História Noiva Misteriosa - Capítulo 2


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Categorias Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane, Fifth Harmony, Lauren Jauregui, Normani
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Tags Allybrook, Camilacabello, Camren, Dinah, Gip, Grécia, Laurenjauregui, Noiva, Normani, Romance
Visualizações 83
Palavras 3.192
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura anjos 👉🏻💓

Capítulo 2 - Capítulo 2


Fanfic / Fanfiction Noiva Misteriosa - Capítulo 2 - Capítulo 2


Os olhos duros como aço se fixaram no rosto pálido de Camila.

- A primeira vez que a perco de vista, você corre para o telefone para passar a informação a seu cúmplice. Você traiu minha confiança! - Lauren a condenou, implacável.

Camila não saberia dizer qual era a razão de seus tremores. Seria medo ou fascinação por aquela mulher tão diferente de todas as outras que já conhecera.

- Sra. Jauregui . .

- Você fez sua escolha. - Ela não a deixou falar. - E eu a farei pagar por sua traição.

Camila sentiu o estômago dar um nó.

- A senhora está enganada. Eu não falei com ninguém. Estava aguardando a telefonista.

Lauren deu-lhe as costas e começou a se afastar. Camila ficou parada. Era sua chance de correr e voltar para casa. Mas com que dinheiro? E o que seria de Ally?

Correu atrás de sua chefe, odiando-a e a si mesma por isso. Como ela não parasse, apressou o passo e colocou-se a sua frente.

- Saia de meu caminho! - ela ordenou.

- Está enganada também sobre a pessoa para quem eu pretendia ligar!

Ela a segurou pelos braços e a empurrou para o lado.

- Por que é tão teimosa? - Camila censurou-a. - Eu só estava tentado fazer uma chamada a cobrar à livraria onde trabalho.

Dessa vez, ela parou para ouvi-la.

- Que livraria?

Camila hesitou. Alguma coisa estava errada.

- Ei! O que fez com as sacolas? Deixou-as lá quando saiu a meu encalço?

Camila procurou as sacolas com os olhos. Por sorte, ninguém as havia roubado e ela pôde recuperá-las.

- Que livraria? - Lauren repetiu a pergunta quando Camila voltou para junto dela.

- Eu trabalho em uma livraria durante o dia e moro em um quartinho no andar de cima. - Camila respirou fundo para recuperar o fôlego. - Tenho de avisar o sr. Barry, o dono, sobre minha ausência. Se eu não fizer isso, ele ficará preocupado com meu desaparecimento e chamará a polícia.

- Bobagem! Ele pensará que você está com algum namorado. Jovens não são confiáveis. Costumam faltar ao serviço sem motivos. Seu chefe deve estar acostumado.

Camila fuzilou-a com os olhos.

- Sabe o que mais? Estou farta! Está me julgando sem me conhecer, não tenho namorado e sou confiável! Nunca falto ao trabalho. Estou no mesmo emprego há cinco anos e nos últimos dois, cuido de tudo praticamente sozinha!

- Por que, então, trabalha como faxineira cinco noites por semana?

Lauren quis saber, com expressão carregada de suspeita.

- Porque preciso de dinheiro. Ok? E não me pergunte para quê, porque não lhe devo satisfações de minha vida.

- Sua insolência me surpreende.

- O que esperava? Que eu estivesse me sentindo grata pelo modo como está me tratando? Errei, reconheço, mas não cometi nenhum crime. Não mereço estar sendo obrigada a fazer o que não desejo. Pobreza não significa desonestidade!

- Terminou?

A pergunta causou o mesmo impacto que um choque contra uma parede após uma corrida desabalada. Camila mordeu o lábio, vermelha como um pimentão.

- Hoje não foi o melhor dos meus dias - Lauren murmurou. - Não estou com paciência para ouvir mentiras. Vamos. Já perdemos tempo suficiente.

- Então não acredita realmente em mim?

- Acredito que consegui impedi-la de fazer uma ligação, algo que eu havia proibido.

- Eu expliquei meus motivos!

- Por que não me contou que tinha outro emprego? Eu teria entendido. Sou uma mulher de bom senso. Mas você preferiu escapar furtivamente a se abrir comigo.

