História Noite estrelada - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 1.196
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Festa, Ficção Adolescente, Hentai, LGBT, Shoujo-Ai, Yuri (Lésbica)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Devem ter alguns ou muitos erros de português...
Isso porque não enxergo o teclado. Aproveiteeemm

Capítulo 2 - Noite 2


A cada hora que passei naqueles primeiros dias naquele acampamento fui concretizando ainda mais a certeza de que joguei expectativas demais naquele sonho de aventureira. Na verdade, a culpa de toda aquela depressão foi, indiretamente minha. Timidez é uma droga.

Acordamos cedo para fazer o bom dia oficial. Lindas posições de yoga, vários adolescentes com a bunda pra cima logo cedo. Era a saudação ao sol. Na verdade, até que foi bem relaxante, mesmo para mim que passei horas acordada.

Enquanto me alongava pra baixo pude ver uns longos cabelos formando um coque alto e volumoso. Julia...

A equipe verde estava consideravelmente longe da vermelha, mas quando virei o rosto a luz matinal refletiu nas mechas claras da garota e eu pude identifica-la e reparar na sua expressão tranquila ao se alongar.

Meus pés afundavam na areia e meu cabelo estava com gosto de sal cobrindo minha boca e meus olhos, não era um dos meus melhores perfis matinais, mas mesmo assim fixei meu olhar em Julia na esperança que ela reparasse em mim.

Faziam anos que eu não a via... o acaso nos fizera seguir caminhos separados. Talvez esse acaso tenha sido eu.

- Estiquem bem as mãos... agora vamos inspirar fundo e segurar uns segundos... e... solta devagar...

A instrutora de yoga tinha uma voz extremamente sedutora e calma. Seria muito fácil tirar uma soneca ouvindo ela falar, e justamente por isso o gemido dela deveria ser também o mais excitante de todos...

"Calma, Violet... tá cedo ainda"

- Agora virem para a direita com calma

Justamente na minha fireita estava Julia. Aparentemente ela havia notado a minha presença, fez questão de virar a cabeça o quanto pode.

(...)

Fizemos uma trilha esplorando os lugares mais lindos do lugar. Nesse momento entendi o porquê da yoga logo cedo, alongamento. Subimos a montanha e descemos no mínimo 3 vezes para poder passar por todos os locais. Na praia vimos os meios certo de como pescar um peixe e qual peixe devemos comer.

Depois do almoço, como de costume, fomos organizar tudo e eu fui recolher o lixo. Um prato descartável aqui e um guardanapo ali, nada demais. Estava andando distraida com o trbalho, olhando pro chão, que reparei um vulto na minha direção em alta velocidade já quando estava largada no chão de terra,  cheio de sobras de comida e um líquido estranho.

- EU EXIJO QUE SAIA DE CIMA DE MIM AGORA!

Minha cabeça doía e algo grudento cobria meu rosto. Algo cheirando a... gelatina? Mingau? Talvez os dois misturados. Ouvi risadas altas e histéricas ao meu redor, mas não consegui ver ninguém.

- SAIA LOGO DE CIMA DE MIM!

Ue, eu cai no chão. Disso eu tinha certeza. Apesar da meleca na cara eu podia sentir o chão duro sob todo o meu corpo. Ou quase todo. Meus ombros e minha cabeça repouzavam em algo macio.

Finalmente umas mãos caridosas puxaram aquela nojeira do meu rosto. Mãos masculinas, pude observar, assim como as risadas predominantes. Naquela época eu já tinha uma aversão grande a homens, tomar consciência do meu público não tornou as coisas melhores.

Ok, levantar. Nunca tive facilidade pra levantar de barriga pra cima, já era um costume. Virei o corpo para a esquerda e quase bati o nariz no chão, meus braços me sustentaram por pouco. Mais risadas histéricas explodiram ao meu redor, sequencias de "OOOOOOHHHHHH" e alguns "EITA".

