História Noites puras de verão. - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Tags Romance, Suspense, Terror
Visualizações 11
Palavras 3.312
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Meu querido primo Rayan.



Esperava acordar com um raio de sol batendo em meu rosto, enquanto eu me espreguiçava na cama e pensando para mim mesma o quão a vida é bela e o quão sortuda eu sou de poder dormir em uma cama dessas, mas não. Acordei com meu alarme gritante -que esqueci de desligar- do meu celular que estava perdido no meio das milhares cobertas.    
Procurava desesperadamente para desliga-lo e voltar a dormir, mas quando achei, já tinha perdido o sono. Que falta de sorte... Quando finalmente me levantei da cama, estalei as costas e soltei um longo bocejo. Caminhei até minha mochila que estava largada sobre um sofá felpudo branco que ficava no canto do quarto. Fiquei a procura da roupa mais fresca possível, aliás, hoje o dia estava tão quente que minha garganta chegava a gritar, clamando por água. 
Acabei vestindo uma blusa fina e um short. Odeio prender o cabelo, mas em dias como esse, eu sou quase obrigada, então o prendi em um rabo de cavalo alto, mas deixando minha franja solta -impossível de prende-la-. Calcei os chinelos mais bonitos que tinha. Mesmo sendo meus tios, não queria andar como uma mendiga pela casa deles, então tentei ficar mais "arrumadinha". Coloquei muito desodorante. Não vou nem arriscar ficar fedorenta perto deles, principalmente nesse calor! 
Quando finalmente fiquei pronta, dei uma arrumada em minha cama e fui até a porta. Ao abrir, me deparei com Rayan, de frente para minha porta.
— Entra. — Ele me pegou pelos ombros e me afastou da porta, e a fechou. 
- O-oque? Por que?! O que aconteceu?
— Seus pais pediram para eu te segurar aqui até eles resolverem tudo lá em baixo.. — Se explicou e se sentou na cama. Logo senti um embrulho no estômago. O que está acontecendo lá em baixo? Foi a única coisa que eu me perguntava.
— O que aconteceu lá em baixo? — Ele suspirou e passou a mãos em seus cabelos.
— Você tem um estômago forte? — Fiquei o olhando sem entender, e sem saber como responder a pergunta. — Bom, sabe o Carlos? — Fiquei alguns segundo pensando e logo veio em mente o Carlos de ontem. Concordei com a cabeça. — Bem... — Ele levou sua mão até o centro do seu rosto. Em um gesto rápido, ele levou sua mão para baixo, como se estivesse dividindo o ar.
— Não entendi... 
— Cortaram o rosto dele no meio. — Rapidamente se formou uma expressão de espanto em meu rosto.
— O QUE?!
— Nossa, falar isso em voz alta é tão estranho... — Ele falou, sem expressar nenhuma surpresa, espanto, nem mesmo angustia. 
De repente, comecei a me sentir tonta, como se meu ar tivesse sido levado. 
— Eu.. Ai meu Deus... — Para evitar de eu cair, me sentei ao seu lado, com a mão na barriga, respirando ofegantemente. Não consigo acreditar, o cara que sorriu para mim ontem a noite está morto agora? Ou melhor, com a cara divida?! — Me explica melhor essa história!
— Hummm, acho melhor não, só você saber do começo quase desmaiou, imagine se eu contar o resto... 
— Conta logo!
— Bom, parece que ele foi assassinado a facadas na barriga enquanto todos dormiam. Ele foi encontrado pela empregada, ele estava na frente do portão de casa, do lado de fora.  Triste, não? — Olhei em volta e peguei a primeira coisa que poderia servir para eu vomitar o que eu jantei ontem a noite. O triste que foi minha bolsa de couro favorita... 
— Meu Deus, estou passando mal! 
— Nem deu para perceber...
— Você não está nem um pouco arrasado com isso?! — Ele negou com a cabeça. — Meu Deus, eu conheci ele ontem e nem conversei com ele mas estou assim! Você via eles todos os dias, como?!
