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História Noites Vivas - Jikook Vampiros - Capítulo 31


Escrita por:


Notas do Autor


E essa morte do Jungkook, heim?
Pois vamos ver o que aconteceu!

Capítulo 31 - 31. Despertar


Primeiro, Jungkook ouviu a risada de Jimin, acompanhada de uma outra voz risonha, feminina. Depois de tomar consciência, sentiu seu corpo deitado sobre um chão rígido, porém plano.  Não estava exatamente confortável, mas percebeu que seu corpo não tinha nenhuma dor. Abriu os olhos e piscou algumas vezes, percebendo que estava em algum lugar escuro. Rapidamente seus olhos pareciam adaptados ao ambiente. O teto de pedra e a umidade no ar pareciam indicar que estava em uma caverna. Como havia parado ali, ele não fazia ideia. Mas não era a primeira vez que acordava sem memórias recentes estando próximo a Jimin.

A diferença é que agora Jimin estava acompanhado de uma figura ainda menor que ele. A dona daquela voz era Danbi, de quem Jungkook se lembrava como recepcionista do hotel onde estivera hospedado com Jimin. Pelo que se lembrava, ela estava sob domínio de Jimin, já que ele a havia beijado, mas Jungkook não conseguia imaginar como é que os três haviam parado em uma caverna. Assim que se moveu, esticando os braços e pernas com um suspiro enquanto se espreguiçava, Jimin virou-se para ele exclamando:

-Kookie, você acordou!

Jimin, que estava sentado ao lado de Jungkook, mas de costas para este, agora se virara por completo e tinha os braços ao redor do mais novo.

-Estou feliz que você esteja acordado, Kookie – Jimin continuou, agora com a voz contida em um quase sussurro – Que alívio!

Jimin afastou-se no abraço, mas deixou o rosto em frente ao de Jungkook. Eles estavam muito próximos um do outro, e Jimin sorria não só com os lábios, mas com os olhos. Apesar das mãos dele estarem ainda envolvendo seus braços, Jungkook não sentia nada, a não ser a própria confusão por estar em tal situação.

-Não sinto seu alívio – Jungkook exclamou, afastando o outro e se apoiando nos braços para se assentar.

Danbi encarava a cena em silêncio, à distância.

-É porquê... bem, você não se lembra o que aconteceu antes de você ficar desacordado, se lembra?

Jungkook apenas negou.

-Ah, Kookie – Jimin segurou com as duas mãos uma das mãos do mais novo - você não se lembra de verdade das suas experiências de quase morte, não é mesmo?

-Se bem que dessa vez não foi quase morte. – Danbi interferiu, quase sorrindo.

Jungkook ficou em silêncio, arregalando os olhos à medida que a compreensão e as poucas memórias que aguardava de antes daquele momento de inconsciência começavam a fazer sentido.

-E-eu... eu morri?

Jimin não queria dizer tudo tão diretamente assim. Por mais que fosse difícil o que teria de dizer a Jungkook, ele queria ser suave. Ele tinha a oportunidade de ajudar a alguém que queria tão bem em um momento como aqueles, algo que fizeram por ele também.

-Do que você se lembra, Kookie?

A voz de Jungkook saiu sem emoção nenhuma. Suas memórias eram claras até um certo ponto e o que o agoniava eram as coisas que imaginava que tinham acontecido durante o período do qual não se recordava. O que será que havia acontecido depois do que ele se lembrava?

-Eu me lembro de ter acordado com muita fome e fiquei com vontade de comer bolo, que eu não comia a tempos. Então perguntei a um funcionário da recepção do hotel onde havia algum lugar próximo para comprar aquilo, mesmo já sendo noite. Me vesti e peguei dinheiro da sua carteira, não nego, já que eu não tinha nada e você estava em um sono profundo e pesado.. E então fui até lá. Eu notei que alguns atendentes me olhavam com curiosidade e desconfiança. Embora eles não tenham dito nada diretamente a mim, talvez estivessem reconhecendo o garoto desaparecido que havia sido anunciado em todos os lugares, como reparei nos cartazes assim que saí com o café comprado em minhas mãos. A última coisa que me lembro é que eu estava voltando para o hotel.

A intenção de Jungkook era ter uma última refeição com Jimin. Daquela vez, ele é quem traria a comida e era ele quem contaria uma história a Jimin. Não de algo que havia acontecido, mas do que faria se conseguisse reencontrar os pais sem ser pego pelos hyungs. Era como pretendia reconhecer que Jimin tinha feito algo importante libertando-o, mesmo que o próprio Jimin fosse responsável pelo sofrimento que o mais novo sentira. Mas aquele café da manhã noturno nunca aconteceu porque Jungkook nunca voltou ao hotel.