Eu achava que não tinha como piorar, mas ao tentar levantar basicamente piorei tudo. Minha cabeça latejava, mas vi o meu local de repouso. Uma coxa feminina. E pior, ao tentar levantar fiquei co o rosto entre as pernas dessa menina. E pior ainda, não era uma menina qualquer, ela tinha olhos cor de mel e cabelo grande e cacheado...

Dei um grande pulo pra trás com as bochechas coradas...

Não,  não era Julia. Era outra garota bem mais alta.

- Você ficou maluca? Vê se olha por onde anda. 

A culpa nem tinha sido minha...

Me levantei e dei as costas pra multidão, envergonhada. Em um canto distante Julia observava tudo, um curarivo na mão. Parei um minuto fingindo limpar a roupa e fiquei observando ela. Estava cercada por mais duas garotas. Corjas... quem deveria estar ali ao lado dela aproveitando tudo era eu. 

De súbito vi seus olhos se encontrarem com os meus, ela me observava. Era um olhar duro e indecifrável. Tentei sustenta-lo, mas aquela garota me envolvia, como uma sereia a seduzir um navegante. E eu estava caindo direitinho naquele olhar de mel.

Eu a conhecia bem demais para me esquecer de suaa velhas manias. 

Tão de súbito como me reparou foi quando saiu em disparada para longe junto de suas damas de honra. No local ondd esteve um minuto antes havia um papel que reparei bem quando caiu de sua calça colada.

Recolhi o papel e resolvi ler. Sou curiosa mesmo e vocês leitores que lutem pra me engolir.

"A noite está estrelada como a do Van Gogh. Eram 20:30 quado reparei que você não voltaria mais. Então, desisto."

Dei um longo suspiro ao ler aquelas palavras, me segurei em uma parede sentindo as pernas fraquejarem. Mas entendi o recado.

(...)

20:30... ok 

Eu estava com crise de ansiedade em todos os poros do corpo, mas mesmo assim estava lá, vendo o brilho do luar pintar a areia fina da praia em um tom sombrio mórbido. 

Esse sinal não poderia ser engano jamais.

Ouvi passos entre as folhas no pé da montanha, me virei rápido  e pude ver a figura mais linda que meus sonhos me permitiram imaginar.

Jamais esquecerei seus cabelos flutuando com a brisa noturna, ou seu corpo moldado delicadamente por um vestido branco de tecido fino.

Parecia um anjo...

- Então, você é mesmo real...

De todos os meus conhecimentos de vida, essas foram as brilhantes palavras que escolhi para o momento.

- Olha, eu sei qur você tem raiva de mim, sei que toda aquela história meceu muito com você e talvez até hoje.

- Julia, do que você está falando...?

- Me deixa terminar. Só quero que saiba que a fila andou e que, por mais que tenhamos nos divertido quando mais novas, mas esse tempo passou. Sinto muito, mas não preciso do seu perdão. 

- Acho que você está entendendo tudo errado, Ju...

- Por favor, não me chame mais assim.

- A mensagem do papel, ela...

- Sim, eu sei muito bem, a última mensagem que você me enviou. Eu lembro claramente dela, eu até decorei. Mas não respondi. Sinto muito, mas a vida seguiu.

-Julia, espera ai...

Antes que pudesse expor qualquer argumento, ela correu em direção as tendas. Nunca consegui alcança-la nas corridas, dosso ela também se lembra também e usou contra mim. Caí de joelhos na areia, não demorou muito e a água me atingiu.

- Eu que queria pedir desculpas... ela não fez nada. 

Julia. Ana Julia. Faziam cerca de 2 anos que eu não a via, mas aparentemente ela não mudara muito. 

- Amanhã ela irá entender, amanhã irá me ouvir. 

Era um grande passo que eu dava, encarar de frente a pessoa que aparentemente me odiava sem motivo. E ela tinha lindos olhos castanhos cor de mel.


Notas Finais


Iai amadinhos? Aceito opiniões *-*


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