— Bom, pois você é de um jeito e eu sou de outro, não faço todas as coisas que você faz. Graças a Deus... — Suas ultimas palavras foram pequenos sussurros. Simplesmente ignorei. — Também, isso sempre acontece por aqui, todos os dias no jornais você vai ver alguém morto, já me acostumei, então não me apego a ninguém que não seja os meus pais.
— Nossa.. Que triste... — Ele deu de ombros.
— Puta que pariu, esse cheiro de vomito misturado com perfume é horrível! — Ele reclamou. Me encolhi de vergonha, me lembrando a quantidade de desodorante que eu coloquei. Mas é verdade, esse cheiro está horrível. Larguei a bolsa no chão e fui atrás de um paninho para limpar minha boca. Ele apenas me segui com o olhar. 
— Desculpa por isso.. — Falei, enquanto baixava a cabeça, evitando de olhar em seu rosto. 
— Não, eu que tenho que me desculpar. Por minha culpa você vomitou naquela bolsa cara. — Ele apontou com a cabeça para a bolsa que estava no chão. 
Abri um sorriso. Sei que ele falou para debochar de mim, mas não aguentei.
Dois dias se passaram. Não demorou muito para eu descer. Quando finalmente tinham resolvido tudo, eu pude descer, e não encontrei vestígios de nada do que o Rayan tinha me dito. Mas era tudo verdade. Eles tentaram me contar com calma para eu não surtar, e eu tive que fingir estar surpresa para não falar que o fofoqueiro do Rayan já tinha me contando -e de uma forma bem brusca-. A polícia até passou aqui duas vezes, mas nada do assassino. Parece que eles só estão ganhando tempo, tenho quase certeza que eles não vão resolver nada.
Estava de tarde, e o clima estava agradável. Estava rodeando a casa, meio perdida nos meus pensamentos, e ainda um pouco aflita pelo os acontecimentos de dois dias atrás. Nem meus pais se apavoraram tanto que nem eu, realmente, sou a única que está abalada por causa disso.
 Fui para os fundos, o único lugar que eu não tinha dado muita bola. Tem uma piscina de chão imensa no "quintal' deles.  Me aproximei da mesma e consegui ver o Rayan na água, nadando. Ele fazia toda a volta na piscina, quando chegava no fim, se virava e se impulsionava para frente. Ele parece tão leve, é bem relaxante ver. 
Como qualquer ser humano normal, ele precisava de ar, e quando ele tirou a cabeça da água para respirar notou minha presença. Ele nadou em minha direção e se escorou na borda, erguendo a cabeça e olhando para mim.
— Oi, enjoadinha. — Disse ele. 
Desde o dia que eu vomitei na frente dele, ele não parou com esse apelido tosco para cima de mim. "Enjoadinha". Não tem a menor graça!
— Oi, estava nadando? 
— Não, como você podia ver, eu estava correndo na água. — Ele me olhou como se eu fosse uma tapada.
— Grosso...
— Quantos anos você tem, Victoria? 
— Qual o motivo da pergunta?
— Nada em específico.
— Então não preciso responder.
— Como você é chatinha, não sabe nem ter uma conversa agradável com seu priminho.
— Se meu PRIMINHO parar de me olhar como eu se fosse uma tapada, talvez  eu tentaria ter uma conversa AGRADÁVEL. 
— Mas você é... — Ele deu uma pausa. Olhei enfurecida para ele, observando se ele tinha coragem de terminar a frase. Um sorriso sádico se formou em seu rosto. — Linda... — Meu Deus! O que foi isso? Não esperava por isso! Levei uma pontada no meu coração e senti meu rosto queimando na hora. Virei a cara imediatamente, escondendo meu constrangimento. — Aliás, o que te traz aqui? 
— S-só estava dando um passeio, tentar esfriar a cabeça. 
— Fez uma ótima escolha, a água está bem gelada, pode pular. — Disse ele, abrindo um sorriso e mostrando seus dentes bem alinhados. 
— H-haha! Engraçado. Não obrigada. — Tentei manter postura mas ainda estava envergonhada. Minha voz saiu toda trêmula e desafinada. 
— Nossa como você é chata, só me ajuda a sair daqui então. — Ele esticou o braço para mim. 
