma pausa em suas palavras ― O que é totalmente hipócrita e contra os nossos princípios, pois os ciganos zelam pela liberdade de cada um, mas naquele tempo parecia a única solução para os nossos problemas, mas com o passar dos anos todos os ciganos começaram a sentir que esses protocolos estavam sendo rigorosos demais, e que isso estava afetando os destinos de vários ciganos e consequentemente o resto das pessoas ao redor deles. 

 

― Mas quais são essas regras e protocolos? ―  Perguntei observando as ruas das quais Johnny entrava.

 

― Basicamente é só uma, da qual é estritamente proíbido se relacionar com os clientes, é considerado uma traição se envolver com quem não faz parte da tribo, mas essa merda só funcionou no começo, agora a assembleia tá uma bagunça, alguns ciganos sumiram, outros nem são mais ciganos, e tem alguns ciganos como eu que não se importam com essa merda de assembleia e vivem livremente por aí, felizes. ― Fez uma pausa apertando com força o volante. ― O único problema disso tudo é que a Tissaia fica perseguindo quem não segue as regras e obriga nos a jogarmos pragas e feitiços naqueles com que se envolvemos, trazendo assim tristeza e raiva.

 

― Mas e agora o que vamos fazer? E aquela mulher? ― Perguntei olhando preocupada para ele, que logo respondeu minhas perguntas.

 

― Nós vamos passar um tempo longe da cidade, e a Tissaia vai ficar bem, por mais que eu não queira isso, você tem que saber que essa mulher tem uma filha e o desejo maior dela era que eu me casasse com a filha dela, mas eu recusei pois sabia que meu destino não era aquele, no entanto após isso ela começou a me marcar e qualquer coisa que eu fazia ela já vinha me apedrejar. Mas o que é dela está guardado. ― Fez uma pausa e olhou para a bolsa que havia trazido. ― Naquela bolsa estão alguns papéis que provam que Tissaia já tentou me matar e tentou matar alguns outros inocentes, com isso poderemos viver livres e em paz, certo? ―  Ele olhou para mim com afetividade. ― Não vou deixar que aconteça nada com você, vou lhe proteger, eu prometo, mas agora procure descansar, nossa viagem é um pouco longa.

 

― Eu espero só não morrer e que tudo isso passe, quanto tempo vamos ficar longe da cidade? Pois eu tenho que trabalhar. ― Falei me ajeitando no banco.

 

― Vamos ficar o tempo necessário, se preocupe primeiro com sua vida o dinheiro vem depois, sim? Confie em mim, vai dar tudo certo. ― O cigano após suas palavras colocou sua mão em minha perna em uma ação de carinho.

 

Por fim o cansaço foi mais forte que eu em meio á toda aquela situação, acabei dormindo quando encostei minha cabeça na janela do carro.

 

Senti duas batidinhas leves em meu ombro e lentamente fui abrindo meus olhos percebendo que era o cigano me acordando dizendo com uma voz calma e mansa que já havíamos chegado ao local. Demorei um pouco para acordar realmente, mas percebi a garoa tímida e fria presente lá fora.

 

― Por quanto tempo eu dormi? ― Perguntei a Johnny olhando a casa em nossa frente, era no estilo rústico e gostei da sensação de aconchego que ela passava.

 

― Duas horas, eu fiz até uma parada em posto comprar algumas coisas para passarmos essa noite e você nem percebeu. ―  Ele apontou para o banco de trás onde estava umas cinco sacolas com condimentos e logo após isso ele riu fraco deduzindo que eu tinha dormido igual uma pedra.

 

― Meu Deus, eu literalmente apaguei. ―  Ri fraco colocando a mão na minha cabeça.

 

― Não importa, pelo menos você descansou. ―  Ele me olhou sereno. ― Agora vamos entrar antes que comece a chover forte. ―  Concordei com as palavras de Johnny e saí do carro ajudando a pegar as sacolas.

 

Deixei Johnny me guiar até a entrada da casa, pois não tinha mínima ideia de como ela era e também é costumeiro estarmos perdidos fora da nossa zona de conforto.

 

― Essa casa é sua? ― Indaguei vendo o destrancar a porta da frente. 

 

― Digamos que sim. ― Ele sorriu com um semblante misterioso e sinalizou para que eu entrasse primeiro, para assim então ele entrar e fechar a porta.

 

― Me deixe com essas sacolas, no andar de cima tem um quarto, lá tem algumas roupas pegue e tome um banho, vou fazer algo para gente comer e conversar sobre quais rumos vamos tomar a partir de agora. ― Ditou sério enquanto retirava os alimentos da sacola.

 

― Tudo bem. ― E por um impulso selei sua bochecha em um ato de agradecimento, parecia que naquele momento o tempo passou absurdamente devagar e eu pude ver suas pupilas dilatando com aquele gesto carinhoso e afetuoso. Só fui retirada do meu transe quando escutei sua risada fraca e suas mãos indo de encontro a minha cintura para então o cigano me beijar carinhosamente finalizando com um abraço.

 

― Agora vai lá. ― Disse quebrando o silêncio que tinhamos feitos.


 

Enquanto subia os degraus daquela casa meus pensamentos estavam inquietos. Não sabia que apenas uma mera consulta com um cigano iria acontecer isso tudo, talvez certas coisas estão destinadas a acontecer de um jeito ou de outro, contra a nossa vontade ou não e o que cabe a nós é aceitar, pois é, e sempre vai ser o melhor para cada um de nós. Por mais que tudo esteja em uma grande confusão eu acredito que o cigano seja o meu destino, e por mas que eu tenha conhecido ele em um momento totalmente obscuro na minha vida, ironicamente aqueles olhos negros trouxeram a luz para minha vida de volta. A noite estava mais misteriosa que nunca e a chuva agora que nos acompanhava se fazia presente em um uníssono calmo e sereno.

 

Espero que tudo se resolva.

 


Notas Finais




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