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História Noites Encantadas... - Capítulo 15


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Notas do Autor


Olá, mas um capítulo diferente para vocês.
Max tem 17 anos e o Dark Mayhem 45.
Não me matem, terá Mabe depois desse kkkkkkkkkk
Boa leitura!
Eu também quero fazer um com o Doutor Colosso, então terão que aguentar minhas ideias de louca kkkkkkkkkkkk

Capítulo 15 - Pedofilia ou Amor?


Dark Mayhem...

Eu nunca fui o tipo de cara com sentimentos, desde criança fui considerado um ladrão, afinal, quando você não tem o que comer, é necessário que roubemos comida e quando menos esperamos, somos pegos e considerados vilões. 

Eu sou um cara de 45 anos, cabelo todo branco, olhos verdes brilhantes, consequência do Super Poder, basicamente, não tenho cara de velho, apenas o cabelo que é branco.  Sou alguém que nunca se casou e consequentemente, nunca teve filhos. Sou chefe da Liga de Vilões a exatos 21 anos, afinal, ninguém nunca quis me tirar no cargo e a Liga cresceu nesses últimos 21 anos de uma maneira surpreendente. 

Eu criei regras e as respeitei, em questão de uma, essa eu fui forçado a quebrar, por mim próprio em um erro ao ver um "prodígio", que quase que perdeu a chance, de tão nervoso que estava e é claro que quem estava entrevistando ele, não deixaria passar, mas eu entrei no meio, conversando por mim próprio e olha que como eu adorei esse "prodígio". Eu criava entrevistas que não existiam, só para conversar com esse ser, que embora falasse que queria ser um vilão, eu sabia que ele não queria de verdade e se continuasse, daria ruim. Então tive que empacar no meio, com as mentiras mal contadas daquele dia do baile, aonde eu agradeci mentalmente por ele ter acordado para a realidade, é claro, levei uma perda na cabeça, mas agradeci... Hoje estou nessa prisão, procurando maneira diferentes de fugir, mas sabendo, que não poderei nunca mais olhar aquele ser nos olhos como eu olhava... mas de qualquer maneira, eu tenho que sair, a Liga de Vilões precisa de mim...

-

Sala de segurança...

-- O Dark Mayhem fugiu!

-

A neve secando, as crianças correndo, ruas movimentadas, essa é o Metroburg, cidade de reis.

Eu havia tirado o meu uniforme, assim, ninguém saberia quem eu sou e é claro que quando eu estava na prisão, ninguém conseguiu tocar em mim para tirar a mascara, então, o rosto de Dark Mayhem permanece em segredo.

Eu iria até a Liga, aonde continuaria o meu reinado, tentando esquecer aquele ser que hoje é considerado um herói.

-

Adentro o hall de entrada, vendo vários vilões ao redor da mesa de reunião.

-- Quem voltou?!-- Falo e todos me olham, agradecendo mentalmente pela a minha volta.

-- Meu Deus, esse foi o maior tempo!--Sky fala e eu rio.

-- Só passou 7 dias e eu queria descansar.-- Falo me jogando no meu "trono".

-- Temos que considerar vingança, aquele idiota nos traiu.-- Eles sabiam que a culpa de tudo tinha sido minha, mas ainda me consideravam o melhor, então teria que aceitar seus pedidos, até que essa fosse vingança contra aquele ser, aquele ser com cheiro de menta... Afff, tô me sentindo um pedófilo.

-- Temos.-- Falo sem vontade.

-- O que faremos? Sabemos que ele ainda mora em Hindville...-- E eu a calo.

-- Nada que tenha a ver com matar e eu duvido que eles não estejam sobre segurança agora que eu fugi.-- Falo querendo que eles desistissem, ou tentassem algo que não fosse perigoso.

-- Tá, não querendo mudar o assunto-- Bred, corta a conversa-- Meu pagamento está atrasado e eu tenho que pagar a escola de minha filha.-- Eu rio com isso, Bred tinha uma filha de 6 anos, que adorava ficar nos meus pés quando pequena, afinal, eu adorava ser a baba... eu sempre adorei crianças, mas agora eu estava com medo.

-- Calma aí, até quando você tem que pagar?--Pergunto.

-- Até Sexta.

-- Eu resolvo isso em 3 dias, agora, eu quero descansar.-- Falo me levantando.

-- Mas Mike e o ThunderBoy?-- Nesse ponto eu já estava na minha casa, respirando o doce frescor da paz.

Eu poderia tentar de todas as formas possíveis, aqui deitado no sofá, de esquecer aquele riso e sorriso, mas eu não conseguia e me sentia a unica coisa que eu não era até conhecer ele, um pedófilo e olha que eu o conheci aos seis 14 anos, tão fofo e engraçado, eu tenho um problema, nunca olharei adolescente e crianças da mesma forma, nunca mais.

Eu não via a hora aí deitado e eu sabia que não poderia ficar preso aí, teria que fazer uma coisa, até que isso fosse cometer um pequeno crime, como roubar um banco...

-

Armas nas mãos, dinheiro, reféns e o ser que eu não esperava encontrar tão cedo.

-- Eles mandaram você?!-- Falo com tom debochado-- Eles não deveriam acreditar que você é capaz, ainda mais depois de todas as mentiras que você contou.-- Uma coisa que eu não falhava, era a fala, eu tinha o dom que acabar com o herói com a fala, mas vamos ver... eu não queria machucar ele.