— Claro, para eu pegar sua mão e você me puxar para a piscina? Ha, não obrigada. — Disse, cruzando os braços.
— Ah parece que você caiu, então terei que usar a violência. — Ele saltou da piscina e agarrou minha perna, e me puxou para dentro daquela piscina gigante que parecia que tinha um monte de gelo. 
— Meu DEUS! — Meu desespero veio a tona e eu comecei a me debater que nem louca. 
— Você vai acabar morrendo afogada desse jeito. 
— E-EU NÃO SEI N-NADAR! — Disse quase morrendo. A água entrava pela minha boca atrapalhando minhas falas, e eu me esforçava para não afundar, fracassando completamente.
— Ah, entendi. — Ele falou e ficou paradão, na minha frente, me olhando, enquanto eu estava desesperada e toda a minha vida passava pelos meus olhos. Sem me prevenir, ele se aproximou de mim e me pegou pela cintura, colando nossos corpos e me erguendo. Finalmente, ar. 
— V-VOCÊ É UM IDIOTA! — Disse e dei um tapa no ombro dele. — EU QUASE MORRI! — Dei outro tapa nele.
— Dessa vez vai morrer se não parar. — Ele me ameaçou de me soltar e eu abracei o pescoço dele.
— NÃO! — Ele abriu um sorriso. Olhei para ele com fogo nos olhos. Eu tenho certeza absoluta que se meus olhos fossem armas, seu corpo estaria boiando agora! Ele olhou para mim, com o mesmo sorriso no rosto.
— Acho melhor você parar de me agarrar, alguém pode entender isso mal. — Olhei para ele confusa. Agora que percebi que nossos corpos estavam colados e eu agarrada que nem um coala no pescoço dele. 
— Aí meu Deus! — Soltei ele imediatamente, o empurrando e caindo na água novamente.
— Sua idiota! Não agora! — Ele me pegou e me levou até a borda da piscina, me colocando sentada. Comecei a tossir desesperadamente. Quando me acalmei, coloquei a mão no peito e respirei fundo. Ele saiu da piscina e pegou uma toalha branca que estava ao lado da piscina, se aproximou e jogou a toalha sobre meus ombros. — Se seca aí, enjoadinha. — Peguei as pontas da toalha e cobri meu corpo, tentando me aquecer o máximo possível. Outra certeza que eu tenho é: Eu quero matar meu primo! Matar de todas as formas possíveis! 
Olhei para ele. Ele estava estalando os braços, exibindo seus músculos e seu corpo esculpido de Deus grego. Deus me perdoe por todas as mortes que eu desejei a esse homem.
— Cuidado para não babar. — Oh God, fui flagrada. Olhei para ele desentendida. 
— O que está insinuando?! — Ele abriu um sorriso malicioso. — Deixa de ser convencido! — Dessa vez, foi ele que fez cara de desentendido.
— Não sei do que está falando, só disse para não babar. Por que está me chamando de convencido? — Me entreguei. Meu Deus eu sou uma tapada! Abri a boca para tentar me defender, mas não soube que palavras usar contra o argumento dele. Revirei a cara emburrada.   Escutei uma risadinha abafada atrás de mim. Esqueça, ainda quero matá-lo! 
— Hey crianças! — Nós nos viramos ao mesmo tempo, na mesma direção. Meu tio estava a nossa frente acompanhado com meus pais, e um sorriso enorme no rosto. — Se arrumem, nós vamos sair! 
— Ah é? Para onde? — Rayan perguntou.
— Vamos sair para jantar num restaurante da cidade, aliás, o que aconteceu com vocês? — Perguntou meu pai, com um olhar suspeito. Como explicar para ele? "O Rayan agarrou minha perna, me jogou na piscina, ficou me olhando enquanto morria afogada, me agarrei nele e depois fiquei babando pelo corpo de Deus grego dele". Senhor..
— Ah, ela caiu na piscina e eu tive que salvar ela. — Disse Rayan, terminando a frase em um sorriso gentil. Meu pai devolveu o sorriso, aliviado.