Cada vez que Lauren se referia a ela como uma pessoa desonesta, Camila sentia vontade de lhe saltar ao pescoço. O que ela queria? Que ela se ajoelhasse e implorasse para ligar para o sr. Barry? E o fato era que a ligação tinha de ser feita, mesmo que em presença daquela mulher intransigente.

Por mais que detestasse mentiras, Camila sabia que não teria alternativa. Tinha de ligar para o sr. Barry e inventar uma desculpa, o quanto antes.

A franqueza era uma de suas virtudes e um de seus defeitos. Gostava de ser independente, de tomar suas própria decisões. Seus dois empregos se encaixavam com perfeição a seu modo de ser.

Quase uma hora depois, quando o silêncio entre elas estava se tornando insuportável, o homem que Lauren chamava de Alejandro chegou com seu passaporte e com suas chaves.

Camila observou, irritada que nenhum dos dois olhava para ela enquanto conversavam. Em grego, obviamente. Resolveu interrompê-los após alguns minutos de espera.

- Espero que não tenha revirado toda minha casa.

O homem fitou-a com tanta perplexidade que Camila cogitou se alguém havia lhe aplicado uma camada de tinta invisível sem que soubesse.

- E espero que não tenha se esquecido de trancar a porta quando saiu.

- Meus seguranças são excelentes - Lauren interrompeu - Quando voltar encontrará sua casa do jeito que a deixou.

Camila ergueu o queixo.

- Deve ser reconfortante para você saber que seus funcionários podem burlar sistemas de alarmes com a mesma eficiência que assaltantes profissionais.

O modo como Lauren a encarou era um conselho para que não tornasse a manifestar suas opiniões. Resolveu acatá-la. Ou ao menos tentar. Afinal, aos olhos dela ela era uma simples serviçal. A menos importante em sua escala de valores. Estava acostumada a ser servida e a ouvir as pessoas somente quando elas eram autorizadas a falar.

O problema era que Camila nunca conseguia ficar de boca fechada. Tinha o hábito de ser franca e direta.

Agora que estavam paradas e que ela não precisava correr para acompanhar os passos de sua chefe, o frio começou a incomodá-la. Lembrou-se do casaco em uma das sacolas e vestiu-o.

Era tão comprido que esbarrava no chão.

Estava terminando de abotoá-lo quando teve a grata surpresa de receber um celular.

- Sua história foi confirmada por Alejandro. Pode ligar para o dono da livraria.

O sr. Barry ficou preocupado ao reconhecer a voz de Camila. Ela se apressou a garantir que não havia nada de errado com a loja e avisou que teria de faltar ao trabalho por dois dias para cuidar de uma amiga que estava doente. Antes de desligar, pediu desculpas.

Lauren não afastou os olhos dos de Camila mesmo depois que ela lhe devolveu o celular.

- Você é uma mentirosa convincente.

Horas mais tarde, Camila não cabia em si de espanto. Aquilo não era um avião, mas um requintado salão de festas. As poltronas eram forradas de couro, o carpete era alto e macio. O luxo imperava por toda parte. Mas nem sequer a possibilidade de descansar naquele ambiente agradável melhorou o humor de Lauren Jauregui.

Seu semblante estava carregado. Camila queria desviar os olhos daqueles cabelos tão pretos, dos olhos da cor esverdeados que podiam brilhar como duas esmeraldas, da boca sensual e do queixo arrogante, mas não conseguia.

A verdade atingiu-a com a força de um golpe. Lauren a atraía como nenhuma outra pessoa. Era dona de uma beleza rara. Era a mulher com que todas as mulheres sonhavam. Fisicamente. Mas sua insensibilidade era notável. Ela nem sequer era capaz de perguntar se sua prisioneira sentia fome ou sede. Para conseguir o que queria, Lauren era capaz do destruir tudo e todos que estivessem em seu caminho.

Camila parou de respirar ao ser flagrada encarando-a.

- São três horas da manhã na Grécia ela disse. Vá se deitar e tente dormir um pouco.

- Deitar? - Camila balbuciou.

