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História Noiva por acidente - Capítulo 10


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Notas do Autor


olá!!!!
eu sei, eu sei ^^"' fiquei muito tempo sem postar e não me orgulho disso. Houve um bloqueio criativo, PORÉM sua autora maluca e sem noção está de volta!!! boa leitura

Capítulo 10 - Calmaria antes da tempestade


Eu estava boquiaberta e muda , Laito por sua vez parecia louco de amores por mim. Meloso e romântico de forma um tanto assustadora. Os olhos me seguiam em todo e qualquer dos meus movimentos enquanto o ruivo deitava de lado em uma pose vulgar.

-Ah, cadelinha. Ontem a noite foi tão maravilhoso. – ele se pôs de quatro e engatinhou em minha direção. Não pude resistir ao charme dele e permiti que a cútis gélida e pálida entrasse em contato com a minha, quente e amendoada. Trocamos um beijo apaixonado e tive certeza que aquele não fora o último das 24 horas anteriores.

- Laito, o que exatamente aconteceu ontem? – deitado ao meu lado, o vampiro deslizou seus dedos delgados pelo meu rosto e colocou uma mecha de meu cabelo atrás da minha orelha. Ao emitir um riso baixo, em resposta ás cócegas que ele provocara , o galã ficou sério.

-Não se lembra mesmo? Nem da transformação? –  a musicalidade de seu tom de voz era grave , profundo e sério. Algo muito destoante do habitual.

- Transformação? – perguntei para confirmar se eu ouvira corretamente.

- Venha comigo. – ele alçou seu corpo e estendeu a mão para me ajudar a levantar. Aceitei e uma onda de choque atingiu meu corpo.

Notei que minhas unhas estavam enormes , pontiagudas e negras. O esmalte neon descascara quase todo e o que um dia chamei de úngula se transformaram em garras afiadas e poderosas.

-Ah meu .... – engoli seco e não pude terminar a frase.

- Vem, cadelinha. – ele tomou minha mão com delicadeza e me conduziu para fora da toca a qual nós estávamos.

Protegi meus olhos contra os agressivos raios solares com as costas da mão, apesar de que o calor do mesmo em contato com minha pele era agradável e causava sono. Meu corpo encontrava-se imerso em uma sensação prazerosa  de conforto morno, cujo se estendia por todos os milímetros da minha cútis. Nossos pés descalços roçavam na grama produzindo um ruído baixo e ritmado de acordo com a velocidade de nossos passos.

Um pouco depois Laito parou.

- Tome um pouco de água, bitch-chan. Vai te fazer bem.

Contrariada pela irritante mania de Laito Sakamaki me chamar de bitch-chan, me curvei á beira do lago para , com as mão em concha, beber um pouco do líquido fresco e límpido.

-AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!

O guincho que produzi ao notar meu reflexo nas águas límpidas espantou os pássaros aninhados nas árvores próximas.

-Não! – toquei em minhas orelhas agora pontudas e recobertas de pelos brancos. – não! – toquei minhas presas protuberantes custando a acreditar que não estava sonhando uma vez mais.

O vampiro me olhava com curiosidade.

-Laito, agora já era! – pus as mãos na cabeça em sinal de desespero, já de pé.

- Por que? – ele me perguntou sem se alterar.

- Esta acontecendo de novo. Minha forma .... – a voz sumiu no meio do raciocínio. – entendi. Eu me transformei ontem à noite. Voltei para a mansão, te arrastei até aqui...

-Na verdade não.- Laito me interrompeu -  Eu vim procurá-la. – ele tomou minha nuca em suas mãos e colou os lábios dele nos meus novamente. – sua face selvagem é encantadora. – mais um beijo  se deu antes de o ruivo continuar. Não pude expressar reação, tudo era tão confuso. Eu me encontrava cada vez mais enrolada e presa nessa trama de finos fios de seda preparada pelo destino. Meu coração batia acelerado, não sabia dizer a exata razão. Seria pelo fato de ter parte do meu corpo recoberto de pelos? Ou talvez pelo fato de Laito vir me resgatar?