— Muito obrigado Rayan, minha filha é um desastre mesmo. — Ele começou a rir.
— Pai! — Disse, olhando indignada para meu pai.
— Haha, e uma tapada também! — Disse o Rayan, enquanto ria com meu pai. Novamente o assassinei com o olhar. Me ergui e corri até ele, dando um empurrão e fazendo ele cair na piscina.
"Para que ir em carros separados? Vamos todos juntos!" Essas foram as palavras de meu tio Robert. O homem rico que só tem um carro -e um carro moderno mas apenas com 5 bancos.- Senhor Robert, por quê tão humilde?! Me encolhia cada vez mais no banco, esperando ser sugada pelo mesmo. Meu rosto queimava de tanta vergonha. Meus tios estavam na frente, meus pais atrás e eu e o Rayan colados. Não consigo nem me mexer sem tocar nele. Por pouco fui no colo dele, ideias loucas do meu tio, mas graças a Deus meu pai discordou. Ainda assim, tenho que ficar colada com ele, e o pior que ELE foi na janela! Que injusto!  Viagens de família é uma loucura! 
 Fiquei olhando para a janela da frente, enquanto reclamava mentalmente. Senti meu espaço sendo invadido cada vez mais. Olhei para o Rayan. Ele abriu as pernas, fazendo eu ficar mais espremida ainda. 
— Ei! Pode fechar as pernas? Você está me machucando! — Sussurrei. Ele olhou para mim e depois para minhas pernas. Fiquei um pouco tímida, aliás, eu estava com um vestido preto curto, se ele continuar olhar para minhas pernas, não sei onde vou esconder minha cara! Ele abriu um sorriso e negou com a cabeça. — Que?! Sério?! Fecha logo! — Continuei sussurrando e ele simplesmente riu e me ignorou completamente. — Seu... — Coloquei a mão na coxa dele e tentei empurrar para ele fechar a perna. 
— O que você está fazendo?! — Ele falou, não, GRITOU! Tomei um susto na hora. 
— O que está acontecendo aí atrás? — Perguntou meu tio, olhando pelo espelho do carro. Meu pai olhou para nós e ficou pasmo. 
— Victoria! O que é isso?! — Disse ele, FURIOSO. Meu coração parou na hora.
— E-eu.. — Fiquei tão nervosa que nem consegui falar direito. Na hora que eu fui tirar minha mão da coxa dele, meu tio passou por uma quebra-molas, fazendo minha mão boba escorregar e cair aonde nunca deveria ter caído. O lugar que fez o Rayan arregalar os olhos. O lugar que fez meu pai me assassinar com os olhos. O lugar que ao encostar, eu dei um berro.
— Puta merda! — Exclamou o Rayan. Colocando a mão no amigo dele que eu quase matei. Ele gemia de dor e eu olhava pasma para ele. Parece que eu acabei de ver um assassinato. 
— Victoria!! — Meu pai gritou furioso.
— Foi um acidente! Me desculpa! — Disse desesperada. 
— Calma querido, foi sem querer. — Disse minha querida e amada mãe, enquanto colocava sua mão sobre os ombros do meu pai. Meu pai respirou fundo e se sentou, deu de ombros e bufou. Olhei indignada para o Rayan, e ele estava com um sorriso sádico no rosto. Foi de propósito que ele gritou! Idiota! Babaca! Cuzão! 
 Fiquei lavando minha mão com o sabonete líquido do banheiro milhares de vezes, além de limpar as mãos, tentar limpar essa memória da pegada acidental de minha mente. Vou ficar muito agradecida se eu conseguir esquecer aquilo. Sai do banheiro e eles já estavam sentados. Todos conversavam animadamente, todos entretidos, tirando o Rayan, que ficou fazendo um desenho imaginário com o dedo na mesa. Me direcionei até eles e me sentei ao lado de Rayan. Eu simplesmente não entendo ele, quando eu o conheci, ele era distante e frio, quieto, depois foi para sarcástico e engraçado, e agora voltou como era antes. Ele é bipolar?
— Com licença. — O garçom chegou entregando nossos pedidos, os colocando sobre a mesa. 