Ela não respondeu. Em vez disso, pressionou um botão e alguns instantes depois surgiu uma comissária de bordo que recebeu o encargo de acompanhá-la à cabine-dormitório.

Camila pestanejou ao ver uma cama de casal no compartimento. E antes que pudesse voltar a si do assombro, a jovem fechou a porta e deixou-a sozinha. Não hesitou. Estava tensa e exausta e nada lhe parecia melhor naquele momento, do que esticar o corpo. Um corpo que não estava apenas tenso e cansado, se deu conta.

O desejo insano que Lauren lhe despertara havia deixado marcas. Seus seios pareciam ter aumentado e os mamilos estavam rígidos.

Fechou os olhos com força. E se o que estava acontecendo com ela não passasse despercebido a Lauren ? E se ela já tivesse notado? E se ela a tivesse banido de sua presença justamente por esse motivo?

Duas horas depois, Camila acordou com o chamado insistente da comissária de bordo.

- Srta. Cabello? Srta. Cabello?

Camila voltou a si aos poucos e se apoiou sobre um cotovelo.

Ao ver uma bandeja nas mãos da moça, sorriu e agradeceu. Não entendia a razão pela qual a comissária continuava fitando-a como se fosse um ser de outro planeta.

- Nós. . Eu. . não gostaria de importuná-las, mas talvez senhorita deva acordar a sra. Jauregui. O piloto pediu para avisá-las que aterrissaremos em cinquenta minutos.

Dessa vez foi Camila quem olhou para a comissária sem nenhuma noção do que estava acontecendo. Por que a garota estava com medo de acordar sua chefe? Seu humor seria ainda pior quando ela estava com sono?

A comissária balançou a cabeça.

- Alguém precisa acordar a sra. Jauregui para que ela se prepare para o funeral.

- Funeral?

- Infelizmente o vôo está muito atrasado e as senhoras terão de ir direto para o cemitério. A comissária hesitou. Por favor, não interprete mal o que irei dizer, mas todos nós achamos ótimo que a sra. Jauregui a tenha trazido para apoiá-la em um momento difícil como este.

As palavras da comissária afastaram a sonolência por completo. Agora entendia o porquê de Lauren lhe ter comprado aquelas roupas pretas. E a razão de seu desabafo quando dissera que não queria companhia naquela viagem.

Tomou seu desjejum o mais rápido que pôde e foi ao banheiro. Gostaria de fazer uso do chuveiro, mas como não havia tempo, limitou-se a vestir o conjunto de saia.

O que viu no espelho a deixou assombrada. Parecia outra mulher. Estava sensacional.

Nunca se sentira tão bonita antes.

Encontrou Lauren na cabine, na mesma poltrona que ocupava na noite anterior. As pernas estavam esticadas para frente e a cabeça estava apoiada contra o encosto.

Pela primeira vez, Camila sentiu a consciência lhe pesar. Sem a gravata e o casaco do terninho e com alguns botões da camisa aberta na altura do pescoço, Lauren não parecia arrogante nem autoritária.

Adormecida, aliás, ela estava parecendo pouco mais do que uma garota. Deveria estar exausta. No entanto, preferira o desconforto para lhe ceder sua própria cama.

Ao pensar que sua tripulação lamentava por ela enquanto ela só lhe dera trabalho e preocupação, Camila franziu o cenho.

Armou-se de coragem e sacudiu-a gentilmente pelo ombro. Uma vez foi suficiente. Ela abriu os olhos e consultou seu relógio de pulso. Levantou-se e, sem dar demonstração de ter notado sua presença, dirigiu-se ao dormitório.

- Sra. Jauregui?

Ela parou, mas não olhou para trás.

- Eu não sabia sobre o funeral. - Lauren virou-se e não disfarçou uma expressão de incredulidade .

- Não lê jornais?

- Não tenho tempo.

- Acabo de perder meu pai.

Ela se afastou e Camila sentiu-se a última das criaturas. Não era de admirar que sua chefe estivesse nervosa e zangada com ela. Em um momento como aquele, como ela poderia querer uma completa estranha a seu lado? No entanto, por suspeitar que ela pudesse ser uma espiã, a obrigara a segui-la. Que idéia, ela uma espiã?!