-Danbi ficou encarregada de ajudar a polícia a pegar as imagens das câmeras de segurança em frente ao hotel. E claro, ela me ajudou.

Jimin olhou para Danbi, indicando que ela continuasse a história.

-Você foi atropelado, Jungkook-ssi. Mas não foi por acidente. O carro não tinha placas, tinha vidros escuros e acelerou ao te ver.

-Quem pode ter sido? – Jungkook ainda tinha os olhos arregalados e sua voz estava aguda, quase que como num choro.

-Eu tenho algumas suspeitas, claro. – Jimin respondeu prontamente.

-Os hyungs?

Jimin só sacudiu a cabeça. Ele continuava a segurar a mão de Jungkook. Não podia mais tranquiliza-lo ou acalmá-lo, mas podia mostrar que o apoiaria com aquele gesto. Depois de algum tempo Jungkook olhou nos olhos de Jimin novamente.

-E porque estamos aqui?

-Porque não dá pra sumir com um corpo do necrotério do principal hospital da cidade e ficar andando com ele por aí. – Danbi falou rapidamente, ainda do lugar distante onde estava.

-E porque você tem que tomar uma decisão muito séria ao mesmo tempo que sente uma fome devastadora.

Jungkook finalmente se deu conta das consequências de ter sobrevivido.

-Eu me transformei?

-Se está acordado, não sente mais o que eu sinto e está com todas as vértebras no lugar, acredito que sim. Você está se sentindo bem?

Jungkook movimentou as pernas e aprumou a postura. Ele nunca havia se sentido melhor na vida. Uma troca de olhares com Jimin confirmava definitivamente as suspeitas: Agora Jungkook também era um deles.

-Eu não queria... Você disse que o sangue ia só me proteger!

-Eu nunca disse que isso não poderia acontecer, Kookie. Nós sabíamos os riscos.

-Mas foi o que aconteceu, Jimin!

-Sim, foi isso que aconteceu, Kookie. E não temos como voltar no tempo agora.

Jimin puxou Jungkook para mais um abraço. No início, Jungkook estava relutante com aquele contato, mas depois desabou dentro daquele abraço e Jimin pôde ouvir que o mais novo chorava em seu ombro. Ajustou-se para melhor acomodá-lo. O choro de Jungkook já não era contido, e Jimin sentia com cada arfar do outro um inconformismo enorme sendo expressado.

Por fim, Jungkook quase gritava de desespero, mas quão maior era a explosão dele, com mais força Jimin o prendia nos braços e de algum modo, a força daquela contenção ia acalmando aos poucos Jungkook, até que ele finalmente respirava normalmente.

Danbi observava tudo à distância, em silêncio, mas sempre atenta.

O abraço entre Jungkook e Jimin finalmente se desfazia e Jungkook sentia novamente aquela grande exaustão que havia sentido antes. Agora não era seu corpo que estava sem energias, mas aparentemente sua mente é que estava cansada, tendo que assimilar a informação de que teria que escolher mais uma vez entre duas opções terríveis e nenhuma delas parecia ser nem minimamente melhor que a outra para que fizesse uma opção razoável.

-Eu só queria ver meus pais de novo, Jimin.

Jungkook se encolheu, pousando a cabeça sobre as pernas cruzadas de Jimin. Ele sabia exatamente a sensação do mais novo, pois também a sentira muitas vezes. Agora parecia muito distante a vida em que havia sido um rapaz humano, um garoto começando a vida e disposto a honrar sua família que tanto amava. O mais próximo que tinha de família agora provavelmente tinha se voltado contra Jungkook, que era a criatura que mais desejava proteger no mundo. Era isso que as famílias deviam fazer? E o que fazer quando os irmãos que o haviam protegido e cuidado agora iriam querer matar quem ele queria proteger e cuidar? Jimin também estava cansado e não sabia onde nem como concentrar suas energias para resolver aquela situação. Ainda assim, se ainda tivesse esse poder sobre o outro, usaria toda sua concentração e força neste momento para acalmar Jungkook. Como não tinha mais essa capacidade, tudo que pôde fazer era afagar os cabelos longos do mais novo.


Notas Finais


Mais um capítulo saindo daqui a pouco!


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