– A forma como lutou corpo a corpo com Reiji foi tão sensual! – ele gemeu contente ao continuar seu relato – Você o acertou em cheio com um chute e quando chegamos lá , você o balançava como um lobo matando uma presa! – o Sakamaki gemeu novamente, acariciando meus cabelos  – derrubou Ayato, roubou o maldito urso Teddy e o fez em pedacinhos. – riu ao contar, satisfeito como um pirralho vingativo.

- Laito-kun, você me rastreou pelo cheiro?

 – Minha linda cadelinha deixou uma trilha de miolos e vísceras de pelúcia . Não foi difícil encontrá-la.

- O que mais aconteceu ontem? – ao terminar de perguntar, flashes de memória me atingiram como balas de prata. – Eu persegui pessoas ...- anunciei em tom pesaroso. Há muito tempo não mergulhava novamente na insanidade licantropa, eu tinha ótimos motivos para evitar tal acontecimento.

- Você foi tão maravilhosa! Perseguiu um fazendeiro curioso que veio salvar as galinhas de uma suposta raposa. – a risada sádica do ruivo ressoou – Ele estava com uma garrucha nas mãos! Você  o  esperou entrar, caminhar procurando pelo animal que atacava os animais. Então você abriu esses lindos e grandes olhos amarelos, rosnando como um canino infernal sedento por sangue.

A cada palavra dele meu queixo se movia mais em direção ao chão enquanto meu olhar tomava um brilho horrorizado.

 - Foi tão  divertido vê-la perseguir aquele caipira!!! Porém quando você estava prestes a matá-lo fui percebido.  – ele passou os dedos pelos cabelos enquanto inclinava sua cabeça para trás. – Sua fronte se virou em minha direção, sondando o breu da noite a minha procura. Um milésimo de segundo depois , seu lindo corpo saltou sobre mim. – Laito levou seus dedos frios aos meus lábios e os acariciou de leve, por instinto beijei-os de leve.

-Devo admitir que tive medo, até porque tivemos um inconveniente eclipse lunar.

- Isso te torna mais fraco, estou certa?

-Sim, cadelinha. Você também parecia cansada , mas me seduziu com sua respiração quente e ofegante. Sua pele irresistível e macia reluzia sob a luz das estrelas – a língua áspera e ardilosa percorreu a pele do meu pescoço. – você me deitou no chão e ao invés de me estraçalhar, me beijou como se fosse a coisa mais importante do universo a se fazer.

-E agora estamos nús no meio do mato.. – interrompi rapidamente. A cada segundo meus nervos ficavam mais instáveis e apostava que a qualquer segundo o exército do horror estaria na minha cola a fim de me recapturar. Contudo algo me preocupava mais.

-Laito – o agarrei pela mão – temos que nos vestir e sair daqui.

Surpreendentemente, o vampiro não se opôs e me seguia até a fazenda vizinha, onde roubamos vestimentas do varal a fim de cobrir nossas vergonhas. Bem, mais minhas do que de Laito. Tive que fazer muito esforço para não sucumbir ás provocações e encantos dele. Os beijos na minha nuca a cada vez que eu parava para checar se os arredores estavam seguros eram golpe baixo...

Quando acabei de vestir as calças jeans, elas escorregaram coxas abaixo.  O ruivo mais uma vez, riu da minha situação ridícula desconsiderando o fato de ele estar com uma bermuda curta demais. Curta e apertada. Oh Deusa, por que o Sakamaki tinha um corpo tão perfeito? Suas nádegas eram redondas e aparentemente feitas sob medida para minha mão. Eu queria apertar aquele traseiro esculpido por Rodin, morder a pele abençoada por Afrodite a fim de que meus dentes o marcassem para que soubessem que Laito Sakamaki tinha dona.

- Bitch-chan, você está tão corada. No que está pensando? Lembrou do que aconteceu noite passada? – ele se aproximou, caminhando de forma lenta, cadenciada e sensual.

-Péssima hora para isso, querido. – dei um toque sarcástico a última palavra. Olhei em volta a procura de uma corda, arame ou algo do tipo a fim de improvisar um cinto. Por sorte, achei um pedaço de corda trançada de um amarelo pálido.

Para meu desespero, ouvi um barulho ao longe. Um apito agudo e terrivelmente familiar. Para minha surpresa, Laito e eu pronunciamos juntos:

 

- Oh não! 


Notas Finais


Obrigada pela leitura!


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