-- Olha cara, eles me perdoaram e eu sei o que é certo-- Aquela voz, tão doce... ainda bem que eu estou com a mascara... 

-- Você quer salvar essas pessoas? Vá em frente-- Atiro três vezes para o céu, ouvindo os gritos de pavor de todos.-- Eu não preciso deles.-- Ando até ficar quase que grudado nele.-- Mas terá que lutar para pegar o dinheiro e me prender.-- Eu nunca havia experimentado uma luta com ele, queria ver se ele era capaz.

-- Cara, você não precisa fazer isso.-- Ele não queria lutar, isso dava para ver, então o que ele queria?

-- Você não quer lutar? Então o que você deseja?-- Pergunto com deboche, fazendo ele suspirar e olhar para baixo, sentir uma preocupação estranha, quem sabe com medo de ele não está bem.

Atiro mais uma vez para o alto.

-- SAIAM!-- Grito e vejo todos os reféns correrem para fora, me deixando sozinho com ele.

Ele levanta a cabeça e me olha.

-- Eu gostaria de agradecer por você ter acreditado em mim.-- Por essa eu não esperava-- Porque a minha vida toda, ninguém nunca foi capaz de gostar de mim por eu ser diferente, não querer desde pequeno ser um herói e para deixar bem claro, eu ainda não gosto.-- Eu solto um risinho.-- Eu não teria conseguido aquela primeira entrevista se você não tivesse aparecido, aquilo me ajudou muito-- É possível alguém ser tão fofo?-- Você aceitou que eu era basicamente um lixo e me ajudou a crescer, ao contrario da minha família que viviam me metendo em Reformatórios e psiquiatras-- Ele suspira-- Você não falou que era uma fase, assim como todos, porque eu penso que se eles não tivessem falado, eu nunca teria tentando... então eu acho que por você ter me aceitado, eu tive coragem de dizer não.-- E ele abaixa a cabeça-- Eu considerei você como um pai, que me ajudava e não ficava me metendo em castigos-- Essa doeu, um pai.-- Eu sempre irei te respeitar e eu não quero lutar, te prender, até porque, você é importante para mim.-- E ele se cala, me deixando atordoado e com vontade de chorar.

-- Eu...-- O que eu poderia falar ou fazer? 

-- Eu sei, foi mal, isso é totalmente idiota...-- E eu não sei a quanto tempo eu não tinha puxado alguém para um abraço mas eu fiz isso e que diferença de tamanho complicada.

-- Bem... eu vir potencial-- O que eu queria falar era outra coisa, mas deixa...

-- É sério, não me faça lutar contra você.-- Eu não quero destruir essas bochechas, mas que vontade de chorar.

-- Não.-- Já era, eu estava chorando, eu literalmente estava chorando e ele havia notado pela maneira que eu falei.

-- Está chorando?-- Eu não vou menti para você.

-- Infelizmente.-- Como? Eu não chorava a exatos 43 anos, é sério, eu só chorei até os 2.

-- Meu Deus, me desculpe.--  Eu preciso falar, eu preciso!

-- Cara...-- E eu tiro a mascara, sendo olhado com um olhar de espanto vindo dele.-- Eu...-- Como dizer?

-- Você tirou a mascara...-- E ele quase cai para trás, mas eu o seguro, ficando com minha boca a centímetros da dele.

-- Eu...-- Seus olhos de espanto olhando para os meus olhos, era de mais, eu não poderia, mas eu amava aquele garoto.-- Veja por si só.-- E eu colo meus lábios nos seus e ao contrario do que eu pensei, ele não lutou contra.

-- O..oe..qu..e?-- É a unica coisa que eu ouvir ao separar meus lábios dos seus.

-- Me desculpe.-- O solto e ele cai.-- Eu...-- Qual era o meu problema?

-- Você nunca tirou a mascara para ninguém, né?-- Ele pergunta e eu o olho confuso, logo limpando as minhas lagrimas.

-- Apenas para você-- Falo a verdade, meio rouco pelas lagrimas.

Vejo ele se levantar e vir até a minha frente.

-- Quantos anos você tem?-- Ele pergunta rindo e eu rio também.

-- 45.-- Eu tinha certeza que ele iria me chamar de louco.

-- Não parece.-- E ele segura o meu rosto, colando seus lábios nos meus, logo pedindo passagem com a língua.

Eu não sabia que eu podia sentir uma sensação no peito tão boa, antes de o conhecer, mas agora eu tinha certeza.

O ar acaba faltando e nos separamos, vejo sua face toda vermelha e começo a rir, assim como ele.

-- Sabe o que é bom?-- Pergunto e ele me olha confuso.-- Eu desativei todas as câmeras, o que significa que podemos fazer um teatro para sair daqui e ninguém saberá.-- E ele me abraça, colocando a cabeça em meu peito.

-- Isso é ótimo.-- Ele fala me dando um selinho.

-- Sabe, ninguém precisa saber.-- Falo e ele sinaliza um sim com a cabeça, o que me faz, mas uma vez, grudar meus lábios nos seus.

-

Como eu disse, eu não sabia que podia sentir uma sensação tão boa no peito, até conhecer ele e isso foi verdade até o dia de minha morte e ninguém ficou sabendo, pelo menos é o que eu pensava...


Notas Finais


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