A gente foi em um restaurante italiano que ficava na cidade pequena, a mais próxima da casa deles. Na hora de ver o cardápio, quase tive uma parada cardíaca. Um prato mais lindo que o outro, mas também, um mais caro que o outro. Meus tios insistiram em pagar tudo, meus pais aceitaram. Me esforcei para escolher o prato mais delicioso possível, aliás, não é todo dia que você tem a chance de comer em um restaurante caro. Acabei pedindo um prato chamado "Tortellini de Bolonha". O nome é estranho mas ele parecia ser gostoso, e é feito de massa. Eu amo massa! O ruim é que na hora de pronunciar para o garçom, errei várias vezes e o garçom não entendia nada, o Rayan teve que me interromper e falar por mim. Eu não soube onde esconder minha cara. 
Meu prato está bem a minha frente. Estou comendo ele com os olhos! Parece muito bom, e tem um cheiro muito gostoso! Olhei para o prato do Rayan. O prato dele se chamava "Carpaccio", a única coisa que sei sobre esse prato é que é feito com carne CRUA! MEU DEUS COMO ELE CONSEGUE COMER ISSO.
— Pode parar de olhar para o meu prato? Olho gordo. — Ele falou. Olhei para ele indignada. Ele acha que eu quero comer a comida dele? Eca!
— Eu não sou olho gordo! Só estou pensando se você é um zumbi. — Disse enquanto olhava para a carne dele. Ele largou o garfo sobre seu prato e seus olhos caíram sobre mim. 
— Cuida do seu prato, me deixe comer em paz! 
— Nossa! Como você é irritante! 
— Você que é chata e metida!
— Qualquer aí para ti e você já fica na defensiva! Seu dramático! 
— Cala a boca, toquinho de amarrar bode! — Olhei para ele extremamente ofendida. Agora ele pegou pesado!
— Vocês dois! Chega! — Nossa briguinha foi interrompida pela tia. Olhamos para ela assustados, e ela estava com fogo nos olhos. — Que saco! Querem estragar nosso jantar? Vão para a rua! Agora!
Passei pela porta, enquanto acariciava meus braços e ele veio atrás de mim e fechou a porta. Nos olhamos e ficamos em silêncio. Suspirei e me sentei na calçada, abraçando meus braços. Consigo escutar o som do mar, da praia que fica nessa cidade, não muito longe desse restaurante. Fiquei de cabeça baixa, sem me arriscar a falar um piu, até que Rayan se sentou do meu lado. Imediatamente, virei minha cabeça em sua direção e ele estava olhando para mim, como esperado. Ficamos nos olhando por alguns segundos que eu não soube distinguir quantos. Após isso, baixamos nossas cabeças ao mesmo tempo. 
— Nossa... — Disse ele, ainda olhando para o chão. 
— É... — Me arrisquei em olhar para ele de canto de olho, foi quando eu percebi que ele estava me olhando também, e nossos olhos acabaram se encontrando novamente. Novamente levei uma pontada em meu coração. Ele me olha de um jeito tão intenso que me deixa sem palavras, fico até constrangida, e sem saber o que dizer.   
— Seu pênis parou de doer? — E acidentalmente disse isso. MEU DEUS POR QUÊ EU DISSE ISSO?! FOI MUITO SEM QUERER, FOI DO NADA! Ele me olhou estranho e abriu a boca para falar alguma coisa, mas nada saiu. Até que um sorriso formou em seu rosto, e de um sorriso, foi para uma gargalhada alta. 
— Que pergunta é essa? Sua maluca! Hahahaha! Que tapada! — Ele colocou sua mão sobre minha cabeça e bagunçou meus cabelos. — Enjoadinha! — E ele voltou a gargalhar. Me encolhi, toda envergonhada. Mordi os lábios fortemente, sem saber o que fazer. 
— J-já deu... — Ele tentou parar a risada, colocando a mão na barriga e respirando fundo. O idiota voltou a rir, e rapidamente olhei para ele de cara feia. Quando ele finalmente parou, ele suspirou aliviado, se ergueu e olhou para mim.
— Vem, vamos dar um passeio na praia.
 



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