Por outro lado, o mundo que Lauren vivia não era simples como o de Camila . Ela circulava pelas mais elevadas camadas da alta-sociedade e os negócios significavam mais do que qualquer outra coisa.

Eram sete da manhã quando Lauren e Camila chegaram ao aeroporto.

De roupa preta, luvas longas, chapéu e óculos escuros que Lauren lhe dera ao desembarcarem, Camila sentiu-se como se estivesse sonhando.

Em seguida, sentiu como uma atriz famosa. Flashes pipocaram a sua passagem ao lado da magnata. Homens que trabalhavam como seguranças de Lauren fizeram uma barreira para conter os jornalistas.

Ao perceber sua hesitação, Lauren colocou o braço ao redor de sua cintura e impulsionou-a para frente. Perguntas as assaltavam de todos os lados. Camila entendeu uma delas que fora formulada em inglês. Estavam querendo saber quem ela era. Lauren continuou em frente, de cabeça erguida, sem responder nenhuma das perguntas.

Seria essa a vida dela?, Camila cogitou. Mulheres ricas e poderosas não eram respeitadas pelos jornalistas nem sequer em seus momentos de dor?

Por,fim chegaram a uma pequena sala privativa.

- É sempre assim com você? - Camila quis saber, ainda trêmula de ansiedade.

Lauren deu de ombros.

- Talvez hoje tenha sido um pouco pior. Sua presença os deixou alvoroçados.

- Espero que ninguém me reconheça naquelas fotos. - E antes que ela pudesse responder, Camila perguntou se alguém viria buscá-las.

- Seguiremos de helicóptero para a ilha onde acontecerá o enterro.

Camila não conseguiu evitar um lamento. A viagem estava parecendo interminável.

- Ilha?

- Chindos - Lauren informou. - Você realmente não sabe nada a meu respeito, não é?

Camila percebeu que a observação havia ofendido o ego feminino. Isso irritou-a, o que ela esperava? Que ela se atirasse a seus pés como deveria fazer a maioria das mulheres?

- Não. E isso certamente a incomoda. Afinal considera-se o sol ao redor do qual o mundo deve girar.

- Sua falta de tato acabará encrencando-a mais cedo ou mais tarde.

Camila fez uma careta.

- E eu já não estou encrencada?

A sombra de um sorriso surgiu nos lábios de Lauren.

- Por que está sempre procurando uma briga? Seu temperamento não combina com sua aparência feminina e delicada.

- Posso ser feminina, mas não sou delicada - Camila protestou.

- Por que afirma isso?

- Porque não gosto que as pessoas se recusem a me levar a sério. Não é fácil ser latina e baixinha, ainda por cima!

- Mas você não é baixa. É quase da minha altura se estivérmos sem saltos. - Lauren declarou - E você tem curvas proporcionais para provocar qualquer pessoa.

Camila encarou-a, indignada.

- Eu não uso meu corpo para provocar ninguém.

- Sinto muito, mas não acredito em você. Tire esse chapéu e solte os cabelos.

Camila hesitou, mas acabou fazendo o que ela queria com um gesto de desafio.

Fez-se um longo silêncio conforme os fios castanhos caiam sobre os ombros de Camila. Lauren ficou parada, examinando-os e passando vagamente seu olhar por todas as curvas de seu corpo.

Camila sentia aquele olhar sobre si como se fosse de fogo. Uma onda de calor lhe percorreu o corpo.

- O que acha de seu trabalho como faxineira? - ela perguntou abruptamente, mudando de assunto.

Camila pestanejou.

- Porque quer saber?

- Meu interesse é sincero - Lauren afirmou.

- Bem, ele é repetitivo, monótono e mal pago. Sinto muito se esperava que eu dissesse que ele me dá satisfação.

- Nesse caso, por que se candidatou ao emprego?

- Porque o horário se encaixa as minhas necessidades e porque trabalho sem interferências. Não gosto de receber ordens.

- Já percebi isso. Em seu lugar, eu procuraria lidar com o problema e considerar a possibilidade de arrumar um emprego onde pudesse desenvolver sua capacidade.

- Tenho outros planos. Sou ambiciosa a minha maneira. Não pretendo continuar limpando escritórios por muito tempo.

Lauren examinou-a da cabeça aos pés novamente.

- Nas atuais circunstâncias, acho melhor você aguardar. Não estou brincando, Camila.

- Nem eu - ela declarou. - Negócios sempre vêm em primeiro lugar em minha vida. Aliás, a senhora disse que me pagaria pela inconveniência.

- Naturalmente.

- Espero que eu receba em dobro. Afinal não jantei ontem e fui obrigada a permanecer acordada até as três horas da manhã!

Um brilho divertido surgiu nos olhos verdes.

- Você é sua pior inimiga. Eu teria lhe pagado muito mais, se não tivesse dito nada.

- Não sou gananciosa. E não estava pensando naquela conversa idiota que ouvi quando falei que não trabalharia por muito tempo mais como faxineira.

- Não posso acreditar que esteja dizendo a verdade.

- Mas deveria. Mesmo que eu tivesse entendido o que vocês estavam falando, e eu não entendi, sou uma pessoa honesta e não teria tirado vantagem.

- Os que vivem protestando honestidade são os que mais mentem - Lauren observou.

Ofendida com aquelas palavras que provavam que Lauren continuava desconfiando de suas intenções, Camila disse, corada.

- Se prefere continuar acreditando apenas no que quer acreditar, fique à vontade.

- Não pode me culpar por sentir necessidade de me precaver.

Camila respirou fundo.

- Prefiro que não tente se justificar. Nós duas sabemos porque eu estou aqui. Porque a senhora é quem é e porque eu sou quem sou. Se Ally e eu não precisássemos de nossos emprego eu já a teria mandado às favas.

- Não tenho dúvidas disso - Lauren concordou.

- Afinal, a viagem que está me proporcionando esta longe de ser algo prazeroso. Desculpe se pareço estar desrespeitando-a, mas enterros nunca são agradáveis.

Lauren surpreendeu-a com a mais inesperada das declarações naquele momento.

- Meu pai teria adorado sua irreverência.

Camila se arrependeu do que disse ao ver a expressão tristeza que cobriu o rosto de Lauren. Mas antes que pudesse pensar em uma forma de amenizar o problema alguém bateu à porta. Alguns minutos depois estavam sobrevoando o mar Egeu. Apesar do barulho das hélices, Camila sentiu sono. Lutou quanto pôde com suas pálpebras. Mas elas venceram.

Acordou com uma sensação de abençoada preguiça. Por pouco não alongou os braços.

Porém, quando abriu os olhos precisou piscar várias vezes para tentar se localizar.

Estava deitada no banco traseiro de uma limusine!

Encolheu-se ao ver a porta ser aberta.

Um homem de cabelos pretos e olhos claros inclinou-se e sorriu.

- Não é de admirar que Lauren não a tenha levado consigo ao funeral. Minha prima tem bom gosto e inteligência. A maioria dos parentes de sua falecida mãe não aceita a liberação sexual dos tempos modernos. Prazer em conhecê-la. Sou Matthew Daddario Vapoulos.

Irritada com o modo com que aquele homem estava olhando para suas pernas, Camila puxou a saia para baixo e se sentou.

- Não sou quem você esta pensando!

- Não? - Matthew piscou. - Se não pertence a Lauren, o que está fazendo a sua espera do lado de fora do cemitério?

- Eu apenas trabalho para ela, ok?

- Por mim, tudo bem. - O grego ergueu a mão e afastou uma mecha de cabelos que havia caído no rosto de Camila. - Você é linda.

A porta do outro lado foi aberta naquele instante. Camila virou a cabeça e viu Lauren. Ela franziu o cenho diante da cena supostamente íntima. Em seguida, empurrou o primo pelo ombro para fora do carro.

O homem quase caiu.

- Ela disse que não lhe pertencia - Matthew se justificou - Você acha que eu teria tentado algo se ela contasse a verdade?

Lauren fechou a porta sem se dar ao trabalho de responder. Quando olhou para Camila, ela perdeu o fôlego.

- Não a trouxe aqui para que se comporte como uma qualquer!

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Notas Finais


Até a próxima 👉🏻❤️


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